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Archive for the ‘Reflexões Pessoais’ Category

Nas europeias virou a sina para os Açores: ouvimos ao longo de cinco anos na Região louvores ao trabalho desenvolvido pelos deputados eleitos nas anteriores eleições para Bruxelas em representação dos Açores, quando começamos a conhecê-los, como no caso de Sofia Ribeiro ou até depois de homenageados pelo seu exercício como em Serrão Santos… chegado ao fim do primeiro mandato os lideres partidários muda-nos de forma inexplicável por outros sem provas dadas no lugar em questão… PORQUÊ?

Alguém percebe?

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Alguém preocupado com as reflexões e algumas denúncias que se fazem neste blogue, à semelhança do que acontece com os bufos anónimos na ditaduras que perseguem o livre pensamento, denunciou como abusivo o Mente Livre, deixando de ser possível partilhar os posts desta página naquela rede social.

Curiosamente, a seguir a este facto o número de visitas subiu nos últimos dias. Os textos aqui postados, tal como antes, continuarei a colocá-los no meu mural sempre que considerar que devem ser ali partilhados, sendo a privacidade do que ali publico passou agora a ser totalmente livre para os que queiram ver ou partilhar o que aqui escrevo.

Não há quem corte a raiz ao pensamento diz o folclore açoriano e eu continuarei livremente a pensar e a dizer o que penso e a denunciar o que achar mal, respeitando a diferença e os princípios de uma sociedade plural, onde a ética e a igualdade de dignidade da pessoa humana vêm em primeiro lugar.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo

ERRO QUE FOI UM SERVIÇO PÚBLICO À DEMOCRACIA

Na passada semana foi notícia que quatro funcionários da Assembleia Legislativa dos Açores foram advertidos por escrito por terem inadvertidamente digitalizados “documentos confidenciais” e os terem enviado por via eletrónica a vários deputados. Estes documentos tinham sido remetidos ao Parlamento pelo Governo dos Açores para a Comissão de Inquérito ao Setor Público Regional.

Não vem na notícia, mas na sequência desta digitalização e distribuição eletrónica inadvertida, feita por quatro funcionários, todos os Açorianos tiveram a oportunidade de ficar a saber que o Governo dos Açores nos mentia sobre o concurso da privatização de 49% da Azores Airlines do Grupo SATA e nos andava a endrominar ao dizer que se estava a analisar uma proposta de uma empresa islandesa quando ele sabia que esta não tinha validade legal por não cumprir os requisitos do concurso.

Igualmente se ficou a saber que a transportadora aérea regional estava em falência técnica, outra verdade que o governo considerava confidencial para nos mentir sobre a real situação económica, não só da SATA, mas sobretudo para encobrir a real dimensão da dívida dos Açores. É triste, mas a verdade é que os governantes neste País têm de facto força legal para muitas vezes imporem aos seus funcionários obrigações de secretismo apenas para a defesa do interesse pessoal dos detentores do poder político e em desrespeito do interesse público.

No presente caso, não vi na comunicação social até ao momento um único motivo que justificasse a confidencialidade desta situação após termo deste concurso sem propostas cumpridoras das suas regras. Apenas vejo conveniência pessoal para vários Governantes dos Açores poderem esconder ao Povo um falhanço da sua execução e assim continuarem a mentir (não descaradamente, pois as provas estavam escondidas por eles mesmo e por eles próprios classificadas de confidenciais).

O Governo dos Açores fazia assim com os Açorianos “bluff”, não no interesse do Povo, mas para a proteção de si mesmo, subvertendo o princípio da transparência democrática ao abrigo de legislação que o permite proteger-se imoralmente, sendo que o lapso dos funcionários do Parlamento dos Açores foi o único ato neste caso, mesmo que involuntariamente, de serviço público, por ter viabilizado ao Povo Açoriano o conhecimento da verdade, mas, ao contrário dos políticos, foram os trabalhadores os advertidos, uma penalização por escrito por tal serviço ao público e à democracia.

Em democracia são heróis aqueles funcionários que no passado denunciaram o poder político em ditadura, divulgando segredos que fragilizavam a prepotência dos governantes do regime totalitário. Só que esta mesma democracia por cá sente-se bem agora a advertir aqueles que em trabalho de funções públicas acidentalmente contribuíram para a transparência do sistema e desmascaram a mentira veiculada por Governantes que os permitia ser prepotentes sobre a Verdade.

Não é por acaso que na novilíngua os trabalhadores em funções públicas tendem a ser chamados superiormente de colaboradores, palavra semelhante e igual raiz de colaboracionista, como se chamava a quem trabalhava com fidelidade ao poder político da ditadura. Será uma intenção velada de pretenderem agora fazer sentir os funcionários como os novos colaboracionistas nos desaforos dos políticos? Não sei quem são os quatro funcionários do Parlamento, mas fica aqui a minha solidariedade e o meu obrigado por terem inadvertidamente tornado público uma verdade de interesse público.

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Após ver a forma como as esquerdas não aceitaram a falta de dinheiro quando Sócrates faliu Portugal e usou uma frente reivindicativa para atacar quem enfrentou a bancarrota do País e viu ainda como o atual Governo aceitou as reivindicações no setor dos transportes públicos promovidas por sindicatos controlados por partidos e onde os salários já eram bem acima de muitos outros Portugueses e agora assiste o Governo ter um comportamento agressivo contra uma classe trabalhadora cujo SNS foi construído à custa do sacrifício e abnegação dos enfermeiros e se vê a forma como PCP se irrita por não controlar este sindicato independente e se depara com o BE desnorteado e a desdizer-se face aos incentivos que já deu a outros grupos laborais, faz pensar que pela primeira vez temos um sindicalismo independente de forças políticas de esquerda em Portugal.

A ser assim, isto é liberdade e é uma evolução democrática, pois a luta pela justiça laboral não pode ficar refém de nenhum partido ou grupo ideológico…

Não emito opinião sobre a justiça das reivindicações, apenas um comentário a quem os via encher a boca de direitos laborais apenas quando eram a sua arma de arremesso e agora assiste a tentativa de desacreditar uma reivindicação laboral apenas porque não controlam essa luta.

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É curioso que ao abrigo do sigilo bancário o Parlamento se veja amputado o relatório da auditoria à gestão da Caixa Ministério das Finanças dos nomes dos grandes devedores de milhões de euros, gente que se serviu do banco público em proveito próprio enquanto nós pagamos o desfalque.

Em paralelo, qualquer cidadão perde o direito de sigilo bancário para o ministério das finanças se ao longo de décadas alcançou mais de 50 mil euros em poupanças no banco, mesmo que tal tenha sido alcançado à custa de muito sacrifício pessoal, a pensar nas reformas miseráveis ou no receio de uma doença ter de recorrer a um hospital privado por o Estado não assegurar consultas e tratamento de saúde a muitos Portugueses em tempo útil, já que a estratégica de licenciaturas em saúde exporta médicos e enfermeiros para o Estrangeiro que têm sido pagos com o dinheiro do Povo e mais ninguém tenha de pagar por isso do seu bolso.

Para os que se serviram de milhões do banco público cujo buraco tivemos nós de pagar há o sigilo, mas os que pouparam e conseguiram escassas dezenas de milhares de euros são uns suspeitos e têm de ser expostos ao escrutínio da autoridade pública… é o sistema que temos em Portugal

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Não emito opinião na reivindicação dos professores sobre a contagem de tempo de serviço na carreira pública, o que me irritou neste caso foi que quando nas Regiões Autónomas se resolveu um conflito, ao contrário do Continente, logo comentadores nacionais se deram ao luxo de invocar limitações aos Governos Autónomos para chegarem a entendimento com os seus funcionários, invocando a Constituição e dada a falta de capacidade negocial, teimosia ou outra opção do Governo da República que não lhe permitiu chegar a acordo com os docentes a seu cargo.

Já não é a primeira vez que diletas personalidades nacionais que vivem à sombra da política emanam ataque aos estatutos da Autonomia procurando restringir a liberdade negocial dentro destas Regiões.

O centralismo é um mal demasiado frequente no pensamento dos políticos nacionais que me indigna profundamente, estes, por norma, aproveitam todas as oportunidades para tentar lançar para o espaço público ideias de restrição dos poderes autonómicos. Mas se a Constituição é um problema, a solução é mudar a Constituição e não invocar restrições na Autonomia.

Felizmente existe ainda muito espaço de mudança constitucional sem comprometer a unidade do Estado que eu também defendo, nomeadamente a possibilidade dos Governos Regionais terem acordos distintos com os seus funcionários quando o da República se mostra incapaz de tal.

Será que a incompetência nacional de resolver um assunto também tem de ser seguida pelas entidades regionais só para não comprometer a unidade de Portugal?

Será que os políticos regionais, independentemente da ideologia, não conseguem apresentar propostas de alteração da Constituição com acordos abrangentes para não dar oportunidade destes senhores invocarem inoportunamente e com tanta frequência restrições constitucionais à autonomia?

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Há vários mecanismos que geram tsunamis ou maremotos, se os sismos são os mais frequentes, outros são bem conhecidos e não são raros os movimentos de massas de deslizamentos de gelo e terras para dentro de água ou em fundos destes reservatórios, além de explosões vulcânicas cuja mais famosa é a do Cracatoa em torno do qual hoje ocorreu o tsunami de ontem que ESTUPIDAMENTE a proteção civil Indonésia não soube interpretar os sinais, levando à não adequada defesa de vidas humanas, o que deveria ser o seu papel.

Todos os tsunamis tem uma causa anterior, os movimentos de massa dão registos nos sismógrafos, tal como as explosões vulcânicas, as avalanches e até as quedas de meteoritos, por isso algo falhou no sistema de Proteção Civil indonésio que em vez de alertar acalmou as pessoas antes de serem atingidas pela catástrofe cujas consequências poderiam ter sido minimizadas…

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