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Posts Tagged ‘politiquices’

Quando se contestou o projeto que retirou os bancos vermelhos tradicionais do Jardim da República, acusava-se os críticos de não estarem abertos à modernidade do novo mobiliário… uns velhos do Restelo! Agora, a Câmara Municipal faz a inauguração da colocação ali de bancos iguais aos antigos. Assim, se veio dar razão aos que antes denunciavam o mau projeto do município e provou-se o desperdício de dinheiro com mobiliário. Só não houve a humildade do Presidente da Câmara em assumir que os críticos tinha razão, como têm tido muitas vezes, apesar de habituados à negação da realidade do Autarca quando chamado à razão por outros  que não do seu partido.

Claro que quem tem olhos na cara percebe que o Município fez propaganda quando cometeu o erro e faz agora, em anos de eleições e descaradamente, nova propaganda para desfazer o seu erro, só que o dinheiro público que se perde nesta propaganda não é de quem o desperdiça e se considera bom gestor, mas nosso.

Felizmente, que se corrigiu uma asneira denunciada que descaracterizou durante anos um dos espaços públicos mais bonitos da cidade.

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Não haja dúvida, António Costa é um caso de estudo, pois consegue liderar um Governo minoritário do partido mais europeísta de Portugal, o PS, e consegue assegurar o apoio do BE, que quer preparar o País para  este sair do Euro, e da CDU, que nunca desejou, nem quer estar ligado a esta União Europeia e de onde vem grande parte do dinheiro que mantém o sistema políticoeconómico nacional sem colapsar.

Em contrapartida, a oposição a Costa vem precisamente dos partidos que comungam do mesmo objetivo central do PS: preservar Portugal numa economia de mercado livre, integrado na  União Europeia e na NATO, sendo que esta foi mesmo criada para combater os Estados que tinham os modelos políticos defendidos pela CDU e BE.

Esta capacidade de Costa, não sei se é sustentável para sempre, mostra um engenho político notável do atual Primeiro-ministro: une interesses opostos e sem nada em comum e abafa concorrentes que têm objetivos semelhantes e métodos pouco diferentes. Por isso não admira que, com esquemas ou sem eles, o atual Governo tenha conquistado sucessos imprevisíveis face à incompatibilidade da sua base de apoio, mas presumo que é o perigo destes interesses opostos que espreitam nos apoiantes do Executivo que faz Marcelo agir como um manto protetor a esta solução à partida impossível de se conciliar, mas que pode conseguir mesmo o que não era viável de outro modo e sem uma CGTP comprometida e maniatada a esta geringonça que de facto tem funcionado.

Não admira o desnorte de Passos, mas penso que as energias que dispensou contra a atual solução sem dar o benefício da dúvida que cimentou interesses tão opostos à esquerda no Parlamento e Costa maquiavelicamente de novo soube explorar muito bem esta estratégia da direção do PSD em benefício próprio e para preservar o apoio que precisava fazendo o contrário das muitas coisas que o BE e a CDU sempre defenderam e dizem defender.

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É o que se conclui da resposta do requerimento feito ao Governo dos Açores e fornecidos ao grupo parlamentar do PSD-Açores já este mês. Por isso, já há muito tempo mesmo quando se fala com números oficiais nesta Região e País estou sempre na dúvida se as estatísticas dizem a verdade real ou a que quem tem o poder quer dizer manipulando os dados base ao gosto do freguês.

Por estas e por outras é que não acredito em nenhuma desculpa oficial que prejudique o Faial quando vejo situações semelhantes a beneficiar outras terras. Para a Horta usa-se a desculpa que a rentabilidade não compensa o investimento nisto ou naquilo, mas para outros locais os mesmos dizem que se tem de investir para dinamizar a economia, sem se preocupar com aquilo que à partida não é rentável. Um tratamento desigual contra os Faialenses que se instalou e tem-se mantido contra a ilha Azul. Não aceito gente desta.

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Quero ver tudo esclarecido em relação ao dinheiro não controlado que saiu para offshores e da não publicação das estatísticas no portal das finanças no tempo de Núncio. Mas é estranho que após se acusar o homem disto, a seguir surjam em série aspetos suspeitos: é o caso de ter sido advogado de uma petrolífera pública da Venezuela, quando muitos dos que apontam isto nunca viram nada de mal no regime de Chavez, é o caso da offshore da Madeira, que não é ilegal e  atraía dinheiro para um território de Portugal.

Desde há muito que defendo que em política temos de ser e ainda parecer sérios, o que vai muito além de ser legal, mesmo que isto por vezes conduza à injustiça de quem estiver num cargo se prejudicar a si mesmo e aos que lhe são próximos para manter também esta parecença de virtuosidade. Lembro-me de quando autarca com funções executivas ter sido mesmo criticado por uma amigo que considerava esta postura pessoal um exagero…

Infelizmente, a política é mesmo um jogo onde todas as cautelas podem ser poucas e Paulo Núncio não seguiu o meu princípio e agora deixa de haver dúvida a favor do suspeito, pois em política não existe esta benesse quando se fala de sujidade na praça pública de um político que foi poder. Por isso, inocente ou não, o ex-Secretário de Estado já parece culpado ao olhos da população, tal como já aconteceu com outros políticos no passado, muito antes de irem a julgamento ou mesmo sem a isto terem chegado.

Igualmente, há muito que suspeito que na guerra partidária existe uma investigação oculta aos adversários sem ser com o objetivo de prevenção do mal, mas para guerrilha posterior, pois os potenciais podres ou suspeitas ficam guardados na gaveta e só vêm para a praça em momento oportuno sem se limpar o sistema. Por isso, quando algo é denunciado sobre alguém que se escolheu como alvo, logo os males engavetados vêm todos sucessivamente para a praça pública e não no momento em que aconteceram… agora abriram a gaveta com o arquivo sobre Núncio, entretanto, pode haver outros que estão agora descansados nas suas tramoias, até chegar à sua vez de ficarem com a cabeça no cepo.

A ser mesmo assim, como me parece que é, é uma forma de fazer política que me enoja e me entristece.

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Agora parece ter entrado em moda quando um governante parecer ter sido apanhado desmascarado em asneiras, este desculpar-se com um possível erro de perceção: primeiro foi Centeno, agora é Paulo Núncio. A mim só me importa que os assuntos fiquem devidamente esclarecidos, tanto num caso, como noutro e que no mais recente escândalo, se houve algum dinheiro em impostos não cobrado no momento que se procure ainda recuperá-lo, caso se perca, que os responsáveis sejam penalizados. Doa a quem doer.

Não aceito que se acumulem escândalos em paralelo para se irem branqueando entre si e suavizar os inquéritos entre adversários políticos, ameaçando atirar pedras às telhas de vidro para o outro lado partidário para com as suas reivindicações de investigações.

Ainda não percebi se os 10.000  milhões de euros passaram pelo crivo do fisco ou se apenas não foram parar ao portal das finanças, mas que é mesmo muito dinheiro para deixar alguma coisa por esclarecer, lá isso é.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Nos últimos dias tenho assistido com espanto como pessoas ligadas ao PS-Faial têm disparado em jornais contra os que têm tomado posição sobre o aeroporto e acessibilidades à Horta, até já vi desvalorização do abaixo-assinados dos Faialenses. Logo eles, que antes votavam contra protestos pelos maus serviços da SATA e discordavam da exigência de Carlos César honrar a sua palavra na ampliação do aeroporto, agora consideram que o assunto está em cima da mesa apenas porque o PS está a mexer no assunto.

Enquanto os Faialenses  não se movimentaram, vimos os líderes socialistas eleitos e com funções executivas na ilha deixar fechar a fábrica do peixe, tirar a rádio naval da Horta, apresentarem desculpas para se fasear a variante e depois não se acabar a obra, encolherem a baía norte do novo cais do porto, defenderem que “small is beautifull“, dizerem que não queriam outras obras durante a reconstrução para o Faial  não virar a estaleiro, assumirem a desculpa para não se fazer o estádio Mário Lino, atrasaram quase 20 anos o saneamento básico da cidade para depois fazerem aquilo que na assembleia municipal foi proposto pela oposição no início deste século e ainda ridicularizarem há 8 anos a proposta de reorientação da pista que agora até foi para cima da mesa num grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara como se tudo isto não fosse já antigo e não houvesse memória.

Agora que para além das forças da oposição política, os Faialenses também se têm mobilizado pelo aeroporto, na questão das ligações Horta-Lisboa e contra o mamarracho proposto e aceite pelas deputadas rosas da ilha, eis que o poder socialista no Faial dispara contra todos os que têm erguido a sua voz em defesa desta terra e assume que é ele e só ele que põe estas questões em cima da mesa. Desplante a esta gente que tanto desprezou o Faial não falta.

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