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Posts Tagged ‘estado da nação’

Os cortes aos salários e pensões mais elevadas só foi aceite pelo Tribunal Constitucional como medida transitória que até obrigava Passos a repor se continuasse a governar, mas Costa assumiu a reposição como um mérito pessoal seu ao anunciar as reposições, mas isto não era o fim da austeridade era uma imposição legal, mas ninguém soube denunciar a fraude, nem a direita, talvez porque a velocidade da proposta desta era mais lenta.

Depois das reposições Costa manteve os congelamentos salariais praticamente a todos , a não atualização de vencimentos até já vinha de Sócrates, e é uma forma de manter cortes salariais disfarçados, mas ninguém foi capaz de denunciar a fraude.

Agora ao fim de 10 anos e após uma década de congelamentos e de não progressões eis que Costa propõe aumentos muitos menores para a função pública onde considera apenas o último ano de inflação e o crescimento económico. Toda gente grita que é uma vergonha, e é, mas prova, sobretudo, crescimento anémico ao nível nacional e é a evidência de que a austeridade de Centeno sempre usou os salários da função pública, mas poucos em Portugal têm a coragem de chamar a isto a austeridade desta Governação. Além de ser a prova de que Portugal sempre tem vindo a recuar economicamente dentro da União Europeia apesar do propalado sucesso da Geringonça que apenas deu continuidade à perda de competitividade do nosso País.

No contexto Europeu, Portugal tem continuado sempre a perder para os restantes Estados desde que a troika saiu do nosso País.

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Quando Passos foi a eleições em 2015 choviam boas notícias sobre a economia Portuguesa, isto não apenas devido à gestão do seu Governo, mas porque se tinha entrado num período de expansão económica na Europa e por isso ganhou as eleições.

Costa apagou a memória das boas notícias de 2014/15, assumiu que do Governo anterior apenas tinha havido austeridade e conseguiu o fazer esquecer no povo, com ajuda de alguma OCS, que o crescimento económico vinha já do tempo de Passos.

O atual primeiro ministro não fez reformas, navegou na onda iniciada da expansão económica e assumiu todos os louros. Sim, com o aumento de impostos e cativações conseguiu apresentar boas contas públicas, mas o PS nunca teria aceitado a receita das cativações ao anterior executivo e sempre vociferou contra os impostos no tempo de Passos, contando então com Sindicatos que bem podiam obstaculizar a governação sem levar como agora acontece.

Se virmos o peso do turismo no crescimento económico resultado de uma promoção iniciada antes de Costa e se tirarmos o efeito da expansão económica europeia o brilho do atual governo teria sido bem mais fosco.

No horizonte desde o Brexit, passando pela guerra económica USA/China e a situação de regressão iniciada na Europa, os tempos que se seguem deverão ser de vacas magras, algo que Costa nunca teve de enfrentar, veremos muito provavelmente como o seu muito provável executivo irá navegar em maré desfavorável e se saberá ter sucesso na adversidade.

É com ventos desfavoráveis que se vê a qualidade do comandante do navio, e viu-se como o seu professor Sócrates se estripou quando chegou a crise. Como será com Costa?

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Pelo menos nenhum Governo de direita conseguiu até hoje colocar os grevistas como os maus da fita face aos patrões, mas Costa tem este pioneirismo: foi com os professores, os enfermeiros (até era ele o patrão), os condutores de mercadorias (patrões privados), etc. um esvaziamento da luta popular precisamente quando esta deu mostras de musculatura.

Pois, assim compreendo melhor porque as greves eram intoleradas do outro lado da cortina de ferro e são-no na Venezuela ainda hoje em dia, na China e na Coreia do Norte

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A 4 meses de eleições António Costa perante a deliberação da Assembleia da República de obrigatoriedade de vir a ser contado a tempo de toda a carreira dos professores, sem descrição de como isso será feito nem ao longo de quanto tempo, ameaçou bater com a porta e demitir-se a 4 meses das eleições já decididas.

Uma jogada poliqueira em período eleitoral ao mesmo nível daqueles que sendo pela austeridade votaram a favor da medida sem definir regras de cumprimento.

A única curiosidade é que depois de tantas reversões das medidas de Passos com a geringonça, António Costa acaba o mandato dizendo o mesmo que o anterior Primeiro-ministro que herdou a bancarrota: Não há dinheiro!

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Sócrates deixou Portugal falido, viram como Passos teve de gerir a crise e todas as greves pressionadas pela CGTP e toda a intolerância do BE e o que o PS dizia quando o então Primeiro-ministro dizia que não havia dinheiro…. Lembram-se.

Felizmente agora diz-se que a austeridade acabou e o PS pode dizer que não tem dinheiro para atender às reivindicações e até limitar o direito à greve. Imaginem se fosse Passos a fazer o mesmo, mesmo quando o País estava falido.

Já com os professores Costa batera o pé, agora até dá um murro no direito à greve, só que a ele tudo se perdoa, mesmo depois de ter herdado um Portugal já não falido.

 

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Após ver a forma como as esquerdas não aceitaram a falta de dinheiro quando Sócrates faliu Portugal e usou uma frente reivindicativa para atacar quem enfrentou a bancarrota do País e viu ainda como o atual Governo aceitou as reivindicações no setor dos transportes públicos promovidas por sindicatos controlados por partidos e onde os salários já eram bem acima de muitos outros Portugueses e agora assiste o Governo ter um comportamento agressivo contra uma classe trabalhadora cujo SNS foi construído à custa do sacrifício e abnegação dos enfermeiros e se vê a forma como PCP se irrita por não controlar este sindicato independente e se depara com o BE desnorteado e a desdizer-se face aos incentivos que já deu a outros grupos laborais, faz pensar que pela primeira vez temos um sindicalismo independente de forças políticas de esquerda em Portugal.

A ser assim, isto é liberdade e é uma evolução democrática, pois a luta pela justiça laboral não pode ficar refém de nenhum partido ou grupo ideológico…

Não emito opinião sobre a justiça das reivindicações, apenas um comentário a quem os via encher a boca de direitos laborais apenas quando eram a sua arma de arremesso e agora assiste a tentativa de desacreditar uma reivindicação laboral apenas porque não controlam essa luta.

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Hoje a primeira reportagem noticiosa que ouvi foi sobre conquistas do Governo na União Europeia para maximizar os apoios ao nosso País no próximo quadro comunitário. Parece que uma boa governação é ser capaz de aumentar a esmola dos outros Estados que souberam desenvolver-se. Virámos a mendigos e não temos estratégia para sair desta dependência. Triste sina!

Enquanto um país em situação normal não tiver a noção de mentalizar o seu povo da necessidade de alcançar a sua autossustentabilidade económica para se desenvolver não é merecedor de respeito internacional como estado independente, pois mostra apenas vocação para estado mendigo, infelizmente a evolução da democracia em Portugal nas últimas décadas foi para sermos mendigos internacionais.

Portugal já foi independente, com poder económico e alvo de respeito internacional e devemos isso à geração dos navegadores que procurou com sacrifício nacional e encontrou meios para Portugal não ser um mendicante internacional… depois tem sido a degradação quase contínua de um Estado com mais de 800 anos de história, este dia de hoje pouco mais é que um jogo de máscaras e discursos hipócritas para disfarçar a mediocridade em que Portugal se transformou, um charco de lama em que teima em chafurdar sem sair.

Apesar disso, continuo a sonhar com um Portugal independente e com motivo de orgulho pelo que é no presente e não pelo que foi no passado e é a esse Portugal que saúdo neste dia.

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Bancada do PSD, certos militantes de renome, comentadores e articulistas discutem opiniões sobre a estratégia de Rui Rio abrir o partido a negociar  questões de fundo com Costa e seu Governo: uns dizem que beneficia o PS, outros que prejudica o PSD, outros que fortalece o CDS e outros que ajuda a extrema-esquerda. O que toda esta gente não fala é se tal é bom para Portugal ou para os Portugueses, ou seja, desinteressam-se da única coisa que importa em política, servir as Pessoas e o Pais.

A única coisa que de facto me motivou intervir na política foi o serviço às Pessoas, à minha Terra e o futuro do meus País, claro que com as minhas ideias e visões da sociedade. Só que para toda esta máquina que enche a comunicação social parece que apenas importa o confronto politiqueiro, mostrando a todos uma democracia e partidos doentes que assustam pelo grau com que desprezam a defesa dos cidadãos que deveria o cerne dos seus debates e por isso, à exceção das questões locais, a política cada vez me desilude mais

 

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Sem ovos não se fazem omoletes, Sócrates esvaziou de ovos o cofre do Estado e Passos, com imperfeições e sacrifício dos Portugueses, deixou a despensa com ovos para uma gestão futura de Portugal que Costa gere sem dar mérito a quem lhe deixou ovos, mas ainda faltam ovos para gastar no que precisamos e habituámo-nos a que os restantes europeus nos subsidiem, logo Costa pede que se criem novos impostos para toda a União Europeia subsidiar o seu Governo.

Marcelo foi claro, se cobrarmos mais impostos aos estrangeiros da União Europeia, eles dão-nos mais dinheiro.

Afinal Merkel e Bruxelas são mesmo nossos amigos, ao contrário do que se dizia, permitiram não só a Passos deixar que Costa tivesse algum dinheiro para fazer flores e o Presidente da República não teve pudor em mostrar que vivemos em grande parte à custa da União Europeia.

Mesmo assim, apesar da expansão económica global, que tem tido ótimos reflexos em Portugal, Costa não tem ainda para gastar tanto quanto precisa, não foi pela via do desprezo do endividamento, no que o elogio pela sua resistência ao que a sua esquerda queria empurrá-lo, e passou a chamar rigor à austeridade, esta consistiu de facto numa mudança de estilo: repor os cortes em vencimentos de um grupo de funcionários públicos, sou um beneficiário desta opção, colmatando o aumento da despesa do Estado com impostos indiretos a todos os Portugueses, cobrança que não aparecem na folha do IRS, nem na relação mensal da folha de salário.

Contudo, Portugal ainda precisa de mais dinheiro, pois desde 2011 não há obras públicas neste País, a face mais evidente da continuidade da austeridade em Costa, como já aumentou os impostos indiretos aos Portugueses para repor vencimentos, por isso muitos trabalhadores não conseguem ver as suas finanças mais folgadas, apesar de alguns destes receberem agora sem cortes, Costa vira-se agora para a exportação de propostas de impostos para que no saldo final todo um continente o subsidie… não deixa de ser uma excelente jogada política e até daria um excelente jeito a Portugal.

Agora denuncia que os sucessos económicos de Portugal no presente não são sustentáveis se o Governo de Costa não conseguir alguma forma de alcançar novas receitas… é que o País precisa mesmo de investimentos que estão cativos para camuflar que nem tudo está tão bem quanto se quer dizer.

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É bom para Portugal que a Fitch tenha retirado a dívida pública na categoria de investimento subindo a sua nota em dois degraus. É também bom que a economia esteja a crescer, sobretudo, pelas exportações, o que sempre defendi, e não pelo consumo interno que eu contestava. É igualmente bom que ao nível do investimento seja o setor privado o que mais contribui para crescimento económico. Agora estes facto escondem alguns aspetos ideológicos interessantes.

Não foi preciso reformas nos últimos dois anos para a economia, que já vinha a crescer ligeiramente desde meados de 2014, dar um pulo, pois a única reversão de políticas foi a de reposição de vencimentos com o argumento que o consumo seria o motor do crescimento, só que o aumento económico veio e não foi pelo consumo.

O turismo é classificado como exportação na análise económica e todos sabemos que este cresceu e muito nos últimos anos, logo a fuga de turistas do mundo árabe e Turquia revelou-se benéfica para Portugal e foi uma aposta correta aqueles anos de promoção em força do País na Europa e agora estamos a colher bons frutos disso.

O facto de o investimento privado estar a superar o público torna evidente que a política de cativações é a estratégia de rigor que ocupou a de austeridade, se mantém para o Estado não gastar dinheiro, uma forma agora mais subtil de não colocar dinheiro na sociedade do que a do passado e por isso melhor tolerada.

Agora basta um incidente que afete o ânimo económico ou afaste os turistas para tudo isto voltar a trás, pelo que toda a cautela é pouca, mas estes indicadores não apontam para que se tenha seguido nestes dois anos uma via minimamente semelhante à das ideias defendidas pelo BE e CDU e aqui também está outro risco para o Governo e também evidencia como a direita não via o caminho que o executivo estava a trilhar.

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