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Posts Tagged ‘António Costa’

Marcelo ao assumir que não se candidata se tudo correr tão mal este ano ao nível de incêndios como no ano passado, colocou uma pressão enorme sobre o Governo, embora seja improvável dois anos seguidos tão maus, é um risco para o Presidente, mas se alguém com tão grande popularidade disser que não se candidata devido ao caos na proteção civil na questão dos fogos, uma forma de dizer que a culpa não pode morrer solteira, como fica António Costa?

Um caso perfeito do que se pode dizer como é exercer o magistério de influência da Presidência da República, diplomaticamente de forma muito inteligente, Marcelo pressionou o executivo de uma forma como nunca tinha visto.

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Sem ovos não se fazem omoletes, Sócrates esvaziou de ovos o cofre do Estado e Passos, com imperfeições e sacrifício dos Portugueses, deixou a despensa com ovos para uma gestão futura de Portugal que Costa gere sem dar mérito a quem lhe deixou ovos, mas ainda faltam ovos para gastar no que precisamos e habituámo-nos a que os restantes europeus nos subsidiem, logo Costa pede que se criem novos impostos para toda a União Europeia subsidiar o seu Governo.

Marcelo foi claro, se cobrarmos mais impostos aos estrangeiros da União Europeia, eles dão-nos mais dinheiro.

Afinal Merkel e Bruxelas são mesmo nossos amigos, ao contrário do que se dizia, permitiram não só a Passos deixar que Costa tivesse algum dinheiro para fazer flores e o Presidente da República não teve pudor em mostrar que vivemos em grande parte à custa da União Europeia.

Mesmo assim, apesar da expansão económica global, que tem tido ótimos reflexos em Portugal, Costa não tem ainda para gastar tanto quanto precisa, não foi pela via do desprezo do endividamento, no que o elogio pela sua resistência ao que a sua esquerda queria empurrá-lo, e passou a chamar rigor à austeridade, esta consistiu de facto numa mudança de estilo: repor os cortes em vencimentos de um grupo de funcionários públicos, sou um beneficiário desta opção, colmatando o aumento da despesa do Estado com impostos indiretos a todos os Portugueses, cobrança que não aparecem na folha do IRS, nem na relação mensal da folha de salário.

Contudo, Portugal ainda precisa de mais dinheiro, pois desde 2011 não há obras públicas neste País, a face mais evidente da continuidade da austeridade em Costa, como já aumentou os impostos indiretos aos Portugueses para repor vencimentos, por isso muitos trabalhadores não conseguem ver as suas finanças mais folgadas, apesar de alguns destes receberem agora sem cortes, Costa vira-se agora para a exportação de propostas de impostos para que no saldo final todo um continente o subsidie… não deixa de ser uma excelente jogada política e até daria um excelente jeito a Portugal.

Agora denuncia que os sucessos económicos de Portugal no presente não são sustentáveis se o Governo de Costa não conseguir alguma forma de alcançar novas receitas… é que o País precisa mesmo de investimentos que estão cativos para camuflar que nem tudo está tão bem quanto se quer dizer.

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Neste post evidenciara semelhanças entre Centeno e Maria Luís Albuquerque (talvez escândalo para quem não gosta desta verdade e dos sindicatos que engoliram as cativações que são cortes no setor público) O atual apoio de Merkel à candidatura de Centeno ao eurogrupo só reforça o que disse. Se vier a presidir, enquanto por cá as coisas correrem bem, ótimo! Se não: então Costa deixará de poder atirar culpas a eventuais exigências de Bruxelas.

Na Europa, quando Portugal conquistou um posto de maior visibilidade política, a governação por cá entrou em declínio: Durão para Bruxelas permitiu o descalabro de Santana e depois o desastre de Sócrates.

Agora veremos como acontecerá se Centeno tiver de defender o euro enquanto por cá as antipatias monetárias do BE e da CDU são contra a mesma moeda e tiverem de ser solidários com o governo.

Talvez para Centeno não seja uma má aposta, quiçá um seguro em caso de uma crise económica ou uma dificuldade financeira em Portugal, mas suspeito que resulte num risco futuro muito elevado para Costa.

Assumo que desejo boa sorte sobretudo para Portugal…

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Nunca questionei o legitimidade do atual Governo e sempre defendi que se deveria esperar para ver o valor desta solução. Agora é evidente que foi revertendo as medidas impopulares de Passos sem implementar nenhuma reforma de fundo e se a Coligação já colhia louros com o recomeço da expansão económica global, Costa recebeu um ramalhete completo sem se esforçar para isso e teve a acalmia dos sindicatos que antes nada perdoavam

O ministro das Finanças vai leiloando dívida para comprar outra a menores juros, mas já Maria Luís Albuquerque fazia isso desde 2014. Mário Centeno com o aumento da economia a acelerar também acelera os adiantamentos ao FMI, mas a anterior ministra tinha começado com isso mais devagar pois o crescimento era mais lento.

Assim, o principal benefício do atual executivo face ao anterior foi dar lugar ao otimismo face à imagem pessimista a que Passos ficou ligado pelo discurso e austeridade e diga-se a esperança também ajuda à economia e à confiança no Governo e isto Costa fê-lo bem. Agora há um marketing comunicacional muito mais simpático do que o da Coligação anterior. Esta cortava nas despesas assumidamente e desgostava o público e sindicatos enquanto o atual coloca o dinheiro no orçamento, alegra o povo mas depois cativa-o para o mesmo fim e os sindicatos iam deixando isso passar.

Passos subia impostos diretos dizendo que era para pagar as dívidas do Estado, Costa sobe-os de forma indireta e diz que é para criar mais saúde e justiça social e muitos até ficam contentes com esta forma de lhes ir ao bolso.

Agora há duas coisas que pioraram significativamente: o assumir das responsabilidade políticas pelas atitudes, erros que naturalmente todos podem cometer, e a forma de gerir uma situação impopular ou de crise; nisto Costa e o atual Governo têm sido desde Pedrogão Grande  uns aselhas de primeira, veremos se este não será o calcanhar de Aquiles da atual solução governativa.

 

 

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Também não gostei de ver um jantar de negócios no âmbito do Web Summit, nem percebo como pessoas gostam de jantar no meio de mausoléus de mortos que dignificaram um País, mas o que é  vergonhoso é ver um Governo que poderia autorizar a disponibilização privada daquele espaço, mas condicionado pela dignidade do evento ao local requerido, o tenha autorizado sem atender a essa dignidade e depois o Primeiro-ministro chute as culpas para quem lhe deu a liberdade de autorizar ou não. É também muita falta de dignidade em António Costa.

Dia a dia a falta de ética do Primeiro-ministro vai sendo evidenciada pela falta de capacidade de assumir o que lhe corre mal.

António Costa teve a sorte de que o início do seu mandato coincidiu com um período de expansão económica para assim assumir os louros da sua governação sem ter feito nada de especial para isso. Sócrates também teve essa sorte, mas ao menos fazia algo, nem que fosse endividar Portugal com as PPP em série.

Não sei se António Costa terá o azar que Sócrates teve depois no seu segundo mandato, quando lhe caiu em cima a crise das dívidas soberanas, mas uma coisa prevejo,  se tal vier a acontecer, à semelhança de Sócrates, António Costa também irá culpar tudo e todos menos ele, pois este só é capaz de assumir que é responsável pelo acontece de bom e os sucessos que lhe caem ao colo.

Já com António José Seguro ele mostrara que só gosta de apostar quando o sucesso está garantido para assumir louros, enquanto foi difícil, queimou o então Secretário-Geral do PS em lume brando e não se candidatou, mas ao menos Seguro em termos de carácter mostrou estar muito acima de António Costa.

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O meu artigo de hoje no Incentivo:

O INOPORTUNO ELOGIO DA LIÇÃO E RISCOS NO FAIAL

No passado dia 15 de outubro quando escrevia o artigo para ser publicado no Incentivo na terça-feira seguinte, onde mostrava as capacidades comunicacionais de António Costa para disfarçar a austeridade oculta do Orçamento de Estado para 2018 e a arte de assumir medidas alheias que recusara antes, para dar a entender que tinha um pacote de politicas populistas e originais e levar os Portugueses a renderem-se à sua estratégia, não imaginava a catástrofe que Portugal Continental estava a enfrentar e ampliada pela incompetência do Governo em proteger as populações rurais.

Além de desconhecer o que estava a acontecer, estava longe de imaginar que no dia seguinte o mesmo Primeiro-ministo me iria mostrar que poderia ser inapto em comunicação e assisti a um António Costa desastrado na forma de falar aos Portugueses da calamidade que o País passava e da estratégia do Governo para enfrentar o problema. Uma coincidência que se não fosse tão trágica até seria irónica, pois ocorreu quando decidi elogiar a veia comunicacional do Primeiro-ministro.

Contudo, no dia de saída do artigo assisti à capacidade comunicacional de Marcelo Rebelo de Sousa, alguém a quem eu já várias vezes criticara por ser excessivo em palavras, mas que naquele díficil momento optou por se calar, reservar-se no início e depois fazer um dos discursos mais assertivos num Presidente da República de Portugal em democracia, com uma análise real da situação e a impor ao Governo a tarefa de definir a estratégia nacional para enfrentar a catástrofe. Falou aos Portugueses sem disfarces da dura realidade e ao poder executivo daquilo que era prioridade este pensar e decidir, obrigá-lo a um programa, mas a definir por quem lhe competia: Governo.

Confesso que preferia ter visto o Presidente da República brilhar sem ser numa catástrofe, mas também é do conhecimento geral que é nos momentos difíceis que se vêm os melhores.

Costa não brilhou quando Portugal foi à falência, mas depois de arrumado o País com a sua veia comunicacional soube chamar a si louros de um desenvolvimento livre da troika e com ventos externos favoráveis como se tudo se devesse a ele próprio. Infelizmente na primeira grande intempérie que enfrentou, Pedrógão Grande, nem uma medida corretiva atempada tomou para então arrumar a casa, e pior, desresponsabilizou-se a si e ao Governo com heranças do passado.

Na segunda tempestade, Costa já seguia a mesma estratégia e não fosse alguém capaz de o enfrentar como o Presidente da República e duvido que hoje não estaria tão humildemente a trabalhar e a refletir nas prioridades dos problemas do ordenamento das florestas e do despovoamento rural.

Uma vez que não se pode alterar o passado, o importante agora é que se corrijam muitos dos erros de ordenamento territorial que aumentaram os riscos associados aos fogos e para as populações, cuja incompetência diretiva da proteção civil não impediu que resultasse em tantos mortos.

Também é verdade que não foi apenas a incúria e incompetência que levou a este aumento do risco que conduziu à morte de tanta gente, houve e há que ter a coragem de continuar a denunciar isto: interesses eleitoriais a curto-prazo de alguns políticos fecham os olhos e deixam que o perigo se alastrasse até tomar proporções difíceis de mitigar em danos humanos.

Infelizmente este interesse politiqueiro que coloca gente em perigo não é um mal exclusivo do Continente. Estou a recordar-me daquela pessoa que aqui no Faial durante a última campanha autárquica que me dizia com grande contentamento que tinha conseguido uma casa a bom preço porque os politicos tinham acabado com as zonas de risco… conhecendo eu a sismicidade regional, só espero que a abertura para gente ir viver em locais tão perigosos como aquele que ela me mostrou para a sua habitação não venha um dia a ser causa de mortes de Faialenses evitáveis. Mas se futuros sinistrados precisarem de socorro, desejo que também não encontrem uma organização tão incompetente de Proteção Civil como aquela que os Portuguesas se depararam neste verão em Portugal Continental.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

A LIÇÃO DE COSTA A PASSOS

Ao ouvir as propostas para o Orçamento de Estado de 2018 apresentadas pelo Ministro das Finanças vejo que já não há pudor em se dizer que os congelamentos de carreiras na função pública vêm desde o ano de 2010, ou seja do tempo do PS. Percebi que neste mandato se reduziu a sobretaxa aos vencimentos progressivamente como propunha a coligação Portugal à Frente nas últimas legislativas. Compreendi que se vai reduzir o IRS mas em contrapartida aumentam-se outros impostos por razões de saúde (produtos ricos sal ou açúcar e bebidas alcoólicas exceto o vinho) mas também sobe o selo dos carros. Mantém-se a estratégia de chamar rigor à austeridade. Assim até parece que vamos ter mais dinheiro disponível no fim do mês só que na prática não e é esta a conclusão final.

Pode parecer que fiz um crítica de desagrado relativamente ao próximo Orçamento de Estado, mas nada disso. Concordo na generalidade com o acima exposto, pois o Governo apenas está a ser realista na gestão dos dinheiros públicos. Agora o PS já não propõe o crescimento do PIB nacional através do consumo como dizia antes e sorridente até o Ministro das Finanças refere que este aumento é suportado, sobretudo, pelas exportações, isto tal como era defendido pelo anterior executivo.

Igualmente o Ministro assume o corte das despesas intermédias do Estado e impõem cativações nos gastos, algo que os atuais governantes e seus apoiantes eram totalmente contra até 2015 e lembro-me bem quanto a oposição lutava na rua o que agora no suporte ao poder acata e até implementa.

Pode-se até dizer que há aumentos extraordinários nas baixíssimas pensões de muitos Portugueses, mas o desbloqueio destas já vinha de trás e, além disto, é preciso não esquecer quanto o Estado tira logo com a outra mão aos pensionistas até nas simples bolachas de água e sal que muitos destes comem como alternativa a não ter tempo nem paciência para cozinhar uma refeição sozinhos com o novo imposto sobre vários alimentos prontos a comer.

Eu já sabia que os juros da dívida pública tinham uma grande importância nas despesas do Estado, estes quando baixam têm um impacte enorme na redução do défice orçamental… mas, curiosamente, foi também através dos esclarecimentos do Ministro das Finanças que me apercebi agora que após o anúncio da retirada da categoria de lixo da dívida pública portuguesa pela Standard & Poor’s que os juros voltaram a ser tão baixos quanto já haviam sido no mandato do anterior Governo quando da saída limpa e do regresso aos mercados. Um sinal que em termos de sucessos houve recuos nestes dois últimos anos e ninguém o denunciara convenientemente.

Assim vários dos elogios à atual governação tem mais de emocional que diferenças face ao proposto pelo anterior executivo após a saída limpa. As emoções são de facto tão importantes para as finanças públicas quanto a empatia da população a um dado político e às suas ideias. Isto é algo que há muito me apercebera e foi reconhecido de tal modo agora que até levou à atribuição do prémio Nobel da economia deste ano. Assim, após uma crise política, medidas semelhantes ditas de modo simpático por um governo em estado de graça podem ser melhor aceites do que medidas semelhantes implementadas por políticos desgastados e a prova está aí. Claro que o modo de defesa das mesmas pela comunicação social também pode ajudar.

Efetivamente, a facilidade de gestão de uma crise e da imagem de um governo depende muitas vezes mais do modo como os políticos dizem e apresentam as medidas de austeridade para estas serem acolhidas e aceites pela população face às implicações dos sacrifícios impostos ou do saber disfarçar a não libertação do efeitos práticos desse rigor na maioria dos cidadãos em si e esta arte de anunciar colocando-os de forma que até parece populista e usando outras palavrar para o bom-senso que antes de se chegar ao poder se recusava é a grande lição de estratégia comunicacional que António Costa deu a Passos Coelho.

Muitas vezes mais vale como se diz do que o aquilo que se disse mesmo.

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