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Seja qual for a ideologia, crença ou outro motivo é sempre de condenar o ataque a pessoas inocentes que na vida social são agredidas na tática dos terroristas. Honrar e chorar por estas vítimas é o mínimo que se pode por elas fazer. Por isso, honra e paz aos mortos e feridos do atentado de ontem em Barcelona.

Agora o terrorismo islâmico eleva à categoria de mártir herói a morte em combate dos seus atacantes terroristas, sendo que para crentes religiosos a lógica laica materialista de que fogem à morte não se aplica. Para os crentes a vida não acaba na morte física. É verdade que após um atentado os terroristas parecem implementar sempre uma fuga, mas acredito que tal é mais para realizarem novos atos para alcançarem uma maior glória do que para escaparem aquilo que para eles é a honra do martírio.

Assim, se é difícil capturar em segurança os terroristas islâmicos, também me parecer que é fazer o jogo deles permitir atribuir-lhes as palmas do martírio face aos seus correlegionários ou eventuais candidatos ao radicalismo islâmico matando-os todas as vezes a seguir a um atentado.

Nos tempos que correm, com tanta tecnologia de combate ainda não percebi como as forças de segurança não mudaram a tática para os capturar e mantê-los vivos e cativos para interrogatórios com todos os meios legais, mesmo que as leis neste combate devam evoluir, e recolher informações de modo a que não fiquem honrados perante outros candidatos a práticas semelhantes.

Mesmo num quadro muito diferente, não foi matando cristãos que esta fé desapareceu, antes pelo contrário, o sangue dos mártires cristãos foi semente para novas conversões e por isso o cristianismo, fé que professo ainda hoje tem a dimensão que possui… mas pelos vistos a mentalidade laica não aprende com os casos do passado e não integra nos seus planos a força da fé que nos torna loucos aos olhos do mundo descrente.

Assim, penso que a tática de após um atentado acabar sempre por matar os terroristas me parece contraproducente no combate ao terrorismo islâmico e não  digo isto por qualquer compaixão por estes…

O Incentivo noticia o decréscimo de dormidas no Faial em junho e, exceção de Graciosa e Corvo, o resto dos Açores teve melhores resultados. Junho podia ser uma crise passageira, mas os valores semestrais dizem que esta foi a ilha onde o crescimento do turismo foi menor em toda a Região e tantos meses já indiciam que algo vai pior na Horta do que no resto do Arquipélago.

Segundo sei, a Câmara fez divulgação do Faial e do Triângulo na bolsa de turismo de Lisboa no início do ano, pelo que seria normal um aumento nas três ilhas desta sub-região, a não ser que a falta de uma liderança a sério do nosso município até ao susto de outubro último esteja ainda a ter reflexos na Horta ou então, como noutras coisas em que dizem mais do que fazem, o show-off foi mais para convencer Faialense a votar neles do que foi capaz de trazer os Portugueses de todos os outros concelhos do País a virem à ilha Azul.

Certo que o Governo Regional faz promoção dos Açores, mas há muito que este centra toda a sua estratégia nos mais diversos setores para dar bons frutos em São Miguel, pelo que não me admira que tenha acontecido precisamente isso e neste semestre esta ilha sozinha concentrou quase 70% do turismo do Arquipélago, como se ainda houvesse dúvidas sobre o centralismo do Governo Regional para São Miguel os resultados estão cada vez mais à mostra.

Apesar de tudo, espero e prevejo que devido à melhoria do programa musical da semana do Mar durante a pré-campanha, ao menos julho ou agosto  de 2017 tenham revertido este mau semestre do Faial.

Hoje como autor do blogue pessoal “Mente Livre” fui convidado a elaborar um artigo para ser transformado num post num dos principais blogues de Portugal em termos de número de visitantes na blogosfera nacional o “Delito de Opinião”. Ao jornalista Pedro Correia o coordenador que me convidou mais uma vez para este blogue o meu muito obrigado pelo reconhecimento. Ver no link abaixo

Por uma comunicação social local viável e isenta: o caso açoriano.

 

Não sei da justiça das reivindicações dos trabalhadores da SATA que ameaçavam greve. Sei que a SATA ao ser um instrumento político do partido do Governo dos Açores não corre risco de fechar por questões de exigências laborais, os sindicatos sabem isso. Ali, o risco é maior para um trabalhador ou administrador que denuncie erros estratégicos impostos do que o fecho da empresa por se reivindicar o impossível. O presidente do PS-Açores tudo fará para salvar este seu braço político, mesmo tornar a Autonomia refém da empresa.

Já assistimos a administradores e pilotos competentes serem chutados por Cordeiro da SATA após defenderem posições em prol da boa gestão da empresa, mas que não interessavam à estratégia partidária no poder. Hoje, vários deles foram chamados para companhias maiores como a TAP por perceberem o seu valor.

Também vimos o atual presidente de administração brincar com estatísticas para camuflar rotas com grande ocupação para justificar a respetiva redução enquanto a empresa abria outras que se sabem apenas dar prejuízo e nada de mal lhe aconteceu, pois era estratégico prejudicar a Horta, e quando se analisa opções de compras de aviões, entre outras, vê-se bem as preferências por apostas onde a empresa não é competitiva em vez de opções que ofereçam melhores serviços às ilhas menos populosas dos Açores. Isto que numa boa gestão levaria a SATA à falência… não leva, pois o dinheiro público está a serviço destes estrategas.

Por isso é normal que, independentemente das reivindicações do pessoal de cabine serem justas ou não, o sindicato fique indiferente aos porta-vozes rosas colocados na comunicação  e redes sociais a falar do abuso das exigências dos trabalhadores, que estes iriam levar a SATA à falência e então tornar-se-iam escravos de outras empresas low-costs e era bem-feito. Muito devem ter-se rido os sindicalistas da SATA, pois há muito que eles perceberam que não há esse risco, o partido no poder está disposto a tudo para salvar este seu braço estratégico… mesmo prejudicar muitos Açorianos que se deixam enrolar pelas manipulações propagandistas do PS-Açores.

Infelizmente as empresas privadas em setores estratégicos podem tornar-se ditatoriais, mas o mesmo acontece se essas forem públicas e o poder não colocar a boa administração e a boa governança acima dos seus interesses egoístas e patidários como fez os PS-Açores com a SATA, pelo que esta hoje está em condições de fazer vergar Cordeiro aos interesses dos seus trabalhadores mesmo que estes lhe peçam o céu… e, ironicamente, agora é difícil dar-se a volta a isto, após tantos erros já cometidos pelo Governo dos Açores na gestão da SATA.

Felizmente o desemprego continua a baixar, uma tendência que cobre todo Portugal. Mas, no Continente, onde a crise foi grande e é difícil o Estado disfarçar com programas ocupacionais, qualquer das suas regiões já tem menor desemprego que os 10% dos Açores. Pior só a Madeira, que faliu no final de João Jardim e fica-se pelos 11%. A média Nacional desceu para 8,8% e só não é melhor pelo mau desempenho das Autonomias neste tema, as piores taxas de desemprego do País. Algo de facto vai mail pelos Arquipélagos com governos próprios para os defender.

É verdade que o turismo deve ter muito a ver com a redução do desemprego, mas este começou a crescer nos últimos três anos e não foi só no Continente, pois também aconteceu nos Açores. O que se passa então nesta Região apesar de haver tanta gente a ser integrada no setor público com programas ocupacionais?

A Madeira ainda teve a crise da dívida como desculpa do atual governo, mas dizia-se que por cá a crise tinha passado ao largo dos Açores. Então porquê estarmos a ficar para trás?

Meu artigo de opinião publicado hoje no semanário Incentivo:

FALTA DE IMAGINAÇÃO E AMBIÇÃO NA SEMANA DO MAR

Não haja dúvida: há falta de imaginação da equipa organizativa que elabora os programas lúdicos em terra da Semana do Mar, onde esta prova uma imaginação nula.

Até nos pacotes dos vários concertos que se realizam nas várias Semanas do Mar a organização é incapaz de surpreender qualquer mente perspicaz: muitos artistas mais baratinhos em anos sem eleições locais, mesmo que coincidam com bodas de aniversário deste festival náutico e grupos musicais potencialmente mais caros ou de maior renome quando as festas se sobrepõem a um período de pré-campanha eleitoral autárquica.

O ano de 2017 não foi exceção. Já em 2013 se dizia que teríamos de esperar quatro anos para ter um conjunto de artistas que satisfizessem públicos mais vastos e fossem chamariz de gente das ilhas vizinhas e, de facto, como então se perspetivava, a presente Semana do Mar em plena pré-campanha tem grupos de fora que dizem ser de maior nomeada e custos que os das anteriores três edições. Normal! Nem esta estratégia é novidade para o comum dos Faialenses com o mínimo de discernimento e de visão estratégica. Até já ouvi este ano: “Lá teremos de esperar mais quatro anos para um novo cartaz bonzinho!”.

Considerei que este conjunto era capaz de atrair vizinhos pois para os habitantes de outras ilhas mais distantes as “Festas da Praia”, com a sua maior versatilidade de programas, atratividade no nome artistas envolvidos e variabilidade gastronómica, já relegou a Semana do Mar há muito para o refugo das festividades realizadas no verão nos Açores.

Quando estudante, os meus colegas continentais tinham como referência do verão Açoriano dois grandes festivais: a Semana do Mar e a Maré de Agosto; e se esta última ainda preserva alguma mística, a da Horta, pela sua componente terrestre nem satisfaz muitos Faialenses há anos. Conheço até vários que em edições anteriores tiraram férias nestes dias para ir à Praia da Vitória ou outros locais, alguns salvaguardaram que em ano de autárquicas arriscavam a ficar por cá, mas esta estratégia a longo prazo é mortal para a emblemática Semana do Mar. Contudo subsiste ainda a ideia de que pelo menos na parte náutica a degradação não aconteceu como em terra.

O que se passou com o surgimento e crescimento de popularidade das Festas da Praia, que ofuscam a Semana do Mar, mostra bem aos Faialenses que se poderia ter feito melhor, mas era preciso uma criatividade diferente da que se vê no Faial. Talvez porque por lá estão há menos tempos nos seus municípios, nenhum outro no Arquipélago se arrasta sem alternâncias e renovação de cor como o da Horta, justifique o porquê de ao fim de tantos anos os do poder por cá se terem acomodado. Ainda me lembro que no início havia algum dinamismo e até capacidade reivindicativa, mas esgotou-se!

É verdade que o susto da derrota passado em outubro último permitiu agitarem-se mais um pouco: foi de empurrão; mas desde de então até tentaram mostrar estar ao lado dos Faialenses, antes em setembro não estiveram connosco… mas, mesmo assim, continuaram incapazes de unir os Faialenses de vários quadrantes, pois escondem o que dizem propor ao Governo e outras entidades, e desconfiam de todos os outros que há muito mais tempo levantavam a voz com alertas da questão do aeroporto, da SATA, do porto da Horta, do projeto RISE e outras coisas; e só agora tentam chegar-se à frente num orgulhosamente sós, típico de uma consciência pesada em política.

Apesar da degradação da Semana do Mar em terra, todos anos repito nestas páginas do Incentivo: Gosto da Semana do Mar! É uma época onde vejo amigos que durante o resto do ano não os encontro e isto basta-me. Tal não me impede de reconhecer que a comissão organizadora nunca foi capaz de levar os Faialenses a aderirem em força ao festival Náutico e a culpa não é do Povo mas sim deles quem tinham essa obrigação. Também a criatividade, imaginação e esforço nunca foi imagem de marca de quem mais investiu nestas Festas: a Câmara Municipal.

Poderiam questionar-me: se gosto… porque reivindico uma festa melhor? Porque não suporto comodismos em lideranças. Porque odeio que o Faial se deixe ultrapassar por falta de esforço. Porque poderia gostar muito mais se esta melhorasse e se tornasse num momento de projeção do Faial e do Triângulo para dentro e fora da Região e, sobretudo, porque a Horta merece melhor… muito melhor do que ver um grupo contentar-se em copiar por décadas a mesma receita da Semana do Mar sem tentar acompanhar o evoluir dos tempos e a satisfazer-se com o facto de a cada quatro anos gastar mais uns cobres nuns nomes sonantes para disfarçar a sua inércia em pré-campanha autárquica. É muita mediocridade e o meu Faial merece bem mais do que isto!

Benfica

Vitória por 3:1 do Benfica sobre o Guimarães dá a primeira taça ao Glorioso Benfica logo no primeiro jogo oficial das provas nacionais de Portugal na época 2017-2018.

Muito longe de ser perfeito, sobretudo na segunda parte, a verdade é que justamente o Benfica venceu, num jogo com vídeo-árbitro, mostrando que em campo o Glorioso ainda se mantém o número um das equipas nacionais.

Agora ainda há muito para aperfeiçoar nesta equipa, mas da primeira vez que foi a sério, voltou o Benfica a levar a melhor e esta época seguramente não será uma época sem troféus para o Glorioso.