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Posts Tagged ‘catástrofes’

Durante vários anos recentes não havia vaga de calor em que os OCS não despejassem números de mortos por problemas vários associados ao calor. No ano passado mudou o Governo e o assunto parece ter sido esquecido. Este ano Pedrógão Grande centrou as atenções, mas será que terminaram as mortes pelo calor em Portugal ou agora não interessa levantar o problema? Quem está a escrutinar esta situação?

A questão é independente da tragédia dos fogos, mas suspeito que o silêncio se prende com outros interesses que não são altruístas, mas sim de defesa política. Espero estar enganado sobre uma possível existência onda de mortes devido ao calor silenciada, mas na eventualidade dela ter ocorrido de forma despercebida aqui fica a chamada de atenção…

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Já fui sinistrado de uma catástrofe, sei bem o que é ficar dependente da solidariedade para comer, vestir, fazer a higiene e voltar à normalidade, no meu caso e para alguns em Pedrógão, apenas reconstrução da habitação quando não se perde o emprego, mas há os que perderam até as condições da sua vida profissional. Nesta página não faltam contas para encaminhar donativos financeiros.

Ao olhar tanta diversidade surge a dúvida, qual dará melhor uso do meu donativo, uma IPSS, um banco ou um evento cultural solidário?

Não sei a resposta. Assumo.

Sei que quando fui sinistrado também recebi ajuda de várias formas, assisti a vias de ajuda financeira direta aos afetados pelo sinistro, outras através da entrega de bens para repor equipamentos perdidos identificados em inventários dos prejuízos, também havia alimentos e roupa via banco alimentar que não sei se foram sempre obtidos por doações em géneros ou por aquisições a partir de contas solidárias e mais tarde os paoios oficiais resultantes do planeamento dos serviços público, após o fim da emergência e recomeço da reconstrução dos quais não sei a fração resultante da solidariedade particular.

Na altura estava no campo das vítimas, não percebi então a dificuldade de escolha de quem quer ser solidário, só espero que este embaraço não seja motivo para entrave de doações e faço votos ainda para que no fim todos os donativos sejam bem aplicados, pelo menos a intenção da minha opção é boa e não me deixo atar pela dúvida e espero que todos dentro das duas possibilidades ajudem quem agora tanto perdeu vítima de uma catástrofe de que é inocente.

 

 

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Muito triste, mas não surpreendente. Há tantos anos se fala da má política de prevenção contra incêndios em Portugal: investe-se no combate com exposição nas TV, mas não há coragem para ações de fundo, discretas e necessárias à prevenção deste tipo de catástrofes devido a outros interesses e todos os anos os incêndios se repetem, neste com o amargo duma gigantesca tragédia.

Paz aos mortos e recuperação aos feridos, mas talvez tudo continue na mesma em Portugal neste domínio pois a estratégia de fundo talvez não dê votos em função do investimento ou então outros interesses económicos impedem agir como deve ser.

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mudartudo

Tudo pode mudar – capitalismo vs. clima” é um livro de uma jornalista canadiana, Naomi Klein, no qual se considera que as alterações climáticas  resultantes das emissões dos gases estufa tanto podem resultar numa catástrofe global de dimensões apocalíticas ou a ameaça ser de tal forma agregadora da humanidade que permita mudar o estilo de sociedade capitalista atual para um novo modelo em equilíbrio com a natureza e mais justo.

Apesar de o cerne do livro ser mesmo a preocupação climática da jornalista, é em paralelo um manifesto agressivo anticapitalista e um apelo de mobilização global contra a extração do hidrocarbonetos, sobretudo, pelo métodos mais extremos que a tecnologia moderna permite e muito mais impactantes, os quais ainda por cima têm efeitos retardadores na adoção de soluções alternativas não poluentes, ampliando assim os efeitos catastróficos da exploração predominante atual.

Na minha opinião a mistura ideológica de radical de esquerda com a preocupação ambiental envenena a mensagem e divide as pessoas em bons contra maus de direita e conservadores, onde praticamente não há meio termo e nestes últimos não haja bom-senso ou preocupações com a justiça ou o ambiente.

Deduzo do livro que além das multinacionais do petróleo negarem as alterações climáticas, todos os céticos e negacionistas estão ao serviço destas e do capitalismo, enquanto os movimentos de protesto de extrema-esquerda e os governos do Equador, Venezuela e afins, bem como o Syriza são bons exemplos sem defeitos ou erros. Apesar de alguns casos de intervenção social relatados me parecerem não ter nada de ideologia política e aqui surgirem colados ao campo da jornalista pelo estilo da narrativa.

Numa coisa estou plenamente de acordo com esta ornalista: o modelo económico extrativista/capitalista, como ela lhe chama, bem como o discurso consumista ou neoliberal me parecem insustentáveis ambientalmente e tanto por alteração climática ou outros desequilíbrios pode desembocar numa catástrofe se a civilização global não mudar para um modelo mais humanamente justo e em equilíbrio com a natureza e esta mudança tem muitos inimigos que envenenam a discussão.

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Levou anos a convencer os EUA a aceitar medidas para reduzir as emissões de CO2, dado os custos que tal comportava para a sua economia, com Obama o país cedeu, mas Trump protestou e prometeu anular o compromisso por considerar as alterações climáticas uma farsa antiamericana. Agora eleito o mundo corre o risco de marcha atrás neste processo.

Trump ganhou precisamente quando começou a entrar em vigor o acordo de Paris, quando decorre a cimeira de 2016 para as alterações climáticas em Marraquexe e quando determinadas vozes, nomeadamente a do livro “Tudo pode mudar” que estou a ler, dizem que já estamos demasiado atrasados neste processo e o esforço dos países desenvolvidos tem agora de redobrar face ao já acordado.

Se existem aspetos que talvez Trump tenha exagerado no populismo e não venha a concretizar com a intensidade dos seus discursos, a descrença nas alterações climáticas parece-me ser uma convicção do próprio presidente americano agora eleito e o lóbi em defesa dos combustíveis fósseis para desacreditar a associação entre a concentração de CO2 e alterações climáticas, não só tem muito dinheiro para defender a sua causa, como passou a ter um grande aliado na Casa Branca convicto. Esta conjunção, aliada ainda à maioria republicana nas duas câmaras legislativas, fará que este seja um dos aspetos em que o novo líder da América dificilmente recuará e a ser verdade os maiores receios de cientistas e ambientalistas de que se está de facto já a entrar numa situação catastrófica, então as eleições americanas com Trump foram uma machadada final para o problema das emissões chegar a bom porto antes que ocorra um grande desastre global de dimensões incalculáveis.

Resta esperar que sejam os cientistas que estejam a ser exagerados nas suas previsões catastrofistas, caso contrário, ironicamente será um Presidente Americano, populista de direita, a acabar com o capitalismo  que foi a bandeira do modelo e poderia económico, político e militar da América, só que será um fim por uma razão bem diferente da guerrilha ideológica esquerda-direita e o mundo terá então de seguir um rumo radicalmente diferente dos dois grandes projetos económicos opostos que marcaram o século XX, sendo forçado a criar um modelo novo e típico do século XXI.

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Luís Paulo Morais, gerente da Transmaçor, garantiu à Antena 1 Açores que estão a ser tomadas as necessárias precauções para evitar incidentes semelhantes no futuro“…

Palavras para quê!?… quantos acidentes nos últimos meses? (Não são anos… apenas meses!)

Já tivemos acidentes sem danos pessoais, infelizmente outro com uma vítima mortal e agora outro, este com feridos.

Nunca ninguém assumiu responsabilidades por nenhum acidente nesta empresa pública de transporte marítimo de passageiros (pessoas, seres humanos!) e sempre foram dadas garantias que seriam tomadas precauções para evitar outros acidentes semelhantes no futuro.

Claro que todos devem ficar descansados que se tentam evitar acidentes semelhantes, o problema é que os géneros de acidentes e os seus efeitos têm variado ao longo dos meses, o que só se tem repetido é a desculpa: a mesma de sempre!

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São poucos e frequentemente têm problemas de integração social, são casos difíceis, mas é um facto. Depois do sismo de 9 de julho de 1998, ainda hoje, 9 de julho de 2015, há pessoas a viverem em pré-fabricados, barracos e em más condições de habitabilidade.

Podem-se invocar as desculpas do tipo acima, mas é verdade que numa Região onde tanto se defende o estado social, cuja catástrofe ocorreu no período das vacas gordas e o dinheiro jorrou para grandes projetos sobredimensionados, a administração regional não foi capaz de solucionar em 17 anos alguns pequenos problemas de grande significado para as pessoas afetadas que assim ficaram desalojadas desde a madrugada de 9 de julho de 1998.

Sim, muita coisa foi feita, há freguesias reordenadas e praticamente reconstruídas, há maior segurança habitacional para a maioria dos sinistrados e não fosse a mancha das ruínas de alguns edifícios maiores como templos e um farol, cuja falta de verbas agora e sobretudo a má-vontade no início em termos de preservação patrimonial que impediu de preservar a tempo e adequadamente tais imóveis como memória daquela catástrofe, quase não haveria feias cicatrizes na paisagem das feridas abertas pelo tremor de terra, todavia isso não apaga a realidade de 17 anos depois do sismo existirem ainda pessoas desalojadas.

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