Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘estado da nação’

Hoje a primeira reportagem noticiosa que ouvi foi sobre conquistas do Governo na União Europeia para maximizar os apoios ao nosso País no próximo quadro comunitário. Parece que uma boa governação é ser capaz de aumentar a esmola dos outros Estados que souberam desenvolver-se. Virámos a mendigos e não temos estratégia para sair desta dependência. Triste sina!

Enquanto um país em situação normal não tiver a noção de mentalizar o seu povo da necessidade de alcançar a sua autossustentabilidade económica para se desenvolver não é merecedor de respeito internacional como estado independente, pois mostra apenas vocação para estado mendigo, infelizmente a evolução da democracia em Portugal nas últimas décadas foi para sermos mendigos internacionais.

Portugal já foi independente, com poder económico e alvo de respeito internacional e devemos isso à geração dos navegadores que procurou com sacrifício nacional e encontrou meios para Portugal não ser um mendicante internacional… depois tem sido a degradação quase contínua de um Estado com mais de 800 anos de história, este dia de hoje pouco mais é que um jogo de máscaras e discursos hipócritas para disfarçar a mediocridade em que Portugal se transformou, um charco de lama em que teima em chafurdar sem sair.

Apesar disso, continuo a sonhar com um Portugal independente e com motivo de orgulho pelo que é no presente e não pelo que foi no passado e é a esse Portugal que saúdo neste dia.

Anúncios

Read Full Post »

Bancada do PSD, certos militantes de renome, comentadores e articulistas discutem opiniões sobre a estratégia de Rui Rio abrir o partido a negociar  questões de fundo com Costa e seu Governo: uns dizem que beneficia o PS, outros que prejudica o PSD, outros que fortalece o CDS e outros que ajuda a extrema-esquerda. O que toda esta gente não fala é se tal é bom para Portugal ou para os Portugueses, ou seja, desinteressam-se da única coisa que importa em política, servir as Pessoas e o Pais.

A única coisa que de facto me motivou intervir na política foi o serviço às Pessoas, à minha Terra e o futuro do meus País, claro que com as minhas ideias e visões da sociedade. Só que para toda esta máquina que enche a comunicação social parece que apenas importa o confronto politiqueiro, mostrando a todos uma democracia e partidos doentes que assustam pelo grau com que desprezam a defesa dos cidadãos que deveria o cerne dos seus debates e por isso, à exceção das questões locais, a política cada vez me desilude mais

 

Read Full Post »

Sem ovos não se fazem omoletes, Sócrates esvaziou de ovos o cofre do Estado e Passos, com imperfeições e sacrifício dos Portugueses, deixou a despensa com ovos para uma gestão futura de Portugal que Costa gere sem dar mérito a quem lhe deixou ovos, mas ainda faltam ovos para gastar no que precisamos e habituámo-nos a que os restantes europeus nos subsidiem, logo Costa pede que se criem novos impostos para toda a União Europeia subsidiar o seu Governo.

Marcelo foi claro, se cobrarmos mais impostos aos estrangeiros da União Europeia, eles dão-nos mais dinheiro.

Afinal Merkel e Bruxelas são mesmo nossos amigos, ao contrário do que se dizia, permitiram não só a Passos deixar que Costa tivesse algum dinheiro para fazer flores e o Presidente da República não teve pudor em mostrar que vivemos em grande parte à custa da União Europeia.

Mesmo assim, apesar da expansão económica global, que tem tido ótimos reflexos em Portugal, Costa não tem ainda para gastar tanto quanto precisa, não foi pela via do desprezo do endividamento, no que o elogio pela sua resistência ao que a sua esquerda queria empurrá-lo, e passou a chamar rigor à austeridade, esta consistiu de facto numa mudança de estilo: repor os cortes em vencimentos de um grupo de funcionários públicos, sou um beneficiário desta opção, colmatando o aumento da despesa do Estado com impostos indiretos a todos os Portugueses, cobrança que não aparecem na folha do IRS, nem na relação mensal da folha de salário.

Contudo, Portugal ainda precisa de mais dinheiro, pois desde 2011 não há obras públicas neste País, a face mais evidente da continuidade da austeridade em Costa, como já aumentou os impostos indiretos aos Portugueses para repor vencimentos, por isso muitos trabalhadores não conseguem ver as suas finanças mais folgadas, apesar de alguns destes receberem agora sem cortes, Costa vira-se agora para a exportação de propostas de impostos para que no saldo final todo um continente o subsidie… não deixa de ser uma excelente jogada política e até daria um excelente jeito a Portugal.

Agora denuncia que os sucessos económicos de Portugal no presente não são sustentáveis se o Governo de Costa não conseguir alguma forma de alcançar novas receitas… é que o País precisa mesmo de investimentos que estão cativos para camuflar que nem tudo está tão bem quanto se quer dizer.

Read Full Post »

É bom para Portugal que a Fitch tenha retirado a dívida pública na categoria de investimento subindo a sua nota em dois degraus. É também bom que a economia esteja a crescer, sobretudo, pelas exportações, o que sempre defendi, e não pelo consumo interno que eu contestava. É igualmente bom que ao nível do investimento seja o setor privado o que mais contribui para crescimento económico. Agora estes facto escondem alguns aspetos ideológicos interessantes.

Não foi preciso reformas nos últimos dois anos para a economia, que já vinha a crescer ligeiramente desde meados de 2014, dar um pulo, pois a única reversão de políticas foi a de reposição de vencimentos com o argumento que o consumo seria o motor do crescimento, só que o aumento económico veio e não foi pelo consumo.

O turismo é classificado como exportação na análise económica e todos sabemos que este cresceu e muito nos últimos anos, logo a fuga de turistas do mundo árabe e Turquia revelou-se benéfica para Portugal e foi uma aposta correta aqueles anos de promoção em força do País na Europa e agora estamos a colher bons frutos disso.

O facto de o investimento privado estar a superar o público torna evidente que a política de cativações é a estratégia de rigor que ocupou a de austeridade, se mantém para o Estado não gastar dinheiro, uma forma agora mais subtil de não colocar dinheiro na sociedade do que a do passado e por isso melhor tolerada.

Agora basta um incidente que afete o ânimo económico ou afaste os turistas para tudo isto voltar a trás, pelo que toda a cautela é pouca, mas estes indicadores não apontam para que se tenha seguido nestes dois anos uma via minimamente semelhante à das ideias defendidas pelo BE e CDU e aqui também está outro risco para o Governo e também evidencia como a direita não via o caminho que o executivo estava a trilhar.

Read Full Post »

Não é que um cabo da GNR em serviço oficial por Portugal na Grécia, nos seus tempos de folga tem um acidente, é acolhido num hospital sem condições para o tratar, os médicos pedem que seja transferido para Portugal e o militar fica retido por um mês naquele País? Não é que a mulher vai ter com o marido destacado no estrangeiro para o acompanhar na situação e depois não tem direito de entrar no avião de regresso a Portugal? Que raio de Portugal estamos a criar?

Algum político, incluindo o mais alto cargo da nação ou da oposição assumiu a indignação que qualquer Português deve sentir ao ver o nosso Estado abandonar alguém ao seu serviço no Estrangeiro e por lhe impedir o regresso da mulher que esteve ao lado dele quando Portugal falhou nesse acompanhamento a um dos nossos cidadãos ao serviço da nossa cidadania?

Tantas perguntas mas um silêncio de respostas que ribomba mais alto que uma trovoada tropical…  e ninguém vai preso ou é despromovido por esta desconsideração de Portugal a um Português ao seu serviço no estrangeiro. Em que raio de País estamos a tornar Portugal?

Read Full Post »

Felizmente o desemprego continua a baixar, uma tendência que cobre todo Portugal. Mas, no Continente, onde a crise foi grande e é difícil o Estado disfarçar com programas ocupacionais, qualquer das suas regiões já tem menor desemprego que os 10% dos Açores. Pior só a Madeira, que faliu no final de João Jardim e fica-se pelos 11%. A média Nacional desceu para 8,8% e só não é melhor pelo mau desempenho das Autonomias neste tema, as piores taxas de desemprego do País. Algo de facto vai mail pelos Arquipélagos com governos próprios para os defender.

É verdade que o turismo deve ter muito a ver com a redução do desemprego, mas este começou a crescer nos últimos três anos e não foi só no Continente, pois também aconteceu nos Açores. O que se passa então nesta Região apesar de haver tanta gente a ser integrada no setor público com programas ocupacionais?

A Madeira ainda teve a crise da dívida como desculpa do atual governo, mas dizia-se que por cá a crise tinha passado ao largo dos Açores. Então porquê estarmos a ficar para trás?

Read Full Post »

Não sei porquê, nem se onde isto irá parar e quais as consequências para o futuro de Portugal. Sei que no seio de tantas boas notícias, aquela que de facto não muda é o crescimento da dívida pública portuguesa, sendo o nosso País o Estado onde esta é das mais elevadas de toda a Europa. Mas não foi o excessivo endividamento que levou Portugal à crise de 2011? Certo que os juros estão mais baixos e isso reflete-se no défice. Mas será sempre assim? Como se dá a volta a este problema nacional?

Mas por agora lá nos vamos aliviando com as boas notícias de curto-prazo e quem levantar preocupações de longo-prazo é mau…

 

Read Full Post »

Older Posts »