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Posts Tagged ‘saúde’

fgeorge

Habituámo-nos a ver Francisco George como diretor-geral da Saúde desde 2005, ocupou o cargo com governos do PS, PSD-CDS e agora da geringonça, sem a normal mudança de Boy do partido. Não sei se era o melhor na administração para o cargo, sei que mostrou competência e na saúde enfrentou momentos difíceis, a confiança que nos dava era uma garantia rara de se ver no setor público, tivesse a Administração Interna visto este exemplo e talvez hoje mais Portugueses tivessem sobrevivido aos fogos do verão e não a acusássemos de ter mudado lugares por mera politiquice para incompetentes.

A administração pública deveria ser assim, os políticos mudam em função da vontade eleitoral, mas os técnicos apenas para dar lugar aos melhores e sem estarem dependentes da ganância dos boys por oportunismo politico.

Reformou-se Francisco George por ter 70 anos mas uma cara que representou como deve ser resiliente a administração pública à partidocracia  que os boys dão ao setor público, só por isto valeu a pena conhecê-lo.

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O primeiro sinal de que a vitória de José Leonardo nas eleições autárquicas foi a vitória da estratégia da pequenez do Faial, do falar baixinho sem exigir muito ao Governo em São Miguel foi dado pelo diretor do Hospital da Horta. As críticas que este lançou à oposição acusando-os “de uma ambição desmedida” mostra que os males para esta ilha não vêm das infelizes palavras de José Gabriel Ávila comentador da RTP-Açores, vêm sim de quem é desta ilha tinha e continua a ter o poder na mão.

Alguém duvida que o diretor do Hospital da Horta teria um discurso mais manso para a oposição e menos subserviente às diretrizes do Governo Presidido em São Miguel se o resultado para a Câmara Municipal da Horta tivesse sido diferente?

Durante os últimos meses antes das eleições autárquicas estas ideias de acomodação e aceitação da pequenez do Faial defendidas por quem tutela setores nesta ilha estiveram a hibernar, mas os seus já começam a sair da toca com essas posturas subservientes como se leu no jornal Incentivo da passada quarta-feira.

Desejo que a estratégia de subserviência do Faial mude de facto, mas a acusação “de ambição desmedida” para quem reivindica algo mais para a nossa ilha em termos de saúde já voltou para cima de mesa e nem a nova velha Câmara Municipal eleita tomou posse ainda.

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Repor vencimentos e carga horária foi bandeira propagandista da geringonça. Sem progressão nas carreiras não é real a reposição de salários, mas estas estão congeladas na função pública; e sem reduzir as horas de trabalho semanal não há a reposição do horário e ainda há enfermeiros com 40h/semana de trabalho. Assim muitos destes não beneficiam de nenhuma das 2 promessa a que acresce formações de especialidade sem compensações. Neste contexto é justa a greve reivindicativa da classe.

Assim não é coerente o Governo ter um discurso que torna os enfermeiros os maus da fita, já nem falo de desculpas burocráticas de comunicação do aviso da atual greve, está está anunciada publicamente há meses e António Costa e o seu Ministro da Saúde só utilizam este argumento porque estão em braço de ferro com um grupo profissional em relação à qual não cumpriram a sua palavra face ao que dizem ter feito para a generalidade da função pública.

Não discuto se há condições para se implementar as duas primeiras medidas, mas a verdade é que elas estão tornadas públicas pelo Governo como tendo sido implementadas na prática… mas na realidade não o foram completamente, devido ao que disse no primeiro parágrafo, e pior foram-no menos aplicadas a uns do que a outros criando assim uma nova desigualdade de tratamento e aqui há enfermeiros prejudicados duplamente.

Não discuto a questão de especialidade por não ter elementos suficientes, agora que há uma mudança de atitude dos partidos da geringonça em relação a greves nos últimos tempos há.

Criticam a greve dos enfermeiros;

Criticaram a greve de trabalhadores da SATA;

Não foram solidários com a greve na AutoEuropa;

Não aceitam que os juízes possam fazer greve.

Apenas estiveram ao lado da greve na PT cuja a empresa o Governo tem atacado de forma descarada, o que demonstra que não é tanto a defesa da justiça e da igualdade de direitos dos trabalhadores que a esquerda diz defender que está em causa nestas greves, mas sim outras questões estratégicas dos partidos que Governam ou apoiam os Governos e é neste contexto que a esquerda e sobretudo o PS estão a tentar pôr os Portugueses contra os Enfermeiros, trabalhadores na SATA e falaram de guerra de facções na autoEuropa.

Esta mudança de atitude em áreas da esquerda só não vê quem não quer ver.

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Ouvi na RTP-Açores que a entidade regional abriu um concurso de 22 médicos especialistas para a Região, destes, só um se destina ao hospital da Horta. Este estabelecimento de saúde cobre mais de 15% do povo Açoriano e apesar das saídas de médicos nos últimos tempos, o Governo apenas destina menos de 5% das novas vagas à Horta?

Há muito que digo que o esvaziamento de especialidades na Horta é uma estratégia das Autoridades Regionais e a ser verdade este número, mais uma vez se prova essa intenção. Não critico o número de especialistas para as outras unidades de saúde, talvez até sejam insuficientes, mas o que é claro com estes números é a intenção pública para se desfavorecer ainda mais o Hospital da Horta e, consequentemente, as populações do Faial, Pico, Flores, Corvo e parte de São Jorge.

Por isso protesto e não deixarei de protesta contra um executivo que meteu na gaveta o tratamento equitativo e solidário das ilhas mais pequenas do Arquipélago que assim paulatinamente continua a esvaziar de forma intencional e estratégica os serviços públicos fundamentais no Faial.

Para se ser assim tão mal tratado por um Governo dos Açores, porque precisam os Faialenses desta Autonomia?

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Após sete meses de ter sido detetada a bactéria Legionella no Hospital da Horta, eis que o mesmo tipo de micróbio surge de novo nas canalizações do bloco antigo deste estabelecimento de saúde. O assunto torna-se preocupante por indiciar que pelo menos o problema que causou o aparecimento no passado não foi ainda devidamente resolvido, isto num serviço onde se procura a cura e não o receio de encontrar um nova doença.

Espero que desta vez tudo fique devidamente compreendido e depois resolvido, de modo a afastar para longe este perigo, sabendo mesmo que nunca será igual a zero  e no fim que sejam prestados os esclarecimentos para que os utentes não fiquem com receios e dúvidas.

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Será mesmo verdade que a razão que o médico que prestava serviço no Corvo ter sido exonerado foi por este não aceitar subscrever declarações médicas falsas para colocar utentes do serviço de baixa ou estes efetuarem viagens ao exterior da ilha às custas do serviço regional de saúde sem o necessitarem? A ser verdade, o que se deduz desta notícia é que alguém foi destituído de um  trabalho em funções públicas por dar cumprimento à Lei e ao seu Código deontológico contra a vontade do seu superior político hierárquico.

Será que alguém do Ministério Público deixa passar isto em vão, sem investigar e depois disto ser denunciado na comunicação social? Jornais e televisão pelo menos.

Será que isto, a ser verdade, não se configura um crime público?

A ser mesmo verdade, não será um uso abusivo do poder político?

Dúvidas e assunto que gostaria de ver devidamente esclarecidos.

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A atual epidemia de sarampo e a morte de uma jovem de 17 anos têm levado a posições extremadas e a comunicação social tem culpas ao dar notícias sem a devida prudência. Primeiro deu que a mãe da falecida era anti-vacinas que a deixou aos olhos de muitos como culpada do falecimento, agora sabe-se que em criança a vítima tivera um choque anafilático com uma vacina que justifica os receios parentais.

Entretanto surgiu uma petição a defender a vacinação obrigatória, como se não houvesse crianças cuja saúde desaconselha a que sejam expostas a este método preventivo de doenças infetocontagiosas.

É o bom-senso que nestes casos deve prevalecer. Nem ir na onda de movimentos populares que tendem a lutar contra tudo o que de bom a ciência tem oferecido à humanidade, vendendo uma ideia de que a natureza é sempre melhor do que o trabalho sério que resulta da inteligência do homem e por vezes veiculando mitos urbanos e falsas notícias assustadoras. Nem devemos partir no sentido contrário de impor como bom tudo o que resulta da investigação, nem livre das influências e de interesses de económicos que valorizam benefícios ou amortecem outros cuidados tradicionais eficazes.

Recorde-se que os judeus escaparam fortemente à peste negra que avassalou a Europa na Idade Média apenas porque tinham regras de higiene muito rígidas de origem religiosa que foram suficientes para enfrentar melhor o problema de saúde pública de então que a restante população.

Em matéria de saúde as leis necessitam de bom-senso e este raramente vem com posições a quente, e aquele é preciso para se tomarem as decisões adequadas nesta matéria.

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