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Posts Tagged ‘estado do Faial’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

NOVA OPORTUNIDADE PERDIDA NO FAIAL

Não nego que neste momento não estejam várias obras em curso no Faial, mas entre aquelas que se concluíram há pouco tempo já é visível que quando se faz um investimento nesta ilha nunca se aproveita a oportunidade para resolver as coisas como deve ser.

Tem escassos meses a beneficiação da Estrada Príncipe Alberto do Mónaco, que entronca com as ruas Mestre Feijó e Ilha Azul nos semáforos, o local onde se se situa um dos cruzamentos mais movimentados da cidade e, sem dúvida, aquele que ao longo dos últimos anos tem apresentado os maiores problemas de fluidez de trânsito na Horta. Só que, apesar do ordenamento na envolvente do hospital e da intervenção nesta estrada regional, novamente se desperdiçou a oportunidade de se resolver ali os engarrafamentos e a insegurança, dado os acidentes que já fizeram história naquele local.

Infelizmente, neste momento a situação está mais emperrada junto àqueles semáforos do que antes das obras e não me venham dizer que é por causa da interrupção de trânsito na Rua Cônsul Dabney, o motivo principal foi o de não se ter aproveitado as várias recentes obras na zona para se corrigir a situação.

É má a desculpa de que as vias que ali se cruzam não têm largura suficiente para ter três faixas de modo a disponibilizar uma para quem vai virar à esquerda e os semáforos puderem, deste modo, regular bem esta mudança de direção sem impedir o avanço dos que pretendem ir em frente ou virar à direita, pois há terrenos da Região em duas das esquinas, pelo que se poderia ter criado uma solução segura e fluída para a circulação de viaturas e peões. Mas o Governo dos Açores, desde há muitos anos, quando investe no Faial faz sempre obra insuficiente com o mínimo de custos, embora com o máximo de gastos em propaganda, e este caso não foi diferente. Nada muda na forma de menosprezar os Faialenses! Infelizmente, as vozes no poder do Faial parecem ter todas mentes pequenas e não conseguem lutar por esta ilha com uma visão em grande e de longo prazo.

Fizeram obras bonitas para a circulação de passageiros no porto da Horta e criaram um cais norte, mas encolheram a sua baía para poupar dinheiro, ao mesmo tempo que investiam em grande numa infraestrutura de transporte noutra ilha. Perderam então a oportunidade de termos um porto à medida das necessidades futuras. Para Faialense encher os olhos, mas, como de costume, eles pensaram em pequeno para nós. Apesar disto não quiseram aprender com a asneira.

A seguir fizeram uma bela obra de substituição de um dos blocos do hospital danificado pelo sismo de 1998, mas em paralelo iam-se reformando especialistas e desperdiçava-se a oportunidade de negociar com outros para vir para cá. Assim, vamos ficando cada vez mais limitados a médicos que passam a residir noutras cidades. Novamente encheram os olhos dos Faialenses com a arquitetura de um bloco moderno, mas diminuíram os serviços de saúde prestados permanentemente aos habitantes destas ilhas de baixo. Como de costume, fizeram a mesma asneira.

Agora, no cruzamento dos semáforos da Príncipe Alberto do Mónaco, os atuais engarrafamentos são já a última prova de que nada mudou na forma como o Faial continua a ser desprezado mesmo com investimentos, outra oportunidade perdida por o Governo dos Açores insistir na mesma asneira de não fazer as coisas como devem ser feitas.

Apesar da denúncia desta situação ao longo de vários anos, a verdade é que os políticos no poder desta ilha insistem em desculpar esta forma de agir e não deixam de pensar em pequeno para o Faial. Contentam-se com intervenções diminuídas e insuficientes à nascença. Assim, vamos assistindo à continuada insuficiência ou inadequação dos projetos que se construem por cá e os líderes locais continuam a não aprender nada com os erros do passado. O problema deve estar mesmo em terem mentes pequenas, pois, após tantas décadas, ainda acreditam no “small is beautifull”, por isso continuam a desperdiçar oportunidades quando se investe nesta ilha e até nos mais recentes fazem fachadas bonitas que escondem a pequenez e a deficiência do que por cá se faz.

Infelizmente há gente que sabe explorar esta pequenez em líderes faialenses para prosseguir a decadência da ilha, disfarçada em obras que até lhes podem assegurar votos, mas que, ironicamente, eles sabem à partida que não irão resolver os problemas de fundo e antigos do Faial.

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O meu artigo de opinião de hoje no jornal Incentivo.

SERVIÇO DE SAÚDE, APESAR DO DISCURSO, DEGRADA-SE NO FAIAL

Já neste mês de março, li uma notícia num meio de comunicação social da internet que: enquanto o Secretário Regional da Saúde garantia a uma Comissão do Parlamento Regional que o serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV) no Faial estava assegurado das 8 da manhã até à meia-noite, o mesmo estava de facto a ser interrompido entre as 16 e as 19 horas por falta de condutor.

Este tipo de contradição sobre o nível dos serviços que um responsável da Administração dos Açores diz que se prestam no Faial face ao que se passa na realidade é cada vez mais frequente, sobretudo, para quem conhece as situações por dentro que ocorrem na nossa ilha ou pela experiência dos utentes desses mesmos serviços públicos.

Venho ouvindo cada vez mais lamentações de doentes que dizem estar a aguardar uma consulta de um médico especialista que virá ao Faial, pois o profissional que acompanha o seu problema e com quem a instituição de saúde da nossa cidade tem um acordo reside e trabalha num hospital de outra terra que não na nossa ilha.

O que se está a passar agora com as especialidades de Oncologia e de Hematologia, as áreas da medicina que abordam respetivamente as doenças cancerosas e as do sangue, vai pelo mesmo caminho. Isto porque os dois médicos que aqui residiam e trabalhavam, após anos de elevada dedicação e de relevante trabalho prestado às nossas gentes, chegaram à sua idade de aposentação, e se um, entretanto, assegurou ainda por mais algum tempo a continuidade do seu serviço no Hospital da Horta, era evidente que esta situação não seria eterna e agora chegou a vez de ambos gozarem a merecida reforma. Enquanto isto, a administração dá a entender que passaremos à prestação de serviço por especialistas que trabalham fora do Faial que, deste modo, esporadicamente virão à Horta para, ocasionalmente, atender às necessidades dos doentes desta zona do Arquipélago.

Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Não é a mesma coisa, nem fica assegurada igual qualidade de serviço que poderia ser prestada por um médico especialista cujo local de trabalho e de residência seja permanentemente na Horta. Sei isto por experiência, há 30 anos, muito tempo antes do hospital desta terra atingir o seu máximo de serviços que já prestou, eu próprio fui forçado a mudar-me para Ponta Delgada para que o profissional de saúde que cá vinha pudesse assegurar em continuidade a atenção que o meu pai então carecia e não quero que outros agora voltem a passar pelo mesmo suplício, isto depois de tal lacuna já ter sido colmatada e agora voltar-se atrás.

Felizmente, depois dele, o Hospital da Horta aumentou as suas valências e outros doentes oncológicos e renais já não tiveram de sair do Faial e do Pico para receberem a assistência médica continuada requerida, mas desde há alguns anos e após este pico de serviços, eis que paulatinamente tem-se sentido um esvaziamento progressivo desta instituição de saúde e, tal como o Secretário Regional, os responsáveis dizem sempre que está tudo salvaguardado e previsto, só que a realidade que os Faialenses sentem não é essa.

Embora em algumas outras áreas os cidadãos possam por si procurar soluções alternativas para compensar as lacunas que o Estado tem no seu sistema prestação de serviço público, por exemplo, pode-se ser autodidata no ensino ou fazer treino desportivo individualmente, na saúde é impossível ser o doente a autopropor-se acompanhar e tratar da sua doença, tem de ser mesmo um médico e, nos casos mais sensíveis como a oncologia, deve ser um acompanhamento presencial e em continuidade, o que não é compatível com visitas programadas de acordo com um calendário genérico pré-estabelecido pelo hospital com um profissional que reside e presta o seu serviço na maior parte do tempo à distância e separado por um mar e só transponível com a deslocação do doente por avião e frequentemente mudança de residência de quem já está debilitado.

É cada vez maior o desfasamento entre o que os responsáveis políticos e administrativos dizem para a comunicação social faialense na área da saúde e o que se passa na realidade, tal como ocorreu no caso do SIV, onde os condutores vêm de outra ilha para assegurar o serviço e por isso ele esteve interrompido quando não devia, o que parece cada vez mais evidente vir também a acontecer com maior frequência e em mais áreas de especialidades médicas no Hospital da Horta por esses profissionais residirem no exterior.

Este é mais um problema em relação ao qual o povo Faialense não se pode acomodar face aos discursos dúbios que procuram transmitir a ideia de que está tudo bem enquanto se trilha um caminho para piorar o serviço público de saúde prestado no Faial.

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À primeira vista é bom que as irmandades do Espírito Santo do Faial, pelo seu papel histórico e cultural, recebam apoio municipal, mas os protocolos das 23 irmandades religiosas celebrados com a Câmara são fruto do ESMAGAMENTO financeiro e burocrático que o sistema político neste País e Região impôs ao controlar tudo o que mexe na sociedade. Quer seja uma empresa privada, um serviço público ou uma associação religiosa como esta, ou desportiva, cultural, etc., o polvo do poder político asfixia tudo, até se cair na tutela dos protocolos em nome da sobrevivência face às dificuldades que o regime impôs.

Ainda me lembro da festa de São João quando era livre e espontânea, milhares de Faialenses iam livremente divertir-se para o Largo Jaime Melo a projeção levou o dia a ser o feriado municipal, até que há poucas décadas tudo passou a ser oficializado e gerido pela Câmara Municipal, desde a simples fogueira, passando aos subsidiados grupos para manter as tradições, ao programa da romaria e a dança tradicional da chamarrita, até que com tanto controlo passou a uma celebração moribunda que sobrevive patrocinada oficialmente e deixou de ser a maior festa popular do concelho. Prova nefasta deste sistema de controlo.

Espero que a espontaneidade das festividades das irmandades do Espírito Santo não venha a prazo ter um destino semelhante e uma homogeneização fruto deste polvo que controla tudo é que é de iniciativa do Povo, até uma forma religiosidade popular que nem a Igreja Católica conseguiu domesticar a seu gosto nos seus tempos áureos de controlo social.

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baiasul

Após a derrota do PS-Faial em outubro último, este corrigiu o seu comportamento ao nível da SATA e da pista e passou a estar do lado das reivindicações da população, mas continuou a comportar-se como era habitual no que se referia à segunda fase das obras do porto da Horta, por isso se viu os seus dois deputados visitar o dono da obra numa subserviente sessão que só serviu à Portos dos Açores para defender o seu projeto em vez de serem aqueles eleitos a defender o Faial.

Contudo, desde a manifestação sobre o aeroporto e SATA em setembro de 2016 a sociedade civil Faialense ficou desperta, deu sinal de estar indignada e desconfiada com o poder executivo e concluiu que sem uma ação sua, pública e forte na sociedade não acreditava que os governantes e representantes políticos do Faial que apoiam os poderes executivos fosse possível defender convenientemente os interesses da ilha.

Assim, não admira que enquanto os deputados socialistas do Faial prossigam silenciosos sobre as intervenções previstas para o porto, a Mesa de Turismo da Câmara do Comércio e Indústria da Horta comunique publicamente as suas preocupações sobre as obras pretendidas para a baía sul do Porto da Horta, prova evidente que desde setembro passado o Governo e a Câmara Municipal deixaram de poder contar com a subserviência e passividade dos Faialenses e de muitas das estruturas sociais e económicas da ilha.

No que se refere ao aeroporto e SATA os movimentos cívicos têm mostrado que continuam ativos e acredito que desconfiados da mudança de comportamento de alguns políticos desde outubro, talvez receando de que se trata de apenas de uma manobra eleitoral inconsequente antes das próximas autárquicas e depois tudo fique na mesma, infelizmente, a dualidade de critérios entre porto e aeroporto da Horta no PS-Faial indiciam que de facto há muitos motivos para se desconfiar dos seus eleitos por esta ilha.

(Montagem da foto retirada do site do Tribuna das Ilhas)

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Ontem, estava eu numa mercearia quando entraram candidatos a distribuir o seu programa eleitoral e material de campanha. Após as saudações habituais e saída uma jovem diz: “São todos iguais, vão para lá e fazem todos os mesmo.” Mas eu pergunto: Um jovem, um trintão ou até quarentão ainda se lembra de ter estado à frente do Governo dos Açores e da Câmara da Horta alguém que não fosse PS? Lugares cuja rosa preside já há 20 e 27 anos? Chavões como estes bloqueiam a reflexão e a análise da realidade e impedem qualquer mudança ou sã concorrência a quem pelo longo tempo no poder montou uma teia de cujo Faial se tem tornado na maior vítima no desenvolvimento.

Neste caso não importa qual o partido do candidato, mas sim a postura da cidadã que pior do que não acreditar neste ou naquele ou de estar desiludida, assume à partida uma postura acrítica e segue preconceitos e ideias feitas que se enraizaram sem refletir sequer que nem tem idade de ter experimentado outras alternativas e cujo seu comodismo de nem tentar algo diferente atrofia o motor da democracia: a existência de alternativas, a existência de alternância, a disputa de ideias e projetos e a possibilidade de apostar na diferença para viabilizar mudanças e concorrências que viabilizem o desenvolvimento de uma terra.

Infelizmente esta postura tem sido sabiamente aproveitada por quem há décadas se acomodou ao poder e sobrevive comodamente à custa da passividade de muitos Faialenses que deixam este marasmo em que a ilha caiu continuar instalado.

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O Governo dos Açores há anos que prejudica o Faial: leva demasiado tempo nas obras anunciadas, foram 16 anos para reconstruir o bloco C do hospital; faseia projetos para demorar ainda mais, como no caso do porto da Horta; depois encolhe-os, como na 1.ª e 2.ª fase do porto, cancela investimentos após as eleições como a variante; alicia a marinha a retirar coisas na Horta como fez com a Rádio Naval; desculpa o mau serviço da SATA; recusa ampliar o aeroporto e até se dá ao luxo de falar que vai concluir o que nem começou, como o polivalente da Feteira; de facto há um tratamento diferente aos Faialenses face a outros Açorianos.

Não me admira que haja Açorianos em ilhas onde o Governo dos Açores fez grandes investimentos que estejam satisfeitos com esta forma do PS-Açores governar a Região. Confesso nessas terras pode haver outros motivos de descontentamento, mas não a falta de obras executadas e iniciativas, até se fazem elefantes brancos como marinas vazias e museus caríssimos ou atividades culturais com artistas de renome onde o prejuízo na importa para animar a festa e até se compraram terras para se oferecer a entidades nacionais de modo a se tirarem estruturas existentes no Faial como se esta ilha não pertencesse aos Açores

O que me admira é que ainda haja Faialenses que se deslumbrem com investimentos em outras terras e não vejam o mau tratamento dado à sua terra, que estejam ao lado de políticos locais cuja sua função tem sido apenas de arranjar desculpas para a falta de obra, atrasos, faseamentos e retiradas de estruturas desta ilha azul, que se deixem levar pelo discurso de governantes que só cederam em fazer algo no concelho da Horta depois de muitos anos das populações e das oposições a reivindicar e a falar alto em defesa do Faial e mesmo assim se sintam agradecidos a quem só fez parte do prometido, de forma incompleta, faseada, encolhida e depois de tanto anos de insistência.

Todavia uma das características da democracia é que o eleitor é de tal forma livre que até tem a liberdade de ser masoquista e de gostar de ser maltratado e de votar em quem o não defende. Efetivamente qualquer Faialense tem o direito de agir assim, mesmo que eu não compreenda tal comportamento por não ser masoquista, apenas há que democraticamente respeitar o incompreensível.

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O meu artigo para publicação hoje no diário Incentivo:

A SEGUNDA FASE DO PORTO DA HORTA TAMBÉM ENCOLHE

Após três anos e meio com o Governo dos Açores quase sem fazer obras e sem lançar novos projetos, eis que nos últimos meses antes das eleições legislativas regionais os meios de comunicação social insulares mostram uma avalanche de anúncios com reparações de estradas, novos investimentos e colocação de primeiras pedras pelas várias parcelas do Arquipélago. Só obras portuárias e costeiras já inventariei mais intervenções que ilhas, o que mostra bem a quantidade de promessas que saíram cá para fora nestes tempos eleitorais.

Após tantas obras portuárias noticiadas para outras ilhas chegou a vez do Faial, na semana passada foi anunciado o lançamento do concurso do procedimento para a “Requalificação do Porto da Horta”, ou seja, o que seria a segunda fase do inicialmente chamado “Projeto de Reordenamento do Porto da Horta”, que foi apresentado e discutido publicamente em 2007, mas que depois foi faseado em baía sul e norte, sendo que o novo cais foi encolhido em 2009 e a intervenção passou a ter o nome de “Projeto Integrado de Requalificação e Reordenamento da Frente Marítima da Cidade da Horta – 1.ª Fase”, mas, depois de construída a obra encolhida, os Faialenses tiveram ainda de aguardar meia década para o anúncio do concurso (não da obra) da segunda fase.

Agora, em véspera de eleições, quase 10 anos depois do projeto inicial e já com um terceiro nome, eis o lançamento do concurso para a segunda fase daquilo que fora o “Projeto de Reordenamento do Porto da Horta” e sempre que mudou de nome encolheu face ao que já fora antes prometido. O que presentemente foi tornado público deixou cair as obras para o Clube Naval da Horta e de melhoria das condições das atividades das empresas marítimo-turísticas que movimenta tanta gente na zona portuária sul do nosso porto, mantém o cotovelo da doca cujo desaparecimento serviria para compensar a redução na atracagem resultante do encolhimento da baía norte, eclipsou-se o Centro de Treinos de Alta Competição, não se percebe onde está o pontão de apoio às pescas e muito mais desapareceu silenciosamente e sem deixar rasto ou justificação.

Haverá um novo faseamento da segunda fase para fazer o que agora fica de fora? Não sei. Mas, nesta hipótese, talvez venha outra mudança de nome e outro encolher do projeto, pois tendo em conta o historial com que o Faial tem sido tratado pelo Governo dos Açores, o mais provável, como na última fase na variante, é que uma terceira fase para o porto também não se venha a fazer ou fique na gaveta a aguardar um anúncio noutras eleições futuras.

Uma coisa é certa, os deputados do Faial subservientes ao Governo dos Açores nunca protestam quando a nossa ilha é maltratada ou os projetos encolhem e mesmo quando as oposições Faialenses protestam por um mau serviço a esta terra, adiamento de um investimento ou cancelamento de uma obra, aqueles deputados socialistas costumam votar contra e desculpam quem nos maltrata. Mas mais tarde questionam onde estavam as oposições quando os males aconteceram, como se não tivessem sido eles a desculpar o executivo regional e a abafar as vozes de protesto. Por isso pergunto: onde estão agora os protestos dos nossos deputados e candidatos a novo mandato pelo PS-Faial quando se descobre este novo encolhimento das obras no porto da Horta?

Estão, como habitualmente, à espera de um novo voto de protesto por esta redução da obra vindo das oposições para desculparem outra vez o Governo dos Açores, votarem contra o protesto e deixarem isto ficar assim mesmo? Mais tarde, quando os efeitos do mal forem irreversíveis, terão o desplante de perguntar onde estavam os que protestaram, como se eles de facto tivessem feito algo no momento certo. Não foi assim que o PS-Faial agiu nos casos do Varadouro, do Estádio Mário Lino, da Variante, da Rádio Naval, do Aeroporto, da SATA? Agora apenas repetem o método nesta fase das obras do porto da Horta.

Porque será que no Faial as obras anunciadas levam décadas para arrancar, depois são faseadas por décadas e ainda encolhem quando as fases seguintes são anunciadas? Por vezes, até a fase seguinte fica por fazer depois do anúncio, como aconteceu com a última fase da variante há quatro anos, com a promessa então feita precisamente antes das anteriores eleições como agora.

As obras para o porto da Horta já vão no terceiro nome, no segundo encolhimento e tudo aponta para mais um faseamento. Só que este mau tratamento dado ao Faial tem culpados: são quem está no poder e decide, bem como quem suporta esse poder que nos maltrata. Não é justo acusar quem tem levantado a voz em defesa desta terra, tem apresentado protestos, alertas, recomendações e moções nos locais próprios para se alcançar mais e melhor para a nossa ilha mas não governa.

Os Faialenses vão escolher os seus representantes ao nível regional nas próximas legislativas e são livres até de votar em quem os tem maltratado, mas continuarei a ser uma voz em defesa do Faial, independentemente de quem vencer.

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