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Posts Tagged ‘infraestruturas’

Da análise do Incentivo ao relatório do acidente que o navio Mestre Simão sofreu deduz-se que: apesar de já se estar dentro da baía do porto e do navio não ter respondido às manobras que corretamente o mestre deu a partir do leme… a culpa é do mar! Não há problemas com o projeto de abrigo do porto, nem com as características do navio. Não há surpresas ou esperavam uma conclusão que responsabilizasse algo ou alguém que não a natureza?

Tudo como dantes no castelo de Abrantes.

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Pelo anúncio de João Castro a privada Vinci investirá 10 milhões de euros nos 90m das RESA da pista e fiquei muito contente. Após anos de reivindicação para que o poder público ampliasse a pista… e nada! A partir da privatização este poder passou a responsabilizar o privado. O privado já deu um contributo importante, continua a faltar o assumir dos dois governos da suas partes para se atender à reivindicação dos Faialenses.

Não sendo um neoliberal, não sou também um grande defensor de privatizações de empresas públicas, mas também não sou um adversário nato e muito menos uso isso só para desresponsabilizar o poder político que nunca assumiu as suas responsabilidades e não investiu como setor público durante mais de uma década através da pública ANA e governos  do Continente e dos Açores com tutelas na área.

Agora sei, foi mais rápido a privatizada ANA como Vinci investir nesta pista do que os governos da república e regional disponibilizaram dinheiro para atender à maior causa dos Faialenses.

Antes de os políticos tentarem receber louros por investimentos privados, está na hora de conseguirem o desembolso do dinheiro dos governantes do setor público para que uma obra de interesse público não fique a meio novamente por culpa daqueles que se fartaram de culpar a privatização para se desresponsabilizarem do projeto de ampliação da pista da Horta.

Se a privatizada ANA em pouco anos já disponibilizou verbas para obras nesta infraestrutura é porque o aeroporto da Horta tem potencial para crescer ao contrário do que se deduz da pública SATA sobre as rotas para este destino não serem rentáveis e está na hora dos governos também cumprirem a sua parte de contributo público como parece já ter começado a cumprir a privada.

Todos juntos é possível eliminar muitos dos bloqueios ao desenvolvimento do Faial. Espero que nenhuma parte fuja à sua obrigação.

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Após a desistência do vencedor do anterior concurso às obras de remodelação do Hospital da Horta, diz-se por dificuldades no Tribunal de Contas, estas agora voltam a concurso com um valor mais elevado (5,9 milhões de euros). Esta obra, ao contrário da última inauguração para repor os danos do sismo de 1998 que inutilizou o antigo bloco C, é o primeiro grande investimento em saúde no Faial desde o centro de hemodiálise que não resulta de uma reposição.

Lendo o resumo desta intervenção, verifico que também assistiremos a uma grande remodelação ao nível do modo como os serviços de saúde são prestados na ilha, embora ainda não saiba o que acontecerá às atuais instalações da Vista Alegre do USIF, este migrará para Santa Bárbara e ficará contíguo ao hospital, parece-me bem a possibilidade de sinergias que por aqui se podem criar.

Apesar disso, espero que a obra não seja apenas para encher o olho enquanto as valências e os especialistas vão diminuindo no Faial, quem tem obrigação de fiscalizar tudo isto não pode deixar que o fogo de vista cegue e não deixe ver o que se passa ao nível do serviço global prestado pelo Hospital da Horta.

Pela obra, mérito a quem investe, pela diversidade de serviços de saúde prestados no hospital da Horta, há um silêncio que me assusta, até porque os habituais arautos dos sucessos do governo andam calados nesta matéria… e também os que devem fiscalizar o tema não têm dito nada.

 

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O meu artigo de opinião de hoje no diário local “Incentivo”

AEROPORTO DA HORTA: O MAIS FÁCIL ESTÁ, FALTA O DIFÍCIL

O Faial recebeu uma boa notícia na passada semana, a SATA confirmou que o sistema RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) já se encontra testado, certificado e em condições de ser utilizado pela empresa nas operações de descolagem e de aterragem no Aeroporto da Horta.

A implementação deste sistema de apoio nos aviões da Air-Açores nas aproximações ao aeroporto da Horta foi uma das duas exigências nas manifestações dos Faialenses em Setembro de 2016. Este sistema já estivera previsto nos aviões da TAP quando operavam na nossa ilha e era a reivindicação a mais fácil de satisfazer, não só era a mais barata, como beneficiava não só esta infraestrutura, mas também a própria SATA e, como se ouviu no telejornal regional, as pistas de Ponta Delgada.

Não tem mal nenhum a Horta compartilhar benefícios da implementação do RISE com Ponta Delgada. Só que para esta reivindicação ir em frente requeria a entrada da SATA num projeto que não estivera interessada no início, mas a verdade é que, quando uma reivindicação Faialense também ajuda diretamente os interesses de São Miguel é meio caminho andado para ser atendida.

Assim, estou satisfeito porque o Governo dos Açores não desperdiçou a possibilidade de fazer o grupo SATA entrar no projeto e beneficiar de imediato duas entradas do exterior ao Arquipélago, e, seguindo a ordem do telejornal: o aeroporto de Ponta Delgada já tem RISE e também o da Horta.

Agora falta a outra reivindicação mais difícil: a ampliação das pistas do aeroporto da Horta. É verdade que esta obra beneficia não só os Faialenses, mas também Picoenses e até Jorgenses, mas sejamos francos, não tem igual oportunidade uma reivindicação do Faial que beneficia todo o Triângulo, face a outra que, em simultâneo, é boa diretamente para São Miguel!

Mais dificuldades ainda: a reivindicação da ampliação das pistas da Horta é bem mais cara e passível do jogo do empurra na guerrilha bairrista, oportunista, partidária e ideológica. Pode-se dizer que a obra na minha terra é preferível à do vizinho, sem ter em conta que são complementares e uma não anula outra na ilha ao lado. Pode-se acusar a empresa que explora a infraestrutura de não o fazer como desculpa para os governantes, mesmo sabendo que este investimento beneficia mais os Faialenses que a Vinci. Pode-se acusar o partido A de não a ter feito no seu tempo e dar a entender que era esse o momento certo, enquanto o partido B, no poder, tem a faca e o queijo na mão, só não desbloqueia o financiamento. Pode-se ainda usar a guerra ideológica e dizer que seria um investimento público de que um privado tiraria vantagem, mesmo sabendo que o maior beneficiário seria mesmo povo que dizem defender e não a empresa.

Os Faialenses têm de ultrapassar todas estas divisões e desculpas doentias para inteligentemente não se contentarem com o mais fácil, pois o principal ainda está por fazer: a ampliação das pistas.

Neste objetivo os Faialenses são poucos para pressionar alguns políticos influentes e pobres para deixar a economia agir em favor deste projeto. Assim, há que continuar neste combate sem baixar os braços, sem nos dividirmos como alguns tentam e sem ser contra ninguém para termos a força da razão moral do nosso lado. O RISE foi uma vitória fácil, foi bom, mas pouco face ao que de difícil se precisa que se faça no aeroporto da Horta.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

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Conheço S. Jorge e percebo o apoio de Velas à ampliação da pista do Pico: a distância do concelho a S Roque do Pico é pouco mais que entre Horta e Madalena e não existe o bairrismo doentio que há entre estes dois centros. Nada no aval é contra obras na pista do Faial, existe um pedido para se articular o transportes aéreos e marítimos entre as duas ilhas, algo que já referi importante haver entre Faial e Pico mas caiu em saco roto dos que dominam o poder na ilha Azul.

Se os Faialenses querem que o aeroporto da Horta sirva bem o Triângulo, têm de ter também em conta que o melhor é o do Pico ser a sua alternativa e não o das Lajes ou o de Ponta Delgada, para isto as duas infraestruturas devem ter dimensões e condições para cumprir bem este papel.

Assim sendo, a ilha de São Jorge só fica a ganhar se os dois aeroportos mais próximos oferecerem boas condições de acesso e houver uma boa articulação nas ligações às Velas e inteligentemente aquele município não se meteu nas questiúnculas que existem entre os outros dois vértices do triângulo.

Agora uma coisa é certa,  não conheço ninguém a opor-se a obras no aeroporto do Pico enquanto no que se refere à pista da Horta, tenho visto adversários a agir fora e dentro do Faial e as culpas disto não estão apenas no exterior desta ilha.

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O primeiro sinal de que a vitória de José Leonardo nas eleições autárquicas foi a vitória da estratégia da pequenez do Faial, do falar baixinho sem exigir muito ao Governo em São Miguel foi dado pelo diretor do Hospital da Horta. As críticas que este lançou à oposição acusando-os “de uma ambição desmedida” mostra que os males para esta ilha não vêm das infelizes palavras de José Gabriel Ávila comentador da RTP-Açores, vêm sim de quem é desta ilha tinha e continua a ter o poder na mão.

Alguém duvida que o diretor do Hospital da Horta teria um discurso mais manso para a oposição e menos subserviente às diretrizes do Governo Presidido em São Miguel se o resultado para a Câmara Municipal da Horta tivesse sido diferente?

Durante os últimos meses antes das eleições autárquicas estas ideias de acomodação e aceitação da pequenez do Faial defendidas por quem tutela setores nesta ilha estiveram a hibernar, mas os seus já começam a sair da toca com essas posturas subservientes como se leu no jornal Incentivo da passada quarta-feira.

Desejo que a estratégia de subserviência do Faial mude de facto, mas a acusação “de ambição desmedida” para quem reivindica algo mais para a nossa ilha em termos de saúde já voltou para cima de mesa e nem a nova velha Câmara Municipal eleita tomou posse ainda.

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