Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Câmara da Horta’

Foi com a mensagem em título para se aproveitar as eleições do próximo domingo como a grande oportunidade para haver uma mudança de atitude da Câmara Municipal da Horta em prol dos Faialenses que Carlos Ferreira deu o mote ao seu discurso na freguesia das Angústias perante uma enorme multidão de gente desta ilha. A partir de agora é consigo, mas eu quero Acreditar no Faial.

Carlos Ferreira, com um currículo profissional de excelência, já agraciado pelo bom desempenho nas suas funções com medalhas de mérito atribuídas pela Câmara Municipal da Horta, passando pelo Governo da República e até à Presidência da República é de facto a esperança para que um cidadão independente nascido de gente humilde na Horta possa reunir as condições para mudar o Faial e a ilha sair deste marasmo em que caiu ao longo das últimas décadas.

 https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2F468120276886978%2Fvideos%2F502798896752449%2F&show_text=0&width=560

Anúncios

Read Full Post »

Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

MILAGRES DAS DERROTAS DO PODER

Há quem diga: “todos os anos deveria haver eleições”, mas eu vi anos seguidos de eleições com a Horta sempre a ficar mais para trás. Aliás, a cada vitória do PS-Faial para os Açores, os vencedores logo diziam que os Faialenses tinham validado a sua estratégia e com este argumento nunca se corrigiram e o Faial foi sempre caindo mais depressa. As vitórias socialistas regionais e municipais na Horta só fizeram esta ilha perder importância nos Açores, até já há dados que nos comparam ao Corvo e foi este o resultado de anos de eleições com os mesmos no poder do Faial.

Só no ano passado quando pela primeira vez o PS local perdeu ao nível dos Açores algo mudou. A inesperada derrota do PS-Faial em outubro trouxe mais mudanças de atitude nos eleitos socialistas da Horta do que as suas anteriores vitórias municipais e regionais consecutivas. Uma derrota que causou autênticos milagres.

Na Assembleia Municipal até há um ano a norma era rejeitar qualquer protesto da oposição, desde então o entendimento do PS com os outros partidos aumentou e foram então possíveis mais consensos em torno do aeroporto e unanimidades a expressar descontentamentos pelos maus serviços da SATA. Um milagre claro para todos os que acompanham o trabalho deste órgão.

Em setembro de 2016, antes das últimas eleições, os Faialenses movidos por um grupo independente protestaram com uma afluência nunca vista em frente do Parlamento dos Açores pelo péssimo serviço que a SATA prestava ao Faial, reivindicaram a ampliação da pista do aeroporto e questionaram a continuidade do projeto RISE na Horta. Havia a união dos Faialenses em torno destas causas, mas olhando à volta faltava a generalidade dos eleitos socialistas desta ilha. Eles não se juntaram à gente desta terra, não estavam ali, não tinham nada a apresentar, nada para se associarem a nós Faialenses. Eles foram um grupo à parte dos Faialenses.

Mas logo a seguir à derrota: milagre! Acabou a timidez inicial de participar no abaixo-assinado sobre o aeroporto e felizmente começaram a aderir à causa dos Faialenses e até o Presidente da Câmara teve a iniciativa pública de criar o grupo de trabalho para se estudar a ampliação da pista.

Em novembro até elogiei esta mudança de atitude, mas escrevi sobre o estudo “Assim, só vendo a tempo resultados práticos consequentes e que tornem irreversível o atendimento da pretensão dos Faialenses, este anúncio se prova credível e para isso o Presidente da Câmara tem menos de um ano para mostrar…”. A seguir a conduta do Presidente não foi sempre de louvar. Por medo, em vez de unir todo o elenco camarário à sua volta para ter mais força reivindicativa conjunta com a oposição, preferiu ir sozinho levar as conclusões do estudo ao Governo da República, ao dos Açores e à ANA. Assim só se enfraqueceu e como não expôs quem tinha poder aos olhos das restantes forças políticas deu azo para que o Governo, o Presidente dos Açores e a ANA não se comprometeram com nada. Estes remeteram-se ao silêncio o que, tacitamente, é um não-compromisso e isto é por culpa de José Leonardo. Um verdadeiro líder não agia sozinho, sabe levar os seus adversários seguros a si. Infelizmente o Presidente nem nisto soube agir como líder, teve medo e falhou. Agora nem pode repartir as culpas pois desprezou os aliados que o reforçariam nesta causa e quem saiu prejudicado foi a ampliação do aeroporto e os Faialenses.

O medo não é bom conselheiro e foi o medo de nova derrota do PS que forçou a outros pretensos milagres feitos à pressa. Pressa que impediu eliminar defeitos graves que com bom senso e coragem seriam evitados. Assim, a obra acelerada e mal pensada junto à torre do Relógio ficaria bem feita e não teria tido tantas críticas técnicas e sem o medo a Câmara não teria censurado um cidadão por falar dela. Os líderes não mostram receio nem censuram, só os fracos usam esta estratégia.

Foi a ânsia que levou a Câmara a dizer que havia Faialenses que já se poderiam ligar à rede de esgotos, isto apesar das obras de saneamento já terem décadas de atraso e a Horta ter perdido milhões em fundos comunitários para isso. Mesmo assim é ainda tecnicamente inviável a ligação anunciada por falta de construção da estação de tratamento de águas residuais. Bons líderes não caem nas suas próprias armadilhas e expõem-se assim às suas inverdades.

Gostaria de ver a Horta governada por gente diferente, com capacidade de liderança, sem medo, sem censurar jovens ou criticar jornais e sem as fragilidades da Câmara dos últimos anos. Queria um Presidente que pensasse bem os seus investimentos. Um líder capaz de pôr ao seu lado os adversários para reforçar o poder reivindicativo do Faial, alguém que recuperasse do tempo já perdido e fizesse avançar o Faial no conjunto dos Açores. Desejaria ver gente não comprometida com a subserviência a S. Miguel, com coragem de estar ao pé dos Faialenses sem faltar como na manifestação de 2016. Gente que não precisasse de perder eleições para só a seguir mostrar obra feita à pressa. Mas respeitarei qualquer resultado das próximas autárquicas mas aposto na mudança.

Read Full Post »

Em artigos, o Vice-presidente da Câmara da Horta desacreditou jornais do Concelho, acusou-os de estarem ao serviço de alguns partidos (deduzo que não o da Câmara, embora estes tenham notícias feitas por esta). Agora novo escândalo quando na página oficial do Município da Horta no facebook o seu gestor não só censurou com o seu “lápis azul” comentários opinativos de fundo técnico de um Faialense, como bloqueou o acesso deste à mesma. Ele um cidadão de pleno direito em Portugal e um Munícipe da Horta. É demais! Isto num Portugal que se orgulha justamente do 25 de Abril que pôs fim não só à ditadura, como à censura e ao delito de opinião!

Nenhuma Autarquia ou outra entidade institucional tem necessidade de ter uma página na internet onde expõe as suas atividades aberta à opinião pública, mas a partir da opção de criar este modo de interagir com os cidadãos tem de tratar todos estes em pé de igualdade, pode aceitar elogios e gostos, regozijando-se eles, mas também tem de aceitar críticas com as quais está de acordo ou não.

A partir do momento em que devido ao seu carácter público e oficial esta entidade opta por moderar comentários que não tenham carácter ofensivo ou ataque ao bom-nome das pessoas no seu direito individual, essa entidade está uma exercer censura, tal como a exerceu uma entidade eliminada com o 25 de Abril.

Não importa qual o partido ou credo dos comentadores de uma entidade oficial pública e se estes refletem ou não o seu modo ideológico: a democracia só existe quando as pessoas não têm de inibir as suas ideias base, políticas, religiosas ou outras legais quando se pronunciam sobre situações públicas.

Numa entidade particular esta pode limitar e condicionar acessos aos seus espaços publicitários, essa é uma grande diferença das outras entidades sujeitas ao escrutínio público

Assim, sempre que uma entidade oficial de carácter político corta a voz e o acesso de uma página oficial ou assumida como tal, nem que seja por omissão de não se desvincular dela, e começa a moderar comentários que não lhe são agradáveis, entramos então no domínio do fim da liberdade de expressão das pessoas: uma forma de Censura e, pelos vistos, e de acordo com o escrito pelo visado, a Câmara Municipal da Horta unilateralmente cortou direitos de liberdade e garantias a cidadãos que estão protegidos constitucionalmente em Portugal e ainda por cima seus Munícipes.

Quem diria que a Câmara Municipal da Horta 43 anos após o 25 de Abril deixasse de cumprir a Constituição quando esta não lhe convém ao nível da livre expressão dos seus Munícipes.

O problema é que depois de cortar os direitos a um primeiro cidadão nunca mais se sabe até onde isto poderá ir. Hoje o Tiago Silva, amanhã o Carlos Faria e depois quem sabe tu que leste este artigo.

Read Full Post »

Alagoa

Fizeram-me chegar protestos e fotos de que após a Semana do Mar o parque da Alagoa nunca mais foi o mesmo em termos de limpeza. O lixo não recolhido na primeira leva ficou lá plantado até agora, algum de usos íntimos que agora se expõem despudoradamente às pessoas que gostam de correr e passear com os perigos que tal implica.

Não sou utente do espaço, nem fui lá testemunhar, mas fica acima uma das fotos recebidas e não deixa de ser uma vergonha tal realidade numa cidade que no passado o seu Edil Municipal se orgulhava de ser uma das mais asseadas de Portugal.

Sim, eu sei que são sequelas da Semana do Mar por onde passaram muitos jovens e foram alguns deles que não tiveram cuidado, mas a Câmara Municipal ao promover momentos hedonistas como aqueles ali nas suas maiores festas da ilha também tem de obrigar-se a limpar a seguir um dos poucos espaços verdes dignos desse nome a seu cargo na Horta e com valências para outras atividades lúdicas, desporto e balneares.

ADENDA

Comunicaram-me que após este post o local foi limpo. Sinal que Mente Livre é uma voz ouvida e põe alguns a mexer. Ainda bem que foi limpo!

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

REFLEXÕES SOBRE O BAIXO CRESCIMENTO TURÍSTICO DO FAIAL

Não basta querer fazer, é preciso saber fazer e sem a sabedoria os resultados podem ser ainda piores do que se não tivesse feito nada. O Presidente da Câmara da Horta foi à Bolsa de Turismo de Lisboa no início deste ano promover o Concelho no contexto dos Açores e do Triângulo, o que em princípio seria uma boa iniciativa, só que o resultado foi que no primeiro semestre de 2017 o Faial passou a ser a ilha açoriana com pior crescimento em todo o Arquipélago, como noticiou na passada semana o Incentivo. Pelos frutos da promoção se prova a qualidade da campanha da nossa ilha!

Há muito que me apercebo que os responsáveis no poder do Faial anunciam com grandes autoelogios os seus feitos pela ilha, tentam convencer os Faialenses que os seus atos são um sucesso donde virão grandes benefícios. Só que passados uns tempos verifica-se que os frutos foram nulos, fiasco atrás de fiasco, campanhas falaciosas para autopromoção para os olhos dos seus eleitores.

Um outro bom exemplo já com algum tempo é o do clube das “Baías Mais Belas do Mundo”. É verdade, fomos aceites no clube, mas para entrar pagam-se cotas mesmo com uma bela baía. Mas, mesmo pagando para se ser louvado em beleza, isto encheu de orgulho os Faialenses, apesar de a beleza da nossa baía ter séculos e ter sido feita pela Natureza há muito e não pela Câmara. Contudo, a entrada para este clube trouxe algum acréscimo significativo de dormidas no Faial? Os dados estatísticos nunca disseram isso. Então porquê?

O porquê reside no facto de não se ver a história toda. É que se fizermos uma pesquisa no “Google”, em português ou inglês, sobre as mais belas baías do mundo, infelizmente, a Horta não aparece nesse conjunto. Nas várias listas abertas que a internet divulga mostram-se imagens daquelas que têm reconhecimento público como as mais belas do mundo de forma gratuita, tanto em grandes cidades como o Rio de Janeiro, Sidney ou São Francisco, como em pequenas terras: Fundy no Canada, Bay of Islands na Nova Zelândia ou Kotor no Montenegro, etc. e são estas, que não precisam de pagar para serem chamadas de belas, que aparecem em primeiro lugar e por isso os benefícios da nossa cota para o clube pouco efeito tem no turismo do Faial.

Se entrarmos na página oficial do clube, que até parece algo privado, lá estão as dezenas de baías pagantes para serem chamadas de belas e lá consta a Horta, mas não basta pagar e ser membro de um clube de elite para se ser reconhecido pela generalidade das outras pessoas. Deste modo, o clube pouco nos promove e tal explica porque o crescimento de dormidas no Faial desde essa entrada e agora no primeiro semestre é tão fraco. Afinal, são “bluffs” sucessivos que não nos trazem os turistas que merecemos. É preciso saber promover a ilha e ter o devido retorno desses encargos.

Na Bolsa de Turismo o Presidente da Câmara frisou o “Azores Trail Run” como meio de crescer o turismo no Faial, este foi em maio e não se refletiu em crescimento de dormidas. Até acredito que este pode promover o Faial, mas as coisas não têm funcionado para além de se trazer atletas nos quais investimos na receção. Assim, esta aposta municipal num bom evento é mal-feita porque resulta num falhanço de benefícios, apesar do Presidente nunca assumir os maus resultados.

Infelizmente, nem na onda do turismo a bela Horta parece ir pelo bom caminho. Acredito que em 2017 a Semana do Mar, pelo cartaz melhorado em ano de eleições, possa ter trazido mais gente ao Faial, mas se mantivermos a estratégia desta Câmara de só investir em ano de eleições, corre-se o risco do que se recuperou agora se perca nos próximos 3 anos. É muito tempo a andar para trás! Por isso vemos festas de verão bem mais recentes noutros pequenos concelhos dos Açores já a projetar os seus municípios bem mais do que nossa Semana que fora tão famosa a nível Regional.

Mas pior do que não saber fazer é ainda este atirar areia para esconder os fiascos e não corrigir os erros devido ao interesse partidário cor de rosa há tanto tempo instalado na Horta. Autopromovem-se com dinheiro público, o Faial não tira dividendos e ainda vai perdendo terreno.

Por isso o Faial está cada vez mais para trás nos Açores. Isto não é só por termos um Governo Regional que não desenvolve esta ilha como deve ser, não é apenas porque os eleitos executivos da Horta se intimidam diante das orientações do partido que nos prejudicam saídas de São Miguel, também ficamos para trás porque os nosso eleitos perderam a capacidade de melhorar a sua governação após tantos anos de poder mergulhados em tantos erros acumulados, pois o saber fazer que havia há décadas atrás foi esquecido, longe vai a época em que o Faial crescia em importância e economicamente, pois havia gente que não se viciara no poder e sabia governar bem esta terra.

Read Full Post »

 Na terminologia do concurso “Município do Ano”, nomeado quer dizer uma candidatura apresentada pela Autarquia e aceite pelo júri a ir à final. A Câmara da Horta candidatou-se e bem divulgou a aceitação, só que, à semelhança do que já aconteceu antes, o galardão das regiões autónomas fugiu à Horta, infelizmente. Este ano foi para o Funchal.

Claro que numa autarquia transparente, após a intensa divulgação da nomeação como fez ficava bem agora comunicar quem fora o principal vencedor, mesmo que fosse outro município.

Como Faialense e autarca, mesmo que na oposição, até gostaria de ouvir que fora o da Horta o grande vencedor para as regiões autónomas, é uma questão de brio face à nossa terra… só que a propaganda política que reina na Câmara só assume vitórias e não tem a coragem de assumir o que poderia ter sido melhor. Por isso tive de ir visitar o site do concurso para saber quem vencera no fim.

Esta é uma estratégia da Câmara que conheço bem, quando, por norma, não aceita as críticas que poderiam melhorar os seus serviços se vindas de fora, por isso não estranho a atitude de silêncio do elenco executivo municipal agora.

Read Full Post »

Duas semanas de encerramento de uma via tão importante e a única estrada que une nos dois sentidos o norte da ilha do Faial ao sul através da zona urbana da Horta para instalar equipamentos da festa da Semana do Mar, que se sabem ser sensivelmente sempre os mesmos,  é muito tempo para uma terra desenvolvida, mas é legal e manda quem pode… mesmo que mande mal ou mesmo muito mal.

Há sempre a hipótese de quem manda também ter a mentalidade, não assumida, de que não governa uma terra minimamente desenvolvida social e culturalmente para se aperceber disto ou a consciência de que uma maioria dos seus eleitores se deixa mesmo tratar assim mal. O que é pena, mas é possível, pois tal abuso  repete-se há anos e tem saído impune a quem depende de eleições democráticas e assim tem mandado.

Read Full Post »

Older Posts »