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Posts Tagged ‘estado da região’

Politicamente há muito que Paulo Menezes é um pau-mandando do Governo dos Açores na gestão da SATA, este há anos que só se faz disparates com a empresa apenas com objetivos de ganhos políticos de curto-prazo. Como consequência, em 2017 o grupo acumulou 41 milhões de euros de prejuízo, só que o Governo usa o seu pau-mandado como bode expiatório, substituindo-o apenas para disfarçar as suas responsabilidades políticas na interferência na empresa.

Não é que Paulo Menezes pela incapacidade de enfrentar o Governo, a falta de assumir mesmo o papel de gestor da empresa e ainda por se ter deixado manipular como testa-de-ferro dos inimigos do Faial não merecesse mesmo ser demitido, mas o meu protesto é  político. Esta demissão foi apenas para disfarçar a má gestão do Governo dos Açores pelas consequências da sua interferência na gestão do grupo SATA.

Quem deveria ser responsabilizado por este descalabro financeiro e tem as costas quentes pelo sistema político vigente, que o permite destruir a SATA e responsabilizar um pau-mandado, é o próprio Governo dos Açores.

Paulo Menezes no seio deste conflito de interesses politiqueiros do Governo dos Açores é a vítima onde parece que nem sua saúde resistiu ao embate. A verdade é que se tivesse sido um Homem com H grande, ele mesmo se teria demitido e tornado público os motivos reais deste descalabro, assim é apenas mais um medíocre pau-mandado que ficou pelo caminho sem honra nem glória devido às manipulações do poder político com recurso aos seus boys.

Espero ao menos que o caso sirva de lição a quem vai entrar agora com Presidente do Grupo SATA e que tenha a coragem de ver e servir o Faial com a atenção e justiça que esta ilha merece.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

SUCESSOS DOS AÇORES, MAS NÃO TANTO DO FAIAL

Esta semana foi tornado público o cartaz de artistas a atuar na Semana do Mar em 2018.

Embora eu reconheça que este ano não haverá uma cabeça de cartaz de renome internacional como em 2017, o que já era expectável por não ser ano de eleições autárquicas, não venho aqui comentar a qualidade dos grupos e vozes, uns gostarão dos nomes, outros não, o que saliento é o facto de se ter mantido o inverno para dar a conhecer o cartaz do próximo verão, dando tempo, a quem seja admirador dos artistas em causa, para programar as suas férias estivais e vir ao Faial antes de serem seduzidos por outros festivais por desconhecerem atempadamente quem aqui atuaria.

A verdade é que apesar de em 2017 o cartaz da Semana do Mar ter sido de renome internacional e também ter sido apresentado em fevereiro, após se ver os dados estatísticos do turismo no ano passado, torna-se evidente que, embora tenha havido um grande aumento do número de dormidas nos Açores, o Faial, em termos de crescimento, ficou em sétimo lugar. Apenas a Graciosa e o Corvo fizeram pior neste sucesso regional!

Esta semana, no telejornal, assisti ao contentamento da presidente do IAMA pelo aumento da produção leiteira nos Açores, estranhei que tal sucesso fosse tão pouco pormenorizado e fui procurar mais dados na internet. Surpresa! Este setor diminuiu em seis das nove ilhas dos Açores e claro está que o Faial não está no pódio e não cresceu. Apenas, São Miguel, Terceira e Pico têm medalhas. A nossa ilha, a dos queijos premiados Ilha Azul, ficou para trás neste sucesso regional!

O mais significativo é que, tanto o turismo como a agropecuária, são dos poucos setores económicos nos Açores que ainda são capazes de criar riqueza e emprego na Região fora do Governo e suas empresas deficitárias administradas por boys e girls. Não é que o poder político não se intrometa e estrague, por vezes, os sonhos de investimento de alguns empreendedores desta ilha, pois em anos anteriores já ouvimos alguns privados queixarem-se dos poderes públicos de lhes dificultar o avanço dos seus projetos, mas, mesmo assim, são áreas onde continuam a persistir alguns resistentes privados numa economia cada vez mais subserviente ao executivo e seus tentáculos. Mas, no Faial, estas não são áreas de sucesso.

Assumo, não consegui elementos para perceber bem o que se passa nas pescas, mas por cá já nem temos fábricas de conservas de peixe e, do outro lado do canal, é ver para crer se o encerramento da única que ainda por lá subsistia vai desembocar de facto num novo investimento que seja uma boa solução para a economia local, inclusive para os Faialenses. Para já, em termos de transformação de pescado estamos parados e, nas exportações, dependemos da boa vontade da gestão da SATA, que penso nem ser preciso comentar. Pelo que, sinceramente, tenho muitas dúvidas que as coisas andem a ser um sucesso também neste setor!

Assim, enquanto se vai ouvindo os nossos governantes cantarem louvores pelo sucesso nos Açores da sua estratégia, o Faial, devagarinho, vai ficando parado a ver os outros a ultrapassarem-no com esse sucesso regional…

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O secretário regional da educação dos Açores salienta a melhoria, só se de péssimo para muito mau, da classificação das escolas da Região ao nível dos exames nacionais. Grande consolo! Nos Açores nem há a desculpa do Governo ter mudado, é o mesmo há 22 anos, nem de secretário, é o mesmo vai para 6 anos. A este ritmo teremos um sucesso no Arquipélago no ensino igual ao do combate à pobreza. Um falhanço total que dura há décadas e o Governo Regional lá se vai congratulando na mediocridade.

A verdade é que nesta mediocridade a maioria dos Açorianos têm-se mostrado satisfeitos,  pois nem um retiro para reflexão das causas deste falhanço exigiram os nosso governantes, por isso aos que assentaram a poita há décadas, basta-lhes ser maus e congratularem-se na mediocridade que penalizados não são… nem um susto sequer.

 

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É um vício de qualquer Governo controlar a Comunicação Social e quanto mais tempo se prolonga uma força política no poder maior é a capacidade de criar um polvo que amordace jornais que não seja subservientes. Assim, não me admira que o Governo dos Açores, vendo que nas terras mais pequenas os jornais não são rentáveis, corte no Promedia, pois pode canalizar fundos para órgãos subservientes por outras vias enquanto esmaga a liberdade de expressão e tudo isto feito legalmente.

Claro que publicidade, avisos e outras obrigações não têm de rodar equitativamente por todos os jornais e deste modo nas terras mais pequenas certos jornais veem passar ao lado formas legais de privilegiar um órgão em detrimento de outros e logicamente o favorecido não é aquele que lhe é menos subserviente.

Já o poder tem mais dificuldade em controlar jornais situados em meios maiores, com maiores tiragens e publicidade que deste modo angariam receitas que com maior ou menor dificuldade dê para sobreviver, mas no Faial e Pico logicamente isto é um calvário para os detentores de órgãos de comunicação social privados… enquanto os assessores de empresa fazem as notícias nos termos que o Governo dos Açores quer que sejam divulgadas, até podem muitas vezes estar corretas no que dizem, não informam é a verdade que o poder não quer que seja pública.

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Eis uma iniciativa do CDS no parlamento regional para contornar a falta de transparência que permita compreender como as empresas do Governo dos Açores contratam pessoas e porque se endividam tanto. Resta saber se o partido que suporta o executivo quer esclarecer mesmo estas dúvidas, é que mesmo sendo potestativa para forçar o inquérito, não é por se criar a comissão que se chega a aprovar uma conclusão final unânime e transparente.

Acredito ainda que em breve quando uma empresa do setor público regional disser que não vai contratar alguém ou não vai abrir um concurso público terá a tentação de dizer que é a oposição que não quer e é esta que está a pressionar a maioria absoluta… para já espero que tenham boa sorte com esta iniciativa, que resulte numa clarificação do que se passa neste setor e os apoiantes desta saibam defender-se dos contra-ataques do poder regional é que este tem um traquejo invejável face à frequente inépcia da oposição.

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Felizmente o desemprego continua a baixar, uma tendência que cobre todo Portugal. Mas, no Continente, onde a crise foi grande e é difícil o Estado disfarçar com programas ocupacionais, qualquer das suas regiões já tem menor desemprego que os 10% dos Açores. Pior só a Madeira, que faliu no final de João Jardim e fica-se pelos 11%. A média Nacional desceu para 8,8% e só não é melhor pelo mau desempenho das Autonomias neste tema, as piores taxas de desemprego do País. Algo de facto vai mail pelos Arquipélagos com governos próprios para os defender.

É verdade que o turismo deve ter muito a ver com a redução do desemprego, mas este começou a crescer nos últimos três anos e não foi só no Continente, pois também aconteceu nos Açores. O que se passa então nesta Região apesar de haver tanta gente a ser integrada no setor público com programas ocupacionais?

A Madeira ainda teve a crise da dívida como desculpa do atual governo, mas dizia-se que por cá a crise tinha passado ao largo dos Açores. Então porquê estarmos a ficar para trás?

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O que se assiste no caso da comissão parlamentar que investiga as influências políticas no Centro de Saúde da Madalena e levou a todos os partidos da oposição: PPM, PCP, BE, CDS e PSD, retirarem a confiança ao deputado Miguel Costa, enquanto o PS, em vez de apostar na transparência, opta por cobrir o jogo, mostra como a governação nos Açores cada vez mais se assemelha a um regime doente típico da América Latina.

Este mal que envenena a democracia é típico de qualquer grupo que ocupa por excesso de tempo o poder, o que leva ao normal estender de tentáculos dessa fação a todo o espaço político e social e ao alastrar do mal onde domina. Não tenho complexo em dizer que após 20 anos de PSD a governar nos Açores nas primeiras décadas de autonomia o partido asfixiava a sociedade, logo não me admira que agora já com mais de 20 anos de poder rosa, seja esta a asfixiar todo o Arquipélago.

Lembro-me do o PSD estar cheio de convictos sociais-democratas que transpiravam oportunismo e vomitavam sobranceria e o partido era justamente acusado disso, mas com a derrota laranja esse tipo de pessoas, lenta ou rapidamente, foi-se transferindo para o campo socialista quando este se foi eternizando no poder e então os tiques hoje mudaram de lado e muitas vezes com despudor há rosas de coração que há umas décadas eram as mais convictas laranjas da Região ou  então viviam à sombra do laranjal para deste colherem os frutos do seu interesse.

Mas a democracia tem este problema como as frutas e as flores, também apodrece e murcha quando se deixa o quintal entregue a si mesmo sem renovação e o arrancar das suas infestantes e com o tempo sufocam tudo e o culpado disto é mesmo o dono do campo: o Povo que por comodismo e medo não foi capaz de garantir as podas das plantas que passaram a dominaram o meio nem garantiu outros novos plantios.

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