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Archive for the ‘Regional’ Category

Não sei da justiça das reivindicações dos trabalhadores da SATA que ameaçavam greve. Sei que a SATA ao ser um instrumento político do partido do Governo dos Açores não corre risco de fechar por questões de exigências laborais, os sindicatos sabem isso. Ali, o risco é maior para um trabalhador ou administrador que denuncie erros estratégicos impostos do que o fecho da empresa por se reivindicar o impossível. O presidente do PS-Açores tudo fará para salvar este seu braço político, mesmo tornar a Autonomia refém da empresa.

Já assistimos a administradores e pilotos competentes serem chutados por Cordeiro da SATA após defenderem posições em prol da boa gestão da empresa, mas que não interessavam à estratégia partidária no poder. Hoje, vários deles foram chamados para companhias maiores como a TAP por perceberem o seu valor.

Também vimos o atual presidente de administração brincar com estatísticas para camuflar rotas com grande ocupação para justificar a respetiva redução enquanto a empresa abria outras que se sabem apenas dar prejuízo e nada de mal lhe aconteceu, pois era estratégico prejudicar a Horta, e quando se analisa opções de compras de aviões, entre outras, vê-se bem as preferências por apostas onde a empresa não é competitiva em vez de opções que ofereçam melhores serviços às ilhas menos populosas dos Açores. Isto que numa boa gestão levaria a SATA à falência… não leva, pois o dinheiro público está a serviço destes estrategas.

Por isso é normal que, independentemente das reivindicações do pessoal de cabine serem justas ou não, o sindicato fique indiferente aos porta-vozes rosas colocados na comunicação  e redes sociais a falar do abuso das exigências dos trabalhadores, que estes iriam levar a SATA à falência e então tornar-se-iam escravos de outras empresas low-costs e era bem-feito. Muito devem ter-se rido os sindicalistas da SATA, pois há muito que eles perceberam que não há esse risco, o partido no poder está disposto a tudo para salvar este seu braço estratégico… mesmo prejudicar muitos Açorianos que se deixam enrolar pelas manipulações propagandistas do PS-Açores.

Infelizmente as empresas privadas em setores estratégicos podem tornar-se ditatoriais, mas o mesmo acontece se essas forem públicas e o poder não colocar a boa administração e a boa governança acima dos seus interesses egoístas e patidários como fez os PS-Açores com a SATA, pelo que esta hoje está em condições de fazer vergar Cordeiro aos interesses dos seus trabalhadores mesmo que estes lhe peçam o céu… e, ironicamente, agora é difícil dar-se a volta a isto, após tantos erros já cometidos pelo Governo dos Açores na gestão da SATA.

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O que se assiste no caso da comissão parlamentar que investiga as influências políticas no Centro de Saúde da Madalena e levou a todos os partidos da oposição: PPM, PCP, BE, CDS e PSD, retirarem a confiança ao deputado Miguel Costa, enquanto o PS, em vez de apostar na transparência, opta por cobrir o jogo, mostra como a governação nos Açores cada vez mais se assemelha a um regime doente típico da América Latina.

Este mal que envenena a democracia é típico de qualquer grupo que ocupa por excesso de tempo o poder, o que leva ao normal estender de tentáculos dessa fação a todo o espaço político e social e ao alastrar do mal onde domina. Não tenho complexo em dizer que após 20 anos de PSD a governar nos Açores nas primeiras décadas de autonomia o partido asfixiava a sociedade, logo não me admira que agora já com mais de 20 anos de poder rosa, seja esta a asfixiar todo o Arquipélago.

Lembro-me do o PSD estar cheio de convictos sociais-democratas que transpiravam oportunismo e vomitavam sobranceria e o partido era justamente acusado disso, mas com a derrota laranja esse tipo de pessoas, lenta ou rapidamente, foi-se transferindo para o campo socialista quando este se foi eternizando no poder e então os tiques hoje mudaram de lado e muitas vezes com despudor há rosas de coração que há umas décadas eram as mais convictas laranjas da Região ou  então viviam à sombra do laranjal para deste colherem os frutos do seu interesse.

Mas a democracia tem este problema como as frutas e as flores, também apodrece e murcha quando se deixa o quintal entregue a si mesmo sem renovação e o arrancar das suas infestantes e com o tempo sufocam tudo e o culpado disto é mesmo o dono do campo: o Povo que por comodismo e medo não foi capaz de garantir as podas das plantas que passaram a dominaram o meio nem garantiu outros novos plantios.

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Quantos deputados dos Açores são bombeiros? Não sei, mas não tenho sido notificado da ocorrência de ao tocar o alarme dos bombeiros o parlamento ser suspenso para irem ajudar a apagar fogos, mas na sequência do luto nacional, enquanto o português vai para o trabalho com o coração mais ou menos condoído pela catástrofe, os deputados adiam o trabalho ao abrigo do luto.

Será que vão entretanto preparar uma legislação ou questões que obriguem os executivos a serem mais eficazes na prevenção para nas próximas catástrofes termos menos mortes? Suspeito que não.

Apenas iremos assistir a umas declarações de pesar de circunstância e tudo o resto ficará mal na mesma e os deputados, culpados de não haver mais exigências de prevenção eficazes, ficam mais um dia em casa, enquanto os restantes açorianos e portugueses trabalham…

Todos somos iguais, mas até nos lutos há diferenças entre o povo e os políticos.

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Não conheço outro feriado nacional de origem civil dependente do calendário de uma festa religiosa como o Dia da Autonomia ou Dia dos Açores. Este ano com as celebrações centradas na Horta e com a presença de S. Exa. o Presidente da República. Apesar do maior brilho das comemorações em 2017, penso que nenhum dos vícios que ataca o regime autonómico atual será corrigido, desvios dos princípios da autonomia que tanto têm prejudicado as ilhas mais pequenas dos Açores, incluindo o Faial.

Brazão

Brasão dos Açores

Apesar do orgulho que me liga à açorianidade, não me sinto motivado para aderir ao desfiles de vaidades e às bajulações a políticos que em nome do politicamente correto e da estratégia da alienação promovem festividades organizadas pelas forças da sociedade e assim conseguem silenciar o mal que lavra na autonomia dos Açores e o preservam e o reforçam, dando deste modo lugar a um modelo autonómico onde a solidariedade para as parcelas económicas mais fracas do Arquipélago e o crescimento equilibrado, sustentado e extensivo às ilhas menores deixou de ser uma prioridade arquipelágica, como o foi no início desta Autonomia, e vai sendo cada vez mais substituído por um centralismo doentio e egoísta a favor do maior centro económico e populacional desta Região.

Lamento, mas como cidadão consciente digo não a isto e a esta festa de alienação típica de uma democracia doente, antes só, do que integrar-me nisto de uma forma interesseiramente hipócrita ou por me ter deixado alienar.

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Já se iniciou a visita oficial do Presidente da República aos Açores e como habitual com Marcelo em desfile de selfies, beijinhos, sorrisos e frases inconsequentes de circunstância, de facto não vi ainda o atual n.º 1 da hierarquia nacional resolver questões em concreto, basta-lhe ser simpático e ir ao sabor de boas notícias, para as quais não trabalhou, para ser popular e ele bem mostra que conhece este Povo.

Votei e voltaria a votar Marcelo para Presidente da República, mas ainda não sei como ele seria perante alguma dificuldade que Portugal tivesse de enfrentar. Também nesta sua primeira visita oficial aos Açores não sei se além de protocolo e simpatia será resolvida algum problema da Região como consequência da sua vinda, mas suspeito que ninguém espera mesmo isso dele. Basta ter um líder político onde as pessoas sintam que ele olha para elas com olhar de gente e lhes dedique algum carinho para que elas se sintam alguém e o coração destas se derreta de ternura.

Espero que em Portugal tudo continue a correr bem pois tal será o melhor para os Portugueses… mesmo que tal não sirva para Marcelo mostrar o que vale como Presidente da República.

Para já vendo as imagens na televisão da visita aos Açores da visita do Presidente da República e nada as distingo da visita de D. Carlos como rei do Reino da República, exceto que agora as selfies são a cores e mais individualizadas.

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Tirando o turismo, não vejo mais nenhum setor a dar sinais de recuperação nos Açores: a fileira do leite está a definhar, os pescadores só falam da sua crise, no comércio veem-se mais lojas a fechar que a abrir e não há construção civil de monta. Mesmo assim, a estatística diz que estão menos pessoas desempregadas e isso é uma boa notícia. Como o turismo conseguiu absorver 3499 pessoas num ano não percebi ou então a disfunção do sistema está disfarçada com trabalhadores ocupados no Governo dos Açores que mascaram a realidade.

Contudo é bom haver uma percentagem cada vez maior de Açorianos  a receber um salário… só não sei em que condições de estabilidade e de produção para a economia Regional.

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Vasco Cordeiro criou uma nova estratégia para fugir à resolução de problemas em várias ilhas dos Açores, não fazer porque não deve pagar a fatura. Usou-a com o aeroporto da Horta e agora com o passivo ambiental da base das Lajes. Não critico esforços para que os responsáveis paguem as respetivas obrigações, só que tal não pode servir de desculpa para o Governo dos Açores não resolver os problemas ou não atender às justas aspirações de Açorianos quando não estão na maior ilha maior.

As despesas dos estudos da Câmara da Horta já estão a ser pagas, direta ou indiretamente, pelos Faialenses, ao deslocar para este objetivo dinheiro que poderia ser empregue noutras obras, mas é obrigação do município da Horta e também do Governo dos Açores de dar prioridade às maiores necessidades da Terra e atendê-las, em detrimento de responsabilizar terceiros para não fazer nada, adiar o problema e ainda sentir-se desobrigado de atender às reivindicações do Povo.

Quando  o Estado, a Região ou o Poder Local exigem a proprietários obras por razões  de interesse público e estes se recusam fazer, tem poder para as implementar e depois cobrar a fatura. Se este novamente fugirem às suas obrigações foi também para isso que se fizeram os tribunais, o que é urgente é não parar usando a desculpa de querer-se entregar uma fatura antes dessa urgência ser feita.

Tanto a ampliação do aeroporto da Horta, como o passivo ambiental na Terceira são urgências que não se compadecem com essa inoperância estratégica agora inventada por Vasco Cordeiro.

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