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Archive for the ‘Ilhas’ Category

A Rádio Faial noticiou ontem que o número de passageiros nos aeroportos dos Açores cresceu em fevereiro último face ao mesmo mês de 2017, mas o Faial, em contraciclo, é a ilha que mais diminui. As consequências da estratégia da SATA de não promover o aeroporto da Horta aos visitantes ou de tornar esta entrada mais cara, se for usada como entrada ou saída direta do Arquipélago, continua a fazer os seus efeitos de prejudicar esta infraestrutura faialense.

É evidente que um visitante ao ver que só pelo facto de circular num voo direto para o exterior a partir da Horta lhe custa muito mais dinheiro, tende a desviá-lo para outras entradas e saídas da Região (até eu faria o mesmo), até porque pode poupar praticamente o preço dos voos entre várias ilhas do Arquipélago, embora com mais incómodos que não sabe, ou seja, andar de graça à custa dos impostos dos Açorianos que são prejudicados com esta maldade de centralizar os transportes aéreos em Ponta Delgada.

O centralismo de Lisboa face ao resto do Continente que anda recentemente a ser denunciado, não é maior que a estratégia centralista do Governo dos Açores para favorecer São Miguel.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

CONQUISTADO A FERROS E PELOS MÍNIMOS

Faz hoje dois meses que, com grande tristeza, fomos informados do encalhe da embarcação de passageiros “Mestre Simão” no porto da Madalena e se a primeira preocupação foi para o salvamento das pessoas, que felizmente correu bem, a segunda foi logo para a necessidade de se reduzir o efeito da indisponibilização deste navio na qualidade e quantidade do serviço de transporte de passageiros no Triângulo e, sobretudo, no canal Faial-Pico.

Apesar de tudo, o Governo dos Açores e o seu braço empresarial para este serviço: a Atlanticoline, deram a entender, após o reconhecimento da irrecuperabilidade do Mestre Simão, que iriam construir um novo navio com características “similares à que agora foi perdida” e deixaram entender que, até lá, daqui a mais de um ano ou mesmo dois, apenas recorreriam aos velhinhos cruzeiros trintões do tempo de Mota Amaral para colmatar esta falta.

Contudo, cedo ficou evidente que, pelo aumento de passageiros e viaturas a circular no Triângulo e Canal e os objetivos de desenvolvimento do turismo destas ilhas, esta solução era escassa.

Assim, foi preciso pressionar o Governo dos Açores, as redes sociais na internet começassem a mostrar inquietude e após a requisição do PSD-Açores na Comissão de Economia do Parlamento Regional para audição do Presidente da Atlanticoline sobre este problema, para que este falasse, finalmente, de uma tentativa para compensar esta falta até à chegada ao Triângulo da nova embarcação a encomendar. Novamente com outra ação escassa, diria mesmo minimalista, a tentativa de reaproveitar o velhinho navio que já deixara de operar “Expresso do Triângulo”.

Não sei porquê, mas qualquer decisão do Governo dos Açores e das suas empresas para bem das ilhas do Triângulo, mesmo que para as compensar de um desastre, como é este caso, tem sempre de ser tirada a ferros do executivo regional e, mesmo assim, gera, por norma, uma medida minimalista que não repõe entretanto a situação.

A verdade é que o maior avanço das últimas embarcações de passageiros para o Triângulo não foi o número de lugares ou a redução de tempo das viagens, mas sim, a possibilidade de agora também se transportar viaturas, permitindo uma melhoria evidente neste serviço quase 20 anos depois da saída da governação de Mota Amaral e, ao primeiro contratempo, infelizmente, já não são capazes de garantir no mercado outro navio que ofereça aquela condição que tínhamos desde há poucos anos, uma vez que o Expresso do Triângulo não assegura o transporte de carros, reduz-se esta oferta.

Tenho praticamente a certeza, vendo outras situações, que se algo de equivalente tivesse corrido lá por São Miguel, o Governo dos Açores, através da sua Atlanticoline, se desdobraria, e muito bem, para encontrar uma solução temporária que não fosse inferior à das condições anteriores ao encalhe.

Infelizmente, para o Triângulo as soluções são sempre diferentes e pelos mínimos, qualquer melhoramento ou minimização de incidentes num serviço público regional prestado às suas populações e economia tem sempre de ser arrancado a ferros, com um esforço redobrado, evidenciando-se assim a má vontade do Governo dos Açores para com as gentes destas ilhas.

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A ser verdade que esta pretensão da Ryanair depende de negociações com o Governo dos Açores, este está entre cruzes e caldeirinhas como se costuma dizer. Se apontar uma ilha terá críticas de outras: se disser Pico, muito do discurso do PS-Faial terá um rombo mortal; se disser Faial, terá um loby na ilha Montanha a odiá-lo e se disser Santa Maria  até conseguirá unir o Triângulo contra ele.

Não sei se Vasco Cordeiro pode ainda descalçar a bota e deixar caminho aberto à Ryanair, mas mesmo assim, não deixará de ser alvo de críticas. Muito deste potencial ónus negativo político teria sido evitado se o Governo dos Açores tivesse antecipadamente aberto os aeroportos “das ilhas de baixo” com estatuto internacional a low-costs e só tirasse o serviço público se a rota estivesse convenientemente assegurada por uma empresa de aviação para essa ilha.

Infelizmente o Governo dos Açores preferiu a omissão em benefício da ilha verde e cobardemente não tomou medidas sobre obras nos aeroportos do Triângulo, tacitamente deixou os bairrismos tomarem força no Canal e usar a SATA para encaminhar Faialenses e Picoenses para a Azores Airlines em Ponta Delgada… até que alguém de fora visse o potencial de outras ilhas que não São Miguel e Terceira e o deixasse com o ónus da decisão que não queria tomar nas mãos e de conhecimento público.

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O meu artigo de hoje no Incentivo

REFLEXÕES SOBRE O CASO COFACO

É muito triste assistir ao que está a acontecer ao trabalhadores da fábrica da COFACO na Madalena do Pico pela decisão unilateral da empresa de encerrar esta unidade fabril e despedir todos os seus trabalhadores, que até inclui operários que, à força da necessidade, foram deslocados há 8 anos das instalações do Pasteleiro no Faial para aquele estabelecimento da ilha em frente.

Contudo, verifico que neste caso há unidade de esforços em todos os políticos, autarcas ou deputados, independentemente da sua cor política, no sentido de assegurar que no futuro haja uma solução que reintegre os trabalhadores agora despedidos.

Saliento que até ouvi a um eleito pelo Pico de um partido mencionar um titular vencedor por outra força política como estando ambos a trabalhar em conjunto na busca de compromissos que garantissem condições de trabalho a médio prazo para os agora desempregados. Assim, apesar da situação negativa da decisão da COFACO, dá gosto ver tal unidade dos políticos na justa defesa das suas populações.

Confesso que também gostaria de ter visto tal unidade e intensidade de esforços em muitas situações que ocorreram nos últimos anos no Faial, mas por cá, talvez porque quem tomou unilateralmente várias decisões prejudiciais à ilha foi o próprio poder político, assisti, por norma, que os eleitos pela força partidária do executivo decisora a preferir defender esse governo em vez de lutarem do lado dos interesses do seu Povo.

Sei que é mais fácil criar unidade entre políticos de cores distintas quando quem toma uma decisão geradora de descontentamento é alguém exterior à classe política e a COFACO não pertence a este grupo, embora pense que muita da sua estratégia, como noutras empresas na Região, resulte de acordos com os governantes e dos subsídios aprovados por estes.

No Faial, quando a COFACO decidiu fechar a sua unidade fabril, porque o causador era exterior à classe política, também não vi desunião nas críticas à empresa, embora não tenha visto os eleitos por esta ilha do lado do Governo dos Açores mostrarem um empenhamento tão intenso como o bom exemplo que agora vejo em todos os eleitos do Pico no outro lado do Canal. Infelizmente, também não me recordo de a COFACO ter então sofrido penalizações em subsídios pela atitude unilateral que tomou contra os Faialenses, como agora já vi ser sugerido por políticos.

Isto leva-me a pensar que os eleitos, além de tenderem a ser mais unidos com as causas do Povo que os elegeu quando os decisores culpados não são políticos, mesmo nesta situação, o empenho demonstrado pelos eleitos não é igual em todas as ilhas e, neste último aspeto, o Faial não é o melhor exemplo de empenho em torno das causas dos Faialenses e, ainda por cima, temos o azar de que as principais causas de agora dependerem de decisões de governantes, como é o caso do aeroporto, da variante e do porto, confirmando-se o ditado de que um azar nunca vem só.

Votos para que no Pico todos assim unidos levem a bom porto esta luta no caso COFACO em defesa dos Picoenses e não só.

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O Presidente do Governo dos Açores, hoje, em visita às obras da Escola do Mar no Faial, estimou que esta entre em funcionamento em 2019. Espero que a previsão se concretize. Mas, não me esqueço que esta escola nasce por nos terem tirado a Rádio Naval e as obras decorrem quando na Horta o IMAR fechou e despede pessoas e a COFACO do outro lado do canal despediu os seus trabalhadores. O preocupante é que este projeto é acompanhado de desinvestimento na área do mar nesta zona dos Açores.

Não sei de quem é a culpa, mas que há algo de estranho em todas estas coincidências, lá isso há. Sem as conserveiras no canal que fecharam, com redução de investigadores nas ciências do mar, com uma frota de pesca que deixa de ter razões para abastecer a indústria de transformação de pescado agora inexistente e aviões penalizados para exportar a carga da pescada, sem dúvida que os muitos sinais no setor da economia do mar no Faial e Pico são muito maus por agora e exigem uma atenção redobrada para compreender a crise que de facto se está a passar aqui no Canal.

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Lamentei em 2010 o fecho da fábrica do peixe da COFACO no Faial, logo após o período em que tal era viável sem ter de devolver os subsídios europeus que recebera. Então ofertaram aos seus trabalhadores faialenses vagas no Pico, não sei quantos dos que aceitaram continuam ainda a ir diariamente para a Madalena, mas foi um despedimento encapotado imposto de forma abusiva pela empresa a muitos. Volto a lamentar o despedimento agora daquela fábrica com a desculpa de construir uma nova sem se perceber das garantias aos novos desempregados.

É muito triste ver imporem ao Pico os mesmos sacrifícios que antes fizerem ao Faial, embora o ditado diga que: quando vires as barbas do teu vizinho a arder coloca as tuas de molho, um sinal claro que mais cedo ou tarde o mesmo irá acontecer a quem está ao lado.

Agora ainda sobra esperança com a perspetiva de uma futura fábrica que já se percebeu não será para o mesmo tipo de produção que a atual e por isso, mesmo que se venha a concretizar, talvez já não acolha todos os desempregados deste despedimento coletivo.

Sempre fui defensor de que o Pico e o Faial tinham ambos a ganhar quando lutavam unidos pela defesa de cada uma das suas ilhas, em vez de se gladiarem esperando que com a desgraça ou desinvestimento da outra viessem a acolher benefícios do exterior mais forte. Um engano total tal estratégia!

Sou há muito da opinião que quando uma ilha do canal enfraquece está aberta a porta para a seguir esse exterior mais forte começar a atacar a outra. O que se está a passar agora com a COFACO da Madalena aponta para a correção da minha forma de pensar o problema ao nível do eixo Faial-Pico e, coerentemente, estou solidário com o Pico, pois o enfraquecimento deste, a médio ou longo prazo, também atingirá o Faial.

A solidariedade tem dois sentidos e se for feita com inteligência consegue-se defender a sua terra sem pisar a do vizinho e nunca nos devemos aliar aos mais distantes e fortes que ambicionam os bens na nossa vizinhança, pois neste caso rompem com cooperação dos vizinhos que servi para se defenderem e esse exterior depois vem buscar os bens que ambicionava de cada um deixando os dois cada vez mais fracos.

Votos que este processo acabe bem no Pico para de todas as gentes do Canal.

 

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

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