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Posts Tagged ‘ironias’

A resistência do Governo para a contagem do tempo plena, em que as carreiras estiveram congeladas na função pública, mostra apenas quanto da austeridade estava oculta com o conluio dos sindicatos, a reversão era apenas às medidas do tempo de Passos, a que vinha de Sócrates era para se respeitar, não havia dinheiro e só havia um mau da fita, a derrota da CDU nas autárquicas acabou com este esquema.

Tivesse a CDU não perdido câmaras para o PS, o único que ganhou louros deste silêncio da CGTP, que deixou que as classificações restringissem a progressão, fechando os olhos aos congelamentos, e esta caixa de Pandora não tinha sido aberta, pois era uma forma de não pagar o salário devido sem se falar de cortes.

As cativaçōes também eram outra forma encoberta de cortes na despesa não denunciada, antes faltava dinheiro nos hospitais e escolas devido aos cortes, agora apenas o dinheiro necessário estava cativo.

O que critico não é esta austeridade, mas o seu encobrimento pelas forças antes tão intolerantes e o uso deste novo termo de rigor e o conluio associado, como se fôssemos todos tolos, é que de facto alguns são e deixam-se enrolar, eu não.

A vitória de Costa nas autárquicas também lhe trouxe este fim do conluio.

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Até o jornal de maior expressão dos Açores e o mais antigo de Portugal intitula a notícia com o nome próprio da pessoa que ocupa o cargo: Marcelo,  e não com a entidade que oficialmente faz a visita: o Presidente da República, evidenciando que neste caso o cidadão supera em popularidade o cargo. Vai ser bonito assistir a bajulação dos nossos governantes regionais à pessoa que não recomendaram para a presidência, isto para colherem as migalhas da sua popularidade, é que se nota bem a diferença entre o acompanhamento institucional e a aproximação interesseira.

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Não desejo eventos naturais devastadores a ninguém, mas não deixa de ser irónico que o maior inimigo da estratégia global preventiva contra as alterações climáticas: Trump, logo a seguir a rasgar os acordos ambientais para defender o lóbi do petróleo, veja os dois Estados que mais contribuíram para a sua eleição a serem os mais devastados por furacões este verão, algo que se diz resultar das emissões com efeitos estufa. Até na Florida o Irma parece desviar-se para a costa mais favorável a Trump.

Infelizmente, também é verdade que as pessoas que mais vi sofrerem diretamente os efeitos do furacão no Texas são das classes mais pobres e não as do todo poderoso lóbi antiacordo de Paris. Pior, a ameaça de aumento dos preços do petróleo fruto da intempérie, apesar de poder favorecer a introdução de tecnologias limpas noutros países, vai em primeiro lugar aumentar rendimentos de muitas petrolíferas e rendibilizar a extração mais suja de hidrocarbonetos nos países mais ricos.

Contudo, parece mais injusta a perspetiva de que as maiores vítimas das alterações climáticas sejam precisamente os países que menos emissões têm e são mais pobres como o Bangladesh, que pouco contributo têm na teoria das alterações climáticas ao contrário do Texas.

Espero que o Irma não afete a Florida com a intensidade que ameaça, para bem das pessoas que ali vivem, muitas delas inocentes das tramoias de Trump e as outras porque não desejo mal a ninguém mesmo que aliadas deste adversário da proteção do ambiente, pois não gosto de uma natureza vingativa.

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Não sei da justiça das reivindicações dos trabalhadores da SATA que ameaçavam greve. Sei que a SATA ao ser um instrumento político do partido do Governo dos Açores não corre risco de fechar por questões de exigências laborais, os sindicatos sabem isso. Ali, o risco é maior para um trabalhador ou administrador que denuncie erros estratégicos impostos do que o fecho da empresa por se reivindicar o impossível. O presidente do PS-Açores tudo fará para salvar este seu braço político, mesmo tornar a Autonomia refém da empresa.

Já assistimos a administradores e pilotos competentes serem chutados por Cordeiro da SATA após defenderem posições em prol da boa gestão da empresa, mas que não interessavam à estratégia partidária no poder. Hoje, vários deles foram chamados para companhias maiores como a TAP por perceberem o seu valor.

Também vimos o atual presidente de administração brincar com estatísticas para camuflar rotas com grande ocupação para justificar a respetiva redução enquanto a empresa abria outras que se sabem apenas dar prejuízo e nada de mal lhe aconteceu, pois era estratégico prejudicar a Horta, e quando se analisa opções de compras de aviões, entre outras, vê-se bem as preferências por apostas onde a empresa não é competitiva em vez de opções que ofereçam melhores serviços às ilhas menos populosas dos Açores. Isto que numa boa gestão levaria a SATA à falência… não leva, pois o dinheiro público está a serviço destes estrategas.

Por isso é normal que, independentemente das reivindicações do pessoal de cabine serem justas ou não, o sindicato fique indiferente aos porta-vozes rosas colocados na comunicação  e redes sociais a falar do abuso das exigências dos trabalhadores, que estes iriam levar a SATA à falência e então tornar-se-iam escravos de outras empresas low-costs e era bem-feito. Muito devem ter-se rido os sindicalistas da SATA, pois há muito que eles perceberam que não há esse risco, o partido no poder está disposto a tudo para salvar este seu braço estratégico… mesmo prejudicar muitos Açorianos que se deixam enrolar pelas manipulações propagandistas do PS-Açores.

Infelizmente as empresas privadas em setores estratégicos podem tornar-se ditatoriais, mas o mesmo acontece se essas forem públicas e o poder não colocar a boa administração e a boa governança acima dos seus interesses egoístas e patidários como fez os PS-Açores com a SATA, pelo que esta hoje está em condições de fazer vergar Cordeiro aos interesses dos seus trabalhadores mesmo que estes lhe peçam o céu… e, ironicamente, agora é difícil dar-se a volta a isto, após tantos erros já cometidos pelo Governo dos Açores na gestão da SATA.

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Duas semanas de encerramento de uma via tão importante e a única estrada que une nos dois sentidos o norte da ilha do Faial ao sul através da zona urbana da Horta para instalar equipamentos da festa da Semana do Mar, que se sabem ser sensivelmente sempre os mesmos,  é muito tempo para uma terra desenvolvida, mas é legal e manda quem pode… mesmo que mande mal ou mesmo muito mal.

Há sempre a hipótese de quem manda também ter a mentalidade, não assumida, de que não governa uma terra minimamente desenvolvida social e culturalmente para se aperceber disto ou a consciência de que uma maioria dos seus eleitores se deixa mesmo tratar assim mal. O que é pena, mas é possível, pois tal abuso  repete-se há anos e tem saído impune a quem depende de eleições democráticas e assim tem mandado.

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Estava bom tempo. Fixe bem esta verdade: BOM TEMPO! Nada de alertas meteorológicos à vista, nada de vento forte, nada de nevoeiro, nada de teto baixo, nada de neblina, nada de trovoada, nada de chuva, mas a companhia do Governo dos Açores que se farta de desrespeitar os Faialenses voltou a não aterrar no aeroporto da Horta. Comentários são desnecessários. Mas há quem sinta as costas quentes e até tenha aliados nesta ilha para que coisas inexplicáveis contra esta ilha possam acontecer impunemente.

Falta ainda saber porque o avião optou por aterrar noutra ilha… terá simplesmente ficado convencido que com o aumento dos toques noutro aeroporto já nem precisa de aterrar no Faial nos voos destinados à Horta? :-O

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

O FAIAL QUANDO PERDEU NUNCA GANHOU

Ao olhar os comportamentos de muitos nesta nossa ilha do Faial e ao observar várias situações, concluo que a melhor forma de não me deprimir é levar mesmo tudo isto em tom de brincadeira porque brincar alivia a tensão e se pode levar alguns a perceber a realidade.

No último fim-de-semana decorreu o Encontro do Mundo Rural, o evento de ilha a cargo de entidades locais para substituir a Feira Açores – esta tinha abrangência de arquipélago, era paga pelo Governo Regional e tudo o que se programou para o encontro caberia numa feira – mas, perante a decisão do executivo de Vasco Cordeiro em a retirar do Faial, a Câmara Municipal até declarou que podíamos ficar a ganhar. Depois percebeu-se que nem ela sabia o que ganharia com a retirada da Horta daquela feira. É de ficar mesmo com pena do que terá perdido a ilha maior que se vê obrigada agora a receber a Feira Açores 2017 por deliberação do Governo dos Açores. Coitadinha!!!

Por cá o Faial ficou a ganhar menos dinheiro investido pelo Governo dos Açores, menos visitantes de organizações de outras ilhas, o diminuir da projeção do evento à escala regional e a menor publicidade paga a determinados meios de comunicação social locais.

Todavia houve uma coisa que de facto me surpreendeu: após anos a ser criticado pelo atual  Presidente da Câmara quando apresentava na Assembleia Municipal votos com exigências reivindicativas para o Faial ao Governo dos Açores, o número um do Município dava a entender que negociava era em trabalhos de bastidores e, por isso, geralmente propunha votos contra as críticas públicas, mas agora já tem o estilo reivindicativo da oposição e fez exigências ao executivo regional no discurso público da sessão de abertura do Encontro do Mundo Rural! Quem o ouviu antes e o ouve agora tão interessante conversão de estilo fica mesmo admirado.

Reconheço que com esta nova postura o Faial fica a ganhar e aplaudo a mudança de comportamento. Só receio, um temor pessoal que timidamente confesso aqui: será que é por estarmos em ano de eleições autárquicas e a sombra da derrota rosa no passado mês de outubro estão a criar uma ansiedade que obriga agora a esta alteração de postura e já se pode fazer exigências públicas? Espero que seja mesmo o reconhecer do líder da Câmara da razão das críticas ao Governo que se levantavam naquela Assembleia e com que a sua bancada tanto se indignava.

Ainda nesta onda de ganhos para o Faial, registo a satisfação com que os Faialenses receberam os afetos de S. Exa. o Presidente da República, mesmo aqueles que, ao contrário de mim, ainda no início do ano passado desvalorizavam o candidato. Devo agora crer, após as dificuldades sentidas por Marcelo Rebelo de Sousa em chegar a esta ilha para distribuir abraços, beijinhos e selfies, devido às questões meteorológicas que insistem em prejudicar a operacionalidade do aeroporto da Horta e onde o RISE e a ampliação também não chegam, que tanta alegria prova a resolução desta questão. Pois se até muitas crianças só aceitam dar um beijinho se em troca houver algo em troca (uma guloseima ou outra coisa que se deseja arduamente), se até nestas existe esta capacidade negocial mínima, estou seguro que a felicidade de tantos adultos nesta terra ao se entregaram aos afetos do chefe máximo do Estado só pode ter sido por se ter conseguido aquilo que mais falta nos faz: as obras de ampliação da pista do nosso aeroporto, ou será que estão contentes por aquele processo não estar de facto avançar e pensam que com isso o Faial ganha?

Continuando a analisar esta estranha ideia de que é a perder que se ganha, na internet assisti ao descontentamento de um rosa com o facto de alguém laranja ter demonstrando que existiam mecanismos financeiros comunitários para compensar pescadores que estão a passar dificuldades económicas por falta de rendimento do seu trabalho, por vezes devido a exigências superiormente impostas e esclareceu que ajudá-los só os prejudicava. Foi esta ideia peregrina que me permitiu perceber o desagrado de um apoiante do governo por alguém ter mostrado que existem mecanismos financeiros europeus a que os Governos que nos tutelam poderiam recorrer de forma a desbloquear a falta de dinheiro para a ampliação da pista da Horta. Só pode mesmo ser medo de que tal apoio prejudique o Faial!…

Pela minha parte sempre pensei diferente, não sou um recém-convertido que só agora recorre publicamente ao tom das exigências reivindicativas, continuo a pensar que o que prejudica o Faial é essa mentalidade tacanha que permitiu encolher o porto, que não avança com a frente-mar, decepou a variante, nos tirou a Rádio Naval, votou contra reivindicações para a nossa ilha, pois estas e outras perdas nunca trouxeram ganhos ao Faial e que Santo António nos ajude neste seu dia.

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