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Ainda é cedo para se ter a certeza, pois só lá para o final da próxima semana é que o furacão Gaston se aproximará dos Açores, mas para já existe essa possibilidade de afetar o Arquipélago. Mente Livre, como nos casos anteriores, acompanhará o evoluir das informações deste tipo de fenómeno que costuma a preocupar estas ilhas desde o final do verão até meados do outono, mas tal não dispensa o acompanhamento das indicações da Proteção Civil.

Imagens abaixo do National Hurricane Center

Rota mais provável do furacão

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Zona de probabilidades de serem afetadas pelos ventos desta tempestade tropical

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Enquanto em França estala a polémica da proibição legal do uso de burquinis em praias daquele país por mulheres muçulmanas com direito a multas, no Canada e na Escócia legislam e criam fardas para mulheres-polícia muçulmanas com o uso do hijab. Tanto num caso, como no outro, estamos perante situações excessivas de intolerância ou de cedência a culturas estrangeiras.

No primeiro caso é sem dúvida um abuso um Estado laico impor ou proibir o uso de roupas a mulheres ou multar mulheres pelo uso do burquini, limitando a forma como a mulher considera adequado a exibição do seu corpo segundo a sua consciência individual ou social.

No segundo caso, tratando-se de um estado laico e ocidental, é sem dúvida uma cedência exagerada a uma cultura estrangeira imigrante e não fundadora do País legislar sobre sobre trajes exóticos oficiais, porque, neste caso, deve permitir também o nudismo a polícias filhos de imigrantes da amazónia, o turbante do hindu e um nunca mais parar de trajes tradicionais e costumes exóticos, ou a tolerância é enviesada e merece ser diferente apenas quando se está perante muçulmanos?

Assim, em França proíbe-se o uso ostensivo de um traje que indicia uma cultura e uma religião provável, no Canada acata-se a vontade de uma cultura e religião provável se ostentar num traje oficial de uma força do Estado.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

ADENDA

Felizmente o bom senso no Conselho de Estado de França põe travão a esta onda de interdição do burquini.

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Foto: Twitter/@danielemargutti

Passaram na comunicação social muitas imagens do contraste da situação anterior e depois do sismo das zonas afetadas pelo tremor de terra de ontem, mas a primeira coisa que noto é, na generalidade, as fachadas dos prédios antes estavam bem pintadas, enquanto depois nas ruínas não se veem sinais de se terem feito reforços estrututurais das paredes dessas habitações. Uma evidência de que a estratégia de restauração deste património habitacional foi errada.

Numa zona sujeita a sismos, a prioridade na restauração deve ser a de introduzir reforços estruturais nas casas para estas resistirem melhor aos abalos, só depois vêm as fachadas para turista e vizinho ver.

Todavia, parece-me que nesta região da Itália, tal como presentemente nalgumas ilhas dos Açores, opta-se pelo mais fácil: pintam-se as fachadas e estas moradias ficam a parecer novas… até há apoios autárquicos para tinta sem se exigir antes o reforço das paredes e isto é um erro político que pode custar a vida de muitas pessoas, pois basta um pequeno sismo (é preciso lembrar que foi um pequeno tremor de terra que afetou uma zona de vilas antigas) uma vez que a tinta da casa não ajuda nada a resistir a um abalo, e o imóvel desmorona-se como um castelo de areia e soterra quem estiver no seu interior.

Penso que muito dos apoios em Lisboa do plano de restauração dos bairros históricos também é do mesmo género: fachada!

Eis uma estratégia que deixa os seus moradores residirem em armadilhas que podem ser mortais ao primeiro abano e na verdade, infelizmente, conheço mais gente a requerer tinta para fachada do que a pedir apoio para reforçar a sua casa para esta deixar de ser uma armadilha mortal…

O meu artigo de opinião publicado ontem no diário Incentivo:

FUGA NA HORA DE ASSUMIR AS CULPAS

Não sofro de ansiedade em julgar para já o Governo de António Costa sobre a eficácia da sua estratégia de retirar Portugal da crise em que o País está mergulhado desde os pacotes de austeridade dos PEC, ainda na era Sócrates, que depois prosseguiu na era da troika na subserviência de Passos Coelho. Espero com calma para ver como isto vai acabar e a seu tempo se saberá.

Contudo, há um comportamento que me está a irritar no Governo de António Costa: a sua autodesresponsabilização nos problemas que persistem sem resolução e o não assumir das culpas da falta de ética política dos seus membros, em contraste com a desfaçatez em chamar a si o sucesso de coisas boas, até as que já vinham do passado. Este executivo tornou-se um perito em assacar louros do positivo e em refutar o que de negativo vai acontecendo sob a sua governação. Decorridos nove meses de poder, está na altura de começar, não apenas a assumir louros, mas também as consequências dos seus atos e de ser coerente nas comparações que se faz com o passado.

O atual Governo orgulha-se da redução do desemprego e isto é bom para o Portugueses, mas a verdade é que há mais de um ano atrás que o desemprego vinha progressivamente a diminuir, pelo que se Costa assume louros nesta matéria, é justo que também reconheça que apenas continuou algo que já vinha de trás e não apenas tirar destes números a prova do sucesso da sua estratégia.

Já ao nível do crescimento económico, o atual executivo tem um resultado mau, pois os números eram bem mais positivos no final da era de Passos do que na de Costa. Passou a haver uma diminuição deste progresso em Portugal e, pasme-se! Este dado económico até é pior do que aquele que o próprio PS projetava antes para o País se fosse a Coligação a governar. Todavia, perante este mau número, os ministros de Costa encolhem-se, não assumem o mal, calam-se e optam por falar de erros do passado, que também houve, mas nesta matéria estão bem piores e não reconhecem.

Na banca, se a anterior Ministra das Finanças não resolveu bem o problema BANIF, se teve menos sucesso numa solução para o Banco Espírito Santo que visava menos custos para os Portugueses; a verdade é que a forma como o atual Governo enfrentou o problema no primeiro banco deixa muitas dúvidas sobre o favorecimento de uma instituição estrangeira em prejuízo dos cidadãos nacionais, o Novo Banco continua ainda por resolver e o que se está a passar na Caixa é um exemplo de asneira da grossa. Pior, nem assumem que vão contra a Lei nacional ao nomear a gestão desta e, mais desastroso ainda, pretenderam alterar a Lei a contento das suas escolhas do momento, subvertendo o princípio de que a legislação deve ser generalista e não adaptada ao gosto dum freguês. Felizmente, todos os partidos, da esquerda à direita, deixaram o PS sozinho nesta pretensão que começa a mostrar um desnorte demasiado grande no Ministério das Finanças. Mas sobre esta alhada os atuais Governantes culpam o passado, Bruxelas ou o BCE e desresponsabilizam-se dos seus erros.

Apregoou-se o fim da austeridade, mas subir a coleta de impostos mais do que o crescimento económico significa que a austeridade aumentou, mas em vez de ser às claras, o Governo paga mais e tira mais ainda nas tributações, nos impostos sobre os combustíveis ou outras formas para disfarçar o que acontece e é ouvir gente a dizer que no fim do mês o dinheiro continua a desaparecer cada vez com maior intensidade, só que não foi às claras e o culpado não se assume.

Quanto à ida a França ver jogos de futebol à custa de empresas com as quais o Governo tem litígios, se isto fosse no passado era um escândalo monumental, agora ninguém assume culpas, apenas se devolve a oferta, esquecem-se as regras de conduta em vigor e impostas pelo próprio partido do

Governo e pelos seus desrespeitadas, propõe-se outras para o futuro e procura-se ainda comparar quem manda com comportamentos menos transparentes de quem está na oposição.

Este Governo viciado em acusar o passado e em desresponsabilizar-se do presente, nos primeiros dias da vaga de incêndios foi dizer que até então ainda tinha ardido menos do que no ano anterior, infelizmente para Portugal, nos dias seguintes no nosso País ardeu mais área do que em todos os restantes 27 Estados da União Europeia e bateram-se recordes de décadas. Alguém até hoje assumiu erros? Ninguém! Ao princípio ainda tentaram disfarçar com a calamidade da Madeira, mas perante a dimensão do desastre no Continente, quando se tratou de assumir culpas e já sem poder comparar-se com o Governo de Passos, o executivo de Costa fechou-se em copas.

Na verdade, a má gestão do espaço florestal tem décadas em Portugal, mas o atual governação também não fez nada para mudar este estado de coisas, pois só está bem preparada para a propaganda e não para corrigir erros. No Continente, sujeito fortemente a incêndios, em vez de se gerir preventivamente o problema, continua-se a optar por combater fogos quando o terreno já arde, tal como na Horta, exposta a tremores de terra, prefere-se fornecer tinta para fachadas em vez de cautelarmente se apoiar o reforço contra sismos, depois, quando corre mal, culpa-se a natureza.

Está na hora dos nos governam de não apenas divulgar louros, que também têm, mas igualmente de assumir os seus erros e de os corrigir, para não legar ao futuro um País, Região ou Concelho com os problemas que já herdaram e continuar na propaganda a culpar passado sem se resolver nada.

O título deste post é o da notícia que o jornal diário “Incentivo” escolheu para descrever o comportamento da SATA perante a evolução meteorológica também exposta no artigo. Cito um excerto do texto do jornal para se compreender porque segundo esta informação se deduz que há algo de muito mal explicado na forma como a transportadora do Governo dos Açores mais uma vez maltratou o Faial.

“Às 16h40, hora prevista de chegada ao Faial, o designado teto, constituído por nuvens, situava-se a 1.000 pés. Apesar das condições de visibilidade e de vento serem favoráveis, o teto estava abaixo do limite que é, no Aeroporto da Horta, de 1.200 metros. As condições do tempo melhoraram. 
Às 19h00 o teto situava-se já a 2.500 pés. Provavelmente por essa razão o embarque, na Terceira, esteve previsto para essa hora, mas não se concretizou, sem que se conheça outra explicação. Às 20h00 o teto estava já a 4.000 pés e o avião permanecia na placa do aeroporto das Lajes. 
O pôr do sol, no Faial naquele dia registou-se às 20h44. Este dado é importante dado que a tripulação dos Airbus da SATA não está preparada para aterrar na Horta depois do pôr do sol, apesar da iluminação do aeroporto se encontrar há muitos anos certificada. 
A partir dessa hora o avião já só podia voar para Lisboa. Por responder, apesar das insistências do INCENTIVO, fica a pergunta: por que é que o voo não veio à Horta a partir das 19h00 e antes do pôr do sol? Entretanto esta novela de muitas horas gerou outros problemas com os passageiros e a SATA.”

Penso que não são necessários mais pormenores para se deduzir que algo anda mesmo a tramar o Faial…

Não posso acusar ninguém em concreto, pois ainda não percebi se esta estratégia tem origem no próprio Governo dos Açores, se na administração da SATA, se nos pilotos desta transportadora regional ou se em outro grupo qualquer… mas de algum lado ela há de vir e é bem maléfica para o Faial e tem de se investigar para se conseguir desmascarar e acusar os seus autores.

Parabéns ao jornal Incentivo pelo pormenor com que tratou a evolução das condições meteorológicas naquela tarde e local.

O número de deputados na ALRAA é constante, exceto quando há uma alteração legislativa para uma mudança, todavia a repartição de deputados pode variar em função do número de eleitores por ilha, não o número real, que este é muito distante da verdade, mas sim dos que estão efetivamente inscritos nos cadernos eleitorais, quer sejam vivos ou mortos, residentes ou emigrantes, é assim que o funciona o regime.

Assim, pese embora o desfasamento da realidade, de acordo com os cadernos eleitorais São Miguel ganhou um deputado, enquanto São Jorge perdeu um, as restantes ilhas ficam iguais às anteriores eleições. Se a terra do arcanjo se queixa que apesar de ter a maioria dos Açorianos elege menos de metade dos deputados, agora a residentes no círculo eleitoral do santo cavaleiro, com o dobro dos habitantes de Santa Maria, Graciosa ou Flores, elege o mesmo número de representantes ao parlamento regional que cada uma destas três… tal seria correto se resultasse apenas da legislação, o problema é que resulta também do desajustamento da realidade do recenseamento.

Todavia, suspeito que a situação ainda concentraria mais o peso de São Miguel se houvesse uma correção dos cadernos eleitorais que aproximasse os seus números para a realidade dos residentes nas várias ilhas dos Açores… aspeto que se tem reforçado com um investimento preferencial na ilha do arcanjo face a outras terras cada vez mais despovoadas, não só por concentração urbana dos Açorianos, mas também por falta de alternativas nas terras mais pequenas. Uma pescadinha de rabo na boca que morde mais uma vez uma parcela mais pequena da Região.

Se o Triângulo se fosse unido, sentiria eleger 11 deputados, menos um, mas ainda mais um que a Terceira… mas o divisionismo não ajuda nenhum destes vértices Faial, Pico e São Jorge.

Ontem, devido ao nevoeiro na Horta, a SATA divergiu para a Terceira e os passageiros ficaram alojados em casas particulares no Faial por o alojamento hoteleiro estar esgotado. Compreendo que um avião não pode aterrar com más condições de visibilidade e segurança, mas o jornal é omisso sobre as condições no aeroporto do Pico e talvez esta omissão não seja inocente e isto sim: merece ser questionado.

Como alguém me dizia à dias: “Felizmente que os dois aeroportos do Canal estão com exposições opostas aos nevoeiros orográficos que fustigam o Faial e o Pico, pois assim, quando uma destas infraestruturas está com neblina por ser a sua costa a batida por este fenómeno meteorológico, a ilha em frente, muitas vezes está com boa visibilidade!”. Mesmo assim, têm sido raras as vezes que tenho ouvido a SATA ter divergido para a ilha ao lado, antes prefere a Terceira para maiores incómodos dos passageiros. Não sei se esta foi mais uma das vezes em que esta má preferência se concretizou.

Cada vez tenho mais suspeitas que seja estratégico este evitar que os aeroportos do Pico e da Horta sejam alternativas entre si sempre que tal seja técnica e meteorologicamente possível, pois a SATA parece que prefere irritar os passageiros ou desencorajar visitantes para as ilhas do Canal e divergi-los para a Terceira sem dar uma segunda hipótese de os fazer chegar a esta zona no dia programado.

Isto em nada alivia a pressão que há a fazer para que sejam instaladas nestes aeroportos as melhores e mais modernas tecnologias de apoio à navegação, quer sejam projeto RISE, ILS ou outra, mas, em paralelo, há também que, sem temor ou bairrismo, lutar pela complementaridade do Faial e do Pico como destino dos passageiros que para aqui vêm, de modo a que as coisas funcionem como numa terra desenvolvida e não com a desorganização de uma região terceiromundista. Claro que se houver a tal má intenção que suspeito cada vez mais, isto já não é uma questão de terceiromundismo… mas pura maldade!

Mesmo assim, os hoteis estavam cheios no Faial, talvez também no Pico…  quanto mais atraente seria o Triângulo sem este mau comportamento no serviço da SATA?

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