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Posts Tagged ‘Estratégia’

Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

PLACA GIRATÓRIA DE PASSAGEIROS EM PONTA DELGADA DE VENTO EM POPA

Não haja dúvida, devagarinho, mas não tão devagar quanto se possa pensar, aquela infeliz intenção, que qualquer pessoa perspicaz verifica existir no Governo dos Açores embora nunca assumida às claras por este, de transformar o aeroporto de Ponta Delgada na placa giratória de entrada e saída dos passageiros residentes ou visitantes ao nosso Arquipélago, vai avançando na prática.

Às vezes a Administração do grupo SATA, nomeada pelo poder regional e por isso destinada a ser serviçal à estratégia centralista dos transportes aéreos pretendida pelo Governo dos Açores, comete uns descuidos comunicacionais e lá tem de recuar nas palavras ou dar a volta para acalmar a coisa. Assim aconteceu no inverno passado com o excessivo descaramento e deste modo fácil de rebater por quem tinha acessos aos números e não tinha complexo em defender o Faial, quando, com estatísticas trabalhadas para apoiar a intenção oculta de desviar passageiros para Ponta Delgada, Paulo Menezes deu uns valores de baixa ocupação dos aviões da rota entre Lisboa e Horta para a esvaziar e não atender às justas reivindicações dos Faialenses nesta ligação.

Foi um deslize mal feito e logo rebatido por certos Faialenses atentos e não subservientes aos interesses de quem está no poder. Então a Administração lá se remeteu ao silêncio para a coisa passar, mas não houve mudança estratégica que comprometesse a intenção de levar a cabo a placa giratória no aeroporto João Paulo II. Pena este nome, pois o Santo até não tem culpa nenhuma destas diabruras do Governo Regional!

A estratégia de centralizar o transporte de passageiros em S. Miguel continua também a aproveitar o acordo de serviço público nas ligações entre os Açores e o Continente ao fazer que seja mais barato quase sempre as viagens do Faial, Flores ou Pico para Lisboa se o passageiro optar por uma rota com escala em Ponta Delgada, acredito que isto é para esvaziar em primeiro lugar a rota direta ao exterior a partir da Horta.

Efetivamente este centralismo vai de vento em popa e já começou a atingir a Terceira com o fim da sua ligação direta ao Porto pela Azores Airlines, aquela ilha sofre agora na pele o seu erro estratégico de tentar dividir outras menores do Arquipélago, a pensar ficar com as migalhas dos mais pequenos, mas, como acontece nestes casos, nem fica com estas e até é espoliada pelo topo fortalecido. Estou solidário com os protestos terceirenses, embora estes sejam o fruto amargo da sua opção errada contra nós e serviu apenas aos defensores da placa giratória em Ponta Delgada.

Não deixa de também de ser estratégia deste centralismo de transporte aéreo a demora que estamos a ter na efetiva concretização no aeroporto da Horta do projeto RISE, o apoio aos argumentos contra a ampliação da pista no Faial e até a facilidade com que se desviam aterragens para outra ilha às menores dificuldades em chegar à freguesia de Castelo Branco, mais ainda, se depois a ligação ao destino final pretendido parecer descoordenada como se queixaram passageiros que na terça-feira passada, com bom tempo e apenas uma brisa ligeira cruzada na pista, viram o voo da Azores Airlines ir para o Pico. Até porque para este argumento subsistirão sempre dúvidas, bem exploradas pelos centralistas, entre as condições reais, a sua afetação no avião e a sensibilidade do piloto, que favorecem a centralização que, como Faialense, recuso.

Não sou contra a expansão de outras rotas e infraestruturas, mas já não é a primeira vez que estas são usadas apenas para espicaçar divisões entre ilhas mais pequenas, mas depois do veneno injetado são esvaziadas sem nenhuma outra contrapartida, mas com novo reforço do centralismo da placa giratória em Ponta Delgada. Mas há gente que ainda não aprendeu com a repetição desta maldade!

Há muito que existem políticas centralistas nos Açores, por vezes claras, como a de tirar a Rádio Naval da Horta só para a colocar em Ponta Delgada, mas as mais perigosas são as implementadas com subterfúgios a argumentos falsos e a contar com os Migueis Vasconcelos nas ilhas mais pequenas que por um cargo colaboram com o inimigo, por vezes cegos pela sua grande ambição.

Apesar do muito que se tem falado de estudos pagos por cá, mas incapazes de levar a compromissos dos destinatários a executar o projeto de ampliação da pista da Horta, é a intenção disfarçada do Governo dos Açores de centralizar as ligações aéreas para o exterior em Ponta Delgada que vai avançando contra a nossa vontade de vento em popa e tornando-se cada vez mais irreversível.

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Desde o início que Costa usa com sucesso a sua estratégia comunicacional: tudo o que de bom tem acontecido durante a sua governação são louros seus, o que de mau aconteceu é herança do passado, ora do anterior governo, ora de uma empresa privatizada. Mas o SIRESP não saiu de uma ideia original dele e negociada por ele no passado com a PT? Não é esta rede uma herança mesmo de Costa e do modo como a deixou criar?

Claro que isto também só funciona porque há outra estratégia associada com o conluiu de muitos que conseguiram implantar socialmente a seguinte ideia:  toda comunicação social ou comentador que questione incomodamente o atual Governo não é isenta e é partidária do anterior executivo e como este, além dos seus erros se tornou impopular paga pelas falhas do seu tempo e as da atualidade… e como a subserviência do pensar bem não permite dar ouvidos ao contraditório de quem questiona Costa continue a sair impune dos lapsos de que ele e a sua equipa é culpada.

Quanto tempo isto vai durar? não sei.

Mas que continua resultar… continua, pois muito Português também não sabe ter espírito crítico suficiente e deixa-se levar por esta ideia de que todo o mal vem da governação impopular (mas algum mal vem mesmo de então) ou de uma empresa privatizada que por isso deixou de estar em estado de graça no modo politicamente correto de pensar em Portugal, como se as maiores desgraças não tivessem vindo do tempo em que a PT era pública.

Até conheço gente que considero capaz que se deixa levar na conversa e não lê jornais ou ouve opinadores incómodos aos atual regime, como se a verdade não se tornasse mais evidente após se ouvir o contraditório ou será que têm medo dessa mesma verdade?

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Pinto da Costa não foi inocentado pelo Conselho de Justiça, simplesmente, por questões processuais o Conselho de Justiça recusou a aceitação das provas que antes o levaram à sua condenação, é algo como: sei que as provas existem, estão disponíveis, mas não as aceito face às regras do jogo.

Não há pior condenação pública do que não ficar provada a inocência mas apenas a recusa das provas de culpa conhecidas publicamente.

O futebol há muito que e um campo de jogos sujos, não pelos jogadores, mas por gente nos bastidores que mexem os cordelinhos fora de campo. A verdade é que não vi nenhuma prova nos últimos tempos de interceção de troca correspondência de clubes adversários ao Porto e denunciadas por este resultar de mandatos de juízes… por aqui já se vê quem pode ficar descansado face a este precedente que até parece ter sido encomendado pelo principal adversário do FCP.

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O Ministro da Agricultura sabe que a estratégia de extensas florestas de eucalipto em Portugal foi um erro grave que matou dezenas de pessoas este ano e tem deixado o País num braseiro anos seguidos. Sabe que agora há uma vaga anti-eucaliptos, uma pressão nova e consciente contra a antiga, mas ao dizer que não cede à pressão da agenda mediática, mantém a cedência aos que lucram há muito com o eucalipto, sem se importar com a miséria e morte que tal via já deixou em tantos Portugueses.

A política que Capoulas Santos está agora a defender é a densificação do eucalipto, como explicava em março passado ainda sem a tomada de consciência face ao que aconteceu em Pedrógão Grande. O Ministro quer tornar o braseiro com maior capacidade incineradora do que já foi este verão para que os senhores das pressões antigas continuem a levar a sua avante… só não cede à nova, mais consciente e ambientalmente sustentável.

Efetivamente, não haja dúvida que na linguagem política de propaganda dos erros, ou seja, de levar as pessoas a não verem o mal, o atual governo é genial. Capoulas dos Santos está a falar como tocou o flautista de Hamelin que encantou os ratos com a sua música e os levou a afogar-se no rio, só que agora não são ratos, são pessoas que não morrem, não na água, mas no fogo que se pretende manter para alguns lucrarem com isso e ninguém de responsabilidade vai preso.

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Já se iniciou a visita oficial do Presidente da República aos Açores e como habitual com Marcelo em desfile de selfies, beijinhos, sorrisos e frases inconsequentes de circunstância, de facto não vi ainda o atual n.º 1 da hierarquia nacional resolver questões em concreto, basta-lhe ser simpático e ir ao sabor de boas notícias, para as quais não trabalhou, para ser popular e ele bem mostra que conhece este Povo.

Votei e voltaria a votar Marcelo para Presidente da República, mas ainda não sei como ele seria perante alguma dificuldade que Portugal tivesse de enfrentar. Também nesta sua primeira visita oficial aos Açores não sei se além de protocolo e simpatia será resolvida algum problema da Região como consequência da sua vinda, mas suspeito que ninguém espera mesmo isso dele. Basta ter um líder político onde as pessoas sintam que ele olha para elas com olhar de gente e lhes dedique algum carinho para que elas se sintam alguém e o coração destas se derreta de ternura.

Espero que em Portugal tudo continue a correr bem pois tal será o melhor para os Portugueses… mesmo que tal não sirva para Marcelo mostrar o que vale como Presidente da República.

Para já vendo as imagens na televisão da visita aos Açores da visita do Presidente da República e nada as distingo da visita de D. Carlos como rei do Reino da República, exceto que agora as selfies são a cores e mais individualizadas.

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Neste dia estou a trabalhar, embora reconheça que é uma injustiça ver colegas com anos de trabalho e vencimento congelado há quase uma década e a sua progressão travada. Mas as reversões salariais na função pública foram para o fim de sobretaxas e dos cortes que afetavam os salários mais elevados e passado ano e meio não vi ânsia dos sindicatos em começarem por defender os que tinham menores rendimentos neste setor, mas sim os do topo, uma inversão de valores injusta que não compreendo.

Ano meio em que as bandeiras da justiça foram sobretudo para repor rendimentos a quem já mais ganhava na função pública com o silêncio comprometedor dos sindicatos e da comunicação social.

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Ouvi na RTP-Açores que a entidade regional abriu um concurso de 22 médicos especialistas para a Região, destes, só um se destina ao hospital da Horta. Este estabelecimento de saúde cobre mais de 15% do povo Açoriano e apesar das saídas de médicos nos últimos tempos, o Governo apenas destina menos de 5% das novas vagas à Horta?

Há muito que digo que o esvaziamento de especialidades na Horta é uma estratégia das Autoridades Regionais e a ser verdade este número, mais uma vez se prova essa intenção. Não critico o número de especialistas para as outras unidades de saúde, talvez até sejam insuficientes, mas o que é claro com estes números é a intenção pública para se desfavorecer ainda mais o Hospital da Horta e, consequentemente, as populações do Faial, Pico, Flores, Corvo e parte de São Jorge.

Por isso protesto e não deixarei de protesta contra um executivo que meteu na gaveta o tratamento equitativo e solidário das ilhas mais pequenas do Arquipélago que assim paulatinamente continua a esvaziar de forma intencional e estratégica os serviços públicos fundamentais no Faial.

Para se ser assim tão mal tratado por um Governo dos Açores, porque precisam os Faialenses desta Autonomia?

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