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Posts Tagged ‘politiquices’

O meu artigo de opinião hoje publicado no diário Incentivo:

NA AMPLIAÇÃO DA PISTA DA HORTA NADA DE NOVO

Agosto está a acabar, o ano já vai em bem mais de metade, o principal período de gozo de férias está a findar e as próximas eleições estão à porta como evidenciam os prospetos de apresentação da lista de candidatos a deputados pelo partido no poder recentemente distribuídos pelas caixas do correio. Mas cá no Faial a principal reivindicação dos Faialenses para 2019: o projeto de ampliação da pista do aeroporto da Horta; continua a não sair da gaveta, nem se assistem a passos efetivos e irreversíveis que assegurem que este vai passar à realidade.

Há quase um ano atrás vendiam-nos um grande sucesso político: finalmente a inclusão num artigo do Orçamento de Estado para 2019 de uma referência, sem qualquer compromisso ou montante definido, sobre a ampliação da pista do aeroporto do Horta. Então alertei que tal não garantia nada, que era cedo para foguetes, pois suspeitava ser mais propaganda do que obra a arrancar até outubro próximo. O tempo está a esgotar-se e desgostosamente os meus receios a concretizarem-se.

Alguém pode pensar que um ano é pouco. Contudo esclareço que a não realização do projeto no terreno, nem de passos burocráticos como o início de um concurso público para execução desta empreitada, não é o saldo de um ano, mas sim o fruto a entregar aos Faialenses do trabalho de um mandato de quatro anos. Resultado: uma mão cheia de nada essencial!

Nestes quatro anos tudo parecia combinar-se a favor da ampliação da pista da Horta, desde o poder local, passando pelo regional até ao nacional todos os órgãos executivos eram liderados por membros de um mesmo partido, inclusive o deputado residente nesta ilha não era novo na política e conhecia bem como autarca a principal reivindicação dos Faialenses há muito tempo.

Infelizmente, apesar do crescimento económico, das contas certas, do anúncio do fim da austeridade, da coincidência da mesma cor política, da propaganda oca entretanto lançada (sinal que a reivindicação era bem do conhecimento dos eleitos) e apesar de há décadas ser notória e pública a necessidade de ampliação da pista do aeroporto da Horta para satisfazer adequadamente as necessidades de crescimento económico do Faial, não houve nenhum resultado novo, nem se deu qualquer passo seguro em frente.

Assim, mais um mandato passou e o projeto de ampliação da pista da Horta nem deu um passo para o terreno, apenas foguetes para o ar que produziram barulho sem qualquer benefício para o Faial.

Podem acenar-nos com outros rebuçados, bijuterias e prendas menores que a joia da coroa das reivindicações dos Faialenses era e continua a ser a ampliação da pista do aeroporto da Horta.

Não faz mal que nos deem outras coisas. Temos faltas de muito mais, mas o que não se pode esquecer é que o acessório não substitui o essencial e o fundamental era a ampliação da pista do aeroporto da Horta de modo a garantir não só condições de segurança, mas também permitir aterragens de aviões com dimensões e características necessárias ao progresso económico do Faial.

Infelizmente este mandato passou e não foi aproveitada a oportunidade de um partido ter todos os cargos nas suas mãos, só faltou a boa-vontade de quem podia decidir pela concretização deste projeto e agora não há argumentos nem poeira para o ar que escondam este triste resultado.

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Rui Rio deixou o repto de o PS aprovar a cláusula de salvaguarda que estava na base da sua aprovação da contagem total do tempo congelado da carreira dos professores e que este chumbou para servir ao golpe de teatro de ameaça de demissão de António Costa.

Mário Nogueira apelou que os restantes partidos da geringonça deixassem contra a sua vontade passar esta cláusula para assegurar a aprovação da contagem de tempo nas condições do PSD.

Se o PS votar contra a cláusula mas a CDU não se opuser eis que a mesma passa à revelia de Costa, a dúvida é como o PSD agirá neste cenário.

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A 4 meses de eleições António Costa perante a deliberação da Assembleia da República de obrigatoriedade de vir a ser contado a tempo de toda a carreira dos professores, sem descrição de como isso será feito nem ao longo de quanto tempo, ameaçou bater com a porta e demitir-se a 4 meses das eleições já decididas.

Uma jogada poliqueira em período eleitoral ao mesmo nível daqueles que sendo pela austeridade votaram a favor da medida sem definir regras de cumprimento.

A única curiosidade é que depois de tantas reversões das medidas de Passos com a geringonça, António Costa acaba o mandato dizendo o mesmo que o anterior Primeiro-ministro que herdou a bancarrota: Não há dinheiro!

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Saúdo todos os que trabalham neste dia do trabalhador, tanto aqueles que auferem vencimento por conta de outrem, como aqueles pequenos empresários em nome individual que dependem de si e da sua família para os seus rendimentos, não sendo patrões de terceiros.

Mesmo reconhecendo a importância dos sindicatos, há anos que sinto que em Portugal estes são sobretudo braços partidários, claro há exceções, mas a verdade é que 2019 evidenciou que foram duas estruturas independentes das máquinas políticas, um sindicato de enfermeiros e outro de transportadores de mercadorias perigosas que de facto abalaram o sistema de equilíbrio entre o Governo apoiado pelos partidos que detêm maior força sindical quando de lutas laborais. O que é que isto demonstra?

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

O EMBUSTE DA ESCOLA DO MAR

Alguns adultos para convencerem uma criança, sobre algo que ela não quer fazer, não gosta de comer ou para ela aceitar dar o que tem na sua posse e não quer entregar, aliciam-na com um rebuçado e todos sabemos que por vezes as crianças (e não só!) se deixam levar em troca de uma doce recompensa.

Só que também há gente que depois de conseguir o que queria não cumpre com aquilo que prometeu. Uns simplesmente não dão nada do que acordaram antes, mas outros são embusteiros manhosos, disfarçam a sua falta de palavra mudando a recompensa para outra coisa com menos sabor ou menor interesse. O embuste torna-se num rebuçado amargo para quem se sente enganado.

A Escola do Mar, em fase final de construção, foi usada desde o início como o rebuçado para os Faialenses aceitarem melhor a retirada do Faial da Rádio Naval e não, como querem dar a entender, um investimento limpinho, foi uma troca que para alguns até parecia vantajosa ao princípio e se não fosse a tática do embuste manhoso esta ilha talvez não ficasse a perder tanto assim.

Desde o início desta promessa os sinais de embuste começaram a vir ao de cima, em dezembro de 2014 eu escrevi um artigo na internet onde então dizia “Apesar de a Escola do Mar ainda não ter visto a luz do dia no Faial, por nunca se ter tornado realidade, já hoje surge noticiado no Incentivo que o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou a criação de um núcleo desta escola em Rabo de Peixe, em São Miguel, uma ilha onde vive mais de metade da população dos Açores.” que intitulei “Antes de nascer: Governo esvazia mais de 50% da Escola do Mar no Faial”.

Cerca de um mês depois do artigo surgiu a polémica em torno da criação do curso em Ciências do Mar na Universidade dos Açores, que mais parecia uma tática para concorrer com a nova Escola do Mar e, apesar do então denominado Departamento de Oceanografia e Pescas estar na Horta, foi então decidido que este curso não poderia ser lecionado no Faial. Íamos ter uma escola do mar, tínhamos um polo universitário para o oceano só o que não podiam fazer é ensinar algo que fosse de nível superior ao de uma escola secundária. Contudo, apesar de um certo alvoroço de então, muitos Faialenses deixaram-se levar quando começaram a ver as obras e esqueceram-se dos sinais dados.

Nos últimos dias foi denunciado que a Escola do Mar apenas vai dar ensino equivalente ao 12.º ano em áreas marítimas, ou seja, uma outra escola profissional, e mesmo assim, alguns dos seus cursos podem ser dados noutras ilhas que não no Faial, um embuste manhoso para continuar a ludibriar os Faialenses que habitualmente se deixam enganar.

A Escola do Mar está a tornar-se cada vez mais numa obra que é mais fachada exterior para fazer uma festa inaugural para passar nos noticiários os discursos enganadores do momento, mas cuidadosamente esvaziada das principais mais-valias que poderia trazer para o Faial.

A ser assim, em resultado final: o Faial perdeu todas as valências da Rádio Naval que puderam ficar em São Miguel e não ganha quase nada em troca, pois a Escola do Mar será paredes com formação apenas de grau de ensino ao já dado por outros estabelecimentos existentes na Horta e ainda sem garantias de ser ministrado nesta ilha. Se não isto não mudar, será um embuste.

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Nas europeias virou a sina para os Açores: ouvimos ao longo de cinco anos na Região louvores ao trabalho desenvolvido pelos deputados eleitos nas anteriores eleições para Bruxelas em representação dos Açores, quando começamos a conhecê-los, como no caso de Sofia Ribeiro ou até depois de homenageados pelo seu exercício como em Serrão Santos… chegado ao fim do primeiro mandato os lideres partidários muda-nos de forma inexplicável por outros sem provas dadas no lugar em questão… PORQUÊ?

Alguém percebe?

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Santana em entrevista apela à união dos partidos que não fazem parte da atual solução governativa como forma de vencer a frente de esquerda. É preciso muito descaramento, dividiu pela fração da direita o maior partido da oposição, ao qual poucos meses antes se candidatara a Presidente e fora derrotado (felizmente!) e criou de seguida um novo partido para de imediato pedir a união, inclusive chamando de Aliança ao seu partido pessoal.

No passado houve também no PSD uma divisão pela esquerda do partido, criou-se ASDI e usava como símbolo uma ponte, queria algo semelhante ao PSD mas pela esquerda, o centrão, pois tinha então como objetivo o entendimento entre PS e PSD. Depois das eleições legislativas o neo-partido foi-se eclipsando e desapareceu, acabando com a integração de vários dos seus fundadores nas estratégias do PS, então bem mais à esquerda do que hoje em dia apoiado pela esquerda

Num caso como outro foi gente que não se conteve perante o princípio da democracia – a maioria vence e define a estratégia a tomar até se sujeitar em futuras eleições a prazo, eu sei que por vezes custa perder mas é a regra democrática do sistema democrático – gente que minoritária numa eleição tenta dividir para depois se apresentar como um partido com estatuto de igualdade e negociar dentro de um partido com uma força que não tinha por dentro.

No passado, ao menos era um grupo, agora foi uma pessoa só que nunca soube o que era o recato quando não vencia e tinha sempre de impor deseducada e não democraticamente a sua posição aos vencedores.

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Rio não tem sabido ser opositor a António Costa e para o ser não precisava de ter um discurso neoliberal ou longe do centro esquerda ou direita que defendia para o PSD, havia muito a desmontar na bem organizada propaganda do Governo. Também não tem sabido liderar o partido e aqui é sempre difícil, pois as tendências hibernam quando não convém dar a cara, mas acordam quando oportuno aos seus interesses e com Rio nunca pareceu conveniente resguardarem-se.

Para mim, mais que uma discordância ideológica assumidamente vinda da direita do PSD, até porque esta revolta, ao contrário da de Costa em 2015, esta alternativa não se assume como sendo capaz de sair vencedora nas próximas legislativas, assim o que está por detrás da motivação do avanço de Montenegro neste momento são duas coisas:

  • 1. a necessidade de assegurar as recandidaturas dos deputados passistas no Parlamento, pois como adversários internos a Rio correm o verdadeiro risco de não serem recandidatos por opção do líder, perdendo o que popularmente é chamado de tacho;
  • 2. a necessidade de Montenegro manter fieis os seus atuais apoiantes em torno de si, pois depois das próximas legislativas sem palco no Parlamento e sem cargo à custa da política havia o risco de se afastarem ou de se dispersarem para outros potenciais candidatos como Pedro Duarte que estava a fazer um trabalho de fundo e ainda não está pronto, entre outros, até porque os santanistas já foram para a Aliança e são cavaleiros perdidos para o exército de Montenegro que foi chefe-maior quando PSL se candidatou contra Rio.

Temos assim uma luta política pura e dura digna de House of Cards…

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Pode parecer simpático mas é parolice a pessoa Marcelo Rebelo de Sousa telefonar em direto à estreia de um novo programa de entretenimento para cumprimentar a apresentadora Cristina. Pior: havendo uma guerra entre canais privados de TV, desencadeada precisamente por este programa e transição de apresentadora, o cidadão, sendo Presidente da República, só tinha de estar de fora deste combate sem tomar partido.

Coragem tinha sido Marcelo Rebelo de Sousa intervir em direto num programa quando se estava a branquear o currículo de um condenado e se vendia a ideia que era um mero perseguido por delito de opinião, isso sim, não era populismo, mas um ato patriótico em nome da democracia e da verdade…

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Não haja dúvida que Marta Temido entrou há pouco tempo para a Ministério da Saúde e além de declarações infelizes contra os enfermeiros que teve de retratar-se, tem agora uma troca de galhardetes com a ordem dos médicos, mas já deitara no lixo a proposta para a reformulação do SNS apresentada por uma anterior ministra da área que foi presidente do PS, fez declarações que pareciam hostilizar a direita e os privados de que ainda precisa e teve de reformular a sua lei de bases por pressões de bastidores e um puxão de orelhas do Presidente da República.

É uma mulher que apesar de Temido no apelido se deve julgar temida por todos e por isso abre batalhas em demasiadas frentes, raramente quem faz isto consegue vencer em todos os lados e por norma à primeira brecha significativa todo o baluarte à volta vai abaixo a seguir.

Veremos como resiste esta Ministra da Saúde que me parece cada vez mais ter sido uma solução demasiado arriscada do Primeiro-ministro que agora corre o risco de se chamuscar com tanta hostilidade num setor tão sensível como a saúde.

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