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Posts Tagged ‘Estratégia’

Não haja dúvida que Marta Temido entrou há pouco tempo para a Ministério da Saúde e além de declarações infelizes contra os enfermeiros que teve de retratar-se, tem agora uma troca de galhardetes com a ordem dos médicos, mas já deitara no lixo a proposta para a reformulação do SNS apresentada por uma anterior ministra da área que foi presidente do PS, fez declarações que pareciam hostilizar a direita e os privados de que ainda precisa e teve de reformular a sua lei de bases por pressões de bastidores e um puxão de orelhas do Presidente da República.

É uma mulher que apesar de Temido no apelido se deve julgar temida por todos e por isso abre batalhas em demasiadas frentes, raramente quem faz isto consegue vencer em todos os lados e por norma à primeira brecha significativa todo o baluarte à volta vai abaixo a seguir.

Veremos como resiste esta Ministra da Saúde que me parece cada vez mais ter sido uma solução demasiado arriscada do Primeiro-ministro que agora corre o risco de se chamuscar com tanta hostilidade num setor tão sensível como a saúde.

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Dos telejornais deduz-se que da greve dos enfermeiros pode estar a resultar situações de risco de vida de Portugueses, mas na dos estivadores houve o risco de impacte económico na fábrica de automóveis de Palmela. O Governo esforçou-se então por um acordo para proteger a economia e teima em arrastar a paralização que afeta a saúde dos Portugueses. Algo que não me surpreende…

Portugal no seu melhor… um indício da gestão política que temos: primeiro a economia que conta para as estatísticas… a seguir as Pessoas sem voz… infelizmente!

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As últimas eleições para a liderança do PSD em Portugal devem tornar-se um caso de estudo de autofagia por terem tido apenas candidatos do tipo cavalos de Tróia, ou seja, destinados a destruir por dentro o partido. O primeiro ao vencer, coloca os candidatos que deram a cara partido antes dele ser líder em tribunal, o segundo ao perder, cria um novo partido para combater a força política que queria liderar.

Este ano há ainda eleições no PSD-Açores, confesso que já estou ansioso por ver se a autofagia é extensiva à Região…

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

A ESTRATÉGIA DA SATA CONTRA O FAIAL TEM MUITOS ANOS

Recentemente reli alguns dos meus escritos passados para o Incentivo e deparei-me com este texto de abril de 2010: “São necessárias medidas concretas e transparentes que assegurem que a SATA cumpre convenientemente o serviço público nas ligações aéreas ao Faial e, em caso contrário, tem de ser duramente penalizada. Pois se nenhuma empresa deve prejudicar as nossas ilhas, muito menos uma empresa dos Açores tão intensamente comparticipada para garantir esta rota.”

No artigo era evidente que o tema resultara dos protestos dos Faialenses face aos anormais e frequentes cancelamentos da SATA na rota entre Lisboa e Horta nos dias em que esta assegurava a ligação em comparação com o mesmo serviço feito pela TAP. Assim, já há mais de 8 anos que o Faial é maltratado pela SATA. Recordo que o então Presidente da empresa, Luís Parreirão, mais tarde se demitiu pela ingerência do Governo dos Açores que não lha permitia gerir de forma conveniente e desde que a liderança da transportadora aérea regional se acomodou ao executivo regional as reclamações dos Faialenses por este serviço da SATA tem vindo progressivamente a aumentar e a qualidade do serviço da agora Azores Airlines tem-se degradado.

Este historial e a contradição do discurso do atual presidente do grupo SATA que garante que a empresa assegura o necessário ao Faial enquanto os Faialenses sentem a falta de lugares e o cancelamentos nos voos, evidenciam que o problema resulta de uma intenção estratégica, com cobertura do Governo dos Açores: desvalorizar e esvaziar a rota direta Horta-Lisboa.

Não sei como fundamentava o PS-Açores esta maldade às estruturas de ilha do partido e aos seus eleitos pelo Faial, mas estes deixavam-se convencer, pois só tal justifica que tenha levado anos a que o poder rosa do Faial em vez de apoiar os protestos dos Faialenses e juntar a sua voz às criticas pelo serviço da SATA tenha, na maioria dos casos, desculpado a empresa e inocentado o Governo dos Açores, isto enquanto a ilha vinha a ser prejudicada cada vez mais intensamente.

A verdade é que com esta cooperação as coisas chegaram a um extremo que nunca deveriam ter chegado. Só nos últimos meses parece começado a haver uma aproximação entre o Presidente da Câmara da Horta e os protestos dos Faialenses, desejo que resulte de uma conversão sincera, depois disto ter ido demasiado longe pois há culpados no Faial e a estratégia de ataque não parou.

Entretanto perderam-se muitas oportunidades de se resolver a questão, não sei quantos Faialenses foram de facto prejudicados nas suas vidas até hoje por não poderem viajar quando necessitaram, não sei quantos turistas deixaram de nos visitar e o impacte que isso teve nas empresas de alojamento e restauração da ilha, não sei quantos investimentos não se fizeram no concelho da Horta porque a viabilidade económica parecia comprometida face aos obstáculos criados na ligação a Lisboa e nem sei quanto tal maldade terá pesado para que a pista não tivesse sido ampliada desde que foi reconhecida a necessidade dessa obra.

Infelizmente há muitas incógnitas, mas há que manter estas reivindicações, tentar recuperar o tempo perdido e, sobretudo, não deixar que esta maldade contra o Faial prevaleça e andem por aí alguns oportunistas a tirar dividendos à custa das dificuldades da maioria dos Faialenses.

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Após anos em que os Procuradores da República mandaram arquivar investigações aos governantes, aos dirigentes de clube e a outros poderosos, agora sente-se que a Justiça começou a enfrentar em Portugal os graúdos do sistema. Joana Marques Vidal é o rosto desta mudança na Procuradoria. Há uns meses viu-se a tentativa do Governo de a afastar e a cobardia da oposição em a suportar. É momento da estratégia política de apoiar a atual procuradora, antes que seja tarde.

É verdade que nada chegou ao fim em termos de tribunal, mas já subiu a um patamar que nunca havia alcançado desde o 25 de Abril e parece ter força de impulsão para subir ainda mais.

Também é verdade que ainda há casos arquivados que não ressuscitaram e deveriam voltar a ser reabertos, para não dar a sensação de que uns saíram impunes por no momento da investigação a Justiça fechar os olhos aos poderosos e outros poderosos tiveram o azar de se depararem à frente da procuradoria com uma pessoa que exerce de facto as suas funções de Procuradora Geral da República. Por vezes é uma obrigação olhar para trás e corrigir o mal feito.

Este aspeto torna-se ainda mais importante porque pode levar à convicção de que na política houve uma perseguição parcial a graúdos quase a um só partido, a um só clube e daí em diante e esta suspeita pode ser mortal para a continuidade de uma procuradoria geral da república como deve ser também no futuro.

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ascensão

O livro “Portugal ascensão e queda” expõe a estratégia de sobrevivência da independência de um Portugal pequenino face à muito mais poderosa Castela e depois Espanha, o que permitiu que este País sobreviva há mais de 800 anos contra dificuldades que praticamente o tornavam inviável quase desde o início.

Apesar disso, Portugal, com inteligência peculiar, sobreviveu à crise de 1383-85 dando voltas às regras de legitimação de um rei e preservando a sua independência com a implantação da dinastia de Avis, a que tornou o fraco Portugal numa potência mundial contra todas as possibilidades.

Depois dá-se o declínio e perda da soberania em 1580, mas o autor explica porque D. Sebastião não agiu em Alcácer Quibir por leviandade como muitos têm dito, fazia sim parte da mesma estratégia que obrigava o País a arriscar para sobreviver. Correu mal, mas havia uma lógica coerente no objetivo.

Depois das dificuldades, foi a persistência de mito do sebastianismo que permitiu a restauração da independência, foi a estratégia original de sobrevivência que permitiu novamente contra as regras a dinastia de Bragança prosseguir com este reino separado de uma Ibéria unida a Madrid e foi esta peculiar estratégica de Portugal que fez Napoleão tropeçar por cá, que permitiu perdurar o domínio colonial e até a longa duração do poder de Salazar e foi o afastamento acelerado desta via que fez com que a descolonização fosse mal feita e desse origem a outras guerras.

O 25 de Abril abriu novas possibilidades, houve pertinências e oportunismos, hoje há um saudosismo da imagem de glória de passado, mas talvez um esquecimento da continuação da estratégia que permitiu Portugal sobreviver.

Jaime Nogueira Pinto, sendo um pensador desalinhado com o politicamente correto, mesmo com algumas ideias extremistas e sem sofrer de hostilidade preconcebida a Salazar e ao seu regime, também permite apontar aspetos que outros censuram à partida e por isso vale a pena ler o livro para se ter uma visão mais completa do porquê de Portugal ser como é hoje. Depois cada um pense por si mas detentor das várias visões da história deste País.

 

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Não sei porque de repente o Secretário-Geral do PS, o líder do Grupo Parlamentar do PS e o Porta-voz do PS, este um socrático de referência, todos de rajada numa semana se sentem envergonhados com Sócrates, ainda antes das acusações ao mesmo irem a julgamento. É verdade que o caso Manuel Pinho reabriu a questão, mas sobre o ex-líder nada de novo veio a público ou será que veio algo pelos bastidores do partido?

Recuso-me a condená-lo antes do julgamento nos casos em concreto das acusações que se encontram na justiça, agora também é verdade que deixei de confiar na honestidade do mesmo quando ainda era Secretário de Estado do Ambiente, bastava ter olhos e apreciar algumas decisões, mas nessa altura muitos o achavam um potencial salvador e poucos viam que era um grande vendedor de banha da cobra e oportunista, só que isto não era crime, mas um muito mau indício para outros poderes que o PS lhe entregou de bandeja e depois convenceu o País.

Agora se o PS envergonha com Sócrates, será que também vai começar a reconhecer que o sofrimento que o seu legado trouxe ao País não foi culpa exclusiva de quem a seguir teve de gerir uma bancarrota?

Será que estamos apenas perante mais uma jogada oportunista ao estilo de Sócrates?

Será que virão mais coisas a público que ainda não sabemos?

Estou desconfiado desta descolagem em série face a Sócrates e confesso-me curioso sobre o porquê da mesma.

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