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Posts Tagged ‘ironias’

Da análise do Incentivo ao relatório do acidente que o navio Mestre Simão sofreu deduz-se que: apesar de já se estar dentro da baía do porto e do navio não ter respondido às manobras que corretamente o mestre deu a partir do leme… a culpa é do mar! Não há problemas com o projeto de abrigo do porto, nem com as características do navio. Não há surpresas ou esperavam uma conclusão que responsabilizasse algo ou alguém que não a natureza?

Tudo como dantes no castelo de Abrantes.

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Quase não há semana em que algo que envolva a SATA não acabe comprometido: desde viagens que não se fazem com desculpas esfarrapadas, a pretensas negociações de aquisição que vão bem e não se fecham, até operações que não se assegura no prazo. A administração nunca é responsabilizada e de facto a culpa é da tutela: o governo dos Açores está paulatinamente a destruir a transportadora e a sua credibilidade.

A administração parece aquele fantoche que está em cena apenas para servir de escudo dos maus, mas se um fantoche real não pensa e se na SATA alguém faz figura de fantoche de forma consciente é porque não tem vergonha de dar a cara enquanto vai assistindo à destruição da transportadora aérea pública regional.

Agora foi a situação do avião cargueiro, na Madeira o consórcio sabe operar, mas nos Açores lá tropeçou na SATA e esta é uma caixinha de imprevistos que já nem poupa São Miguel…

Quem pensou que o mal da SATA se iria restringir apenas a ilhas pequenas agora já começa a sentir os efeitos do veneno que mata aquela empresa

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Os números secretos do Presidente da SATA dão sempre a baixa ocupação na rota Horta-Lisboa, mesmo sem os passageiros conseguirem reservar lugares a meses de antecedência por falta de disponibilidade nos aviões. Por isso a prova de 5 de agosto do Campeonato Nacional de Jet Ski, quando da Semana do Mar foi cancelada. Os Faialenses conseguem imaginar uma situação destas a ocorrer em Ponta Delgada?

A notícia do Tribuna da Ilha, que comunica que 60 participantes foram impossibilitados de chegar ao Faial pela empresa SATA, aquela que assegura o serviço público de acessibilidade para o Faial eo braço político dos transportes aéreos do Governo dos Açores, termina deixando a ideia que este grupo não existe em inventário neste momento…

Normal, para a SATA a culpa há de ser dos passageiros por quererem viajar para o Faial e não de quem presta o serviço público de transportes!!!!

À insistência do jornal, o Tribuna das Ilhas diz que não obteve qualquer resposta.

Mais palavras para quê?

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

JOGO INDECENTE COM NÚMEROS IMAGINÁRIOS CONTRA O FAIAL

A escalada do debate contra o Faial por várias estruturas que defendem o poder regional entrou numa fase onde nem a coerência nem o pudor da decência já limitam do seu discurso no ataque a esta ilha. O que importa é arranjar desculpas, criar números imaginários, para não assumir o que os Faialenses justamente reivindicam ou para negar a realidade que estes sentem na pele.

Quando, baseado nas estatísticas oficiais, se diz no Faial que o número de passageiros no aeroporto da Horta está a crescer pouco devido à falta de disponibilidade de lugares nos aviões e escassez de voos do grupo SATA, logo o Presidente desmente porque, segundo números secretos da empresa, esta transportou mais gente que vinha para a nossa ilha… só que não desembarcou aqui!

Mesmo sem se falar das questões de carga de que há muito a reivindicar e contam para a ocupação dos aviões, quando os Faialenses justificam com o aumento do número de passageiros para a Horta para pedir mais voos para aqui, por haver insuficientes nos meses de maior tráfego. Calma aí! diz o mesmo Presidente: a ocupação dos voos baixou. Vejamos, há mais passageiros que os Faialenses nem contam mas a SATA diz existir, só que, agora, tais passageiros fazem é descer a taxa de ocupação dos aviões. Incrível!

O mais grave é que dizem isto descaradamente, sem corar e impunemente em direto na televisão, mas perante tais contradições indecentes nada lhes acontece, pois falam com números secretos que nem respeitam as regras da matemática. Sabemos que esta situação não é possível com números reais, só com números imaginários e a realidade desmente tal como os Faialenses sentem na pele.

Só que quando esta situação de números imaginários parecia um exclusivo do “argumentário” da administração da SATA, eis que sou surpreendido por declarações do Grupo Parlamentar do PS-Açores na ALRAA.

Assim, perante a verificação real no terreno pelos Faialenses da estagnação económica nos últimos anos no Faial, que se sentia ainda mais intensa quando os locais visitavam muitas outras ilhas dos Açores, onde era visível o contraste resultante do crescimento económico e os investimentos nessas terras, o referido deputado em causa, descaradamente, diz: a Horta cresceu 17% entre 2012 e 2016, muito acima da média regional que foi de 9%.

Assim, enquanto as maiores empresas privadas da ilha faliram, a cooperativa de laticínios definhava, a rádio naval saía da Horta, a TAP desistia desta terra e o PS-Açores acusava Passos Coelho da crise que então atingia a ilha, eis que agora, num repente, afinal o Faial tinha uma pujança, um crescimento e um desenvolvimento enorme, quase na mesma ordem de grandeza dos da China, Hong-Kong, Malásia, Singapura e o dobro dos Açores e, se os números fossem reais pelo seu peso na média regional, bem acima de São Miguel. Claro que, novamente, aquele senhor estava a usar números imaginários ou estatísticas cozinhadas, o que na prática é a mesma coisa.

Agora talvez se perceba porque o Governo dos Açores estrangulou o IMAR, deve ter sido para ver se com os despedimentos do seu encerramento a economia do Faial cresce mais ainda. Haja um mínimo de decência quando falarem do Faial e do que os Faialenses sentem na realidade.

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Durante anos só se ouviu do poder no Faial que não havia dinheiro devido à austeridade da República. Agora o Grupo Parlamentar do PS-Açores diz que a economia da Horta cresceu 17% de 2012 a 16 contra os 9% da média Regional. Não sei se foi com a saída da Rádio Naval, se com a redução e cancelamentos dos voos, se com a falência de grandes empresas da ilha, mas a Estatística aqui é válida, no caso da SATA é  que não.  Mas pergunto: Que setores cresceram na ilha? Alguém deu por essa pujança económica? Quem anda a enganar os Faialenses?

Por este andar, qualquer dia vão dizer que é o Faial que está a puxar a economia Açoriana para justificar mais desvios de dinheiro para grandes ilhas que, coitadinhas, parece não estarem a crescer como o concelho da Horta.

Na política pode-se ouvir de tudo, acredite quem for crédulo.

 

 

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A ser verdade que esta pretensão da Ryanair depende de negociações com o Governo dos Açores, este está entre cruzes e caldeirinhas como se costuma dizer. Se apontar uma ilha terá críticas de outras: se disser Pico, muito do discurso do PS-Faial terá um rombo mortal; se disser Faial, terá um loby na ilha Montanha a odiá-lo e se disser Santa Maria  até conseguirá unir o Triângulo contra ele.

Não sei se Vasco Cordeiro pode ainda descalçar a bota e deixar caminho aberto à Ryanair, mas mesmo assim, não deixará de ser alvo de críticas. Muito deste potencial ónus negativo político teria sido evitado se o Governo dos Açores tivesse antecipadamente aberto os aeroportos “das ilhas de baixo” com estatuto internacional a low-costs e só tirasse o serviço público se a rota estivesse convenientemente assegurada por uma empresa de aviação para essa ilha.

Infelizmente o Governo dos Açores preferiu a omissão em benefício da ilha verde e cobardemente não tomou medidas sobre obras nos aeroportos do Triângulo, tacitamente deixou os bairrismos tomarem força no Canal e usar a SATA para encaminhar Faialenses e Picoenses para a Azores Airlines em Ponta Delgada… até que alguém de fora visse o potencial de outras ilhas que não São Miguel e Terceira e o deixasse com o ónus da decisão que não queria tomar nas mãos e de conhecimento público.

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Conheço sportinguistas que em sociedade são acérrimos defensores da livre expressão sem constrangimentos, são por votações não condicionadas, reconhecem que a diferença de opiniões não impede a comunhão de objetivos e são contra retalições de opositores internos, pois sabem que a democracia necessita de alternativas e, apesar de tudo, sentem-se contentes com a forma da vitória de Bruno Carvalho de ontem.

Há pessoas que na prática seguiram a via de os fins justificarem os meios, mas por norma não são bons exemplos da história da humanidade.

Há casos de virtudes públicas conviverem com vícios privados… o problema é quando se deixa que os segundos subvertam as primeiras, mas pior ainda é quando os segundos são validados por escrutínio por quem defendia as primeiras.

O clubismo é um espaço (não o único) que ainda permite que muitos possam meter na gaveta a razão que os leva a criticar outras irracionalidades em sociedade e na civilização.

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