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Posts Tagged ‘Serviço Público’

Nojento foi como o Presidente da SATA se comportou no debate “Sem Meias Palavras” da RTP-Açores. Usou números que SÓ ELE acede, não verificáveis por mais ninguém e com este truque negou a verdade de que os preços fossem mais baratos saindo por outras ilha do que no direto Horta-Lisboa. Deixou claro que os vôos que os Faialenses não conseguiam reservas até tinham baixa ocupação e conseguiu ao mesmo tempo dizer que o número de passageiros para a Horta aumentava mais para a seguir evidenciar que com isso baixava a taxa de ocupação dos aviões. Tudo isto usando número não públicos e feitos só para ele.

Claro que com esta técnica não há quem possa contra-argumentar, apenas a verdade da experiência dos factos: os Faialenses sentiram que os preços oferecidos pela SATA nos voos diretos Horta-Lisboa foram na maioria dos dias mais caros do que a alternativa de saltitar para sair por Ponta Delgada, a maioria dos voos no verão estavam sem lugares para reservar.

A estatística deixou de ser fiável para a própria SATA quando a verdade dos números verificáveis não lhe convém.

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Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

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Após a desistência do vencedor do anterior concurso às obras de remodelação do Hospital da Horta, diz-se por dificuldades no Tribunal de Contas, estas agora voltam a concurso com um valor mais elevado (5,9 milhões de euros). Esta obra, ao contrário da última inauguração para repor os danos do sismo de 1998 que inutilizou o antigo bloco C, é o primeiro grande investimento em saúde no Faial desde o centro de hemodiálise que não resulta de uma reposição.

Lendo o resumo desta intervenção, verifico que também assistiremos a uma grande remodelação ao nível do modo como os serviços de saúde são prestados na ilha, embora ainda não saiba o que acontecerá às atuais instalações da Vista Alegre do USIF, este migrará para Santa Bárbara e ficará contíguo ao hospital, parece-me bem a possibilidade de sinergias que por aqui se podem criar.

Apesar disso, espero que a obra não seja apenas para encher o olho enquanto as valências e os especialistas vão diminuindo no Faial, quem tem obrigação de fiscalizar tudo isto não pode deixar que o fogo de vista cegue e não deixe ver o que se passa ao nível do serviço global prestado pelo Hospital da Horta.

Pela obra, mérito a quem investe, pela diversidade de serviços de saúde prestados no hospital da Horta, há um silêncio que me assusta, até porque os habituais arautos dos sucessos do governo andam calados nesta matéria… e também os que devem fiscalizar o tema não têm dito nada.

 

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Alagoa

Fizeram-me chegar protestos e fotos de que após a Semana do Mar o parque da Alagoa nunca mais foi o mesmo em termos de limpeza. O lixo não recolhido na primeira leva ficou lá plantado até agora, algum de usos íntimos que agora se expõem despudoradamente às pessoas que gostam de correr e passear com os perigos que tal implica.

Não sou utente do espaço, nem fui lá testemunhar, mas fica acima uma das fotos recebidas e não deixa de ser uma vergonha tal realidade numa cidade que no passado o seu Edil Municipal se orgulhava de ser uma das mais asseadas de Portugal.

Sim, eu sei que são sequelas da Semana do Mar por onde passaram muitos jovens e foram alguns deles que não tiveram cuidado, mas a Câmara Municipal ao promover momentos hedonistas como aqueles ali nas suas maiores festas da ilha também tem de obrigar-se a limpar a seguir um dos poucos espaços verdes dignos desse nome a seu cargo na Horta e com valências para outras atividades lúdicas, desporto e balneares.

ADENDA

Comunicaram-me que após este post o local foi limpo. Sinal que Mente Livre é uma voz ouvida e põe alguns a mexer. Ainda bem que foi limpo!

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Ouvi na RTP-Açores que a entidade regional abriu um concurso de 22 médicos especialistas para a Região, destes, só um se destina ao hospital da Horta. Este estabelecimento de saúde cobre mais de 15% do povo Açoriano e apesar das saídas de médicos nos últimos tempos, o Governo apenas destina menos de 5% das novas vagas à Horta?

Há muito que digo que o esvaziamento de especialidades na Horta é uma estratégia das Autoridades Regionais e a ser verdade este número, mais uma vez se prova essa intenção. Não critico o número de especialistas para as outras unidades de saúde, talvez até sejam insuficientes, mas o que é claro com estes números é a intenção pública para se desfavorecer ainda mais o Hospital da Horta e, consequentemente, as populações do Faial, Pico, Flores, Corvo e parte de São Jorge.

Por isso protesto e não deixarei de protesta contra um executivo que meteu na gaveta o tratamento equitativo e solidário das ilhas mais pequenas do Arquipélago que assim paulatinamente continua a esvaziar de forma intencional e estratégica os serviços públicos fundamentais no Faial.

Para se ser assim tão mal tratado por um Governo dos Açores, porque precisam os Faialenses desta Autonomia?

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Após sete meses de ter sido detetada a bactéria Legionella no Hospital da Horta, eis que o mesmo tipo de micróbio surge de novo nas canalizações do bloco antigo deste estabelecimento de saúde. O assunto torna-se preocupante por indiciar que pelo menos o problema que causou o aparecimento no passado não foi ainda devidamente resolvido, isto num serviço onde se procura a cura e não o receio de encontrar um nova doença.

Espero que desta vez tudo fique devidamente compreendido e depois resolvido, de modo a afastar para longe este perigo, sabendo mesmo que nunca será igual a zero  e no fim que sejam prestados os esclarecimentos para que os utentes não fiquem com receios e dúvidas.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

NA AMPLIAÇÃO DA PISTA VASCO CORDEIRO TEM O DEVER DE CORRIGIR OS ERROS

A reivindicação do aumento do atual comprimento da pista do aeroporto da Horta tem décadas. Não é casual que o Presidente do Governo dos Açores em 2001, Carlos César, prometia no Faial aos Faialenses que “se o Governo da República ou a empresa ANA não ampliarem a pista do aeroporto da Horta, o Governo Regional assumirá essa obra”. Tal garantia do líder deste governo só foi feita porque já então nesta ilha se reivindicava, e muito, a ampliação da pista.

Curiosamente, à data desta promessa, o Presidente da República, o Primeiro-ministro, o Presidente do Governo dos Açores e o Presidente da Câmara Municipal da Horta eram todos do PS, e ninguém deste partido colocou em questão que o compromisso para colmatar a não execução da obra por parte da ANA, uma empresa então pública dependente do Governo de Portugal, corresponderia a colocar os Açorianos a pagar por um erro do então Governo da República do mesmo partido de que Carlos César e Vasco Cordeiro faziam e fazem parte.

A razão porque nesse momento ninguém em nenhuma ilha levantou a questão foi porque então na Região a solidariedade inter-ilhas ainda era um conceito prevalecente da estratégia autonómica dos Açores, infelizmente, esta foi sendo substituída pelo interesse político de concentrar de preferência os investimentos públicos na terra que reunia a maior dimensão eleitoral Arquipélago, reforçando ainda mais o poder económico e político dessa parcela e aumentando o fosso da capacidade reivindicativa, da competitividade e da desertificação populacional entre as ilhas menores e a maior e ainda ampliado com a mudança dos critérios de eleição do parlamento que foram no sentido de dar mais peso aos que são grandes face aos mais pequenos.

Desde 2001 houve várias mudanças partidárias em Portugal: houve Presidentes vindos das áreas socialista e social-democrata; houve Primeiros-ministros e Ministros vindos do PS, do PSD, do CDS e independentes, mas a nível nacional só me lembro de Santana Lopes ter garantido apoiar este projeto se continuasse governo; e temos agora um Governo da República rosa que só subsiste com o apoio parlamentar da CDU e do BE. Só as Câmaras Municipais da Horta e os Governos dos Açores nunca deixaram de ser presididos pelo PS, nem foi ampliada a pista do aeroporto no Faial, apesar de ser uma reivindicação já com quase duas décadas e feita perante tanta gente.

Assim, é possível dizer que neste momento não há partido na Assembleia Regional que não tenha uma parcela de culpa por a reivindicação da pista da Horta nunca ter sido atendida: uns porque no Governo na República ou nos dos Açores nunca levaram em frente este compromisso, outros porque maioritários nos parlamentos ou no Município nunca conseguiram obrigar os Governos dos Açores, da República, a ANA ou a Vinci e executar esta obra reivindicada pelos Faialenses.

É verdade que a ANA foi privatizada, mas é um mito tal impedir agora a ampliação da pista. A Vinci pode explorar a infraestrutura, mas o aeroporto é nosso e somos nós Faialenses que precisamos do seu aumento, não aquela empresa. O que temos é um problema político, não técnico, e quem está no poder, se quiser, pode resolvê-lo. Veja-se o que se está a passar em Lisboa: apesar do aeroporto estar sob a exploração da mesma Vinci o Governo assume obras noutra pista para tirar aviões ao dono da ANA. Assim, argumentar com a privatização é desculpa de quem quer fugir às suas responsabilidades neste processo ou preconceito. Algo que os Faialenses dispensam.

É verdade que as oposições nom Município da Horta e os seus deputados de ilha nunca pararam de reivindicar esta ampliação, mesmo quando expostos à acusação de que o Governo da República era da mesma cor. Há muitos votos de protesto, questões e moções a provar isso, mas mesmo sem ser atendidos por quem tinha mais poder, têm a consciência limpa para continuar a reivindicar.

Também é verdade que apesar de nos últimos anos o PS-Faial ter andado a desculpar o Governo dos Açores e a concentrar as culpas em Passos Coelho, nos meses mais recentes o Presidente da Câmara da Horta uniu-se ao coro dos que sempre reivindicam esta obra e criou um grupo de trabalho com pessoas que deram um contributo para uma alternativa mais barata para este objetivo.

O último grande ataque que a intenção Faialense teve foi a recente declaração de Vasco Cordeiro em resposta a um pedido na ALRAA para se comprometer com todos os potenciais responsáveis na execução deste projeto, respondendo “não querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha” do anterior governo da república. Como se Guterres, Durão, Santana, Sócrates e agora Costa e, sobretudo, ele mesmo como legítimo herdeiro da promessa de Carlos César, não estivessem todos em falta para com esta ilha. Pior, disse ter falado com o atual Primeiro-ministro, mas vê-se que o líder do Governo dos Açores também nada conseguiu deste e com esta atitude não se solidarizou com o esforço do atual Presidente da Câmara da Horta que se recandidata pelo seu partido que ele preside e ainda deu uma machadada na solidariedade dos Açorianos das outras ilhas com um mau argumento para recusarem vincular-se à reivindicação dos Faialenses.

Vasco Cordeiro não quis ver os 17 anos de erros, quis concentrar todas as culpas na privatização da ANA para se descomprometer com a maior reivindicação dos Faialenses, fugir à sua obrigação e esconder a sua culpa de desvincular-se do não cumprimento da já longa promessa do Governo dos Açores que ele legitimamente herdou do seu antecessor.

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