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Posts Tagged ‘Escândalos’

Segundo dados do Público de hoje, só em julho morreram em Portugal mais 2137 pessoas do que no mesmo mês do ano passado e o Covid-19 só justifica 1,5% deste excedente.

O Governo, sem a fiscalização da oposição, limita-se a dizer que foi do calor, a verdade é que o número de mortes anormalmente alto já vinha dos meses mais frios e durante os quais nunca a oposição apertou os calos ao Executivo para perceber porque os Portugueses sem Covid estavam a morrer tanto sem se perceber o porquê.

A verdade é que nos últimos tempos, mesmo se descontarmos as mortes por Covid-19, o número de mortos em Portugal subiu excessivamente, são mais do que as próprias mortes provocadas pelo SARS-Cov2 e ninguém da oposição cumpriu eficazmente o seu papel de fiscalizar o Governo nesta matéria.

Quantas pessoas desta mortandade em Portugal nos últimos meses estariam hoje vivas se Rui Rio tivesse cumprido o seu papel de fiscalizar o Governo como líder da oposição estando atento ao muito que havia para fiscalizar desde o início da da pandemia neste País? Nunca o saberemos penso eu, mas suspeito que muitas.

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Pelas fotos não desgosto da obra de arte “A Linha do Mar” implantada em Leça da Palmeira. O problema não está em esta valer ou não 300 mil euros, ser bonita ou feia para o cidadão comum e entendível ou não por este.

O problema é que foram dinheiros públicos e há um grupo em Portugal que gere este dinheiro do Povo em coisas que não são aceites pelo cidadão comum quando falta para o essencial a este.

O problema é que existe uma mentalidade no meio de certa esquerda e dos artistas lusos que olha para o Estado como este tendo obrigações de mecenato acima do Povo.

Nunca se deve coartar a criatividade artística mas o artista também deve ter consciência que muitos dos génios da arte viveram foi do mecenato privado e, quando da Igreja e dos Nobres, estes geriam dinheiro privado obtido por meios que felizmente deixaram de ser aceites após a revolução francesa em democracia.

Mesmo com o mecenato que suportava artistas em sociedades em que faltava o essencial ao Povo, muitos génios foram incompreendidos e mesmo com sucesso não ganhavam o mínimo. Mozart, Rembrandt, Caravaggio, Pessoa, etc. não cobraram fortunas ao Estado, nem morreram de bolsos cheios.

Em Portugal há quem se sinta génio, até pode ser, e pense que o Estado tem de sustentar a sua genialidade.

Mesmi assim, não é tolerável o vandalismo sobre qualquer património público ou privado.

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Quando o ministro da Administração Interna apela aos outros para não haver aproveitamento político no caso do kit de proteção aos fogos, não estava precisamente o Governo a fazer aproveitamento político com essas prendas à custa dos nossos impostos?

Ao mesmo tempo o executivo não estava a favorecer uma empresa “amiga” com a seleção destas golas?

Não estava ao governo a colocar pessoas em risco em possíveis campos de incêndio se não se tivesse denunciado que as golas eram inflamáveis?

Quem fez nisto maior aproveitamento? Quem estava a aumentar a vulnerabilidade das pessoas com golas que não se sabia serem inflamáveis com dinheiros públicos ou quem critica tais comportamentos de governantes oportunistas feitos com o dinheiro dos outros?

Irrita-me profundamente a hipocrisia dos que se aproveitam do dinheiro das populações para fazer propaganda mas acusam quem os denunciam como se não fossem os culpados.

 

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Gaudêncio foi eleito pelo povo para o cargo executivo da presidência da Câmara Municipal da Ribeira Grande e foi no âmbito desse exercício que foi constituído arguido e até ao momento ninguém ligado ao processo apontou para a incompatibilidade da continuidade das suas funções com a investigação em curso. Tanto suspeitas como cargo limitam-se ao mesmo círculo: a Autarquia. Assim em função da sua consciência compreendo que possa continuar nas suas funções.

Já a liderança regional do PSD é um cargo de estratégia política e as acusações contra Gaudêncio não se referem a ações desenvolvidas nestas funções, mas sim como Autarca. Neste âmbito, não tem o Presidente do PSD de prestar contas dos seus atos executivos a todos os Açorianos que não sejam seus munícipes do que fez na gestão do concelho a que Preside, contudo tudo o que comentar de âmbito regional ficará inquinado pela suspeita particular, toda a crítica que fizer ao Governo fará eco aos indícios do que lhe acusam e manietará qualquer estratégia fora da Ribeira Grande.

Pode a Comissão Política Regional dar-lhe um voto de confiança, até porque muitos foram por ele escolhidos e respeito essa solidariedade, mas não pode em consciência o Presidente aceitar manietar o partido que lidera exatamente com as funções de o fazer crescer.

Assim, mesmo respeitando o princípio da presunção de inocência, a bem do PSD-Açores, Gaudêncio deve demitir-se do cargo partidário pois embora eleito pelos seus militantes passou a ficar inquinado por algo alheio a esta função mas que a compromete.

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Meu artigo de hoje terça, dia 21 no diário do Faial “Incentivo”.

ELES COM OS LOUROS, NÓS COM A CONTA

  1. Estamos em período de campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, tenho assistido a uma roda-viva de candidatos e partidos a falar dos problemas do País que não são da competência daquele Órgão e não vi ninguém referir questões cuja resolução esteja nas mãos da União Europeia, embora saiba que as obras de âmbito nacional e regional são, na sua maioria, pagas por fundos comunitários e quando se faz qualquer coisa por cá, os políticos portugueses colhem os louros como se tivessem pago e quando por má-vontade destes ou incompetência não se fazem atiram as culpas para a Europa.

Lembro-me que há uns meses atrás, numa sessão no Amor da Pátria, falou um Eurodeputado, agora considerado o eleito português mais influente naquele Parlamento, deixou claro haver condições de a ampliação adequada e pretendida pelos Faialenses para a pista do aeroporto da Horta ter cabimento e ser convenientemente apoiada por fundos Comunitários. A verdade é que até ao momento da escrita deste artigo paira silêncio sobre esta matéria, apesar de alguns andarem a tentar tirar louros sobre este processo sem nunca se ver ao certo e a tempo a luz ao fundo do túnel que garanta que esta obra vai mesmo ser feita. Para este projeto, o ainda eurodeputado referiu que os governantes de cá nada pareciam querer aproveitar a possibilidade- Já sobre a variante, os de cá não a fizeram quando deviam e depois culparam a União Europeia de já não financiar a obra.

Uma coisa eu suspeito: quando chegar novamente a hora da verdade na questão do aeroporto os culpados do que correr mal vão lavar as suas mãos, mas vão chamar a si louros de esforços que camuflaram má vontade política do Governo e as contas serão sempre sentidas pelo Povo Faialense.

  1. Não haja dúvida que Joe Berardo distingue-se de muitos políticos que nos tem desgovernado por ser menos hipócrita, embora igual em oportunismo. Já me parece evidente como vai acabar o escândalo das declarações descaradas do ainda Comendador na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre aos desvarios financeiros da Caixa: esta vai-se transformar numa oportunidade de ouro para um pacote de sonsos governantes e seus nomeados gestores,que têm destruído as finanças de Portugal e se servido do País impunemente,lavarem mais uma vez as suas culpas pelos maus acordos que fizerem com privados em prejuízo do Estado e da Banca para colher louros políticos de curto prazo e atirando os riscos da conta para longo prazo e para o Povo.

Cruzando os dados, eu suspeito que a evolução deste caso terá uma destas conclusões: a banca (cujos prejuízos de má gestão e interesses políticos têm resultado em injeções de dinheiro pago pelos cidadãos) ou irá conseguir a penhora das obras de arte para tapar as suas dívidas e vende-as ao Estado para que os compromissos culturais deste assegurem a exposição da coleção, ou o Governo a compra diretamente e injeta verbas nos buracos dos bancos, de qualquer forma, a despesa será coberta pelos impostos dos cidadãos, enquanto os políticos dirão que preservaram um espólio de grande interesse público para daí tirarem mais dividendos. Resumindo: os sonsos governantes e gestores combinados fizeram asneira da grossa neste negócio, mas no fim, sempre pagará o Povo e os culpados maiores tentarão ainda tirar louros públicos e sair a ganhar da má gestão.

A dúvida que ainda tenho é se Joe Berardo, que neste momento está a ser o único bode expiatório de toda esta gente sonsa culpada e coligada, sairá incólume mais uma vez ou chamuscado.

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Não é que em pleno familygate um elemento do governo tem a falta de cuidado de nomear o marido de uma ministra? Já que alguns se orgulham de não ir às redes sociais asta gente não acompanha o que se diz na comunicação social para asneiras tão inoportunamente?

Não é que depois de se falar tanto das suspeitas de na Assembleia da República se legislar muitas vezes no interesse dos parlamentares e onde o principal mau-exemplo dado pela população é dos deputados estarem em simultâneo ao serviço de gabinetes de advogados e do poder legislativo, não é que do lado do PSD se tolera a continuidade destas situações?

Depois admirem-se com o descrédito da política.

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No grupo parlamentar do BE há irmãos eleitos com o voto dos eleitores e ninguém tem poder executivo, no Governo há escolhas de casais, pais e filhos, cunhados e irmãos nomeados por escolhas não validadas em eleições transparentes e ainda por cima têm poder executivo…

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Primeiro foi no incêndio de Pedrógão a 17 de junho de 2017, depois foram os incêndios de outubro de 2017 e agora o acidente do helicóptero do INEM, num ano e pouco são já três casos em que as operações de gestão da Proteção Civil mostraram falhas organizativas graves… dos dois primeiros casos suspeita-se que possam ter tido consequências no número final de vítimas, o terceiro apenas evidencia o descontrolo mas sem agravar as consequências do sinistro, contudo é comum a todos: o Estado a falhou descaradamente e o Primeiro-ministro ficou sempre a jogar fora das linhas para não se queimar.

E isto é só para falar em questões de gestão de crise, pois o apoio aos sinistrados, segundo reportagens jornalísticas fora do canal do Estado, parece ser uma oportunidade para gente próxima de quem gere o auxílio pós-catástrofe e um sufoco pela falta de auxílio de outros sem padrinhos por esse Portugal fora.

É este o Portugal que temos e o indício de como o Governo é competente a gerir as situações de crise e a colher os louros da gestão dos momentos de acalmia. Algo que só vê quem quer ou tem capacidade para tal.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo a falar de vários assuntos e um alerta final.

VIAGEM POR VÁRIOS ACONTECIMENTOS DESTES DIAS

A entrada no verão costuma dar uma acalmia aos temas políticos, mas as últimas semanas foram férteis de acontecimentos: desde a aprovação em bloco das recomendações ao Governo de Portugal para a ampliação da pista da Horta, que já falei aqui no Incentivo por ser o assunto que considero exigir maior atenção dos Faialenses; passando pela demissão de Paulo Menezes de Presidente da Administração do Grupo SATA; indo ao escândalo da reportagem da TVI sobre o tratamento de pessoas nos cuidados continuados em duas IPSS nos Açores e chegando à proposta da aquisição da Loftleidir de 49% da Sata Internacional; não faltam temas neste momento.

Não volto ao primeiro pois já recomendei a necessidade de vigilância dos Faialenses na questão da ampliação da pista e não se sintam reconfortados pois foi bem mas não se alcançou ainda nada.

No que se refere à demissão de Paulo Menezes da presidência da SATA, tendo em conta que penso que ele foi apenas o rosto da estratégia do Governo dos Açores nos últimos anos a sua saída, após serem conhecidos os resultados financeiros negativos dos últimos tempos da empresa, apenas o torna o rosto oficial desse endividamento, mesmo que tal descalabro seja da total responsabilidade da estratégia imposta pelo executivo de Vasco Cordeiro. Já sobre o mau serviço da Azores Airlines ao Faial, quem nomeou o demissionário continua a ser quem manda e por isso nada de distrações, pois quem não queria servir bem esta ilha é quem continua ainda a “mandar” na realidade.

Sobre o escândalo da reportagem da TVI, se é certo que já havia fumo fraco a vir a público sobre esta matéria, a verdade é que jornalismo de investigação profundo feito nos Açores para este caso e outros não houve antes. Isto parece ter muito a ver com a sensação da existência de constrangimentos à verdadeira liberdade de expressão e denúncia no Arquipélago. Temos meios de comunicação com dificuldades financeiras e a necessitar de subsídios do poder para sobreviver, mesmo sem o Governo precisar de pressionar às claras, isto pode limitar que os jornalistas se sintam encorajados a serem um contrapoder a quem os subsidia, por isto dificilmente formam um quarto poder como os verdadeiros agentes que denunciam informação sensível à sociedade regional.

Quando à Loftleidir, neste momento nem sabemos o que a empresa propôs, mas se esta tiver de facto plena vontade de conciliar o verdadeiro bom serviço público aos Açorianos na área dos transportes aéreos com rentabilidade financeira da SATA poderá provocar uma revolução no setor. Será que assistiremos a este milagre? Enquanto o negócio estiver no segredo dos deuses do Governo dos Açores será impossível perceber o que aí vem ou se o negócio chegar mesmo ao fim.

Enquanto não sabemos se o Governo dos Açores vai de facto ter uma estratégia de servir bem o Faial com a Azores Airlines ou se a Loftleidir vai de facto e como fechar o negócio, resta-nos aproveitar a Semana do Mar, cuja suja estrutura pouco muda, sendo outra vez mais do mesmo, mas sem dúvida que é um bom momento para convivermos e nos divertirmos na cidade da Horta.

Boa Semana de Mar, mas que os folguedos não impeçam de se ficar atentos ao que se anda a definir para o futuro do Faial

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Nestes dias jornalistas e jornais açorianos têm-se lamentado pelo fato de já terem noticiado antes maus-tratos em serviços continuados e tal não ter tido a relevância que a denúncia da TVI teve. Há aspetos a justificar isso: o canal nacional juntou investigação sua, não se limitou a referir dados de terceiros com desmentidos dos acusados em direto que anulam a notícia. Depois o confronto duro feito ao poder face à normal subserviência nestas ilhas. Por fim a relevância dada a um OCS regional face a um órgão nacional, o primeiro cheira a uma discussão em família e segundo mostrou ao exterior a vergonha e mediocridade em que os Açores se acomodou.

Não sei também a audiência dos OCS regionais, ouço alguns dizerem que veem o telejornal dos Açores, mas também ouço muitos mais que dizem apenas ligar aos canais nacionais e os jornais todos dizem que são pouco lidos.

Não se refugiem os jornalistas regionais no sensacionalismo da TVI para esconder a falta de ousadia das reportagens que por cá se fazem. Este canal está vacinado contra essa acusação, foi o primeiro a denunciar o sistema de Sócrates e grande maioria dos restantes meios limitou-se a chamar de sensacionalismo aquilo que uma década depois se tornou quase consensual e depois de Portugal ter ido à falência de tanta corrupção não denunciada em voz alta.

Agora há outro aspeto que me preocupa, a passividade da oposição que deixou que isto continuasse e ninguém chamasse a si esta causa… talvez telhados de vidro a mais nos adversários ao poder instalado.

Agora ficou provado, pelo menos neste caso da não relevância da comunicação social açoriana e muito disso deve-se à falta de jornalismo de qualidade como deve ser que mereça o título de: o quarto poder.

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