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Posts Tagged ‘política’

Após a desilusão como o PSD-Açores agiu politicamente nos últimos anos, eu queria mudança. Para muitos Gaudêncio representava a continuidade dos últimos tempos, Nascimento Cabral a mudança, mas após o debate senti que este não sabia mudar sem hostilizar e destruir, as últimas eleições de liderança nacional serviram-me um prato cheio de desilusões para o qual sinto que contribui. Por isso, agora não arrisquei e fiquei em casa.

Espero que o rótulo de continuidade atribuído a Alexandre Gaudêncio não se torne verdade, que saiba mudar o rumo do partido e liderar uma oposição onde todas as ilhas se revejam, não se iniba de ser social-democrata sem destruir caminhadas de muitos que entretanto aspiram que os Açores mude também.

Boa Sorte ao novo líder

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Desiludido com os últimos anos da estratégia do PSD-Açores, amanhã a liderança muda por força de ausência do atual presidente, mas confesso que até ao momento não tenho qualquer preferência pelos candidatos, assisto agora ao último debate no canal de TV Açoriano, provavelmente nem votarei se nenhum me despertar esperança após este último recurso, uma coisa mantenho: não tenho medo de me assumir como um social-democrata num partido que tem este nome e onde parece que esta ideologia é um mal a abater.

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A 28 de outubro de 2009 com este post nasceu o meu blogue pessoal de análise política Mente Livre sob o lema “A pensar o Faial, o Triângulo, os Açores e Portugal sem amarras“. Desde então com períodos de postagens quase diárias e outros mais escassa, mas todas semanas saíram posts com assuntos a debate. Nem sempre os temas mais amadurecidos foram os mais visitados e participados como gostaria, mas deixei opiniões e os leitores tratam-nas como querem. Obrigado a todos que me têm visitado, com apoio, desapoio ou em silêncio!

Por experiência tenho verificado que os posts sobre temas do Faial são os mais visitados e quanto mais polémica e dura for a linguagem da publicação mais interesse desperta, embora os comentários diretos tenham diminuído ao longo dos anos, muitos destes transitaram para o meu mural no facebook e muitos posts mereceram ainda partilha noutros espaço das redes sociais.

Curiosamente são os perfis desconhecidos os que mais se pronunciam e em defesa do poder instalado na ilha: algo que me surpreendeu, pois é muito mais fácil bajular quem está por cima do que criticar livremente quem manda, a não ser que sejam pessoas que se sentem obrigadas à defesa de quem governa mas em consciência sintam que tenho razão no que escrevi ou, em alternativa, gente a defender-se em causa própria e sem coragem de assumir que é uma autodefesa.

Já no grupo das pessoas que comentam diretamente no blogue e conheço existem para todos os gostos, embora em número cada vez mais reduzido, mas confesso: sinto-me mais próximo de um crítico ao que escrevi que assuma a sua identidade do que de um elogio de alguém que se esconde, pois o debate em democracia é entre pessoas e não entre máscaras ou apoios anónimos.

Pelo menos agressões vis à honra das pessoas é algo que sou totalmente contra e também por norma raramente precisei de não aceitar publicar os comentários, mesmo vindo de anónimos e alguns a contrariarem o teor das minhas postagens, mas também refiro no editorial que cá sobrevive há 8 anos “Mente Livre, ao pretender lançar o debate sobre várias questões, não se furta a emitir ideias que podem ainda não estar bem amadurecidas na mente do autor e reflectirem problemas circunstanciais ou o estado de espírito em virtude da desilusão que muitas vezes acontece ao olhar o mundo que nos rodeia.” Por isso até eu próprio com o tempo já mudei ou corrigi opiniões aqui lançadas.

Igualmente os alertas de proteção civil e previsões de intempéries ou de análises de ocorrências sismovulcânicas despertam também muitas visitas, estes quase se tornam num serviço público, mas por vezes há posts de reflexão que considerava de grande interesse cujo público ignorou de todo e outros que foram uma quasi fantasia, um mero desabafo ou uma nota humor que cativaram imensos leitores e até comentários e partilhas com um alcance surpreendente.

Assim tem sido Mente Livre, mas sendo um blogue pessoal o seu rumo e duração é sem amarras e por isso será sempre levado pela minha disposição, paciência, interesses e o modo de olhar o mundo à minha volta sempre com especial atenção para o Faial e depois os Açores, Portugal, o Canada, a União Europeia e o resto do Mundo, mas uma coisa é certa: o que aqui escrevi foi sempre de iniciativa pessoal sem ser mandatado ou acordado com nenhuma outra organização exterior.

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P 3 10 17

Subscrevo na generalidade todo o artigo de Pedro Duarte, apesar de me parecer que neste momento ninguém vai conseguir que se pare para pensar… Infelizmente penso que vai ser o costume: a mera tentativa de arregimentar peões para eleger barões via que raramente leva a bom porto o quer que seja para mal do futuro do País.

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Merece ser noticia alguém hoje em dia nos Açores ter coragem de recusar um subsídio público quando tudo parece refém do dinheiro do Poder para as suas atividades, mas a Associação MiratecArts recusou um subsídio da Câmara Municipal das Lajes do Pico após as denúncias desta não acautelar o bem-estar de cães vadios que recolheu. Ser coerente muitas vezes tem custos, neste caso há que louvar quem preferiu perder dinheiro a fechar os olhos, continuar a lutar pelo que acredita.

Não vou discutir a ação da Câmara neste post, o que quero destacar é a coragem de haver ainda alguém hoje em dia nos Açores capaz de dizer não ao dinheiro político para ir em frente com os seus projetos, preferindo perder subsídios a se calar ou a não ser coerente com a sua consciência.

Quantos se calam? e quantos depois de se calarem por um subsídio são capazes ainda de votar em quem lhes compra com dinheiros públicos a sua consciência?

Penso que os Açores e sobretudo as ilhas mais pequenas como o Faial e o Pico estariam bem melhores que atualmente estão se fossem muitos mais os que não se deixam vender por um apoio público, que ainda por cima não é dado com dinheiro do político que o anuncia, mas sim  retirado da saco que se enche com os nossos impostos.

A falta de ética e de moral não é um mal exclusivo dos políticos, é também resultado daqueles eleitores que compactuam com essa falta de ética e de moral, tornando o mal benéfico para quem o pratica, fazendo perpetuar no poder quem compra as consciências dos cidadãos.

Os bons exemplos são para de louvar e divulgar nem que seja para ver se conseguimos que frutifiquem na nossa sociedade e daqui o meu louvor à coragem da MiratecArts

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Só acompanhei os discursos finais deste congresso e as reportagens dos telejornais da televisão regional, mas para já saliento 2 aspetos: Primeiro, Duarte Freitas quando da sua primeira candidatura a líder do PSD-Açores deixou claro que o seu projeto não ficava refém de uma vitória nas legislativas de 2016, trabalharia para vencer, mas se não conseguisse, tentaria continuar a liderar o partido e amadurecer a sua proposta. Assim, é uma novidade desde 1996 que após uma derrota nas regionais o líder dos sociais-democratas não muda logo a seguir e isto é positivo, até porque se recandidatou com concorrentes alternativos.

Como segunda nota, saliento que, em coerência, no discurso final do congresso, Duarte Freitas não renunciou ao projeto que antes defendeu e perdeu nas urnas, antes pelo contrário, assumiu que iria apostar nas ideias que acreditava, mantê-las em debate e lutar por aquilo que considerava importante para a Autonomia. Amadurecendo-as no sentido de melhorá-las no que poderia ser feito neste sentido.

É bom que um partido, mesmo que na oposição, tenha um projeto que não seja apenas conjuntural para um dado evento eleitoral, mas sim uma ideia enraizada que é para manter, aperfeiçoar e é independente de ondas de curto prazo que caem ao primeiro desaire político. Um sinal que  a estratégia do PSD-Açores passou para um projeto de fundo para os Açores e não um mero manifesto eleitoral passageiro.

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António Costa desde que chegou a Primeiro-ministro abriu uma hostilidade ostensiva a Passos Coelho, passou para este as culpas de haver lesados na sua decisão de privatização do BANIF, quer acusá-lo dos custos da sua opção de nacionalização do Novo Banco, assume como seus os louros com o aproveitamento das reservas financeiras que herdou e ridiculariza o líder da oposição que ganhou as últimas eleições quando fala de reversão das decisões do anterior executivo.

Várias vezes tenho alertado que a crispação não é boa conselheira na política, não tenho complexos de assumir que estou em desacordo com Passos em muitos aspetos, mas ele herdou um Portugal falido deixado pelo PS e este recebeu um País sem troika, com dinheiros nos cofres e com isto este tem feito flores como se tal fosse apenas resultado da sua governação e nunca das condições com que lhe entregaram o País.

Desde o início Passos assumiu que dada a forma como Costa chegou ao poder este não poderia contar com o PSD como muleta quando os seus parceiros de acordo discordassem das suas opções. Pode não ser a atitude mais patriótica, mas não assisti a nenhuma diplomacia da parte do atual Primeiro-ministro para apaziguar esta contenda, antes pelo contrário, sempre tem ridicularizado e sido sobranceiro para com o líder da oposição. Desprezando a eventualidade de vir a necessitar deste pontualmente.

A descida da TSU para os patrões foi, provavelmente, a questão que iniciou a queda de Passos na opinião pública e o PS foi uma das vozes que se bateu contra tal medida, agora Costa pretende algo semelhante e contou desde o início com a aprovação do PSD sem falar com este e, ainda por cima, a hostilizá-lo.

Curiosamente a comunicação social reinante considera coerente um Governo que inverte a sua posição sobre esta matéria e incoerente com quem esteve de fora no acordo da concertação social e se queimou com uma medida deste teor agora decida não apoiar novamente aquilo que levou à sua queda.

Curiosamente também a boa imprensa considera coerente que os partidos que apoiam o Governo possam estar contra esta opção do executivo por eles apoiado e ainda critiquem a força política adversária a este, como se não fosse o BE e a CDU que tivessem obrigações de dar condições a António Costa para governar e não os opositores do atual Primeiro-ministro, mas são as partes desta esquerda  que nos seus desentendimento tem obrigação de pautar pela continuidade dos acordos através de negociações nas diferenças entre eles, umas vezes com vitórias, outras cedendo, e agora cabia a vez da extrema esquerda ceder sem esperar que fossem os seus adversários a dar continuidade às condições do governo a que se opõem.

Por isso em questões de coerência todos estes partidos e políticos estão cheios de contradições, mas quem mais tem dificultado a possibilidade de entendimentos com a oposição tem sido mesmo António Costa, com a sua hostilidade ostensiva a Passos Coelho e em seguida até o próprio Presidente da República que se tem comprometido descaradamente com o Primeiro-ministro em vez de se manter acima destas brigas para poder ser uma entidade de consenso quando estes desacordos devam ser ultrapassados.

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