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Archive for the ‘Ilhas’ Category

A Câmara de Comércio da Horta defendeu a abertura dos aeroportos do Faial e Pico a voos “low cost”, todavia, salvaguardou a necessidade de um regime apoiado pela Região. Efetivamente a experiência tem demonstrado que abrir algo à concorrência esperando que o privado aja em benefício das populações ao corrigir disfunções da administração pública em muitos casos resulta em prejuízo das comunidades mais desprotegidas com enviesamentos para o lucro fácil. Mas o poder público também é perito nesta subversão.

A verdade é que a administração pública regional não está isenta destes enviesamentos, veja-se que na questão dos transportes as pressões políticas tem sido muitas vezes interesseiras à preservação dos eleitos dos seus cargos que estes não se têm furtado a prejudicar ilhas menos populosas como o Faial e o Pico em detrimento de outras onde esperam cativar mais votos.

Por exemplo estratégia da empresa pública SATA só é possível por estar concertada com o Governo dos Açores, pois para fazer preços mais baixos a circuitos que passam por São Miguel e usam mais aviões e aeroportos para se chegar ao Continente do que ir diretamente para Lisboa num voo mais rápido e com menores encargos globais resulta de um enviesamento de não refletir no percurso indireto as despesas que resultam para a Região do uso um maior número de aparelhos e das taxas aeroportuárias das escalas pelas infraestruturas públicas regionais, ou seja: os Açorianos, inclusive os prejudicados, pagam pela calada estes encargos para a empresa pública favorecer a rota entre Ponta Delgada e Lisboa, aquela que descaradamente é referida na publicidade como Açores, para deste modo também intencionalmente apagar a existência de outras gateways no Arquipélago.

A tentativa que o Governo Açores teve em vender as plataformas logísticas no transporte de mercadorias é outro caso evidente de como o setor público também não é garante de defesa dos mais fracos se outros interesses mais altos se levantarem aos políticos.

Assim, sou favorável à abertura defendida pela Câmara do Comércio da Horta, mas as forças vivas do Faial, Pico e mesmo de São Jorge terão de acompanhar e analisar muito bem a solução a encontrar para no fim não nos venderem com grandes parangonas publicitárias nos mídia, para tirarem proveitos pessoais, um outro cavalo de Tróia que nos prejudicaria ainda mais a seguir.

Igualmente mantenho que a articulação no transporte inter-aeroportos e inter-ilhas é outra peça a estudar para garantir a unidade do Triângulo, pois deficiências neste sistema apenas servem para serem oportunisticamente exploradas por adversários da união entre o Faial, Pico e São Jorge.

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Foi triste que, num dia com ondas de 13 metros e sem qualquer alerta da proteção civil, a notícia de que a vila da Madalena do Pico assistira incrédula ao galgamento da sua zona costeira com a destruição de uma exposição, de um bar premiado pela sua arquitetura e do maior molhe do seu porto, tenha sido relegada pela RTP-Açores para segundo plano para se dar primazia à dúvida de quem compete pagar o transporte para a Região do cadáver de um Açoriano presidiário e a cumprir pena no Continente que infelizmente faleceu fora dos Açores.

Não está em causa a questão levantada ao nível da competência de custos, está sim em causa que não se dê o devido destaque da importância de um acontecimento numa vila Açoriana que sofreu graves danos durante uma maresia, situação que além dos impactes financeiros à escala local também são do orçamento regional e implicará transtornos para numerosos habitantes de duas ilhas dos Açores, Pico e Faial, que foi relevada para segundo plano, talvez apenas porque não ocorreu em São Miguel, ao contrário da origem do falecido micaelense. Uma vergonha secundarizar aquela noticia face a esta denúncia.

Para se ser Açoriano, como a RTP- Açores se julga que é, não basta ter no seu nome a palavra Açores, é preciso tratar todas as ilhas com o devido respeito e não dar primazia a um caso apenas porque está relacionado com São Miguel e relegar para trás o que de mais importante acontece na sua área de abrangência quando não ocorre na ilha política e economicamente mais forte do Arquipélago.

Apesar de ser Carnaval, este comportamento da RTP-Açores é indigno e leva-se a mal.

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Não admira que haja um menor crescimento do turismo no Triângulo do que na Região, com tantas dificuldades que são colocadas na realização de reservas da Azores Airlines diretamente para a Horta, no embuste que foi o charter para Pico destinado a enganar Picoense e na calendarização tardia das ligações marítimas entre estas três ilhas; só um milagre é que este crescimento no Triângulo estaria acima do do Arquipélago.

Pior, este crescimento inferior é mesmo estrategicamente fomentado, não só pelo que acima foi dito, como também nas omissões de informação dos reencaminhamentos gratuitos, na tentativa de redução da rota Horta-Lisboa e nos esforços que a SATA tem feito para desunir Faialenses e Picoenses nas exigências de cada um em mais ligações nas suas ilha ou no uso dos seus dois aeroportos como alternativos e descaradamente evidenciado de quando há promoções turísticas dos Açores a imagens favorecem automaticamente a maior ilha da Região onde a transportadora aérea regional quer concentrar os passageiros.

São Jorge sofre também por tabela por muitas das indecisões que tem sempre que é convidada a reforçar a sua união ao Triângulo e vacila pelas sua histórica ligação à Terceira herdada do passado e do tempo da ditadura e, efetivamente, há quem alimente esta incerteza que prejudica a ilha geograficamente central dos Açores… mas muitos Jorgenses ainda não se aperceberam disso.

O Triângulo só confirmará todo o seu potencial quando unido vencer todos os que têm medo da sua força e criam barreiras ao turismo integrado do Faial, Pico e São Jorge.

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Depois de vários acidentes em atracações de embarcações com passageiros, onde um deles provocou a morte de um Faialense no cais de São Roque do Pico, eis que só decorridos mais de dois anos a Portos dos Açores anuncia que vai instalar novos em cabeços de amarração em portos das ilhas do Pico, São Jorge e Faial e ainda divulga esta intervenção, uma atrasada e lenta correção, como um investimento. Uma forma de comunicação que cheira mais a propaganda do que a reparação dos danos já provocados ao Triângulo.

Assim se sente a autodesresponsabilização política e civil dos Administradores desta empresa e governante da tutela no acidente que ceifou a vida de um Faialense ainda jovem, bem conhecido na sua ilha, acresce que parte destas infraestruturas portuárias são muito novas, evidenciando-se deste modo também a má qualidade das obras que estes responsáveis “investem” com os dinheiros públicos… mas ninguém é culpado nem política, nem moralmente pelo mal-feito.

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Ao princípio, em abril último, a propaganda política permitiu criar a ilusão de um grande feito: asseguravam-se ligações aéreas da TUI diretamente entre Amesterdão e o Pico. Era a primeira ligação internacional  com alguma regularidade no Triângulo e a ilha Montanha seria a principal beneficiária, mas também os seus vizinhos Faial e Pico. Até eu acreditei, mas depois devagarinho foi-se descobrindo a marosca.

Primeiro, voo direto mas com um número muito limitado de reservas no avião para o Pico, a maioria teria de ir para São Miguel, os voos eram redondos, ou seja, teriam sempre de pisar a maior ilha dos Açores e rapidamente se percebeu que o objetivo principal era rentabilizar o destino Ponta Delgada.

Depois começaram-se a ouvir problemas na promoção e integração do pacote dos destinados ao Pico, que poderiam também vir para o Faial ou São Jorge.

Agora noticia-se que a ligação ao fim de 6 meses é para acabar e enquanto no começo o Governo dos Açores colhia louros assumindo a sua liderança na iniciativa, agora o Secretário Regional do Turismo limita-se a dizer que foi uma “esta alteração foi efetuada pela operadora” (in jornal incentivo)… o comportamento típico deste executivo: nunca assume culpas dos falhanços do que por cá ocorre, a culpa é sempre dos outros.

Todavia, quando alguém faz algo de positivo logo surge o Governo dos Açores a colar-se, a assumir-se como o parceiro ou o pai da ideia ou do projeto e quando não conseguem esta bandeira sente-se o desapoio ao promotor.

Novamente se fala dos encaminhamentos… como se isso fosse algo diferente do que existia antes de abril, mais precisamente, desde que começou o atual modelo de transporte aéreo de passageiros low cost entre os Açores e o exterior

Infelizmente o Pico foi agora vítima desta forma centralista de governar a Região e o Triângulo também, mas cá pelo Faial já me habituara a ver as coisas a não passarem da primeira fase…

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A tentativa falhada de golpe de estado na Turquia levanta muitas questões: diplomáticas, éticas, políticas e geoestratégicas. Entre estas e sabendo que na diplomacia os interesses e aproveitamentos nacionais e regionais sobrepõem-se ao global, tem lugar a pergunta egoísta:

– O caminho que Erdogan está a trilhar presentemente poderá ou não reforçar a importância geoestratégica da base das Lajes nos Açores?

É verdade que ética e politicamente estou preocupado com o que se está a passar na Turquia, país que desejei visitar ainda este ano e foi a instabilidade e insegurança que senti existir ali que me levaram a optar pelos vulcões em torno de Nápoles. Neste momento é evidente que a tentativa de golpe de estado, quer tenha sido uma revolta intencional ou uma encenação para reforçar o poder do atual presidente da república, está a ser utilizada por Erdogan para eliminar adversários, impor restrições democráticas e efetuar desrespeitos às regras da justiça num estado de direito.

Uma coisa é prender revoltosos, outra é destituir juízes. Um golpe de estado é sempre fruto de um pequeno número de pessoas, se não perde-se o  secretismo que a ação requer para vingar, pelo que quando se prendem centenas, neste caso milhares de pessoas, já se sabe que se está a aproveitar a situação para se atingir adversários a coberto do acontecimento.

Quando se destitui milhares de juízes, percebe-se que se está a atacar a isenção da justiça para a colocar ao serviço do poder executivo e lá se vai um pilar da democracia moderna.

Quando se pretende alterar a lei para impor punições agravadas com efeitos retroativos, neste caso a pena de morte para os revoltosos, acaba-se com uma das regras fundamentais do estado de direito.

Erdogan dialoga com o ocidente e os radicais islâmicos, agora sobe as suas exigências às democracias da Europa e EUA e torna-se mais radical, usa e abusa de crenças religiosas na população para fins políticos e lá se vai a laicidade do estado.

Curiosamente Erdogan tem uma popularidade enorme e usou-a em proveito próprio em pleno curso do golpe de estado, quando o bom-senso apelaria a que os líderes evitassem envolver civis para não causar mortes inocentes, assim aproxima-se das táticas dos radicais islâmicos.

Agora provavelmente a confusão aumentou no próximo a médio-oriente, o islamismo radical talvez tenha ficado com mais uma porta aberta para se aproximar do ocidente, o equilíbrio de forças na região pode estar mais periclitante e a segurança mundial, sobretudo na Europa, cada vez pior e o risco de expansão de conflitos e do terrorismo a crescer.

Porque em todas as crises houve sempre Estados que saíram beneficiados da situação de forma indireta, novamente a pergunta egoísta: a base das Lajes continuará com a mesma importância neste novo quadro de instabilidade no limite oriental do Mediterrâneo?

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Através do Incentivo, soube-se que cerca de 40 empresários dos Açores defenderam a ampliação da pista do aeroporto da Horta, sendo que esta antiga reivindicação foi assumida não apenas por Faialenses, mas pelas próprias Câmaras do Comércio e Indústria da Região, dando assim um cariz regional a esta pretensão faialense. O que justifica que a notícia também fosse replicada no Correio dos Açores.

Há muito que esta é uma das principais, se não a principal reivindicação do concelho da Horta e já mereceu numerosas posições das instituições representativas das populações do Faial, tanto no domínio político, como económico, desde a Câmara e Assembleia Municipal, partidos, Conselho de Ilha, até à Câmara de Comércio.

Este assunto junto com os investimentos no domínio da segurança das aproximações de aeronaves, de modo a evitar os cancelamentos por fatores meteorológicos e a viabilizar aterragens sem tantas penalizações no transporte de carga e passageiros ou dimensões doas aparelhos, são fundamentais ao desenvolvimento economicossocial do Faial e do Triângulo.

Paralelamente, numa perspetiva de integração adequada do Triângulo, como zona unida e um destino turístico específico dentro dos Açores, este assunto não pode continuar desligado do facto desta pista ter de ser e passar a ter sempre que possível como alternativa o aeroporto do Pico, assegurando que quem vem para o Triângulo não acaba depois reencaminhado para fora dele ou com regresso à origem sem chegar com facilidade ao Faial, ao Pico ou São Jorge devido a condições meteorológicas (como este nevoeiro que teima em nos visitar), arbitrariedades da empresa de transportes aéreos ou outras penalizações e incógnitas várias.

Todavia a complementaridade de alternativa entre estes dois aeroportos implica também que quando existirem desvios de aparelhos entre estas pistas, por razões várias, haja imediatamente um sistema de reencaminhamento dos passageiros para os seus destinos pretendidos: Faial ou Pico, sem estes ficarem reféns dos horários das ligações marítimas regulares no canal e da inexistência de transportes em terra, levando a esperas demoradas que desincentivam novas visitas ao Triângulo. Aspeto que tem de começar a fazer parte das preocupações da forças vivas destas duas ilhas e apresentação de soluções integradas de ambos os lados do canal.

 

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