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Meu artigo de ontem no diário Incentivo

DESCULPAS FALSAS E MÁ-VONTADE

No meu primeiro artigo deste ano para esta coluna, quando ainda nem se pensava na pandemia, escrevi “para o ano novo de 2020 que agora começou, insisto que a prioridade do Faial se mantém: é a questão do aeroporto. É verdade que existem outras necessidades menores nesta ilha, úteis para o Governo nos desviar do essencial, mas a que serve de demonstração de que quem está no poder vai atender ao maior anseio dos Faialenses: é a pista do aeroporto da Horta”.

A última visita do Governo dos Açores ao Faial veio dar razão aos meus receios de que o executivo regional fez tudo para desviar atenções do essencial, ofertou-nos com um conjunto de projetos mais ou menos importantes e deixou de fora o principal: a ampliação da pista do aeroporto da Horta. Tal como deixou atrás aquela que talvez seja a mais antiga e a mais importante das restantes reivindicação da ilha: a conclusão da variante à cidade da Horta.

Na questão do aeroporto, há políticos no poder regional que continuam a vender a mentira de que os Açores não investem na ampliação desta pista por este ser de uma empresa privada, quando é falso! Só a gestão está concessionada à Vinci. Mas a infraestrutura é nacional, localizada nesta ilha e daqui ninguém a tira para a levar para outro lugar como aconteceu já com outros investimentos.

Vasco Cordeiro pode dar as voltas que quiser, a única verdade é que não disponibiliza verbas do orçamento regional para esta obra apenas porque: Não Quer! Não se esconde em desculpas reais de mau pagador, inventa uma falsa para a sua má vontade! Sei que há um coro de gente local que o acompanha sabendo a verdade toda, mas propaga a mentira imposta e obedecendo espera um cargo para si em detrimento de defender o interesse geral dos Faialenses.

Quanto à variante, gostei de ler um artigo na passada semana no Incentivo, escrito por um jornalista da ilha não envolvido com partidos. Este denunciava a falácia vendida pelo Governo dos Açores de que não podia completar a variante à Horta por o executivo do anterior Primeiro-ministro ter acordado que o financiamento de estradas tinha uma “prioridade negativa”. Isto quando precisamente este governo regional, que usava tal desculpa, acabava de anunciar a construção de duas variantes na ilha de São Miguel. Aprendam: para nós a desculpa de que o tipo de projeto não cabe nos financiamentos comunitários mas ao mesmo tempo cabem dois se for para outra ilha.

Assim vemos que as duas obras em que os Faialenses mais se envolveram nas suas reivindicações são precisamente as que o Governo dos Açores não atende. Tal deve-se apenas à falta de vontade do Governo Regional em resolver as necessidades maiores do Faial. Má Vontade, insisto, e algumas pessoas aqui residentes e encostadas ao poder repetem os falsos argumentos mandados de cima para nos enganar. Só não vê quem não quer ver a verdade. Mas em democracia somos livres até de apoiar a mentira e de nos deixarmos enganar.

Apesar da recusa de Vasco Cordeiro em atender ao essencial desta ilha, reconheço que o Governo dos Açores deu-nos um conjunto de outras prendas interessantes e benéficas para o Faial de modo a nos entretermos com isto e não darmos atenção ao essencial e estou convencido que muitos até ficam imensamente agradecidos e deixam-se levar neste engodo.

Cortar fitas de uma obra que ainda não sabemos quando e como vai entrar em funcionamento, assinar protocolos de cooperação com instituições da ilha e anunciar projetos foi de facto uma mão cheia de prendas que o Governo dos Açores no legou. Só faltou mesmo o mais importante: assumir comparticipar na ampliação da pista do aeroporto da Horta de modo a facilitar e a desbloquear a execução desta pretensão; e assegurar a construção da segunda fase da Variante à Horta, uma infraestrutura fundamental para o bom desempenho do projeto do Município e já em implementação de arranjo e reordenamento da frente-mar da cidade.

Para já há quem continue a tentar tapar-nos os olhos e a camuflar a verdade dos factos, enquanto outros conscientemente não querem ver a verdade, mas a democracia tem destas coisas.

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Meu artigo no diário Incentivo:

É NATAL… MAS DISPENSAVA ESTAS PALHAÇADAS

As últimas semanas evidenciaram como os nossos Governantes e seus nomeados andam a brincar com os Faialenses e a fazer de nós parvos. Tento não embarcar neste vocabulário, mas a verdade é que andam a gozar descaradamente connosco e quem não se sente não é filho de boa gente.

O Presidente da Câmara de Comércio da Horta esteve reunido com o Secretário de Estado das Comunicações e Infraestruturas do Governo da República onde se discutiu a questão do aeroporto do Faial. Ficou-se a saber da encomenda de mais um estudo, agora ao LNEC e ainda por acabar, como se isto fosse um assunto novo e o Governo tivesse a começar a estudar. Não! A questão deste aeroporto tem décadas e todos andam a adiar o problema com mais estudos como desculpa para não chegar a uma decisão que todos sabem qual é necessária: a ampliação da pista de forma a garantir a sua utilização sem constrangimentos dos aviões com dimensões que assegurem o pleno desenvolvimento da Faial e Triângulo. Isto é público e o mínimo é conhecido por todos há muito.

Assim não me venham falar de novas encomendas de estudos! Contudo, o governante para arranjar mais um problema, lançou o boato da eventual necessidade de ter de mexer-se com o Morro de Castelo Branco. Eis que após anos a discutir-se o assunto ele foi capaz de pôr um novo obstáculo na mesa, algo que nunca existiu nem existe como tem sido demonstrado em todos os velhos estudos.

Mas esta palhaçada não acaba aqui, voltou a brincar-se com a questão do financiamento. Aqui, o Secretário de Estado voltou a incluir o Governo Regional, como se este já não tivesse publicamente se descartado dizendo que não estava para financiar a ANA e como se Vasco Cordeiro e o governante não fossem todos do mesmo partido e não estivessem a estratégia articulada.

Gozam connosco cada vez mais descaradamente e, apesar de ser Natal, não gosto deste circo.

Mas isto de gozar não acaba aqui nem se limita aos Faialenses. Ainda há um mês aqui escrevi que não era suficiente termos como administrador da empresa do Governo dos Açores de transportes aéreos, a SATA, uma pessoa competente na matéria para que pudéssemos ficar descansados.

Em audiência no Parlamento Regional, Luís Rodrigues deixou claro que a reestruturação da SATA vai doer. A quem? Em quê? Onde? ou Como? Ainda não sabe, ainda não estudou bem o assunto. Assim o novo Presidente do Conselho de Administração da SATA não esclareceu nada, nem apresentou uma única ideia. Evidentemente que com esta palhaçada nenhum deputado poderia ficar satisfeito e teria de criticar a audição. Mas não, eis que o representante da bancada do único partido que apoia o Governo dos Açores, o dono da SATA, discorda dos que lamentaram a falta de esclarecimentos que foram todos os outros. Para ele os “não sei” foi suficiente.

Entretanto, em janeiro Luís Rodrigues toma posse mas até ao verão vai repartir a sua atenção entre a SATA nos Açores e compromissos académicos no Continente e só depois de meio ano é que ficará a tempo inteiro a gerir a empresa a doer. Ah! Já me esquecia, ele ao menos já sabe quanto vai ganhar, mas eu não sei. Assim continuam as palhaçadas na gestão da transportadora aérea regional.

Como estamos em meados de dezembro, época de circo cujos argumentos já vos deixei, envio a todos os leitores os meus votos de Boas Festas e de Feliz Ano Novo!

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O meu artigo de opinião hoje publicado no diário Incentivo:

NA AMPLIAÇÃO DA PISTA DA HORTA NADA DE NOVO

Agosto está a acabar, o ano já vai em bem mais de metade, o principal período de gozo de férias está a findar e as próximas eleições estão à porta como evidenciam os prospetos de apresentação da lista de candidatos a deputados pelo partido no poder recentemente distribuídos pelas caixas do correio. Mas cá no Faial a principal reivindicação dos Faialenses para 2019: o projeto de ampliação da pista do aeroporto da Horta; continua a não sair da gaveta, nem se assistem a passos efetivos e irreversíveis que assegurem que este vai passar à realidade.

Há quase um ano atrás vendiam-nos um grande sucesso político: finalmente a inclusão num artigo do Orçamento de Estado para 2019 de uma referência, sem qualquer compromisso ou montante definido, sobre a ampliação da pista do aeroporto do Horta. Então alertei que tal não garantia nada, que era cedo para foguetes, pois suspeitava ser mais propaganda do que obra a arrancar até outubro próximo. O tempo está a esgotar-se e desgostosamente os meus receios a concretizarem-se.

Alguém pode pensar que um ano é pouco. Contudo esclareço que a não realização do projeto no terreno, nem de passos burocráticos como o início de um concurso público para execução desta empreitada, não é o saldo de um ano, mas sim o fruto a entregar aos Faialenses do trabalho de um mandato de quatro anos. Resultado: uma mão cheia de nada essencial!

Nestes quatro anos tudo parecia combinar-se a favor da ampliação da pista da Horta, desde o poder local, passando pelo regional até ao nacional todos os órgãos executivos eram liderados por membros de um mesmo partido, inclusive o deputado residente nesta ilha não era novo na política e conhecia bem como autarca a principal reivindicação dos Faialenses há muito tempo.

Infelizmente, apesar do crescimento económico, das contas certas, do anúncio do fim da austeridade, da coincidência da mesma cor política, da propaganda oca entretanto lançada (sinal que a reivindicação era bem do conhecimento dos eleitos) e apesar de há décadas ser notória e pública a necessidade de ampliação da pista do aeroporto da Horta para satisfazer adequadamente as necessidades de crescimento económico do Faial, não houve nenhum resultado novo, nem se deu qualquer passo seguro em frente.

Assim, mais um mandato passou e o projeto de ampliação da pista da Horta nem deu um passo para o terreno, apenas foguetes para o ar que produziram barulho sem qualquer benefício para o Faial.

Podem acenar-nos com outros rebuçados, bijuterias e prendas menores que a joia da coroa das reivindicações dos Faialenses era e continua a ser a ampliação da pista do aeroporto da Horta.

Não faz mal que nos deem outras coisas. Temos faltas de muito mais, mas o que não se pode esquecer é que o acessório não substitui o essencial e o fundamental era a ampliação da pista do aeroporto da Horta de modo a garantir não só condições de segurança, mas também permitir aterragens de aviões com dimensões e características necessárias ao progresso económico do Faial.

Infelizmente este mandato passou e não foi aproveitada a oportunidade de um partido ter todos os cargos nas suas mãos, só faltou a boa-vontade de quem podia decidir pela concretização deste projeto e agora não há argumentos nem poeira para o ar que escondam este triste resultado.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

PUBLICIDADE ENGANOSA

Chegado aos meados de julho do corrente ano e a três meses das próximas eleições legislativas está haver cada vez mais sinais de que a divulgação no final de 2018 da notícia da inclusão no Orçamento de Estado de 2019, aceite pelo Governo da República, de uma referência às obras de ampliação na pista do aeroporto da Horta foi mera publicidade enganosa, feita para manter em lume-brando as perspetivas de execução desta pretensão enquanto se acalmava as hostes de Faialenses mais reivindicativos e ativos. Infelizmente estas obras inscritas com tanta divulgação não serão feitas. Ficaram-se pelas notícias no papel, mas não nascem no terreno.

Esta estratégia não é nova e tem funcionado bem para quem está no poder, embora me pareça que haja cada vez menos Faialenses que se vão deixando enganar com esta publicidade enganosa. Mas como tem corrido bem para o Governo Regional e empresas públicas por ele tuteladas, estes insistem no mesmo género. Não são “fake news” mas enganam à mesma as pessoas.

Na passada semana a Azores Airlines recebeu o primeiro de três aviões A321LR em regime de “leasing”, estrategicamente escolhidos por não poderem operar nos aeroportos do Faial e Pico, para onde, há anos, é evidente a carência de pessoal e de equipamento na SATA de modo a conseguir assegurar as reais necessidades na prestação de serviço para estas infraestruturas do Triângulo.

Curiosamente, li em órgãos de comunicação social que a Azores Airlines, descaradamente, justificara esta opção com o “continuar a sua estratégia de crescimento e de expansão da rede” para destinos europeus”. Isto depois de ser do conhecimento geral que foram estes os destinos mais responsáveis pelo grande descalabro financeiro que tem colocado em risco a sobrevivência económica o grupo SATA.

A insistência no crescimento desta estratégia deficitária e suicida para destinos abertos a rotas comerciais sem serem de serviço público, que só não atraem transportadoras privadas por não serem rentáveis, é publicidade enganosa de benefícios, pois já se sabe que sempre resultam em prejuízos. O que traz sim, a curto prazo, são vantagens de votos para o Governo dos Açores no maior círculo eleitoral da Região. O mesmo que nesta mesma semana também assumiu a sua total confiança no Conselho de Administração desta empresa pública regional de transportes aéreos, evidenciando como estão concertados nestas escolhas que ignoram intencionalmente as prioridades do Triângulo.

Reconheço que o mercado da saudade no continente americano não deve ser esquecido pela Azores Airlines, mas não tenho dúvida que ao existirem “gateways” nos Açores dependentes exclusivamente da empresa regional, incluídas no serviço público e sem alternativas de outras empresas, como são as do Faial e do Pico, para onde já existem carências de aviões e de pessoal na SATA, estas têm de ter prioridade sobre a outras rotas exteriores abertas à concorrência, ao contrário da opção feita no Grupo SATA em articulação com o Governo dos Açores.

Aquilo que é lógico e evidente não é a opção do Governo dos Açores e da SATA, por isso colmata o erro com publicidade enganosa, é verdade que há gente nestas ilhas que gosta de ser enganada… mas eu não.

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Meu artigo de hoje no diário da Horta “Incentivo”:

O TRIÂNGULO PODE VOAR… DESDE QUE SEJA BAIXINHO!

Existe uma ideia filosófica que diz que mais importante do que dar um peixe a uma pessoa é ensiná-la a pescar para esta se libertar pelos seus meios da caridade alheia em matéria de fome e pobreza. Só que o Governo dos Açores não quer que o Triângulo tenha condições de crescer livremente. Quer o Faial, o Pico, São Jorge e quiçá alguma outra ilha reféns da “solidariedade” oficial e interesseira que importa para preservar quem está no poder. Se não vejamos:

O Governo dos Açores na passada semana visitou oficialmente o Faial e programou um conjunto de eventos que, apesar de mostrarem investimentos positivos e socialmente bons, tendem a ser rebuçados para calar as vozes dos que alertam para a falta de investimentos cruciais para esta ilha de modo a assegurar o crescimento económico ambicionado pelos Faialenses.

Ninguém contesta os benefícios da inauguração e construção de instalações de apoio social, agora quanto a questões estratégicas essenciais como o aeroporto e as acessibilidades, logo o Governo dos Açores começa com discursos redondos sem se comprometer com nada de consistente e substancial.

O Executivo não tem problema em falar da concessão a privados fora da Região da sala de desmancha do Matadouro feita com dinheiro regional e na verdade percebo a via seguida dado que era preciso desbloquear o problema. Contudo, em contradição absoluta a este discurso, o mesmo Governo em simultâneo recusa investir a sério na ampliação da pista do aeroporto da Horta porque esta foi concessionada a privados exteriores aos Açores.

Ao Governo não importa que esta ampliação seja fundamental para garantir o crescimento económico do concelho da Horta sem constrangimentos nas acessibilidades aéreas. Aliás, suspeito mesmo que é isto que preocupa o Executivo regional, como é crucial para que esta ilha possa crescer sem amarras, então há que pôr travão! Não vá o Triângulo unido e o Faial em concreto crescer demais. Esta zona do Arquipélago pode voar… mas baixinho! Pode avançar… mas com trela curta, para o Governo dos Açores ter controlo nesta Gente!

O Governo dos Açores publicita reuniões com órgãos como o Conselho de Ilha para responder a questões que lhe sejam colocadas e mostrar a sua transparência na preocupação das causas dos Faialenses. Só está indisponível para responder diretamente aos cidadãos que estejam desvinculados de instituições, pois podem fazer perguntas inconvenientes. Transparência sim, mas com a dose, com uma certa de opacidade para não ficar tudo muito claro e o Executivo manter o controlo.

O Governo dos Açores está disposto a ir disponibilizando investimentos para nos mantermos vivos, se refilarmos muito, com ar de sacrifício até aumenta a dose e a seguir publicita isso como boa-vontade e iniciativa sua. Contudo nada de dar condições para pescarmos por conta própria, pois isso seria dar-nos rédea solta e liberdade para ter nas nossas mãos as ferramentas para o desenvolvimento das potencialidades do Triângulo onde o Faial se inclui.

Daí a opção de compra de aviões que não podiam voar para o Triângulo. Daí a falta de pilotos habilitados a aterrar no Faial e Pico, mas abundantes para destinos nos Açores onde existem outras alternativas. Daí falar de obras nas pistas destas ilhas, mas sem nunca se comprometer de facto. O Executivo quer dar a entender que nos deixa a voar, mas vê-se que só se for baixinho e na rédea curta deste Governo que não é do todo Regional. Este modo de agir connosco é uma estratégia castradora do nosso desenvolvimento e conta com colaboracionistas de cá.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

JOGADA DE DISTRAÇÃO?

No Continente bastou uma distração na comissão de trabalho da Assembleia da República, onde os deputados da oposição não repararam a tempo que fora chumbada antes a única condição fundamental para aceitarem a recuperação do tempo total de carreira dos professores e a seguir aprovar a pretensão sem a salvaguarda essencial, para logo a esperteza, que favorece o sucesso dos políticos, deu um rombo enorme no trabalho estratégico de meses dos partidos opositores.

A política não favorece os ingénuos e desajeitados, mesmo que bem-intencionados, mas sim os espertalhões hábeis, independentemente da sinceridade destes, e por muito que as pessoas digam mal dos políticos tendem a preferir os segundos e não os primeiros.

Os momentos em que casos e projetos são levados para a comunicação social pelas instituições do poder instalado são, por norma, estrategicamente escolhidos de forma oportuna, faz parte da esperteza e habilidade política, servindo ora para eleições ora para desviar a atenção de algo por cumprir enquanto se lança a discussão de outro tema importante mas a concretizar depois.

Há um ano parecia consensual que a prioridade das prioridades que animava os Faialenses era garantir a execução da ampliação da pista da Horta com as dimensões necessárias para que esta infraestrutura pudesse servir convenientemente os objetivos de desenvolvimento atuais e futuros desta ilha e até do Triângulo sem constrangimentos limitadores do crescimento.

Eu próprio, no primeiro artigo de opinião que publiquei no Incentivo este ano, fui claro na questão do aeroporto ao classificá-la como: “A prioridade do Faial para 2019” e ao escrever: “os Faialenses têm de estar atentos a estes dois aspetos: se a obra terá as características suficientes para satisfazer as necessidades sem comprometer o futuro e se depois desta salvaguarda fica garantida de facto a sua construção ainda antes das eleições de 6 outubro”.

Tal não quer dizer que este assunto tenha o exclusivo das preocupações e reivindicações do Faialenses, mas se outra obra a fazer depois for colocada à discussão durante este período pelo poder instalado é preciso desconfiar da estratégia do malabarista: fazer desviar o olhar do público do local onde do malabarismo e quando o espectador se volta a focar no cerne da questão o truque já está feito, deixando-o deslumbradamente enganado.

Tenho estranhado o silêncio que se instalou nos últimos tempos no Faial em torno da questão da ampliação da pista. Isto depois da feliz iniciativa da Câmara Municipal ao encomendar um estudo num esforço singular de demonstrar a viabilidade de se atender às reivindicações dos Faialenses a preços aceitáveis neste investimento e bem divulgada pela Autarquia, embora não pudesse ser ela a assumir o projeto, e ainda depois da propaganda em torno da inclusão de uma alínea no Orçamento da República a falar da obra que afinal não comprometia ninguém nem assegurava a concretização do projeto nos termos pretendidos pela população desta ilha.

As eleições legislativas estão à porta e nada vi a assegurar o projeto do aeroporto nos moldes pretendidos pelos Faialenses. Quem reparou nisso? Será por isso que, de repente, uma instituição ligada ao Governo dos Açores criou condições para o Povo do Faial se entusiasmar com outro assunto enquanto a pista saía do foco da agenda? Na política, acreditar em acasos é ingenuidade…

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Meu artigo de hoje terça, dia 21 no diário do Faial “Incentivo”.

ELES COM OS LOUROS, NÓS COM A CONTA

  1. Estamos em período de campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, tenho assistido a uma roda-viva de candidatos e partidos a falar dos problemas do País que não são da competência daquele Órgão e não vi ninguém referir questões cuja resolução esteja nas mãos da União Europeia, embora saiba que as obras de âmbito nacional e regional são, na sua maioria, pagas por fundos comunitários e quando se faz qualquer coisa por cá, os políticos portugueses colhem os louros como se tivessem pago e quando por má-vontade destes ou incompetência não se fazem atiram as culpas para a Europa.

Lembro-me que há uns meses atrás, numa sessão no Amor da Pátria, falou um Eurodeputado, agora considerado o eleito português mais influente naquele Parlamento, deixou claro haver condições de a ampliação adequada e pretendida pelos Faialenses para a pista do aeroporto da Horta ter cabimento e ser convenientemente apoiada por fundos Comunitários. A verdade é que até ao momento da escrita deste artigo paira silêncio sobre esta matéria, apesar de alguns andarem a tentar tirar louros sobre este processo sem nunca se ver ao certo e a tempo a luz ao fundo do túnel que garanta que esta obra vai mesmo ser feita. Para este projeto, o ainda eurodeputado referiu que os governantes de cá nada pareciam querer aproveitar a possibilidade- Já sobre a variante, os de cá não a fizeram quando deviam e depois culparam a União Europeia de já não financiar a obra.

Uma coisa eu suspeito: quando chegar novamente a hora da verdade na questão do aeroporto os culpados do que correr mal vão lavar as suas mãos, mas vão chamar a si louros de esforços que camuflaram má vontade política do Governo e as contas serão sempre sentidas pelo Povo Faialense.

  1. Não haja dúvida que Joe Berardo distingue-se de muitos políticos que nos tem desgovernado por ser menos hipócrita, embora igual em oportunismo. Já me parece evidente como vai acabar o escândalo das declarações descaradas do ainda Comendador na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre aos desvarios financeiros da Caixa: esta vai-se transformar numa oportunidade de ouro para um pacote de sonsos governantes e seus nomeados gestores,que têm destruído as finanças de Portugal e se servido do País impunemente,lavarem mais uma vez as suas culpas pelos maus acordos que fizerem com privados em prejuízo do Estado e da Banca para colher louros políticos de curto prazo e atirando os riscos da conta para longo prazo e para o Povo.

Cruzando os dados, eu suspeito que a evolução deste caso terá uma destas conclusões: a banca (cujos prejuízos de má gestão e interesses políticos têm resultado em injeções de dinheiro pago pelos cidadãos) ou irá conseguir a penhora das obras de arte para tapar as suas dívidas e vende-as ao Estado para que os compromissos culturais deste assegurem a exposição da coleção, ou o Governo a compra diretamente e injeta verbas nos buracos dos bancos, de qualquer forma, a despesa será coberta pelos impostos dos cidadãos, enquanto os políticos dirão que preservaram um espólio de grande interesse público para daí tirarem mais dividendos. Resumindo: os sonsos governantes e gestores combinados fizeram asneira da grossa neste negócio, mas no fim, sempre pagará o Povo e os culpados maiores tentarão ainda tirar louros públicos e sair a ganhar da má gestão.

A dúvida que ainda tenho é se Joe Berardo, que neste momento está a ser o único bode expiatório de toda esta gente sonsa culpada e coligada, sairá incólume mais uma vez ou chamuscado.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

UMA LEMBRANÇA, UM ESCLARECIMENTO E VOTOS

  1. Tenho assistido a um silêncio ensurdecedor sobre o que se está a passar ao nível das obras de ampliação da pista do aeroporto da Horta, as eleições vão-se aproximando rapidamente e nada de concreto e irreversível saiu até agora, apenas a suspeita de que a ANA pretende fazer o mínimo obrigatório. Isto já depois da euforia de alguns apenas com uma referência no Orçamento de Estado desta infraestrutura, mas sem definir qualquer característica do projeto. Acredito que lá para as eleições ouvirei muitas palavras, mas atos concretos: temo que nada em tempo útil!

Agora que o Governo dos Açores até oferece carros de polícia ao comando de São Miguel que pertence ao Ministério da Administração Interna do Continente, desembolsando dinheiro de todos os Açorianos, lembro que deste modo caiu por terra o argumento de Vasco Cordeiro para não contribuir para as necessárias obras de ampliação do aeroporto da Horta de molde a poder servir condignamente o Faial e o Triângulo por não ser uma infraestrutura pertencente à Região.

  1. Na minha incansável e longa defesa do Faial aprendi que mais vale protestar antes que um mal anunciado aconteça do que esperar para ver e depois já ser tarde para se corrigir esse mal. Nesta ilha já existem erros de investimento que se o Povo Faialense tivesse agido desde o início os mesmos nunca teriam sido feitos de modo a comprometer o que já existia.

Na grande maioria das vezes em que usei este espaço para levantar preocupações sobre investimentos públicos no Faial não assisti depois a qualquer esclarecimento da tutela desses projetos. Todavia, na sequência de uma notícia surgida na comunicação social de que a Escola do Mar apenas iria ministrar cursos equivalentes ao nível do 12.º ano de escolaridade, a qual serviu de mote a uma preocupação levantada no meu anterior artigo, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia prestou na semana passada a informação de que este estabelecimento de ensino iria poder ministrar cursos de Especialização Tecnológica de nível V, ou seja, acima do grau de uma escola profissional ou secundária. Sem dúvida um esclarecimento à notícia e congratulo-me com essa possibilidade, pois espero que este investimento traga algo mais para o Faial de forma a compensar de facto a retirada da Rádio Naval desta ilha.

É verdade que este esclarecimento não garante que tal nível de curso venha de facto a concretizar-se nestas instalações da Escola do Mar, mas ao menos ficaram argumentos para os Faialenses no futuro poderem reivindicar a sua criação em caso de não se estar a ver a realização deste objetivo. Lembro-me que o Faial tinha o DOP e Ponta Delgada ficou com o curso de ciências do mar.

Assim, continuou por esclarecer se tal possibilidade seria realizada de facto no Faial ou se assistiríamos a cursos desses níveis na Escola do Mar mas a ser ministrados noutras ilhas como já referido. Esta dúvida obriga a continuar atento sobre o lugar da sua concretização, pois faz muita diferença em termos das mais-valias que este investimento pode trazer para o concelho da Horta.

  1. A Páscoa avizinha-se, esta é uma festividade religiosa que tem um grande significado na minha vida,mas mesmo para aqueles que este evento não tem a força da fé, por norma existe a marca da tradição no encontro de famílias, férias escolares, celebrações e gastronomia típica desta quadra, assim, a todos os leitores envio, crentes ou não, os meus votos de Feliz Páscoa.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

O BOM É GARANTIR QUE AVANCEM OS DOIS RAPIDAMENTE

Após a saída do anúncio de que Vasco Cordeiro pedira um estudo para avaliar a ampliação da pista do aeroporto do Pico e as condições de operacionalidade daquela infraestrutura logo houve pessoas que me disseram o seguinte: Viste?… para o Pico o Presidente do Governo dos Açores já mandou fazer um estudo! Eu, repetidamente, fui respondendo: Ainda bem! O bom é que o aumento nos dois aeroportos avance rápido! E a garantia de execução destes projetos tem de vir antes das legislativas.

Efetivamente, depois do consenso e união que se viu a 11 de fevereiro no programa da RTP-Açores “Sem meias palavras”, entre gente do Faial e do Pico relativamente à complementaridade dos aeroportos situados em cada uma destas duas ilhas, o mau era logo a seguir recomeçarmos uma guerrilha bairrista. Pois tal só enfraqueceria cada uma destas reivindicações.

Contudo, não sou ingénuo que não exclua que nesta medida até possam coexistir duas maldades políticas ocultas: o eleitoralismo pelas eleições que se aproximam e sementes intencionais de preocupações no Faial e regozijo no Pico para acender rivalidades, dividir as duas ilhas e enfraquecer o conjunto.

Não seria a primeira vez que palavras vindas de ilhas maiores transportavam argumentos para alimentar bairrismos por estas bandas e logo a seguir serviram para prejudicar os povos do Canal e beneficiar interesses das mais populosas, fortalecendo ainda mais o centralismo que há muito se tornou na marca dominante da Autonomia, disfarçado por cedências estratégicas à Terceira.

É verdade que logo a seguir à notícia quem viu certos comentários nas redes sociais apercebeu-se do aparecimento de arautos da desunião a despejarem argumentos de rivalidade. Confesso que não me deixo levar por marionetas que em nome da sua ilha a enfraquecem face a quem tira proveito dessa discórdia à distância do nosso Canal. Mantenho o desejo que avancem os dois rapidamente!

Só que este “ainda bem não ingénuo” preocupa-se com o facto de neste momento termos apenas notícias que em si não garantem qualquer concretização da ampliação de nenhuma das pistas destes dois aeroportos. No Pico temos um estudo, não é uma deliberação de obra e há muito que me habituei que quando não se quer fazer algo encomenda-se um estudo.

No Faial há referências no orçamento sem um projeto concreto, nem indicação de quem executa o quê, nem de quem paga. Não me esqueço que para a Horta já vi obras orçamentadas e apresentadas durante anos seguidos que não se executaram e até saíram depois dos orçamentos e quem disse e desdisse continua impune no exercício do pôr e dispor à sua vontade contra esta ilha. Por isso estejam atentos, se nada se tornar efetivo antes das eleições é porque foi um fogacho eleitoralista.

Assim, bom seria que Faialenses e Picoenses se mantivessem unidos e pressionassem os poderes executivos em conjunto para que se conseguir fazer com que os políticos não tivessem hipótese de recuo em nenhum dos dois aeroportos e unidos conquistássemos aquilo a que temos direito. Pois já há muitos anos que por manigâncias politiqueiras vemos as nossas justas reivindicações serem transformadas em instrumentos para enganar as gentes deste Canal que unidas têm um potencial social e económico que assusta a quem nos divide por fora. Prazo de certificação desta promessa: as eleições legislativas. Se até lá nada ficar de concreto, é indício de nos estarem a enganar novamente.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

A PRIORIDADE DO FAIAL PARA 2019

O ano de 2019 chegou e muitos dos velhos problemas da ilha do Faial mantêm-se sem resolução, outros, após longa e intensa pressão de Faialenses, entretanto já se resolveram, mas ainda é provável que novos surjam ao longo dos próximos 12 meses.

Sobre os novos é cedo para se saber da sua importância, mas entre os antigos há dois fulcrais para o futuro desta ilha: a qualidade do serviço da SATA nas acessibilidades aéreas ao Faial e a questão das obras das pistas do aeroporto da Horta. No que concerne ao primeiro, embora seja uma questão importantíssima a resolver, há que ter em consideração que um mau serviço no presente em princípio pode ser melhorado no futuro, logo, mesmo deixando feridas, é algo reversível.

Contudo, no que se refere às obras nas pistas, uma má ou insuficiente intervenção pode tornar-se num problema irreversível, ou seja, ficaremos com restrições de operacionalidade definitivas para o Faial e muito provavelmente sem viabilidade de corrigir num horizonte temporal à vista.

Assim há que estar atentos, pois uma intervenção que não atenda aos justos anseios de muitos Faialenses, só para se dizer que se fez obra, embora pelos mínimos, e sem satisfazer as já reais necessidades do Faial ou que venha a inviabilizar a expansão económica da ilha corre o risco de tornar-se noutra oportunidade perdida para esta terra.

Importa agora não repetir o mesmo erro de há uma década atrás que resultou na aceitação da redução do cais norte do porto da Horta. Então ergueram-se algumas vozes no Faial em protesto pela diminuição da nova baía. Só que estas foram silenciadas pelas instaladas no poder da ilha que lançaram então o boato de que esses críticos estavam contra uma obra e um investimento nesta terra e, em paralelo, as autoridades regionais argumentaram de que o novo projeto diminuído não comprometia a atracação dos cruzeiros que vinham para cá. Uma mentira que muitos engoliram e o projeto encolheu e os culpados não foram castigados

Infelizmente, logo após a inauguração viu-se que os cruzeiros de maior dimensão ficam fora dos molhes, isto quando não são “desviados” para a Praia da Vitória por falta de condições na Horta, animando aquela terra às custas do investimento insuficiente no Faial.

Assim, apesar de vários outros problemas por resolver, na minha opinião o projeto que é prioridade absoluta para o Faial é o conjunto das obras na pista da Horta e tudo indica que 2019 poderá ver as decisões sobre o tipo de intervenções a fazer naquela infraestrutura, só que agora os Faialenses têm de estar atentos a estes dois aspetos: se a obra terá as características suficientes para satisfazer as necessidade sem comprometer o futuro e se depois desta salvaguarda fica garantida de facto a sua construção ainda antes das eleições de 6 outubro.

Portanto há que salvaguardar não só as características necessárias nas obras das pistas do aeroporto da Horta, como garantir que a construção se tornou irreversível antes das eleições. Caso contrário, tal como em 2009, os Faialenses perderão outra oportunidade de passar aos seus filhos uma ilha em condições para se desenvolver, deixando-se enganar por quem tem poder de nos atirar areia para os olhos e ainda beneficiar com isso. Bom Ano Novo para todos.

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