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Posts Tagged ‘ética e moral’

É o que se deduz desta defesa do Presidente da Assembleia da República aos deputados que recebem dinheiro por viagens que não fizeram ou são reembolsados por passagens que não pagaram. É a lógica política. Por isso não perdem o vencimento ou o cargo por não fazerem aquilo que lhes garantiu chegar ao poder. É legal? sim, eles fizeram a lei assim. É ético? Duvido. É moral? Não, por mais que se justifiquem a moral está acima da Lei injusta e da ética feita à medida por  um parlamento ao agir imoralmente.

Há quem consinta isto, eu não…. Reconheço a importância da política… Mas justa, limpa, ética e ao serviço das pessoas e na defesa do bem. Não está pouca vergonha.

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2018-04-14

O escândalo do abuso de regalias dos deputados dos Açores e Madeira na Assembleia da República com o pagamento de passagens que o Expresso denuncia hoje é uma situação transversal da esquerda à direita. O mau comportamento é legal, como justifica a declaração da representante dos deputados rosa açorianos, mas não deixa de ser imoral, o que levou ao vergonhoso silêncio dos eleitos laranja desta Região. A imoralidade legalizada foi o que mais me doeu na vida autárquica, é que para defender a minha terra parecia estar solidário com esta falta de vergonha. Não, nunca estive!

Querer moralidade na política não é populismo. Protestar e denunciar para que os políticos não acedam a ferramentas que lhes garantam regalias e verbas de forma esconsa e não tenham um tratamento distinto do que a lei assegura para o restantes cidadãos é uma questão ética, moral e de justiça.

Populismo é não querer e fazer bandeira para que os governantes e deputados não sejam convenientemente pagos porque há outros cidadãos que o não são. Uma injustiça não se resolve estendendo-a a outras classes, nomeadamente políticos ou gestores como por norma muitos tentam fazer  para agradar às massas. O que se deve desejar é que mesmo os mal remunerados tenham rendimentos suficientes para viverem com dignidade e esta não se limita a ter cama, comida e roupa lavada, também inclui a possibilidade de ter uma vida social, lúdica e cultural integrada no meio onde se vive.

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O meu benfiquismo não está nada em risco com as operações judiciais de hoje, sou do Benfica desde as memórias mais recuadas da minha consciência como criança, ainda nem viera para Portugal. Mas, mesmo que fosse em benefício do Golorioso, nunca pactuaria com práticas ilegítimas de pessoas que assim agissem e o Benfica está muito acima disso. Vi Vale Azevedo preso e nem uma beliscadura na minha paixão, agora se se provar algo contra essa toupeira, continuarei Benfiquista sem a mínima mossa.

O dinheiro e o poder são um íman para corruptos e o mundo do futebol profissional passou a ser dominado por uma economia que explora paixões e gera poderes que o desporto e os clubes não são culpados na sua essência, basta ver a quantidade que futebolistas ganha mais do que quem nos trata da saúde, nos ensina, zela pela nossa segurança, nos socorre em emergência, etc.

Assim, se alguém prevaricou e cometeu crimes, não é o Benfica que é culpado, mas sim essa pessoa, e se a mesma se acolheu à sombra do Glorioso, é apenas porque o mundo do futebol profissional está sujo, não o clube.

Se o Glorioso vive num meio de sujidade não está livre de contactar com porcos, tal como é evidente, este é um risco transversal a todos os emblemas, mas isso não tira qualquer mérito ao clube, nem afeta a minha paixão pelo Benfica, mantenho que este está acima dessa gente e continuo a desejar o Penta e se um dia este chegar, ansiarei pelo Hexa e assim sucessivamente…

Viva o Benfica!

 

 

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Felizmente ainda há que esteja atento a manobras sujas dos partidos e este artigo descobriu a nojeira dos partidos que silenciosamente estavam a legislar para não pagarem IVA e não terem limite de receber dinheiro de angariações privadas. Se a segunda medida é questionável ideologicamente, a primeira, num País que massacra os cidadãos com impostos diretos e, sobretudo, indiretos, é de uma falta de moral execrável.

Neste conluio sigiloso, mas legal, pois os deputados e partidos podem legislar em causa própria (algo que é um defeito grave no estado de direito em que vivemos que já me levou, como testemunha, a um tribunal defender um diretor de jornal que denunciou há anos uma medida então tomada no parlamento dos Açores de benefício próprio dos deputados), mas prosseguindo, neste conluio nenhum partido do acordo sai bem do processo, mas uns têm mais responsabilidades éticas que outros, onde destaco o PSD.

O PSD ideologicamente não deve ter problemas em receber dinheiro de ações privadas, pois nunca defendeu uma postura de ser o Estado a assumir grande parte ou tudo o que mexe na sociedade, apoiando mesmo a intervenção privada em áreas fundamentais, contudo, no que se refere ao IVA, depois de ter aumentado os impostos diretos e indiretos aos cidadãos e de lhes ter cortado até o vencimento com o argumento de que as pessoas estavam a viver acima das suas possibilidades, não pode agora apoiar uma medida onde ele mesmo se isenta e reduz o seu contributo às receitas públicas.

Paralelamente, o PSD, que em público em nada coopera com o PS, não pode em privado estar a fazer o jogo do partido do Governo que está cheio de dívidas, inclusive ao próprio Estado que tutela. Pior ainda, a coligação de esquerda assume a constitucionalidade dos seus atos como bandeira contra o executivo anterior, mas não teve pudor em apoiar uma lei com efeitos retroativos para beneficiar os socialistas cheios de processos judiciais por não terem pago o IVA, o que vai contra o espírito da Constituição e do Estado de Direito, e o PSD aceitou.

O Presidente da República também não anda pela via exemplar. Se tem de aguardar um período para auscultar a constitucionalidade do acordo, deveria ter assumido logo à partida que iria fazê-lo e se o Tribunal Constitucional fizer o frete de dar um parecer positivo a esta vergonha (pois se não lhe reconheci isenção política em todas as decisões no passado, não excluo agora um favor aos partidos que nomearam os juízes), o Presidente deve assumir ele próprio a sua oposição a esta vergonha.

Para já isto é um escândalo em termos de ética e moral, mesmo que todo o procedimento e desfecho desta vergonha seja legal.

 

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É um vício de qualquer Governo controlar a Comunicação Social e quanto mais tempo se prolonga uma força política no poder maior é a capacidade de criar um polvo que amordace jornais que não seja subservientes. Assim, não me admira que o Governo dos Açores, vendo que nas terras mais pequenas os jornais não são rentáveis, corte no Promedia, pois pode canalizar fundos para órgãos subservientes por outras vias enquanto esmaga a liberdade de expressão e tudo isto feito legalmente.

Claro que publicidade, avisos e outras obrigações não têm de rodar equitativamente por todos os jornais e deste modo nas terras mais pequenas certos jornais veem passar ao lado formas legais de privilegiar um órgão em detrimento de outros e logicamente o favorecido não é aquele que lhe é menos subserviente.

Já o poder tem mais dificuldade em controlar jornais situados em meios maiores, com maiores tiragens e publicidade que deste modo angariam receitas que com maior ou menor dificuldade dê para sobreviver, mas no Faial e Pico logicamente isto é um calvário para os detentores de órgãos de comunicação social privados… enquanto os assessores de empresa fazem as notícias nos termos que o Governo dos Açores quer que sejam divulgadas, até podem muitas vezes estar corretas no que dizem, não informam é a verdade que o poder não quer que seja pública.

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Também não gostei de ver um jantar de negócios no âmbito do Web Summit, nem percebo como pessoas gostam de jantar no meio de mausoléus de mortos que dignificaram um País, mas o que é  vergonhoso é ver um Governo que poderia autorizar a disponibilização privada daquele espaço, mas condicionado pela dignidade do evento ao local requerido, o tenha autorizado sem atender a essa dignidade e depois o Primeiro-ministro chute as culpas para quem lhe deu a liberdade de autorizar ou não. É também muita falta de dignidade em António Costa.

Dia a dia a falta de ética do Primeiro-ministro vai sendo evidenciada pela falta de capacidade de assumir o que lhe corre mal.

António Costa teve a sorte de que o início do seu mandato coincidiu com um período de expansão económica para assim assumir os louros da sua governação sem ter feito nada de especial para isso. Sócrates também teve essa sorte, mas ao menos fazia algo, nem que fosse endividar Portugal com as PPP em série.

Não sei se António Costa terá o azar que Sócrates teve depois no seu segundo mandato, quando lhe caiu em cima a crise das dívidas soberanas, mas uma coisa prevejo,  se tal vier a acontecer, à semelhança de Sócrates, António Costa também irá culpar tudo e todos menos ele, pois este só é capaz de assumir que é responsável pelo acontece de bom e os sucessos que lhe caem ao colo.

Já com António José Seguro ele mostrara que só gosta de apostar quando o sucesso está garantido para assumir louros, enquanto foi difícil, queimou o então Secretário-Geral do PS em lume brando e não se candidatou, mas ao menos Seguro em termos de carácter mostrou estar muito acima de António Costa.

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Será coincidência que desde 1 de outubro já se viu voos que tinha deixado de ser redondos voltarem ser? Será por acaso que desde então já ficaram dezenas de alunos da secundária a dormir no aeroporto de Lisboa? Será coincidência que em setembro o serviço da Azores airlines quase não mereceu reparos e depois a insatisfação voltou? Uma coisa é certa, ninguém pode acusar que as reclamações agora surgem por eleitoralismo, será que se pode dizer o mesmo da acalmia verificada em setembro?

Quem mexia cordelinhos em setembro e não mexeu em defesa do Faial antes de depois do calor do período eleitoral das autárquicas?

Tantas questões que indiciam que quem está no poder desta ilha e Região está mais interessado em defender-se do que em defender os Faialenses, mas a ética e moral desta gente não é coisa que se deva questionar mas novamente estes sinais respondem por si.

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