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Posts Tagged ‘riscos naturais’

São terríveis os estragos do furacão Irma, a imagem desta notícia de iates revirados mostra como a maior marina do Atlântico Norte pode ficar após uma tempestade destas. O centro da Horta situa-se ao nível do mar e a ameaça de inundações num furacão é enorme, isto para além dos ventos ciclónicos e das chuvas torrenciais que acompanham os furacões.

Zonas de riscos não são apenas para sismos, também o são para tempestades e maresias. Durante um furacão o nível do mar sobe literalmente, fica mais alto e as ondas, já de si altíssimas, desenvolvem-se neste nível anormalmente elevado do oceano. Felizmente os maiores furacões que nos ameaçaram nas passadas décadas à última hora passaram ao lado, mas, infelizmente, é provável que não seja sempre assim.

Chuvas imensas saturam os solos de água, o que provoca movimentos de terra e quanto mais íngreme é o relevo maior é o risco, o Faial tem casas na base de escarpas onde as pessoas se abrigam no mau tempo, e existem estradas que as atravessam, além de que há margens de ribeiras vulneráveis a serem engolidas pelas torrentes com habitações próximas.

As zonas de risco não desaparecem por despacho legal nem por caducidade das leis como alguns concluem ao dizer que agora não há zonas de risco… elas estão aí e apenas desejo que não venhamos a testá-las um dia e experimentar os desastres que a sua ocupação irracional pode provocar ou da falta de medidas preventivas adequadas. Depois pode ser demasiado tarde.

Uma das grandes tentações dos políticos no poder é desprezarem os riscos de médio e longo prazo para satisfazer as pessoas a curto-prazo e este mal costuma ser transversal a todas ideologias que coabitam em democracia, esta fragilidade resulta do facto de que em ditadura é mais fácil dizer não a ações populistas, mas é em democracia que se pode lutar pela introdução do bom-senso nas discussões plurais que suportam as decisões e é este o modelo que defendo

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MESSIAS, SEM SOLUÇÃO, CULPA SÃO PEDRO

Só mesmo a saída da proposta de Orçamento de Estado para 2015 poderia fazer esquecer a confusão da colocação de professores. Aquela colocou todas as forças não apoiantes do Governo à procura de argumentos para dizer mal do documento e o problema do concurso do Ministério da Educação passou a chão que já deu uvas ou foi para a gaveta enquanto a nova discussão tiver sumo para espremer. É que isto da indignação das oposições para com vítimas de um erro ou injustiça de quem exerce o poder é mais vezes por interesse do partido do que por verdadeira solidariedade para com os prejudicados.

Não sou perito em contas a não ser à maneira do velho merceeiro do deve e haver, as únicas que davam sempre certo e não precisavam da engenharia financeira moderna para inventar verdades sobre o estado das finanças da mercearia. Mas dá para perceber que em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão e como Portugal durante décadas vendeu todas as joias que havia e até empenhou aquelas que dizia que um dia viria a ter, como nas parecerias público-privadas; hoje, não só nem há dinheiro para contentar a todos, como já nem dá para penhorar o quer que seja. Logo todos se revoltam com a migalha que tocou ao vizinho em detrimento do seu saco e ninguém está contente. Apenas há as custas das dívidas e juros para distribuir e destas ninguém quer, nem sabe como pagar.

Todavia é interessante ouvir um mesmo partido que não apresenta soluções, com a desculpa de que ainda é cedo para as mostrar, disfarçando assim a sua ignorância sobre o que fazer, dizer em simultâneo que o facto de o Governo colocar o défice acima do acordado com a troika revela eleitoralismo e o não baixar os impostos é uma insistência na austeridade, enquanto ele mesmo não se compromete com uma descida da carga tributária. Só que quando se está em estado de graça ou na oposição as contradições não são alvo de crítica e a necessidade de esperança num messias perdoa com facilidade as contradições e as omissões.

Contudo, quando se está no poder tem-se mesmo de assumir um remédio e não se pode dizer que não há solução para um problema como fez Presidente de Câmara de Lisboa, atribuindo ainda as culpas a São Pedro pelas inundações na Capital. Infelizmente, o que aconteceu naquela cidade foi o fruto do acumular de erros ao longo dos anos, tanto na gestão urbanística, como na falta de obras de saneamento básico. É que por lá também reinou a ideia de que as obras debaixo do chão não davam votos e meteu-se o projeto de escoamento de águas pluviais na gaveta e agora surge a desculpa da maré cheia para as ruas inundadas. Para messias ficou mal tal postura ou é já a máscara a cair?

A António Costa recomendo-lhe uma viagem a Amesterdão, onde chove que se farta e grande parte da cidade está sempre a uma cota mais baixa que o mar e a água escoa em melhores condições, mas é verdade que estas declarações ficaram impunes pelo estado de graça que ainda atravessa.

É verdade que os erros passados na falta de obras e no urbanismo em Lisboa não foram, na sua maioria, da responsabilidade do atual elenco camarário, tal como a culpa do estado de falência a que a nação chegou também não foi do atual Governo, mas a este ninguém lhe perdoa o facto de não resolver bem o problema e imaginem só que ele se contentasse em dizer que o País não tem solução ou que a culpa era de uns Judas que tinham hipotecado Portugal à custa dos Portugueses.

Espero que se chegar ao Governo de Portugal, perante a crise e a falta de dinheiro que existe, António Costa não tenha a tentação de dizer que o problema não tem solução pois os cofres estão vazios e não há dinheiro. Suspeito que então depressa o seu estado de graça desapareça, mas todos vão continuar a exigir aquilo que as finanças do País não têm para dar, mas que tacitamente ele não o diz para poder ganhar as próximas eleições.

Tudo é fácil quando há dinheiro ou se está na oposição sem a responsabilidade de gerir e decidir. O problema é quando se chega ao poder e este está falido. Propor a solução de crescimento económico e de investimento público sem dinheiro para isso é uma ilusão messiânica, só possível a quem faz milagres e não é culpando os santos que se consegue a intercessão destes.

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Quando acontece a catástrofe por norma há sempre alguém a descartar culpas, mas a verdade é que segundo a RDP, só cinco municípios dos Açores têm os seus planos de emergência atualizados, isto numa Região com um total de dezanove concelhos é desatualização a mais.

Tal como se dizia que obras debaixo do chão não dão votos, parece que preparar um plano de emergência também não dá votos, apesar dos Açores estar exposto a movimentos de terra, inundações, enxurradas, tempestades que até podem atingir a intensidade de furacões, maresias, maremotos, terramotos e vulcões que podem ser de vários estilos eruptivos.

Depois da catástrofe será tarde e antes parece que a maioria dos Presidentes prefere arriscar e esperar que não aconteça uma desgraça no seu mandato… uma estratégia demasiado arriscada para uma região com as vulnerabilidades dos Açores.

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Ao contrário do que se apontou inicialmente neste artigo deste blogue e nas suas atualizações, hoje ao longo do dia a trajetória do já enfraquecido Jerry, agora apenas com a categoria de depressão tropical, deslocou-se no sentido de passar pelo grupo central no domingo à tarde, tendo em conta os últimos comunicados e imagens da NHC.

As recomendações que antes eram para São Miguel são iguais agora para as ilhas do grupo central… caso este não mude novamente a sua trajetória.

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fonte:NOAA/NHC

Artigo sujeito a novas atualizações

ATUALIZAÇÃO

JERRY continua a enfraquecer, deverá passar o grupo central como depressão ou ciclone pós-tropical: chuva, algum vento e trovoada. O rabo do ciclone como costumávamos dizer antigamente…

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Chegou o outono e começaram as ameaças de furacões e tempestades tropicais, ainda é cedo para se saber se de facto a tempestade tropical Jerry irá afetar os Açores e quais as ilhas, mas a precaução é a melhor atitude nestes casos.

Para já, apenas certo é que Jerry se afetar a Região lá para o fim de semana não terá a categoria de furacão, mas apenas de tempestade tropical, com ventos sustentados acima dos 56 km/h e rajadas que podem ir até os 117 km/h.

Como habitualmente em questões de riscos naturais, o blogue Mente Livre irá acompanhar o evoluir da situação e efetuar atualizações sempre que tiver informações importantes no bom ou mau evoluir da previsão meteorológica.

Igualmente se recomenda o acompanhamento dos comunicados do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

Pode igualmente acompanhar o evoluir das tempestades no Atlântico Norte através do National Hurricane Center.

ATUALIZAÇÃO 1

Jerry parece ter perdido alguma força e dirige-se com uma direção mais definida para o grupo oriental, agora muito perto de S. Miguel, onde devido à densidade populacional e as chuvas que este tipo de perturbações transporta obriga a alguma atenção para quem vive em zonas inundáveis.

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ATUALIZAÇÃO 2

Jerry continua a enfraquecer e passou a depressão tropical, pelo que os ventos máximos deverão ser cada vez mais fracos, mantendo-se o riscos d e chuvas intensas e o rumo no sentido da proximidade da ilha de São Miguel.

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Mais uma vítima mortal do corpo de bombeiros neste País, a quinta só neste mês de agosto, o presente ano tem sido catastrófico para a vida dos soldados da paz.

Independentemente de considerar a morte de um único bombeiro um caso excessivo, não é a mesma coisa um acidente provocar cinco bombeiros mortos ou existirem num curto período vários incidentes que causam separadamente a morte de cinco bombeiros.

Um incidente grave que provoque vários mortos pode ser algo pontual, provocada por um erro humano, técnico ou uma situação imprevisível, mas cinco acidentes mortais no combate a fogos no espaço de um mês indicia que algo vai muito mal no domínio da segurança profissional dos bombeiros.

Não sei se é na formação individual destes homens, nos meios técnicos ou humanos disponíveis, na gestão do pessoal e respetivo comando ou outras políticas mais amplas… mas que é algo que importa averiguar e corrigir com a maior brevidade possível. Importa e muito!

Esta reflexão para além de um dia e com a maior urgência possível de se ter de implementar a sério uma gestão territorial e uma política de prevenção eficaz contra incêndios florestais em Portugal. Algo que, independentemente dos governos no passado, nunca foi feito como deve ser neste País. Pelo que os resultados catastróficos em termos económicos, sociais e vidas humanas estão aí e só envergonha este Estado. Só que ninguém vai ou foi preso por esta lacuna na gestão pública deste recurso natural da parte dos políticos com responsabilidades neste campo.

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Ainda é cedo para se saber com segurança se a tempestade tropical Gordon atinge ou não os Açores, contudo já é tempo de irmos acompanhando a situação para as eventuais medidas de proteção pessoal.

 

Link para acompanhar a evolução da tempestade: National Hurricane Center

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