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Archive for the ‘Nacional’ Category

O Ministro da Agricultura sabe que a estratégia de extensas florestas de eucalipto em Portugal foi um erro grave que matou dezenas de pessoas este ano e tem deixado o País num braseiro anos seguidos. Sabe que agora há uma vaga anti-eucaliptos, uma pressão nova e consciente contra a antiga, mas ao dizer que não cede à pressão da agenda mediática, mantém a cedência aos que lucram há muito com o eucalipto, sem se importar com a miséria e morte que tal via já deixou em tantos Portugueses.

A política que Capoulas Santos está agora a defender é a densificação do eucalipto, como explicava em março passado ainda sem a tomada de consciência face ao que aconteceu em Pedrógão Grande. O Ministro quer tornar o braseiro com maior capacidade incineradora do que já foi este verão para que os senhores das pressões antigas continuem a levar a sua avante… só não cede à nova, mais consciente e ambientalmente sustentável.

Efetivamente, não haja dúvida que na linguagem política de propaganda dos erros, ou seja, de levar as pessoas a não verem o mal, o atual governo é genial. Capoulas dos Santos está a falar como tocou o flautista de Hamelin que encantou os ratos com a sua música e os levou a afogar-se no rio, só que agora não são ratos, são pessoas que não morrem, não na água, mas no fogo que se pretende manter para alguns lucrarem com isso e ninguém de responsabilidade vai preso.

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Durante vários anos recentes não havia vaga de calor em que os OCS não despejassem números de mortos por problemas vários associados ao calor. No ano passado mudou o Governo e o assunto parece ter sido esquecido. Este ano Pedrógão Grande centrou as atenções, mas será que terminaram as mortes pelo calor em Portugal ou agora não interessa levantar o problema? Quem está a escrutinar esta situação?

A questão é independente da tragédia dos fogos, mas suspeito que o silêncio se prende com outros interesses que não são altruístas, mas sim de defesa política. Espero estar enganado sobre uma possível existência onda de mortes devido ao calor silenciada, mas na eventualidade dela ter ocorrido de forma despercebida aqui fica a chamada de atenção…

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Já fui sinistrado de uma catástrofe, sei bem o que é ficar dependente da solidariedade para comer, vestir, fazer a higiene e voltar à normalidade, no meu caso e para alguns em Pedrógão, apenas reconstrução da habitação quando não se perde o emprego, mas há os que perderam até as condições da sua vida profissional. Nesta página não faltam contas para encaminhar donativos financeiros.

Ao olhar tanta diversidade surge a dúvida, qual dará melhor uso do meu donativo, uma IPSS, um banco ou um evento cultural solidário?

Não sei a resposta. Assumo.

Sei que quando fui sinistrado também recebi ajuda de várias formas, assisti a vias de ajuda financeira direta aos afetados pelo sinistro, outras através da entrega de bens para repor equipamentos perdidos identificados em inventários dos prejuízos, também havia alimentos e roupa via banco alimentar que não sei se foram sempre obtidos por doações em géneros ou por aquisições a partir de contas solidárias e mais tarde os paoios oficiais resultantes do planeamento dos serviços público, após o fim da emergência e recomeço da reconstrução dos quais não sei a fração resultante da solidariedade particular.

Na altura estava no campo das vítimas, não percebi então a dificuldade de escolha de quem quer ser solidário, só espero que este embaraço não seja motivo para entrave de doações e faço votos ainda para que no fim todos os donativos sejam bem aplicados, pelo menos a intenção da minha opção é boa e não me deixo atar pela dúvida e espero que todos dentro das duas possibilidades ajudem quem agora tanto perdeu vítima de uma catástrofe de que é inocente.

 

 

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Muito triste, mas não surpreendente. Há tantos anos se fala da má política de prevenção contra incêndios em Portugal: investe-se no combate com exposição nas TV, mas não há coragem para ações de fundo, discretas e necessárias à prevenção deste tipo de catástrofes devido a outros interesses e todos os anos os incêndios se repetem, neste com o amargo duma gigantesca tragédia.

Paz aos mortos e recuperação aos feridos, mas talvez tudo continue na mesma em Portugal neste domínio pois a estratégia de fundo talvez não dê votos em função do investimento ou então outros interesses económicos impedem agir como deve ser.

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O imbróglio que os portugueses têm de pagar pela má gestão na Caixa, desaparecimento da PT, rendas da EDP resultou do mesmo vício que agora se vê nas nomeações para a TAP: o vício dos partidos maiores e do governo se entenderem para gerir as grandes empresas de forma a dar jeitos aos seus interesses e colocar lá os amigos e alguns opositores para mascarar o esquema. Assim, agora Costa volta colocar um amigo de peito à frente da TAP e um laranjinha para disfarçar, uma tática que tem dado maus resultados em Portugal e custado fortunas aos Portugueses.

Afinal, a Oeste nada de Novo… mesmo quando parece que tudo está a mudar, no fundo é sempre o mesmo e há sempre no centrão gente a alinhar nestes esquemas ou de amiguismo ou de mascarar por ambição de ser nomeado para algo em nome público.

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Não sei se António Mexia está inocente, nem os restantes arguidos no caso que envolve as rendas pagas por Portugal à EDP e à REN. Sei que o argumento de que os atos entretanto praticados ao longo destes anos são legais não é argumento para a inexistência de corrupção neste processo, pois é mesmo nos esquemas de se criar leis à medida para se favorecer grupos e pessoas que começa muita da corrupção nas altas esferas dos Estados.

O caso da vírgula que permite a alguém ganhar ou poupar milhões colocada intencionalmente por quem se deixa influenciar ao legislar ou o caso dos legisladores criarem diplomas para defender os interesses de gente ligadas a um setor que se tornam na corrupção mais perniciosa na política, bem pior que aquela que tem subornos com políticos subornados, pois é aquela a corrupção que tem o artifício de se disfarçar de legalidade que destrói o princípio moral e ético de que o cumprir a lei não é crime, quando a desonestidade de fundo está na própria forma da lei e é esta que destrói mesmo a essência da democracia que a outra detetável através da investigação de  práticas de ilícitos perante a Lei isenta.

Quando a Lei deixa de ser cega à nascença estamos perante a situação mais elaborada de corrupção onde a desculpa da legalidade deixa de ser válida para justificar a não corrupção.

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Já se iniciou a visita oficial do Presidente da República aos Açores e como habitual com Marcelo em desfile de selfies, beijinhos, sorrisos e frases inconsequentes de circunstância, de facto não vi ainda o atual n.º 1 da hierarquia nacional resolver questões em concreto, basta-lhe ser simpático e ir ao sabor de boas notícias, para as quais não trabalhou, para ser popular e ele bem mostra que conhece este Povo.

Votei e voltaria a votar Marcelo para Presidente da República, mas ainda não sei como ele seria perante alguma dificuldade que Portugal tivesse de enfrentar. Também nesta sua primeira visita oficial aos Açores não sei se além de protocolo e simpatia será resolvida algum problema da Região como consequência da sua vinda, mas suspeito que ninguém espera mesmo isso dele. Basta ter um líder político onde as pessoas sintam que ele olha para elas com olhar de gente e lhes dedique algum carinho para que elas se sintam alguém e o coração destas se derreta de ternura.

Espero que em Portugal tudo continue a correr bem pois tal será o melhor para os Portugueses… mesmo que tal não sirva para Marcelo mostrar o que vale como Presidente da República.

Para já vendo as imagens na televisão da visita aos Açores da visita do Presidente da República e nada as distingo da visita de D. Carlos como rei do Reino da República, exceto que agora as selfies são a cores e mais individualizadas.

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