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Posts Tagged ‘Comunicação social’

Uma das fortes fontes de receitas do Governo em Portugal são as taxas sobre os combustíveis que os colocam neste País entre os mais caros da União Europeia e mais ainda se virmos a relação do seu preço com rendimento dos Portugueses.

Contudo é irónico ver a cobertura da RTP aos protestos pelas taxas e preço dos combustíveis em França, onde são entrevistados coletes amarelos que falam português e só passa a mensagem contra o Presidente, na realidade se a RTP fizesse uma comparação entre o que cá se passa e a França até poderia promover uma onda de protestos em Portugal com muito mais razão de ser, mas o que temos no canal é o desfile de autoelogios acríticos do Governo e a autodestruição da oposição.

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Nestes dias jornalistas e jornais açorianos têm-se lamentado pelo fato de já terem noticiado antes maus-tratos em serviços continuados e tal não ter tido a relevância que a denúncia da TVI teve. Há aspetos a justificar isso: o canal nacional juntou investigação sua, não se limitou a referir dados de terceiros com desmentidos dos acusados em direto que anulam a notícia. Depois o confronto duro feito ao poder face à normal subserviência nestas ilhas. Por fim a relevância dada a um OCS regional face a um órgão nacional, o primeiro cheira a uma discussão em família e segundo mostrou ao exterior a vergonha e mediocridade em que os Açores se acomodou.

Não sei também a audiência dos OCS regionais, ouço alguns dizerem que veem o telejornal dos Açores, mas também ouço muitos mais que dizem apenas ligar aos canais nacionais e os jornais todos dizem que são pouco lidos.

Não se refugiem os jornalistas regionais no sensacionalismo da TVI para esconder a falta de ousadia das reportagens que por cá se fazem. Este canal está vacinado contra essa acusação, foi o primeiro a denunciar o sistema de Sócrates e grande maioria dos restantes meios limitou-se a chamar de sensacionalismo aquilo que uma década depois se tornou quase consensual e depois de Portugal ter ido à falência de tanta corrupção não denunciada em voz alta.

Agora há outro aspeto que me preocupa, a passividade da oposição que deixou que isto continuasse e ninguém chamasse a si esta causa… talvez telhados de vidro a mais nos adversários ao poder instalado.

Agora ficou provado, pelo menos neste caso da não relevância da comunicação social açoriana e muito disso deve-se à falta de jornalismo de qualidade como deve ser que mereça o título de: o quarto poder.

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Nojento foi como o Presidente da SATA se comportou no debate “Sem Meias Palavras” da RTP-Açores. Usou números que SÓ ELE acede, não verificáveis por mais ninguém e com este truque negou a verdade de que os preços fossem mais baratos saindo por outras ilha do que no direto Horta-Lisboa. Deixou claro que os vôos que os Faialenses não conseguiam reservas até tinham baixa ocupação e conseguiu ao mesmo tempo dizer que o número de passageiros para a Horta aumentava mais para a seguir evidenciar que com isso baixava a taxa de ocupação dos aviões. Tudo isto usando número não públicos e feitos só para ele.

Claro que com esta técnica não há quem possa contra-argumentar, apenas a verdade da experiência dos factos: os Faialenses sentiram que os preços oferecidos pela SATA nos voos diretos Horta-Lisboa foram na maioria dos dias mais caros do que a alternativa de saltitar para sair por Ponta Delgada, a maioria dos voos no verão estavam sem lugares para reservar.

A estatística deixou de ser fiável para a própria SATA quando a verdade dos números verificáveis não lhe convém.

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Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

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É um vício de qualquer Governo controlar a Comunicação Social e quanto mais tempo se prolonga uma força política no poder maior é a capacidade de criar um polvo que amordace jornais que não seja subservientes. Assim, não me admira que o Governo dos Açores, vendo que nas terras mais pequenas os jornais não são rentáveis, corte no Promedia, pois pode canalizar fundos para órgãos subservientes por outras vias enquanto esmaga a liberdade de expressão e tudo isto feito legalmente.

Claro que publicidade, avisos e outras obrigações não têm de rodar equitativamente por todos os jornais e deste modo nas terras mais pequenas certos jornais veem passar ao lado formas legais de privilegiar um órgão em detrimento de outros e logicamente o favorecido não é aquele que lhe é menos subserviente.

Já o poder tem mais dificuldade em controlar jornais situados em meios maiores, com maiores tiragens e publicidade que deste modo angariam receitas que com maior ou menor dificuldade dê para sobreviver, mas no Faial e Pico logicamente isto é um calvário para os detentores de órgãos de comunicação social privados… enquanto os assessores de empresa fazem as notícias nos termos que o Governo dos Açores quer que sejam divulgadas, até podem muitas vezes estar corretas no que dizem, não informam é a verdade que o poder não quer que seja pública.

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Em artigos, o Vice-presidente da Câmara da Horta desacreditou jornais do Concelho, acusou-os de estarem ao serviço de alguns partidos (deduzo que não o da Câmara, embora estes tenham notícias feitas por esta). Agora novo escândalo quando na página oficial do Município da Horta no facebook o seu gestor não só censurou com o seu “lápis azul” comentários opinativos de fundo técnico de um Faialense, como bloqueou o acesso deste à mesma. Ele um cidadão de pleno direito em Portugal e um Munícipe da Horta. É demais! Isto num Portugal que se orgulha justamente do 25 de Abril que pôs fim não só à ditadura, como à censura e ao delito de opinião!

Nenhuma Autarquia ou outra entidade institucional tem necessidade de ter uma página na internet onde expõe as suas atividades aberta à opinião pública, mas a partir da opção de criar este modo de interagir com os cidadãos tem de tratar todos estes em pé de igualdade, pode aceitar elogios e gostos, regozijando-se eles, mas também tem de aceitar críticas com as quais está de acordo ou não.

A partir do momento em que devido ao seu carácter público e oficial esta entidade opta por moderar comentários que não tenham carácter ofensivo ou ataque ao bom-nome das pessoas no seu direito individual, essa entidade está uma exercer censura, tal como a exerceu uma entidade eliminada com o 25 de Abril.

Não importa qual o partido ou credo dos comentadores de uma entidade oficial pública e se estes refletem ou não o seu modo ideológico: a democracia só existe quando as pessoas não têm de inibir as suas ideias base, políticas, religiosas ou outras legais quando se pronunciam sobre situações públicas.

Numa entidade particular esta pode limitar e condicionar acessos aos seus espaços publicitários, essa é uma grande diferença das outras entidades sujeitas ao escrutínio público

Assim, sempre que uma entidade oficial de carácter político corta a voz e o acesso de uma página oficial ou assumida como tal, nem que seja por omissão de não se desvincular dela, e começa a moderar comentários que não lhe são agradáveis, entramos então no domínio do fim da liberdade de expressão das pessoas: uma forma de Censura e, pelos vistos, e de acordo com o escrito pelo visado, a Câmara Municipal da Horta unilateralmente cortou direitos de liberdade e garantias a cidadãos que estão protegidos constitucionalmente em Portugal e ainda por cima seus Munícipes.

Quem diria que a Câmara Municipal da Horta 43 anos após o 25 de Abril deixasse de cumprir a Constituição quando esta não lhe convém ao nível da livre expressão dos seus Munícipes.

O problema é que depois de cortar os direitos a um primeiro cidadão nunca mais se sabe até onde isto poderá ir. Hoje o Tiago Silva, amanhã o Carlos Faria e depois quem sabe tu que leste este artigo.

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Hoje como autor do blogue pessoal “Mente Livre” fui convidado a elaborar um artigo para ser transformado num post num dos principais blogues de Portugal em termos de número de visitantes na blogosfera nacional o “Delito de Opinião”. Ao jornalista Pedro Correia o coordenador que me convidou mais uma vez para este blogue o meu muito obrigado pelo reconhecimento. Ver no link abaixo

Por uma comunicação social local viável e isenta: o caso açoriano.

 

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Foi triste que, num dia com ondas de 13 metros e sem qualquer alerta da proteção civil, a notícia de que a vila da Madalena do Pico assistira incrédula ao galgamento da sua zona costeira com a destruição de uma exposição, de um bar premiado pela sua arquitetura e do maior molhe do seu porto, tenha sido relegada pela RTP-Açores para segundo plano para se dar primazia à dúvida de quem compete pagar o transporte para a Região do cadáver de um Açoriano presidiário e a cumprir pena no Continente que infelizmente faleceu fora dos Açores.

Não está em causa a questão levantada ao nível da competência de custos, está sim em causa que não se dê o devido destaque da importância de um acontecimento numa vila Açoriana que sofreu graves danos durante uma maresia, situação que além dos impactes financeiros à escala local também são do orçamento regional e implicará transtornos para numerosos habitantes de duas ilhas dos Açores, Pico e Faial, que foi relevada para segundo plano, talvez apenas porque não ocorreu em São Miguel, ao contrário da origem do falecido micaelense. Uma vergonha secundarizar aquela noticia face a esta denúncia.

Para se ser Açoriano, como a RTP- Açores se julga que é, não basta ter no seu nome a palavra Açores, é preciso tratar todas as ilhas com o devido respeito e não dar primazia a um caso apenas porque está relacionado com São Miguel e relegar para trás o que de mais importante acontece na sua área de abrangência quando não ocorre na ilha política e economicamente mais forte do Arquipélago.

Apesar de ser Carnaval, este comportamento da RTP-Açores é indigno e leva-se a mal.

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Incidentes violentos sempre foram acontecimentos relativamente comuns ao nível global, desde e a redes mediáticas há muito que os noticiam, com cobertura local nos casos em que há alguns poucos feridos ou mortos, regional se esse número for um pouco maior nacional ou internacional se atingir a ordem de dezenas ou centenas de mortos e feridos.

Atos tresloucados são uma das causas comuns destes incidentes violentos, tal como rixas entre gangues, questões passionais pessoais e vinganças entre pessoas pelos motivos mais diversos ou mesmo ações de pressão por grupos de banditismo organizados, qualquer um destes acontecimentos não são considerados terrorismo pois não tem motivações políticas ou de guerrilha ideológica.

Todavia nos últimas semanas praticamente qualquer incidente nas cidades da Europa e dos Estados Unidos é automaticamente noticiado globalmente e acompanhado de suspeitas de serem possíveis atos terroristas, dando uma perceção que o terrorismo está num crescente imparável nos últimos tempos.

É verdade que existem razões de preocupação para os serviços de inteligência e segurança estarem atento e em vigilância permanente, mas não há necessidade de colocar as populações já em estado de pânico e ansiedade antes do tempo e ultimamente a comunicação social está a valorizar em demasia estes casos aumentando psicologicamente a sensação de insegurança na nossa sociedade.

Bom-senso na comunicação social também é preciso no combate ao terrorismo, caso contrário, este pode assenhorar-se de tudo o que é violência para alastrar a ideia de que estão a vencer a sua guerra.

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Meu artigo de ontem no Incentivo:

SEIS MESES DE COSTA E A GREVES DOS ESTIVADORES

  1. Os políticos, tal como os jornalistas, têm horror ao silêncio, aos períodos de reflexão ou de espera para se amadurecer a análise de uma situação, resolver um problema ou alcançar um resultado de uma estratégia.

Os políticos não conseguem controlar a ansiedade e esperar para emitir uma opinião balizada sobre os frutos de uma decisão: se são da oposição, sentem logo a obrigação de criticar e desfazer uma opção acabada de tomar; se são do lado do poder, apoiam imediatamente a decisão do governante a dizer que não havia alternativa melhor. Assim, as partes mantêm um conflito partidário em lugar de cooperar em prol do interesse público e do desenvolvimento socioeconómico da população.

Os jornalistas também não suportam esperar por um resultado final, insistem que o político fale sobre perspetivas para depois ter matéria para divulgar, mesmo que apenas alimente o confronto partidário e não sejam notícias amadurecidas, intrigas que enchem os meios de comunicação social de declarações inúteis que prendem o leitor, o ouvinte ou o telespetador.

O atual governo do PS, com o apoio da CDU e do BE, apenas está há seis meses no poder, mas desde a primeira hora não há resultado positivo que a esquerda não ostente a bandeira do sucesso da nova política e não há dado mau que a oposição não avise os Portugueses que o País vai descarrilar ao seguir a nova via. Tudo isto é acompanhado por um Presidente da República, que na sua vida foi jornalista e político, pelo que fala a dobrar sobre tudo o que é importante ou acessório e de comentador político virou a conselheiro e intermediário entre todos, atraindo a si simpatias mas sem favorecer de facto entendimentos entre as forças políticas em jogo, tal como diz desejar.

Seis meses de governação é um escassíssimo tempo para se tirar qualquer conclusão sobre o saldo final da estratégia que António Costa tem em curso. Basta só ver que sempre que alguma estatística má sai, imediatamente o Executivo e seus apoiantes responsabilizam os governantes do passado, lavando todas as suas culpas; mas se um dado é bom, logo o Primeiro-ministro chama a si todo o sucesso sem reconhecer nenhum louro do trabalho anterior. São assim sempre os períodos de transição entre governos de cores diferentes, até que se limpem as nuvens do desgaste dos que saíram do poder e a continuação das dificuldades da vida comecem a ensombrar-se as auroras de esperança colocadas na equipa que entrou.

Tenho de assumir que eu não sei ainda se Portugal vai desembocar numa nova crise económica ou não e, se sairmos, se haverá necessidade de mais ou menos sacrifícios que os atuais para saldar as dívidas que herdámos após anos a gastar o que não tínhamos e a vivermos como se a Europa fosse apenas uma mera benemérita da nossa economia: uns são totalmente otimistas, outros visceralmente pessimistas sobre o momento que atravessamos. Como não sei ainda se vamos por um bom ou mau caminho, espero com calma para perceber no que isto vai dar.

  1. Felizmente a greve dos estivadores do porto de Lisboa já chegou ao fim e nestes conflitos a razão raramente está apenas de um lado, mas esta questiúncula estava a prejudicar e muito todo o País e, dada à especificidade geográfica insular, mais ainda os Açores e a Madeira.

Todavia, esta greve também mostrou que, apesar do inovador quadro de apoio parlamentar do atual governo do PS, suportado pela primeira vez pelos partidos da extrema-esquerda, há coisas nestes que não mudam. Se estávamos habituados a que sempre que houvesse um conflito laboral estes partidos, que nunca seguraram qualquer governo, estivessem sempre de forma incondicional do lado do sindicato e contra o poder, desta vez também não foi diferente. Foi interessante ver o BE dizer em pleno Parlamento como o Primeiro-ministro tinha de resolver o conflito através de uma declaração toda colada ao sindicato e sem qualquer consideração com o facto da Ministra do Mar estar naquele momento a mediar negociações para o entendimento entre as duas partes em conflito pelo que se precisava de um Governo isento para viabilizar um acordo.

Igualmente vi eleitos pelos Açorianos da mesma força política que, mesmo perante os prejuízos que as populações do Arquipélago estavam a ter com esta greve, assumiram a mera propaganda dos sindicatos nesta luta. Assim, se uns ideologicamente se cegam com os argumentos do patronato, outros não conseguem defender o Povo que representam e privilegiam a luta de classes de um grupo particular em detrimento de uma População inteira.

É por exemplos deste que não consigo encontrar bom senso nas forças políticas que se afastam do centro ideológico entre a esquerda e a direita, aqui, apesar de muitos vícios que resultam dos compromissos entre partes próximas, ainda é possível equilíbrios entre os aspetos positivos e negativos que vislumbro em ambos os lados políticos sem a cegueira das posições extremadas.

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