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Posts Tagged ‘politiquices’

A  denúncia da descoberta ontem casual por um agente de viagens do Faial de que a partir do próximo mês de outubro a SATA ou Azores-Airlines iria deixar de voar preferencialmente entre a Horta e Lisboa de forma direta, optando por voos redondos com escala na Terceira em muitas ligações no próximo inverno é o último ataque da empresa do Governo dos Açores ao Faial. Saliento, feito pela calada e mantida em silêncio pelos seu representantes partidários nesta ilha.

Acredito que devido à data da denúncia antes das eleições ainda seja possível reverter esta situação, mas se não tivesse sido descoberta ontem, portanto ainda a tempo do protesto em voto seguramente seria demasiado tarde.

Também haveria a hipótese de haver uma combinação com o PS-Faial para mostrar que o Governo ainda o ouvia se tivessem protestado a tempo, só que nesta hipótese a descoberta pioneira foi de uma agência de viagens e tal arranjo ficou estragado.

Aliás era mesmo muito sujo e nem quero crer que a Câmara desceria tão baixo e permitisse que esta programação viesse à luz do dia abrindo o cenário em que a Horta era prejudicada, mas ficando a ideia no ar para os voos redondos no futuro colocada em cima da mesa, por muito que critique na sua inoperância e subserviência dos autarcas municipais nem penso que sejam capazes de descer tanto, o Governo do PS dos Açores é que deve mesmo ser muito mau e o protagonista deste ataque ao Faial.

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 Na terminologia do concurso “Município do Ano”, nomeado quer dizer uma candidatura apresentada pela Autarquia e aceite pelo júri a ir à final. A Câmara da Horta candidatou-se e bem divulgou a aceitação, só que, à semelhança do que já aconteceu antes, o galardão das regiões autónomas fugiu à Horta, infelizmente. Este ano foi para o Funchal.

Claro que numa autarquia transparente, após a intensa divulgação da nomeação como fez ficava bem agora comunicar quem fora o principal vencedor, mesmo que fosse outro município.

Como Faialense e autarca, mesmo que na oposição, até gostaria de ouvir que fora o da Horta o grande vencedor para as regiões autónomas, é uma questão de brio face à nossa terra… só que a propaganda política que reina na Câmara só assume vitórias e não tem a coragem de assumir o que poderia ter sido melhor. Por isso tive de ir visitar o site do concurso para saber quem vencera no fim.

Esta é uma estratégia da Câmara que conheço bem, quando, por norma, não aceita as críticas que poderiam melhorar os seus serviços se vindas de fora, por isso não estranho a atitude de silêncio do elenco executivo municipal agora.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

PLACA GIRATÓRIA DE PASSAGEIROS EM PONTA DELGADA DE VENTO EM POPA

Não haja dúvida, devagarinho, mas não tão devagar quanto se possa pensar, aquela infeliz intenção, que qualquer pessoa perspicaz verifica existir no Governo dos Açores embora nunca assumida às claras por este, de transformar o aeroporto de Ponta Delgada na placa giratória de entrada e saída dos passageiros residentes ou visitantes ao nosso Arquipélago, vai avançando na prática.

Às vezes a Administração do grupo SATA, nomeada pelo poder regional e por isso destinada a ser serviçal à estratégia centralista dos transportes aéreos pretendida pelo Governo dos Açores, comete uns descuidos comunicacionais e lá tem de recuar nas palavras ou dar a volta para acalmar a coisa. Assim aconteceu no inverno passado com o excessivo descaramento e deste modo fácil de rebater por quem tinha acessos aos números e não tinha complexo em defender o Faial, quando, com estatísticas trabalhadas para apoiar a intenção oculta de desviar passageiros para Ponta Delgada, Paulo Menezes deu uns valores de baixa ocupação dos aviões da rota entre Lisboa e Horta para a esvaziar e não atender às justas reivindicações dos Faialenses nesta ligação.

Foi um deslize mal feito e logo rebatido por certos Faialenses atentos e não subservientes aos interesses de quem está no poder. Então a Administração lá se remeteu ao silêncio para a coisa passar, mas não houve mudança estratégica que comprometesse a intenção de levar a cabo a placa giratória no aeroporto João Paulo II. Pena este nome, pois o Santo até não tem culpa nenhuma destas diabruras do Governo Regional!

A estratégia de centralizar o transporte de passageiros em S. Miguel continua também a aproveitar o acordo de serviço público nas ligações entre os Açores e o Continente ao fazer que seja mais barato quase sempre as viagens do Faial, Flores ou Pico para Lisboa se o passageiro optar por uma rota com escala em Ponta Delgada, acredito que isto é para esvaziar em primeiro lugar a rota direta ao exterior a partir da Horta.

Efetivamente este centralismo vai de vento em popa e já começou a atingir a Terceira com o fim da sua ligação direta ao Porto pela Azores Airlines, aquela ilha sofre agora na pele o seu erro estratégico de tentar dividir outras menores do Arquipélago, a pensar ficar com as migalhas dos mais pequenos, mas, como acontece nestes casos, nem fica com estas e até é espoliada pelo topo fortalecido. Estou solidário com os protestos terceirenses, embora estes sejam o fruto amargo da sua opção errada contra nós e serviu apenas aos defensores da placa giratória em Ponta Delgada.

Não deixa de também de ser estratégia deste centralismo de transporte aéreo a demora que estamos a ter na efetiva concretização no aeroporto da Horta do projeto RISE, o apoio aos argumentos contra a ampliação da pista no Faial e até a facilidade com que se desviam aterragens para outra ilha às menores dificuldades em chegar à freguesia de Castelo Branco, mais ainda, se depois a ligação ao destino final pretendido parecer descoordenada como se queixaram passageiros que na terça-feira passada, com bom tempo e apenas uma brisa ligeira cruzada na pista, viram o voo da Azores Airlines ir para o Pico. Até porque para este argumento subsistirão sempre dúvidas, bem exploradas pelos centralistas, entre as condições reais, a sua afetação no avião e a sensibilidade do piloto, que favorecem a centralização que, como Faialense, recuso.

Não sou contra a expansão de outras rotas e infraestruturas, mas já não é a primeira vez que estas são usadas apenas para espicaçar divisões entre ilhas mais pequenas, mas depois do veneno injetado são esvaziadas sem nenhuma outra contrapartida, mas com novo reforço do centralismo da placa giratória em Ponta Delgada. Mas há gente que ainda não aprendeu com a repetição desta maldade!

Há muito que existem políticas centralistas nos Açores, por vezes claras, como a de tirar a Rádio Naval da Horta só para a colocar em Ponta Delgada, mas as mais perigosas são as implementadas com subterfúgios a argumentos falsos e a contar com os Migueis Vasconcelos nas ilhas mais pequenas que por um cargo colaboram com o inimigo, por vezes cegos pela sua grande ambição.

Apesar do muito que se tem falado de estudos pagos por cá, mas incapazes de levar a compromissos dos destinatários a executar o projeto de ampliação da pista da Horta, é a intenção disfarçada do Governo dos Açores de centralizar as ligações aéreas para o exterior em Ponta Delgada que vai avançando contra a nossa vontade de vento em popa e tornando-se cada vez mais irreversível.

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Estava bom tempo. Fixe bem esta verdade: BOM TEMPO! Nada de alertas meteorológicos à vista, nada de vento forte, nada de nevoeiro, nada de teto baixo, nada de neblina, nada de trovoada, nada de chuva, mas a companhia do Governo dos Açores que se farta de desrespeitar os Faialenses voltou a não aterrar no aeroporto da Horta. Comentários são desnecessários. Mas há quem sinta as costas quentes e até tenha aliados nesta ilha para que coisas inexplicáveis contra esta ilha possam acontecer impunemente.

Falta ainda saber porque o avião optou por aterrar noutra ilha… terá simplesmente ficado convencido que com o aumento dos toques noutro aeroporto já nem precisa de aterrar no Faial nos voos destinados à Horta? :-O

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Desde o início que Costa usa com sucesso a sua estratégia comunicacional: tudo o que de bom tem acontecido durante a sua governação são louros seus, o que de mau aconteceu é herança do passado, ora do anterior governo, ora de uma empresa privatizada. Mas o SIRESP não saiu de uma ideia original dele e negociada por ele no passado com a PT? Não é esta rede uma herança mesmo de Costa e do modo como a deixou criar?

Claro que isto também só funciona porque há outra estratégia associada com o conluiu de muitos que conseguiram implantar socialmente a seguinte ideia:  toda comunicação social ou comentador que questione incomodamente o atual Governo não é isenta e é partidária do anterior executivo e como este, além dos seus erros se tornou impopular paga pelas falhas do seu tempo e as da atualidade… e como a subserviência do pensar bem não permite dar ouvidos ao contraditório de quem questiona Costa continue a sair impune dos lapsos de que ele e a sua equipa é culpada.

Quanto tempo isto vai durar? não sei.

Mas que continua resultar… continua, pois muito Português também não sabe ter espírito crítico suficiente e deixa-se levar por esta ideia de que todo o mal vem da governação impopular (mas algum mal vem mesmo de então) ou de uma empresa privatizada que por isso deixou de estar em estado de graça no modo politicamente correto de pensar em Portugal, como se as maiores desgraças não tivessem vindo do tempo em que a PT era pública.

Até conheço gente que considero capaz que se deixa levar na conversa e não lê jornais ou ouve opinadores incómodos aos atual regime, como se a verdade não se tornasse mais evidente após se ouvir o contraditório ou será que têm medo dessa mesma verdade?

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O Ministro da Agricultura sabe que a estratégia de extensas florestas de eucalipto em Portugal foi um erro grave que matou dezenas de pessoas este ano e tem deixado o País num braseiro anos seguidos. Sabe que agora há uma vaga anti-eucaliptos, uma pressão nova e consciente contra a antiga, mas ao dizer que não cede à pressão da agenda mediática, mantém a cedência aos que lucram há muito com o eucalipto, sem se importar com a miséria e morte que tal via já deixou em tantos Portugueses.

A política que Capoulas Santos está agora a defender é a densificação do eucalipto, como explicava em março passado ainda sem a tomada de consciência face ao que aconteceu em Pedrógão Grande. O Ministro quer tornar o braseiro com maior capacidade incineradora do que já foi este verão para que os senhores das pressões antigas continuem a levar a sua avante… só não cede à nova, mais consciente e ambientalmente sustentável.

Efetivamente, não haja dúvida que na linguagem política de propaganda dos erros, ou seja, de levar as pessoas a não verem o mal, o atual governo é genial. Capoulas dos Santos está a falar como tocou o flautista de Hamelin que encantou os ratos com a sua música e os levou a afogar-se no rio, só que agora não são ratos, são pessoas que não morrem, não na água, mas no fogo que se pretende manter para alguns lucrarem com isso e ninguém de responsabilidade vai preso.

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Durante vários anos recentes não havia vaga de calor em que os OCS não despejassem números de mortos por problemas vários associados ao calor. No ano passado mudou o Governo e o assunto parece ter sido esquecido. Este ano Pedrógão Grande centrou as atenções, mas será que terminaram as mortes pelo calor em Portugal ou agora não interessa levantar o problema? Quem está a escrutinar esta situação?

A questão é independente da tragédia dos fogos, mas suspeito que o silêncio se prende com outros interesses que não são altruístas, mas sim de defesa política. Espero estar enganado sobre uma possível existência onda de mortes devido ao calor silenciada, mas na eventualidade dela ter ocorrido de forma despercebida aqui fica a chamada de atenção…

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