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Posts Tagged ‘política internacional’

Para que se fizeram os paraísos fiscais? Para líderes de topo e ricaços escaparem com dinheiro que iria direitinho para os impostos. Então porque se mantém os paraísos fiscais? Pela força da corrupção que mina o alto exercício de cargos políticos nos Estados. Mas, quando dá jeito, lá se acusa um dos que não lidera de modo incólume a corrupção. Chegou a vez de nos distraírem com Cristiano Ronaldo.

O Luxemburgo, entre outros Estados-membros continuam a ser paraísos fiscais na União Europa e o anterior Primeiro-ministro daquele ducado até preside esta União. Pois, nada a dizer isto é como aquelas legalidades à medida da EDP que Mexia nos explicou. Vamos é nos distrair com o mauzão do Cristiano Ronaldo, os outros são todos bonzinhos.

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O Reino Unido votou no Brexit porque não estava disposto aos sacrifícios que a União Europeia necessita para coexistir, apesar das muitas críticas de falta de solidariedade dentro desta. A Primeira-ministra do RU convoca eleições para reforçar o poder negocial do país no Brexit, ela que fora contra, mas os britânicos curiosamente dão num voto que enfraquece a sua capacidade negocial e pode gerar uma crise económica na ilha. São mesmo estranhos estes ingleses que pensam como se fossem os maiores do mundo e começaram a dar tiros nos seus próprio pés sucessivamente.

Curiosamente, muitos dos que se congratularam com o Brexit do lado lusitano faziam-no porque queriam enfraquecer a UE, numa linguagem onde tanto querem a solidariedade europeia para nos ajudarem como querem colocar os pés fora da União, mas já comecei a ver congratulações nestes por o Reino Unido ficar mais fraco com o resultado eleitoral que as projeções estão a dar.

Não é o mundo que está louco, é apenas a visão eleitoralista dos partidos e das ideologias a curto-prazo que nesta continua contradição para ganhos imediatos envenena também a democracia a longo-prazo. Efetivamente votar no brexit e a seguir votar no enfraquecimento negocial deste é mesmo de uma incoerência a toda a prova.

Portugal, há muito, e o Reino Unido nos últimos tempos têm levado esta incoerência aos píncaros da democracia, as consequências veremos no futuro. Para já penso que esta noite a UE deve estar intrigada, mas a rir-se do comportamento dos lordes ingleses com este tiro no pé.

 

 

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É pena mas não é original, já antes os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Quioto de 1997, tal como não se comprometeram com o aumento das exigências deste que resultaram da Emenda de Doha em 2012 e não seria de prever agora com um cético nos efeitos das emissões dos gases com efeito estufa como Presidente da América que este viesse a aderir ao ainda mais exigente Acordo de Paris de 2015.

A verdade é que além de descrentes nesta hipótese maioritariamente aceite por cientistas, existem ainda muitos interesses económicos de curto prazo a apoiar o ceticismo no tema. A democracia tem muitas virtudes, mas tem uma fragilidade é que por norma rende-se mais aos interesses de curto-prazo face ao riscos de longo-prazo e é isto que há anos domina a estratégia dos EUA nesta matéria, Trump apenas é mais descarado no assumir aquilo que desde de 1997 tem bloqueado a envolvência do maior poluidor do mundo per-capita neste projeto de prevenção das alterações climáticas. É pena, mas a oeste nada de novo aconteceu, apenas foi dito mais claramente o que vinha a acontecer.

Curiosamente tendo Trump acusado a China de estar por detrás da teoria das alterações climáticas para enfraquecer a economia americana, agora é este império oriental que se compromete com estas  novas exigências precisamente contando com isso fortalecer a economia asiática, pelo menos a oriente alguma coisa de novo e em contradição com o líder de Washington.

Já não se perde tudo quando o País mais populoso do mundo adere a esta causa, ele que oferecia o maior risco pela sua dimensão se não revertesse a sua estratégia de reduzir as emissões com efeito estufa.

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Conhecendo a coragem com que o Papa Francisco denuncia publicamente males da economia e da sociedade ocidental e vendo todas as pretensões infelizes de Trump em matéria de ambiente e de refugiados, imigração e proteção social sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos, gostaria de ter sido mosca para saber o tom com esta conversa decorreu em privado.

Conhecendo o conteúdo exigente da encíclica deste papa sobre o ambiente, sobre o cuidado da casa comum “Laudate si“, gostaria de saber o que dirá publicamente dela Trump se cumprir a sua palavra de que a vai de facto ler.

Para já ou a hipocrisia pública dominou os comentários de Trump sobre o seu encontro com o Papa Francisco ou então a diplomacia censurou essa conversa privada. Quem me dera de facto ter sido uma mosca presente na sala e depois ter consciência do que foi então conversado e como foi dito

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Já não é só o resultado das presidenciais amanhã em França que me preocupa, é o progressivo aumento de votação em partidos extremistas ou populista na Europa e EUA. Mesmo que Le Pen seja derrotada nesta volta, o UKIP já conseguiu o Brexit e não serviu de lição que o seu líder no dia seguinte se tenha posto ao lado, depois venceu Trump e Beppe Grillo ameaça desestabilizar a Itália com o 5 estrelas.

Curiosamente, muitos daqueles que se dizem progressistas de esquerda ou de direita e insatisfeitos com o sistema político atual no ocidente, incluindo de Portugal, não têm deixado de partilhar discursos de Nigel Farage anti-europa, de aplaudir o progresso do 5 Estrelas ou outros discursos embrulhados em vontade de mudar o sistema vindo de gente que disfarça ideias centrais perigosas.

Choca-me mesmo ver emigrantes lusos, alguns até de elevado nível intelectual e cultural, a defenderem, como protesto políticos, propagandistas de ideias nacionalistas, anti-imigração e xenófobas nos países que os acolheram, como se isso não alimentasse um animal que parasita a democracia e a destrói por dentro, sendo que este regime, apesar dos seus defeitos, foi até hoje o modelo que mais estendeu direitos e regalias pelos indivíduos dos povos por onde se instalou, com benefícios para todas as classes sociais.

Le Pen pode perder e assim desejo, mas o monstro das ideias que lhe são similares continua a crescer e a minar a democracia e não sei por quanto tempo mais esta lhe resistirá ainda.

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O mal de uns, por vezes é o bem dos outros, a política mais pacifista de Obama era bem-vistas, mas diminuía a importância da base das Lajes e os Açorianos temiam isso, agora as ideias de reforçar o papel mundial da América de Trump e os sinais de agressividade bélica que ele tem mostrado levam a que o papel desta base cresça e os benefícios financeiros deste reforço parecem bem recebidos nos Açores, que até esquecem o maior risco de guerra mundial.

Quando a base das Lajes era de facto considerada como uma estrutura fundamental dos EUA nos Açores e sem perspetivas de esvaziamento, havia quem criticava a presença norteamericana na Região, mas quando houve o risco de saída de serviços militares, alguns destes começaram a fazer exigências daquele país para a Terceira, agora aguardo com curiosidade como reagirão se se seguir um reforço daquela presença fruto dos interesses estratégicos de Trump… o mundo dá mesmo muitas voltas e pode até ficar de pernas para o ar e por dinheiro muitos vendem não só a alma como a coerência!

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Apesar do impacte socioeconómico e político negativo que o Brexit pode ter para a União Europeia e Reino Unido, talvez o maior problema que o Continente enfrentou tenha mesmo sido deixar o euroceticismo inglês minar a confiança do projeto europeu. A UE cometeu erros nas suas relações inter-Estados e nem sempre foi solidária, mas quem mais que a Inglaterra dificultou o comprometimento entre os Estados desta união em construção, quando ainda os valores da solidariedade dominavam sobre os meros interesses económicos?

Saber transformar o Brexit numa oportunidade de reforço da solidariedade entre os Países que optam por ficar na União é sem dúvida o maior desafio que presentemente a UE enfrenta.

Veremos assim se ainda é possível à União aproveitar o momento de saída do eurocético-mor, aquele mais dificultou a integração dos Estados, para reformular-se e ser capaz de levar para primeiro plano os valores políticos que estiveram na sua origem ou se vai deixar que os interesses rapaces de curto-prazo dos maiores detentores capital destruam definitivamente o projeto do tratado de Roma.

Um possível calendário dos próximos passos deste divórcio é exposto aqui no jornal Economia Online. Neste momento começou um jogo  crucial para o futuro da Europa, votos para uma vitória dos valores altruístas sobre o egoísmo separatista.

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