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Posts Tagged ‘politiquices’

É o que se conclui da resposta do requerimento feito ao Governo dos Açores e fornecidos ao grupo parlamentar do PSD-Açores já este mês. Por isso, já há muito tempo mesmo quando se fala com números oficiais nesta Região e País estou sempre na dúvida se as estatísticas dizem a verdade real ou a que quem tem o poder quer dizer manipulando os dados base ao gosto do freguês.

Por estas e por outras é que não acredito em nenhuma desculpa oficial que prejudique o Faial quando vejo situações semelhantes a beneficiar outras terras. Para a Horta usa-se a desculpa que a rentabilidade não compensa o investimento nisto ou naquilo, mas para outros locais os mesmos dizem que se tem de investir para dinamizar a economia, sem se preocupar com aquilo que à partida não é rentável. Um tratamento desigual contra os Faialenses que se instalou e tem-se mantido contra a ilha Azul. Não aceito gente desta.

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Quero ver tudo esclarecido em relação ao dinheiro não controlado que saiu para offshores e da não publicação das estatísticas no portal das finanças no tempo de Núncio. Mas é estranho que após se acusar o homem disto, a seguir surjam em série aspetos suspeitos: é o caso de ter sido advogado de uma petrolífera pública da Venezuela, quando muitos dos que apontam isto nunca viram nada de mal no regime de Chavez, é o caso da offshore da Madeira, que não é ilegal e  atraía dinheiro para um território de Portugal.

Desde há muito que defendo que em política temos de ser e ainda parecer sérios, o que vai muito além de ser legal, mesmo que isto por vezes conduza à injustiça de quem estiver num cargo se prejudicar a si mesmo e aos que lhe são próximos para manter também esta parecença de virtuosidade. Lembro-me de quando autarca com funções executivas ter sido mesmo criticado por uma amigo que considerava esta postura pessoal um exagero…

Infelizmente, a política é mesmo um jogo onde todas as cautelas podem ser poucas e Paulo Núncio não seguiu o meu princípio e agora deixa de haver dúvida a favor do suspeito, pois em política não existe esta benesse quando se fala de sujidade na praça pública de um político que foi poder. Por isso, inocente ou não, o ex-Secretário de Estado já parece culpado ao olhos da população, tal como já aconteceu com outros políticos no passado, muito antes de irem a julgamento ou mesmo sem a isto terem chegado.

Igualmente, há muito que suspeito que na guerra partidária existe uma investigação oculta aos adversários sem ser com o objetivo de prevenção do mal, mas para guerrilha posterior, pois os potenciais podres ou suspeitas ficam guardados na gaveta e só vêm para a praça em momento oportuno sem se limpar o sistema. Por isso, quando algo é denunciado sobre alguém que se escolheu como alvo, logo os males engavetados vêm todos sucessivamente para a praça pública e não no momento em que aconteceram… agora abriram a gaveta com o arquivo sobre Núncio, entretanto, pode haver outros que estão agora descansados nas suas tramoias, até chegar à sua vez de ficarem com a cabeça no cepo.

A ser mesmo assim, como me parece que é, é uma forma de fazer política que me enoja e me entristece.

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Agora parece ter entrado em moda quando um governante parecer ter sido apanhado desmascarado em asneiras, este desculpar-se com um possível erro de perceção: primeiro foi Centeno, agora é Paulo Núncio. A mim só me importa que os assuntos fiquem devidamente esclarecidos, tanto num caso, como noutro e que no mais recente escândalo, se houve algum dinheiro em impostos não cobrado no momento que se procure ainda recuperá-lo, caso se perca, que os responsáveis sejam penalizados. Doa a quem doer.

Não aceito que se acumulem escândalos em paralelo para se irem branqueando entre si e suavizar os inquéritos entre adversários políticos, ameaçando atirar pedras às telhas de vidro para o outro lado partidário para com as suas reivindicações de investigações.

Ainda não percebi se os 10.000  milhões de euros passaram pelo crivo do fisco ou se apenas não foram parar ao portal das finanças, mas que é mesmo muito dinheiro para deixar alguma coisa por esclarecer, lá isso é.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Nos últimos dias tenho assistido com espanto como pessoas ligadas ao PS-Faial têm disparado em jornais contra os que têm tomado posição sobre o aeroporto e acessibilidades à Horta, até já vi desvalorização do abaixo-assinados dos Faialenses. Logo eles, que antes votavam contra protestos pelos maus serviços da SATA e discordavam da exigência de Carlos César honrar a sua palavra na ampliação do aeroporto, agora consideram que o assunto está em cima da mesa apenas porque o PS está a mexer no assunto.

Enquanto os Faialenses  não se movimentaram, vimos os líderes socialistas eleitos e com funções executivas na ilha deixar fechar a fábrica do peixe, tirar a rádio naval da Horta, apresentarem desculpas para se fasear a variante e depois não se acabar a obra, encolherem a baía norte do novo cais do porto, defenderem que “small is beautifull“, dizerem que não queriam outras obras durante a reconstrução para o Faial  não virar a estaleiro, assumirem a desculpa para não se fazer o estádio Mário Lino, atrasaram quase 20 anos o saneamento básico da cidade para depois fazerem aquilo que na assembleia municipal foi proposto pela oposição no início deste século e ainda ridicularizarem há 8 anos a proposta de reorientação da pista que agora até foi para cima da mesa num grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara como se tudo isto não fosse já antigo e não houvesse memória.

Agora que para além das forças da oposição política, os Faialenses também se têm mobilizado pelo aeroporto, na questão das ligações Horta-Lisboa e contra o mamarracho proposto e aceite pelas deputadas rosas da ilha, eis que o poder socialista no Faial dispara contra todos os que têm erguido a sua voz em defesa desta terra e assume que é ele e só ele que põe estas questões em cima da mesa. Desplante a esta gente que tanto desprezou o Faial não falta.

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Continuo sem certeza se era melhor o chumbo ou não do acordo da concertação social de descida da TSU para as empresas para subir o salário mínimo. Mas, como suspeitava, o Governo fez bluff: até à hora do chumbo afirmava que não ter alternativa se o Parlamento chumbasse a descida da TSU e no dia do chumbo já tinha uma medida compensatória. Assim, com sucessivos bluffs, se vai minando a credibilidade na política.

Quando o Governo diz que tudo corre bem e existem sinais no horizonte que o modo de gerir as finanças públicas é insustentável manter-se, veja-se a ascensão progressiva dos juros e a paragem de manutenção de infraestruturas públicas, o executivo não está a fazer bluff?

Quando se dizia que eram precisas medidas corretivas ou extraordinárias para se cumprir o défice de 2016 o Governo negava, mas adiou a resolução da injeção de dinheiro na Caixa e recorreu a um perdão extraordinário de dívidas aos contribuintes. Isto não é um bluff?

Quando o Governo assume que não precisa da direita e faz acordos com terceiros que vão contra o negociado com o BE e a CDU, não está a fazer bluff?

Quando se diz que tudo está bem com os parceiros da geringonça e as sondagens mostram o rombo que o PS está também a infligir a estes partidos, estes logo endurecem a sua posição e tomam posições contra o executivo no Parlamento para sobreviverem, logo a esquerda não está a fazer outro bluff?

O problema é mesmo saber onde começa o bluff neste jogo, só que a governação não é um casino e quando as coisas correm mal não é apenas o jogador que o faz que se atulha em dívidas, na governação o político arrasta um País inteiro de inocentes que deram condições a quem subiu ao Poder para os governar… a seguir ele pode sair de cena, mas o Povo continua a sofrer as consequências como uma vítima inocente, enquanto os políticos culpados continuarão com um nível de vida que o cidadão comum fica impossibilitado de ter.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo.

O JOGO DO EMPATA E O DO EMPURRA COM O FAIAL

Desde as últimas eleições legislativas regionais o Faial tem assistido a uma grande agitação no Governo dos Açores e da Câmara Municipal da Horta no sentido de darem a entender que, finalmente estão de acordo com as reivindicações dos Faialenses e que até se esforçam em as atender, apesar de não se ver nada de novo efetivamente alcançado.

Na questão do mamarracho que a Porto dos Açores apresentou para a baía sul da Horta e depois de meses com várias manifestações de preocupação, assistimos ao Presidente da Câmara da Horta ir com ar voluntarioso reunir-se com aquela empresa expressando publicamente a sua solidariedade com as preocupações dos Faialenses. Frutos deste encontro?… Nada!

Alguém ouviu falar quem tem competência para decidir sobre a alteração do projeto de que vão ser de facto respeitadas as promessas feitas aos Faialenses para aquela obra e salvaguardada a imagem de uma baía sem aquele mamarracho? Tenho estado atento e não escutei nada dessa entidade. Os resultados destes aparentes esforços parecem estar no segredo dos políticos ou então deram mesmo em: Nada!

Ao nível da questão da ampliação da pista do aeroporto da Horta e das acessibilidades, devido à forma como o grupo SATA, através da Azores Airlines, tem vindo a exercer este serviço, soube que à lista das reivindicações entregues ao Presidente do Governo dos Açores durante a manifestação dos Faialenses do passado dia 7 de setembro, em frente ao Parlamento Regional, decorridos mais de quatro meses veio, finalmente, uma resposta do líder do Executivo Açoriano.

Nesta resposta torna-se claro que no que estava então parado tentar parecer que se procura ultrapassar a estagnação, mas, de facto, nada se avançou e continua-se a passar responsabilidades para terceiros: Governo da República, ANA e a privatização desta. Mas compromissos a sério assumidos pelo Governo dos Açores: Nada!

Aquela promessa lançada em 2001 pelo Presidente Carlos César “se o Governo da República ou a empresa ANA não ampliarem a pista do Aeroporto da Horta, o Governo Regional assumirá essa obra” nem é considerada em termos de eventual parceria com as entidades nomeadas para deste modo ultrapassar o problema. Parece que o Faial não está na área geográfica da gestão do Governo dos Açores, pelo que se as entidades exteriores à Região não atenderem ao que os Faialenses reivindicam, este excusa-se, pois sente que nada tem a ver com os Faialenses, como se estes nem fossem Açorianos e como se entre a promessa e a privatização não tivessem existido quase 15 anos em que o aeroporto foi público e o Governo dos Açores foi liderado quase exclusivamente por Carlos César.

Todavia, o que naquele dia de setembro estava em efetivo andamento e vinha de trás, continua o seu caminho, ou seja: está a avançar o projeto RISE da parceria iniciada no tempo da TAP, depois parado com a saída desta da rota Horta-Lisboa e já então retomado pela Azores Airlines.

Assim, o que Vasco Cordeiro respondeu aos Faialenses foi: o que estava a andar, continua a andar o que estava parado: Nada fez de novo! O Presidente açoriano até pode lamentar se os do Continente não fizerem nada, mas não dá qualquer sinal que o podemos contar com o Governo dos Açores para se comprometer com as necessidades e reivindicações Faial: não é nada com ele além de conversar a favor do que pedimos.

Este jogo de empurrar as responsabilidades sempre que se pode apontar para terceiros e sem o poder regional se comprometer com nada e, quando não pode atribuir aos outros a resolução das questões colocadas em cima da mesa, fazer o jogo do empata: é a estratégia do PS-Açores. Por isso é que até ao momento dá-se a aparência de que se está a trabalhar, mas sem acrescentar nada de facto à situação que já existia antes das últimas eleições legislativas regionais.

Os Faialenses já disseram uma vez: Basta de maus tratos ao Faial! Suspeito que não estão dispostos a se deixarem enganar com estes jogos do empurra ou do empata para continuarem a ser maltratados. Agora há apenas se acrescenta mais cinismo sem nada beneficiar esta Ilha e este Povo. Continuo à espera de resultados que não aparecem e a resposta do Presidente do Governo dos Açores, mais o silêncio sobre o projeto da baía sul do Porto da Horta indiciam que é mesmo para não aparecer nada de concreto. Infelizmente!

Resta-me apenas o compromisso de que não deixarei de denunciar todas as artimanhas que sinto prejudicarem o Faial sem resolver os seus problemas.

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