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Archive for the ‘Ilhas’ Category

O Incentivo noticia o decréscimo de dormidas no Faial em junho e, exceção de Graciosa e Corvo, o resto dos Açores teve melhores resultados. Junho podia ser uma crise passageira, mas os valores semestrais dizem que esta foi a ilha onde o crescimento do turismo foi menor em toda a Região e tantos meses já indiciam que algo vai pior na Horta do que no resto do Arquipélago.

Segundo sei, a Câmara fez divulgação do Faial e do Triângulo na bolsa de turismo de Lisboa no início do ano, pelo que seria normal um aumento nas três ilhas desta sub-região, a não ser que a falta de uma liderança a sério do nosso município até ao susto de outubro último esteja ainda a ter reflexos na Horta ou então, como noutras coisas em que dizem mais do que fazem, o show-off foi mais para convencer Faialense a votar neles do que foi capaz de trazer os Portugueses de todos os outros concelhos do País a virem à ilha Azul.

Certo que o Governo Regional faz promoção dos Açores, mas há muito que este centra toda a sua estratégia nos mais diversos setores para dar bons frutos em São Miguel, pelo que não me admira que tenha acontecido precisamente isso e neste semestre esta ilha sozinha concentrou quase 70% do turismo do Arquipélago, como se ainda houvesse dúvidas sobre o centralismo do Governo Regional para São Miguel os resultados estão cada vez mais à mostra.

Apesar de tudo, espero e prevejo que devido à melhoria do programa musical da semana do Mar durante a pré-campanha, ao menos julho ou agosto  de 2017 tenham revertido este mau semestre do Faial.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

PLACA GIRATÓRIA DE PASSAGEIROS EM PONTA DELGADA DE VENTO EM POPA

Não haja dúvida, devagarinho, mas não tão devagar quanto se possa pensar, aquela infeliz intenção, que qualquer pessoa perspicaz verifica existir no Governo dos Açores embora nunca assumida às claras por este, de transformar o aeroporto de Ponta Delgada na placa giratória de entrada e saída dos passageiros residentes ou visitantes ao nosso Arquipélago, vai avançando na prática.

Às vezes a Administração do grupo SATA, nomeada pelo poder regional e por isso destinada a ser serviçal à estratégia centralista dos transportes aéreos pretendida pelo Governo dos Açores, comete uns descuidos comunicacionais e lá tem de recuar nas palavras ou dar a volta para acalmar a coisa. Assim aconteceu no inverno passado com o excessivo descaramento e deste modo fácil de rebater por quem tinha acessos aos números e não tinha complexo em defender o Faial, quando, com estatísticas trabalhadas para apoiar a intenção oculta de desviar passageiros para Ponta Delgada, Paulo Menezes deu uns valores de baixa ocupação dos aviões da rota entre Lisboa e Horta para a esvaziar e não atender às justas reivindicações dos Faialenses nesta ligação.

Foi um deslize mal feito e logo rebatido por certos Faialenses atentos e não subservientes aos interesses de quem está no poder. Então a Administração lá se remeteu ao silêncio para a coisa passar, mas não houve mudança estratégica que comprometesse a intenção de levar a cabo a placa giratória no aeroporto João Paulo II. Pena este nome, pois o Santo até não tem culpa nenhuma destas diabruras do Governo Regional!

A estratégia de centralizar o transporte de passageiros em S. Miguel continua também a aproveitar o acordo de serviço público nas ligações entre os Açores e o Continente ao fazer que seja mais barato quase sempre as viagens do Faial, Flores ou Pico para Lisboa se o passageiro optar por uma rota com escala em Ponta Delgada, acredito que isto é para esvaziar em primeiro lugar a rota direta ao exterior a partir da Horta.

Efetivamente este centralismo vai de vento em popa e já começou a atingir a Terceira com o fim da sua ligação direta ao Porto pela Azores Airlines, aquela ilha sofre agora na pele o seu erro estratégico de tentar dividir outras menores do Arquipélago, a pensar ficar com as migalhas dos mais pequenos, mas, como acontece nestes casos, nem fica com estas e até é espoliada pelo topo fortalecido. Estou solidário com os protestos terceirenses, embora estes sejam o fruto amargo da sua opção errada contra nós e serviu apenas aos defensores da placa giratória em Ponta Delgada.

Não deixa de também de ser estratégia deste centralismo de transporte aéreo a demora que estamos a ter na efetiva concretização no aeroporto da Horta do projeto RISE, o apoio aos argumentos contra a ampliação da pista no Faial e até a facilidade com que se desviam aterragens para outra ilha às menores dificuldades em chegar à freguesia de Castelo Branco, mais ainda, se depois a ligação ao destino final pretendido parecer descoordenada como se queixaram passageiros que na terça-feira passada, com bom tempo e apenas uma brisa ligeira cruzada na pista, viram o voo da Azores Airlines ir para o Pico. Até porque para este argumento subsistirão sempre dúvidas, bem exploradas pelos centralistas, entre as condições reais, a sua afetação no avião e a sensibilidade do piloto, que favorecem a centralização que, como Faialense, recuso.

Não sou contra a expansão de outras rotas e infraestruturas, mas já não é a primeira vez que estas são usadas apenas para espicaçar divisões entre ilhas mais pequenas, mas depois do veneno injetado são esvaziadas sem nenhuma outra contrapartida, mas com novo reforço do centralismo da placa giratória em Ponta Delgada. Mas há gente que ainda não aprendeu com a repetição desta maldade!

Há muito que existem políticas centralistas nos Açores, por vezes claras, como a de tirar a Rádio Naval da Horta só para a colocar em Ponta Delgada, mas as mais perigosas são as implementadas com subterfúgios a argumentos falsos e a contar com os Migueis Vasconcelos nas ilhas mais pequenas que por um cargo colaboram com o inimigo, por vezes cegos pela sua grande ambição.

Apesar do muito que se tem falado de estudos pagos por cá, mas incapazes de levar a compromissos dos destinatários a executar o projeto de ampliação da pista da Horta, é a intenção disfarçada do Governo dos Açores de centralizar as ligações aéreas para o exterior em Ponta Delgada que vai avançando contra a nossa vontade de vento em popa e tornando-se cada vez mais irreversível.

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Não há ilha, concelho ou localidade nos Açores, bem como nas diversas comunidades onde vivem Açorianos ou descendentes de gente deste Arquipélago que não celebre a festa em honra ao Divino Espírito Santo, é sem dúvida o traço cultural mais comum das gentes desta Região esta festa 50 dias após a Páscoa, o Pentecostes.

Império

O Império Central da Ribeirinha ou Império Amarelo

Coroas

As Coroas da Irmandade do Espírito Santo do Império Amarelo, o elemento principal e símbolo desta festas, a coroa do Espírito que está sempre presente no mundo, no Açoriano e impera sobre tudo e todos.

Boas Festas Açorianos e a todos que se deixam cativar pela nossa cultura e religiosidade.

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Vasco Cordeiro criou uma nova estratégia para fugir à resolução de problemas em várias ilhas dos Açores, não fazer porque não deve pagar a fatura. Usou-a com o aeroporto da Horta e agora com o passivo ambiental da base das Lajes. Não critico esforços para que os responsáveis paguem as respetivas obrigações, só que tal não pode servir de desculpa para o Governo dos Açores não resolver os problemas ou não atender às justas aspirações de Açorianos quando não estão na maior ilha maior.

As despesas dos estudos da Câmara da Horta já estão a ser pagas, direta ou indiretamente, pelos Faialenses, ao deslocar para este objetivo dinheiro que poderia ser empregue noutras obras, mas é obrigação do município da Horta e também do Governo dos Açores de dar prioridade às maiores necessidades da Terra e atendê-las, em detrimento de responsabilizar terceiros para não fazer nada, adiar o problema e ainda sentir-se desobrigado de atender às reivindicações do Povo.

Quando  o Estado, a Região ou o Poder Local exigem a proprietários obras por razões  de interesse público e estes se recusam fazer, tem poder para as implementar e depois cobrar a fatura. Se este novamente fugirem às suas obrigações foi também para isso que se fizeram os tribunais, o que é urgente é não parar usando a desculpa de querer-se entregar uma fatura antes dessa urgência ser feita.

Tanto a ampliação do aeroporto da Horta, como o passivo ambiental na Terceira são urgências que não se compadecem com essa inoperância estratégica agora inventada por Vasco Cordeiro.

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Será mesmo verdade que a razão que o médico que prestava serviço no Corvo ter sido exonerado foi por este não aceitar subscrever declarações médicas falsas para colocar utentes do serviço de baixa ou estes efetuarem viagens ao exterior da ilha às custas do serviço regional de saúde sem o necessitarem? A ser verdade, o que se deduz desta notícia é que alguém foi destituído de um  trabalho em funções públicas por dar cumprimento à Lei e ao seu Código deontológico contra a vontade do seu superior político hierárquico.

Será que alguém do Ministério Público deixa passar isto em vão, sem investigar e depois disto ser denunciado na comunicação social? Jornais e televisão pelo menos.

Será que isto, a ser verdade, não se configura um crime público?

A ser mesmo verdade, não será um uso abusivo do poder político?

Dúvidas e assunto que gostaria de ver devidamente esclarecidos.

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O caso do arquivamento pelo Ministério Público do processo em que o cabeço de amarração do porto rebentou e matou um Faialense no navio Gilberto Mariano por não encontrar culpa no mestre da embarcação, faz-me lembrar aquela história da Entidade Pública que não efetuava a manutenção da ponte que caiu, mas quem foi acusado não foram os dirigentes, mas sim um mergulhador. Depois o juiz desculpou-se com a meteorologia ao não ver culpas no mergulhador. Aqui o cabeço do porto rebenta e acusam o mestre da embarcação, claro perante tal desvio parece que só restava esta solução, o que me entristece é que sem dúvida os verdadeiros culpados andam entre nós a vangloriar-se que o processo foi arquivado.

É a impunidade no sistema politico que temos e o estado de justiça que assim funciona. Resta-me ficar indignado com a situação, pois não mais voltarei a cumprimentar a vítima do acidente que não regressará à vida apesar da inexistência de culpados nesta justiça.

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Já temia e alertei, se há culpas de serviços externos por demoras, a verdade é que um doente com cancro teme pelo facto da sua doença não estar a ser acompanhada por um especialista oncológico, algo que o Hospital da Horta deixou de ter e afeta agora a vida e a esperança de pacientes de várias ilhas dos Açores, nomeadamente Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo

Fonte: Doente com cancro queixa-se de demora no atendimento (Vídeo) – Sociedade – RTP Açores – RTP

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