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Posts Tagged ‘ironias’

Hoje, nos diretos na SIC-notícias, de um entrevistados lesado do Banif deduzia-se que um dos argumentos que os gestores de conta utilizaram para alguns clientes adquirirem certos produtos propostos pelo Banif foi o da segurança do banco, pois então o banco era um público na sequência da intervenção do Governo. Confesso, que me senti representado por esse lesado, pois a mesma ideia também foi passada a mim há poucos anos.

Sim, eu sei que o Banif intervencionado tinha ações privadas, mas o grande acionista poderoso de então era o Estado e foi uma decisão do Governo que prejudicou muitos dos que se sentiram confortados por então o seu banco ter capitais públicos e foi o atual Primeiro-ministro que deliberou entregar ao desbarato aquele que era a maior instituição financeira nas Regiões Autónomas a uma entidade espanhola em prejuízo de muitos Portugueses.

A Caixa foi outro banco público cujo estatuto a justiça está a investigar com a suspeita de ter sido uma peça ao serviço da corrupção e não dos Portugueses, mesmo assim, na guerrilha ideológica até parece que um setor público público é um garante de defesa dos direitos dos cidadãos… uma falácia sem dúvida, nem privado, nem público, garantem a defesa dos mais fracos na sociedade, sobretudo quando os interesses dos mais fortes estão em jogo.

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Novamente um cruzeiro de turistas foi para o cais de mercadorias, pois para se poupar se encolheu o cais norte, para se poupar, também não se desassoreia a sua baía, mas apostou-se num grande terminal de passageiros de trânsito local que, na mentalidade de alguns, se for bem gerido, o Faial pode ficar a ganhar, algo assim como encolher no estratégico regional e internacional para apostar na pequenez local como se fez na feira Açores… Certo? 😜

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O que mais me surpreendeu em 2016 foi mesmo a derrota em outubro dos políticos do Faial que desculpavam estratégias que prejudicavam esta ilha. Destaco o à vontade com que desde então deram a volta ao seu discurso, passando até a criticar a administração da SATA e a reconhecer a importância de ampliação da pista da Horta como se em setembro nem tivessem rejeitado votos de protesto sobre os mesmos assuntos. Mas assumo ainda bem que juntaram a sua voz aos que falavam alto em defesa desta ilha. Espero apenas que não seja fogo de vista e que esta viragem dê frutos até outubro próximo. Ao nível do Porto da Horta já estes derrotados tem tido um discurso ambíguo e estão a desresponsabilizar o Governo dos Açores dos atentados que por ali se podem ainda praticar

Não sei até que ponto e por quanto tempo é sustentável financeiramente a estratégia do governo de António Costa, mas que, em termos de imagem da crise, a situação social e económica no final de 2016 parece muito mais apaziguada e com melhores perspetivas de ultrapassar as dificuldades sentidas que o pensado em final de 2015, há que reconhecê-lo. É verdade que os aspetos negativos aparecem esbatidos: nunca o investimento público foi tão baixo, apesar de ser uma das alavancas antes defendida pelos atuais governantes para a retoma, o crescimento ficou muito aquém do anunciado e a dívida pública e juros desta crescem paulatinamente e parecem bombas relógios que temo, também assumo. Agora que o desemprego baixou e isto estava entre o fundamental dos Portugueses, foi um objetivo bem conseguido. A obsessão pela redução do défice que era alvo de críticas aos anteriores governantes passou a ser o maior trunfo dos que agora ocupam o poder, uma mudança substancial e uma bandeira de sucesso, tal como a coesão da esquerda que se mostrou capaz de engolir sapos perante as dificuldades da realidade foi uma surpresa que garantiu uma estabilidade que se duvidava ser conseguida com os acordos da denominada geringonça. Assim, Costa está em alta e surpreendeu pela positiva.

Desportivamente a vitória de Portugal no euro 2016 foi sem dúvida a maior conquista do País e praticamente poucos acreditavam ser possível. A seleção nacional não brilhou nos vários jogos da corrida para a sua meta, mas no momento final arrancou e alcançou um feito que parecia impossível.

Internacionalmente a guerra na Síria e os refugiados pareciam ser os acontecimentos que maiores marcas deixariam em 2016, até que a vitória do Brexit fez mudar os holofotes da Europa para a necessidade de coesão entre os Estados da União e sem dúvida que Merkel e Bruxelas passaram a ser mais tolerantes com os países em dificuldades económicas, mas o que parece mesmo ser o maior fenómeno do ano foi a vitória eleitoral de Trump e, provavelmente, será este o evento que mais irá condicionar a política internacional do futuro próximo ou mesmo distante da Terra, tudo depende de como ele irá mudar a estratégia de enfrentar os problemas internos e externos dos Estados Unidos.

Claro, há outros acontecimentos marcantes, refiro aqui apenas: a chegada a Secretário-Geral das Nações Unidas de Guterres, mas sem dúvida que o prestígio é maior que a eficácia do cargo para este conseguir com eficácia que o mundo rume para uma política global mais justa e humana. Embora de outra índole, não me esqueço da destituição de Dilma Rousseff num Brasil que se afunda na fossa da corrupção que tudo suja, mas lamento que  Lula tenha aceite entrar para o Executivo de molde a deixar a ideia que era para fugir à justiça, mesmo que esta não pareça neste processo mais limpa que os restantes políticos, mas os heróis também devem saber marcar a diferença e ele neste ano não soube, mas este parece-me que é um fenómeno com maior efeitos apenas dentro do Brasil do que a nível Internacional.

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Tenho estranhado o silêncio em torno do classificação das escolas secundárias dos Açores no ranking nacional, pois estamos numa região que se bajula por ter políticas exemplares no ensino público. Bem, para tantos autoelogios do Governo Regional a primeira no secundário destas ilhas ficou apenas em 127.º lugar, o Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada; a segunda e terceira melhores do Arquipélago quedam-se pelos 340.º e 385.º, respetivamente Angra do Heroísmo e Horta, as cidades mais antigas da região.

rankingacores

A secundária das Lajes do Pico, infelizmente, apenas tem 3 escolas consideradas piores em todo o País ao nível do secundário.

Os resultados ao nível do ensino básico ainda nos deixariam e pior figura no contexto de Portugal. Mas, há que reconhecer que muitas destas escolas até têm excelentes instalações, pelo que assim se demonstra que embora obras públicas seja aquilo que mais enche o olho, nem sempre é o melhor investimento e na educação a falha parece estar mesmo no sistema de educação e não nos edifícios.

Assim se compreende o silêncio em torno deste assunto nos Açores, é que com tanta autonomia pelo menos na Região o ensino não nos deu motivos de orgulho.

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O que levou o atual Governo a entregar o Orçamento de Estado para 2017 e recusar inicialmente a entrega de dados técnicos que suportam esse mesmo orçamento? Num executivo que planeia bem a sua mensagem cheira mesmo que os dados a entregar vão ser cozinhados ainda para baterem certo com o documento proposto e não com a realidade. Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!

Imaginem só que era o anterior governo a recusar a entrega a tempo de informação técnica ao Parlamento?

Acredito que até seria possível, mas já imaginaram o barulho que isso implicava por tudo o que era jornal, comentador político, canal de notícias e porta-vozes da oposição?

Agora mais do que melhorar a economia nacional e o confiança no futuro de Portugal o que existe é um silêncio ensurdecedor sobre as incertezas relativas ao real Estado da Nação e dos problemas que o País enfrenta.

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O Governo dos Açores há anos que prejudica o Faial: leva demasiado tempo nas obras anunciadas, foram 16 anos para reconstruir o bloco C do hospital; faseia projetos para demorar ainda mais, como no caso do porto da Horta; depois encolhe-os, como na 1.ª e 2.ª fase do porto, cancela investimentos após as eleições como a variante; alicia a marinha a retirar coisas na Horta como fez com a Rádio Naval; desculpa o mau serviço da SATA; recusa ampliar o aeroporto e até se dá ao luxo de falar que vai concluir o que nem começou, como o polivalente da Feteira; de facto há um tratamento diferente aos Faialenses face a outros Açorianos.

Não me admira que haja Açorianos em ilhas onde o Governo dos Açores fez grandes investimentos que estejam satisfeitos com esta forma do PS-Açores governar a Região. Confesso nessas terras pode haver outros motivos de descontentamento, mas não a falta de obras executadas e iniciativas, até se fazem elefantes brancos como marinas vazias e museus caríssimos ou atividades culturais com artistas de renome onde o prejuízo na importa para animar a festa e até se compraram terras para se oferecer a entidades nacionais de modo a se tirarem estruturas existentes no Faial como se esta ilha não pertencesse aos Açores

O que me admira é que ainda haja Faialenses que se deslumbrem com investimentos em outras terras e não vejam o mau tratamento dado à sua terra, que estejam ao lado de políticos locais cuja sua função tem sido apenas de arranjar desculpas para a falta de obra, atrasos, faseamentos e retiradas de estruturas desta ilha azul, que se deixem levar pelo discurso de governantes que só cederam em fazer algo no concelho da Horta depois de muitos anos das populações e das oposições a reivindicar e a falar alto em defesa do Faial e mesmo assim se sintam agradecidos a quem só fez parte do prometido, de forma incompleta, faseada, encolhida e depois de tanto anos de insistência.

Todavia uma das características da democracia é que o eleitor é de tal forma livre que até tem a liberdade de ser masoquista e de gostar de ser maltratado e de votar em quem o não defende. Efetivamente qualquer Faialense tem o direito de agir assim, mesmo que eu não compreenda tal comportamento por não ser masoquista, apenas há que democraticamente respeitar o incompreensível.

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Ontem mais uma vez a SATA não aterrou na Horta para surpresa de quem estava para embarcar e não observava condições meteorológicas desfavoráveis que lhe levantassem preocupações. Todavia os pilotos da aeronave consideraram que o vento estava desfavorável em termos de intensidade e direção… pelo que soube: 16 nós com rajadas até 26 com variações norte. Para as limitadas condições da pista talvez já seja um vendaval! Mas o PS-Faial considera que a Azores Airlines nem está a prestar um mau serviço e desaprovou um voto de protesto de quem está insatisfeito.

Uma coisa é certa, o serviço da Azores Airline nas ligações do Faial ao exterior é mau e apesar da empresa ser do Governo dos Açores nos seus investimentos mais próximos não está previsto adquirir aeronaves  para prestar um melhor serviço às ilha do Canal, só que tal estratégia foi esfarrapadamente desculpada e justificada por quem votou contra o protesto pelo mau serviço que a SATA está a prestar à Horta na sua rota de ligação desta ilha a Lisboa.

O mau serviço da SATA ao Faial é evidente, apesar de haver quem não queira ver e silenciar os protestos.

 

 

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