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Archive for the ‘Reflexões Pessoais’ Category

Agora com o caso de Reguengos de Monsaraz parece que Portugal acordou para a situação a que foram votados os idosos em lares. A verdade é que acuso o Governo e os Portugueses de pouco terem olhado para os mais velhos e ainda menos olharam para os idosos não institucionalizados.

Neste País só houve medidas para ostracizar idosos asilados e nem uma consistente para os que vivem em família. Houve para quem tinha crianças, o grupo de menor risco, mas nenhuma especifica para quem tinha velhos a seu cargo ou ativos em ambiente familiar, nem vi a sociedade olhar para isto.

Agora há mortalidade a mais não Covid e há risco a mais para idosos em lares e nas casas por onde estão distribuídos neste País e vejo duas explicações para isto:

  1. dava mais votos fechar escolas e creches para contentar um grupo profissional e casais novos, do que proteger de facto os mais vulneráveis a esta pandemia: os velhos, institucionalizados ou não.
  2. era bem mais fácil fechar instituições com crianças e serviços públicos e dava nas vistas do que de facto implementar medidas para proteger os idosos mantendo a sociedade a funcionar.

Infelizmente Portugal não foi o único, isto foi transversal à generalidade dos Estados democráticos no ocidente, agiram copiando-se uns aos outros sem corrigir o que estava mal… e insistem nos erros.

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Pode até estar inocente de tudo o que dizem dele em relação a casos que o apontam que deveria ir a julgamento. Agora não me lembro de no meu tempo de adulto de nenhum Presidente do Benfica em funções ser levado à condição de réu por casos gravosos de prisão… Vale Azevedo só viu a justiça portuguesa cair-lhe em cima quando saiu do cargo de presidente do Benfica.

Assim, não sei se esta candidatura é pelo clube, o do meu coração, ou para suspender a justiça… a dúvida é para o réu que sem julgamento se presume inocente, mas esta situação também não elimina a incerteza nem demonstra a inocência.

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Meu artigo de 30 de junho no diário incentivo:

HORTA ABERTA AO MUNDO E PARABÉNS À CIDADE

No tempo que parece o da duração de um relâmpago concluiu-se o mês de junho, não se deu pelo Santo António, o São João não foi à Estrada da Caldeira e nem o São Pedro desceu a vários portinhos do Faial. Só a pandemia é que se eterniza a ameaçar o mundo à nossa volta, insiste em não passar rápido e a humanidade anseia por uma cura efetiva que elimine o seu carácter mortal.

A nossa ilha, felizmente, já tem a sua marina aberta e o nosso aeroporto também retomou as suas ligações diretas ao Continente. Só que, para azar nosso, esta retoma coincidiu precisamente com um novo surto do SARS-Cov2 na região de Lisboa, o qual tristemente já remeteu o nosso País para o segundo pior lugar entre os Estados da União Europeia no que se refere ao aparecimento de novos casos de contágio por milhão de habitantes, mais grave que nós agora só mesmo a Suécia.

Infelizmente, isto aconteceu logo a seguir aos nossos Governantes terem, por interesse político, promovido a ideia de que o pior já passara e éramos dos melhores na Europa. Até foram a espetáculos com milhares pessoas em recinto fechado. Agora, tanto o Primeiro-ministro como o Presidente da República, têm o desplante de acusar de irresponsabilidade simples jovens que depois disso fizeram festas com centenas de participantes. Quem foi que começou por dar o mau exemplo?

Como de costume, os Governantes, quando as coisas correm bem, elogiam-nos enquanto chamam a si louros do sucesso, mas se por erros deles isto dá para o torto começam logo a acusar o Povo.

Embora os Açores tenham implementado uma estratégia de controlo de potenciais contaminados com o SARS-Cov2 para as pessoas que entrem na Região, infelizmente este método não é completamente eficaz, não só pela possibilidade de poderem ocorrer falsos negativos devido a uma contaminação ainda muito recente do infetado, como alguns com teste feito no Continente puderem contaminar-se logo a seguir no aeroporto, situado mesmo junto às freguesias de maior risco de contágio em Portugal, ou no avião. Por isso compreendo os novos alertas lançados há uma semana pela Unidade de Saúde da Ilha do Faial, pois agora o perigo dos Faialenses serem apanhados pelo Covid-19 é bem mais elevado do que desde abril último até ao passado dia de São João.

A demonstrar este risco já houve a situação de apenas numa segunda análise de um visitante a São Miguel este ter dado positivo e quando o alerta saiu o mesmo já nem se encontrava naquela ilha: o que desencadeou uma busca de potenciais contactos suspeitos, felizmente parecem ter escaparam ilesos… mas pode não ser sempre assim e no futuro pode acontecer ao contrário aqui no Faial.

Infelizmente, agora que o risco subiu passei a sentir aqui no Faial um maior relaxamento e vi a maior contestação em Faialenses à tomada de medidas de precaução para evitar o contágio. Certo que eram pessoas de idade com menor risco de desenvolverem sintomas graves da doença, mas não só contactavam com outros que eram próximos de idosos, como com visitantes. Cada vez tenho mais a ideia de que no desconfinamento muitas das medidas foram demasiado transversais e pouco específicas para proteger os mais velhos e os seus contactos próximos. Não é por certos Serviços Públicos terem atendimento exclusivo a idosos entre as 9 e as 11 horas que eles ficam mais protegidos, o vírus não é um noctívago que fica na cama até tarde durante a manhã: contamina a qualquer hora. Neste surto, Lisboa pode exportar contágios e atingir idosos em várias regiões.

Nesta semana a Horta fará 187 anos como cidade, não haverá também a habitual festa do mercado, apesar deste agora estar renovado e ser um espaço convidativo para passar umas horas numa noite de verão, nem haverá outras celebrações oficiais comemorativas que reúnam muita gente, mas ficam aqui os meus Parabéns para esta cidade da Horta onde trabalho e ao seu concelho onde decidi viver por amor a esta Terra das minhas raízes e onde tive a oportunidade de trabalhar. Faço votos para que a Horta tenha um futuro brilhante e os seus filhos possam continuar a ter orgulho nesta Ilha e ainda encontrem a oportunidade de cá se empregar, viver e de serem Felizes.

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Na generalidade o que a pandemia trouxe foi mau, a economia, vida em sociedade e saúde tudo sofreu negativamente, mas se tentarmos ver algo que pode ser aproveitado de positivo foi a oportunidade de muitos poderem fazer a sua vida profissional por conta de outrém em teletrabalho.

Pelo que tenho lido, havia uma grande desconfiança e receio no início do confinamento em muitos trabalhadores sobre o teletrabalho, contudo, no período de desconfinamento verificou-se uma alteração nas pessoas com um aumento significativo de confiança e de preferência na parte de muitos trabalhadores por este regime de trabalho desde que o pudessem realizar à distância do gabinete da empresa ou do serviço. Não tenho complexo em assumir, fui um dos que ficou mesmo agradado com esta possibilidade.

Talvez porque esta mudança também tem vantagens para a entidade patronal, inclusive o Estado, eis que o Governo começou por apresentar uma meta para aumentar o número de funcionários em regime de teletrabalho e logo a seguir sindicatos do setor começaram a fazer exigências salariais para dificultar esta oportunidade.

Um erro estúpido e preconceituoso dos sindicalistas? ou medo de este regime vir a dificultar a congregação de funcionários para a lutas que dão razão à criação de tantos lugares para dirigentes sindicais? Não sei.

É verdade que em teletrabalho tive maiores custos de energia e água e até porque não estava preparado para tal mudança brusca usei consumíveis meus em prol do serviço que me esquecera de trazer. Mas também poupei em combustível e no preço do almoço, este até aumentou em qualidade, além de ter melhorado em muito a minha qualidade de vida pessoal e atenção à família, benefícios que compensaram largamente aquele aumento de despesas.

São estes benefícios que os sindicatos me querem tirar em nome de compensações financeiras por falta de imaginação ou preconceito dos sindicalistas?

Sim, para alguns o teletrabalho não foi fácil nem um ganho ou satisfação pessoal e como tal a adoção deste regime deve-se fazer por acordo individual, caso a caso e na defesa dos interesses mútuos, nunca por imposição de uma parte e servir para a entidade patronal chutar custos e responsabilidades com a implementação de um modelo em que só o patrão ganha. Equilíbrio, precisa-se e isto não é uma questão de salário que discrimine quem não pode ter teletrabalho ou prejudique quem o possa ter e era esta a via que os sindicatos deveriam seguir.

Infelizmente os sindicatos da função pública não começaram por adotar a melhor postura em defesa de quem anseia por este regime, um opção de luta que em nada beneficia os trabalhadores em funções públicas.

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Meu artigo de hoje publicado no diário da Horta “Incentivo”:

CELEBRAR ABRIL EM EMERGÊNCIA E TODA VERDADE

Pela primeira vez, desde 1974, Portugal vai celebrar o 25 de Abril com restrições à Liberdade devido à declaração do Estado de Emergência em virtude da pandemia Covid-19. Parece uma contradição celebrar a Liberdade retido pela imposição de ficar em casa e quando é interdito aos Portugueses de circularem como lhes apetece ao ar livre. Mas a vida está cheia de contradições.

Um dos compromissos do Presidente da República quando da declaração do Estado de Emergência foi com a verdade, mas parece que tal não obriga a que se diga toda a verdade. Assim, bastam verdades selecionadas à medida que, sem se mentir, se faz um retrato da realidade aos Portugueses diferente da verdade, mas o meu patriotismo exige que se diga toda a verdade. Ao percorrer-se os dados desta pandemia referente aos vários países europeus descobre-se uma realidade distinta da comunicada pelas autoridades nacionais e telejornais.

No combate à pandemia, até ao momento, Portugal felizmente não atingiu os números negros de mortes por milhão de habitantes como os que se têm verificado em França, Itália, Espanha e, sobretudo, o pior índice de todos e não falado da Bélgica. Assim, os nossos políticos escudam-se nas manchetes destes países para falarem de milagre e ficarem bem na foto. Mas manda a verdade que se diga, Portugal, infelizmente, apresenta números de mortos por milhão de habitantes bem piores que os da Alemanha, Áustria, República Checa e, sobretudo, os da endividada e empobrecida Grécia, esta mesmo com dimensão populacional semelhante, tem cerca de seis vezes menos mortos que nós, e existem muitos mais Estados Europeus perante quem fazemos pior figura, com quem há muito a aprender, pois fizeram bem melhor que Portugal e isto não é dito aos Portugueses.

Um Estado de Emergência comprometido com a verdade não se fica pela meia verdade conveniente ao Presidente e ao Primeiro-Ministro. Tal como é verdade que, apesar da continuidade territorial imposta por estes e de um certo descontrolo em S. Miguel, os Açores apresentam números bem melhores que os do Continente e até excelentes em 8 das 9 ilhas: tão bons como os de Macau!

Os partidos da oposição, e muito bem, assumiram, na generalidade, ser cooperantes com o governo nesta luta e não entrar em conflitos que enfraquecessem o objetivo de vencer o SARS-Cov-2. Mas na verdade isto não pode ser complacente com aproveitamentos políticos do partido no poder e é patriótico exigir pudor nos abusos. Em janeiro viu-se bem o que estava a acontecer na China, mas só em março Portugal tentou comprar mais ventiladores e até recomendou o não uso de máscaras: nem havia o suficiente para todos e a linha da frente de combate! Logo, não é correto agora fazer cartazes de aquisições tarde e a más horas de equipamento já em plena batalha, pois deveriam ter sido adquiridos quando se via o que acontecia em Wuhan, até porque as verbas são pagas pelos Portugueses para serem coladas depois ao símbolo do partido no poder e a fotos de propaganda.

É verdade que um dos objetivos nesta luta era evitar a rotura do Serviço Nacional (Regional) de Saúde e com o esforço da maioria dos Portugueses e as medidas que estão a ser impostas isto tem sido conseguido sem falhas evidentes. Pelo menos não tão graves de modo a alguém ter sido rejeitado numa Unidade de Cuidados Intensivos por falta de capacidade ou de equipamentos, por isso, mesmo em estado de emergência, festejemos algumas vitórias e celebremos, como possível a cada um, a festa da Democracia, com toda a verdade e sem censura: Viva a Liberdade de Abril!

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Meu artigo de hoje no diário da Horta Incentivo:

UMA PÁSCOA DIFERENTE

Apesar do título falso e infeliz de um jornal nacional ter dito “Costa proíbe a Páscoa”, a verdade é que para os Cristãos está-se na Semana Santa e, embora de uma forma diferente e no pleno respeito das autoridades, eu e muitos outros vamos celebrar a Páscoa. É verdade que para os Cristãos esta Páscoa será celebrada de uma forma diferente, mas a ideia é igual: Jesus Ressuscitou como garante da força da sua Mensagem para nos amarmos uns aos outros e a Deus e vencermos a morte.

Já a Quaresma com quarentena foi um período de preparação para a festa da Ressurreição de Cristo vivido de um modo como eu nunca imaginara: uma Quarentesma por causa da Covid-19. Mesmo assim, mantive as minhas resoluções quaresmais e continuo a ter esperança de que, mesmo nesta tribulação, Deus nos ampara para ir-mos em frente: o que não é sinónimo de nos tirar as dificuldades do caminho, mas que nos dá sabedoria e capacidade para nos orientarmos, fazermos o que nos compete fazer e para preservarmos a esperança no futuro.

Contudo e tal como já referi no anterior artigo, embora o período pós-Covid-19 nos possa trazer oportunidades para mudanças positivas, trará, sobretudo muitas dificuldades económicas e sociais que não afetarão a todos de forma igual, mas quase ninguém ficará imune ao sofrimento.

Os Açores, onde o peso do turismo teve um crescimento significativo nos últimos anos e viu um decréscimo no peso e diversidade da produção de bens agrícolas, deverá haver um choque económico negativo forte e será pior se os turistas não recuperarem confiança em viajar. Então, o setor da restauração e hoteleiro será fonte de muito desemprego nalgumas ilhas, com queda de rendimentos de quem aí tem trabalhado, mas também a crise que se avizinha poderá afetar os preços dos bens que produzimos, compramos e na rendibilidade de pequenas empresas, abrindo vários problemas orçamentais em mais famílias Açorianas.

Espero que a solidariedade coletiva, privada e pública defendida no meio laico, de mãos dadas com a assumida pela caridade cristã dos crentes, possam suavizar muitas das agruras que aí virão. Sem dúvida uma forma de conjuntamente vivermos a mensagem da Páscoa.

Confesso que todos os dias sigo ansiosamente a divulgação dos números regionais para o coronavírus e apesar de várias ilhas já não terem ligações ao exterior há mais de duas semanas, infelizmente, teimam em continuar a aparecer novos casos e suspeitos e, quando houver mesmo a necessidade imperiosa de se baixar estas barreiras, ficaremos sujeitos a futuras contaminações, pior se ocorrerem ainda outras vagas. O que me preocupa, pois embora os nossos serviços de saúde agora já estejam melhor equipados que no início da pandemia, os nossos doentes e idosos continuam a ser vulneráveis e alguns de nós, como eu, vivemos com eles nos nossos agregados.

Assim, o futuro mostra-se perigoso para as nossas gentes da ilhas, apesar de sentirmos que foram tomadas medidas de proteção nos Açores mais rápidas e fortes do que no Continente, mas urge planear o dia a seguir a esta pandemia, pois ainda não surgiu uma medicação eficaz nem vacina e é preciso evitar que não se caia na situação de quando abrirmos as portas ver acontecer na Região o que bem parece estarmos a evitar na primeira vaga.

A todos, mesmo que diferente no estilo desejado, votos de uma feliz Páscoa que é sem dúvida a festa cristã da renovação da vida e da esperança no futuro.

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Não há melhor sinal do desnorte da União Europeia que fechar as fronteiras ao exterior para se proteger o SARS-CoV-2, onde a taxa de contaminação ainda é baixa à exceção de 3 ou 4 países, enquanto mantém a circulação de pessoas dentro de portas, onde a taxa de contaminação e velocidade de propagação deste coronavírus é elevadíssima.

A UE vê o argueiro nos países  terceiros e não vê a trave dentro de portas.

Verdade que não há condições para fechar as fronteiras à circulação de mercadorias, pois há muito que nenhum Estado-Membro é autossuficiente em todos os alimentos básicos e a economia não pode virar a zero, os soldados desta guerra têm de continuar no campo de batalha e a retaguarda de abastecimento ativo.

O Governo de Portugal nesta crise tem-se mostrado tão obediente às diretrizes da UE como os anteriores executivos, sem nenhum capacidade de liderança no enfrentar a Covid-19, vai de arraste e até dificultou os mais afoitos como os presidentes dos Governos das Regiões Autónomas.

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Entre os exageros de algumas notícias falsas que circulam nas redes sociais que espalham o pânico e o desleixo de alguns que menosprezam as precauções, que não só podem expor-se mais ao vírus SARS-COV-2 como também o ajudam a propagá-lo aos outros, situa-se o comportamento adequado: o da calma com bom-senso.
Seguir as orientações das organizações oficiais de saúde é o primeiro passo importante.
É preciso ter em conta que ao anunciar-se hoje, 14 de março, que não há nenhum caso suspeito ou diagnosticado na ilha deve ser lido que aqui não deveria haver infetados a 1 de março, pois o vírus pode levar 14 dias a dar sintomas, por isso devemos ter precauções como se cada um de nós estivesse contaminado para tentar não contaminar os outros.
Na realidade não sabemos se o vírus chegou ou não, a doença pelo menos ainda não se desenvolveu.
Estar em casa o máximo de tempo e evitar contactos públicos desnecessários seguindo as regras para não contaminar ou ser contaminado compete a cada um de nós.
No caso de vir a suspeitar ter a doença Covid-19 deve em primeiro lugar telefonar à linha Saúde Açores acima na imagem e seguir as orientações que lhe derem, nunca ir para o hospital, centro de saúde ou pedir auxílo direto a quem não estiver a viver consigo para não correr o risco de contaminar desnecessariamente.

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covid19 prop

Pelo gráfico acima publicado no jornal Expresso torna-se muito elucidativo quão perigoso pode ser o descontrolo da propagação da CoVid-19, basta pensar que a gripe espanhola matou mais gente que toda a primeira grande guerra, numa época que embora com menos conhecimentos científicos, havia muito menos circulação das pessoas.

Para quem diz que é apenas uma gripe mais agressiva, o gráfico mostra bem que tendo em conta os critérios do gráfico, o CoVid-19 uma pandemia desta poderá devastar vidas com uma amplitude de cerca de 78 vezes maior que a média de um surto de gripe sazonal, além do alarmante número de doentes em simultâneo que poderão existir no pico da crise.

Assim, prevenção individual e medidas coletivas pelo Estado atempadas tem toda a razão de ser, antes que se instale um pânico global e não relaxar nem entrar em paranoia. Basta bom-senso.

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É chocante ver a falta de humanismo com que o Japão trata as pessoas retidas por quarentena no navio Diamond Princess devido ao coronavírus associado à COVID-19

Uma coisa é ter as cautelas de colocar as pessoas de quarentena, disponibilizando espaços devidamente preparados para o efeito de modo a evitar não só o contágio para a população exterior, mas também e sobretudo evitar a propagação do vírus dentro da comunidade sob quarentena. Outra coisa é deixar uma comunidade isolada, sem as condições adequadas para o tratamento dos doentes e, sobretudo, sem criar o essencial cuidado para evitar a propagação do mal dentre desse grupo.

O Japão no caso do Diamond Princess está a comportar-se com a desumanidade do isolamento típica da luta contra a peste na Idade Média e sem o aproveitamento do conhecimento científico e humanismo que caracteriza o tempo presente.

Um retrocesso civilizacional!

Uma falta de ética e moral absurda.

Nem tanto ao mar, como o humanismo sem precaução adequada de Portugal que se deixa ficar refém de leis que colocam o voluntarismo dos potenciais afetados para se colocarem em quarentena (felizmente as pessoas em causa foram conscientes), nem o desumanismo puro e duro do Japão. Bom-senso e equilíbrio precisava-se neste controlo ao vírus, mas é em crise que se conhecem verdadeiramente as pessoas e também as civilizações ou países.

Entretanto, o Português canalizador do navio está sem tratamento, contaminado com o SARS-CoV-2 e ainda sem sintomas graves da doença no Diamond Princess.

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