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Archive for the ‘Regional’ Category

2018-04-14

O escândalo do abuso de regalias dos deputados dos Açores e Madeira na Assembleia da República com o pagamento de passagens que o Expresso denuncia hoje é uma situação transversal da esquerda à direita. O mau comportamento é legal, como justifica a declaração da representante dos deputados rosa açorianos, mas não deixa de ser imoral, o que levou ao vergonhoso silêncio dos eleitos laranja desta Região. A imoralidade legalizada foi o que mais me doeu na vida autárquica, é que para defender a minha terra parecia estar solidário com esta falta de vergonha. Não, nunca estive!

Querer moralidade na política não é populismo. Protestar e denunciar para que os políticos não acedam a ferramentas que lhes garantam regalias e verbas de forma esconsa e não tenham um tratamento distinto do que a lei assegura para o restantes cidadãos é uma questão ética, moral e de justiça.

Populismo é não querer e fazer bandeira para que os governantes e deputados não sejam convenientemente pagos porque há outros cidadãos que o não são. Uma injustiça não se resolve estendendo-a a outras classes, nomeadamente políticos ou gestores como por norma muitos tentam fazer  para agradar às massas. O que se deve desejar é que mesmo os mal remunerados tenham rendimentos suficientes para viverem com dignidade e esta não se limita a ter cama, comida e roupa lavada, também inclui a possibilidade de ter uma vida social, lúdica e cultural integrada no meio onde se vive.

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Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

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O secretário regional da educação dos Açores salienta a melhoria, só se de péssimo para muito mau, da classificação das escolas da Região ao nível dos exames nacionais. Grande consolo! Nos Açores nem há a desculpa do Governo ter mudado, é o mesmo há 22 anos, nem de secretário, é o mesmo vai para 6 anos. A este ritmo teremos um sucesso no Arquipélago no ensino igual ao do combate à pobreza. Um falhanço total que dura há décadas e o Governo Regional lá se vai congratulando na mediocridade.

A verdade é que nesta mediocridade a maioria dos Açorianos têm-se mostrado satisfeitos,  pois nem um retiro para reflexão das causas deste falhanço exigiram os nosso governantes, por isso aos que assentaram a poita há décadas, basta-lhes ser maus e congratularem-se na mediocridade que penalizados não são… nem um susto sequer.

 

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Mais de 40 anos depois do início da Autonomia e de um Governo dos Açores, ainda se continua a debater na Assembleia Regional a erradicação da pobreza na Região, mas não é a continuação do tema que demonstra o falhanço político nesta matéria, é o facto de os focos de pobreza e grupos sociais afetados serem ainda os mesmos que a ditadura então deixou em herança à Autonomia. Após tantos programas dirigidos para os focos então identificados, serem os mesmos locais e estratos sociais só prova que todos falharam, pois não se está a falar de situações novas numa Região onde praticamente tudo mudou em 40 anos.

Basta lembrar que após a estabilização do regime democrático em Portugal, no Continente, Lisboa tinha uma cintura de bairros de lata cujas medidas políticas resolveram. Depois em Setúbal houve uma crise social e fome que hoje deixou de ser um exemplo de gravidade e até a bancarrota que bateu à porta do Governo da República com novos pobres parece estar a ser vencida, mas,  nos Açores, os exemplos referidos de pobreza no início da Autonomia são sempre os mesmos, nada mudou uma estratégia que tem mais de 40 anos de falhanço.

Sim, em Portugal continua a haver sem abrigos, só que estes resultam, na maioria das vezes, de casos individuais que se agrupam num mesmo rótulo e não são focos concretos identificados e delimitados geograficamente como nos Açores, onde se trabalha nos mesmos lugares há 40 anos sem ter resultado na erradicação da pobreza desses mesmo focos e pior: continuam sempre a ser considerados os mais graves de todo o País. Um falhanço total que não é assumido pelo poder político regional.

Um escândalo que deve envergonhar quem Governa e usa a bandeira da erradicação da probreza há décadas.

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É um vício de qualquer Governo controlar a Comunicação Social e quanto mais tempo se prolonga uma força política no poder maior é a capacidade de criar um polvo que amordace jornais que não seja subservientes. Assim, não me admira que o Governo dos Açores, vendo que nas terras mais pequenas os jornais não são rentáveis, corte no Promedia, pois pode canalizar fundos para órgãos subservientes por outras vias enquanto esmaga a liberdade de expressão e tudo isto feito legalmente.

Claro que publicidade, avisos e outras obrigações não têm de rodar equitativamente por todos os jornais e deste modo nas terras mais pequenas certos jornais veem passar ao lado formas legais de privilegiar um órgão em detrimento de outros e logicamente o favorecido não é aquele que lhe é menos subserviente.

Já o poder tem mais dificuldade em controlar jornais situados em meios maiores, com maiores tiragens e publicidade que deste modo angariam receitas que com maior ou menor dificuldade dê para sobreviver, mas no Faial e Pico logicamente isto é um calvário para os detentores de órgãos de comunicação social privados… enquanto os assessores de empresa fazem as notícias nos termos que o Governo dos Açores quer que sejam divulgadas, até podem muitas vezes estar corretas no que dizem, não informam é a verdade que o poder não quer que seja pública.

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Eis uma iniciativa do CDS no parlamento regional para contornar a falta de transparência que permita compreender como as empresas do Governo dos Açores contratam pessoas e porque se endividam tanto. Resta saber se o partido que suporta o executivo quer esclarecer mesmo estas dúvidas, é que mesmo sendo potestativa para forçar o inquérito, não é por se criar a comissão que se chega a aprovar uma conclusão final unânime e transparente.

Acredito ainda que em breve quando uma empresa do setor público regional disser que não vai contratar alguém ou não vai abrir um concurso público terá a tentação de dizer que é a oposição que não quer e é esta que está a pressionar a maioria absoluta… para já espero que tenham boa sorte com esta iniciativa, que resulte numa clarificação do que se passa neste setor e os apoiantes desta saibam defender-se dos contra-ataques do poder regional é que este tem um traquejo invejável face à frequente inépcia da oposição.

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Nada tenho contra a pessoa em si, mas torna-se suspeito um vereador entre 2013 e meados de outubro de 2017, mal sai da Câmara é nomeado logo Vice-Presidente da Proteção Civil dos Açores. Certo que como autarca tinha este pelouro, mas é licenciado em algo que nada tem a ver com a matéria e só agora está a frequentar uma pós-graduação no assunto, logo nem a acabou, mas já é Vice-presidente da Proteção Civil. A Catástrofe das nomeações à pressa no Continente não serviu de lição nos Açores.

No curriculum de proteção civil do novo Vice-Presidente, que o Governo empola sempre quando nomeia um boy, verifica-se que ele nunca enfrentou nenhuma situação grave em concreto no terreno, “fez” planeamento de âmbito municipal. Mas em escassos dias de saída de um cargo político eleito logo tem uma nomeação, isto numa região altamente exposta a terramotos, vulcões, vendavais, inundações, maresias, movimentos de massa, tsunamis, etc. é muito pouco para que alguém que ainda nem acabou a sua única formação superior em proteção civil seja logo nomeado Vice-Presidente de uma área onde qualquer deslize pode matar muita gente.

Em alternativa a proteção civil pode mesmo ter estado à espera que ele acabasse o seu mandato para lhe dar o lugar e durante esse tempo os Açorianos estiveram à mercê da falta de um boy num lugar tão importante para a proteger as pessoas felizmente não aconteceu nada de grave neste período.

Agora que esta rápida nomeação de um político acabado de sair do seu mandato é um indício muito suspeito de que se está a brincar com a Proteção Civil… lá isso é.

Apesar dos maus indícios que tal nomeação apressada represneta, espero que ele seja mesmo muito competente e, sobretudo, que não haja nenhuma catástrofe que o venha pôr à prova, pois nestes casos, melhor que a prevenção é mesmo que os acidentes e catástrofes não ocorram e não seja necessário testar a competência da Proteção Civil, como se viu no Continente este verão.

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