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Posts Tagged ‘terrorismo’

A bomba de hoje em Londres terá mais imagens e reportagens nos noticiários do que o míssil da noite passada da Coreia do Norte, mas mesmo sem desprezar o risco do atentado, este tipo de terrorismo pode ser uma brincadeira se comparado com o forçar da corda por Kim Jong-un. Este coloca em risco toda a civilização à escala global. Uns atacam localmente com bombas artesanais, carros e facas, mas Pyongyang Kim tenta com ogivas nucleares levar à loucura a maior potência nuclear do planeta e nem sempre o que mais enche os telejornais é o mais importante do que está acontecer no presente.

Confesso são os acontecimentos do outro lado do mundo que apesar de tão longe e de ainda não terem matado ou ferido alguém nos últimos tempos que me está a pôr os cabelos em pé…

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Após dois meses do que ocorreu em Tancos, o que o Ministro da Defesa tem a dizer sobre o desaparecimento de armas é: “No limite, pode nem ter havido assalto”, quando o material pode servir para matar até milhares de pessoas. Isto só não provoca um escândalo que indigne todo o País porque o Governo conseguiu anestesiar o espírito crítico de discernimento dos Portugueses que afeta a generalidade da opinião pública nacional.

Assim, não é necessário para já pedir a demissão do Ministro, primeiro há que acordar os Portugueses deste narcótico que o Governo espalhou a nível nacional. Acorda Portugal, antes que seja demasiado tarde!

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Seja qual for a ideologia, crença ou outro motivo é sempre de condenar o ataque a pessoas inocentes que na vida social são agredidas na tática dos terroristas. Honrar e chorar por estas vítimas é o mínimo que se pode por elas fazer. Por isso, honra e paz aos mortos e feridos do atentado de ontem em Barcelona.

Agora o terrorismo islâmico eleva à categoria de mártir herói a morte em combate dos seus atacantes terroristas, sendo que para crentes religiosos a lógica laica materialista de que fogem à morte não se aplica. Para os crentes a vida não acaba na morte física. É verdade que após um atentado os terroristas parecem implementar sempre uma fuga, mas acredito que tal é mais para realizarem novos atos para alcançarem uma maior glória do que para escaparem aquilo que para eles é a honra do martírio.

Assim, se é difícil capturar em segurança os terroristas islâmicos, também me parecer que é fazer o jogo deles permitir atribuir-lhes as palmas do martírio face aos seus correlegionários ou eventuais candidatos ao radicalismo islâmico matando-os todas as vezes a seguir a um atentado.

Nos tempos que correm, com tanta tecnologia de combate ainda não percebi como as forças de segurança não mudaram a tática para os capturar e mantê-los vivos e cativos para interrogatórios com todos os meios legais, mesmo que as leis neste combate devam evoluir, e recolher informações de modo a que não fiquem honrados perante outros candidatos a práticas semelhantes.

Mesmo num quadro muito diferente, não foi matando cristãos que esta fé desapareceu, antes pelo contrário, o sangue dos mártires cristãos foi semente para novas conversões e por isso o cristianismo, fé que professo ainda hoje tem a dimensão que possui… mas pelos vistos a mentalidade laica não aprende com os casos do passado e não integra nos seus planos a força da fé que nos torna loucos aos olhos do mundo descrente.

Assim, penso que a tática de após um atentado acabar sempre por matar os terroristas me parece contraproducente no combate ao terrorismo islâmico e não  digo isto por qualquer compaixão por estes…

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Conheço da cidade do Quebec, capital da província com o mesmo nome e coração do radicalismo separatista nacionalista de raiz francófona do Canada, ao contrário de todas as outras sedes de governo provinciais do País, que se reconhecem como capitais de província, a cidade do Quebec assume-se como “capital nacional”, sendo nação apenas a cultura francófona. Tal como injustiça, o nacionalismo é um propulsor de extremismos e violência.

Foi o nacionalismo que impediu aceitar a diferença dos muçulmanos face à cultura tradicional  dominante e de raiz católica dos “québécois”  em Alexandre Bissonnette que o levou a um ato extremo de entrar numa mesquita e disparar contra pessoas em oração.

Para quem defende fechar as portas aos refugiados de guerra ou às pessoas de outros credos com medo do terrorismo, não haja dúvida que este é um exemplo que muitas vezes os “maus” não são os que são diferentes de nós e nos pedem ajuda, mas o radicalismo é sempre mau, mesmo que na defesa da cultura maioritária de uma terra que tem receio de perder identidade ao auxiliar o outro que está fora de portas e é diferente.

Não se pode excluir a possibilidade de a coberto da figura de refugiado não haver gente mal-intencionada e há necessidade de tomar medidas de segurança preventivas, mas tal não deve impedir que estendamos a mão à maioria dos que fogem da guerra e da miséria, sob o risco de apoiarmos o desenvolvimento e a expansão do mal que já existe no seio daqueles que devem acolher. Fechar porta é não só alimentar o mal dentro e fora destas e um mal bem-nutrido nunca se pode transformar num bem a prazo, apenas torna todos piores.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo.

DA PEQUENA LOUCURA DOS POKEMONS AO TERRORISMO RECENTE

Os verões costumam ser caracterizados pelo aparecimento de fenómenos de massa, muitas vezes demonstrativos da irracionalidade ou de histeria que passou a habitar nas pessoas do mundo atual e evidenciam que, apesar de alguém da nossa espécie nos ter classificado cientificamente como: Homo sapiens, ou seja, de ser sapiente ou sábio, e de se estar na denominada era do conhecimento e da informação, a loucura e a alienação dominam cada vez mais o Homem contemporâneo no lugar da sapiência.

Já tivemos um verão em que quase só se brincava com ioiôs, novos e velhos a lançar o seu disco pela fieira e uma manada a tentar o sobe-e-desce daquela roda que arreliava muitos nos mais variados espaços públicos. Tivemos outro estio com a moda da canção “Marcarena” e a sua coreografia, desde a praia à televisão um rebanho exibia os seus dotes de dançarinos em corpos bem ou mal definidos ao som de uma música irritante que saturava quem apreciava a arte de Orfeu. O ano passado veio a onda de filmar o derramar baldes de água fria sobre a cabeça e exibir a cena nas redes sociais e nesta molha alinharam desde simples cidadãos anónimos, a líderes políticos e da cultura de massas. Este ano o calor trouxe a loucura dos Pokemons à sociedade da massificação dos smartphones e da histeria dos jogos nestes aparelhos, que pretendiam prolongar as capacidades de inteligência e de comunicação das pessoas, mas que, em vez disso, se têm tornado, sobretudo, em objetos para ampliar a loucura e o isolamento do homem na era da informática.

O homem, que deveria distinguir-se pela sua sapiência e racionalidade, está cada vez mais atraído por fenómenos de histeria coletiva que bestializam a mente e os torna membros de rebanhos onde impera a loucura e facilmente manipuláveis. A onda dos Pokemons é o exemplo mais recente desta realidade e se os casos citados parecem ser inofensivos, de facto, o mundo virtual leva ao isolamento de uns e à bestialização e à alienação de outros, isto, misturado com a injustiça e a presença de mensagem de oportunistas malfeitores, amplificadas pelas redes sociais, abre portas para que pessoas teoricamente racionais se tornem suscetíveis a apelos para comportamentos desviantes e perigosos.

Quando ouvi o DAESH, que alguns denominam de Estado Islâmico, reconhecendo assim um estatuto jurídico a este grupo que não se lhe deve conceder, apelar para que todos os que se quisessem unir à sua guerra contra as sociedades diferentes da fanática deles tomassem iniciativas de ataque nos países aonde viviam; logo me preocupei com a suscetibilidade de uns a se ligarem a rebanhos de fantoches de alienados manipuláveis e com os outros que se excitam com a violência da realidade virtual massificada mas confundem o mundo irreal com o verdadeiro e busca de sensações cada vez mais fortes. Fiquei com receio que tal apelo gerasse muitos aderentes a atentar conta a segurança das pessoas das formas mais diversas… depois bastaria um grito em nome de Alá para que os extremistas islâmicos reivindicassem esses atos de loucura como uma iniciativa sua e o terror se propagasse deste modo a partir de indivíduos singulares e alienados, mesmo sem qualquer laço efetivo com as organizações terroristas reivindicantes.

Infelizmente, a alienação tão diligentemente cultivada nos últimos anos por certos grupos económicos, políticos, cultura comercial e de comunicação social começou a virar-se contra as pessoas da sociedade onde esta foi semeada e deixou de se expressar de uma forma não inofensiva, para passar a atos criminosos de muçulmanos não praticantes das regras da sua religião, de cidadãos com problemas psicológicos, por filhos frustados de imigrantes contra o povo de acolhimento e sabe-se lá mais tipos diferentes surgirão. Criou-se assim uma tempestade difícil de controlar que poderá dar a sensação de que os extremistas estão a vencer e a alastrar-se no nosso meio, quando apenas são atos isolados de pessoas perturbadas  que atacam como zombies as populações ao sinal de um apelo feito por gente que sabe explorar para o mal o comportamento de marioneta de ums para a histeria e a irracionalidade tão bem plantada na nossa sociedade.

O que se passou em Nice, num comboio na Alemanha e depois num centro comercial em Munique são provavelmente atos desenraizados de qualquer organização terrorista, mas levados a cabo por pessoas que aderiram ao comportamento irracional que veem à sua volta e valorizados pelas redes de comunicação social e uma vez que a alienação procura emoções cada vez mais fortes, estas começam a ultrapassar os limites do razoável. Só que, entretanto, fantoches manipuláveis por marioneteiros tão mal intencionados como os anti-heróis dos filmes de super-heróis de Holywood que mesmo sem conhecerem os membros do seu rebanho alienado, vão assumindo a paternidade dos atos destes loucos para espalharem o pânico, isto com o mesmo à vontade com que criadores de jogos de alienação social arrebatam cidadãos a se exporem a fazer figuras ridículas e inofensivas, só que esta loucura abre caminho a outros perturbados e com efeitos colaterais que lesam significativamente a sociedade.

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Incidentes violentos sempre foram acontecimentos relativamente comuns ao nível global, desde e a redes mediáticas há muito que os noticiam, com cobertura local nos casos em que há alguns poucos feridos ou mortos, regional se esse número for um pouco maior nacional ou internacional se atingir a ordem de dezenas ou centenas de mortos e feridos.

Atos tresloucados são uma das causas comuns destes incidentes violentos, tal como rixas entre gangues, questões passionais pessoais e vinganças entre pessoas pelos motivos mais diversos ou mesmo ações de pressão por grupos de banditismo organizados, qualquer um destes acontecimentos não são considerados terrorismo pois não tem motivações políticas ou de guerrilha ideológica.

Todavia nos últimas semanas praticamente qualquer incidente nas cidades da Europa e dos Estados Unidos é automaticamente noticiado globalmente e acompanhado de suspeitas de serem possíveis atos terroristas, dando uma perceção que o terrorismo está num crescente imparável nos últimos tempos.

É verdade que existem razões de preocupação para os serviços de inteligência e segurança estarem atento e em vigilância permanente, mas não há necessidade de colocar as populações já em estado de pânico e ansiedade antes do tempo e ultimamente a comunicação social está a valorizar em demasia estes casos aumentando psicologicamente a sensação de insegurança na nossa sociedade.

Bom-senso na comunicação social também é preciso no combate ao terrorismo, caso contrário, este pode assenhorar-se de tudo o que é violência para alastrar a ideia de que estão a vencer a sua guerra.

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A tentativa falhada de golpe de estado na Turquia levanta muitas questões: diplomáticas, éticas, políticas e geoestratégicas. Entre estas e sabendo que na diplomacia os interesses e aproveitamentos nacionais e regionais sobrepõem-se ao global, tem lugar a pergunta egoísta:

– O caminho que Erdogan está a trilhar presentemente poderá ou não reforçar a importância geoestratégica da base das Lajes nos Açores?

É verdade que ética e politicamente estou preocupado com o que se está a passar na Turquia, país que desejei visitar ainda este ano e foi a instabilidade e insegurança que senti existir ali que me levaram a optar pelos vulcões em torno de Nápoles. Neste momento é evidente que a tentativa de golpe de estado, quer tenha sido uma revolta intencional ou uma encenação para reforçar o poder do atual presidente da república, está a ser utilizada por Erdogan para eliminar adversários, impor restrições democráticas e efetuar desrespeitos às regras da justiça num estado de direito.

Uma coisa é prender revoltosos, outra é destituir juízes. Um golpe de estado é sempre fruto de um pequeno número de pessoas, se não perde-se o  secretismo que a ação requer para vingar, pelo que quando se prendem centenas, neste caso milhares de pessoas, já se sabe que se está a aproveitar a situação para se atingir adversários a coberto do acontecimento.

Quando se destitui milhares de juízes, percebe-se que se está a atacar a isenção da justiça para a colocar ao serviço do poder executivo e lá se vai um pilar da democracia moderna.

Quando se pretende alterar a lei para impor punições agravadas com efeitos retroativos, neste caso a pena de morte para os revoltosos, acaba-se com uma das regras fundamentais do estado de direito.

Erdogan dialoga com o ocidente e os radicais islâmicos, agora sobe as suas exigências às democracias da Europa e EUA e torna-se mais radical, usa e abusa de crenças religiosas na população para fins políticos e lá se vai a laicidade do estado.

Curiosamente Erdogan tem uma popularidade enorme e usou-a em proveito próprio em pleno curso do golpe de estado, quando o bom-senso apelaria a que os líderes evitassem envolver civis para não causar mortes inocentes, assim aproxima-se das táticas dos radicais islâmicos.

Agora provavelmente a confusão aumentou no próximo a médio-oriente, o islamismo radical talvez tenha ficado com mais uma porta aberta para se aproximar do ocidente, o equilíbrio de forças na região pode estar mais periclitante e a segurança mundial, sobretudo na Europa, cada vez pior e o risco de expansão de conflitos e do terrorismo a crescer.

Porque em todas as crises houve sempre Estados que saíram beneficiados da situação de forma indireta, novamente a pergunta egoísta: a base das Lajes continuará com a mesma importância neste novo quadro de instabilidade no limite oriental do Mediterrâneo?

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