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Posts Tagged ‘Estratégia’

Ouvi na RTP-Açores que a entidade regional abriu um concurso de 22 médicos especialistas para a Região, destes, só um se destina ao hospital da Horta. Este estabelecimento de saúde cobre mais de 15% do povo Açoriano e apesar das saídas de médicos nos últimos tempos, o Governo apenas destina menos de 5% das novas vagas à Horta?

Há muito que digo que o esvaziamento de especialidades na Horta é uma estratégia das Autoridades Regionais e a ser verdade este número, mais uma vez se prova essa intenção. Não critico o número de especialistas para as outras unidades de saúde, talvez até sejam insuficientes, mas o que é claro com estes números é a intenção pública para se desfavorecer ainda mais o Hospital da Horta e, consequentemente, as populações do Faial, Pico, Flores, Corvo e parte de São Jorge.

Por isso protesto e não deixarei de protesta contra um executivo que meteu na gaveta o tratamento equitativo e solidário das ilhas mais pequenas do Arquipélago que assim paulatinamente continua a esvaziar de forma intencional e estratégica os serviços públicos fundamentais no Faial.

Para se ser assim tão mal tratado por um Governo dos Açores, porque precisam os Faialenses desta Autonomia?

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Vasco Cordeiro criou uma nova estratégia para fugir à resolução de problemas em várias ilhas dos Açores, não fazer porque não deve pagar a fatura. Usou-a com o aeroporto da Horta e agora com o passivo ambiental da base das Lajes. Não critico esforços para que os responsáveis paguem as respetivas obrigações, só que tal não pode servir de desculpa para o Governo dos Açores não resolver os problemas ou não atender às justas aspirações de Açorianos quando não estão na maior ilha maior.

As despesas dos estudos da Câmara da Horta já estão a ser pagas, direta ou indiretamente, pelos Faialenses, ao deslocar para este objetivo dinheiro que poderia ser empregue noutras obras, mas é obrigação do município da Horta e também do Governo dos Açores de dar prioridade às maiores necessidades da Terra e atendê-las, em detrimento de responsabilizar terceiros para não fazer nada, adiar o problema e ainda sentir-se desobrigado de atender às reivindicações do Povo.

Quando  o Estado, a Região ou o Poder Local exigem a proprietários obras por razões  de interesse público e estes se recusam fazer, tem poder para as implementar e depois cobrar a fatura. Se este novamente fugirem às suas obrigações foi também para isso que se fizeram os tribunais, o que é urgente é não parar usando a desculpa de querer-se entregar uma fatura antes dessa urgência ser feita.

Tanto a ampliação do aeroporto da Horta, como o passivo ambiental na Terceira são urgências que não se compadecem com essa inoperância estratégica agora inventada por Vasco Cordeiro.

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Após sete meses de ter sido detetada a bactéria Legionella no Hospital da Horta, eis que o mesmo tipo de micróbio surge de novo nas canalizações do bloco antigo deste estabelecimento de saúde. O assunto torna-se preocupante por indiciar que pelo menos o problema que causou o aparecimento no passado não foi ainda devidamente resolvido, isto num serviço onde se procura a cura e não o receio de encontrar um nova doença.

Espero que desta vez tudo fique devidamente compreendido e depois resolvido, de modo a afastar para longe este perigo, sabendo mesmo que nunca será igual a zero  e no fim que sejam prestados os esclarecimentos para que os utentes não fiquem com receios e dúvidas.

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Há frases fortes, mais ainda se suportadas por slogans que estão na memória coletiva no momento. O Presidente da Associação Agrícola de São Miguel foi descuidado ao dizer “nos Açores temos vacas felizes e lavradores tristes“. Compreendo a amargura, mas pode ser contraproducente se o mote afetar as vendas de leite baseada na campanha publicitária, provocando então ainda mais infelicidade à classe profissional que quer defender.

Sim, conheço produtores de leite em grandes dificuldades devido à redução do preço de venda sem a correspondente diminuição dos custos de produção, há quem esteja de facto muito triste e outros já estão a abandonar o setor, mas envenenar uma das poucas campanhas que ficou no ouvido dos Portugueses e pode promover as vendas que estanquem o decréscimo dos rendimentos da classe pode ser um tiro no pé.

Reivindicar e chamar a atenção para o problema é necessário, mas penso ser dispensável declarações que possam provocar danos colaterais de quem necessita de ajuda.

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Foi insultuoso ver no Parlamento dos Açores Vasco Cordeiro a  não se comprometer com nada da ampliação da pista da Horta e ainda responder, a um deputado do PSD eleito pelo Faial, de modo a colocar muitos Açorianos contra os Faialenses com a frase “e lamento que a sua posição seja a de querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha do partido que o senhor suporta“. Não questiono a acusação que tem razão de ser, mas é um insulto à inteligência o Presidente do Governo dos Açores escudar-se em erros do passado para o não corrigir. Contudo, o pior é mesmo o Presidente do Governo dos Açores tentar dividir o Povo deste Arquipélago perante uma justa reivindicação dos Faialenses.

Considero esta atitude uma afronta a todos os Faialenses, inclusive aos votantes  e eleitos pelo PS nesta ilha que dizem estar ao lado deste projeto, quando agora fica claro que Vasco Cordeiro desistiu de se envolver neste empreendimento e reivindicação do Faial e prefere apenas acusar o passado em vez de resolver a questão do aeroporto no presente.

É muito pouco dizer que levou o assunto ao atual Primeiro-ministro António Costa, deixando claro que ele Vasco Cordeiro fica de fora pois considera que agora o investimento seria um encargo para os Açorianos não Faialenses. Uma nojeira, uma baixeza senhor Presidente do Governo dos Açores, nunca me lembro de antes um líder máximo regional utilizar argumentos divisionista no Arquipélago que preside em relação a parcelas do Povo a que governa.

Agora, perante este lavar das mãos, o Presidente da Câmara da Horta fica sozinho neste momento em que dizia estar a reivindicar o projeto para o seu concelho, pois é claro que não tem a solidariedade do seu partido a nível Açores. Recordo-se que na reportagem não há um único elemento em que Vasco Cordeiro assuma, muito menos prove, que ele aquando da privatização fez então algum esforço perante Passos Coelho para salvaguardar aquilo que ele agora considera ter sido o tempo oportuno para o fazer. Mesmo assim Vasco Cordeiro não se compromete em corrigir também o seu erro e fica aqui o meu protesto perante esta sua atitude.

Nota: Reportagem sobre este assunto a partir do minuto 13 e 30 segundos do Telejornal da RTP-Açores.

 

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A atual epidemia de sarampo e a morte de uma jovem de 17 anos têm levado a posições extremadas e a comunicação social tem culpas ao dar notícias sem a devida prudência. Primeiro deu que a mãe da falecida era anti-vacinas que a deixou aos olhos de muitos como culpada do falecimento, agora sabe-se que em criança a vítima tivera um choque anafilático com uma vacina que justifica os receios parentais.

Entretanto surgiu uma petição a defender a vacinação obrigatória, como se não houvesse crianças cuja saúde desaconselha a que sejam expostas a este método preventivo de doenças infetocontagiosas.

É o bom-senso que nestes casos deve prevalecer. Nem ir na onda de movimentos populares que tendem a lutar contra tudo o que de bom a ciência tem oferecido à humanidade, vendendo uma ideia de que a natureza é sempre melhor do que o trabalho sério que resulta da inteligência do homem e por vezes veiculando mitos urbanos e falsas notícias assustadoras. Nem devemos partir no sentido contrário de impor como bom tudo o que resulta da investigação, nem livre das influências e de interesses de económicos que valorizam benefícios ou amortecem outros cuidados tradicionais eficazes.

Recorde-se que os judeus escaparam fortemente à peste negra que avassalou a Europa na Idade Média apenas porque tinham regras de higiene muito rígidas de origem religiosa que foram suficientes para enfrentar melhor o problema de saúde pública de então que a restante população.

Em matéria de saúde as leis necessitam de bom-senso e este raramente vem com posições a quente, e aquele é preciso para se tomarem as decisões adequadas nesta matéria.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

TURISMO – O PORQUÊ DO FAIAL EM MÁ MARÉ

Quando se alterou o regime de ligações aéreas entre os Açores e o Continente há cerca de três anos, abrindo-o às empresas de aviação de baixo-custo nos aeroportos de Ponta Delgada e da Terceira com reencaminhamento para outras ilhas a custo zero e mantendo-se o serviço-público para as restantes “gateways” da Região: Horta, Pico e Santa Maria; perspetivou-se que o turismo nos Açores iria crescer substancialmente em São Miguel e que este “boom” se propagaria por todo o Arquipélago. Infelizmente, várias notícias recentes têm deixado claro que a realidade se tornou bem diferente das previsões de então para o Triângulo e, sobretudo, para o Faial.

Sou de opinião que se os princípios estratégicos iniciais tivessem sido seguidos, talvez a abrangência regional daquele crescimento se concretizasse, mas a política de transportes e de promoção turística que se fez a seguir nos Açores, com o apoio do Governo Regional, subverteu descaradamente as premissas daquele projeto de ligação aérea entre a Região e o exterior.

Efetivamente, as campanhas para se visitar a Região centraram-se quase só em São Miguel. Mais, quando se consulta rotas entre o Continente e os Açores fica-se com a ideia de que os preços anunciados são da ligação entre Lisboa/Porto para Ponta Delgada e sem os reencaminhamentos a custo zero para outras ilhas. Pior ainda, com muita frequência se deduz que a empresa pública regional SATA oferece no portal aos passageiros que queiram chegar ou partir da Horta preços mais baratos se estes fizerem escalas noutros aeroportos regionais e no fim entrar ou saírem dos Açores através do aeroporto João Paulo II, tornando assim menos apelativa a opção Horta ou Triângulo como destino turístico final a quem consulta e não está previamente informado das regras do sistema de transportes aéreos entre o Continente e este Arquipélago.

Mesmo assim, na internet continua-se a ver micaelenses a criticar investimentos estruturais no Faial, como o do aeroporto, com o argumento de que a sua grande ilha vai financiar esses custos, como se os Açorianos das restantes ilhas já não estivessem a contribuir no dinheiro injetado na promoção centrada em São Miguel, nas suas estradas e marinas vazias e ainda as rotas deficitárias da SATA entre Ponta Delgada e o estrangeiro sem nada ter a ver com a nossa diáspora ou como se a solidariedade para aquela ilha fosse obrigatória e de sentido único.

Assim, não admira que neste período de férias da Páscoa, mesmo depois da maior oferta de camas em São Miguel, a RTP-Açores na Sexta-feira Santa informasse que a ocupação hoteleira nesta ilha rondava os 90%, enquanto o Faial se quedava por 60% nos maiores hotéis, ficando mesmo por uns míseros 10% em certas residenciais. Estes maus resultados, infelizmente, não são acidentais, são mesmo fruto desta estratégia do Governo de concentrar o turismo, sobretudo, em Ponta Delgada.

Se é certo que o canal televisivo não fez referências naquele dia a outras ilhas, nomeadamente do Triângulo, a verdade é que circularam noutros espaços dados estatísticos dos últimos tempos referentes ao crescimento do número de passageiros nos aeroportos do Arquipélago e onde Faial, Pico e São Jorge apresentam dinâmicas muito abaixo da média regional e, claro está, esta é bem inferior ao grande aumento observado em São Miguel.

Estes dados não seriam ofensivos se a culpa fosse só nossa e houvesse uma estratégia promocional dos Açores onde o Faial e o Triângulo fossem tratados em pé de igualdade com outras ilhas, mas eles são fruto de um tratamento desigual. onde, não só a Horta, como o Pico e São Jorge, além de ignorados, são até desfavorecidos em termos de preços e de ligações diretas e ainda assistimos aos esforços da SATA em reduzir o número de ligações aéreas a esta ilha, até com recurso a estatística de ocupação dos aviões com critérios selecionados para maltratar o Faial.

Alerto que este mau tratamento ao Faial também teve cúmplices nesta ilha, mas também me parece que a maioria dos Faialenses já despertou e viu isso e mesmo muitos dos que antes pactuaram nesta estratégia agora sentem-se na obrigação ou, no mínimo, forçados a reivindicar mais alto por esta terra e sub-região turística para estancar o enfraquecimento económico a que assistimos ao longo dos últimos anos ou segurarem votos em futuras eleições.

Esta mudança de comportamento de alguns nos últimos meses talvez já não apague todas as sequelas das atitudes subservientes do passado, mas, arrependidos no seu íntimo ou apenas em fachada, importa que os Faialenses reúnam todas as forças para reverter o mal, antes que seja demasiado tarde, porque os adversários do Faial são muitos e estão até em quem governa os Açores.

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