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Archive for the ‘Reflexões Pessoais’ Category

Também não gostei de ver um jantar de negócios no âmbito do Web Summit, nem percebo como pessoas gostam de jantar no meio de mausoléus de mortos que dignificaram um País, mas o que é  vergonhoso é ver um Governo que poderia autorizar a disponibilização privada daquele espaço, mas condicionado pela dignidade do evento ao local requerido, o tenha autorizado sem atender a essa dignidade e depois o Primeiro-ministro chute as culpas para quem lhe deu a liberdade de autorizar ou não. É também muita falta de dignidade em António Costa.

Dia a dia a falta de ética do Primeiro-ministro vai sendo evidenciada pela falta de capacidade de assumir o que lhe corre mal.

António Costa teve a sorte de que o início do seu mandato coincidiu com um período de expansão económica para assim assumir os louros da sua governação sem ter feito nada de especial para isso. Sócrates também teve essa sorte, mas ao menos fazia algo, nem que fosse endividar Portugal com as PPP em série.

Não sei se António Costa terá o azar que Sócrates teve depois no seu segundo mandato, quando lhe caiu em cima a crise das dívidas soberanas, mas uma coisa prevejo,  se tal vier a acontecer, à semelhança de Sócrates, António Costa também irá culpar tudo e todos menos ele, pois este só é capaz de assumir que é responsável pelo acontece de bom e os sucessos que lhe caem ao colo.

Já com António José Seguro ele mostrara que só gosta de apostar quando o sucesso está garantido para assumir louros, enquanto foi difícil, queimou o então Secretário-Geral do PS em lume brando e não se candidatou, mas ao menos Seguro em termos de carácter mostrou estar muito acima de António Costa.

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A 28 de outubro de 2009 com este post nasceu o meu blogue pessoal de análise política Mente Livre sob o lema “A pensar o Faial, o Triângulo, os Açores e Portugal sem amarras“. Desde então com períodos de postagens quase diárias e outros mais escassa, mas todas semanas saíram posts com assuntos a debate. Nem sempre os temas mais amadurecidos foram os mais visitados e participados como gostaria, mas deixei opiniões e os leitores tratam-nas como querem. Obrigado a todos que me têm visitado, com apoio, desapoio ou em silêncio!

Por experiência tenho verificado que os posts sobre temas do Faial são os mais visitados e quanto mais polémica e dura for a linguagem da publicação mais interesse desperta, embora os comentários diretos tenham diminuído ao longo dos anos, muitos destes transitaram para o meu mural no facebook e muitos posts mereceram ainda partilha noutros espaço das redes sociais.

Curiosamente são os perfis desconhecidos os que mais se pronunciam e em defesa do poder instalado na ilha: algo que me surpreendeu, pois é muito mais fácil bajular quem está por cima do que criticar livremente quem manda, a não ser que sejam pessoas que se sentem obrigadas à defesa de quem governa mas em consciência sintam que tenho razão no que escrevi ou, em alternativa, gente a defender-se em causa própria e sem coragem de assumir que é uma autodefesa.

Já no grupo das pessoas que comentam diretamente no blogue e conheço existem para todos os gostos, embora em número cada vez mais reduzido, mas confesso: sinto-me mais próximo de um crítico ao que escrevi que assuma a sua identidade do que de um elogio de alguém que se esconde, pois o debate em democracia é entre pessoas e não entre máscaras ou apoios anónimos.

Pelo menos agressões vis à honra das pessoas é algo que sou totalmente contra e também por norma raramente precisei de não aceitar publicar os comentários, mesmo vindo de anónimos e alguns a contrariarem o teor das minhas postagens, mas também refiro no editorial que cá sobrevive há 8 anos “Mente Livre, ao pretender lançar o debate sobre várias questões, não se furta a emitir ideias que podem ainda não estar bem amadurecidas na mente do autor e reflectirem problemas circunstanciais ou o estado de espírito em virtude da desilusão que muitas vezes acontece ao olhar o mundo que nos rodeia.” Por isso até eu próprio com o tempo já mudei ou corrigi opiniões aqui lançadas.

Igualmente os alertas de proteção civil e previsões de intempéries ou de análises de ocorrências sismovulcânicas despertam também muitas visitas, estes quase se tornam num serviço público, mas por vezes há posts de reflexão que considerava de grande interesse cujo público ignorou de todo e outros que foram uma quasi fantasia, um mero desabafo ou uma nota humor que cativaram imensos leitores e até comentários e partilhas com um alcance surpreendente.

Assim tem sido Mente Livre, mas sendo um blogue pessoal o seu rumo e duração é sem amarras e por isso será sempre levado pela minha disposição, paciência, interesses e o modo de olhar o mundo à minha volta sempre com especial atenção para o Faial e depois os Açores, Portugal, o Canada, a União Europeia e o resto do Mundo, mas uma coisa é certa: o que aqui escrevi foi sempre de iniciativa pessoal sem ser mandatado ou acordado com nenhuma outra organização exterior.

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Os fogos deste verão não só mataram muita gente e puseram a nu a incompetência da equipa de Proteção Civil, como também expôs preconceitos irracionais e meias verdades no BE. 1.º – Tiago Oliveira trabalhava nas celuloses de papel e foi nomeado pelo Governo para para a missão dos fogos florestais, mas isso não o impede nem valida de ser bom técnico; 2.º – o eucalipto tem muitos problemas ambientais, mas foi das espécies que proporcionalmente menos ardeu em Portugal este Verão.

Por muito que custe ao BE pode-se trabalhar por opção ou por oportunidade na privada e até mesmo em setores que também existem na pública e isso é independente de se ser melhor, pior ou igualmente competente e honesto que outro trabalhador de formação equivalente que por opção ou por oportunidade trabalha para o Estado na mesma área. O BE ao criticar António Costa por nomear para uma tarefa tão urgente como a da missão dos Fogos Florestais alguém que trabalhou até ao presente no setor das empresas de celulose apenas evidenciou um preconceito seu contra quem dinamiza a privada é um preconceito como qualquer outro que o BE normalmente com razão combate.

Criticar as empresas de celuloses por fomentarem em Portugal a floresta de eucalipto é uma argumentação ambientalmente correta, este provoca desequilíbrios ecológicos nos sistemas hidrológicos, ecossistemas biológicos e paisagem tradicional que devem ser evitados. Tentar ligar os fogos em Portugal à floresta de eucalipto é aproveitar a ignorância de muita gente para enviesar a verdade para vencer um debate, algo que se critica em muitos políticos. Bastava os Portugueses saberem que da área ardida neste País apenas 13% foi em eucalipto e que os terrenos que melhor enfrentaram os fogos foram os que estavam sob a gestão das empresas de celulose (porque interessadamente punham em prática ações corretivas algo que o Estado não fez nos seus terrenos) permite mostrar que o BE enferma dos mesmos defeitos de outros partidos que ele acusa de desvirtuarem a verdade.

Infelizmente não há santinhos neste debate sobre os fogos em Portugal, mas que há muita falta de ação que urge implementar… há. Isto para que nova catástrofe semelhante não se repita.

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fgeorge

Habituámo-nos a ver Francisco George como diretor-geral da Saúde desde 2005, ocupou o cargo com governos do PS, PSD-CDS e agora da geringonça, sem a normal mudança de Boy do partido. Não sei se era o melhor na administração para o cargo, sei que mostrou competência e na saúde enfrentou momentos difíceis, a confiança que nos dava era uma garantia rara de se ver no setor público, tivesse a Administração Interna visto este exemplo e talvez hoje mais Portugueses tivessem sobrevivido aos fogos do verão e não a acusássemos de ter mudado lugares por mera politiquice para incompetentes.

A administração pública deveria ser assim, os políticos mudam em função da vontade eleitoral, mas os técnicos apenas para dar lugar aos melhores e sem estarem dependentes da ganância dos boys por oportunismo politico.

Reformou-se Francisco George por ter 70 anos mas uma cara que representou como deve ser resiliente a administração pública à partidocracia  que os boys dão ao setor público, só por isto valeu a pena conhecê-lo.

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Até o jornal de maior expressão dos Açores e o mais antigo de Portugal intitula a notícia com o nome próprio da pessoa que ocupa o cargo: Marcelo,  e não com a entidade que oficialmente faz a visita: o Presidente da República, evidenciando que neste caso o cidadão supera em popularidade o cargo. Vai ser bonito assistir a bajulação dos nossos governantes regionais à pessoa que não recomendaram para a presidência, isto para colherem as migalhas da sua popularidade, é que se nota bem a diferença entre o acompanhamento institucional e a aproximação interesseira.

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Muita da culpa de tantos incêndios florestais em Portugal resulta de uma má prevenção e má política de ordenamento florestal com décadas. Agora o aumento de mortos este ano tem a ver com falhas na cadeia de comando de implementar a proteção civil no terreno e esta é culpa principalmente de quem neste momento gere e implementa a atual estratégia que levou à morte quase uma centena de pessoas este ano e tem de haver gente de topo responsabilizada.

Incêndios tem havido todos os anos e os bombeiros são praticamente os mesmos. O que mudou foi quem gere a estratégia de proteção civil, muitos destes nomeados após a mudança da lei para retirar quem esteve nos anos anteriores para se colocar os boys de confiança do atual governo e ministra da Administração Interna. Assim há na governação atual responsáveis políticos de tantas mortes em Portugal nos incêndios florestais e a culpa não pode morrer solteira.

Se o Primeiro-ministro não assume isto, então que seja o Presidente da República que se digne em chamar os responsáveis à pedra, pois foi eleito não apenas para dizer coisas agradáveis e tirar selfies com a população que está a ser morta por uma Proteção civil que já não protege o Povo e é um falhanço total do Estado nesta matéria. Basta desta incompetência que tanto mata!

 

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– Para mim vocês são todos iguais…Ah!… Mas não me lembro da Câmara da Horta ser governada por gente de outro partido além do atual!

– Pois… para haver democracia não podem ser todos do mesmo partido, senão não podíamos escolher. Os senhores são necessários!

– Por mim são todos bem-vindos, já brindei o PS como estou a brindar os senhores e se vierem cá os comunistas, brindo-os da mesma maneira e o meu voto está escolhido.

Não haja dúvida, as campanhas eleitorais mostram que há muita gente merecedora de respeito cujo saber político com que trata quem se envolve civicamente na luta democrática dá força à pluralidade de ideias e mantém viva a democracia.

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