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Posts Tagged ‘Escândalos’

Será mesmo verdade que a razão que o médico que prestava serviço no Corvo ter sido exonerado foi por este não aceitar subscrever declarações médicas falsas para colocar utentes do serviço de baixa ou estes efetuarem viagens ao exterior da ilha às custas do serviço regional de saúde sem o necessitarem? A ser verdade, o que se deduz desta notícia é que alguém foi destituído de um  trabalho em funções públicas por dar cumprimento à Lei e ao seu Código deontológico contra a vontade do seu superior político hierárquico.

Será que alguém do Ministério Público deixa passar isto em vão, sem investigar e depois disto ser denunciado na comunicação social? Jornais e televisão pelo menos.

Será que isto, a ser verdade, não se configura um crime público?

A ser mesmo verdade, não será um uso abusivo do poder político?

Dúvidas e assunto que gostaria de ver devidamente esclarecidos.

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Um milhar de estudantes portugueses foi expulso de um hotel em Torremolinos por atos de vandalismo na sua estadia e viagem de finalistas nesta semana Santa. Os telejornais noticiam o facto de forma chocante, mas a verdade é que há anos o mau exemplo repete-se com muitos destes jovens nacionais que em nome da liberdade, do prazer e do laicismo não se lhes põe travão e não tenho assistido a nada para se corrigir este comportamento.

Isto acontece por muitos pais confundirem o Ensino que o Estado deve assumir com uma delegação na escola do seu dever de educar os seus filhos que deveria ser feita por eles e, mesmo assim, muito esforço escolar esbarra com a indignação dos educadores com impropérios e críticas sempre a desautorizar os professores perante filhos capazes destes exemplos internacionalmente.

Isto acontece também com o beneplácito dos políticos que cobardemente deixam que as escolas sejam espaço para os pais descarregarem os seus filhos e onde lavra a selvajaria e a libertinagem sem se tomarem medidas que possam ser tidas como retrógradas para algumas mentes progressistas no enfrentar a falta de educação e desresponsabilização das famílias e com isso possam perder a simpatia de irresponsáveis que votam e aceitam a progressão desta degradação associada à sua desresponsabilização individual educativa.

Assim, não admira que perante o sucedido ainda haja alguns pais que desculpem os seus filhos e deem a entender que se fosse para ir para um lugar calmo iam para Fátima, mas daqui a uns dias esta mesma gente pode estar a gritar na rua que lhes resolvam os seus problemas e que é a geração mais preparada de sempre, apesar de nunca ter sido educada para merecer tal epíteto, pois entre ensinar e educar vai uma grande diferença, mas até os ministros do ensino preferem chamar-se da educação, como se a educação não fosse um papel da família que só o consegue fazer se também distinguir o bem do mal, a moral e a ética e estiver consciente dos valores que deve incutir nos filhos.

Com tantas responsáveis sem assumir as suas obrigações não admira que se grite tanta vez que as culpas do que corre mal na escola é dos professores.

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Quero ver tudo esclarecido em relação ao dinheiro não controlado que saiu para offshores e da não publicação das estatísticas no portal das finanças no tempo de Núncio. Mas é estranho que após se acusar o homem disto, a seguir surjam em série aspetos suspeitos: é o caso de ter sido advogado de uma petrolífera pública da Venezuela, quando muitos dos que apontam isto nunca viram nada de mal no regime de Chavez, é o caso da offshore da Madeira, que não é ilegal e  atraía dinheiro para um território de Portugal.

Desde há muito que defendo que em política temos de ser e ainda parecer sérios, o que vai muito além de ser legal, mesmo que isto por vezes conduza à injustiça de quem estiver num cargo se prejudicar a si mesmo e aos que lhe são próximos para manter também esta parecença de virtuosidade. Lembro-me de quando autarca com funções executivas ter sido mesmo criticado por uma amigo que considerava esta postura pessoal um exagero…

Infelizmente, a política é mesmo um jogo onde todas as cautelas podem ser poucas e Paulo Núncio não seguiu o meu princípio e agora deixa de haver dúvida a favor do suspeito, pois em política não existe esta benesse quando se fala de sujidade na praça pública de um político que foi poder. Por isso, inocente ou não, o ex-Secretário de Estado já parece culpado ao olhos da população, tal como já aconteceu com outros políticos no passado, muito antes de irem a julgamento ou mesmo sem a isto terem chegado.

Igualmente, há muito que suspeito que na guerra partidária existe uma investigação oculta aos adversários sem ser com o objetivo de prevenção do mal, mas para guerrilha posterior, pois os potenciais podres ou suspeitas ficam guardados na gaveta e só vêm para a praça em momento oportuno sem se limpar o sistema. Por isso, quando algo é denunciado sobre alguém que se escolheu como alvo, logo os males engavetados vêm todos sucessivamente para a praça pública e não no momento em que aconteceram… agora abriram a gaveta com o arquivo sobre Núncio, entretanto, pode haver outros que estão agora descansados nas suas tramoias, até chegar à sua vez de ficarem com a cabeça no cepo.

A ser mesmo assim, como me parece que é, é uma forma de fazer política que me enoja e me entristece.

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Agora parece ter entrado em moda quando um governante parecer ter sido apanhado desmascarado em asneiras, este desculpar-se com um possível erro de perceção: primeiro foi Centeno, agora é Paulo Núncio. A mim só me importa que os assuntos fiquem devidamente esclarecidos, tanto num caso, como noutro e que no mais recente escândalo, se houve algum dinheiro em impostos não cobrado no momento que se procure ainda recuperá-lo, caso se perca, que os responsáveis sejam penalizados. Doa a quem doer.

Não aceito que se acumulem escândalos em paralelo para se irem branqueando entre si e suavizar os inquéritos entre adversários políticos, ameaçando atirar pedras às telhas de vidro para o outro lado partidário para com as suas reivindicações de investigações.

Ainda não percebi se os 10.000  milhões de euros passaram pelo crivo do fisco ou se apenas não foram parar ao portal das finanças, mas que é mesmo muito dinheiro para deixar alguma coisa por esclarecer, lá isso é.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Depois da trapalhada com que o atual Primeiro-ministro se deixou enredar no caso da nomeação do Conselho de Administração da Caixa, prometendo o que não podia e não devia, como se em período de estado de graça não houvesse escrutínio que penalizasse os seus erros político e os parceiros pudessem engolir todos sapos que ele atirasse, eis que António Costa vai buscar um governante de dois executivos do PSD/CDS cuja fama de bom gestor financeiro é a imagem que deixou por onde passou.

A escolha deve também ter duas mensagens simbólicas: a importância de ter alguém com credibilidade para líder da Caixa e conhecimento dos meandros políticos à direita e das forças que dominam a moeda única; e um sinal à esquerda, neste caso o BE, para que quando esta deixar cair uma intenção importante da governação a alternativa do executivo é virar-se à direita para os parceiros sentirem que ficam a perder com rebeliões.

Para além das questões políticas na forma como Costa está a desatar este nó em que se embrulhou, o que desejo é que Paulo Macedo consiga de facto apagar os estragos que esta tempestade fez na imagem da Caixa e da estabilidade bancária em Portugal, para bem de todos os nós.

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Costa adiou a notícia da demissão de António Domingues antes das comemorações de um ano do seu Governo, gerir a informação de acordo com os seus interesses políticos é a principal marca do atual Primeiro-ministro, mesmo assim, a morte de um ditador e os elogios fúnebres a este, apesar de ser alguém que não foi capaz de levar os seus ideais para o campo da democracia, voltou abafar a divulgação da efeméride que era destinada à propaganda.

O caso em que se embrulhou o Governo com a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos e os acordos, não escritos, para o não cumprimento da transparência imposta pela Lei e, porque não? a ética democrática e republicana; são situações em que dificilmente António Costa poderá culpar terceiros, sobretudo Passos, uma estratégia que tem usado até à exaustão e lhe tem sido muito útil.

Esta demissão veio ainda no momento onde a sondagem da sua popularidade mostrou a mossa que pode fazer no BE, que assim terá de elevar a sua voz reivindicativa para não se tornar dispensável e perder a sua capacidade de intervenção.

Todavia, António Costa tem-se mostrado genial na forma de comunicar e propagandear-se, mas isto tem acontecido quando ainda está em estado de graça, as atuais dificuldades e os riscos externos podem criar novos desafios e inaugurar uma nova fase para trabalhar a imagem de gestão do governo, que testará de forma diferente a habilidade política do atual Primeiro-ministro, que já provou não ser pequena.

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