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Posts Tagged ‘Açores’

Foi com grande alegria que ouvi a RTP-Açores noticiar que o Hospital de Ponta Delgada desenvolveu um teste rápido de deteção da leptospirose, o que pode salvar muita gente nos Açores onde esta doença é endémica. Quem, como eu, viu familiares queridos saudáveis serem ceifados em poucos dias por falta de diagnóstico a tempo só pode regojizar-se. Acresce que o método pode exportar-se para outros Países que sofrem de igual risco.

Espero agora que o Serviço Regional de Saúde permita estender o método de análise ao máximo de ilhas dos Açores e o mais rapidamente possível. Até porque ficou explícito que além de rápido não era caro, para que assim mais nenhum Açoriano sinta a dor da perda de familiares e amigos saudáveis contaminados por esta bactéria, cuja infeção é facilmente tratável se detetada precocemente, mesmo que por vezes com sequelas duradouras, mas mortal se não tratada a tempo.

Aos que desenvolveram o novo método no Hospital do Divino Espírito Santo os meus parabéns e votos para que esta doença deixe de ser motivo de preocupação de tantos Açorianos.

 

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

CONQUISTADO A FERROS E PELOS MÍNIMOS

Faz hoje dois meses que, com grande tristeza, fomos informados do encalhe da embarcação de passageiros “Mestre Simão” no porto da Madalena e se a primeira preocupação foi para o salvamento das pessoas, que felizmente correu bem, a segunda foi logo para a necessidade de se reduzir o efeito da indisponibilização deste navio na qualidade e quantidade do serviço de transporte de passageiros no Triângulo e, sobretudo, no canal Faial-Pico.

Apesar de tudo, o Governo dos Açores e o seu braço empresarial para este serviço: a Atlanticoline, deram a entender, após o reconhecimento da irrecuperabilidade do Mestre Simão, que iriam construir um novo navio com características “similares à que agora foi perdida” e deixaram entender que, até lá, daqui a mais de um ano ou mesmo dois, apenas recorreriam aos velhinhos cruzeiros trintões do tempo de Mota Amaral para colmatar esta falta.

Contudo, cedo ficou evidente que, pelo aumento de passageiros e viaturas a circular no Triângulo e Canal e os objetivos de desenvolvimento do turismo destas ilhas, esta solução era escassa.

Assim, foi preciso pressionar o Governo dos Açores, as redes sociais na internet começassem a mostrar inquietude e após a requisição do PSD-Açores na Comissão de Economia do Parlamento Regional para audição do Presidente da Atlanticoline sobre este problema, para que este falasse, finalmente, de uma tentativa para compensar esta falta até à chegada ao Triângulo da nova embarcação a encomendar. Novamente com outra ação escassa, diria mesmo minimalista, a tentativa de reaproveitar o velhinho navio que já deixara de operar “Expresso do Triângulo”.

Não sei porquê, mas qualquer decisão do Governo dos Açores e das suas empresas para bem das ilhas do Triângulo, mesmo que para as compensar de um desastre, como é este caso, tem sempre de ser tirada a ferros do executivo regional e, mesmo assim, gera, por norma, uma medida minimalista que não repõe entretanto a situação.

A verdade é que o maior avanço das últimas embarcações de passageiros para o Triângulo não foi o número de lugares ou a redução de tempo das viagens, mas sim, a possibilidade de agora também se transportar viaturas, permitindo uma melhoria evidente neste serviço quase 20 anos depois da saída da governação de Mota Amaral e, ao primeiro contratempo, infelizmente, já não são capazes de garantir no mercado outro navio que ofereça aquela condição que tínhamos desde há poucos anos, uma vez que o Expresso do Triângulo não assegura o transporte de carros, reduz-se esta oferta.

Tenho praticamente a certeza, vendo outras situações, que se algo de equivalente tivesse corrido lá por São Miguel, o Governo dos Açores, através da sua Atlanticoline, se desdobraria, e muito bem, para encontrar uma solução temporária que não fosse inferior à das condições anteriores ao encalhe.

Infelizmente, para o Triângulo as soluções são sempre diferentes e pelos mínimos, qualquer melhoramento ou minimização de incidentes num serviço público regional prestado às suas populações e economia tem sempre de ser arrancado a ferros, com um esforço redobrado, evidenciando-se assim a má vontade do Governo dos Açores para com as gentes destas ilhas.

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O CDS, o PSD e o PPM pretendem criar uma comissão de inquérito ao setor público regional, tem lógica, mas a ser a sério, acredito que muita coisa oculta se vai descobrir e não será boa. Isto até pode provocar uma revolução no setor, mas pode resultar que dos males insanáveis e das suas consequências impopulares o Governo venha ainda a acusar de falta de tato da oposição. Um risco.

Outro risco é mexer agora no regime de freguesias, na última o processo não foi bem feito, mas mexer novamente vai despertar muitos bairrismos entretanto aplacados que se replicam por milhares terras, um género de mexida que se sabe como começa mas dificilmente como acaba. Relvas podia ter muitos defeitos, mas neste processo chamou mais ódios a si do que ao executivo, não sei se agora será igual, se não for, para além de Cabrita haverá mais políticos chamuscados e só os adversários do Governo saberem aproveitar a bomba relógio que se quer mexer…. se souberem!

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Até o jornal de maior expressão dos Açores e o mais antigo de Portugal intitula a notícia com o nome próprio da pessoa que ocupa o cargo: Marcelo,  e não com a entidade que oficialmente faz a visita: o Presidente da República, evidenciando que neste caso o cidadão supera em popularidade o cargo. Vai ser bonito assistir a bajulação dos nossos governantes regionais à pessoa que não recomendaram para a presidência, isto para colherem as migalhas da sua popularidade, é que se nota bem a diferença entre o acompanhamento institucional e a aproximação interesseira.

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Hoje como autor do blogue pessoal “Mente Livre” fui convidado a elaborar um artigo para ser transformado num post num dos principais blogues de Portugal em termos de número de visitantes na blogosfera nacional o “Delito de Opinião”. Ao jornalista Pedro Correia o coordenador que me convidou mais uma vez para este blogue o meu muito obrigado pelo reconhecimento. Ver no link abaixo

Por uma comunicação social local viável e isenta: o caso açoriano.

 

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Não conheço outro feriado nacional de origem civil dependente do calendário de uma festa religiosa como o Dia da Autonomia ou Dia dos Açores. Este ano com as celebrações centradas na Horta e com a presença de S. Exa. o Presidente da República. Apesar do maior brilho das comemorações em 2017, penso que nenhum dos vícios que ataca o regime autonómico atual será corrigido, desvios dos princípios da autonomia que tanto têm prejudicado as ilhas mais pequenas dos Açores, incluindo o Faial.

Brazão

Brasão dos Açores

Apesar do orgulho que me liga à açorianidade, não me sinto motivado para aderir ao desfiles de vaidades e às bajulações a políticos que em nome do politicamente correto e da estratégia da alienação promovem festividades organizadas pelas forças da sociedade e assim conseguem silenciar o mal que lavra na autonomia dos Açores e o preservam e o reforçam, dando deste modo lugar a um modelo autonómico onde a solidariedade para as parcelas económicas mais fracas do Arquipélago e o crescimento equilibrado, sustentado e extensivo às ilhas menores deixou de ser uma prioridade arquipelágica, como o foi no início desta Autonomia, e vai sendo cada vez mais substituído por um centralismo doentio e egoísta a favor do maior centro económico e populacional desta Região.

Lamento, mas como cidadão consciente digo não a isto e a esta festa de alienação típica de uma democracia doente, antes só, do que integrar-me nisto de uma forma interesseiramente hipócrita ou por me ter deixado alienar.

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Não há ilha, concelho ou localidade nos Açores, bem como nas diversas comunidades onde vivem Açorianos ou descendentes de gente deste Arquipélago que não celebre a festa em honra ao Divino Espírito Santo, é sem dúvida o traço cultural mais comum das gentes desta Região esta festa 50 dias após a Páscoa, o Pentecostes.

Império

O Império Central da Ribeirinha ou Império Amarelo

Coroas

As Coroas da Irmandade do Espírito Santo do Império Amarelo, o elemento principal e símbolo desta festas, a coroa do Espírito que está sempre presente no mundo, no Açoriano e impera sobre tudo e todos.

Boas Festas Açorianos e a todos que se deixam cativar pela nossa cultura e religiosidade.

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