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Posts Tagged ‘Açores’

Hoje como autor do blogue pessoal “Mente Livre” fui convidado a elaborar um artigo para ser transformado num post num dos principais blogues de Portugal em termos de número de visitantes na blogosfera nacional o “Delito de Opinião”. Ao jornalista Pedro Correia o coordenador que me convidou mais uma vez para este blogue o meu muito obrigado pelo reconhecimento. Ver no link abaixo

Por uma comunicação social local viável e isenta: o caso açoriano.

 

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Não conheço outro feriado nacional de origem civil dependente do calendário de uma festa religiosa como o Dia da Autonomia ou Dia dos Açores. Este ano com as celebrações centradas na Horta e com a presença de S. Exa. o Presidente da República. Apesar do maior brilho das comemorações em 2017, penso que nenhum dos vícios que ataca o regime autonómico atual será corrigido, desvios dos princípios da autonomia que tanto têm prejudicado as ilhas mais pequenas dos Açores, incluindo o Faial.

Brazão

Brasão dos Açores

Apesar do orgulho que me liga à açorianidade, não me sinto motivado para aderir ao desfiles de vaidades e às bajulações a políticos que em nome do politicamente correto e da estratégia da alienação promovem festividades organizadas pelas forças da sociedade e assim conseguem silenciar o mal que lavra na autonomia dos Açores e o preservam e o reforçam, dando deste modo lugar a um modelo autonómico onde a solidariedade para as parcelas económicas mais fracas do Arquipélago e o crescimento equilibrado, sustentado e extensivo às ilhas menores deixou de ser uma prioridade arquipelágica, como o foi no início desta Autonomia, e vai sendo cada vez mais substituído por um centralismo doentio e egoísta a favor do maior centro económico e populacional desta Região.

Lamento, mas como cidadão consciente digo não a isto e a esta festa de alienação típica de uma democracia doente, antes só, do que integrar-me nisto de uma forma interesseiramente hipócrita ou por me ter deixado alienar.

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Não há ilha, concelho ou localidade nos Açores, bem como nas diversas comunidades onde vivem Açorianos ou descendentes de gente deste Arquipélago que não celebre a festa em honra ao Divino Espírito Santo, é sem dúvida o traço cultural mais comum das gentes desta Região esta festa 50 dias após a Páscoa, o Pentecostes.

Império

O Império Central da Ribeirinha ou Império Amarelo

Coroas

As Coroas da Irmandade do Espírito Santo do Império Amarelo, o elemento principal e símbolo desta festas, a coroa do Espírito que está sempre presente no mundo, no Açoriano e impera sobre tudo e todos.

Boas Festas Açorianos e a todos que se deixam cativar pela nossa cultura e religiosidade.

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Já se iniciou a visita oficial do Presidente da República aos Açores e como habitual com Marcelo em desfile de selfies, beijinhos, sorrisos e frases inconsequentes de circunstância, de facto não vi ainda o atual n.º 1 da hierarquia nacional resolver questões em concreto, basta-lhe ser simpático e ir ao sabor de boas notícias, para as quais não trabalhou, para ser popular e ele bem mostra que conhece este Povo.

Votei e voltaria a votar Marcelo para Presidente da República, mas ainda não sei como ele seria perante alguma dificuldade que Portugal tivesse de enfrentar. Também nesta sua primeira visita oficial aos Açores não sei se além de protocolo e simpatia será resolvida algum problema da Região como consequência da sua vinda, mas suspeito que ninguém espera mesmo isso dele. Basta ter um líder político onde as pessoas sintam que ele olha para elas com olhar de gente e lhes dedique algum carinho para que elas se sintam alguém e o coração destas se derreta de ternura.

Espero que em Portugal tudo continue a correr bem pois tal será o melhor para os Portugueses… mesmo que tal não sirva para Marcelo mostrar o que vale como Presidente da República.

Para já vendo as imagens na televisão da visita aos Açores da visita do Presidente da República e nada as distingo da visita de D. Carlos como rei do Reino da República, exceto que agora as selfies são a cores e mais individualizadas.

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Foi triste que, num dia com ondas de 13 metros e sem qualquer alerta da proteção civil, a notícia de que a vila da Madalena do Pico assistira incrédula ao galgamento da sua zona costeira com a destruição de uma exposição, de um bar premiado pela sua arquitetura e do maior molhe do seu porto, tenha sido relegada pela RTP-Açores para segundo plano para se dar primazia à dúvida de quem compete pagar o transporte para a Região do cadáver de um Açoriano presidiário e a cumprir pena no Continente que infelizmente faleceu fora dos Açores.

Não está em causa a questão levantada ao nível da competência de custos, está sim em causa que não se dê o devido destaque da importância de um acontecimento numa vila Açoriana que sofreu graves danos durante uma maresia, situação que além dos impactes financeiros à escala local também são do orçamento regional e implicará transtornos para numerosos habitantes de duas ilhas dos Açores, Pico e Faial, que foi relevada para segundo plano, talvez apenas porque não ocorreu em São Miguel, ao contrário da origem do falecido micaelense. Uma vergonha secundarizar aquela noticia face a esta denúncia.

Para se ser Açoriano, como a RTP- Açores se julga que é, não basta ter no seu nome a palavra Açores, é preciso tratar todas as ilhas com o devido respeito e não dar primazia a um caso apenas porque está relacionado com São Miguel e relegar para trás o que de mais importante acontece na sua área de abrangência quando não ocorre na ilha política e economicamente mais forte do Arquipélago.

Apesar de ser Carnaval, este comportamento da RTP-Açores é indigno e leva-se a mal.

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Tenho estranhado o silêncio em torno do classificação das escolas secundárias dos Açores no ranking nacional, pois estamos numa região que se bajula por ter políticas exemplares no ensino público. Bem, para tantos autoelogios do Governo Regional a primeira no secundário destas ilhas ficou apenas em 127.º lugar, o Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada; a segunda e terceira melhores do Arquipélago quedam-se pelos 340.º e 385.º, respetivamente Angra do Heroísmo e Horta, as cidades mais antigas da região.

rankingacores

A secundária das Lajes do Pico, infelizmente, apenas tem 3 escolas consideradas piores em todo o País ao nível do secundário.

Os resultados ao nível do ensino básico ainda nos deixariam e pior figura no contexto de Portugal. Mas, há que reconhecer que muitas destas escolas até têm excelentes instalações, pelo que assim se demonstra que embora obras públicas seja aquilo que mais enche o olho, nem sempre é o melhor investimento e na educação a falha parece estar mesmo no sistema de educação e não nos edifícios.

Assim se compreende o silêncio em torno deste assunto nos Açores, é que com tanta autonomia pelo menos na Região o ensino não nos deu motivos de orgulho.

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Não são só os quase 60% de abstenção nas eleições regionais que indiciam o alheamento dos Açorianos pela política regional. O silêncio, sem especulação de nomes, até à divulgação dos novos governantes e agora dos diretores regionais, onde nem em cafés se debatem possibilidades, não é mérito de Cordeiro na gestão das nomeações, é prova do desinteresse total dos Açorianos em saber quem nos irá governar. Houvesse curiosidade e pululavam nomes, uns atirados à sorte, outros à experiência no terreno, só que a população deste Arquipélago nem no ninho dos mexericos das redes sociais, onde abundam especuladores anónimos a gerir efeitos dos seus dizeres mostra qualquer interesse por este tema.

Se a reeleita Presidente da ALRAA diz que é preciso refletir sobre o afastamento da política, não deve ser apenas por estar preocupada com a abstenção, talvez tenha mesmo tomado consciência que uma democracia em que o povo não se envolve é um contrassenso e um sinal claro de um regime político excessivamente doente.

Este silêncio em torno dos eventuais nomes futuros de governantes é um grito ensurdecedor do desprezo dos Açorianos por quem gere o destino dos Açores e o resultado de desta forma de Autonomia e de Governar a Região.

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