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Archive for the ‘Regional’ Category

Só acompanhei os discursos finais deste congresso e as reportagens dos telejornais da televisão regional, mas para já saliento 2 aspetos: Primeiro, Duarte Freitas quando da sua primeira candidatura a líder do PSD-Açores deixou claro que o seu projeto não ficava refém de uma vitória nas legislativas de 2016, trabalharia para vencer, mas se não conseguisse, tentaria continuar a liderar o partido e amadurecer a sua proposta. Assim, é uma novidade desde 1996 que após uma derrota nas regionais o líder dos sociais-democratas não muda logo a seguir e isto é positivo, até porque se recandidatou com concorrentes alternativos.

Como segunda nota, saliento que, em coerência, no discurso final do congresso, Duarte Freitas não renunciou ao projeto que antes defendeu e perdeu nas urnas, antes pelo contrário, assumiu que iria apostar nas ideias que acreditava, mantê-las em debate e lutar por aquilo que considerava importante para a Autonomia. Amadurecendo-as no sentido de melhorá-las no que poderia ser feito neste sentido.

É bom que um partido, mesmo que na oposição, tenha um projeto que não seja apenas conjuntural para um dado evento eleitoral, mas sim uma ideia enraizada que é para manter, aperfeiçoar e é independente de ondas de curto prazo que caem ao primeiro desaire político. Um sinal que  a estratégia do PSD-Açores passou para um projeto de fundo para os Açores e não um mero manifesto eleitoral passageiro.

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Não admira que haja um menor crescimento do turismo no Triângulo do que na Região, com tantas dificuldades que são colocadas na realização de reservas da Azores Airlines diretamente para a Horta, no embuste que foi o charter para Pico destinado a enganar Picoense e na calendarização tardia das ligações marítimas entre estas três ilhas; só um milagre é que este crescimento no Triângulo estaria acima do do Arquipélago.

Pior, este crescimento inferior é mesmo estrategicamente fomentado, não só pelo que acima foi dito, como também nas omissões de informação dos reencaminhamentos gratuitos, na tentativa de redução da rota Horta-Lisboa e nos esforços que a SATA tem feito para desunir Faialenses e Picoenses nas exigências de cada um em mais ligações nas suas ilha ou no uso dos seus dois aeroportos como alternativos e descaradamente evidenciado de quando há promoções turísticas dos Açores a imagens favorecem automaticamente a maior ilha da Região onde a transportadora aérea regional quer concentrar os passageiros.

São Jorge sofre também por tabela por muitas das indecisões que tem sempre que é convidada a reforçar a sua união ao Triângulo e vacila pelas sua histórica ligação à Terceira herdada do passado e do tempo da ditadura e, efetivamente, há quem alimente esta incerteza que prejudica a ilha geograficamente central dos Açores… mas muitos Jorgenses ainda não se aperceberam disso.

O Triângulo só confirmará todo o seu potencial quando unido vencer todos os que têm medo da sua força e criam barreiras ao turismo integrado do Faial, Pico e São Jorge.

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Tenho estranhado o silêncio em torno do classificação das escolas secundárias dos Açores no ranking nacional, pois estamos numa região que se bajula por ter políticas exemplares no ensino público. Bem, para tantos autoelogios do Governo Regional a primeira no secundário destas ilhas ficou apenas em 127.º lugar, o Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada; a segunda e terceira melhores do Arquipélago quedam-se pelos 340.º e 385.º, respetivamente Angra do Heroísmo e Horta, as cidades mais antigas da região.

rankingacores

A secundária das Lajes do Pico, infelizmente, apenas tem 3 escolas consideradas piores em todo o País ao nível do secundário.

Os resultados ao nível do ensino básico ainda nos deixariam e pior figura no contexto de Portugal. Mas, há que reconhecer que muitas destas escolas até têm excelentes instalações, pelo que assim se demonstra que embora obras públicas seja aquilo que mais enche o olho, nem sempre é o melhor investimento e na educação a falha parece estar mesmo no sistema de educação e não nos edifícios.

Assim se compreende o silêncio em torno deste assunto nos Açores, é que com tanta autonomia pelo menos na Região o ensino não nos deu motivos de orgulho.

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Não são só os quase 60% de abstenção nas eleições regionais que indiciam o alheamento dos Açorianos pela política regional. O silêncio, sem especulação de nomes, até à divulgação dos novos governantes e agora dos diretores regionais, onde nem em cafés se debatem possibilidades, não é mérito de Cordeiro na gestão das nomeações, é prova do desinteresse total dos Açorianos em saber quem nos irá governar. Houvesse curiosidade e pululavam nomes, uns atirados à sorte, outros à experiência no terreno, só que a população deste Arquipélago nem no ninho dos mexericos das redes sociais, onde abundam especuladores anónimos a gerir efeitos dos seus dizeres mostra qualquer interesse por este tema.

Se a reeleita Presidente da ALRAA diz que é preciso refletir sobre o afastamento da política, não deve ser apenas por estar preocupada com a abstenção, talvez tenha mesmo tomado consciência que uma democracia em que o povo não se envolve é um contrassenso e um sinal claro de um regime político excessivamente doente.

Este silêncio em torno dos eventuais nomes futuros de governantes é um grito ensurdecedor do desprezo dos Açorianos por quem gere o destino dos Açores e o resultado de desta forma de Autonomia e de Governar a Região.

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Ao contrário da ideia que circulou de que com a derrota da lista encabeçada por Ana Luísa Luís não havia condições para a sua recandidatura ao lugar de presidente do Parlamento Açoriano, o PS-Açores manteve a proposta da anterior legislatura, o que pode ser interpretado que o partido pensou que a melhor forma de reconquistar a confiança dos Faialenses era não mais atacar esta ilha, nem retaliar da pesada derrota no Faial.

Resta saber se de facto esta é uma estratégia pontual para silenciar a ideia de retaliação e depois continuar a ignorar as principais reivindicações dos Faialenses, onde o aeroporto e o serviço da Azores Airlines são o cerne das pretensões desta ilha, ou se o PS-Açores vai mesmo  mudar de estratégia e começar a atender aquilo que esta Terra considera essencial para o seu desenvolvimento económico.

Uma coisa é certa, esta situação faz centrar novamente o foco das atenções em Lúcio Rodrigues, aquele que foi o testa-de-ferro faialense do PS-Açores na anterior legislatura para servir de desculpa ao desprezo do Governo dos Açores pelo Faial. Assim teremos novamente a hipótese de ver se este deputado vai agora redimir-se da sua anterior estratégia contra a ilha que o reelegeu por uma margem relativamente escassa e vai ser finalmente um porta-voz da sua terra para a defender perante o executivo e, se isto acontecer, tal será mesmo consequente e ver-se-á então as nossas reivindicações atendidas ou se será, pelo contrário, apenas uma manobra de disfarce, onde ele falará para salvar a face mas o partido fará ouvidos moucos e retaliará dessa forma contra o Faial.

Em qualquer alternativa seguida estarei atento para denunciar qualquer mal que se faça ao Faial e também não terei complexo de reconhecer e elogiar se for seguida uma estratégia com resultados e frutos benéficos a esta ilha… baixar a minha atenção é que está fora de causa.

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A maresia no último fim de semana destruiu o molhe de proteção costeira nas poças de São Vicente Ferreira em São Miguel construído já este ano o que provocou grandes danos em terra. Fez de facto mau tempo, mas nada anormal ao inverno dos Açores, o que é estranho é que algo tão recente nem resista a esta intempérie, evidenciando a mediocridade do projeto e a falta de cuidado necessário do Governo na realização de obras na orla destas ilhas.

Pior ainda quando os cidadãos conhecedores da zona, apenas pela sua experiência de observação, mas sem canudo de universidade, já tinham assumido publicamente os defeitos de resistência do empreendimento proposto para o local, mas que nem a Direção Regional dos Assuntos do Mar, nem o projetista deram ouvidos.

É verdade que se estava em ano de eleições e a ânsia de mostrar obra, mesmo que mal feita, era má conselheira. Suspeito que nenhum dirigente da Administração Regional, nem Engenheiro projetista vai assumir as culpas e acarretar com o prejuízo, a culpa morrerá mais uma vez solteira para que nos próximos tempos se continue a fazer maus projetos, acompanhados de escassos estudos técnicos e ambientais que analisem previamente os empreendimentos a construir e lhes introduzam atempadamente as devidas correções, mesmo que qualquer cidadão comum seja capaz de à partida denunciar os defeitos enquanto estas sapiências à custa do erário público não acatam os conselhos nem são penalizadas por isso.

Depois são os outros que não são solidários quando se recusam a subsidiar a incompetência e a arrogância dos políticos que nos leva a desperdiçar dinheiro a reparar obras mal feitas

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O meu artigo de hoje publicado no diário Incentivo:

OS AÇORIANOS ESCOLHERAM A CONTINUIDADE MAS OS FAIALENSES DISSERAM: BASTA!

Sempre tive consciência de que quando escrevia e pensava que o Faial ao longo dos últimos anos fora desfavorecido em investimento público face a outras ilhas da Região estava implícito que considerava que, pelo menos em termos de construção de projetos, nessas terras favorecidas do Arquipélago as suas populações poderiam ter razões para estar satisfeitas com o Governo dos Açores, pelo que se não votassem no partido que o apoiava é porque teriam outras razões de descontentamento diferentes das desta ilha tão prejudicada.

Assim, não estranhei que nas ilhas onde o Governo anterior fez mais investimentos e onde vivem mais Açorianos o PS-Açores fosse a força política mais votada nas legislativas do passado domingo. Não era coerente eu dizer que essas terras estavam a ser favorecidas em relação à minha e depois esperar que por lá a população também estivesse tão descontente como eu.

Todavia e olhando para o passado, já não era a primeira vez que o Faial após ser maltratado pelo Governo dos Açores vi aqueles que trataram mal os Faialenses ou os de cá que não nos defenderam não tinham sido punidos eleitoralmente pela maioria dos residentes nesta ilha, por isso tinha dúvidas se a população desta Terra tinha coragem de dizer: Basta de maus-tratos! Mas ao contrário do passado, desta vez dois em cada três dos votantes desta ilha disseram: Basta!

Efetivamente o Faial tem sido prejudicado face a outras terras do Arquipélago e muitos Faialenses tinham-se acomodado ao mau tratamento dado a esta ilha ou tinham-se deixado enganar, permitindo assim que esta situação continuasse impune.

Como não são os votos em urnas que validam as ideias ou condicionam o meu carácter, mesmo nas derrotas continuei a falar em defesa do Faial e agora penso continuar com a mesma persistência de sempre e insistirei nos projetos que considero fundamentais para esta ilha, nomeadamente: a melhoria das ligações aéreas e das condições de segurança da pista da Horta, como os dois principais problemas que condicionam a economia da ilha; a alertar para que se assegure que as obras encolhidas no porto não comprometem a sua operacionalidade futura; a reivindicar a variante para que o centro da cidade fique mais disponível para os peões e não sirva de zona principal de passagem do trânsito do lado sul para o norte da ilha e assim melhorar a qualidade de vida das pessoas na Horta e ainda continuarei a reclamar por investimentos económicos geradores de emprego que permitam às novas gerações ter trabalho para que aqui possam viver em condições dignas de forma sustentável. Sem esquecer outros como as valências do hospital, etc.

Contudo saber que dois terços dos votantes Faialenses estão descontentes com o facto de o Faial estar a ser maltratado e de ainda terem tido coragem de punir nas urnas quem tem votado contra os protestos pelo mau serviço da Azores Airlines, votado contra moções por lembrarem que a nossa Câmara deve liderar a defesa da nossa ilha e ainda desculpar o não atendimento das justas reivindicações de investimentos e promessas para esta Terra devido a diretrizes partidárias ou do Governo dos Açores, remetendo para segundo plano a defesa da população local, o último resultado eleitoral dá força a todos aqueles, todos mesmo, que têm mobilizado gente, levantado a voz, trabalhado e escrito em diversos locais, inclusive nos órgãos competentes onde estavam legitimamente eleitos como oposição para a necessidade do PS mudar de atitude em relação à cidade e a todo o concelho da Horta.

Na realidade muita da arrogância que vi resultou da impunidade dos eleitos como representantes dos Faialenses serem os porta-vozes e desculpadores do desinvestimento e maus-tratos que eram dados pelo poder ao Faial, precisamente vindo daqueles que tinham maior obrigação de defendê-lo, por terem mais força. Felizmente o povo Faialense numa esmagadora maioria agora disse: Basta!

Espero que aqueles que antes não foram punidos mudem agora de atitude sem retaliarem por terem sido justamente castigados, um cenário possível que receio e não elimino, desejo antes que vejam neste resultado uma forma de se redimirem e comecem finalmente a defender sem pruridos o Faial.

Não me custa colaborar com quem pensa ideologicamente diferente de mim ou pertence a um partido distinto se tal for em prol da minha terra. Mas doía ver a vanglória daqueles que maltrataram esta terra por se sentirem sempre perdoados pelos Faialenses dos seus maus-tratos ao Faial, usando o argumento das suas sucessivas vitórias mesmo após o mau serviço prestado à nossa ilha azul.

Não há motivo para baixar os braços na luta pela defesa do Faial, mas agora sabemos que o Faialense quer estar com aqueles que nesta ilha se esforçam para que as justas reivindicações desta terra se concretizem e espero que todas as forças política coloquem este objetivo como prioridade absoluta, sobretudo aquela que perdeu neste círculo e ganhou ao nível Açores, até porque tem um ano para demonstrar de que é capaz de reverter o mal que já permitiu e assim compensar o Faial.

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