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Archive for the ‘Regional’ Category

Tirando o turismo, não vejo mais nenhum setor a dar sinais de recuperação nos Açores: a fileira do leite está a definhar, os pescadores só falam da sua crise, no comércio veem-se mais lojas a fechar que a abrir e não há construção civil de monta. Mesmo assim, a estatística diz que estão menos pessoas desempregadas e isso é uma boa notícia. Como o turismo conseguiu absorver 3499 pessoas num ano não percebi ou então a disfunção do sistema está disfarçada com trabalhadores ocupados no Governo dos Açores que mascaram a realidade.

Contudo é bom haver uma percentagem cada vez maior de Açorianos  a receber um salário… só não sei em que condições de estabilidade e de produção para a economia Regional.

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Vasco Cordeiro criou uma nova estratégia para fugir à resolução de problemas em várias ilhas dos Açores, não fazer porque não deve pagar a fatura. Usou-a com o aeroporto da Horta e agora com o passivo ambiental da base das Lajes. Não critico esforços para que os responsáveis paguem as respetivas obrigações, só que tal não pode servir de desculpa para o Governo dos Açores não resolver os problemas ou não atender às justas aspirações de Açorianos quando não estão na maior ilha maior.

As despesas dos estudos da Câmara da Horta já estão a ser pagas, direta ou indiretamente, pelos Faialenses, ao deslocar para este objetivo dinheiro que poderia ser empregue noutras obras, mas é obrigação do município da Horta e também do Governo dos Açores de dar prioridade às maiores necessidades da Terra e atendê-las, em detrimento de responsabilizar terceiros para não fazer nada, adiar o problema e ainda sentir-se desobrigado de atender às reivindicações do Povo.

Quando  o Estado, a Região ou o Poder Local exigem a proprietários obras por razões  de interesse público e estes se recusam fazer, tem poder para as implementar e depois cobrar a fatura. Se este novamente fugirem às suas obrigações foi também para isso que se fizeram os tribunais, o que é urgente é não parar usando a desculpa de querer-se entregar uma fatura antes dessa urgência ser feita.

Tanto a ampliação do aeroporto da Horta, como o passivo ambiental na Terceira são urgências que não se compadecem com essa inoperância estratégica agora inventada por Vasco Cordeiro.

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O mal de uns, por vezes é o bem dos outros, a política mais pacifista de Obama era bem-vistas, mas diminuía a importância da base das Lajes e os Açorianos temiam isso, agora as ideias de reforçar o papel mundial da América de Trump e os sinais de agressividade bélica que ele tem mostrado levam a que o papel desta base cresça e os benefícios financeiros deste reforço parecem bem recebidos nos Açores, que até esquecem o maior risco de guerra mundial.

Quando a base das Lajes era de facto considerada como uma estrutura fundamental dos EUA nos Açores e sem perspetivas de esvaziamento, havia quem criticava a presença norteamericana na Região, mas quando houve o risco de saída de serviços militares, alguns destes começaram a fazer exigências daquele país para a Terceira, agora aguardo com curiosidade como reagirão se se seguir um reforço daquela presença fruto dos interesses estratégicos de Trump… o mundo dá mesmo muitas voltas e pode até ficar de pernas para o ar e por dinheiro muitos vendem não só a alma como a coerência!

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Só acompanhei os discursos finais deste congresso e as reportagens dos telejornais da televisão regional, mas para já saliento 2 aspetos: Primeiro, Duarte Freitas quando da sua primeira candidatura a líder do PSD-Açores deixou claro que o seu projeto não ficava refém de uma vitória nas legislativas de 2016, trabalharia para vencer, mas se não conseguisse, tentaria continuar a liderar o partido e amadurecer a sua proposta. Assim, é uma novidade desde 1996 que após uma derrota nas regionais o líder dos sociais-democratas não muda logo a seguir e isto é positivo, até porque se recandidatou com concorrentes alternativos.

Como segunda nota, saliento que, em coerência, no discurso final do congresso, Duarte Freitas não renunciou ao projeto que antes defendeu e perdeu nas urnas, antes pelo contrário, assumiu que iria apostar nas ideias que acreditava, mantê-las em debate e lutar por aquilo que considerava importante para a Autonomia. Amadurecendo-as no sentido de melhorá-las no que poderia ser feito neste sentido.

É bom que um partido, mesmo que na oposição, tenha um projeto que não seja apenas conjuntural para um dado evento eleitoral, mas sim uma ideia enraizada que é para manter, aperfeiçoar e é independente de ondas de curto prazo que caem ao primeiro desaire político. Um sinal que  a estratégia do PSD-Açores passou para um projeto de fundo para os Açores e não um mero manifesto eleitoral passageiro.

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Não admira que haja um menor crescimento do turismo no Triângulo do que na Região, com tantas dificuldades que são colocadas na realização de reservas da Azores Airlines diretamente para a Horta, no embuste que foi o charter para Pico destinado a enganar Picoense e na calendarização tardia das ligações marítimas entre estas três ilhas; só um milagre é que este crescimento no Triângulo estaria acima do do Arquipélago.

Pior, este crescimento inferior é mesmo estrategicamente fomentado, não só pelo que acima foi dito, como também nas omissões de informação dos reencaminhamentos gratuitos, na tentativa de redução da rota Horta-Lisboa e nos esforços que a SATA tem feito para desunir Faialenses e Picoenses nas exigências de cada um em mais ligações nas suas ilha ou no uso dos seus dois aeroportos como alternativos e descaradamente evidenciado de quando há promoções turísticas dos Açores a imagens favorecem automaticamente a maior ilha da Região onde a transportadora aérea regional quer concentrar os passageiros.

São Jorge sofre também por tabela por muitas das indecisões que tem sempre que é convidada a reforçar a sua união ao Triângulo e vacila pelas sua histórica ligação à Terceira herdada do passado e do tempo da ditadura e, efetivamente, há quem alimente esta incerteza que prejudica a ilha geograficamente central dos Açores… mas muitos Jorgenses ainda não se aperceberam disso.

O Triângulo só confirmará todo o seu potencial quando unido vencer todos os que têm medo da sua força e criam barreiras ao turismo integrado do Faial, Pico e São Jorge.

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Tenho estranhado o silêncio em torno do classificação das escolas secundárias dos Açores no ranking nacional, pois estamos numa região que se bajula por ter políticas exemplares no ensino público. Bem, para tantos autoelogios do Governo Regional a primeira no secundário destas ilhas ficou apenas em 127.º lugar, o Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada; a segunda e terceira melhores do Arquipélago quedam-se pelos 340.º e 385.º, respetivamente Angra do Heroísmo e Horta, as cidades mais antigas da região.

rankingacores

A secundária das Lajes do Pico, infelizmente, apenas tem 3 escolas consideradas piores em todo o País ao nível do secundário.

Os resultados ao nível do ensino básico ainda nos deixariam e pior figura no contexto de Portugal. Mas, há que reconhecer que muitas destas escolas até têm excelentes instalações, pelo que assim se demonstra que embora obras públicas seja aquilo que mais enche o olho, nem sempre é o melhor investimento e na educação a falha parece estar mesmo no sistema de educação e não nos edifícios.

Assim se compreende o silêncio em torno deste assunto nos Açores, é que com tanta autonomia pelo menos na Região o ensino não nos deu motivos de orgulho.

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Não são só os quase 60% de abstenção nas eleições regionais que indiciam o alheamento dos Açorianos pela política regional. O silêncio, sem especulação de nomes, até à divulgação dos novos governantes e agora dos diretores regionais, onde nem em cafés se debatem possibilidades, não é mérito de Cordeiro na gestão das nomeações, é prova do desinteresse total dos Açorianos em saber quem nos irá governar. Houvesse curiosidade e pululavam nomes, uns atirados à sorte, outros à experiência no terreno, só que a população deste Arquipélago nem no ninho dos mexericos das redes sociais, onde abundam especuladores anónimos a gerir efeitos dos seus dizeres mostra qualquer interesse por este tema.

Se a reeleita Presidente da ALRAA diz que é preciso refletir sobre o afastamento da política, não deve ser apenas por estar preocupada com a abstenção, talvez tenha mesmo tomado consciência que uma democracia em que o povo não se envolve é um contrassenso e um sinal claro de um regime político excessivamente doente.

Este silêncio em torno dos eventuais nomes futuros de governantes é um grito ensurdecedor do desprezo dos Açorianos por quem gere o destino dos Açores e o resultado de desta forma de Autonomia e de Governar a Região.

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