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Posts Tagged ‘PS’

Repor vencimentos e carga horária foi bandeira propagandista da geringonça. Sem progressão nas carreiras não é real a reposição de salários, mas estas estão congeladas na função pública; e sem reduzir as horas de trabalho semanal não há a reposição do horário e ainda há enfermeiros com 40h/semana de trabalho. Assim muitos destes não beneficiam de nenhuma das 2 promessa a que acresce formações de especialidade sem compensações. Neste contexto é justa a greve reivindicativa da classe.

Assim não é coerente o Governo ter um discurso que torna os enfermeiros os maus da fita, já nem falo de desculpas burocráticas de comunicação do aviso da atual greve, está está anunciada publicamente há meses e António Costa e o seu Ministro da Saúde só utilizam este argumento porque estão em braço de ferro com um grupo profissional em relação à qual não cumpriram a sua palavra face ao que dizem ter feito para a generalidade da função pública.

Não discuto se há condições para se implementar as duas primeiras medidas, mas a verdade é que elas estão tornadas públicas pelo Governo como tendo sido implementadas na prática… mas na realidade não o foram completamente, devido ao que disse no primeiro parágrafo, e pior foram-no menos aplicadas a uns do que a outros criando assim uma nova desigualdade de tratamento e aqui há enfermeiros prejudicados duplamente.

Não discuto a questão de especialidade por não ter elementos suficientes, agora que há uma mudança de atitude dos partidos da geringonça em relação a greves nos últimos tempos há.

Criticam a greve dos enfermeiros;

Criticaram a greve de trabalhadores da SATA;

Não foram solidários com a greve na AutoEuropa;

Não aceitam que os juízes possam fazer greve.

Apenas estiveram ao lado da greve na PT cuja a empresa o Governo tem atacado de forma descarada, o que demonstra que não é tanto a defesa da justiça e da igualdade de direitos dos trabalhadores que a esquerda diz defender que está em causa nestas greves, mas sim outras questões estratégicas dos partidos que Governam ou apoiam os Governos e é neste contexto que a esquerda e sobretudo o PS estão a tentar pôr os Portugueses contra os Enfermeiros, trabalhadores na SATA e falaram de guerra de facções na autoEuropa.

Esta mudança de atitude em áreas da esquerda só não vê quem não quer ver.

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Não sei se será bom ou não para o Português comum, mas já percebi o amargo para Primeiro-ministro ao não ter o controlo da maior rede de comunicação em Portugal, pois a propaganda do atual Governo  passou por os média serem no mínimo simpáticos a este executivo rosa e, quando não, acusados de serem conotados com outro partido.

A Altice ao ser dona da estação de televisão com maior audiência nacional, duma estação de rádio, da maior rede de telefones e telemóveis, do maior fornecedor de internet e de distribuição por cabo em Portugal e sem necessidade de nenhuma subserviência ao espírito dominante de centro esquerda nacional, onde não se falar com um tom rosado se é imediatamente rotulado de se ser tendencioso e para se ser independente implica ser-se simpático com um certo tom politicamente correto de centro esquerda pode de facto ser um problema grave para Costa.

Seria possível acusar uma trovoada seca de uma tragédia resultante de um incêndio onde vários indícios apontam para este ter-se iniciado anteriormente se os OCS fizessem bem o seu papel sem se deixarem dominar pelo atual Governo?

Seria possível sair impune um Governo que leva 15 dias a desculpar-se da gravidade de um roubo de material bélico, demitir chefias militares e depois dizer-se descaradamente que se tratava de material obsoleto sem ser confrontado a sério pela comunicação social de modo doloroso?

Seria possível acusar-se sempre a herança dos adversários que saíram do poder de tudo o que corre mal e assumir os louros do que melhorou excluindo essa mesma herança se houvesse um escrutínio eficaz da comunicação social?

António Costa já fez a sua escolha de operadora, privada é certo pois são todas… mas eu também mantenho a minha, pois não me curvo perante a sua demagogia discursiva, que até reconheço ser inteligente e eficaz com uma comunicação que se deixa dominar pela sua estratégia informativa.

Agora se Altice será ou não uma boa rede integrada de comunicação e serviços para os Portugueses, isenta e se vai cumprir o seu papel na sociedade é ainda muito cedo para se tirar conclusões, mas que não está refém de Costa lá isso por agora não está e isso em princípio pode ser bom para o regime democrático.

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O que se assiste no caso da comissão parlamentar que investiga as influências políticas no Centro de Saúde da Madalena e levou a todos os partidos da oposição: PPM, PCP, BE, CDS e PSD, retirarem a confiança ao deputado Miguel Costa, enquanto o PS, em vez de apostar na transparência, opta por cobrir o jogo, mostra como a governação nos Açores cada vez mais se assemelha a um regime doente típico da América Latina.

Este mal que envenena a democracia é típico de qualquer grupo que ocupa por excesso de tempo o poder, o que leva ao normal estender de tentáculos dessa fação a todo o espaço político e social e ao alastrar do mal onde domina. Não tenho complexo em dizer que após 20 anos de PSD a governar nos Açores nas primeiras décadas de autonomia o partido asfixiava a sociedade, logo não me admira que agora já com mais de 20 anos de poder rosa, seja esta a asfixiar todo o Arquipélago.

Lembro-me do o PSD estar cheio de convictos sociais-democratas que transpiravam oportunismo e vomitavam sobranceria e o partido era justamente acusado disso, mas com a derrota laranja esse tipo de pessoas, lenta ou rapidamente, foi-se transferindo para o campo socialista quando este se foi eternizando no poder e então os tiques hoje mudaram de lado e muitas vezes com despudor há rosas de coração que há umas décadas eram as mais convictas laranjas da Região ou  então viviam à sombra do laranjal para deste colherem os frutos do seu interesse.

Mas a democracia tem este problema como as frutas e as flores, também apodrece e murcha quando se deixa o quintal entregue a si mesmo sem renovação e o arrancar das suas infestantes e com o tempo sufocam tudo e o culpado disto é mesmo o dono do campo: o Povo que por comodismo e medo não foi capaz de garantir as podas das plantas que passaram a dominaram o meio nem garantiu outros novos plantios.

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Foi insultuoso ver no Parlamento dos Açores Vasco Cordeiro a  não se comprometer com nada da ampliação da pista da Horta e ainda responder, a um deputado do PSD eleito pelo Faial, de modo a colocar muitos Açorianos contra os Faialenses com a frase “e lamento que a sua posição seja a de querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha do partido que o senhor suporta“. Não questiono a acusação que tem razão de ser, mas é um insulto à inteligência o Presidente do Governo dos Açores escudar-se em erros do passado para o não corrigir. Contudo, o pior é mesmo o Presidente do Governo dos Açores tentar dividir o Povo deste Arquipélago perante uma justa reivindicação dos Faialenses.

Considero esta atitude uma afronta a todos os Faialenses, inclusive aos votantes  e eleitos pelo PS nesta ilha que dizem estar ao lado deste projeto, quando agora fica claro que Vasco Cordeiro desistiu de se envolver neste empreendimento e reivindicação do Faial e prefere apenas acusar o passado em vez de resolver a questão do aeroporto no presente.

É muito pouco dizer que levou o assunto ao atual Primeiro-ministro António Costa, deixando claro que ele Vasco Cordeiro fica de fora pois considera que agora o investimento seria um encargo para os Açorianos não Faialenses. Uma nojeira, uma baixeza senhor Presidente do Governo dos Açores, nunca me lembro de antes um líder máximo regional utilizar argumentos divisionista no Arquipélago que preside em relação a parcelas do Povo a que governa.

Agora, perante este lavar das mãos, o Presidente da Câmara da Horta fica sozinho neste momento em que dizia estar a reivindicar o projeto para o seu concelho, pois é claro que não tem a solidariedade do seu partido a nível Açores. Recordo-se que na reportagem não há um único elemento em que Vasco Cordeiro assuma, muito menos prove, que ele aquando da privatização fez então algum esforço perante Passos Coelho para salvaguardar aquilo que ele agora considera ter sido o tempo oportuno para o fazer. Mesmo assim Vasco Cordeiro não se compromete em corrigir também o seu erro e fica aqui o meu protesto perante esta sua atitude.

Nota: Reportagem sobre este assunto a partir do minuto 13 e 30 segundos do Telejornal da RTP-Açores.

 

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Não haja dúvida, António Costa é um caso de estudo, pois consegue liderar um Governo minoritário do partido mais europeísta de Portugal, o PS, e consegue assegurar o apoio do BE, que quer preparar o País para  este sair do Euro, e da CDU, que nunca desejou, nem quer estar ligado a esta União Europeia e de onde vem grande parte do dinheiro que mantém o sistema políticoeconómico nacional sem colapsar.

Em contrapartida, a oposição a Costa vem precisamente dos partidos que comungam do mesmo objetivo central do PS: preservar Portugal numa economia de mercado livre, integrado na  União Europeia e na NATO, sendo que esta foi mesmo criada para combater os Estados que tinham os modelos políticos defendidos pela CDU e BE.

Esta capacidade de Costa, não sei se é sustentável para sempre, mostra um engenho político notável do atual Primeiro-ministro: une interesses opostos e sem nada em comum e abafa concorrentes que têm objetivos semelhantes e métodos pouco diferentes. Por isso não admira que, com esquemas ou sem eles, o atual Governo tenha conquistado sucessos imprevisíveis face à incompatibilidade da sua base de apoio, mas presumo que é o perigo destes interesses opostos que espreitam nos apoiantes do Executivo que faz Marcelo agir como um manto protetor a esta solução à partida impossível de se conciliar, mas que pode conseguir mesmo o que não era viável de outro modo e sem uma CGTP comprometida e maniatada a esta geringonça que de facto tem funcionado.

Não admira o desnorte de Passos, mas penso que as energias que dispensou contra a atual solução sem dar o benefício da dúvida que cimentou interesses tão opostos à esquerda no Parlamento e Costa maquiavelicamente de novo soube explorar muito bem esta estratégia da direção do PSD em benefício próprio e para preservar o apoio que precisava fazendo o contrário das muitas coisas que o BE e a CDU sempre defenderam e dizem defender.

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António Costa desde que chegou a Primeiro-ministro abriu uma hostilidade ostensiva a Passos Coelho, passou para este as culpas de haver lesados na sua decisão de privatização do BANIF, quer acusá-lo dos custos da sua opção de nacionalização do Novo Banco, assume como seus os louros com o aproveitamento das reservas financeiras que herdou e ridiculariza o líder da oposição que ganhou as últimas eleições quando fala de reversão das decisões do anterior executivo.

Várias vezes tenho alertado que a crispação não é boa conselheira na política, não tenho complexos de assumir que estou em desacordo com Passos em muitos aspetos, mas ele herdou um Portugal falido deixado pelo PS e este recebeu um País sem troika, com dinheiros nos cofres e com isto este tem feito flores como se tal fosse apenas resultado da sua governação e nunca das condições com que lhe entregaram o País.

Desde o início Passos assumiu que dada a forma como Costa chegou ao poder este não poderia contar com o PSD como muleta quando os seus parceiros de acordo discordassem das suas opções. Pode não ser a atitude mais patriótica, mas não assisti a nenhuma diplomacia da parte do atual Primeiro-ministro para apaziguar esta contenda, antes pelo contrário, sempre tem ridicularizado e sido sobranceiro para com o líder da oposição. Desprezando a eventualidade de vir a necessitar deste pontualmente.

A descida da TSU para os patrões foi, provavelmente, a questão que iniciou a queda de Passos na opinião pública e o PS foi uma das vozes que se bateu contra tal medida, agora Costa pretende algo semelhante e contou desde o início com a aprovação do PSD sem falar com este e, ainda por cima, a hostilizá-lo.

Curiosamente a comunicação social reinante considera coerente um Governo que inverte a sua posição sobre esta matéria e incoerente com quem esteve de fora no acordo da concertação social e se queimou com uma medida deste teor agora decida não apoiar novamente aquilo que levou à sua queda.

Curiosamente também a boa imprensa considera coerente que os partidos que apoiam o Governo possam estar contra esta opção do executivo por eles apoiado e ainda critiquem a força política adversária a este, como se não fosse o BE e a CDU que tivessem obrigações de dar condições a António Costa para governar e não os opositores do atual Primeiro-ministro, mas são as partes desta esquerda  que nos seus desentendimento tem obrigação de pautar pela continuidade dos acordos através de negociações nas diferenças entre eles, umas vezes com vitórias, outras cedendo, e agora cabia a vez da extrema esquerda ceder sem esperar que fossem os seus adversários a dar continuidade às condições do governo a que se opõem.

Por isso em questões de coerência todos estes partidos e políticos estão cheios de contradições, mas quem mais tem dificultado a possibilidade de entendimentos com a oposição tem sido mesmo António Costa, com a sua hostilidade ostensiva a Passos Coelho e em seguida até o próprio Presidente da República que se tem comprometido descaradamente com o Primeiro-ministro em vez de se manter acima destas brigas para poder ser uma entidade de consenso quando estes desacordos devam ser ultrapassados.

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Há momentos em que a guerrilha política apenas prejudica inocentes e torna-os vítimas ainda mais desgraçadas pela falta de consenso e de bom-senso. Quando se chega a isto está-se perante o mais baixo grau do confronto político e este é o caso em torno da norma do Orçamento de Estado de 2016 que aprova a disponibilização de verbas, acordadas pelo anterior Governo, para apoiar os Países inundados de refugiados que querem entrar na Europa nos custos inerentes a este desastre humanitário na Turquia e Grécia.

Este problema é aquele onde todos os políticos se agarram aos seus fundamentos ou interesses partidários sem escrúpulos do mal que possam provocar nos refugiados de uma guerra e à miséria e onde a Europa tem muitas culpas e não quer arcar com todos os custos sociais e políticos que a situação acarreta.

O PSD tem culpas porque não é lógico que a troco da decisão de não apoiar em nada as medidas do atual Governo que resultou de uma frente para tirar o partido laranja do poder, está disposto a até votar contra medidas que vieram dos seus compromisso quando foi executivo e em prejuízo dos refugiados que estão alheios a este confronto.

O BE tem culpa porque sabe que o compromisso que levou António Costa a Primeiro-ministro, após este ter perdido as eleições para Passos Coelho, tem de implicar cedências das partes envolvidas, como é inerente a qualquer acordo, e não é lógico que por defender um apoio a uma estratégia de gestão do problema mais abrangente não esteja disponível para aprovar uma medida intermédia que tem como consequência a eliminação de qualquer apoio menor em prejuízo dos refugiados que estão alheios a este confronto.

O PS tem culpa porque crispou em excesso a sua relação com o PSD, assumindo ostensivamente que não necessitava de qualquer apoio do partido que despojava do Governo e vencera as eleições sem ter salvaguardado todas as condições que precisava para levar o seu programa e compromissos criando assim condições para que o seu confronto resulte em prejuízo dos refugiados que estão alheios a este confronto.

Terão culpas o CDS e a CDU se as suas posições neste campo ao forem semelhantes às do PSD e do BE precisamente pelos mesmos motivos que referi para estes dois partidos respetivamente.

No fim serão sempre pessoas vítimas de uma guerra que voltam a ser desumanamente vítimas de uma guerrilha política onde parece que o humanismo que deve presidir à política é um valor ausente em todas as partes.

Adenda

PS muda a fórmula de apresentar o apoio à Turquia e Grécia como uma alteração do modelo do PSD no novo orçamento e este por abstenção viabiliza o donativo. Algo que os radicais de esquerda não cederam nem uma vírgula, justificando mais uma vez o epíteto de radicais.

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