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Posts Tagged ‘dúvidas’

Tirando o turismo, não vejo mais nenhum setor a dar sinais de recuperação nos Açores: a fileira do leite está a definhar, os pescadores só falam da sua crise, no comércio veem-se mais lojas a fechar que a abrir e não há construção civil de monta. Mesmo assim, a estatística diz que estão menos pessoas desempregadas e isso é uma boa notícia. Como o turismo conseguiu absorver 3499 pessoas num ano não percebi ou então a disfunção do sistema está disfarçada com trabalhadores ocupados no Governo dos Açores que mascaram a realidade.

Contudo é bom haver uma percentagem cada vez maior de Açorianos  a receber um salário… só não sei em que condições de estabilidade e de produção para a economia Regional.

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O título deste post é o da notícia que o jornal diário “Incentivo” escolheu para descrever o comportamento da SATA perante a evolução meteorológica também exposta no artigo. Cito um excerto do texto do jornal para se compreender porque segundo esta informação se deduz que há algo de muito mal explicado na forma como a transportadora do Governo dos Açores mais uma vez maltratou o Faial.

“Às 16h40, hora prevista de chegada ao Faial, o designado teto, constituído por nuvens, situava-se a 1.000 pés. Apesar das condições de visibilidade e de vento serem favoráveis, o teto estava abaixo do limite que é, no Aeroporto da Horta, de 1.200 metros. As condições do tempo melhoraram. 
Às 19h00 o teto situava-se já a 2.500 pés. Provavelmente por essa razão o embarque, na Terceira, esteve previsto para essa hora, mas não se concretizou, sem que se conheça outra explicação. Às 20h00 o teto estava já a 4.000 pés e o avião permanecia na placa do aeroporto das Lajes. 
O pôr do sol, no Faial naquele dia registou-se às 20h44. Este dado é importante dado que a tripulação dos Airbus da SATA não está preparada para aterrar na Horta depois do pôr do sol, apesar da iluminação do aeroporto se encontrar há muitos anos certificada. 
A partir dessa hora o avião já só podia voar para Lisboa. Por responder, apesar das insistências do INCENTIVO, fica a pergunta: por que é que o voo não veio à Horta a partir das 19h00 e antes do pôr do sol? Entretanto esta novela de muitas horas gerou outros problemas com os passageiros e a SATA.”

Penso que não são necessários mais pormenores para se deduzir que algo anda mesmo a tramar o Faial…

Não posso acusar ninguém em concreto, pois ainda não percebi se esta estratégia tem origem no próprio Governo dos Açores, se na administração da SATA, se nos pilotos desta transportadora regional ou se em outro grupo qualquer… mas de algum lado ela há de vir e é bem maléfica para o Faial e tem de se investigar para se conseguir desmascarar e acusar os seus autores.

Parabéns ao jornal Incentivo pelo pormenor com que tratou a evolução das condições meteorológicas naquela tarde e local.

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Há qualquer coisa de estranho quando saem estatísticas sobre a economia nacional, pois não batem coerentemente entre si, mas que são explicáveis nos Açores.

A economia em Portugal quase não cresce, o que pela lógica não gera empregos, mas o desemprego baixa significativamente. Então em que setores estão a ser gerados novos empregos?

Crescemos economicamente bem menos que a Europa, mas a indústria sobe mais do esta. Então onde está a haver decréscimo económico para anular o efeito desta subida?

Se há áreas que decrescem estas não podem ter muita mão de obra, mas devem ser muito significativas em termos de peso económico, pois pesam negativamente mais no crescimento da economia do que a indústria a crescer com certa força, só que tal diminuição económica não contribui para pesar no desemprego.

A dívida pública continua num crescendo e muitos dizem que cada vez mais insustentável, mas, de forma incoerente, os juros que refletem o risco da dívida pública a 10 anos continuam a baixar.

Ao nível Regional ao menos percebo que o desemprego baixe sem grande crescimento económico, basta pensar no peso dos programas ocupacionais e sem dúvida que o Turismo em São Miguel cresceu muito e deve estar a empregar muito mais gente agora, o que não compensa a crise que afeta as pescas e os laticínios, mas os pescadores e agricultores normalmente não vão para os centros de emprego pedir trabalhos, mas sim para as suas Direções Regionais solicitar subsídios para enfrentar a crise, isto explica muito bem as contradições nos Açores.

Todavia, no Continente há algo contraditório nos resultados estatísticos ou alguns destes refletem mal o que se está a passar no terreno ou então algo de estranho nestas contradições.

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Antes foi o défice público do 1.º trimestre de 2016 a crescer, agora foi a dívida pública de março a subir, para nos apaziguar destes maus indícios nas contas públicas falta o Presidente da República dizer de novo que ainda estávamos na vigência do orçamento de 2015, desresponsabilizando 4 meses de gestão do atual Governo após a reversão de várias medidas, pois manifestar-se agora preocupado com o evoluir das contas públicas poderia perturbar a sua lua-de-mel com o Primeiro-ministro e a simpatia da esquerda.

Continuo a considerar que é bom para Portugal a gestão deste Governo ter um final positivo, mas não sou cego e agora suavizam-se maus indicadores enquanto no passado se empolavam os maus resultados que também saíram e esbatia-se o que de bom também aparecia.

Na Grécia também nos primeiros meses de governação do Syrisa só se valorizava medidas populares e perspetiva-se um evoluir positivo enquanto os maus indícios eram abafados e no fim o resultado foi catastrófico para os gregos. Espero que a repetição de um evoluir semelhante em Portugal não desemboque no mesmo desastre com um Presidente da República a pôr-se fora das responsabilidades para cativar simpatias.

Entretanto o Santander com a compra a preço de saldo do Banif, após o colapso deste com a imposição do BCE e a subserviência ou mesmo uma má ingerência de Centeno na resolução deste banco, lá vai tirando lucros da decisão de venda do atual Governo. Opção que continua a merecer-me muitas dúvidas, sobretudo porque se António Costa pretende mostrar resistência à Europa, neste caso foi um aluno excessivamente disciplinado para eu não desconfiar do seu comportamento.

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Tal como perspetivei, não seriam os debates que mudariam o sentido de voto dos militantes e simpatizantes socialistas, desiludidos como estavam com o facto de Seguro não descolar nas sondagens acima dos partidos da coligação e por isso receosos que depois de tanto descontentamento com Passos o atual Primeiro-ministro ainda pudesse ganhar as próximas eleições face à insegurança do líder do PS, tendo António Costa sido posto aos olhos deste grupo como o garante da vitória rosa e o messias nacional para os tempos atuais. Contra esta onda não havia mesmo nada a fazer e a vitória do ainda Presidente da Câmara de Lisboa foi esmagadora.

Sem dúvida que os mesmos motivos levaram à elevada mobilização de militantes e simpatizantes do PS nestas primárias, para quem lhes era indiferente se Costa tinha ideias ou não, bastava-lhes a vontade de tirar Seguro para lá colocar o homem em quem depositavam a sua confiança. Se a mobilização nem sempre é forte dentro dos partidos, costumam-no ser se há eleições internas e no confronto surge um messias interno, mas nem sempre tal se reflete fora dos partidos. Os cerca de 250 mil eleitores de agora são um sexto dos votos que levaram à derrota do partido em 2011, onde teve 1.568.168 votos. Não haja qualquer dúvida, para a maioria dos militantes e simpatizantes agora mobilizados pelo PS Costa era o homem certo, mesmo sem programa para Primeiro-ministro, só que estes são muito menos que os habituais votantes socialistas em Portugal.

Esta nota é só para ter a suspeita que estas mesmas pessoas por norma já se mobilizam para na generalidade das vezes votarem PS. Só que para quem se refugia na abstenção, no protesto em Marinho e Pinto, se dispersa por partidos pequenos ou votam centro direita e indecisos, talvez não estejam tão convictos quantos os socialistas no messianismo de Costa e para estes a evidenciação da falta de programa pode ter ferido em definitivo a crença no novo Secretário-geral socialista.

Assim, receio que nestas primárias Costa deixou de ter o carisma de messiânico fora dos militantes e simpatizantes, resta saber se ainda assim congregará os abstencionistas, os protestos a Passos e os votos que se dispersam de forma a assegurar uma vitória com maioria absoluta ou se o próximo parlamento ficará esfrangalhado e inviabilizando maiorias sem forças da direita… é que um socialista conquistar socialistas é muito diferente de convencer não socialistas. Quanto à próxima governação a lição Hollande também não é para cair em esquecimento, pois pairará no ar como um fantasma se não surgirem propostas credíveis além do oco crescimento e reposição dos rendimentos num Portugal falido.

Agora que António Costa tem um brilho diferente no modo de dizer as coisas tem… se será suficiente para voltar a ter um vitória esmagadora, não sei.

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Enquanto muitos estão entretidos com a Campeonato do Mundo de Futebol, a jihad islâmica parece determinada em dominar o Iraque e as áreas petrolíferas.

Assim, enquanto os OCS ainda dão mais destaque aos resultados desportivos, devido ao choque da eliminação das seleção de Espanha e da possibilidade da Inglaterra cair e do elevado risco de tal vir acontecer também a Portugal, calmamente as nuvens de um novo choque petrolífero em resultado da ofensiva jihadista já começam a tomar forma e o gasóleo deverá já atingir um máximo do ano.

Por esta via pelo menos o risco deflacionista que parece estar a instalar-se na sequência do tratamento à crise económica na zona euro pode desaparecer para dar lugar a uma fase inflacionista. Só não sei qual dos dois problemas será agora mais difícil de enfrentar face à situação debilitada das economias dos países que enfrentam a situação de dívida soberana excessiva.

Uma coisa é certa, só um receio elevado de descontrolo da situação e do respetivo impacte económico global deve levar a que Obama no final da mesma semana comece a ter decisões que contrariem a anunciada não interferência no Iraque.

Se isto der para o torto é bem possível que o pior da crise ainda esteja por vir… infelizmente!

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Com os juros da dívida portuguesa a 10 anos de 3,456%, um mínimo inimaginável há seis meses atrás quando Rui Machete disparou o limite de 4,5% necessário descer para Portugal conseguir uma saída limpa do resgate, combinado com o facto dos juros de mercado já conseguirem ser inferiores aos cobrados pela própria troika, levaram a que o Governo de Passos Coelho prescindisse da última tranche de ajuda previsto memorando.

Não deixa de ser uma saída mais limpa do resgate do que se perspetivava e um sucesso para o Governo, mesmo tendo em conta a grande ajuda dada pelas decisões de Drahgi no BCE, agora esta solução expõe ao ridículo o tom exagerado das críticas de Passos Coelho e do PSD ao Tribunal Constitucional perante o chumbo deste a três medidas do Orçamento de Estado de 2014.

É certo que o Orçamento de Estado de 2014 foi elaborado em 2013, isto numa altura em que havia mais possibilidade de um segundo resgate do que probabilidade de uma saída com programa cautelar e menos ainda se acreditava numa saída limpa, pelo que então a cautela com as despesas públicas teria de ser maior, mas as palavras dirigidas pelo Primeiro-ministro à qualidade da escolha dos juízes e a preocupações manifestadas com o Tribunal Constitucional foram prestadas já quando atual cenário deveria estar em cima da mesa.

Resta também saber como será o comportamento do PS perante a reintrodução dos cortes da era Sócrates, quando então cortar nos salários dos funcionários públicos com aquela intensidade não foi considerado inconstitucional por ninguém e se o tribunal citado for chamado agora à questão se tomará uma medida decisão diferente daquela que antes foi tida por ele como regular.

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