Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘aeroporto’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo

AEROPORTO: responsabilizar outros sem se desresponsabilizar

Mesmo com a tentativa de alguns em esvaziar a importância da manifestação do passado dia 21 de março, o certo é que a mesma foi um sucesso e as questões em torno do aeroporto e do mau serviço prestado pela Azores Airlines na rota Horta-Lisboa não saíram das discussões no Faial.

A verdade é que, apesar de o Governo dos Açores e do Grupo SATA continuarem a tentar enrolar o povo do Faial com discursos manhosos, onde cozinham números e estatísticas para se desculparem nas suas tentativas malignas de nos prejudicar, já deu para perceber que eles estão mesmo a perder a credibilidade e os Faialenses estão mais unidos nas suas reivindicações da ampliação da pista do aeroporto e em torno da necessidade de a Azores Airlines melhorar o seu serviço a esta ilha.

Finalmente, já começaram a surgir sinais de que a manutenção desta luta apartidária Faialense está mesmo a quebrar as resistências dentro dos socialistas desta ilha, dois factos evidenciaram isto: O primeiro foi ver o Presidente da Câmara da Horta e toda a sua equipa juntarem-se aos Faialenses na manifestação e a reconhecer que a tentativa de atravessar pontes para levar ao Governo dos Açores a causa do Faial não estava a surtir efeito, isto devido às barreiras montadas do outro lado. O Presidente pode ter levado muito tempo a reconhecer a má vontade do executivo de Vasco Cordeiro e do Grupo SATA nesta matéria, mas mais vale tarde do que nunca, e prefiro-o ao lado dos Faialenses nesta luta do que do lado dos que de cá têm optado por desculpar o poder regional.

O outro sinal, mais tímido, foi o desafio, lançado pelo deputado do Faial do PS na ALRAA, para que a SATA promovesse a rota Horta-Lisboa-Horta. Pena só agora ter reconhecido que esta não era promovida ao contrário de todas as outras ligações do exterior para os Açores, mas ainda bem, também ele já juntou o seu apelo ao dos Faialenses.

Assim, é normal que perante tais sinais de maior união e resistência, as forças regionais, que têm cercado e sitiado o Faial, sintam que precisam mesmo de mudar de estratégia, o que também já está a acontecer. Além de outros grupos parlamentares, até o do PS/Açores vai levar um Projeto de Resolução à Assembleia Regional a propor que o Governo da República inclua as obras necessárias à melhoria da operacionalidade no Aeroporto da Horta na sua renegociação do contrato de concessão da ANA Aeroportos.

Em termos de princípios e objetivos estou de acordo com esta proposta. Tudo o que for para bem do Faial, seja de onde vier, tem o meu apoio, mas é preciso estar atento e não ficar descansado. Primeiro, desconhecemos se a questão ficará de facto bem salvaguardada no contrato renegociado e se será imposto um prazo curto para não ficar agendada para o dia de São Nunca.

Em segundo lugar, é preciso não baixar a guarda, porque não sabemos se será aceite e se depois de um não nacional, servirá de desculpa às obrigações do poder regional para com a nossa ilha e passe a dizer: fizemos o que pudemos, o que estava ao nosso alcance! e assim se desresponsabilizem, chutem para longe as suas culpas e apaguem a promessa do Governo dos Açores de assegurar esta obra aos Faialenses se outros não fizessem como deviam. Isto sem esquecer também a questão da má vontade da SATA em bem servir o Faial que ainda está por resolver e nesta matéria a responsabilidade é toda da Região.

Anúncios

Read Full Post »

Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

SIM, EU VOU!

Os Faialenses foram surpreendidos nestes últimos dias pelo anúncio de nova redução do número de voos semanais da Azores Airlines entre a Horta e Lisboa já para o próximo verão IATA de 2018.

Pela calada, de novo, o Governo dos Açores – através do seu braço empresarial para os transportes aéreos: a SATA – fez mais um ataque ao Faial para dificultar o desenvolvimento económico desta ilha, sobretudo no turismo e na mobilidade dos Faialenses diretamente para o exterior da Região.

Do grupo de gente corajosa e apartidária que em 2016 organizou a maior manifestação de Faialenses, a reivindicar melhores condições nas acessibilidades do aeroporto da Horta, surgiu agora um novo apelo para outra manifestação dos Faialenses, a realizar no próximo dia 21, amanhã, pelas 18h30, em frente ao Parlamento dos Açores, contra este novo atentado ao Faial e para entregar outro manifesto reivindicativo para melhores acessibilidades ao Faial. Sim, eu quero ir e vou, se nenhum imprevisto de maior e alheio à minha vontade me impedir.

Sim, eu vou!… porque como Faialense não posso ficar calado, nem me esconder contra estes ataques ao desenvolvimento da ilha onde vivo. É preciso dizer a isto: Basta!

Sim, eu vou!… porque como cidadão solidário não posso deixar sozinhos aqueles que, nesta matéria, corajosamente, têm liderado a participação dos Faialenses na defesa dos interesses do Faial.

Sim, eu vou!… porque não posso deixar que com o meu comodismo situações destas tenham campo aberto para se alastrar com o meu conivente silêncio. É preciso gritar alto e na rua!

Sim, eu vou!… porque não tenho medo e muito menos posso pactuar com aqueles que no poder poderiam pensar que os Faialenses se intimidam a reivindicar aquilo a que têm direito.

Sim, eu vou!… porque quero protestar contra a maldade de a SATA martelar estatísticas para desvalorizar a rota Horta-Lisboa-Horta ou de disponibilizar voos à última hora para não encher e depois desculparem-se que a taxa de ocupação é baixa, quando bem sentimos que não há lugares disponíveis nas viagens programadas a tempo.

Sim, eu vou!… porque o pouco que foi conquistado desde 2016, a retoma e conclusão do projeto RISE no aeroporto da Horta, muito se deveu ao dinamismo mostrado com a manifestação dos Faialenses naquele ano.

Sim, eu vou!… porque muito ainda falta cumprir em termos do reivindicado pelos Faialenses em 2016, como a ampliação da pista do aeroporto da Horta e não me contento com manobras ainda inconsequentes que não levaram até agora a qualquer ação tendente a ampliar aquela infraestrutura.

Sim, eu vou!… porque é preciso e o Faial precisa de mim e de todos Faialenses para o defendermos.

Sim, eu vou!… e espero que o leitor, como Faialense, vá também, pelas razões que eu invoquei e muitas outras que com certeza também há ainda a juntar. Venha daí, sem medo, pelo Faial!

Read Full Post »

A Rádio Faial noticiou ontem que o número de passageiros nos aeroportos dos Açores cresceu em fevereiro último face ao mesmo mês de 2017, mas o Faial, em contraciclo, é a ilha que mais diminui. As consequências da estratégia da SATA de não promover o aeroporto da Horta aos visitantes ou de tornar esta entrada mais cara, se for usada como entrada ou saída direta do Arquipélago, continua a fazer os seus efeitos de prejudicar esta infraestrutura faialense.

É evidente que um visitante ao ver que só pelo facto de circular num voo direto para o exterior a partir da Horta lhe custa muito mais dinheiro, tende a desviá-lo para outras entradas e saídas da Região (até eu faria o mesmo), até porque pode poupar praticamente o preço dos voos entre várias ilhas do Arquipélago, embora com mais incómodos que não sabe, ou seja, andar de graça à custa dos impostos dos Açorianos que são prejudicados com esta maldade de centralizar os transportes aéreos em Ponta Delgada.

O centralismo de Lisboa face ao resto do Continente que anda recentemente a ser denunciado, não é maior que a estratégia centralista do Governo dos Açores para favorecer São Miguel.

Read Full Post »

A ser verdade que esta pretensão da Ryanair depende de negociações com o Governo dos Açores, este está entre cruzes e caldeirinhas como se costuma dizer. Se apontar uma ilha terá críticas de outras: se disser Pico, muito do discurso do PS-Faial terá um rombo mortal; se disser Faial, terá um loby na ilha Montanha a odiá-lo e se disser Santa Maria  até conseguirá unir o Triângulo contra ele.

Não sei se Vasco Cordeiro pode ainda descalçar a bota e deixar caminho aberto à Ryanair, mas mesmo assim, não deixará de ser alvo de críticas. Muito deste potencial ónus negativo político teria sido evitado se o Governo dos Açores tivesse antecipadamente aberto os aeroportos “das ilhas de baixo” com estatuto internacional a low-costs e só tirasse o serviço público se a rota estivesse convenientemente assegurada por uma empresa de aviação para essa ilha.

Infelizmente o Governo dos Açores preferiu a omissão em benefício da ilha verde e cobardemente não tomou medidas sobre obras nos aeroportos do Triângulo, tacitamente deixou os bairrismos tomarem força no Canal e usar a SATA para encaminhar Faialenses e Picoenses para a Azores Airlines em Ponta Delgada… até que alguém de fora visse o potencial de outras ilhas que não São Miguel e Terceira e o deixasse com o ónus da decisão que não queria tomar nas mãos e de conhecimento público.

Read Full Post »

O meu artigo de opinião de hoje no diário local “Incentivo”

AEROPORTO DA HORTA: O MAIS FÁCIL ESTÁ, FALTA O DIFÍCIL

O Faial recebeu uma boa notícia na passada semana, a SATA confirmou que o sistema RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) já se encontra testado, certificado e em condições de ser utilizado pela empresa nas operações de descolagem e de aterragem no Aeroporto da Horta.

A implementação deste sistema de apoio nos aviões da Air-Açores nas aproximações ao aeroporto da Horta foi uma das duas exigências nas manifestações dos Faialenses em Setembro de 2016. Este sistema já estivera previsto nos aviões da TAP quando operavam na nossa ilha e era a reivindicação a mais fácil de satisfazer, não só era a mais barata, como beneficiava não só esta infraestrutura, mas também a própria SATA e, como se ouviu no telejornal regional, as pistas de Ponta Delgada.

Não tem mal nenhum a Horta compartilhar benefícios da implementação do RISE com Ponta Delgada. Só que para esta reivindicação ir em frente requeria a entrada da SATA num projeto que não estivera interessada no início, mas a verdade é que, quando uma reivindicação Faialense também ajuda diretamente os interesses de São Miguel é meio caminho andado para ser atendida.

Assim, estou satisfeito porque o Governo dos Açores não desperdiçou a possibilidade de fazer o grupo SATA entrar no projeto e beneficiar de imediato duas entradas do exterior ao Arquipélago, e, seguindo a ordem do telejornal: o aeroporto de Ponta Delgada já tem RISE e também o da Horta.

Agora falta a outra reivindicação mais difícil: a ampliação das pistas do aeroporto da Horta. É verdade que esta obra beneficia não só os Faialenses, mas também Picoenses e até Jorgenses, mas sejamos francos, não tem igual oportunidade uma reivindicação do Faial que beneficia todo o Triângulo, face a outra que, em simultâneo, é boa diretamente para São Miguel!

Mais dificuldades ainda: a reivindicação da ampliação das pistas da Horta é bem mais cara e passível do jogo do empurra na guerrilha bairrista, oportunista, partidária e ideológica. Pode-se dizer que a obra na minha terra é preferível à do vizinho, sem ter em conta que são complementares e uma não anula outra na ilha ao lado. Pode-se acusar a empresa que explora a infraestrutura de não o fazer como desculpa para os governantes, mesmo sabendo que este investimento beneficia mais os Faialenses que a Vinci. Pode-se acusar o partido A de não a ter feito no seu tempo e dar a entender que era esse o momento certo, enquanto o partido B, no poder, tem a faca e o queijo na mão, só não desbloqueia o financiamento. Pode-se ainda usar a guerra ideológica e dizer que seria um investimento público de que um privado tiraria vantagem, mesmo sabendo que o maior beneficiário seria mesmo povo que dizem defender e não a empresa.

Os Faialenses têm de ultrapassar todas estas divisões e desculpas doentias para inteligentemente não se contentarem com o mais fácil, pois o principal ainda está por fazer: a ampliação das pistas.

Neste objetivo os Faialenses são poucos para pressionar alguns políticos influentes e pobres para deixar a economia agir em favor deste projeto. Assim, há que continuar neste combate sem baixar os braços, sem nos dividirmos como alguns tentam e sem ser contra ninguém para termos a força da razão moral do nosso lado. O RISE foi uma vitória fácil, foi bom, mas pouco face ao que de difícil se precisa que se faça no aeroporto da Horta.

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

Read Full Post »

Older Posts »