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Posts Tagged ‘infraestruturas’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

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Conheço S. Jorge e percebo o apoio de Velas à ampliação da pista do Pico: a distância do concelho a S Roque do Pico é pouco mais que entre Horta e Madalena e não existe o bairrismo doentio que há entre estes dois centros. Nada no aval é contra obras na pista do Faial, existe um pedido para se articular o transportes aéreos e marítimos entre as duas ilhas, algo que já referi importante haver entre Faial e Pico mas caiu em saco roto dos que dominam o poder na ilha Azul.

Se os Faialenses querem que o aeroporto da Horta sirva bem o Triângulo, têm de ter também em conta que o melhor é o do Pico ser a sua alternativa e não o das Lajes ou o de Ponta Delgada, para isto as duas infraestruturas devem ter dimensões e condições para cumprir bem este papel.

Assim sendo, a ilha de São Jorge só fica a ganhar se os dois aeroportos mais próximos oferecerem boas condições de acesso e houver uma boa articulação nas ligações às Velas e inteligentemente aquele município não se meteu nas questiúnculas que existem entre os outros dois vértices do triângulo.

Agora uma coisa é certa,  não conheço ninguém a opor-se a obras no aeroporto do Pico enquanto no que se refere à pista da Horta, tenho visto adversários a agir fora e dentro do Faial e as culpas disto não estão apenas no exterior desta ilha.

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O primeiro sinal de que a vitória de José Leonardo nas eleições autárquicas foi a vitória da estratégia da pequenez do Faial, do falar baixinho sem exigir muito ao Governo em São Miguel foi dado pelo diretor do Hospital da Horta. As críticas que este lançou à oposição acusando-os “de uma ambição desmedida” mostra que os males para esta ilha não vêm das infelizes palavras de José Gabriel Ávila comentador da RTP-Açores, vêm sim de quem é desta ilha tinha e continua a ter o poder na mão.

Alguém duvida que o diretor do Hospital da Horta teria um discurso mais manso para a oposição e menos subserviente às diretrizes do Governo Presidido em São Miguel se o resultado para a Câmara Municipal da Horta tivesse sido diferente?

Durante os últimos meses antes das eleições autárquicas estas ideias de acomodação e aceitação da pequenez do Faial defendidas por quem tutela setores nesta ilha estiveram a hibernar, mas os seus já começam a sair da toca com essas posturas subservientes como se leu no jornal Incentivo da passada quarta-feira.

Desejo que a estratégia de subserviência do Faial mude de facto, mas a acusação “de ambição desmedida” para quem reivindica algo mais para a nossa ilha em termos de saúde já voltou para cima de mesa e nem a nova velha Câmara Municipal eleita tomou posse ainda.

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Ouvi na RTP-Açores que a entidade regional abriu um concurso de 22 médicos especialistas para a Região, destes, só um se destina ao hospital da Horta. Este estabelecimento de saúde cobre mais de 15% do povo Açoriano e apesar das saídas de médicos nos últimos tempos, o Governo apenas destina menos de 5% das novas vagas à Horta?

Há muito que digo que o esvaziamento de especialidades na Horta é uma estratégia das Autoridades Regionais e a ser verdade este número, mais uma vez se prova essa intenção. Não critico o número de especialistas para as outras unidades de saúde, talvez até sejam insuficientes, mas o que é claro com estes números é a intenção pública para se desfavorecer ainda mais o Hospital da Horta e, consequentemente, as populações do Faial, Pico, Flores, Corvo e parte de São Jorge.

Por isso protesto e não deixarei de protesta contra um executivo que meteu na gaveta o tratamento equitativo e solidário das ilhas mais pequenas do Arquipélago que assim paulatinamente continua a esvaziar de forma intencional e estratégica os serviços públicos fundamentais no Faial.

Para se ser assim tão mal tratado por um Governo dos Açores, porque precisam os Faialenses desta Autonomia?

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Após sete meses de ter sido detetada a bactéria Legionella no Hospital da Horta, eis que o mesmo tipo de micróbio surge de novo nas canalizações do bloco antigo deste estabelecimento de saúde. O assunto torna-se preocupante por indiciar que pelo menos o problema que causou o aparecimento no passado não foi ainda devidamente resolvido, isto num serviço onde se procura a cura e não o receio de encontrar um nova doença.

Espero que desta vez tudo fique devidamente compreendido e depois resolvido, de modo a afastar para longe este perigo, sabendo mesmo que nunca será igual a zero  e no fim que sejam prestados os esclarecimentos para que os utentes não fiquem com receios e dúvidas.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

NA AMPLIAÇÃO DA PISTA VASCO CORDEIRO TEM O DEVER DE CORRIGIR OS ERROS

A reivindicação do aumento do atual comprimento da pista do aeroporto da Horta tem décadas. Não é casual que o Presidente do Governo dos Açores em 2001, Carlos César, prometia no Faial aos Faialenses que “se o Governo da República ou a empresa ANA não ampliarem a pista do aeroporto da Horta, o Governo Regional assumirá essa obra”. Tal garantia do líder deste governo só foi feita porque já então nesta ilha se reivindicava, e muito, a ampliação da pista.

Curiosamente, à data desta promessa, o Presidente da República, o Primeiro-ministro, o Presidente do Governo dos Açores e o Presidente da Câmara Municipal da Horta eram todos do PS, e ninguém deste partido colocou em questão que o compromisso para colmatar a não execução da obra por parte da ANA, uma empresa então pública dependente do Governo de Portugal, corresponderia a colocar os Açorianos a pagar por um erro do então Governo da República do mesmo partido de que Carlos César e Vasco Cordeiro faziam e fazem parte.

A razão porque nesse momento ninguém em nenhuma ilha levantou a questão foi porque então na Região a solidariedade inter-ilhas ainda era um conceito prevalecente da estratégia autonómica dos Açores, infelizmente, esta foi sendo substituída pelo interesse político de concentrar de preferência os investimentos públicos na terra que reunia a maior dimensão eleitoral Arquipélago, reforçando ainda mais o poder económico e político dessa parcela e aumentando o fosso da capacidade reivindicativa, da competitividade e da desertificação populacional entre as ilhas menores e a maior e ainda ampliado com a mudança dos critérios de eleição do parlamento que foram no sentido de dar mais peso aos que são grandes face aos mais pequenos.

Desde 2001 houve várias mudanças partidárias em Portugal: houve Presidentes vindos das áreas socialista e social-democrata; houve Primeiros-ministros e Ministros vindos do PS, do PSD, do CDS e independentes, mas a nível nacional só me lembro de Santana Lopes ter garantido apoiar este projeto se continuasse governo; e temos agora um Governo da República rosa que só subsiste com o apoio parlamentar da CDU e do BE. Só as Câmaras Municipais da Horta e os Governos dos Açores nunca deixaram de ser presididos pelo PS, nem foi ampliada a pista do aeroporto no Faial, apesar de ser uma reivindicação já com quase duas décadas e feita perante tanta gente.

Assim, é possível dizer que neste momento não há partido na Assembleia Regional que não tenha uma parcela de culpa por a reivindicação da pista da Horta nunca ter sido atendida: uns porque no Governo na República ou nos dos Açores nunca levaram em frente este compromisso, outros porque maioritários nos parlamentos ou no Município nunca conseguiram obrigar os Governos dos Açores, da República, a ANA ou a Vinci e executar esta obra reivindicada pelos Faialenses.

É verdade que a ANA foi privatizada, mas é um mito tal impedir agora a ampliação da pista. A Vinci pode explorar a infraestrutura, mas o aeroporto é nosso e somos nós Faialenses que precisamos do seu aumento, não aquela empresa. O que temos é um problema político, não técnico, e quem está no poder, se quiser, pode resolvê-lo. Veja-se o que se está a passar em Lisboa: apesar do aeroporto estar sob a exploração da mesma Vinci o Governo assume obras noutra pista para tirar aviões ao dono da ANA. Assim, argumentar com a privatização é desculpa de quem quer fugir às suas responsabilidades neste processo ou preconceito. Algo que os Faialenses dispensam.

É verdade que as oposições nom Município da Horta e os seus deputados de ilha nunca pararam de reivindicar esta ampliação, mesmo quando expostos à acusação de que o Governo da República era da mesma cor. Há muitos votos de protesto, questões e moções a provar isso, mas mesmo sem ser atendidos por quem tinha mais poder, têm a consciência limpa para continuar a reivindicar.

Também é verdade que apesar de nos últimos anos o PS-Faial ter andado a desculpar o Governo dos Açores e a concentrar as culpas em Passos Coelho, nos meses mais recentes o Presidente da Câmara da Horta uniu-se ao coro dos que sempre reivindicam esta obra e criou um grupo de trabalho com pessoas que deram um contributo para uma alternativa mais barata para este objetivo.

O último grande ataque que a intenção Faialense teve foi a recente declaração de Vasco Cordeiro em resposta a um pedido na ALRAA para se comprometer com todos os potenciais responsáveis na execução deste projeto, respondendo “não querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha” do anterior governo da república. Como se Guterres, Durão, Santana, Sócrates e agora Costa e, sobretudo, ele mesmo como legítimo herdeiro da promessa de Carlos César, não estivessem todos em falta para com esta ilha. Pior, disse ter falado com o atual Primeiro-ministro, mas vê-se que o líder do Governo dos Açores também nada conseguiu deste e com esta atitude não se solidarizou com o esforço do atual Presidente da Câmara da Horta que se recandidata pelo seu partido que ele preside e ainda deu uma machadada na solidariedade dos Açorianos das outras ilhas com um mau argumento para recusarem vincular-se à reivindicação dos Faialenses.

Vasco Cordeiro não quis ver os 17 anos de erros, quis concentrar todas as culpas na privatização da ANA para se descomprometer com a maior reivindicação dos Faialenses, fugir à sua obrigação e esconder a sua culpa de desvincular-se do não cumprimento da já longa promessa do Governo dos Açores que ele legitimamente herdou do seu antecessor.

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Foi insultuoso ver no Parlamento dos Açores Vasco Cordeiro a  não se comprometer com nada da ampliação da pista da Horta e ainda responder, a um deputado do PSD eleito pelo Faial, de modo a colocar muitos Açorianos contra os Faialenses com a frase “e lamento que a sua posição seja a de querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha do partido que o senhor suporta“. Não questiono a acusação que tem razão de ser, mas é um insulto à inteligência o Presidente do Governo dos Açores escudar-se em erros do passado para o não corrigir. Contudo, o pior é mesmo o Presidente do Governo dos Açores tentar dividir o Povo deste Arquipélago perante uma justa reivindicação dos Faialenses.

Considero esta atitude uma afronta a todos os Faialenses, inclusive aos votantes  e eleitos pelo PS nesta ilha que dizem estar ao lado deste projeto, quando agora fica claro que Vasco Cordeiro desistiu de se envolver neste empreendimento e reivindicação do Faial e prefere apenas acusar o passado em vez de resolver a questão do aeroporto no presente.

É muito pouco dizer que levou o assunto ao atual Primeiro-ministro António Costa, deixando claro que ele Vasco Cordeiro fica de fora pois considera que agora o investimento seria um encargo para os Açorianos não Faialenses. Uma nojeira, uma baixeza senhor Presidente do Governo dos Açores, nunca me lembro de antes um líder máximo regional utilizar argumentos divisionista no Arquipélago que preside em relação a parcelas do Povo a que governa.

Agora, perante este lavar das mãos, o Presidente da Câmara da Horta fica sozinho neste momento em que dizia estar a reivindicar o projeto para o seu concelho, pois é claro que não tem a solidariedade do seu partido a nível Açores. Recordo-se que na reportagem não há um único elemento em que Vasco Cordeiro assuma, muito menos prove, que ele aquando da privatização fez então algum esforço perante Passos Coelho para salvaguardar aquilo que ele agora considera ter sido o tempo oportuno para o fazer. Mesmo assim Vasco Cordeiro não se compromete em corrigir também o seu erro e fica aqui o meu protesto perante esta sua atitude.

Nota: Reportagem sobre este assunto a partir do minuto 13 e 30 segundos do Telejornal da RTP-Açores.

 

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