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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

REFLEXÕES SOBRE O BAIXO CRESCIMENTO TURÍSTICO DO FAIAL

Não basta querer fazer, é preciso saber fazer e sem a sabedoria os resultados podem ser ainda piores do que se não tivesse feito nada. O Presidente da Câmara da Horta foi à Bolsa de Turismo de Lisboa no início deste ano promover o Concelho no contexto dos Açores e do Triângulo, o que em princípio seria uma boa iniciativa, só que o resultado foi que no primeiro semestre de 2017 o Faial passou a ser a ilha açoriana com pior crescimento em todo o Arquipélago, como noticiou na passada semana o Incentivo. Pelos frutos da promoção se prova a qualidade da campanha da nossa ilha!

Há muito que me apercebo que os responsáveis no poder do Faial anunciam com grandes autoelogios os seus feitos pela ilha, tentam convencer os Faialenses que os seus atos são um sucesso donde virão grandes benefícios. Só que passados uns tempos verifica-se que os frutos foram nulos, fiasco atrás de fiasco, campanhas falaciosas para autopromoção para os olhos dos seus eleitores.

Um outro bom exemplo já com algum tempo é o do clube das “Baías Mais Belas do Mundo”. É verdade, fomos aceites no clube, mas para entrar pagam-se cotas mesmo com uma bela baía. Mas, mesmo pagando para se ser louvado em beleza, isto encheu de orgulho os Faialenses, apesar de a beleza da nossa baía ter séculos e ter sido feita pela Natureza há muito e não pela Câmara. Contudo, a entrada para este clube trouxe algum acréscimo significativo de dormidas no Faial? Os dados estatísticos nunca disseram isso. Então porquê?

O porquê reside no facto de não se ver a história toda. É que se fizermos uma pesquisa no “Google”, em português ou inglês, sobre as mais belas baías do mundo, infelizmente, a Horta não aparece nesse conjunto. Nas várias listas abertas que a internet divulga mostram-se imagens daquelas que têm reconhecimento público como as mais belas do mundo de forma gratuita, tanto em grandes cidades como o Rio de Janeiro, Sidney ou São Francisco, como em pequenas terras: Fundy no Canada, Bay of Islands na Nova Zelândia ou Kotor no Montenegro, etc. e são estas, que não precisam de pagar para serem chamadas de belas, que aparecem em primeiro lugar e por isso os benefícios da nossa cota para o clube pouco efeito tem no turismo do Faial.

Se entrarmos na página oficial do clube, que até parece algo privado, lá estão as dezenas de baías pagantes para serem chamadas de belas e lá consta a Horta, mas não basta pagar e ser membro de um clube de elite para se ser reconhecido pela generalidade das outras pessoas. Deste modo, o clube pouco nos promove e tal explica porque o crescimento de dormidas no Faial desde essa entrada e agora no primeiro semestre é tão fraco. Afinal, são “bluffs” sucessivos que não nos trazem os turistas que merecemos. É preciso saber promover a ilha e ter o devido retorno desses encargos.

Na Bolsa de Turismo o Presidente da Câmara frisou o “Azores Trail Run” como meio de crescer o turismo no Faial, este foi em maio e não se refletiu em crescimento de dormidas. Até acredito que este pode promover o Faial, mas as coisas não têm funcionado para além de se trazer atletas nos quais investimos na receção. Assim, esta aposta municipal num bom evento é mal-feita porque resulta num falhanço de benefícios, apesar do Presidente nunca assumir os maus resultados.

Infelizmente, nem na onda do turismo a bela Horta parece ir pelo bom caminho. Acredito que em 2017 a Semana do Mar, pelo cartaz melhorado em ano de eleições, possa ter trazido mais gente ao Faial, mas se mantivermos a estratégia desta Câmara de só investir em ano de eleições, corre-se o risco do que se recuperou agora se perca nos próximos 3 anos. É muito tempo a andar para trás! Por isso vemos festas de verão bem mais recentes noutros pequenos concelhos dos Açores já a projetar os seus municípios bem mais do que nossa Semana que fora tão famosa a nível Regional.

Mas pior do que não saber fazer é ainda este atirar areia para esconder os fiascos e não corrigir os erros devido ao interesse partidário cor de rosa há tanto tempo instalado na Horta. Autopromovem-se com dinheiro público, o Faial não tira dividendos e ainda vai perdendo terreno.

Por isso o Faial está cada vez mais para trás nos Açores. Isto não é só por termos um Governo Regional que não desenvolve esta ilha como deve ser, não é apenas porque os eleitos executivos da Horta se intimidam diante das orientações do partido que nos prejudicam saídas de São Miguel, também ficamos para trás porque os nosso eleitos perderam a capacidade de melhorar a sua governação após tantos anos de poder mergulhados em tantos erros acumulados, pois o saber fazer que havia há décadas atrás foi esquecido, longe vai a época em que o Faial crescia em importância e economicamente, pois havia gente que não se viciara no poder e sabia governar bem esta terra.

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O Incentivo noticia o decréscimo de dormidas no Faial em junho e, exceção de Graciosa e Corvo, o resto dos Açores teve melhores resultados. Junho podia ser uma crise passageira, mas os valores semestrais dizem que esta foi a ilha onde o crescimento do turismo foi menor em toda a Região e tantos meses já indiciam que algo vai pior na Horta do que no resto do Arquipélago.

Segundo sei, a Câmara fez divulgação do Faial e do Triângulo na bolsa de turismo de Lisboa no início do ano, pelo que seria normal um aumento nas três ilhas desta sub-região, a não ser que a falta de uma liderança a sério do nosso município até ao susto de outubro último esteja ainda a ter reflexos na Horta ou então, como noutras coisas em que dizem mais do que fazem, o show-off foi mais para convencer Faialense a votar neles do que foi capaz de trazer os Portugueses de todos os outros concelhos do País a virem à ilha Azul.

Certo que o Governo Regional faz promoção dos Açores, mas há muito que este centra toda a sua estratégia nos mais diversos setores para dar bons frutos em São Miguel, pelo que não me admira que tenha acontecido precisamente isso e neste semestre esta ilha sozinha concentrou quase 70% do turismo do Arquipélago, como se ainda houvesse dúvidas sobre o centralismo do Governo Regional para São Miguel os resultados estão cada vez mais à mostra.

Apesar de tudo, espero e prevejo que devido à melhoria do programa musical da semana do Mar durante a pré-campanha, ao menos julho ou agosto  de 2017 tenham revertido este mau semestre do Faial.

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Tendo em conta a capacidade dos recursos que a mãe Terra é capaz de produzir num ano e o consumo anual da Humanidade, a partir de hoje e até ao final de 2017 começamos a viver a crédito dos recursos que o Planeta tinha reservado para alimentar as próximas gerações. Somos uma geração que tira da boca dos filhos de amanhã para comermos hoje.

Infelizmente, a Terra não é como alguns economistas e políticos que aceitam o endividamento para alimentar o crescimento económico, mas tal como nesta ideia peregrina, a partir de um dado momento o equilíbrio do consumo excessivo quebra-se e muito do bem-estar desmorona-se… mas como qualquer um que defende a dívida para enganar os desequilíbrios do presente, pode-se dizer: ainda bem que não é hoje que sentimos esses efeitos!

… egoistamente quem vier a seguir que se aguente, infelizmente foi nisto que se tornou a civilização ocidental dita economicamente desenvolvida e o Ambiente é uma fábula para uns tantos profetas da desgraça (só que realistas).

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Não sei porquê, nem se onde isto irá parar e quais as consequências para o futuro de Portugal. Sei que no seio de tantas boas notícias, aquela que de facto não muda é o crescimento da dívida pública portuguesa, sendo o nosso País o Estado onde esta é das mais elevadas de toda a Europa. Mas não foi o excessivo endividamento que levou Portugal à crise de 2011? Certo que os juros estão mais baixos e isso reflete-se no défice. Mas será sempre assim? Como se dá a volta a este problema nacional?

Mas por agora lá nos vamos aliviando com as boas notícias de curto-prazo e quem levantar preocupações de longo-prazo é mau…

 

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Para que se fizeram os paraísos fiscais? Para líderes de topo e ricaços escaparem com dinheiro que iria direitinho para os impostos. Então porque se mantém os paraísos fiscais? Pela força da corrupção que mina o alto exercício de cargos políticos nos Estados. Mas, quando dá jeito, lá se acusa um dos que não lidera de modo incólume a corrupção. Chegou a vez de nos distraírem com Cristiano Ronaldo.

O Luxemburgo, entre outros Estados-membros continuam a ser paraísos fiscais na União Europa e o anterior Primeiro-ministro daquele ducado até preside esta União. Pois, nada a dizer isto é como aquelas legalidades à medida da EDP que Mexia nos explicou. Vamos é nos distrair com o mauzão do Cristiano Ronaldo, os outros são todos bonzinhos.

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É pena mas não é original, já antes os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Quioto de 1997, tal como não se comprometeram com o aumento das exigências deste que resultaram da Emenda de Doha em 2012 e não seria de prever agora com um cético nos efeitos das emissões dos gases com efeito estufa como Presidente da América que este viesse a aderir ao ainda mais exigente Acordo de Paris de 2015.

A verdade é que além de descrentes nesta hipótese maioritariamente aceite por cientistas, existem ainda muitos interesses económicos de curto prazo a apoiar o ceticismo no tema. A democracia tem muitas virtudes, mas tem uma fragilidade é que por norma rende-se mais aos interesses de curto-prazo face ao riscos de longo-prazo e é isto que há anos domina a estratégia dos EUA nesta matéria, Trump apenas é mais descarado no assumir aquilo que desde de 1997 tem bloqueado a envolvência do maior poluidor do mundo per-capita neste projeto de prevenção das alterações climáticas. É pena, mas a oeste nada de novo aconteceu, apenas foi dito mais claramente o que vinha a acontecer.

Curiosamente tendo Trump acusado a China de estar por detrás da teoria das alterações climáticas para enfraquecer a economia americana, agora é este império oriental que se compromete com estas  novas exigências precisamente contando com isso fortalecer a economia asiática, pelo menos a oriente alguma coisa de novo e em contradição com o líder de Washington.

Já não se perde tudo quando o País mais populoso do mundo adere a esta causa, ele que oferecia o maior risco pela sua dimensão se não revertesse a sua estratégia de reduzir as emissões com efeito estufa.

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Foram anos seguidos de défices excessivos desde aquele máximo de 2010 que levou Portugal a pedir ajuda em 2011 e à vinda da troika para escaparmos a uma bancarrota imediata. Com sacrifício dos Portugueses desde então todos os anos o défice foi descendo e finalmente após 6 anos o País saiu deste procedimento de défice excessivo. Votos para que não se caia noutro.

É verdade que muitas vezes uns semeiam, mas outros colhem e comem os frutos, neste caso não fosse a longa e persistente caminhada para se reduzir o défice nos últimos 7 anos não teríamos chegado até aqui, verdade que quem começou esta luta já não governa, mas a vida é assim mesmo e chegar ao objetivo era o mais importante e finalmente este foi alcançado…

Mas já não foi a primeira vez que Portugal esteve à beira da bancarrota desde o 25 de Abril, por isso apenas desejo que se tenha aprendido com os erros do passado e este último sucesso não leve ao País a meter-se noutra alhada do mesmo ou de outro género por falta de visão de longo prazo ou ânsia de colher frutos no imediato. Para já parabéns a Portugal

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