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Archive for the ‘Nacional’ Category

Foram anos seguidos de défices excessivos desde aquele máximo de 2010 que levou Portugal a pedir ajuda em 2011 e à vinda da troika para escaparmos a uma bancarrota imediata. Com sacrifício dos Portugueses desde então todos os anos o défice foi descendo e finalmente após 6 anos o País saiu deste procedimento de défice excessivo. Votos para que não se caia noutro.

É verdade que muitas vezes uns semeiam, mas outros colhem e comem os frutos, neste caso não fosse a longa e persistente caminhada para se reduzir o défice nos últimos 7 anos não teríamos chegado até aqui, verdade que quem começou esta luta já não governa, mas a vida é assim mesmo e chegar ao objetivo era o mais importante e finalmente este foi alcançado…

Mas já não foi a primeira vez que Portugal esteve à beira da bancarrota desde o 25 de Abril, por isso apenas desejo que se tenha aprendido com os erros do passado e este último sucesso não leve ao País a meter-se noutra alhada do mesmo ou de outro género por falta de visão de longo prazo ou ânsia de colher frutos no imediato. Para já parabéns a Portugal

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Não sou economista para assumir a sustentabilidade financeira a longo-prazo da estratégica económica do atual Governo de Portugal. Mas há que reconhecer que o dado de 2.8% de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2017 é a cereja em cima do bolo de otimismo de António Costa. A única alavanca que ainda sustentava a crítica de que este executivo estava condenado ao fracasso.

Desde a redução do desemprego, diminuição do défice, aumento das exportações, até à redução dos juros da dívida iniciada nos últimos dois meses e agora o crescimento económico levam a concluir que em termos internos e pelo menos a curto-prazo este Governo está a conseguir o pleno das ambições que há muito de se desejava para Portugal.

Alguém poderá ainda falta tirar da classificação de lixo da dívida soberana dada pelas agências financeiras, mas a verdade é que esta é mais uma notação baseada em sentimentos e interesses da alta finança do que uma valorização honesta e desinteressada dos factos de quem controla o capitalismo selvagem global.

Espero que nada volte a trás pois estes resultados são bons para Portugal e os Portugueses e sei criticar o que está mal, mas não tenho preconceito para não elogiar os casos de sucesso de uma governação na qual não votei.

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A atual epidemia de sarampo e a morte de uma jovem de 17 anos têm levado a posições extremadas e a comunicação social tem culpas ao dar notícias sem a devida prudência. Primeiro deu que a mãe da falecida era anti-vacinas que a deixou aos olhos de muitos como culpada do falecimento, agora sabe-se que em criança a vítima tivera um choque anafilático com uma vacina que justifica os receios parentais.

Entretanto surgiu uma petição a defender a vacinação obrigatória, como se não houvesse crianças cuja saúde desaconselha a que sejam expostas a este método preventivo de doenças infetocontagiosas.

É o bom-senso que nestes casos deve prevalecer. Nem ir na onda de movimentos populares que tendem a lutar contra tudo o que de bom a ciência tem oferecido à humanidade, vendendo uma ideia de que a natureza é sempre melhor do que o trabalho sério que resulta da inteligência do homem e por vezes veiculando mitos urbanos e falsas notícias assustadoras. Nem devemos partir no sentido contrário de impor como bom tudo o que resulta da investigação, nem livre das influências e de interesses de económicos que valorizam benefícios ou amortecem outros cuidados tradicionais eficazes.

Recorde-se que os judeus escaparam fortemente à peste negra que avassalou a Europa na Idade Média apenas porque tinham regras de higiene muito rígidas de origem religiosa que foram suficientes para enfrentar melhor o problema de saúde pública de então que a restante população.

Em matéria de saúde as leis necessitam de bom-senso e este raramente vem com posições a quente, e aquele é preciso para se tomarem as decisões adequadas nesta matéria.

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Um milhar de estudantes portugueses foi expulso de um hotel em Torremolinos por atos de vandalismo na sua estadia e viagem de finalistas nesta semana Santa. Os telejornais noticiam o facto de forma chocante, mas a verdade é que há anos o mau exemplo repete-se com muitos destes jovens nacionais que em nome da liberdade, do prazer e do laicismo não se lhes põe travão e não tenho assistido a nada para se corrigir este comportamento.

Isto acontece por muitos pais confundirem o Ensino que o Estado deve assumir com uma delegação na escola do seu dever de educar os seus filhos que deveria ser feita por eles e, mesmo assim, muito esforço escolar esbarra com a indignação dos educadores com impropérios e críticas sempre a desautorizar os professores perante filhos capazes destes exemplos internacionalmente.

Isto acontece também com o beneplácito dos políticos que cobardemente deixam que as escolas sejam espaço para os pais descarregarem os seus filhos e onde lavra a selvajaria e a libertinagem sem se tomarem medidas que possam ser tidas como retrógradas para algumas mentes progressistas no enfrentar a falta de educação e desresponsabilização das famílias e com isso possam perder a simpatia de irresponsáveis que votam e aceitam a progressão desta degradação associada à sua desresponsabilização individual educativa.

Assim, não admira que perante o sucedido ainda haja alguns pais que desculpem os seus filhos e deem a entender que se fosse para ir para um lugar calmo iam para Fátima, mas daqui a uns dias esta mesma gente pode estar a gritar na rua que lhes resolvam os seus problemas e que é a geração mais preparada de sempre, apesar de nunca ter sido educada para merecer tal epíteto, pois entre ensinar e educar vai uma grande diferença, mas até os ministros do ensino preferem chamar-se da educação, como se a educação não fosse um papel da família que só o consegue fazer se também distinguir o bem do mal, a moral e a ética e estiver consciente dos valores que deve incutir nos filhos.

Com tantas responsáveis sem assumir as suas obrigações não admira que se grite tanta vez que as culpas do que corre mal na escola é dos professores.

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A agressão a um árbitro por um jogador de Canelas, um clube distrital, chocou o País. Depois os telejornais informaram que a equipa já era conhecida internacionalmente por fenómenos de violência em jogo, vários outros clubes preferiram perder por falta de comparência em vez de se expor a tal plantel e o próprio treinador dá a entender que os seus jogadores apenas tem mais garra com o adversário, que o futebol não é tão suave como a natação. Com isto o Canelas está impunemente prestes a subir de divisão.

São muitos pormenores que se levantaram com este caso que evidenciam que algo vai mesmo muito mal no mundo do futebol oficialmente organizado.

Todas as semanas dezenas de comentadores e painelistas de futebol dissecam pormenores em câmara lenta e repetições de imagens para dar a entender que o desporto profissional não é uma atividade isenta, mas onde se jogam interesses a favor do clube adversário e assim vão paulatinamente semeando mais ódio entre os simpatizantes e sócios das várias partes em confronto.

O que se passou com o jogador do Canela é fruto deste apodrecimento progressivo que semeia violência em muitos espetadores e amantes de futebol.

Comentadores e canais de informação não precisam de apelar diretamente à violência para esta florescer nas mentes perturbadas de muitos, basta semear o ódio, a desconfiança e a sensação de injustiça intencional que a violência florescerá viçosa em muitos adeptos da modalidade e há anos que isto está a ser feito às claras e impunemente por interesse de guerras de audiências e intenção de pressão psicológica para obtenção de  resultados desportivos por métodos que não são de jogo em campo.

Isto não é ético nem moral, mas mantém-se no nosso Portugal e ninguém corrige isto, depois admirem-se que a situação venha ainda piorar e haja mortos.

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Não haja dúvida, António Costa é um caso de estudo, pois consegue liderar um Governo minoritário do partido mais europeísta de Portugal, o PS, e consegue assegurar o apoio do BE, que quer preparar o País para  este sair do Euro, e da CDU, que nunca desejou, nem quer estar ligado a esta União Europeia e de onde vem grande parte do dinheiro que mantém o sistema políticoeconómico nacional sem colapsar.

Em contrapartida, a oposição a Costa vem precisamente dos partidos que comungam do mesmo objetivo central do PS: preservar Portugal numa economia de mercado livre, integrado na  União Europeia e na NATO, sendo que esta foi mesmo criada para combater os Estados que tinham os modelos políticos defendidos pela CDU e BE.

Esta capacidade de Costa, não sei se é sustentável para sempre, mostra um engenho político notável do atual Primeiro-ministro: une interesses opostos e sem nada em comum e abafa concorrentes que têm objetivos semelhantes e métodos pouco diferentes. Por isso não admira que, com esquemas ou sem eles, o atual Governo tenha conquistado sucessos imprevisíveis face à incompatibilidade da sua base de apoio, mas presumo que é o perigo destes interesses opostos que espreitam nos apoiantes do Executivo que faz Marcelo agir como um manto protetor a esta solução à partida impossível de se conciliar, mas que pode conseguir mesmo o que não era viável de outro modo e sem uma CGTP comprometida e maniatada a esta geringonça que de facto tem funcionado.

Não admira o desnorte de Passos, mas penso que as energias que dispensou contra a atual solução sem dar o benefício da dúvida que cimentou interesses tão opostos à esquerda no Parlamento e Costa maquiavelicamente de novo soube explorar muito bem esta estratégia da direção do PSD em benefício próprio e para preservar o apoio que precisava fazendo o contrário das muitas coisas que o BE e a CDU sempre defenderam e dizem defender.

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Há dez anos era a loucura da vontade da banca em emprestar dinheiro a todos, até a quem não precisava ou não tinha condições de pagar. Houve casos de corrupção, mas o encontro de contas consolidadas que obriga a considerar como perdas o crédito mal-parado tem sido  mortal para uma série de prejuízos, depois de BPN, BES e Banif, seguiu-se a Caixa e agora o Montepio e sempre que no passado nos garantiram que tudo ia ficar bem, acabou mal.

Não acredito que mudar de nome a um banco cujo dono está endividado salva a instituição bancária, como parecem agora querer fazer com o Montepio, mas a finança e política nacional tem sido bem criativa em apontar soluções que qualquer mente ajuizada não consegue crer na sua eficácia, mas tirando o discurso político, na realidade parece que nada muda neste Portugal para melhor.

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