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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

A PRIORIDADE DO FAIAL PARA 2019

O ano de 2019 chegou e muitos dos velhos problemas da ilha do Faial mantêm-se sem resolução, outros, após longa e intensa pressão de Faialenses, entretanto já se resolveram, mas ainda é provável que novos surjam ao longo dos próximos 12 meses.

Sobre os novos é cedo para se saber da sua importância, mas entre os antigos há dois fulcrais para o futuro desta ilha: a qualidade do serviço da SATA nas acessibilidades aéreas ao Faial e a questão das obras das pistas do aeroporto da Horta. No que concerne ao primeiro, embora seja uma questão importantíssima a resolver, há que ter em consideração que um mau serviço no presente em princípio pode ser melhorado no futuro, logo, mesmo deixando feridas, é algo reversível.

Contudo, no que se refere às obras nas pistas, uma má ou insuficiente intervenção pode tornar-se num problema irreversível, ou seja, ficaremos com restrições de operacionalidade definitivas para o Faial e muito provavelmente sem viabilidade de corrigir num horizonte temporal à vista.

Assim há que estar atentos, pois uma intervenção que não atenda aos justos anseios de muitos Faialenses, só para se dizer que se fez obra, embora pelos mínimos, e sem satisfazer as já reais necessidades do Faial ou que venha a inviabilizar a expansão económica da ilha corre o risco de tornar-se noutra oportunidade perdida para esta terra.

Importa agora não repetir o mesmo erro de há uma década atrás que resultou na aceitação da redução do cais norte do porto da Horta. Então ergueram-se algumas vozes no Faial em protesto pela diminuição da nova baía. Só que estas foram silenciadas pelas instaladas no poder da ilha que lançaram então o boato de que esses críticos estavam contra uma obra e um investimento nesta terra e, em paralelo, as autoridades regionais argumentaram de que o novo projeto diminuído não comprometia a atracação dos cruzeiros que vinham para cá. Uma mentira que muitos engoliram e o projeto encolheu e os culpados não foram castigados

Infelizmente, logo após a inauguração viu-se que os cruzeiros de maior dimensão ficam fora dos molhes, isto quando não são “desviados” para a Praia da Vitória por falta de condições na Horta, animando aquela terra às custas do investimento insuficiente no Faial.

Assim, apesar de vários outros problemas por resolver, na minha opinião o projeto que é prioridade absoluta para o Faial é o conjunto das obras na pista da Horta e tudo indica que 2019 poderá ver as decisões sobre o tipo de intervenções a fazer naquela infraestrutura, só que agora os Faialenses têm de estar atentos a estes dois aspetos: se a obra terá as características suficientes para satisfazer as necessidade sem comprometer o futuro e se depois desta salvaguarda fica garantida de facto a sua construção ainda antes das eleições de 6 outubro.

Portanto há que salvaguardar não só as características necessárias nas obras das pistas do aeroporto da Horta, como garantir que a construção se tornou irreversível antes das eleições. Caso contrário, tal como em 2009, os Faialenses perderão outra oportunidade de passar aos seus filhos uma ilha em condições para se desenvolver, deixando-se enganar por quem tem poder de nos atirar areia para os olhos e ainda beneficiar com isso. Bom Ano Novo para todos.

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Meu artigo publicado hoje no diário Incentivo.

PISTA: APÓS APROVADAS AS RESOLUÇÕES, NADA DE BAIXAR OS BRAÇOS

Em Lisboa, no passado dia 18, a Assembleia da República, por unanimidade de todas as bancadas e em conjunto, aprovou na generalidade 4 propostas a recomendar a ampliação e melhoramento da capacidade operacional da pista do aeroporto da Horta, resoluções apresentadas pelo PS, o PSD, o CDS-PP e o PCP. Fiquei contente, mas ainda é cedo para qualquer foguetório.

Dei-me ao trabalho de procurar no portal da Assembleia da República o teor de cada uma das propostas apresentadas. Na introdução são diferentes, é normal, pois metem-se aí as considerações estratégicas e as visões do partido que a apresenta. Contudo, também ao nível do conteúdo recomendado verifiquei que as propostas não recomendam todas o mesmo, isto já requer maior atenção, pois, passada esta fase de propaganda, terá ainda de haver um entendimento para que haja uma proposta final com um mínimo de consenso na especialidade para ser definitivamente aprovada no Parlamento e, como muitas vezes acontece, o diabo esconde-se é nos pormenores.

Acredito que se houver boa vontade em todos os partidos será possível ultrapassar as diferenças e chegar a consensos que salvaguardem os principais objetivos dos Faialenses. Mas, se estivermos perante uma manobra política, sobretudo de quem tem de desembolsar o dinheiro e não quer gastá-lo, receio que alguns pormenores abram as portas para esta unanimidade vir a esbarrar em desentendimento que sirva para culpar outros de teimosia e resultar na inviabilização do projeto, permitindo a seguir propagar a ideia de o poder estar inocente por não se virem a reunir as condições finais para viabilizar a ampliação da pista e deste modo não desembolsar as verbas para a obra e acusar outros por não se fazer e ainda não perder votos. Alguns dirão: Isto seria maquiavélico! Mas na política deste País já vi situações do mesmo género, logo isto não seria nade de novo.

Assim, nem todos propõem o aumento da pista para 2050 metros, embora o acordo nesta pretensão talvez possa ser fácil de alcançar através do ponto da recomendação de se assegurar a concretização da ampliação da pista tendo em conta a categoria de aeroporto intencional da Horta obtida em 2001.

Igualmente deduz-se de todas as propostas que as intervenções na pista deverão ser discutidas na renegociação do Governo da República com a VINCI dos termos do acordo de concessão da ANA (dona do aeroporto), contudo, nada é dito sobre a possibilidade desta empresa não aceitar todos os custos do aumento da pista para além dos metros necessários à criação das zonas de segurança RESA (Runway End Safety Area) e, neste cenário e da leitura das introduções de algumas propostas, parece que certos partidos discordam totalmente que os executivos da República ou dos Açores comparticipem em tal investimento. Falta assim saber se na especialidade haverá abertura para se possibilitar como último recurso a comparticipação de dinheiros públicos, nacionais e ou comunitários, para não se criar impedimentos ao projeto de ampliação desejado pelos Faialenses.

Foi bom ter esta unanimidade, os protestos dos Faialenses obrigaram já a cedências, mas importa não esquecer: um voto de recomendação, mesmo unânime, não obriga o governo, não impõe nada, é um conselho que o executivo pode ignorar. Por isso, apesar da aparente boa-vontade de todos os partidos agora, até dos que apoiam o poder que terá a palavra final, os Faialenses não podem baixar a guarda, é cedo para qualquer festa, pois a ampliação não ficou ainda assegurada e já vi anúncios mais fáceis ficarem por cumprir e sem as perspetivas de desculpas que estas diferenças permitem

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P 3 10 17

Subscrevo na generalidade todo o artigo de Pedro Duarte, apesar de me parecer que neste momento ninguém vai conseguir que se pare para pensar… Infelizmente penso que vai ser o costume: a mera tentativa de arregimentar peões para eleger barões via que raramente leva a bom porto o quer que seja para mal do futuro do País.

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Meu artigo de opinião publicado hoje no semanário Incentivo:

FALTA DE IMAGINAÇÃO E AMBIÇÃO NA SEMANA DO MAR

Não haja dúvida: há falta de imaginação da equipa organizativa que elabora os programas lúdicos em terra da Semana do Mar, onde esta prova uma imaginação nula.

Até nos pacotes dos vários concertos que se realizam nas várias Semanas do Mar a organização é incapaz de surpreender qualquer mente perspicaz: muitos artistas mais baratinhos em anos sem eleições locais, mesmo que coincidam com bodas de aniversário deste festival náutico e grupos musicais potencialmente mais caros ou de maior renome quando as festas se sobrepõem a um período de pré-campanha eleitoral autárquica.

O ano de 2017 não foi exceção. Já em 2013 se dizia que teríamos de esperar quatro anos para ter um conjunto de artistas que satisfizessem públicos mais vastos e fossem chamariz de gente das ilhas vizinhas e, de facto, como então se perspetivava, a presente Semana do Mar em plena pré-campanha tem grupos de fora que dizem ser de maior nomeada e custos que os das anteriores três edições. Normal! Nem esta estratégia é novidade para o comum dos Faialenses com o mínimo de discernimento e de visão estratégica. Até já ouvi este ano: “Lá teremos de esperar mais quatro anos para um novo cartaz bonzinho!”.

Considerei que este conjunto era capaz de atrair vizinhos pois para os habitantes de outras ilhas mais distantes as “Festas da Praia”, com a sua maior versatilidade de programas, atratividade no nome artistas envolvidos e variabilidade gastronómica, já relegou a Semana do Mar há muito para o refugo das festividades realizadas no verão nos Açores.

Quando estudante, os meus colegas continentais tinham como referência do verão Açoriano dois grandes festivais: a Semana do Mar e a Maré de Agosto; e se esta última ainda preserva alguma mística, a da Horta, pela sua componente terrestre nem satisfaz muitos Faialenses há anos. Conheço até vários que em edições anteriores tiraram férias nestes dias para ir à Praia da Vitória ou outros locais, alguns salvaguardaram que em ano de autárquicas arriscavam a ficar por cá, mas esta estratégia a longo prazo é mortal para a emblemática Semana do Mar. Contudo subsiste ainda a ideia de que pelo menos na parte náutica a degradação não aconteceu como em terra.

O que se passou com o surgimento e crescimento de popularidade das Festas da Praia, que ofuscam a Semana do Mar, mostra bem aos Faialenses que se poderia ter feito melhor, mas era preciso uma criatividade diferente da que se vê no Faial. Talvez porque por lá estão há menos tempos nos seus municípios, nenhum outro no Arquipélago se arrasta sem alternâncias e renovação de cor como o da Horta, justifique o porquê de ao fim de tantos anos os do poder por cá se terem acomodado. Ainda me lembro que no início havia algum dinamismo e até capacidade reivindicativa, mas esgotou-se!

É verdade que o susto da derrota passado em outubro último permitiu agitarem-se mais um pouco: foi de empurrão; mas desde de então até tentaram mostrar estar ao lado dos Faialenses, antes em setembro não estiveram connosco… mas, mesmo assim, continuaram incapazes de unir os Faialenses de vários quadrantes, pois escondem o que dizem propor ao Governo e outras entidades, e desconfiam de todos os outros que há muito mais tempo levantavam a voz com alertas da questão do aeroporto, da SATA, do porto da Horta, do projeto RISE e outras coisas; e só agora tentam chegar-se à frente num orgulhosamente sós, típico de uma consciência pesada em política.

Apesar da degradação da Semana do Mar em terra, todos anos repito nestas páginas do Incentivo: Gosto da Semana do Mar! É uma época onde vejo amigos que durante o resto do ano não os encontro e isto basta-me. Tal não me impede de reconhecer que a comissão organizadora nunca foi capaz de levar os Faialenses a aderirem em força ao festival Náutico e a culpa não é do Povo mas sim deles quem tinham essa obrigação. Também a criatividade, imaginação e esforço nunca foi imagem de marca de quem mais investiu nestas Festas: a Câmara Municipal.

Poderiam questionar-me: se gosto… porque reivindico uma festa melhor? Porque não suporto comodismos em lideranças. Porque odeio que o Faial se deixe ultrapassar por falta de esforço. Porque poderia gostar muito mais se esta melhorasse e se tornasse num momento de projeção do Faial e do Triângulo para dentro e fora da Região e, sobretudo, porque a Horta merece melhor… muito melhor do que ver um grupo contentar-se em copiar por décadas a mesma receita da Semana do Mar sem tentar acompanhar o evoluir dos tempos e a satisfazer-se com o facto de a cada quatro anos gastar mais uns cobres nuns nomes sonantes para disfarçar a sua inércia em pré-campanha autárquica. É muita mediocridade e o meu Faial merece bem mais do que isto!

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

O QUE ERAM OS ANOS DE AUTÁRQUICAS NO FAIAL E O QUE É AGORA

Lembro-me bem do desfile de inaugurações que ocorria em ano de eleições autárquicas no Faial antigamente. Presidentes de Junta de Freguesia e da Câmara Municipal andavam então numa corrida de corta-fitas e de primeiras-pedras das obras resultantes do mandato que estavam a terminar. Era a forma de apresentar os frutos do seu trabalho aos Faialenses antes da ida às urnas.

Lembro-me também do desagrado das oposições com tanta inauguração e primeiras-pedras antes das eleições, pois os deixava sem discurso e assim tinham de se esforçar por apresentar ideias diferentes no seu programa em detrimento de apontar o que não fora feito.

Lembro-me, quando fui candidato à minha freguesia, me terem aconselhado que no meu programa eleitoral deveria constar o que pretendia, podia fazer e tivesse condições para arrancar ou concluir até ao final do mandato, pois os projetos repetidos para as autárquicas seguintes e não iniciados formavam a lista das promessas não cumpridas.

Era assim noutros tempos, outros modos de fazer política e onde o Faial ficava a ganhar com a exposição do trabalho realmente feito no terreno e à mostra dos Faialenses.

Depois isto começou lentamente a mudar, primeiro foi o discurso “the small is beautiful” ou “o pequeno é bonito”, para justificar a execução ou aceitação de projetos menores do que os anteriormente prometidos. Foi o início do tempo em que no desenvolvimento socioeconómico e infraestrutural o Faial começou a ficar para trás face a outras ilhas.

Após o sismo de 1998, houve autarcas a justificar o adiamento de projetos prometidos a esta terra, pois não queriam a ilha transformada em estaleiro e iniciou-se a fase onde as promessas para um mandato passaram a ter desculpas para não ser cumpridas e começou-se impunemente a repetir as mesmas propostas de 4 em 4 anos, atrasando-as mesmo décadas com desculpas esfarrapadas.

Esta degradação foi progressiva e o Faial foi ficando sempre para trás face a outras ilhas onde esta estratégia não pegava. Assim, não admira que no corrente ano de 2017 se veja a Câmara a apresentar novas versões de projetos antes prometidos, parecendo até novas promessas para o próximo mandato, mas que já se arrastam há anos e já foram comunicadas em anteriores autárquicas, repetindo a velha estratégia: dar a ideia de que é desta que vai ser. Só que a experiência mostra que no passado tal não levou a nada. É apenas o disfarce para a lista das promessas não cumpridas conforme me ensinaram antigamente e só se deixa enganar de novo quem quer.

Já perdi a conta às ideias e às versões dos projetos para a frente mar da Horta, mas esta nunca arrancou. Já não sei quantas vezes se disse o que se vai fazer para o Mercado Municipal, mas após tantos anos a obra nunca começou. Já mudou a quantidade e os locais de parques de estacionamento para o centro da cidade, umas vezes é a céu aberto, outras em silos de vários andares, só não surgiram os parques que de tempos a tempos se prometeram. Eis alguns de tantos exemplos.

Não me esqueço da prosápia com que nos tempos últimos se anunciou a primeira intervenção do saneamento básico da Horta, mas recordo-me bem quando, há mais de uma década atrás, na Assembleia Municipal a bancada a oposição propunha o faseamento deste trabalho para acelerar o seu arranque e o executivo avançar ao ritmo das suas possibilidades sem comprometer as finanças da Câmara. A sugestão foi criticada por não acreditarmos na capacidade anunciada do município, mas após tantos anos seguiram mesmo o velho conselho que então se deu, só não houve agora a humildade de assumir o atraso, nem a autoria da estratégia de fasear este investimento.

Este ano, reconheço, inauguraram bancos no jardim da República substituindo-os por outros iguais aos de antigamente, algo que não estava prometido nas últimas autárquicas, mas nem quero imaginar no que se diria há 20 ou 30 anos se um corta-fitas fosse para fazer uma correção de uma asneira de mau gosto e apenas voltar a repor algo igual ao que de bonito existia antes.

Há uma área que em todas as autárquicas vinha ao de cima: a rede de abastecimento de água; mas parece que no último mandato fizeram-se de facto investimentos que há muito foram sucessivamente adiados. Talvez fiquem corrigidas as disfunções do passado neste setor, mas com tantos outros adiamentos e tantas mais obras que não saíram do papel, virando apenas a projetos alterados reanunciados, não admira que o município tenha poupado dinheiro e diminuído as dívidas. Boa gestão era executarem-se as obras prometidas e ainda assim reduzir o endividamento.

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O meu artigo de opinião publicado ontem no diário Incentivo:

FUGA NA HORA DE ASSUMIR AS CULPAS

Não sofro de ansiedade em julgar para já o Governo de António Costa sobre a eficácia da sua estratégia de retirar Portugal da crise em que o País está mergulhado desde os pacotes de austeridade dos PEC, ainda na era Sócrates, que depois prosseguiu na era da troika na subserviência de Passos Coelho. Espero com calma para ver como isto vai acabar e a seu tempo se saberá.

Contudo, há um comportamento que me está a irritar no Governo de António Costa: a sua autodesresponsabilização nos problemas que persistem sem resolução e o não assumir das culpas da falta de ética política dos seus membros, em contraste com a desfaçatez em chamar a si o sucesso de coisas boas, até as que já vinham do passado. Este executivo tornou-se um perito em assacar louros do positivo e em refutar o que de negativo vai acontecendo sob a sua governação. Decorridos nove meses de poder, está na altura de começar, não apenas a assumir louros, mas também as consequências dos seus atos e de ser coerente nas comparações que se faz com o passado.

O atual Governo orgulha-se da redução do desemprego e isto é bom para o Portugueses, mas a verdade é que há mais de um ano atrás que o desemprego vinha progressivamente a diminuir, pelo que se Costa assume louros nesta matéria, é justo que também reconheça que apenas continuou algo que já vinha de trás e não apenas tirar destes números a prova do sucesso da sua estratégia.

Já ao nível do crescimento económico, o atual executivo tem um resultado mau, pois os números eram bem mais positivos no final da era de Passos do que na de Costa. Passou a haver uma diminuição deste progresso em Portugal e, pasme-se! Este dado económico até é pior do que aquele que o próprio PS projetava antes para o País se fosse a Coligação a governar. Todavia, perante este mau número, os ministros de Costa encolhem-se, não assumem o mal, calam-se e optam por falar de erros do passado, que também houve, mas nesta matéria estão bem piores e não reconhecem.

Na banca, se a anterior Ministra das Finanças não resolveu bem o problema BANIF, se teve menos sucesso numa solução para o Banco Espírito Santo que visava menos custos para os Portugueses; a verdade é que a forma como o atual Governo enfrentou o problema no primeiro banco deixa muitas dúvidas sobre o favorecimento de uma instituição estrangeira em prejuízo dos cidadãos nacionais, o Novo Banco continua ainda por resolver e o que se está a passar na Caixa é um exemplo de asneira da grossa. Pior, nem assumem que vão contra a Lei nacional ao nomear a gestão desta e, mais desastroso ainda, pretenderam alterar a Lei a contento das suas escolhas do momento, subvertendo o princípio de que a legislação deve ser generalista e não adaptada ao gosto dum freguês. Felizmente, todos os partidos, da esquerda à direita, deixaram o PS sozinho nesta pretensão que começa a mostrar um desnorte demasiado grande no Ministério das Finanças. Mas sobre esta alhada os atuais Governantes culpam o passado, Bruxelas ou o BCE e desresponsabilizam-se dos seus erros.

Apregoou-se o fim da austeridade, mas subir a coleta de impostos mais do que o crescimento económico significa que a austeridade aumentou, mas em vez de ser às claras, o Governo paga mais e tira mais ainda nas tributações, nos impostos sobre os combustíveis ou outras formas para disfarçar o que acontece e é ouvir gente a dizer que no fim do mês o dinheiro continua a desaparecer cada vez com maior intensidade, só que não foi às claras e o culpado não se assume.

Quanto à ida a França ver jogos de futebol à custa de empresas com as quais o Governo tem litígios, se isto fosse no passado era um escândalo monumental, agora ninguém assume culpas, apenas se devolve a oferta, esquecem-se as regras de conduta em vigor e impostas pelo próprio partido do

Governo e pelos seus desrespeitadas, propõe-se outras para o futuro e procura-se ainda comparar quem manda com comportamentos menos transparentes de quem está na oposição.

Este Governo viciado em acusar o passado e em desresponsabilizar-se do presente, nos primeiros dias da vaga de incêndios foi dizer que até então ainda tinha ardido menos do que no ano anterior, infelizmente para Portugal, nos dias seguintes no nosso País ardeu mais área do que em todos os restantes 27 Estados da União Europeia e bateram-se recordes de décadas. Alguém até hoje assumiu erros? Ninguém! Ao princípio ainda tentaram disfarçar com a calamidade da Madeira, mas perante a dimensão do desastre no Continente, quando se tratou de assumir culpas e já sem poder comparar-se com o Governo de Passos, o executivo de Costa fechou-se em copas.

Na verdade, a má gestão do espaço florestal tem décadas em Portugal, mas o atual governação também não fez nada para mudar este estado de coisas, pois só está bem preparada para a propaganda e não para corrigir erros. No Continente, sujeito fortemente a incêndios, em vez de se gerir preventivamente o problema, continua-se a optar por combater fogos quando o terreno já arde, tal como na Horta, exposta a tremores de terra, prefere-se fornecer tinta para fachadas em vez de cautelarmente se apoiar o reforço contra sismos, depois, quando corre mal, culpa-se a natureza.

Está na hora dos nos governam de não apenas divulgar louros, que também têm, mas igualmente de assumir os seus erros e de os corrigir, para não legar ao futuro um País, Região ou Concelho com os problemas que já herdaram e continuar na propaganda a culpar passado sem se resolver nada.

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Esta semana termina o prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD que vai a eleições no próximo dia 14 de março e elege a sua estratégia política e os restantes dirigentes em congresso de 1 a 3 de abril.

Apesar de numerosos militantes com projeção nacional e responsabilidades históricas no PSD, pelos cargos políticos que já desempenharam, terem sido fortes críticos de Passos Coelho nos últimos anos, a verdade é que este agora já não é Primeiro-ministro e era a altura dessa fação ou fações discordantes apresentar(em) projeto(s) alternativo(s) para o partido enquadrado na realidade atual. Só que esses críticos com as suas ideias diferentes encolheram-se, acobardaram-se e parece que vão contentar-se em ser meros comentadores na comunicação social e por isso passam a meter-me nojo pela sua falta de comparência.

Com a cobardia de todos que tinham agora a oportunidade para assumir a diferença de Passos Coelho, este vai ser o único candidato à liderança do PSD, mas suspeito que a partir de 3 de abril os seus opositores voltarão sem dúvida a criticá-lo como se não tivessem responsabilidades por ele se manter líder do partido, pois os seus adversários internos fogem ao desafio de se proporem condutores de uma estratégia futura diferente para o PSD.

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