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Archive for the ‘Reflexões Pessoais’ Category

Conhecendo a coragem com que o Papa Francisco denuncia publicamente males da economia e da sociedade ocidental e vendo todas as pretensões infelizes de Trump em matéria de ambiente e de refugiados, imigração e proteção social sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos, gostaria de ter sido mosca para saber o tom com esta conversa decorreu em privado.

Conhecendo o conteúdo exigente da encíclica deste papa sobre o ambiente, sobre o cuidado da casa comum “Laudate si“, gostaria de saber o que dirá publicamente dela Trump se cumprir a sua palavra de que a vai de facto ler.

Para já ou a hipocrisia pública dominou os comentários de Trump sobre o seu encontro com o Papa Francisco ou então a diplomacia censurou essa conversa privada. Quem me dera de facto ter sido uma mosca presente na sala e depois ter consciência do que foi então conversado e como foi dito

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo com reflexões múltiplas de ocorrências num dia ímpar.

REFLEXÕES SOBRE UM DIA MEMORÁVEL PARA PORTUGAL

Treze de maio de 2017 deve ficar na história como o dia em que os Portugueses mais extravasaram o seu brio Lusitano na sua história. Houve motivos de contentamento de âmbito global e transversais a várias áreas que fazem vibrar o íntimo das pessoas: a fé, para os que são crentes; a cultura, para os amantes da língua de Camões; a arte, para os que vibram com uma bela canção e a emotividade, para os fãs do futebol e do clube que mais adeptos tem no País.

A conquista do título europeu de futebol para a seleção nacional foi transversal às clubites, mas limitou-se sobretudo aos amantes de futebol. O 13 de maio de 2017 foi bem mais abrangente.

No campo religioso, o convite à oração para a Paz Mundial e Conversão das Pessoas que emanara de Fátima precisamente há 100 anos é ainda o fenómeno de fé de maior projeção do mundo Católico saído de Portugal no século XX e a celebração deste centenário com a vinda ao nosso País do Papa mais popular e consensual dos últimos tempos, não apenas tocou o íntimo de muitas consciências, como foi um evento de cobertura mediática global, colocando os Lusitanos nos holofotes à escala planetária e isto ajuda o ânimo dos Portugueses.

O fenómeno de Fátima não gera consensos no seio dos católicos, demais crentes e ateus e, se algumas críticas são feitas de forma honesta, igualmente existem ataques às movimentações e aproveitamentos em torno de Fátima cujo único objetivo é desvalorizar a força deste apelo à Oração para a Paz e Conversão retransmitido ao mundo por três crianças. Algo que incomoda muitos, não só pela sua exigência aos cristãos, como também, pela sua adversidade às razões antirreligiosas.

Sim, há discrepâncias entre a mensagem da Igreja e a prática seus fiéis, mas a razão de ser do apelo à Conversão em Fátima justifica-se precisamente por isso, porque os Cristãos não são perfeitos e existem essas contradições a corrigir e é bem mais difícil a luta permanente para se corrigir o mal, que tende a crescer em nós crentes como cogumelos em madeira podre, do que colocar-se de fora a apontar os males que com frequência aqueles são vencidos. Não deixa de ser claro que muita denúncia orgulhosa vinda fora das falhas dos cristãos serve para incentivar o abandono da fé, mas também para branquear a consciência de alguns agressores que desistiram dessa conversão.

Ainda no campo religioso, a canonização de Jacinta e Francisco Marto também me cria problemas na luta contínua de conversão. Formado e ligado às ciências da natureza sou por convicção defensor de explicações naturais e é bem mais fácil rejeitar qualquer milagre, dizendo que no futuro a ciência o explicará, do que do que ter a humildade de aceitar que a fé move montanhas que a física não consegue, lembro-me do agnóstico Sam Harris, que passou a ser desprezado por ateus após reconhecer que sempre houve e haverá fenómenos que a ciência não consegue cobrir e deveria ter a humildade de mesmo sem acreditar não combater a religião por preconceito. O que é bem diferente de desistir de procurar o esclarecimento dos fenómenos estranhos que ocorrem na natureza

No domínio da música, este grande dia 13 fica na memória pela primeira vitória de Portugal no festival da eurovisão da canção em 53 anos de presença nacional neste tipo de evento. Não só com uma composição que foge ao populismo de uma melodia fácil e banal, mas também com a coragem de a cantar em Português entre tantos países que desprezaram as suas línguas maternas para irem na onda da língua franca inglesa numa sessão cujo lema era a diversidade. Neste mundo que se deixa dominar pela epidemia contagiosa que confunde cultura com o comercial fácil que a globalização vende, foi uma lição dada por Luísa e Salvador Sobral não ter medo de serem eles próprios e de mostrar ao mundo a sua língua contra a maré da moda subserviente do pop anglo-saxónico.

Por fim, numa matéria que também não gera unanimidade: o tetracampeonato do Benfica foi um motivo de alegria para os adeptos do futebol do clube que reúne maior número de simpatizantes em Portugal. Os festejos celebraram-se de forma civilizada e cordial. Isto não é um antídoto suficiente para o envenenamento continuado que lavra no desporto nacional a partir de líderes e comentadores desportivos que passaram a época a semear ódios e a alimentar suspeitas de desonestidade dos adversários que podem germinar em discórdia e violência entre adeptos em competição doentes.

A competição e a rivalidade até podem ser saudáveis, pois criam dinâmicas no enfrentar o dia-a-dia. Pode-se fazer críticas aos adversários para os obrigar a melhorar a sua prestação, a política presta-se a esta conduta. Pode-se sobrevalorizar as nossas cores para incentivar as nossas equipas perante os concorrentes. Agora, semear ódios e desconfiança na honestidade dos oponentes e outros intervenientes que regulam uma competição ultrapassa a decência e as exigências da ética. Por isso se é enorme a alegria que o Benfica me deu, não deixo de respeitar os que não venceram e protesto contra esta tática que se está a generalizar em Portugal do envenenar permanente da competitividade desportiva com ódios para criar uma rivalidade doentia que desperta violência.

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Após sete meses de ter sido detetada a bactéria Legionella no Hospital da Horta, eis que o mesmo tipo de micróbio surge de novo nas canalizações do bloco antigo deste estabelecimento de saúde. O assunto torna-se preocupante por indiciar que pelo menos o problema que causou o aparecimento no passado não foi ainda devidamente resolvido, isto num serviço onde se procura a cura e não o receio de encontrar um nova doença.

Espero que desta vez tudo fique devidamente compreendido e depois resolvido, de modo a afastar para longe este perigo, sabendo mesmo que nunca será igual a zero  e no fim que sejam prestados os esclarecimentos para que os utentes não fiquem com receios e dúvidas.

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A todos os que trabalham por conta de outrem, aos que procuram trabalho e não encontram, a todos os que trabalharam toda a sua vida e sem esquecer todos aqueles que criaram o seu trabalho ou o mantém muitas vezes sem qualquer feriado que o lembre ou que possam comemorar, desejo um excelente e feliz 1.º de Maio – dia do Trabalhador.

Como trabalhador em funções públicas reconheço melhorias salariais nos últimos meses e pelos noticiários também sei que há muito menos pessoas em busca de trabalho sem o encontrar, o que é positivo, não sei se quem estava a trabalhar na privada há um ano ou a esforçar-se para assegurar trabalho aos seus trabalhadores tudo está também a correr tão bem, mas mesmo assim votos a todos que o futuro seja bom, melhore ou, no mínimo, não piore.

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Interessante a aceitação do argumento da tradição para invocar a tolerância de ponto no Carnaval, uma festa associada ao calendário litúrgico num Estado Laico, enquanto o uso da tradição de dar tolerância de ponto pela vinda de um Papa a Portugal escandalizar por estarmos num Estado laico. Em 2010 falei sobre isto e disse:

Não sou um defensor da tolerância de ponto de hoje, mas ela não me choca, este é um País onde a grande maioria de cidadãos ainda se assume como católica e a tolerância quase não tem custos para o Estado: evita a burocracia da alteração de férias aos que se forem às celebrações com o Papa, que ao contrário de outros Chefes de Estado fala diretamente ao povo nas visitas oficiais, e não coloca serviços a meio-gás, com todas as confusões resultantes.

Talvez a tolerância num jogo da selecção não fosse polémica, mas há aqui muita hipocrisia e propaganda de movimentos anti-católicos e de ateus que, pela sua agressividade, se comportam como religiões modernas à conquista dos seus fieis.”

O posto mantém-se atualizado, pois continuo a pensar precisamente o mesmo.

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Há frases fortes, mais ainda se suportadas por slogans que estão na memória coletiva no momento. O Presidente da Associação Agrícola de São Miguel foi descuidado ao dizer “nos Açores temos vacas felizes e lavradores tristes“. Compreendo a amargura, mas pode ser contraproducente se o mote afetar as vendas de leite baseada na campanha publicitária, provocando então ainda mais infelicidade à classe profissional que quer defender.

Sim, conheço produtores de leite em grandes dificuldades devido à redução do preço de venda sem a correspondente diminuição dos custos de produção, há quem esteja de facto muito triste e outros já estão a abandonar o setor, mas envenenar uma das poucas campanhas que ficou no ouvido dos Portugueses e pode promover as vendas que estanquem o decréscimo dos rendimentos da classe pode ser um tiro no pé.

Reivindicar e chamar a atenção para o problema é necessário, mas penso ser dispensável declarações que possam provocar danos colaterais de quem necessita de ajuda.

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cravosbranco

Os cravos estão vergastados das intempéries que fustigam a liberdade; são brancos, pois só em paz a justiça floresce; são singelos, mas não é preciso muito para tornar cheio o seu sonho, basta uma democracia justa e assim se cumpre Abril.

25 de Abril para sempre em Portugal

Feliz dia da Liberdade.

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