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Posts Tagged ‘Escândalos’

Quero ver tudo esclarecido em relação ao dinheiro não controlado que saiu para offshores e da não publicação das estatísticas no portal das finanças no tempo de Núncio. Mas é estranho que após se acusar o homem disto, a seguir surjam em série aspetos suspeitos: é o caso de ter sido advogado de uma petrolífera pública da Venezuela, quando muitos dos que apontam isto nunca viram nada de mal no regime de Chavez, é o caso da offshore da Madeira, que não é ilegal e  atraía dinheiro para um território de Portugal.

Desde há muito que defendo que em política temos de ser e ainda parecer sérios, o que vai muito além de ser legal, mesmo que isto por vezes conduza à injustiça de quem estiver num cargo se prejudicar a si mesmo e aos que lhe são próximos para manter também esta parecença de virtuosidade. Lembro-me de quando autarca com funções executivas ter sido mesmo criticado por uma amigo que considerava esta postura pessoal um exagero…

Infelizmente, a política é mesmo um jogo onde todas as cautelas podem ser poucas e Paulo Núncio não seguiu o meu princípio e agora deixa de haver dúvida a favor do suspeito, pois em política não existe esta benesse quando se fala de sujidade na praça pública de um político que foi poder. Por isso, inocente ou não, o ex-Secretário de Estado já parece culpado ao olhos da população, tal como já aconteceu com outros políticos no passado, muito antes de irem a julgamento ou mesmo sem a isto terem chegado.

Igualmente, há muito que suspeito que na guerra partidária existe uma investigação oculta aos adversários sem ser com o objetivo de prevenção do mal, mas para guerrilha posterior, pois os potenciais podres ou suspeitas ficam guardados na gaveta e só vêm para a praça em momento oportuno sem se limpar o sistema. Por isso, quando algo é denunciado sobre alguém que se escolheu como alvo, logo os males engavetados vêm todos sucessivamente para a praça pública e não no momento em que aconteceram… agora abriram a gaveta com o arquivo sobre Núncio, entretanto, pode haver outros que estão agora descansados nas suas tramoias, até chegar à sua vez de ficarem com a cabeça no cepo.

A ser mesmo assim, como me parece que é, é uma forma de fazer política que me enoja e me entristece.

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Agora parece ter entrado em moda quando um governante parecer ter sido apanhado desmascarado em asneiras, este desculpar-se com um possível erro de perceção: primeiro foi Centeno, agora é Paulo Núncio. A mim só me importa que os assuntos fiquem devidamente esclarecidos, tanto num caso, como noutro e que no mais recente escândalo, se houve algum dinheiro em impostos não cobrado no momento que se procure ainda recuperá-lo, caso se perca, que os responsáveis sejam penalizados. Doa a quem doer.

Não aceito que se acumulem escândalos em paralelo para se irem branqueando entre si e suavizar os inquéritos entre adversários políticos, ameaçando atirar pedras às telhas de vidro para o outro lado partidário para com as suas reivindicações de investigações.

Ainda não percebi se os 10.000  milhões de euros passaram pelo crivo do fisco ou se apenas não foram parar ao portal das finanças, mas que é mesmo muito dinheiro para deixar alguma coisa por esclarecer, lá isso é.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Depois da trapalhada com que o atual Primeiro-ministro se deixou enredar no caso da nomeação do Conselho de Administração da Caixa, prometendo o que não podia e não devia, como se em período de estado de graça não houvesse escrutínio que penalizasse os seus erros político e os parceiros pudessem engolir todos sapos que ele atirasse, eis que António Costa vai buscar um governante de dois executivos do PSD/CDS cuja fama de bom gestor financeiro é a imagem que deixou por onde passou.

A escolha deve também ter duas mensagens simbólicas: a importância de ter alguém com credibilidade para líder da Caixa e conhecimento dos meandros políticos à direita e das forças que dominam a moeda única; e um sinal à esquerda, neste caso o BE, para que quando esta deixar cair uma intenção importante da governação a alternativa do executivo é virar-se à direita para os parceiros sentirem que ficam a perder com rebeliões.

Para além das questões políticas na forma como Costa está a desatar este nó em que se embrulhou, o que desejo é que Paulo Macedo consiga de facto apagar os estragos que esta tempestade fez na imagem da Caixa e da estabilidade bancária em Portugal, para bem de todos os nós.

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Costa adiou a notícia da demissão de António Domingues antes das comemorações de um ano do seu Governo, gerir a informação de acordo com os seus interesses políticos é a principal marca do atual Primeiro-ministro, mesmo assim, a morte de um ditador e os elogios fúnebres a este, apesar de ser alguém que não foi capaz de levar os seus ideais para o campo da democracia, voltou abafar a divulgação da efeméride que era destinada à propaganda.

O caso em que se embrulhou o Governo com a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos e os acordos, não escritos, para o não cumprimento da transparência imposta pela Lei e, porque não? a ética democrática e republicana; são situações em que dificilmente António Costa poderá culpar terceiros, sobretudo Passos, uma estratégia que tem usado até à exaustão e lhe tem sido muito útil.

Esta demissão veio ainda no momento onde a sondagem da sua popularidade mostrou a mossa que pode fazer no BE, que assim terá de elevar a sua voz reivindicativa para não se tornar dispensável e perder a sua capacidade de intervenção.

Todavia, António Costa tem-se mostrado genial na forma de comunicar e propagandear-se, mas isto tem acontecido quando ainda está em estado de graça, as atuais dificuldades e os riscos externos podem criar novos desafios e inaugurar uma nova fase para trabalhar a imagem de gestão do governo, que testará de forma diferente a habilidade política do atual Primeiro-ministro, que já provou não ser pequena.

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O Presidente da Câmara da Horta anunciou em público de forma arrogante um parque de estacionamento para o local da atual sede da Associação dos Bombeiros Voluntários Faialenses, isto sem ter acordado esta decisão com os donos do terreno, o que gerou grande incómodo à benemérita proprietária que se viu refém desta cedência para ter um quartel condigno às funções dos soldados da paz. Agora, depois de impostas negociações e de um acordo, o mesmo Autarca tem ainda o desplante de afirmar: «Demos uma lição do que devemos fazer para a construção do desenvolvimento da nossa ilha» (fonte: Incentivo). É preciso mesmo muita lata para assim falar.

Depois do abuso de anunciar um projeto assumindo propriedade privada como se fosse sua e a pudesse dispor ao seu bel-prazer, o Presidente da Câmara teve de negociar com os representantes da Associação e chegou a uma solução intermédia e de um parque previsto para 80 viaturas naquela propriedade, teve de reduzir apenas para 25 a 30 lugares e só depois dos grandes protestos da instituição por este abuso de poder do eleito e, mesmo assim, o mesmo autarca conclui: “o novo parque será importante para a revitalização da cidade e do comércio, sublinhando que é preciso a Câmara «chegar-se à frente» para promover essa revitalização” (fonte: Incentivo). Bem esteve a Associação que procurou acautelar o seu património de anos de trabalho.

O pior é que acredito que haverá muitos Faialenses que estarão solidários com tal modo arrogância de proceder como se vivêssemos no regime do quero, posso e mando nisto tudo da Venezuela… além de que para o Governo dos Açores fazer obra no Faial por cá tenha que haver cedências como contrapartidas a quem está no poder, é a situação humilhante a que chegou esta ilha do Faial.

 

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Depois da montanha ter parido um rato no escândalo da fuga de informação da off shore do Panama, parece-me que por fazer mossa a quem dominava as comunicação social, eis que agora chegou o Bahamas leaks com nova fuga de informação de dinheiro em paraísos fiscais. Se antes ainda acreditei que pudesse resultar alguma higienização na corrupção financeira global e nacional, depois como a desilusão foi total, penso que este novo caso só serve para apagar o anterior e virá um próximo para apagar o atual e tudo ficar na mesma sujo.

A minha desilusão como o sistema em que vivemos, político e financeiro, tanto ao nível nacional, como internacional, continua em crescendo.

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