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Archive for the ‘Ilhas’ Category

O Presidente do Governo dos Açores, hoje, em visita às obras da Escola do Mar no Faial, estimou que esta entre em funcionamento em 2019. Espero que a previsão se concretize. Mas, não me esqueço que esta escola nasce por nos terem tirado a Rádio Naval e as obras decorrem quando na Horta o IMAR fechou e despede pessoas e a COFACO do outro lado do canal despediu os seus trabalhadores. O preocupante é que este projeto é acompanhado de desinvestimento na área do mar nesta zona dos Açores.

Não sei de quem é a culpa, mas que há algo de estranho em todas estas coincidências, lá isso há. Sem as conserveiras no canal que fecharam, com redução de investigadores nas ciências do mar, com uma frota de pesca que deixa de ter razões para abastecer a indústria de transformação de pescado agora inexistente e aviões penalizados para exportar a carga da pescada, sem dúvida que os muitos sinais no setor da economia do mar no Faial e Pico são muito maus por agora e exigem uma atenção redobrada para compreender a crise que de facto se está a passar aqui no Canal.

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Lamentei em 2010 o fecho da fábrica do peixe da COFACO no Faial, logo após o período em que tal era viável sem ter de devolver os subsídios europeus que recebera. Então ofertaram aos seus trabalhadores faialenses vagas no Pico, não sei quantos dos que aceitaram continuam ainda a ir diariamente para a Madalena, mas foi um despedimento encapotado imposto de forma abusiva pela empresa a muitos. Volto a lamentar o despedimento agora daquela fábrica com a desculpa de construir uma nova sem se perceber das garantias aos novos desempregados.

É muito triste ver imporem ao Pico os mesmos sacrifícios que antes fizerem ao Faial, embora o ditado diga que: quando vires as barbas do teu vizinho a arder coloca as tuas de molho, um sinal claro que mais cedo ou tarde o mesmo irá acontecer a quem está ao lado.

Agora ainda sobra esperança com a perspetiva de uma futura fábrica que já se percebeu não será para o mesmo tipo de produção que a atual e por isso, mesmo que se venha a concretizar, talvez já não acolha todos os desempregados deste despedimento coletivo.

Sempre fui defensor de que o Pico e o Faial tinham ambos a ganhar quando lutavam unidos pela defesa de cada uma das suas ilhas, em vez de se gladiarem esperando que com a desgraça ou desinvestimento da outra viessem a acolher benefícios do exterior mais forte. Um engano total tal estratégia!

Sou há muito da opinião que quando uma ilha do canal enfraquece está aberta a porta para a seguir esse exterior mais forte começar a atacar a outra. O que se está a passar agora com a COFACO da Madalena aponta para a correção da minha forma de pensar o problema ao nível do eixo Faial-Pico e, coerentemente, estou solidário com o Pico, pois o enfraquecimento deste, a médio ou longo prazo, também atingirá o Faial.

A solidariedade tem dois sentidos e se for feita com inteligência consegue-se defender a sua terra sem pisar a do vizinho e nunca nos devemos aliar aos mais distantes e fortes que ambicionam os bens na nossa vizinhança, pois neste caso rompem com cooperação dos vizinhos que servi para se defenderem e esse exterior depois vem buscar os bens que ambicionava de cada um deixando os dois cada vez mais fracos.

Votos que este processo acabe bem no Pico para de todas as gentes do Canal.

 

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

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Conheço S. Jorge e percebo o apoio de Velas à ampliação da pista do Pico: a distância do concelho a S Roque do Pico é pouco mais que entre Horta e Madalena e não existe o bairrismo doentio que há entre estes dois centros. Nada no aval é contra obras na pista do Faial, existe um pedido para se articular o transportes aéreos e marítimos entre as duas ilhas, algo que já referi importante haver entre Faial e Pico mas caiu em saco roto dos que dominam o poder na ilha Azul.

Se os Faialenses querem que o aeroporto da Horta sirva bem o Triângulo, têm de ter também em conta que o melhor é o do Pico ser a sua alternativa e não o das Lajes ou o de Ponta Delgada, para isto as duas infraestruturas devem ter dimensões e condições para cumprir bem este papel.

Assim sendo, a ilha de São Jorge só fica a ganhar se os dois aeroportos mais próximos oferecerem boas condições de acesso e houver uma boa articulação nas ligações às Velas e inteligentemente aquele município não se meteu nas questiúnculas que existem entre os outros dois vértices do triângulo.

Agora uma coisa é certa,  não conheço ninguém a opor-se a obras no aeroporto do Pico enquanto no que se refere à pista da Horta, tenho visto adversários a agir fora e dentro do Faial e as culpas disto não estão apenas no exterior desta ilha.

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Adequar a oferta de transporte aéreo à procura nas rotas inter-ilhas é intenção da Secretária Regional, à partida é uma boa ideia, mas conhecendo como o Presidente da SATA trabalhou a estatística da ocupação dos aviões para prejudicar o Faial, isto obriga a grande atenção para que não haja malabarismos que prejudiquem a Horta. Abrir a Azores Airlines a privados pode ser apetecível com uma gestão racional, mas difícil sem os caprichos centralistas do Governo dos Açores.

São estas as duas novidades ao nível da política de transportes aéreos regionais noticiadas hoje no jornal Incentivo. Contudo, as ressalvas que lancei acima são minhas, pois a experiência diz-me que neste domínio o Governo Regional há muito que toma medidas moldadas de forma a prejudicar o Faial e também por vezes o Pico em matéria de acessibilidades para servir outros interesses bem distantes do Triângulo.

Na abertura do capital da empresa do grupo SATA é lógico que disponibilizar rotas ao exterior do Arquipélago fora do serviço público e rentáveis pode também requerer o recurso a medidas de desfavorecimento das ligações entre outros aeroportos açorianos de menor tráfego e o exterior da Região para viabilizar as centradas no aeroporto de Ponta Delgada e o já muito propalado “hub” a colocar naquela infraestrutura para centralizar os passageiros ali independentemente de serem de São Miguel ou não.

Tentativas de concentras a circulação dos Açorianos no João Paulo II já não são novas e com esta intenção de envolver privados esta tentação aumenta exponencialmente.

Assim, tendo em conta os riscos que interesses políticos ocultos pode envolver estas ligações todo o cuidado é pouco para os Faialenses, Picoenses e outros Açorianos não serem de novo ludibriados.

 

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Ophelia

A probabilidade de o Faial e as ilhas do Grupo Central serem afetadas por ventos de intensidade ciclónica do furacão Ofélia é inferior a 5% e como a sua posição já é próxima das longitudes destas ilhas a previsão atual não deve ficar longe da realidade. Contudo chuva e algum vento mais fraco é altamente provável para este fim de semana, algo a que nós já estamos habituados.

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esta empresa Pico Airways vale pela coragem e demonstração empreendedora, pois há que forçar as barreiras existentes para se ultrapassar os constrangimentos atuais. Só por isto esta iniciativa já merece ser referenciada pela capacidade dos seus proponentes. Há muita gente no setor privado só à espera, sem investir ou arriscar, embora este comportamento não seja um exclusivo do Faial, vai muito além desta terra, mesmo que nesta ilha em virtude do enorme peso do setor público seja mais normal esperar-se que seja este a resolver tudo.

Também não sou ignorante para não saber que já houve empreendedores no Faial que nas suas áreas de atividade quiseram ser inovadores e investir e que disseram que foram esmagados pelo poder instalado e até alguns saíram desta ilha  para outras porque lá fora lhes criaram as condições de investimento necessárias ao seus projetos ao contrário de cá, comprovando as suas justificações

Não vou levantar rivalidades bairristas, a coragem de iniciativa dos investidores que gostaria de ver no Faial logicamente merece o meu elogio se a vir no Pico ou em São Jorge e serão apontados os bons exemplos.

Apesar de tudo o que acima disse, as dificuldades sentidas ou o espírito de iniciativa a promover não são impedimento para ninguém nesta terra deixar de reivindicar justamente o quer que seja às entidades públicas em prol do Faial, tal como em outras terras por parte do seus residentes desde que não o façam em prejuízo de outras ilhas.

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