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Posts Tagged ‘efeméride’

Apesar da original, mas legal, forma de legitimação do atual Governo e das grandes dúvidas da consistência dos acordos bipardiários à esquerda para assegurar a sua sustentabilidade na Assembleia da República, na verdade, até ao momento António Costa tem conseguido uma estabilidade que lhe garante já um ano de governação sem ameaças de derrube no Parlamento. Para já é possível observar o seguinte:

1 António Costa é um excelente negociador de acordos difíceis, explora ao máximo as vantagens dos parceiros de acordos em manterem o seu apoio em detrimento de alcançarem os seus principais objetivos programáticos, ao explorar a argumentação de que a alternativa lhes é ainda mais desfavorável. Assim, lá se viu PCP e BE engolirem a manutenção da moeda única, apoiarem orçamentos sujeitos às imposições de Bruxelas, silenciarem-se sobre a negociação da dívida como pretendiam e, sobretudo, acalmarem-se nas movimentações reivindicativas das classes empregadas no setor público.

2 António Costa, mesmo com demagogia, é excelente em fazer propaganda política: sabe chamar a si os louros dos sucessos e ainda empolá-los e chutar as culpas das falhas ou diminuir o impacte dos erros. Reconheço que na atual governação tem havido redução do desemprego e do défice orçamental, muito devido ao turismo e não ao consumo como projetado no programa do Governo. Só que este este sucesso tem mais a ver com a imagem que Portugal já tinha de trás do que a criada agora e o maior impulso resultou da fuga dos turistas do norte de África e Turquia por instabilidade política e questões de segurança, mas o Primeiro-ministro é mestre em explorar este sucesso a seu favor.

Se Passos ficou com a fama de estar a encher os cofres depois da rotura de 2011, Costa soube ir a estas almofadas buscar dinheiro para acabar com os cortes da função pública e ficar com os louros, como se fosse a mesma coisa entrar para Primeiro-minstro nas condições de falência de 2011 e na de recuperação e estabilidade financeira em 2015.

Em termos de crescimento económico, além deste estar muito aquém do perspetivado, ainda subsistam muitas incerteza se o pulo do último trimestre manter-se-á. Agora que a Governação soube apagar a diminuição do real crescimento da economia face ao prometido, lá isso soube, e se tanto criticou o executivo anterior pela obsessão do défice, agora, impunemente, agarra-se a louvar a diminuição deste parâmetro omitindo que a austeridade mudou de forma, deixou de ser em cortes nos vencimentos para ser em pagamento de impostos indiretos que penalizam os mais pobres, mas deixa a imagem que tem uma preferência na resolução dos problemas dos mais desfavorecidos.

Já na questão da banca Costa tem sido perito em acusar a anterior governação, que não está isenta de algumas culpas, mas chegar ao ponto de acusar Passos do colapso do grupo Espírito Santo mostra bem a demagogia de que ele é capaz e se a Caixa não foi bem equacionada antes, muitos dos seus problemas vêm precisamente de uma danosa exploração daquela instituição do tempo do anterior executivo rosa, que a deixou exposta em simultâneo que o País quase colapsou e continuo com muitas dúvidas se no BANIF a estratégia não foi mesmo de dar um salto em frente, favorecendo o Santander num momento em que era ainda viável atirar as culpas da decisão para o PSD, em vez de se esforçar em encontrar uma solução melhor para os Portugueses, sobretudo das ilhas, mas para a qual os inconvenientes das opções teriam de ser assumidos por ele.

Agora há que reconhecer, face às dúvidas que há um ano atrás eu tinha sobre a capacidade de António Costa gerir politicamente a denominada geringonça, cujos partidos mutuamente se odeiam, e de criar estabilidade para ter sucesso, o atual Primeiro-ministro tem-me surpreendido pela positiva. Mas suspeito que estamos mais expostos a uma crise internacional do que há um ano atrás, se com Trump, referendo na Itália, eleições em França e Alemanha e o Brexit a solidariedade jogar contra Portugal, não sei se o final deste executivo não será quebrar como o de Sócrates, que quebrou pelo seu modo de governação o ter deixado excessivamente exposto à crise financeira de 2008. Espero ao menos que não tenha de enfrentar um novo cenário tão negativo.

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Sim, faz hoje 18 anos que, num repente de segundos, quase toda a população da Ribeirinha, cerca de 500 habitantes, e muitos outros distribuídos por outros locais do Faial, num total de cerca de 2500 em 15000 residentes, viram as suas casas destruídas ou muito danificadas e ficaram desalojados, catástrofe que também atingiu, embora em menor grau, alguma famílias no Pico e São Jorge, enquanto 8 pessoas morriam, 5 delas na freguesia da Ribeirinha, a mais atingida pelo sismo.

18 anos e praticamente todos os sinistrados já foram realojados condignamente, mas não todos, ainda ontem me cruzei com pessoas da minha rua que, por vicissitudes várias, continuam em pré-fabricados e barracas que se destinavam ao acolhimento temporário até ao final do processo de reconstrução.

Infelizmente, os problemas económicos até já conduziram a que alguns dos já realojados condignamente tenham voltado à condição de desalojados das suas novas moradias, este é um problema que mostra que não basta um Estado social que dá para desatar os nós dos problemas financeiros das pessoas, pois alguns deixam-se atar para nunca mais se conseguirem libertar em definitivo, mas esta é outra questão que fere a solidariedade na sociedade e merece também reflexões no seio dos governantes.

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Canada-Day-Activities

Hoje, a celebrar os seus 149 anos, este País tolerante, multicultural, economicamente desenvolvido, que atingiu em 2016 o segundo lugar do índice dos Estados com melhor qualidade de vida para os seus habitantes e será sempre a minha Terra Natal, uma das minhas Pátrias e sempre serei um orgulhoso Canadiano.

Parabéns neste rumo aos 150 anos de desenvolvimento da identidade de uma nação que se chama Canadá!

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Este fim de semana estão a decorrer as comemorações dos 40 anos da criação do Instituto Universitário dos Açores que depois se transformou na Universidade dos Açores.

Esta instituição é sem dúvida uma das mais importantes criações associadas à Autonomia dos Açores, responsável pela formação de muitos Açorianos e a vinda de muitos estudantes para o Arquipélago que aqui depois se estabeleceram e pelo aumento do conhecimento científico sobre a realidade da Região e das suas águas marítimas nos domínios da Natureza, Social, História Economia, Letras, Agricultura, entre outros.

Nascida com três pólos inicialmente pensados por muitos Faialenses como em condições de igualdade, na verdade desde cedo se assistiu ao atrofiamento do ensino no DOP localizado na Horta e até levou ao encerramento do Magistério Primário nesta cidade. Mesmo assim, esta Universidade, cada vez mais centralizada em Ponta Delgada, onde por vezes se sente fazer investigação concorrencial com a que se faz em departamentos situados noutras ilhas, continua a desempenhar um papel crucial para o desenvolvimento dos Açores.

Não me licenciei nesta Instituição, mas o meu mestrado em Vulcanologia e Riscos Geológicos já foi efetuado no seu Departamento de Geociências, que desenvolve um importante apoio à Proteção Civil na Região, e como Faialense de coração desenvolvi investigação para a minha tese sobre o Faial, dando corpo à minha ideia de a Universidade dos Açores ser um instrumento para o conhecimento de todo o Arquipélago e a minha ilha.

Apesar dos constrangimentos financeiros com que vive, da necessidade de se continuar a lutar pela manutenção da sua tripolaridade e para adequar a formação e investigação que faz de modo a melhor assegurar o desenvolvimento da Região e a permanência dos formados nestas ilhas, aqui fica o meu reconhecido obrigado à Universidade dos Açores, acompanhado dos meus Parabéns Universidade dos Açores.

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São poucos e frequentemente têm problemas de integração social, são casos difíceis, mas é um facto. Depois do sismo de 9 de julho de 1998, ainda hoje, 9 de julho de 2015, há pessoas a viverem em pré-fabricados, barracos e em más condições de habitabilidade.

Podem-se invocar as desculpas do tipo acima, mas é verdade que numa Região onde tanto se defende o estado social, cuja catástrofe ocorreu no período das vacas gordas e o dinheiro jorrou para grandes projetos sobredimensionados, a administração regional não foi capaz de solucionar em 17 anos alguns pequenos problemas de grande significado para as pessoas afetadas que assim ficaram desalojadas desde a madrugada de 9 de julho de 1998.

Sim, muita coisa foi feita, há freguesias reordenadas e praticamente reconstruídas, há maior segurança habitacional para a maioria dos sinistrados e não fosse a mancha das ruínas de alguns edifícios maiores como templos e um farol, cuja falta de verbas agora e sobretudo a má-vontade no início em termos de preservação patrimonial que impediu de preservar a tempo e adequadamente tais imóveis como memória daquela catástrofe, quase não haveria feias cicatrizes na paisagem das feridas abertas pelo tremor de terra, todavia isso não apaga a realidade de 17 anos depois do sismo existirem ainda pessoas desalojadas.

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Todos os discursos da cerimónia comemorativa do 182º aniversário de elevação da Horta a cidade acusaram o toque das críticas que têm vindo a público sobre a situação do concelho.

O Presidente da Câmara assumiu que às críticas responde com mais trabalho. Confesso que, apesar do meu descontentamento com a degradação da economia da Horta que tenho assistido, não há maior estímulo para quem ama esta cidade e deseja para ela o melhor, que ouvir que as críticas empurram o edil para mais trabalho. Fiquei apenas com a dúvida se as minhas críticas têm sido assim tão insuficientes para não ter visto ainda refletir-se no nosso concelho esse trabalho tão necessário para parar com a estagnação do crescimento económico do Faial e a ilha ir em frente, ou se esta é uma nova estratégia e, como recente que é, os frutos só no futuro se começarão a ver. Estarei atento e, se vir frutos, também sei elogiar quando alguém o merece. Não é ainda o caso.

O Presidente da Assembleia Municipal foi mais contido, reconheceu e lamentou as dificuldades conjunturais impostas pelo poder central e assumiu que algumas críticas possam ser injustas. Sem dúvida que os críticos podem nem sempre ter razão, por vezes há pormenores que desconhecem, a verdade é que, na generalidade, a última década foi um período de recuo da dinâmica económica da Horta e se não fosse a administração pública a acolher, forçadamente, tantos desempregados para disfarçar o falhanço, os resultados do encerramento da fábrica do peixe, a saída da parcial da rádio naval, as falências de empresas e o fecho de lojas de comércio, seria mesmo uma catástrofe para o concelho.

O representante do Governo dos Açores, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, foi mais populista e demagógico. Assumiu-se como um cidadão desta cidade, embora se saiba que apenas por nomeação política temporária está a exercer o seu cargo na Horta, a seguir tentou limitar as críticas a oportunismos e interesses partidário. Assumiu os louros, que não são de facto dele, para a criação da Escola do Mar como um investimento para esta cidade, até porque há anos está em gestação e não nasce, e escondeu que mal chegou ao poder tomou a iniciativa de esvaziar este investimento na Horta, propondo uma delegação à distância, para que os potenciais alunos da maior ilha dos Açores não viessem para o Faial. Com gente assim, estamos conversados e só se deixa enganar quem quer.

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Sem palavras, as imagens falam por si.

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