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Archive for the ‘Nacional’ Category

Foram muitas as declarações públicas do Governo que encheram muito jornais, rádios e televisões sobre o fim das penalizações para certas reformas antecipadas de pessoas com longas carreiras contributivas, no fim nem deve atingir as duas mil pessoas que beneficiam de tal lei cujo princípio é justo. Numa coisa a governação de António Costa é excelente: propaganda.

Substituir o corte nas despesas públicas por cativações para se dizer que se virou a página da austeridade e não assumir que muito do que agora se consegue deve-se ao facto de António Costa ter recebido um País com as contas em melhor saúde financeira do que aquela que o PS legou ao executivo anterior são outros exemplos onde a estratégia comunicacional do atual executivo foi brilhante.

Tal não quer dizer que tudo é mau, também há méritos da atual governação, mas a propaganda é onde António Costa é mesmo brilhante.

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O ano passado o calor foi trágico em Portugal. O Governo culpou em parte  a Alitice e quis tirá-la do SIRESP, hoje aquela passou a ser maioritária no SIRESP, o Governo disse que no ano passado tudo estava bem planeado, mas este ano evidenciou que se preparou de modo diferente, apesar de tais contradições, no regresso do calor ao Continente apenas desejo que tudo corra bem para bem das pessoas. Se houver fogos, que estes não provoquem mortos nem feridos e que os danos sejam mínimos.

Nunca será possível eliminar todos os riscos da natureza, mas minimizá-los está não mão das pessoas e espero que os frutos da prevenção aos fogos e à onda de calor que tanto têm sido propagandeados sejam positivos.

O Portugueses merecem um País seguro e bem preparado para evitar catástrofes humanas.

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Hoje a primeira reportagem noticiosa que ouvi foi sobre conquistas do Governo na União Europeia para maximizar os apoios ao nosso País no próximo quadro comunitário. Parece que uma boa governação é ser capaz de aumentar a esmola dos outros Estados que souberam desenvolver-se. Virámos a mendigos e não temos estratégia para sair desta dependência. Triste sina!

Enquanto um país em situação normal não tiver a noção de mentalizar o seu povo da necessidade de alcançar a sua autossustentabilidade económica para se desenvolver não é merecedor de respeito internacional como estado independente, pois mostra apenas vocação para estado mendigo, infelizmente a evolução da democracia em Portugal nas últimas décadas foi para sermos mendigos internacionais.

Portugal já foi independente, com poder económico e alvo de respeito internacional e devemos isso à geração dos navegadores que procurou com sacrifício nacional e encontrou meios para Portugal não ser um mendicante internacional… depois tem sido a degradação quase contínua de um Estado com mais de 800 anos de história, este dia de hoje pouco mais é que um jogo de máscaras e discursos hipócritas para disfarçar a mediocridade em que Portugal se transformou, um charco de lama em que teima em chafurdar sem sair.

Apesar disso, continuo a sonhar com um Portugal independente e com motivo de orgulho pelo que é no presente e não pelo que foi no passado e é a esse Portugal que saúdo neste dia.

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Após anos em que os Procuradores da República mandaram arquivar investigações aos governantes, aos dirigentes de clube e a outros poderosos, agora sente-se que a Justiça começou a enfrentar em Portugal os graúdos do sistema. Joana Marques Vidal é o rosto desta mudança na Procuradoria. Há uns meses viu-se a tentativa do Governo de a afastar e a cobardia da oposição em a suportar. É momento da estratégia política de apoiar a atual procuradora, antes que seja tarde.

É verdade que nada chegou ao fim em termos de tribunal, mas já subiu a um patamar que nunca havia alcançado desde o 25 de Abril e parece ter força de impulsão para subir ainda mais.

Também é verdade que ainda há casos arquivados que não ressuscitaram e deveriam voltar a ser reabertos, para não dar a sensação de que uns saíram impunes por no momento da investigação a Justiça fechar os olhos aos poderosos e outros poderosos tiveram o azar de se depararem à frente da procuradoria com uma pessoa que exerce de facto as suas funções de Procuradora Geral da República. Por vezes é uma obrigação olhar para trás e corrigir o mal feito.

Este aspeto torna-se ainda mais importante porque pode levar à convicção de que na política houve uma perseguição parcial a graúdos quase a um só partido, a um só clube e daí em diante e esta suspeita pode ser mortal para a continuidade de uma procuradoria geral da república como deve ser também no futuro.

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Marcelo ao assumir que não se candidata se tudo correr tão mal este ano ao nível de incêndios como no ano passado, colocou uma pressão enorme sobre o Governo, embora seja improvável dois anos seguidos tão maus, é um risco para o Presidente, mas se alguém com tão grande popularidade disser que não se candidata devido ao caos na proteção civil na questão dos fogos, uma forma de dizer que a culpa não pode morrer solteira, como fica António Costa?

Um caso perfeito do que se pode dizer como é exercer o magistério de influência da Presidência da República, diplomaticamente de forma muito inteligente, Marcelo pressionou o executivo de uma forma como nunca tinha visto.

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ascensão

O livro “Portugal ascensão e queda” expõe a estratégia de sobrevivência da independência de um Portugal pequenino face à muito mais poderosa Castela e depois Espanha, o que permitiu que este País sobreviva há mais de 800 anos contra dificuldades que praticamente o tornavam inviável quase desde o início.

Apesar disso, Portugal, com inteligência peculiar, sobreviveu à crise de 1383-85 dando voltas às regras de legitimação de um rei e preservando a sua independência com a implantação da dinastia de Avis, a que tornou o fraco Portugal numa potência mundial contra todas as possibilidades.

Depois dá-se o declínio e perda da soberania em 1580, mas o autor explica porque D. Sebastião não agiu em Alcácer Quibir por leviandade como muitos têm dito, fazia sim parte da mesma estratégia que obrigava o País a arriscar para sobreviver. Correu mal, mas havia uma lógica coerente no objetivo.

Depois das dificuldades, foi a persistência de mito do sebastianismo que permitiu a restauração da independência, foi a estratégia original de sobrevivência que permitiu novamente contra as regras a dinastia de Bragança prosseguir com este reino separado de uma Ibéria unida a Madrid e foi esta peculiar estratégica de Portugal que fez Napoleão tropeçar por cá, que permitiu perdurar o domínio colonial e até a longa duração do poder de Salazar e foi o afastamento acelerado desta via que fez com que a descolonização fosse mal feita e desse origem a outras guerras.

O 25 de Abril abriu novas possibilidades, houve pertinências e oportunismos, hoje há um saudosismo da imagem de glória de passado, mas talvez um esquecimento da continuação da estratégia que permitiu Portugal sobreviver.

Jaime Nogueira Pinto, sendo um pensador desalinhado com o politicamente correto, mesmo com algumas ideias extremistas e sem sofrer de hostilidade preconcebida a Salazar e ao seu regime, também permite apontar aspetos que outros censuram à partida e por isso vale a pena ler o livro para se ter uma visão mais completa do porquê de Portugal ser como é hoje. Depois cada um pense por si mas detentor das várias visões da história deste País.

 

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Não sei porque de repente o Secretário-Geral do PS, o líder do Grupo Parlamentar do PS e o Porta-voz do PS, este um socrático de referência, todos de rajada numa semana se sentem envergonhados com Sócrates, ainda antes das acusações ao mesmo irem a julgamento. É verdade que o caso Manuel Pinho reabriu a questão, mas sobre o ex-líder nada de novo veio a público ou será que veio algo pelos bastidores do partido?

Recuso-me a condená-lo antes do julgamento nos casos em concreto das acusações que se encontram na justiça, agora também é verdade que deixei de confiar na honestidade do mesmo quando ainda era Secretário de Estado do Ambiente, bastava ter olhos e apreciar algumas decisões, mas nessa altura muitos o achavam um potencial salvador e poucos viam que era um grande vendedor de banha da cobra e oportunista, só que isto não era crime, mas um muito mau indício para outros poderes que o PS lhe entregou de bandeja e depois convenceu o País.

Agora se o PS envergonha com Sócrates, será que também vai começar a reconhecer que o sofrimento que o seu legado trouxe ao País não foi culpa exclusiva de quem a seguir teve de gerir uma bancarrota?

Será que estamos apenas perante mais uma jogada oportunista ao estilo de Sócrates?

Será que virão mais coisas a público que ainda não sabemos?

Estou desconfiado desta descolagem em série face a Sócrates e confesso-me curioso sobre o porquê da mesma.

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