Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘reflexões’

O Presidente do Governo dos Açores, hoje, em visita às obras da Escola do Mar no Faial, estimou que esta entre em funcionamento em 2019. Espero que a previsão se concretize. Mas, não me esqueço que esta escola nasce por nos terem tirado a Rádio Naval e as obras decorrem quando na Horta o IMAR fechou e despede pessoas e a COFACO do outro lado do canal despediu os seus trabalhadores. O preocupante é que este projeto é acompanhado de desinvestimento na área do mar nesta zona dos Açores.

Não sei de quem é a culpa, mas que há algo de estranho em todas estas coincidências, lá isso há. Sem as conserveiras no canal que fecharam, com redução de investigadores nas ciências do mar, com uma frota de pesca que deixa de ter razões para abastecer a indústria de transformação de pescado agora inexistente e aviões penalizados para exportar a carga da pescada, sem dúvida que os muitos sinais no setor da economia do mar no Faial e Pico são muito maus por agora e exigem uma atenção redobrada para compreender a crise que de facto se está a passar aqui no Canal.

Anúncios

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

Read Full Post »

O 1.º, sem dúvida, é obter algo de real na questão do aeroporto e acessibilidades aéreas, pois desde a manifestação de setembro de 2016 os Faialenses nada de novo e importante alcançaram neste domínio. O 2.º é a decisão do que e como pretendem a intervenção no porto da Horta. 3.º, a dinâmica em torno da economia e investigação do mar, tornando a ilha num pólo científico com criação de emprego e de rendimentos. 4.º, a revitalização da CALF, talvez aquele que está mais nas mãos dos agricultores com a sua capacidade, ou não, de se organizarem e darem uma mudança à situação que conduziu a este declínio e dificuldades da fábrica de laticínios.

Poder-se-ia sempre enumerar outros casos: variante, comércio tradicional, frente marítima da Horta, mas seleccionei aqueles que me parecem mais cruciais para revitalizarem o Faial e capazes de reverter o declínio que a ilha tem assistido com  tática comodista de muitos desta Terra.

Read Full Post »

Felizmente ainda há que esteja atento a manobras sujas dos partidos e este artigo descobriu a nojeira dos partidos que silenciosamente estavam a legislar para não pagarem IVA e não terem limite de receber dinheiro de angariações privadas. Se a segunda medida é questionável ideologicamente, a primeira, num País que massacra os cidadãos com impostos diretos e, sobretudo, indiretos, é de uma falta de moral execrável.

Neste conluio sigiloso, mas legal, pois os deputados e partidos podem legislar em causa própria (algo que é um defeito grave no estado de direito em que vivemos que já me levou, como testemunha, a um tribunal defender um diretor de jornal que denunciou há anos uma medida então tomada no parlamento dos Açores de benefício próprio dos deputados), mas prosseguindo, neste conluio nenhum partido do acordo sai bem do processo, mas uns têm mais responsabilidades éticas que outros, onde destaco o PSD.

O PSD ideologicamente não deve ter problemas em receber dinheiro de ações privadas, pois nunca defendeu uma postura de ser o Estado a assumir grande parte ou tudo o que mexe na sociedade, apoiando mesmo a intervenção privada em áreas fundamentais, contudo, no que se refere ao IVA, depois de ter aumentado os impostos diretos e indiretos aos cidadãos e de lhes ter cortado até o vencimento com o argumento de que as pessoas estavam a viver acima das suas possibilidades, não pode agora apoiar uma medida onde ele mesmo se isenta e reduz o seu contributo às receitas públicas.

Paralelamente, o PSD, que em público em nada coopera com o PS, não pode em privado estar a fazer o jogo do partido do Governo que está cheio de dívidas, inclusive ao próprio Estado que tutela. Pior ainda, a coligação de esquerda assume a constitucionalidade dos seus atos como bandeira contra o executivo anterior, mas não teve pudor em apoiar uma lei com efeitos retroativos para beneficiar os socialistas cheios de processos judiciais por não terem pago o IVA, o que vai contra o espírito da Constituição e do Estado de Direito, e o PSD aceitou.

O Presidente da República também não anda pela via exemplar. Se tem de aguardar um período para auscultar a constitucionalidade do acordo, deveria ter assumido logo à partida que iria fazê-lo e se o Tribunal Constitucional fizer o frete de dar um parecer positivo a esta vergonha (pois se não lhe reconheci isenção política em todas as decisões no passado, não excluo agora um favor aos partidos que nomearam os juízes), o Presidente deve assumir ele próprio a sua oposição a esta vergonha.

Para já isto é um escândalo em termos de ética e moral, mesmo que todo o procedimento e desfecho desta vergonha seja legal.

 

Read Full Post »

É um vício de qualquer Governo controlar a Comunicação Social e quanto mais tempo se prolonga uma força política no poder maior é a capacidade de criar um polvo que amordace jornais que não seja subservientes. Assim, não me admira que o Governo dos Açores, vendo que nas terras mais pequenas os jornais não são rentáveis, corte no Promedia, pois pode canalizar fundos para órgãos subservientes por outras vias enquanto esmaga a liberdade de expressão e tudo isto feito legalmente.

Claro que publicidade, avisos e outras obrigações não têm de rodar equitativamente por todos os jornais e deste modo nas terras mais pequenas certos jornais veem passar ao lado formas legais de privilegiar um órgão em detrimento de outros e logicamente o favorecido não é aquele que lhe é menos subserviente.

Já o poder tem mais dificuldade em controlar jornais situados em meios maiores, com maiores tiragens e publicidade que deste modo angariam receitas que com maior ou menor dificuldade dê para sobreviver, mas no Faial e Pico logicamente isto é um calvário para os detentores de órgãos de comunicação social privados… enquanto os assessores de empresa fazem as notícias nos termos que o Governo dos Açores quer que sejam divulgadas, até podem muitas vezes estar corretas no que dizem, não informam é a verdade que o poder não quer que seja pública.

Read Full Post »

É bom para Portugal que a Fitch tenha retirado a dívida pública na categoria de investimento subindo a sua nota em dois degraus. É também bom que a economia esteja a crescer, sobretudo, pelas exportações, o que sempre defendi, e não pelo consumo interno que eu contestava. É igualmente bom que ao nível do investimento seja o setor privado o que mais contribui para crescimento económico. Agora estes facto escondem alguns aspetos ideológicos interessantes.

Não foi preciso reformas nos últimos dois anos para a economia, que já vinha a crescer ligeiramente desde meados de 2014, dar um pulo, pois a única reversão de políticas foi a de reposição de vencimentos com o argumento que o consumo seria o motor do crescimento, só que o aumento económico veio e não foi pelo consumo.

O turismo é classificado como exportação na análise económica e todos sabemos que este cresceu e muito nos últimos anos, logo a fuga de turistas do mundo árabe e Turquia revelou-se benéfica para Portugal e foi uma aposta correta aqueles anos de promoção em força do País na Europa e agora estamos a colher bons frutos disso.

O facto de o investimento privado estar a superar o público torna evidente que a política de cativações é a estratégia de rigor que ocupou a de austeridade, se mantém para o Estado não gastar dinheiro, uma forma agora mais subtil de não colocar dinheiro na sociedade do que a do passado e por isso melhor tolerada.

Agora basta um incidente que afete o ânimo económico ou afaste os turistas para tudo isto voltar a trás, pelo que toda a cautela é pouca, mas estes indicadores não apontam para que se tenha seguido nestes dois anos uma via minimamente semelhante à das ideias defendidas pelo BE e CDU e aqui também está outro risco para o Governo e também evidencia como a direita não via o caminho que o executivo estava a trilhar.

Read Full Post »

Meu artigo desta semana no Incentivo:

AEROPORTO: UNIÃO NOS FAIALENSES: SIM – UNICIDADE: DISPENSA-SE

Parece que de uma forma mais ou menos assumida a generalidade dos Faialenses está a favor da necessidade de se melhorar as condições de operacionalidade do aeroporto e tal obriga a obras na pista da Horta.

Agora existe uma controvérsia sobre o passado que, com frequência, tem armadilhado a união em torno desta reivindicação: a distribuição das culpas porque a ampliação da pista nunca foi feita pelos poderes políticos que puderam concretizar este objetivo dos Faialenses.

É na luta de tentar repartir estas responsabilidades que nos dividimos: ninguém quer assumir a sua cota de culpa mas quer à força culpar o outro; com isto os Faialenses perdem forças que deveriam canalizar para o objetivo principal: a ampliação da pista. Um desperdício de energia, pois a resolução futura do problema não depende das culpas passadas nem é possível mudá-las.

Na realidade, ninguém que tenha ocupado até hoje os lugares com poder de decidir sobre esta matéria atendeu à reivindicação dos Faialenses quando lá esteve e, por isso, o processo nunca andou, mas agora não importa determinar o grau ou o momento da culpa para inutilmente desperdiçar as nossas energias. Temos de nos concentrar todos é na obra tão desejada para o Faial.

Sei que nenhum dos que esteve nos lugares com poder de decisão efetiva para ampliar a pista da Horta era da ilha. Assim, mais ou menos aguerridos ao longo desta longa história, em função do decisor pertencer ou não à sua filiação partidária, todo o político Faialense quis alcançar este sonho do aeroporto e sempre engoliu um sapo por gente do exterior lhe dizer: não!

Isto tudo para dizer que é doentio que após tantos anos sem se ver esta causa avançar, logo a seguir à conferência de imprensa do primeiro subscritor do abaixo-assinado para a melhoria das condições de acessibilidade aérea no Faial, em que lamentava o tratamento discriminatório que estava a haver neste processo pela Comissão de Economia do Parlamento dos Açores em relação ao Faial, logo o presidente da Comissão, outro não Faialense, acusou alguém e seguiu-se o habitual desperdício de energias na guerrilha de culpas entre Faialenses ficando para trás o objetivo principal: desbloquear este processo.

Tanto por questões partidárias na ilha, como por argumentos externos para dividir os Faialenses, a verdade é que por cá se arranja sempre uma razão para nos desunirmos quando nos devíamos unir. Acredito que não foi inocentemente que o Presidente da Comissão falou como falou e os Faialenses morderam o isco e logo começaram nas redes sociais e outros espaços a atirar pedras entre si, desperdiçando assim energia vital que deveria ser canalizada para a questão do aeroporto da Horta.

Não se pede aos Faialenses que tenham unicidade política, partidária, religiosa, desportiva ou outra na forma de encararem as questões ou as suas paixões, mas peço que sejam capazes de se unir quando têm objetivos comuns e sem dúvida que agora é a questão do aeroporto. Neste momento nem há eleições locais para que as partes se temam mutuamente, pelo que o mínimo que se pede é que com as suas diferenças individuais todos os Faialenses sejam capazes de saber unir-se no essencial sem escorregarem em todas as armadilhas como esta última atirada para nos dividir e fazermos o jogo dos adversários à ampliação da pista da Horta. Bom Natal a todos.

Read Full Post »

Older Posts »