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Posts Tagged ‘SATA’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo

UMA DÍVIDA COM RISCOS PARA A AUTONOMIA DOS AÇORES

A novela produzida pelo Governo dos Açores em torno da SATA é uma série tão má que nem as novelas mexicanas, dobradas em português brasileiro, que as televisões em Portugal já nem passam, conseguiam ter pior nível e credibilidade que a história contada pelos governantes regionais e administradores desta empresa pública aérea açoriana. Há muito que penso em deixar de falar da SATA, mas as notícias que saem sobre esta são tão assustadoras e as declarações dos seus responsáveis são tão irresponsáveis que se torna impossível ignorar o assunto.

Na Autonomia Regional, a SATA foi estruturada para servir os Açorianos como um dos braços estratégicos de unidade interna e elo de ligação da Região com a diáspora, por isso é, em grande parte, suportada com dinheiro público vindo do bolso dos Açorianos, dos Portugueses e, mais tarde, dos Europeus, só que está a transformar-se numa das grandes ameaças à própria Autonomia, talvez só ultrapassada pelo perigo da opção política centralista do Governo Regional na gestão dos Açores.

Desde que a SATA passou a ser mais um meio de ação de propaganda do Governo do que uma ferramenta ao serviço dos Açores a subida dos seus prejuízos financeiros foi exponencial e tornou-se num filme de terror em termos de viabilidade. Após os angustiantes prejuízos de 14 milhões de euros em 2016, estes ascenderam a uns assustadores 41 milhões em 2017 e no corrente ano já alcançaram a soma aterradora de 14,7 milhões no primeiro trimestre mais 38 milhões no segundo, o que totaliza 52,7 milhões de euros só nestes seis meses e os défices nos transportes aéreos para fora dos Açores, feitos pela Azores Airlines, já contaminaram as contas das ligações interilhas. Importa ter em atenção que os prejuízos desta empresa pública ocorrem já depois dos muitos milhões de euros pagos a ela pelo Governo dos Açores: 35,6 milhões em 2017 e 49 milhões em 2018, devido às prestações de serviço público em várias valências assumidos pelo grupo SATA. Assim, neste prejuízo não se está a falar dos custos do serviço público, mas nos défices das loucuras vindos depois das compensações financeiras calculadas para pagar o justificável serviço público.

Contudo, o pior é que após tal descalabro a Secretária Regional da tutela veio assumir que não tem um Plano de Viabilidade Económica para a SATA, algo que revela a irresponsabilidade desta e do Presidente do Governo. Mesmo assim, têm o desplante de dizer preverem reduções na ordem dos 40% a 50% até 2020 na Azores Airlines e que em 2021 todo o grupo alcance resultados equilibrados. Agora pergunta-se: depois deste descalabro incontrolado e após se declarar que não se tem um plano de viabilidade para a empresa, qual a credibilidade que merecem previsões destas? Torna-se evidente que tomam muitos Açorianos por parvos, pois sem plano tal expetativa não tem nenhuma credibilidade, é poeira atirada aos olhos das pessoas para as cegar.

Um dia este descalabro vai ser pago por alguém, se politicamente correr bem, talvez se invoque a solidariedade do Continente, disfarçando os erros desta má gestão com os custos da insularidade, ou se peça mais fundos à União Europeia, invocando a ultraperificidade, e ninguém irá preso por esta vergonha, incompetência e irresponsabilidade. Mas se a desculpa não pegar? Arriscamos que a falência dos Açores se siga à da Madeira depois do que por cá se disse de Jardim. É que por aqui ninguém aprendeu nada com as bancarrotas que certos governantes cavaram no Continente e na Madeira e se isto correr mal será a própria Autonomia a ficar comprometida.

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Quando se diz que a nova assessora de imprensa da SATA vai ganhar 7 mil euros mensais que, a ser verdade, é um salário pornográfico e vai contra a dignidade dos Açorianos que pagam os seus impostos para esta empresa pública regional falida, pior ainda por prestar um mau serviço diário aos seus utilizadores e, ao mesmo tempo, se dá notícia que esta mesma SATA negoceia um pacote financeiro, é legítimo que a pergunta do título tenha sido feita.

A agravar ainda mais, quando continua no segredo dos deuses as negociações de venda da Azores Airlines do mesmo grupo à empresa de aviação islandesa  Loftleiðir-Icelandic cujos resultados demoram em ver a luz do dia, o que faz temer o pior em termos de defesa dos interesses dos Açores.

Contudo a verdade é que há décadas os governantes açorianos comportam-se como Donos Disto Tudo e o DDT só serve mesmo para envenenar o ambiente onde se mete…

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Bem dizia eu no Incentivo que mudaria o Presidente da Administração da SATA, mas que não previa grandes mudanças no serviço desta empresa ao Faial pois isto era uma estratégia do Governo dos Açores. Se antes deixou de pegar a desculpa de com bom tempo dizer que era o mau tempo. Agora a moda é: falta de tripulação técnica. A mesma má-vontade a mesma má gestão o mesmo mau serviço ao Faial.

Entretanto já conheço pelo menos já duas pessoas que perderam consultas médicas a que iam amanhã… para isto não há indemnização da SATA que pague o transtorno que pode provocar às pessoas pela sua má gestão.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo a falar de vários assuntos e um alerta final.

VIAGEM POR VÁRIOS ACONTECIMENTOS DESTES DIAS

A entrada no verão costuma dar uma acalmia aos temas políticos, mas as últimas semanas foram férteis de acontecimentos: desde a aprovação em bloco das recomendações ao Governo de Portugal para a ampliação da pista da Horta, que já falei aqui no Incentivo por ser o assunto que considero exigir maior atenção dos Faialenses; passando pela demissão de Paulo Menezes de Presidente da Administração do Grupo SATA; indo ao escândalo da reportagem da TVI sobre o tratamento de pessoas nos cuidados continuados em duas IPSS nos Açores e chegando à proposta da aquisição da Loftleidir de 49% da Sata Internacional; não faltam temas neste momento.

Não volto ao primeiro pois já recomendei a necessidade de vigilância dos Faialenses na questão da ampliação da pista e não se sintam reconfortados pois foi bem mas não se alcançou ainda nada.

No que se refere à demissão de Paulo Menezes da presidência da SATA, tendo em conta que penso que ele foi apenas o rosto da estratégia do Governo dos Açores nos últimos anos a sua saída, após serem conhecidos os resultados financeiros negativos dos últimos tempos da empresa, apenas o torna o rosto oficial desse endividamento, mesmo que tal descalabro seja da total responsabilidade da estratégia imposta pelo executivo de Vasco Cordeiro. Já sobre o mau serviço da Azores Airlines ao Faial, quem nomeou o demissionário continua a ser quem manda e por isso nada de distrações, pois quem não queria servir bem esta ilha é quem continua ainda a “mandar” na realidade.

Sobre o escândalo da reportagem da TVI, se é certo que já havia fumo fraco a vir a público sobre esta matéria, a verdade é que jornalismo de investigação profundo feito nos Açores para este caso e outros não houve antes. Isto parece ter muito a ver com a sensação da existência de constrangimentos à verdadeira liberdade de expressão e denúncia no Arquipélago. Temos meios de comunicação com dificuldades financeiras e a necessitar de subsídios do poder para sobreviver, mesmo sem o Governo precisar de pressionar às claras, isto pode limitar que os jornalistas se sintam encorajados a serem um contrapoder a quem os subsidia, por isto dificilmente formam um quarto poder como os verdadeiros agentes que denunciam informação sensível à sociedade regional.

Quando à Loftleidir, neste momento nem sabemos o que a empresa propôs, mas se esta tiver de facto plena vontade de conciliar o verdadeiro bom serviço público aos Açorianos na área dos transportes aéreos com rentabilidade financeira da SATA poderá provocar uma revolução no setor. Será que assistiremos a este milagre? Enquanto o negócio estiver no segredo dos deuses do Governo dos Açores será impossível perceber o que aí vem ou se o negócio chegar mesmo ao fim.

Enquanto não sabemos se o Governo dos Açores vai de facto ter uma estratégia de servir bem o Faial com a Azores Airlines ou se a Loftleidir vai de facto e como fechar o negócio, resta-nos aproveitar a Semana do Mar, cuja suja estrutura pouco muda, sendo outra vez mais do mesmo, mas sem dúvida que é um bom momento para convivermos e nos divertirmos na cidade da Horta.

Boa Semana de Mar, mas que os folguedos não impeçam de se ficar atentos ao que se anda a definir para o futuro do Faial

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Politicamente há muito que Paulo Menezes é um pau-mandando do Governo dos Açores na gestão da SATA, este há anos que só se faz disparates com a empresa apenas com objetivos de ganhos políticos de curto-prazo. Como consequência, em 2017 o grupo acumulou 41 milhões de euros de prejuízo, só que o Governo usa o seu pau-mandado como bode expiatório, substituindo-o apenas para disfarçar as suas responsabilidades políticas na interferência na empresa.

Não é que Paulo Menezes pela incapacidade de enfrentar o Governo, a falta de assumir mesmo o papel de gestor da empresa e ainda por se ter deixado manipular como testa-de-ferro dos inimigos do Faial não merecesse mesmo ser demitido, mas o meu protesto é  político. Esta demissão foi apenas para disfarçar a má gestão do Governo dos Açores pelas consequências da sua interferência na gestão do grupo SATA.

Quem deveria ser responsabilizado por este descalabro financeiro e tem as costas quentes pelo sistema político vigente, que o permite destruir a SATA e responsabilizar um pau-mandado, é o próprio Governo dos Açores.

Paulo Menezes no seio deste conflito de interesses politiqueiros do Governo dos Açores é a vítima onde parece que nem sua saúde resistiu ao embate. A verdade é que se tivesse sido um Homem com H grande, ele mesmo se teria demitido e tornado público os motivos reais deste descalabro, assim é apenas mais um medíocre pau-mandado que ficou pelo caminho sem honra nem glória devido às manipulações do poder político com recurso aos seus boys.

Espero ao menos que o caso sirva de lição a quem vai entrar agora com Presidente do Grupo SATA e que tenha a coragem de ver e servir o Faial com a atenção e justiça que esta ilha merece.

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Quase não há semana em que algo que envolva a SATA não acabe comprometido: desde viagens que não se fazem com desculpas esfarrapadas, a pretensas negociações de aquisição que vão bem e não se fecham, até operações que não se assegura no prazo. A administração nunca é responsabilizada e de facto a culpa é da tutela: o governo dos Açores está paulatinamente a destruir a transportadora e a sua credibilidade.

A administração parece aquele fantoche que está em cena apenas para servir de escudo dos maus, mas se um fantoche real não pensa e se na SATA alguém faz figura de fantoche de forma consciente é porque não tem vergonha de dar a cara enquanto vai assistindo à destruição da transportadora aérea pública regional.

Agora foi a situação do avião cargueiro, na Madeira o consórcio sabe operar, mas nos Açores lá tropeçou na SATA e esta é uma caixinha de imprevistos que já nem poupa São Miguel…

Quem pensou que o mal da SATA se iria restringir apenas a ilhas pequenas agora já começa a sentir os efeitos do veneno que mata aquela empresa

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Protesto pelo mau serviço da Azores Airline a garantir os voos Horta-Lisboa-Horta, mas as cenas de hoje na SATA inter-ilhas mostram que má gestão tem reflexos do topo à base. Desde passageiros a recomendarem calma a trabalhadores, mau apoio a passageiros em trânsito, anúncios a 15 minutos de atraso que se repetiram por hora e meia, até a retirada de passageiros do avião por perda de ligação, tudo num só dia sem mau tempo.

Começou a tribulação em Ponta Delgada ao ouvirmos a cada 15 minutos um atraso de mais 15, ora por falta de chegada de equipamento, ora por razões operacionais e no avião o piloto deu ainda uma desculpa diferente, com isto ter-se-ia chegado à hora e meia.

Mas eis que o avião já pronto a partir começou a saga de se retirar passageiros que na escala seguinte tinham ligação internacional na Terceira e o atraso lá se esticou novamente e alguns das pessoas já acomodadas lá foram para a rua.

Na Terceira, o apoio humano para desviar atempadamente os passageiros em trânsito não estava no percurso das pessoas, mas sim depois daqueles que seguiram à primeira a indicação no tecto pouco visível, os que não se enganaram lá receberam os sorrisos dos trabalhadores enquanto outros, muitos deles sem serem de expressão lusa ou inglesa, seguiram a fila em frente em conjunto para apanhar bagagem e tiveram que se reorientar sem qualquer apoio quando deram pelo engano.

À reentrada do avião finda a escala lá um trabalhador que se exaltou com um passageiro que não lhe compreendeu à primeira o sinal difícil compreensão para os não habituados a estas andanças da indicação de que não podia passar por baixo da asa, bem que depois o cidadão lhe recomendou calma que o trabalhador insistia, para perturbação dos outros que nada tinham a ver com o assunto, em dar sermão gratuito em público.

Tudo isto será cartaz para os Açores serem promovidos pela SATA e Governo dos Açores ou então desincentivo para que os turistas deixem de visitar aquilo que de São Miguel se chama “as ilhas”?

Estou convencido que é simplesmente o alastrar do caos resultante de uma má gestão de uma empresa pública que faz fretes políticos em vez de colocar o serviço público em primeiro lugar.

Pessoalmente não fui prejudicado, por isso não reclamei, mas do descontentamento com o que vi não me livrei.

 

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