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Meu artigo de hoje no diário Incentivo, curiosamente, desde o envio deste texto o Secretário Regional da tutela visitou a CALF, mas também não disse nada que resolvesse as questões aqui levantadas.

O FAIAL TEM OUTROS DESAFIOS QUE NÃO SE PODE ESQUECER

Apesar de continuar a considerar prioritário a questão das acessibilidades aéreas ao Faial e a ampliação da pista do aeroporto da Horta, o grupo de Faialenses que a mim mais preocupações tem manifestado nos últimos tempos sobre a sua situação financeira, a insegurança do seu futuro profissional e a respetiva estabilidade económica tem sido o dos produtores de leite.

Além disto, nos últimos meses tive conhecimento de vários cidadãos deste setor que abandonaram a produção de leite, conheço outros que já me disseram que estão a ponderar estratégias tendentes seguir o mesmo caminho de desistência, o que me deixa altamente preocupado.

Efetivamente, pelas declarações destas pessoas, várias mostraram-me o quanto estão desesperadas e se  algumas delas buscam soluções alternativas, sobretudo produção de carne, por ser esta a atividade que lhes é mais próxima daquela que ainda desempenham, torna-se evidente que este abandono também se vai refletir na viabilidade financeira da fábrica da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) poder continuar a laborar e onde igualmente existe um número significativo de trabalhadores desta ilha cuja possibilidade de encontrarem um outro emprego para o qual estejam preparados me parece altamente improvável. Mesmo tendo em conta que o Governo quando é incapaz de resolver problemas de trabalho aposta ou na falsa solução de reformas antecipadas para quem ainda tem muito a contribuir no futuro da sociedade ou os pendure como ocupados ao seu serviço, mas em condições laborais de dignidade duvidosa, pela precariedade, inexistência de oportunidade de progressão de carreira e subserviência ao poder político.

Uma coisa é certa, as perspetivas do setor dos laticínios no Faial são muito sombrias e desde o protocolo sobre o preço de água entre a Câmara Municipal e a CALF, publicitado pouco antes das últimas eleições, nada mais se tem ouvido das entidades oficiais no sentido de se estar a resolver esta situação ao nível do concelho da Horta, pois sobre o que é negociado em outras ilhas, já eu sei como o Faial costuma ser desvalorizado.

Acresce ainda, como neste processo os arautos do poder também não têm atirado culpas à oposição, tal torna-se numa prova cabal que nem ainda conseguiram encontrar um argumento que os ilibe das suas responsabilidades neste caso, por muito esfarrapada que seja, como o têm feito com a SATA e o aeroporto, onde, após mais de 20 anos de poder regional e local, muitos dos quais em simultâneo com o nacional, e depois de tantas recusas a votos de protesto, agora assumem que é só por eles que se mantém o compromisso e a luta para se encontrar condições de se concretizar aquilo porque tantas forças Faialenses se têm empenhado há anos. Depois do que se viu até outubro passado, tanta presunção agora é mesmo de pasmar.

Contudo, por vezes descuidam-se, pois nos últimos dias chegaram ao extremo de menosprezar um abaixo-assinado promovido pela sociedade civil desta ilha. Talvez sejam ainda tiques do passado, quando impunemente atacavam quem se manifestava por esta terra, enquanto eles iam sempre defendendo o Governo Regional das desfeitas que ia progressivamente fazendo ao Faial.

Contudo, voltando novamente a levantar a questão do setor do leite no Faial e da sobrevivência da CALF, sinto que este silêncio por cá é estratégico, pois já ocorreu uma situação semelhante na fábrica da SINAGA em São Miguel, onde nos meses antes das eleições o poder regional e seus arautos mantiveram-se silenciosos e o descalabro só se tornou verdadeiramente público a seguir à legislativas, já então com os culpados daquela ilha reeleitos nos seus postos.

A verdade é que enquanto os produtores de leite nesta ilha se lamentaram a mim, falaram de decréscimos de preços e de rendimento assustadores nos últimos tempos, nos derivados lácteos de cá eu não senti essa redução e os produtos semelhantes de outras terras, depois de transportes, ainda chegam ao Faial mais baratos para o consumidor local desprezar mesmo o que por cá se produz.

Será que o problema destes agricultores e do futuro dos trabalhadores da CALF só não está em debate público porque o PS-Faial não quer lutar para se concretizar uma solução neste campo ou apenas porque não sabe como resolver o problema? Será novamente o seu habitual acomodamento aos influentes interesses exteriores a esta ilha?

Assim, apesar de agora haver quem até considere desnecessário o poder mostrar resultados dos seus esforços antes das próximas autárquicas, insisto que os problemas do Faial têm um prazo bem claro para se provar que quem está no poder quer mesmo resolvê-los e no pacote das questões também têm de estar o dos produtores de leite do Faial e a viabilidade da CALF. Antes que também seja tarde.

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Os Açores têm 953.633 km2 de zona económica exclusiva de mar, mais de 50% da de todo o País e situa-se mesmo no meio do Atlântico Norte, mas o Governo dos Açores nunca investiu numa frota de pesca a sério para esta competir mundialmente, dada a localização e área da ZEE da Região, optou preferencialmente por brincar aos portinhos e em pequenas embarcações e deixar o setor mais capaz ser massacrado pelas potências piscatórias de todas as partes do mundo que nos cercam.

É verdade que apesar da dimensão da nossa ZEE, esta não é especialmente rica em quantidade e diversidade de peixe, além de que pequenas variações de temperaturas e nas correntes oceânicas fazem com que determinadas espécies migratórias passem uns anos mais perto e outros mais longe destas ilhas, por isso nunca se sabe se um dado ano vai ser bom para a respetiva safra dentro destas águas e é normal que quando más se culpe logo frotas os que pescam ao largo. O que às vezes é verdade, mas nem sempre.

Este ano está mau para o atum, mas curiosamente este artigo apresenta lamentos de pescadores Madeirenses, região que envia para cá traineiras para pescar. Claro que estes acusam as frotas de outras partes do mundo que cercam as águas territoriais dos Açores.

Nada tenho contra o facto de Madeirenses virem para o nosso Arquipélago pescar, são nossos compatriotas, mas também não critico que tantos países e regiões do mundo tenham investido a sério nas suas frotas para pescar em águas internacionais e possam capturar o pescado onde ele se encontra por esses oceanos fora, mesmo antes de entrar na ZEE dos Açores.

Culpo sim os que governam os Açores que nunca transformaram a nossa Região numa potência piscatória dada a nossa localização e pudesse de facto ser uma força de pesca no meio do Atlântico Norte de modo que por essa capacidade não fossem os outros Países e Regiões a explorar as águas em torno destas ilhas.

Em termos de pesca, a estratégia do Governo dos Açores foi semelhante à de qualquer País do terceiro-mundo: uns investimentos de pequena monta em estruturas locais, mais uns dispersos para manter a pesca artesanal que caracteriza as regiões subdesenvolvidas, muitas inaugurações de coisas de somenos importância para com o circo assegurar votos na classe e deixar que todas as partes do mundo com estratégias inteligentes e agressivas cercassem as nossas águas ou celebrassem protocolos para pescarem dentro das nossas águas e depois a grande fatia dos lucros vai diretamente para essas terras ou, quiçá, algum paraíso fiscal. Contudo, a estratégia errada nos Açores só foi possível porque os pescadores e armadores de cá se deixaram levar por esta forma miserável de investir nas pescas.

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Ontem a RTP-Açores noticiou um protocolo para uma redução significativa do preço de fornecimento de água pela Câmara Municipal à Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF), em primeiro lugar louvo o apoio da Autarquia a esta unidade fabril, pois sempre tenho defendido que um dos principais papeis do poder local é defender, incentivar e dinamizar a economia na sua zona de intervenção, sem se substituir ou concorrer com iniciativas dos seus munícipes, só que, infelizmente, senti que no passado tem havido mais implementação de políticas lúdicas do que económicas, enquanto as empresas da ilha vão definhando, falindo e desaparecendo.

Na sequência da mesma notícia uma peça falava do prémio de melhor queijo nacional para a marca Ilha Azul produzido nesta fábrica, para logo depois sermos informados que o seu preço de venda é abaixo do custo de produção e como tal, deduzia-se, a CALF continuará numa situação de exploração financeira deficitária. Isto demonstra que algo está errado na estratégia desta Cooperativa.

Assim, ou o queijo premiado é de um tipo em que há saturação no mercado e de uma variedade demasiado banal cuja qualidade não é o mais importante para o consumidor, de modo que não se cria para esta tipologia nichos de consumo dispostos a pagar pela excelência do produto, ou, em alternativa, a distribuição está a falhar na colocação de tais queijos nos locais certos comprometendo, não só o escoamento, como também o seu preço justo.

Não sei qual é a causa principal destas duas ou se são mesmo as duas em simultâneo, sei que insistir numa estratégia que reconhecidamente está a comprometer o futuro da CALF é um erro e há que mudar.

O Faial viu nos últimos anos jovens empreendedores apostarem na produção de queijos diferentes e, sozinhos, sem a ajuda, para alguns duvidosa, da Lactaçores, progredirem no mercado local, regional, nacional e já com exportação internacional assegurada, demonstrando deste modo que havia alternativas à seguida pela CALF, vias que se distinguiram por ter sido capazes de resultar em produtos de excelência, distintos daqueles em que o comércio estava saturado, onde a qualidade é valorizada de forma a assegurar um preço sustentável não só à manutenção mas até à expansão das vendas e ao crescimento dessa produção.

Uma coisa é certa, algo tem de mudar na CALF, pois se é assumido publicamente que se está a vender abaixo do preço de produção, não há protocolo que assegure o futuro desta unidade fabril nesta situação deficitária… que a diferença da estratégia daqueles jovens seja uma lição aproveitada aos responsáveis estrategas da Cooperativa Agrícola de Lacticínios Faial.

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O FMI considera a situação da banca portuguesa como um dos fatores que pode gerar problemas económicos à escala global, para além da incógnita da solução para implementar o brexit, a situação da banca italiana e a possibilidade de mudanças estratégicas de ajustamento do crédito pela China.

O que me irrita é todos saberem que a banca portuguesa é um perigo e agora até se reconhecer o impacte global do seu colapso, a União Europeia não seja capaz de se moldar a esta realidade e ande sempre a restringir soluções e a pôr-se de fora nesta questão, atribuindo apenas a Portugal a obrigação de solucionar este problema nacional como se não tivesse nada a ver com toda a eurozona e a coesão da União Europeia.

Estou mesmo farto desta União Europeia que não se envolve na solução, mas condiciona a solução e foi com isso que lixou milhares de Portugueses no caso Banif, pelos vistos com a Itália tenta fazer o mesmo, enquanto isto o sonho europeu vai-se desmoronando por falta destes dirigentes perceberem que união sem solidariedade é um mistura explosiva que tudo destrói.

Portugal cometeu erros, mas a UE foi corresponsável nos problemas daí resultantes, Portugal tem de assumir que as correções podem implicar dores, mas Bruxelas não pode ficar a ver de fora como se nada fosse com ela e a bomba não lhe estourasse nas mãos.

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camepões

Foto: Sapo

Este campeonato mostrou que no mundo do Futebol e no País da Liberdade, Igualdade e Fraternidade uns são mais iguais que outros, desde as arbitragens, até ao comportamento da organização, passando pelo próprio país anfitrião, viram-se discriminações que só não são mais faladas agora em Portugal porque contra muitos somos mesmo CAMPEÕES!

Em primeiro lugar destaco a sobranceria e chauvinismo dos Franceses, depois de criticarem a seleção e de a menosprezarem, entraram em campo já convencidos da vitória e agressivos fisicamente, a forma como lesionaram Cristiano Ronaldo sem ser marcada uma falta fala, não apenas da atitude dos azuis, mas também da arbitragem e o aplauso ao culpado no momento da sua substituição fala muito de ser de certos gauleses.

Três penaltis a favor de Portugal ficaram por marcar em várias partidas anteriores, um lapso é normal, três indicia muito da predisposição de um grupo de juízes face à nossa seleção. A nomeação de um árbitro italiano para arbitrar o jogo França-Alemanha logo a seguir aos germânicos eliminarem a esquadra azzurra e de um britânico para a final, mesmo após os lusitanos derrotarem a última equipa britânica, são indícios preocupantes da transparência e isenção da UEFA depois de todos os escândalos de corrupção em que se tem visto envolvida.

Infelizmente o mau perder, o chauvinismo e a sobranceria da França, também subiu ao nível oficial, pois foi evidente com a insistência da cor azul na torre Eiffel após a derrota dos bleus e do desprezo ao verde e vermelho a iluminar aquele monumento na noite de glória dos Portugueses. Isto não foi um ato inocente de um cidadão gaulês de rua com cabeça quente ou menos formação, faz parte da organização do Estado anfitrião e mostra a baixa atitude de um país que pode ser poderoso, mas é pequeno em humildade e de carácter baixo. Mas estou certo que há Franceses que não são assim.

Portugal não fez jogos brilhantes na maioria dos seus 90 minutos, mas foi unido e apoiado pela maioria dos lusitanos, cá e lá, mesmo contra alguns comentadores e técnicos sempre dispostos a desvalorizar quem está por cima. Uma lição de que um Povo e uma Equipa com humildade, coragem e unidos vale muito mais do que certas invejas, potências mundiais chauvinistas e organizações enviesadas… e se o nosso pequeno e humilde País também se unisse plenamente para enfrentar estes potentados e vencer a crise que vimos a atravessar há uns anos, em vez de apenas reclamar contra a injustiça dos poderosos, suponho que também daríamos outra lição à Europa, pois o Futebol é apenas um dos retratos de outras realidades políticas do mundo em que vivemos.

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Meu artigo de ontem no Incentivo:

SEIS MESES DE COSTA E A GREVES DOS ESTIVADORES

  1. Os políticos, tal como os jornalistas, têm horror ao silêncio, aos períodos de reflexão ou de espera para se amadurecer a análise de uma situação, resolver um problema ou alcançar um resultado de uma estratégia.

Os políticos não conseguem controlar a ansiedade e esperar para emitir uma opinião balizada sobre os frutos de uma decisão: se são da oposição, sentem logo a obrigação de criticar e desfazer uma opção acabada de tomar; se são do lado do poder, apoiam imediatamente a decisão do governante a dizer que não havia alternativa melhor. Assim, as partes mantêm um conflito partidário em lugar de cooperar em prol do interesse público e do desenvolvimento socioeconómico da população.

Os jornalistas também não suportam esperar por um resultado final, insistem que o político fale sobre perspetivas para depois ter matéria para divulgar, mesmo que apenas alimente o confronto partidário e não sejam notícias amadurecidas, intrigas que enchem os meios de comunicação social de declarações inúteis que prendem o leitor, o ouvinte ou o telespetador.

O atual governo do PS, com o apoio da CDU e do BE, apenas está há seis meses no poder, mas desde a primeira hora não há resultado positivo que a esquerda não ostente a bandeira do sucesso da nova política e não há dado mau que a oposição não avise os Portugueses que o País vai descarrilar ao seguir a nova via. Tudo isto é acompanhado por um Presidente da República, que na sua vida foi jornalista e político, pelo que fala a dobrar sobre tudo o que é importante ou acessório e de comentador político virou a conselheiro e intermediário entre todos, atraindo a si simpatias mas sem favorecer de facto entendimentos entre as forças políticas em jogo, tal como diz desejar.

Seis meses de governação é um escassíssimo tempo para se tirar qualquer conclusão sobre o saldo final da estratégia que António Costa tem em curso. Basta só ver que sempre que alguma estatística má sai, imediatamente o Executivo e seus apoiantes responsabilizam os governantes do passado, lavando todas as suas culpas; mas se um dado é bom, logo o Primeiro-ministro chama a si todo o sucesso sem reconhecer nenhum louro do trabalho anterior. São assim sempre os períodos de transição entre governos de cores diferentes, até que se limpem as nuvens do desgaste dos que saíram do poder e a continuação das dificuldades da vida comecem a ensombrar-se as auroras de esperança colocadas na equipa que entrou.

Tenho de assumir que eu não sei ainda se Portugal vai desembocar numa nova crise económica ou não e, se sairmos, se haverá necessidade de mais ou menos sacrifícios que os atuais para saldar as dívidas que herdámos após anos a gastar o que não tínhamos e a vivermos como se a Europa fosse apenas uma mera benemérita da nossa economia: uns são totalmente otimistas, outros visceralmente pessimistas sobre o momento que atravessamos. Como não sei ainda se vamos por um bom ou mau caminho, espero com calma para perceber no que isto vai dar.

  1. Felizmente a greve dos estivadores do porto de Lisboa já chegou ao fim e nestes conflitos a razão raramente está apenas de um lado, mas esta questiúncula estava a prejudicar e muito todo o País e, dada à especificidade geográfica insular, mais ainda os Açores e a Madeira.

Todavia, esta greve também mostrou que, apesar do inovador quadro de apoio parlamentar do atual governo do PS, suportado pela primeira vez pelos partidos da extrema-esquerda, há coisas nestes que não mudam. Se estávamos habituados a que sempre que houvesse um conflito laboral estes partidos, que nunca seguraram qualquer governo, estivessem sempre de forma incondicional do lado do sindicato e contra o poder, desta vez também não foi diferente. Foi interessante ver o BE dizer em pleno Parlamento como o Primeiro-ministro tinha de resolver o conflito através de uma declaração toda colada ao sindicato e sem qualquer consideração com o facto da Ministra do Mar estar naquele momento a mediar negociações para o entendimento entre as duas partes em conflito pelo que se precisava de um Governo isento para viabilizar um acordo.

Igualmente vi eleitos pelos Açorianos da mesma força política que, mesmo perante os prejuízos que as populações do Arquipélago estavam a ter com esta greve, assumiram a mera propaganda dos sindicatos nesta luta. Assim, se uns ideologicamente se cegam com os argumentos do patronato, outros não conseguem defender o Povo que representam e privilegiam a luta de classes de um grupo particular em detrimento de uma População inteira.

É por exemplos deste que não consigo encontrar bom senso nas forças políticas que se afastam do centro ideológico entre a esquerda e a direita, aqui, apesar de muitos vícios que resultam dos compromissos entre partes próximas, ainda é possível equilíbrios entre os aspetos positivos e negativos que vislumbro em ambos os lados políticos sem a cegueira das posições extremadas.

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A crise económica e política dos últimos anos faz encaminhar o mundo para opções ideologicamente mais radicais. Se nos Estados Unidos o partido Democrata vê a força da esquerda radicalizar-se em Sanders, o partido Republicano esta encostado à extrema-direita pelo xenófobo e isolacionista Trump, que até já lidera sondagens nacionais. Em Espanha o Podemos, coligado com a Izquierda Unida, também começa a aparecer na preferência dos Espanhóis.

Na Áustria, a pátria de Hitler, foi por um unha negra que o povo não elegeu um presidente da extrema-direita, em França a ameaça de uma vitória Le Pen nas próximas presidenciais é real, o Brasil anda a ferro e fogo sem qualquer bom-senso na guerrilha política, a Venezuela é mesmo quase uma situação de guerra civil e de ditadura e o peso da extrema direita sente-se na União Europeia através da Hungria, Polónia e ameaças económicas do norte da Europa aos países endividados do  sul.

A continuar assim, qualquer dia não há diplomacia e política que controle este barril de pólvora… Hitler também chegou ao poder democraticamente… agora até a maior economia do mundo não está livre de eleger um radical colado à extrema direita e Putin não é um exemplo de democracia saudável ou seja a as maiores potências económicas e militares estão a cair em regimes de democracia muito frágil… para além da Primavera Árabe estar a levar para um inverno de horrores uma fração muito significativa de muçulmanos.

Este mundo está a ficar mesmo muito perigoso!

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