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Posts Tagged ‘Governação’

Foi insultuoso ver no Parlamento dos Açores Vasco Cordeiro a  não se comprometer com nada da ampliação da pista da Horta e ainda responder, a um deputado do PSD eleito pelo Faial, de modo a colocar muitos Açorianos contra os Faialenses com a frase “e lamento que a sua posição seja a de querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha do partido que o senhor suporta“. Não questiono a acusação que tem razão de ser, mas é um insulto à inteligência o Presidente do Governo dos Açores escudar-se em erros do passado para o não corrigir. Contudo, o pior é mesmo o Presidente do Governo dos Açores tentar dividir o Povo deste Arquipélago perante uma justa reivindicação dos Faialenses.

Considero esta atitude uma afronta a todos os Faialenses, inclusive aos votantes  e eleitos pelo PS nesta ilha que dizem estar ao lado deste projeto, quando agora fica claro que Vasco Cordeiro desistiu de se envolver neste empreendimento e reivindicação do Faial e prefere apenas acusar o passado em vez de resolver a questão do aeroporto no presente.

É muito pouco dizer que levou o assunto ao atual Primeiro-ministro António Costa, deixando claro que ele Vasco Cordeiro fica de fora pois considera que agora o investimento seria um encargo para os Açorianos não Faialenses. Uma nojeira, uma baixeza senhor Presidente do Governo dos Açores, nunca me lembro de antes um líder máximo regional utilizar argumentos divisionista no Arquipélago que preside em relação a parcelas do Povo a que governa.

Agora, perante este lavar das mãos, o Presidente da Câmara da Horta fica sozinho neste momento em que dizia estar a reivindicar o projeto para o seu concelho, pois é claro que não tem a solidariedade do seu partido a nível Açores. Recordo-se que na reportagem não há um único elemento em que Vasco Cordeiro assuma, muito menos prove, que ele aquando da privatização fez então algum esforço perante Passos Coelho para salvaguardar aquilo que ele agora considera ter sido o tempo oportuno para o fazer. Mesmo assim Vasco Cordeiro não se compromete em corrigir também o seu erro e fica aqui o meu protesto perante esta sua atitude.

Nota: Reportagem sobre este assunto a partir do minuto 13 e 30 segundos do Telejornal da RTP-Açores.

 

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

TURISMO – O PORQUÊ DO FAIAL EM MÁ MARÉ

Quando se alterou o regime de ligações aéreas entre os Açores e o Continente há cerca de três anos, abrindo-o às empresas de aviação de baixo-custo nos aeroportos de Ponta Delgada e da Terceira com reencaminhamento para outras ilhas a custo zero e mantendo-se o serviço-público para as restantes “gateways” da Região: Horta, Pico e Santa Maria; perspetivou-se que o turismo nos Açores iria crescer substancialmente em São Miguel e que este “boom” se propagaria por todo o Arquipélago. Infelizmente, várias notícias recentes têm deixado claro que a realidade se tornou bem diferente das previsões de então para o Triângulo e, sobretudo, para o Faial.

Sou de opinião que se os princípios estratégicos iniciais tivessem sido seguidos, talvez a abrangência regional daquele crescimento se concretizasse, mas a política de transportes e de promoção turística que se fez a seguir nos Açores, com o apoio do Governo Regional, subverteu descaradamente as premissas daquele projeto de ligação aérea entre a Região e o exterior.

Efetivamente, as campanhas para se visitar a Região centraram-se quase só em São Miguel. Mais, quando se consulta rotas entre o Continente e os Açores fica-se com a ideia de que os preços anunciados são da ligação entre Lisboa/Porto para Ponta Delgada e sem os reencaminhamentos a custo zero para outras ilhas. Pior ainda, com muita frequência se deduz que a empresa pública regional SATA oferece no portal aos passageiros que queiram chegar ou partir da Horta preços mais baratos se estes fizerem escalas noutros aeroportos regionais e no fim entrar ou saírem dos Açores através do aeroporto João Paulo II, tornando assim menos apelativa a opção Horta ou Triângulo como destino turístico final a quem consulta e não está previamente informado das regras do sistema de transportes aéreos entre o Continente e este Arquipélago.

Mesmo assim, na internet continua-se a ver micaelenses a criticar investimentos estruturais no Faial, como o do aeroporto, com o argumento de que a sua grande ilha vai financiar esses custos, como se os Açorianos das restantes ilhas já não estivessem a contribuir no dinheiro injetado na promoção centrada em São Miguel, nas suas estradas e marinas vazias e ainda as rotas deficitárias da SATA entre Ponta Delgada e o estrangeiro sem nada ter a ver com a nossa diáspora ou como se a solidariedade para aquela ilha fosse obrigatória e de sentido único.

Assim, não admira que neste período de férias da Páscoa, mesmo depois da maior oferta de camas em São Miguel, a RTP-Açores na Sexta-feira Santa informasse que a ocupação hoteleira nesta ilha rondava os 90%, enquanto o Faial se quedava por 60% nos maiores hotéis, ficando mesmo por uns míseros 10% em certas residenciais. Estes maus resultados, infelizmente, não são acidentais, são mesmo fruto desta estratégia do Governo de concentrar o turismo, sobretudo, em Ponta Delgada.

Se é certo que o canal televisivo não fez referências naquele dia a outras ilhas, nomeadamente do Triângulo, a verdade é que circularam noutros espaços dados estatísticos dos últimos tempos referentes ao crescimento do número de passageiros nos aeroportos do Arquipélago e onde Faial, Pico e São Jorge apresentam dinâmicas muito abaixo da média regional e, claro está, esta é bem inferior ao grande aumento observado em São Miguel.

Estes dados não seriam ofensivos se a culpa fosse só nossa e houvesse uma estratégia promocional dos Açores onde o Faial e o Triângulo fossem tratados em pé de igualdade com outras ilhas, mas eles são fruto de um tratamento desigual. onde, não só a Horta, como o Pico e São Jorge, além de ignorados, são até desfavorecidos em termos de preços e de ligações diretas e ainda assistimos aos esforços da SATA em reduzir o número de ligações aéreas a esta ilha, até com recurso a estatística de ocupação dos aviões com critérios selecionados para maltratar o Faial.

Alerto que este mau tratamento ao Faial também teve cúmplices nesta ilha, mas também me parece que a maioria dos Faialenses já despertou e viu isso e mesmo muitos dos que antes pactuaram nesta estratégia agora sentem-se na obrigação ou, no mínimo, forçados a reivindicar mais alto por esta terra e sub-região turística para estancar o enfraquecimento económico a que assistimos ao longo dos últimos anos ou segurarem votos em futuras eleições.

Esta mudança de comportamento de alguns nos últimos meses talvez já não apague todas as sequelas das atitudes subservientes do passado, mas, arrependidos no seu íntimo ou apenas em fachada, importa que os Faialenses reúnam todas as forças para reverter o mal, antes que seja demasiado tarde, porque os adversários do Faial são muitos e estão até em quem governa os Açores.

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Os deputados do PSD-Faial querem a substituição do Conselho de Administração do Hospital da Horta, sem excluir a possível culpa de elementos deste, penso que o maior problema está acima desta equipa, pois é mesmo o Governo dos Açores que já há 4 anos propunha a saída da Horta de especialidades, como a tão necessária oncologia. Assim a mudança pode disfarçar, mas o grande adversário é mesmo quem tem o poder de o nomear, outro pode até resistir mais ou menos, mas fica sempre dependente de quem de facto quer esvaziar este estabelecimento, enquanto em paralelo faz obras como manobra de encher o olho para enganar os Faialenses.

Assim, os Faialenses mais do que mudanças de nomes, têm é de se unir e exigir ao Governo dos Açores que mude de estratégia para que passe a tratar os habitantes das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo, bem como alguns de São Jorge que optam por esta unidade de saúde, com o merecido cuidado e atenção, sem estratégias ocultas de esvaziamento do Hospital da Horta, muitas vezes com a ajuda de boys faialenses manipulados por governantes regionais para assegurar cargos na administração e no poder.

Mudar as formigas obreiras de baixo, deixando os chefes inimigos em cima a organizar a sua estratégia de ataque, terá mais cedo ou tarde o resultado que não interessa para o Hospital da Horta.

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Quando se contestou o projeto que retirou os bancos vermelhos tradicionais do Jardim da República, acusava-se os críticos de não estarem abertos à modernidade do novo mobiliário… uns velhos do Restelo! Agora, a Câmara Municipal faz a inauguração da colocação ali de bancos iguais aos antigos. Assim, se veio dar razão aos que antes denunciavam o mau projeto do município e provou-se o desperdício de dinheiro com mobiliário. Só não houve a humildade do Presidente da Câmara em assumir que os críticos tinha razão, como têm tido muitas vezes, apesar de habituados à negação da realidade do Autarca quando chamado à razão por outros  que não do seu partido.

Claro que quem tem olhos na cara percebe que o Município fez propaganda quando cometeu o erro e faz agora, em anos de eleições e descaradamente, nova propaganda para desfazer o seu erro, só que o dinheiro público que se perde nesta propaganda não é de quem o desperdiça e se considera bom gestor, mas nosso.

Felizmente, que se corrigiu uma asneira denunciada que descaracterizou durante anos um dos espaços públicos mais bonitos da cidade.

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Não haja dúvida, António Costa é um caso de estudo, pois consegue liderar um Governo minoritário do partido mais europeísta de Portugal, o PS, e consegue assegurar o apoio do BE, que quer preparar o País para  este sair do Euro, e da CDU, que nunca desejou, nem quer estar ligado a esta União Europeia e de onde vem grande parte do dinheiro que mantém o sistema políticoeconómico nacional sem colapsar.

Em contrapartida, a oposição a Costa vem precisamente dos partidos que comungam do mesmo objetivo central do PS: preservar Portugal numa economia de mercado livre, integrado na  União Europeia e na NATO, sendo que esta foi mesmo criada para combater os Estados que tinham os modelos políticos defendidos pela CDU e BE.

Esta capacidade de Costa, não sei se é sustentável para sempre, mostra um engenho político notável do atual Primeiro-ministro: une interesses opostos e sem nada em comum e abafa concorrentes que têm objetivos semelhantes e métodos pouco diferentes. Por isso não admira que, com esquemas ou sem eles, o atual Governo tenha conquistado sucessos imprevisíveis face à incompatibilidade da sua base de apoio, mas presumo que é o perigo destes interesses opostos que espreitam nos apoiantes do Executivo que faz Marcelo agir como um manto protetor a esta solução à partida impossível de se conciliar, mas que pode conseguir mesmo o que não era viável de outro modo e sem uma CGTP comprometida e maniatada a esta geringonça que de facto tem funcionado.

Não admira o desnorte de Passos, mas penso que as energias que dispensou contra a atual solução sem dar o benefício da dúvida que cimentou interesses tão opostos à esquerda no Parlamento e Costa maquiavelicamente de novo soube explorar muito bem esta estratégia da direção do PSD em benefício próprio e para preservar o apoio que precisava fazendo o contrário das muitas coisas que o BE e a CDU sempre defenderam e dizem defender.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

NOVA OPORTUNIDADE PERDIDA NO FAIAL

Não nego que neste momento não estejam várias obras em curso no Faial, mas entre aquelas que se concluíram há pouco tempo já é visível que quando se faz um investimento nesta ilha nunca se aproveita a oportunidade para resolver as coisas como deve ser.

Tem escassos meses a beneficiação da Estrada Príncipe Alberto do Mónaco, que entronca com as ruas Mestre Feijó e Ilha Azul nos semáforos, o local onde se se situa um dos cruzamentos mais movimentados da cidade e, sem dúvida, aquele que ao longo dos últimos anos tem apresentado os maiores problemas de fluidez de trânsito na Horta. Só que, apesar do ordenamento na envolvente do hospital e da intervenção nesta estrada regional, novamente se desperdiçou a oportunidade de se resolver ali os engarrafamentos e a insegurança, dado os acidentes que já fizeram história naquele local.

Infelizmente, neste momento a situação está mais emperrada junto àqueles semáforos do que antes das obras e não me venham dizer que é por causa da interrupção de trânsito na Rua Cônsul Dabney, o motivo principal foi o de não se ter aproveitado as várias recentes obras na zona para se corrigir a situação.

É má a desculpa de que as vias que ali se cruzam não têm largura suficiente para ter três faixas de modo a disponibilizar uma para quem vai virar à esquerda e os semáforos puderem, deste modo, regular bem esta mudança de direção sem impedir o avanço dos que pretendem ir em frente ou virar à direita, pois há terrenos da Região em duas das esquinas, pelo que se poderia ter criado uma solução segura e fluída para a circulação de viaturas e peões. Mas o Governo dos Açores, desde há muitos anos, quando investe no Faial faz sempre obra insuficiente com o mínimo de custos, embora com o máximo de gastos em propaganda, e este caso não foi diferente. Nada muda na forma de menosprezar os Faialenses! Infelizmente, as vozes no poder do Faial parecem ter todas mentes pequenas e não conseguem lutar por esta ilha com uma visão em grande e de longo prazo.

Fizeram obras bonitas para a circulação de passageiros no porto da Horta e criaram um cais norte, mas encolheram a sua baía para poupar dinheiro, ao mesmo tempo que investiam em grande numa infraestrutura de transporte noutra ilha. Perderam então a oportunidade de termos um porto à medida das necessidades futuras. Para Faialense encher os olhos, mas, como de costume, eles pensaram em pequeno para nós. Apesar disto não quiseram aprender com a asneira.

A seguir fizeram uma bela obra de substituição de um dos blocos do hospital danificado pelo sismo de 1998, mas em paralelo iam-se reformando especialistas e desperdiçava-se a oportunidade de negociar com outros para vir para cá. Assim, vamos ficando cada vez mais limitados a médicos que passam a residir noutras cidades. Novamente encheram os olhos dos Faialenses com a arquitetura de um bloco moderno, mas diminuíram os serviços de saúde prestados permanentemente aos habitantes destas ilhas de baixo. Como de costume, fizeram a mesma asneira.

Agora, no cruzamento dos semáforos da Príncipe Alberto do Mónaco, os atuais engarrafamentos são já a última prova de que nada mudou na forma como o Faial continua a ser desprezado mesmo com investimentos, outra oportunidade perdida por o Governo dos Açores insistir na mesma asneira de não fazer as coisas como devem ser feitas.

Apesar da denúncia desta situação ao longo de vários anos, a verdade é que os políticos no poder desta ilha insistem em desculpar esta forma de agir e não deixam de pensar em pequeno para o Faial. Contentam-se com intervenções diminuídas e insuficientes à nascença. Assim, vamos assistindo à continuada insuficiência ou inadequação dos projetos que se construem por cá e os líderes locais continuam a não aprender nada com os erros do passado. O problema deve estar mesmo em terem mentes pequenas, pois, após tantas décadas, ainda acreditam no “small is beautifull”, por isso continuam a desperdiçar oportunidades quando se investe nesta ilha e até nos mais recentes fazem fachadas bonitas que escondem a pequenez e a deficiência do que por cá se faz.

Infelizmente há gente que sabe explorar esta pequenez em líderes faialenses para prosseguir a decadência da ilha, disfarçada em obras que até lhes podem assegurar votos, mas que, ironicamente, eles sabem à partida que não irão resolver os problemas de fundo e antigos do Faial.

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O meu artigo de opinião de hoje no jornal Incentivo.

SERVIÇO DE SAÚDE, APESAR DO DISCURSO, DEGRADA-SE NO FAIAL

Já neste mês de março, li uma notícia num meio de comunicação social da internet que: enquanto o Secretário Regional da Saúde garantia a uma Comissão do Parlamento Regional que o serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV) no Faial estava assegurado das 8 da manhã até à meia-noite, o mesmo estava de facto a ser interrompido entre as 16 e as 19 horas por falta de condutor.

Este tipo de contradição sobre o nível dos serviços que um responsável da Administração dos Açores diz que se prestam no Faial face ao que se passa na realidade é cada vez mais frequente, sobretudo, para quem conhece as situações por dentro que ocorrem na nossa ilha ou pela experiência dos utentes desses mesmos serviços públicos.

Venho ouvindo cada vez mais lamentações de doentes que dizem estar a aguardar uma consulta de um médico especialista que virá ao Faial, pois o profissional que acompanha o seu problema e com quem a instituição de saúde da nossa cidade tem um acordo reside e trabalha num hospital de outra terra que não na nossa ilha.

O que se está a passar agora com as especialidades de Oncologia e de Hematologia, as áreas da medicina que abordam respetivamente as doenças cancerosas e as do sangue, vai pelo mesmo caminho. Isto porque os dois médicos que aqui residiam e trabalhavam, após anos de elevada dedicação e de relevante trabalho prestado às nossas gentes, chegaram à sua idade de aposentação, e se um, entretanto, assegurou ainda por mais algum tempo a continuidade do seu serviço no Hospital da Horta, era evidente que esta situação não seria eterna e agora chegou a vez de ambos gozarem a merecida reforma. Enquanto isto, a administração dá a entender que passaremos à prestação de serviço por especialistas que trabalham fora do Faial que, deste modo, esporadicamente virão à Horta para, ocasionalmente, atender às necessidades dos doentes desta zona do Arquipélago.

Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Não é a mesma coisa, nem fica assegurada igual qualidade de serviço que poderia ser prestada por um médico especialista cujo local de trabalho e de residência seja permanentemente na Horta. Sei isto por experiência, há 30 anos, muito tempo antes do hospital desta terra atingir o seu máximo de serviços que já prestou, eu próprio fui forçado a mudar-me para Ponta Delgada para que o profissional de saúde que cá vinha pudesse assegurar em continuidade a atenção que o meu pai então carecia e não quero que outros agora voltem a passar pelo mesmo suplício, isto depois de tal lacuna já ter sido colmatada e agora voltar-se atrás.

Felizmente, depois dele, o Hospital da Horta aumentou as suas valências e outros doentes oncológicos e renais já não tiveram de sair do Faial e do Pico para receberem a assistência médica continuada requerida, mas desde há alguns anos e após este pico de serviços, eis que paulatinamente tem-se sentido um esvaziamento progressivo desta instituição de saúde e, tal como o Secretário Regional, os responsáveis dizem sempre que está tudo salvaguardado e previsto, só que a realidade que os Faialenses sentem não é essa.

Embora em algumas outras áreas os cidadãos possam por si procurar soluções alternativas para compensar as lacunas que o Estado tem no seu sistema prestação de serviço público, por exemplo, pode-se ser autodidata no ensino ou fazer treino desportivo individualmente, na saúde é impossível ser o doente a autopropor-se acompanhar e tratar da sua doença, tem de ser mesmo um médico e, nos casos mais sensíveis como a oncologia, deve ser um acompanhamento presencial e em continuidade, o que não é compatível com visitas programadas de acordo com um calendário genérico pré-estabelecido pelo hospital com um profissional que reside e presta o seu serviço na maior parte do tempo à distância e separado por um mar e só transponível com a deslocação do doente por avião e frequentemente mudança de residência de quem já está debilitado.

É cada vez maior o desfasamento entre o que os responsáveis políticos e administrativos dizem para a comunicação social faialense na área da saúde e o que se passa na realidade, tal como ocorreu no caso do SIV, onde os condutores vêm de outra ilha para assegurar o serviço e por isso ele esteve interrompido quando não devia, o que parece cada vez mais evidente vir também a acontecer com maior frequência e em mais áreas de especialidades médicas no Hospital da Horta por esses profissionais residirem no exterior.

Este é mais um problema em relação ao qual o povo Faialense não se pode acomodar face aos discursos dúbios que procuram transmitir a ideia de que está tudo bem enquanto se trilha um caminho para piorar o serviço público de saúde prestado no Faial.

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