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Posts Tagged ‘José Seguro’

Chocou-me o comportamento oportunista de António Costa ao deixar queimar em lume brando António Seguro, quando o caminho oferecia riscos e não se candidatando a líder do seu partido, para depois trair o seu Secretário-Geral e os eleitores alfacinhas ao se propor a líder da oposição a partir do momento em que tudo parecia facilitado para o Secretário-Geral vir a ser entronizado como vencedor sem espinhos das próximas legislativas, apenas porque já só se punha em questão a dimensão da futura vitória do PS.

Apesar de tudo, não tenho tido dúvidas de a traição de Costa será perdoada face ao ódio a Passos, só que, ao contrário da Quadratura do Círculo, onde as suas críticas ao Governo são sempre apoiadas e ampliadas por Pacheco Pereira, ao abrir-se ao País, o atual Secretário-Geral mostrou-se vazio de ideias próprias, limitando-se a um jogo de cintura entre o declarar o que os Portugueses gostam de ouvir: o fim da austeridade; e o dizer que desfazerá tudo o que até aqui foi impopular, sem mostrar medidas compensatórias alternativas.

A verdade é que se Relvas criou condições para Costa reduzir as dívidas da sua Câmara, quando esta não era escrutinada e com isso tentou tirar louros só para si, embora, já tardiamente; ao liderar a oposição veio ao de cima a imposição prática de medidas habituais dos políticos quando estão no poder: taxa turística, jogadas de apoios a clubes em prejuízo do erário público, a incapacidade face ao problema das inundações e ao tirar do centro da cidade os carros mais antigos, normalmente pertencente aos mais pobres que ficam com a sobras da renovação da frota assegurada pelos mais ricos.

Em paralelo encomendou um estudo económico a gente independente para apresentar um programa alternativo: elogios e mais elogios, até ao momento que se começou a escrutinar as entrelinhas: aumento da idade da reforma, redução das novas pensões, continuação de cortes apenas com previsão de uma extensão menor se a economia correr de feição e logo António Costa assumiu que as coisas impopulares ainda não estavam aprovadas, só as boas, o que é “ótimo” 😉 para a credibilização de um projeto em debate que se suportava na consistência inicial e pior ainda ao mostrar o lado mais negro de Sócrates (a ameaça de jornalistas que comentassem menos favoravelmente a governação) e veio o SMS ao subdiretor do Expresso dirigido pelo mano Costa que não mostrou a sua solidariedade para com o colega da sua equipa.

Assim, não admira que António e Costa, que perspetivava uma imagem de salvador e de alternativa incontestável, comece a sentir os espinhos: é que Portugal é muito mais que o ódio de Pacheco Pereira e muitos outros a Passos Coelho e hoje as sondagens apontam para que o PS esteja empatado com a coligação PS/PSD-CDS.

Sou dos que acredita, por experiência de vida, na vitória nas legislativas do populismo, oportunismo e da elite lisboeta, mas a verdade é que o Povo já não é tão ignorante para que, face ao descontentamento com Primeiro-ministro, não veja também o desencanto e o vazio de ideias que é o Secretário-Geral do PS.

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No primeiro debate Seguro surpreendeu (mais pela sua combatividade ao adversário pois está habituado aos debates na AR) e eficácia no modo da passar o seu discurso (pois prepara a sua intervenção), enquanto  Costa surgiu com  uma pose de senador incapaz de enfrentar o atual secretário-geral (ter boa imprensa e uma quadratura do círculo sem o combater amolece a capacidade de luta) e não tinha nenhuma mensagem além desta: “eu sou o melhor e pronto! nem preciso de o provar, os outros dizem isso de mim!”, com esta postura, num debate sem ideias e de lavagem de roupa suja, logicamente Costa estatelou-se para surpresa do País e até mesmo de alguns que não assumem isso por serem tendenciosos e apoiantes do ainda presidente da Câmara de Lisboa.

No segundo  confronto Costa meteu a passividade na gaveta e foi ao contra-ataque, obrigando Seguro também a justificar-se na defensiva e como o efeito surpresa já não deu e não tinha argumentos desconhecidos este teve mais dificuldades em se defender e caiu na asneira de fazer o seu conhecido papel de Calimero que transmite a imagem de insegurança e o impediu de captar a confiança do eleitorado, sendo mesmo infeliz nalgumas das suas acusações como a da janela. Este debate foi mais político, mas não houve de facto qualquer ideia nova, viu-se que os dois candidatos assumem estar contra a impopular austeridade, só que nenhum tem qualquer solução alternativa na sua mão para arrancar o crescimento económico, estão ambos amarrados ao tratado orçamental, reféns de uma dívida monstruosa num país falido e com um estado-social insustentável. Assim, apenas lhes restam dizer banalidades e assumir que os argumentos de um quando ditos pelas palavras do outro não são originais, para disfarçar o seu vazio. Ambos esperam que a Europa tenha piedade de nós e nos dê uns “jeitos” antes que Portugal colapse mesmo.

Assim, ficou evidente que Costa não é tão bom como o vendiam antes, mas deverá ganhar no somatório de alguns milhares de militantes e simpatizantes do PS, estas primárias foram uma guerra interna que não deu esperança ao resto do País como os debates puseram a nu, só que o ganhador já estava garantido à partida.

No saldo destes dois debates ficou evidente que à desilusão do Governo de Passos Coelho não há um líder opositor europeísta com soluções alternativas credíveis para as mostrar ao Portugueses, eu até desejava que surgisse um político bom nesta crise. Mas é confrangedora a falta de ideias e continua assustadora a malha de interesses nos partidos com responsabilidades governativas que impedem a cooperação entre eles para se encontrar soluções adequadas para Portugal.

Depois de tudo isto, suspeito que praticamente ninguém ficou convencido a sair da abstenção para vir votar PS. As franjas populistas e extremistas vão continuar a atrair ainda mais os descontentes que se dignam votar, os únicos que dizem coisas diferentes mesmo que utópicas ou revoltantes. O centro-direita descontente e flexível ver-se-á indeciso entre a abstenção ou ser fiel aos seu partido mais tradicional, quer seja o PSD ou o CDS, coligados ou não e a direita liberal e os militantes manter-se-ão tendencialmente fieis às suas famílias. No fim teremos uma legislativas com os votos repartidos por numerosas forças, dificultando entendimentos e onde a solução para o País apenas poderá vir da boa vontade dos credores de Portugal, do BCE, da União Europeia ou até da Sra. Merkel..

Infeliz Pátria que não é capaz de resolver dentro de portas os seus problemas de forma sustentável e tem de viver de mão estendida!

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Além da menção dos cortes de salários na função pública para além de 2015, considerados inconstitucionais pelo TC, o Governo também optou por não aumentar para o próximo ano em 0,25 pontos a taxa máxima do IVA e em 0,2 pontos a TSU dos paga pelos trabalhadores: duas medidas que eram justificadas como contributos para a sustentabilidade da segurança social.

À primeira vista pode parecer uma vitória dos protestos contra tais aumentos ou uma desistência de Passos, contudo, embora muitos digam que Passos ainda acredita na possibilidade de vencer as legislativas de 2015 e este diga que não desiste de Portugal, sou de opinião que esta opção resulta precisamente destas duas ideias estarem erradas: o Presidente do PSD não acredita que irá ganhar as próximas eleições, mas desistiu de propor as medidas económicas impopulares que acredita para resistir melhor à derrota eleitoral e deixar o próximo executivo com a urgência de corrigir os défices de modo a sofrer um desgaste rápido à semelhança do que aconteceu com Hollande.

Mais ainda, Passos não deve excluir a hipótese de antecipação do ato eleitoral para que o OE2016 seja feita atempadamente , mas tem consciência que as primárias socialistas desgastaram o PS e mostraram publicamente que Costa, tal como Seguro, também não tem soluções inovadoras para o País, apenas se distingue deste por ser melhor orador, ser mais ambicioso no mau sentido que se atribui aos homens que querem o poder e estar mais comprometido com o fiasco de Sócrates (o que pessoalmente considero uma pena, pois anseio alguém que seja competente para solucionar os problemas graves que Portugal enfrenta).

Assim, não se desgastando mais, Passos, que também é Presidente do PSD, entrou no jogo dos interesses eleitorais partidários, protegendo o seu partido e a provável coligação de uma maior humilhação futura e de modo a saírem menos enfraquecidas perante o próximo Primeiro-ministro, cuja estratégia eleitoral enfraquecerá sempre que o atual Governo empurrar com a barriga os problemas para a frente sem tomar novas medidas impopulares.

Quem vier a seguir que arrume a casa a contragosto, já que não houve bom-senso nem boa vontade de entendimento para o que era fundamental fazer na presente legislatura, ficando para o próximo o árduo trabalho de corrigir o sistema.

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Depois de Seguro denunciar que Costa não diz nada diferente do que o atual Secretário-geral do PS já dizia, depois de César esclarecer que nas primárias do PS não importa as diferenças entre Seguro e Costa, deixando passar a ideia que na prática os dois são iguais e só há o efeito sebastiânico do segundo para benefícios eleitorais, eis que agora António Costa de uma rajada esclarece que a sua diferença face ao atual Governo é só de dosagem da medicação

Até dou de barato que Passos possa ter aplicado uma sobredosagem de austeridade, talvez pensando que medicamento a mais gerava uma cura mais rápida e esquecendo que isso poderia ser contraproducente, mas o que ficamos mesmo a saber desde de já é que com Costa teremos uma austeridadezinha, não sei se por mais tempo do que queria o atual Primeiro-ministro e não uma mudança de estratégia e só estamos ainda em período de campanha eleitoral, imagine-se depois na prática.

Seguramente uma desilusão para aqueles que apostavam numa mudança de medicação na gestão da crise…

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Assumo que se estivesse à frente de um grupo ou departamento e achasse que a minha equipa não me apoiava eu próprio me demitia. Pelo que nisto me distingo da resistência de Seguro aos apelos do seu partido para que se demita e considero até auto-destruidor a luta interna que o atual Secretário-Geral impôs ao PS.

Contudo, há uma coisa positiva que pode resultar da opção de Seguro pela primárias: o clarificar as águas das diferenças que estão de facto em confronto entre ele e Costa se este fizer campanha sobre o seu projeto e propostas.

Olhando para o que aconteceu nos últimos dias para as primárias, Seguro conseguiu forçar Costa a apresentar as suas ideias alternativas ou a evidenciar a falta delas às do atual Secretário-geral e expor aos militantes e aos simpatizantes as diferenças existentes ou não do seu projeto para o País. Assim pode ficar claro o inacreditável: não existe nada de novo nas propostas de Costa, mas apenas um maior carisma pessoal, o que a ser verdade é muito pouco para mobilizar Portugueses para além dos militantes e simpatizantes socialistas.

Confesso que por enquanto Costa está a desiludir-me e isso acontece por que Seguro o está a expor aos Portugueses com as ideias do novo candidato e confesso que apesar de não ser nem simpatizante do PS gostaria no seio desta crise de encontrar alguém que me desse esperança nas suas capacidades e ideias para liderar Portugal e o tirar do fosso em que este se encontra.

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António José Seguro transmite insegurança como líder político para gerir um País e nestes três anos limitou-se a dizer banalidades populistas sem nunca definir um programa estratégico de gestão nacional futura dentro das condicionantes e compromissos de um Portugal sem dinheiro que precisa de crédito e anda humilhantemente de mão estendida com tanta ou mais necessidade com que os portugueses pedem apoio ao erário público.

António Costa parece mais bem falante e em Lisboa fez alguns brilharetes com medidas de cosmética e alguma gestão financeira da capital, mas também não lhe ouvi anunciar uma ideia estratégica para Portugal, o único trunfo que lhe conheço é o de consubstanciar um sebastianismo  para vencer as eleições com uma maioria mais folgada que o atual líder socialista.

Na guerra de sucessão entre os dois Antónios ainda nunca ouvi uma ideia nova para Portugal, seria interessante que neste conflito, em vez de discutirem capacidade de ganhar eleições, começassem também a esclarecer o que os distingue de facto em termos de propostas para gerir a curto e médio prazo este País de forma sustentada, que está de facto sem dinheiro, mas com défices orçamentais sucessivos, já que não aceitam cortes nas despesas.

Infelizmente, por norma o original é melhor que o sucedâneo, mas o verdadeiro Dom Sebastião levou Portugal à derrota militar, perda da soberania nacional e desmantelamento do império… o contemporâneo modelo sebastiânico francês já trouxe a maior desilusão política de sempre naquele País… questiono: o que nos poderá trazer diferente António Costa como governante para além da esperança eleitoral que Seguro não garante?

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Já há anos que defendo e até já escrevi aqui no Mente Livre argumentos a favor da redução do número de deputados, tanto ao nível nacional como regional. Inclusive, em anteriores eleições um dos argumentos que falei para a reforma do Estado com poupança de gastos estava mesmo na redução do número de deputados.

Todavia cheira-me a oportunismo eleitoral que perante uma facada nas costas de Seguro, dada pelo camarada Costa, aquele atire ao ar uma proposta nesse sentido quando teve três anos para lançá-la contra o Governo como um medida alternativa de redução de despesas do Estado, até porque já há mais de dois anos que essa porta tinha sido aberta por Passos Coelho e o PS não a aproveitou.

Fica-me assim algumas questões sobre esta proposta agora lançada:

– Não será isto apenas populismo saloio que o inseguro Seguro tirou da manga agora que vê o tapete do poder a ser-lhe tirado quando não esperava para tentar sobreviver numa eventuais primárias?

– Não será uma forma das máquinas do centrão procurarem agora tirar força aos pequenos partidos precisamente quando estes começam a emergir nas urnas ainda antes que estes ganhem poder?

Apesar das dúvidas, congratulo-me por mais uma adesão a uma proposta que eu defendo há muito tempo… até porque considero que a forma dos pequenos partidos tomarem força é conquistando eleitorado e não por excesso de deputados para lhes dar palco no parlamento. Contudo, irrita-me que até mesmo numa medida que considero boa, esta seja retomada quando fica envenenada pela suspeita de populismo e de oportunismo para a sobrevivência de um político medíocre quando houve tanto tempo em que poderia ter sido implementada de forma não viciada.

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Há muito que defendo que tanto o candidato a Primeiro-ministro proposto por um partido numa legislativas, como o detentor deste cargo, não tem de ser necessariamente o líder da força política proponente ou da vencedora nas eleições. Também não se deve impedir que assim o seja.

Assim Seguro ao propor umas primárias sobre quem deve o partido propor a candidato a Primeiro-ministro nas próximas legislativas está a proceder sem entrar em choque com o que eu defendo. Tal como em 2005 não me teria chocado ver Santana Lopes a presidir o PSD sem ele ter ocupado de imediato também o cargo de Primeiro-ministro na sequência da saída de Durão Barroso, havendo então uma maioria parlamentar e sem Sampaio ter convocado eleições e talvez o futuro de Portugal tivesse sido bem melhor se tal opção tivesse sido tomada.

Agora Seguro o que parece que está a fazer é uma jogada de salvação pessoal e da sua liderança individual perante uma revolta interna e uma traição de António Costa e cheira mais a uma contrarrevolta e fuga para frente do que a uma estratégia de bondade do secretário-geral do PS. É que não só na sua estratégia do último congresso socialista, como até na campanha às europeias e ainda na noite dos resultados eleitorais, o atual secretário-geral do PS nunca colocou tal cenário em cima da mesa, como se assumiu como legitimado para se sentir o único candidato alternativo a Passos Coelho a próximo Primeiro-ministro e até já apresentou o programa para o seu próximo governo.

Assim, toda a coerência de Seguro já caiu por terra à nascença e poderia ter-se precavido não apenas pela blindagem dos estatutos do PS, como colocando o cenário de levar o partido a eleições sem ser ele próprio o candidato a Primeiro-ministro e sem ter já apresentado o seu programa de governo pelo partido.

Costa também não sai bem neste papel de oportunista e de facada em Seguro depois de no último congresso ter recuado na sua candidatura a secretário-geral e sem negociou tal cenário… fica assim apenas a ideia de que se sente salvador  e para mostrar denuncia um acordo político e trai o líder que de forma enviesada levou aos seus apoiantes a eleger em congresso. Traidor e salvador não são combinações muito positivas aos olhos de quem necessita de mostrar que é uma pessoa de confiança… mas isto é um problema de princípios e na política a ética tem andado muito por baixo

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Quando se instala um ciclo de crise socioeconómica ou fenómenos marginais de descontentamento político, durante ou perto de fim desta situação surge um vencedor estranho ao sistema eleitoral do passado que depois passado uns meses ou anos esvazia e desaparece quase sem deixar rasto. Só quando surge mesmo a oportunidade de um novo ciclo é que o líder da oposição concentra em si todo os votos contra o poder vigente por força do voto útil

Na crise de austeridade da segunda vinda do FMI entre 1983 e 1985 com um governo de Bloco Central, nasceu o PRD de Hermínio Martinho à sombra de Ramalho Eanes e estranho aos partidos tradicionais… inchou e depois silenciosamente desapareceu, em paralelo e nas europeias de 1984 lá cresceu e teve quase a ser eleito Miguel Esteves Cardoso pelo PPM também com imagem de fora dos partidos tradicionais, mas já não se empolgou em 1989 e o candidato desapareceu de todo da cena política. Curiosamente até venceu Cavaco com menos de 30% dos votos que também se candidatou a fazer oposição à coligação do seu partido no poder e como se viesse de fora da política, reunindo assim descontentamento e uma máquina, mas com um resultado bem escasso, se talvez não parecesse um outsider nunca o cavaquismo tivesse surgido.

No auge do Cavaquismo nenhum partido conseguiu atrair a si o descontentamento exceto o Partido da Solidariedade Nacional que até elegeu um deputado, mas depois desapareceu. O PS só capitaliza o descontentamento com a mudança de ciclo com Guterres.

Durão foi um fenómeno passageiro e autofágico com a sua saída para Bruxelas e a confusão de Santana o poder caiu na mão do bem falante Sócrates… mas com a queda do socratismo o Bloco de Esquerda foi avançando como algo diferente dos partidos tradicionais, atingiu então máximos nacionais e nas europeias e desde de então vem numa degradação acelerada e em risco de desaparecimento.

No declínio do Cavaco para o segundo mandato de Presidente da República que foi eleito com o menor número de votos de sempre lá apareceu o fenómeno Nobre da Costa, que atraiu a esquerda sem ser um ideólogo, mas apenas um humanista vindo de fora dos partidos tradicionais… bastou que na queda de Sócrates se aproximasse da direita tradicional e logo desapareceu de cena por dentro e por fora do PSD.

Com a crise da troika e o descontentamento máximo com o Governo de Passos-Portas mas sem ameaça de mudança de ciclo, como norma não é o maior partido da oposição que capitaliza a mudança, ainda passou muito pouco tempo do socratismo e Seguro não dá confiança, cenário favorável ao fenómeno fora dos nãos alinhados logo surgiu Marinho e Pinto no Movimento Partido da Terra, curiosamente uma pessoa anti-sistema que fala como sendo de esquerda e escolhe um partido de centro direita para se candidatar…. com o tempo suspeito que terá o mesmo destino de Esteves Cardoso/PPM, PRD, PSN, BE, Marinho e Pinto/MPT, por quanto tempo não sei, mas estes fenómenos mantêm-se  inflacionados entre um mandato a dois no máximo… podendo subsistir residualmente por mais algum tempo como o PRD e o BE pela mais elevada representação que alcançaram.

António Costa sabe isto e deixou o primeiro milho para os pardais, para depois atacar pelas costas Seguro para estar na frente quando surgir a oportunidade de mudança de ciclo… resta saber se este papel de traidor não deixará brechas na sua imagem pública.

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A maioria dos portugueses não foram às urnas nas europeias, mas será tão difícil de perceber vendo este rol de incoerências nos políticos quando mostram ânsias de eleições?

Cavaco há menos de um ano deu a Seguro a oportunidade de haver eleições no verão de 2014 caso houvesse entendimento entre o líder do PS e o Governo para criarem uma estratégia consensual para o futuro de País, talvez nem o PS nem o Executivo tivessem alguma noção estratégica sobre como tirar Portugal da crise, mas o certo é que António José Seguro recusou o consenso que teria garantido eleições por agora.

A J Seguro, com base nos resultados das Europeias achou que já estava pronto para ser governo e que Passos e o Presidente daí tirassem as suas ilações, deduzindo-se, demissão do Primeiro-ministro ou dissolução do Parlamento para eleições, mas não apresentava uma moção de censura sua pois isso era um frete ao executivo, mas apoia uma vinda da CDU que se sabe criticar várias das opções centrais do programa europeu deste PS ansioso por eleições.

O Governo teve uma estrondosa derrota eleitoral para as europeias com menos de 30% dos votos, depois de há três anos os partidos que o apoiam terem vencido as eleições legislativas. A CDU teve menos de 15% dos votos e com isso sente-se legitimada para liderar uma situação para gerar um novo ato eleitoral contra a coligação do governo que teve mais do dobro dos votos.

António Costa teve oportunidade  dentro das regras do seu partido de se candidatar há menos de um ano para presidente do PS em condições normais, quando tal era desejado por muitos e quando já se dizia que Seguro não tinha capacidade de arrancar. Recusou em devido tempo e deixou órfãos os seus apoiantes, agora que de facto Seguro venceu sem convencer e que segundo as regras não há eleições, Costa avança com todas as forças a sua candidatura sem haver ato eleitoral.

Seguro quando é dentro do PS e se fala de acelerar eleições tende a responder com uma pergunta: Mas qual é a pressa? Quando se trata do País o PS passa a dia a pedir antecipação de eleições mesmo que as regras digam que não é para já. Quando Costa pede eleições dentro do PS é a direção de Seguro que diz que o partido tem regras e as eleições tem um prazo definido que é no final de 2015.

Por que será que temos 66% de abstenção? Será que estes políticos ainda não perceberam?

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