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Posts Tagged ‘catástrofes’

mudartudo

Tudo pode mudar – capitalismo vs. clima” é um livro de uma jornalista canadiana, Naomi Klein, no qual se considera que as alterações climáticas  resultantes das emissões dos gases estufa tanto podem resultar numa catástrofe global de dimensões apocalíticas ou a ameaça ser de tal forma agregadora da humanidade que permita mudar o estilo de sociedade capitalista atual para um novo modelo em equilíbrio com a natureza e mais justo.

Apesar de o cerne do livro ser mesmo a preocupação climática da jornalista, é em paralelo um manifesto agressivo anticapitalista e um apelo de mobilização global contra a extração do hidrocarbonetos, sobretudo, pelo métodos mais extremos que a tecnologia moderna permite e muito mais impactantes, os quais ainda por cima têm efeitos retardadores na adoção de soluções alternativas não poluentes, ampliando assim os efeitos catastróficos da exploração predominante atual.

Na minha opinião a mistura ideológica de radical de esquerda com a preocupação ambiental envenena a mensagem e divide as pessoas em bons contra maus de direita e conservadores, onde praticamente não há meio termo e nestes últimos não haja bom-senso ou preocupações com a justiça ou o ambiente.

Deduzo do livro que além das multinacionais do petróleo negarem as alterações climáticas, todos os céticos e negacionistas estão ao serviço destas e do capitalismo, enquanto os movimentos de protesto de extrema-esquerda e os governos do Equador, Venezuela e afins, bem como o Syriza são bons exemplos sem defeitos ou erros. Apesar de alguns casos de intervenção social relatados me parecerem não ter nada de ideologia política e aqui surgirem colados ao campo da jornalista pelo estilo da narrativa.

Numa coisa estou plenamente de acordo com esta ornalista: o modelo económico extrativista/capitalista, como ela lhe chama, bem como o discurso consumista ou neoliberal me parecem insustentáveis ambientalmente e tanto por alteração climática ou outros desequilíbrios pode desembocar numa catástrofe se a civilização global não mudar para um modelo mais humanamente justo e em equilíbrio com a natureza e esta mudança tem muitos inimigos que envenenam a discussão.

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Levou anos a convencer os EUA a aceitar medidas para reduzir as emissões de CO2, dado os custos que tal comportava para a sua economia, com Obama o país cedeu, mas Trump protestou e prometeu anular o compromisso por considerar as alterações climáticas uma farsa antiamericana. Agora eleito o mundo corre o risco de marcha atrás neste processo.

Trump ganhou precisamente quando começou a entrar em vigor o acordo de Paris, quando decorre a cimeira de 2016 para as alterações climáticas em Marraquexe e quando determinadas vozes, nomeadamente a do livro “Tudo pode mudar” que estou a ler, dizem que já estamos demasiado atrasados neste processo e o esforço dos países desenvolvidos tem agora de redobrar face ao já acordado.

Se existem aspetos que talvez Trump tenha exagerado no populismo e não venha a concretizar com a intensidade dos seus discursos, a descrença nas alterações climáticas parece-me ser uma convicção do próprio presidente americano agora eleito e o lóbi em defesa dos combustíveis fósseis para desacreditar a associação entre a concentração de CO2 e alterações climáticas, não só tem muito dinheiro para defender a sua causa, como passou a ter um grande aliado na Casa Branca convicto. Esta conjunção, aliada ainda à maioria republicana nas duas câmaras legislativas, fará que este seja um dos aspetos em que o novo líder da América dificilmente recuará e a ser verdade os maiores receios de cientistas e ambientalistas de que se está de facto já a entrar numa situação catastrófica, então as eleições americanas com Trump foram uma machadada final para o problema das emissões chegar a bom porto antes que ocorra um grande desastre global de dimensões incalculáveis.

Resta esperar que sejam os cientistas que estejam a ser exagerados nas suas previsões catastrofistas, caso contrário, ironicamente será um Presidente Americano, populista de direita, a acabar com o capitalismo  que foi a bandeira do modelo e poderia económico, político e militar da América, só que será um fim por uma razão bem diferente da guerrilha ideológica esquerda-direita e o mundo terá então de seguir um rumo radicalmente diferente dos dois grandes projetos económicos opostos que marcaram o século XX, sendo forçado a criar um modelo novo e típico do século XXI.

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Luís Paulo Morais, gerente da Transmaçor, garantiu à Antena 1 Açores que estão a ser tomadas as necessárias precauções para evitar incidentes semelhantes no futuro“…

Palavras para quê!?… quantos acidentes nos últimos meses? (Não são anos… apenas meses!)

Já tivemos acidentes sem danos pessoais, infelizmente outro com uma vítima mortal e agora outro, este com feridos.

Nunca ninguém assumiu responsabilidades por nenhum acidente nesta empresa pública de transporte marítimo de passageiros (pessoas, seres humanos!) e sempre foram dadas garantias que seriam tomadas precauções para evitar outros acidentes semelhantes no futuro.

Claro que todos devem ficar descansados que se tentam evitar acidentes semelhantes, o problema é que os géneros de acidentes e os seus efeitos têm variado ao longo dos meses, o que só se tem repetido é a desculpa: a mesma de sempre!

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São poucos e frequentemente têm problemas de integração social, são casos difíceis, mas é um facto. Depois do sismo de 9 de julho de 1998, ainda hoje, 9 de julho de 2015, há pessoas a viverem em pré-fabricados, barracos e em más condições de habitabilidade.

Podem-se invocar as desculpas do tipo acima, mas é verdade que numa Região onde tanto se defende o estado social, cuja catástrofe ocorreu no período das vacas gordas e o dinheiro jorrou para grandes projetos sobredimensionados, a administração regional não foi capaz de solucionar em 17 anos alguns pequenos problemas de grande significado para as pessoas afetadas que assim ficaram desalojadas desde a madrugada de 9 de julho de 1998.

Sim, muita coisa foi feita, há freguesias reordenadas e praticamente reconstruídas, há maior segurança habitacional para a maioria dos sinistrados e não fosse a mancha das ruínas de alguns edifícios maiores como templos e um farol, cuja falta de verbas agora e sobretudo a má-vontade no início em termos de preservação patrimonial que impediu de preservar a tempo e adequadamente tais imóveis como memória daquela catástrofe, quase não haveria feias cicatrizes na paisagem das feridas abertas pelo tremor de terra, todavia isso não apaga a realidade de 17 anos depois do sismo existirem ainda pessoas desalojadas.

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Enquanto muitos Estados europeus falam da sua crise financeira e repercussões sociais, a Europa é vista por muitos africanos e pessoas do médio-oriente como um espaço de liberdade, bem-estar social e riqueza e são capazes de arriscar a sua vida para entrar nesta espécie de paraíso terrestre e infelizmente, com consequências trágicas como este fim de semana com mais de 700 mortos num naufrágio em pleno mediterrâneo de um navio de refugiados.

É verdade que o bem-estar no Luxemburgo é muito diferente do de Portugal, mas a verdade é que até a Grécia tem condições humanas muito acima das muitos povos subsaarianos. Tal como é verdade que se deve trabalhar mais para que todos atinjam o nível luxemburguês do que deixar-se cair nas condições da Etiópia. Agora que há muito egoísmo por esta Europa fora de norte a sul, há.

Apesar da fúria grega e das injustiças que vejo em muitas políticas económicas liberais, a verdade é que me choca muito mais o hemisfério norte, sobretudo a Europa, deixar que os povos à sua volta morram à carradas enquanto se queixam ao olhar para o seu umbigo…

Catástrofe humanitária é mesmo o que se passa às portas da Europa e não o que acontece dentro desta, aqui é sobretudo falta de humanismo.

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Quando acontece a catástrofe por norma há sempre alguém a descartar culpas, mas a verdade é que segundo a RDP, só cinco municípios dos Açores têm os seus planos de emergência atualizados, isto numa Região com um total de dezanove concelhos é desatualização a mais.

Tal como se dizia que obras debaixo do chão não dão votos, parece que preparar um plano de emergência também não dá votos, apesar dos Açores estar exposto a movimentos de terra, inundações, enxurradas, tempestades que até podem atingir a intensidade de furacões, maresias, maremotos, terramotos e vulcões que podem ser de vários estilos eruptivos.

Depois da catástrofe será tarde e antes parece que a maioria dos Presidentes prefere arriscar e esperar que não aconteça uma desgraça no seu mandato… uma estratégia demasiado arriscada para uma região com as vulnerabilidades dos Açores.

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Podem ter toda a razão técnica sob o modo como a ALRAA tratou o pedido de se baixar a proposta à Comissão, podem invocar que os Açores até terão contrapartidas maiores por outra via, pode até o pedido já estar desatualizado face à situação presente, mas a imagem pública que fica é que os deputados do PSD-A se submeteram à vontade do PSD nacional em prejuízo da Região por que foram eleitos.

Sei que há disciplina partidária e muitos militantes  discordam de mim, mas também já assumi e mantenho que à exceção de aspetos fundamentais como: orçamentos de Estado, votos de censura ou confiança, programas de governo; sou, por princípio, pela liberdade de voto dentro dos grupos parlamentares, sem prejuízo de decisões de estratégia corrente do grupo que não sejam específicas aos deputados em causa e do seu círculo eleitoral, e esta liberdade deve ser maior ainda quando se trata de eleitos por um partido regional autónomo, com estatutos próprios e filiado num nacional.

Mesmo sem compreender a decisão, os partidos da maioria não estavam dependentes dos votos dos seus 3 deputados dos Açores para a decisão da coligação passar no parlamento e o assunto era de interesse específico da Região, pelo que deveriam ter votado em conformidade com o que parece aos olhos dos seus eleitores o mais favorável à defesa do Arquipélago.

Um novo um erro estratégico sem necessidade e oportunamente explorado e sê-lo-á também no futuro sempre que conveniente aos seus adversários e em prejuízo do PSD-Açores.

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