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Posts Tagged ‘dias comemorativos’

Como nasceram os Estados e as Nações nas diferentes partes do Mundo? Porque uns, apesar de condições naturais semelhantes, são hoje casos de sucesso de desenvolvimento socioeconómico humano e outros colapsaram e deixam grande parte do seu Povo na miséria? É esta abordagem global que Fukuyama faz e interpreta a partir de países exemplos de vários continentes neste livro que vai dos primórdios da humanidade até à revolução francesa e industrial.Fukuyama1

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A partir do início do século XIX as ideias políticas das funções do Estado mudaram substancialmente, a responsabilização dos governantes começou a prevalecer sobre o absolutismo, o sistema liberal e o comunismo confrontaram-se, houve um novo modelo de colonização europeia e uma descolonização que novamente resultaram em casos de sucesso em todos os continente e muitos falhanços, até na Europa, coexistem Estados ricos, pobres, fracos, fortes, totalitários e democráticos e pelo planeta houve países que regrediram e outros progrediram apesar de características naturais semelhantes. Porquê este declínio e o fosso entre tantas nações? É a continuação da análise de Fukuyama da evolução dos Estados nos últimos 200 anos, entrando mesmo no século XXI.

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Tendo em conta a mui antiga tradição das freguesias de Portugal resultarem das divisões administrativas religiosas de paróquia, a Ribeirinha, a que corresponde a Paróquia de São Mateus, escolheu o dia deste santo evangelista: 21 de setembro, para celebrar o seu dia de freguesia.

Apesar de já ter tido muito mais de 1000 habitantes no século XX, divididos pelas suas localidades: Ribeirinha e Espalhafatos, na sequência da emigração, hoje tem apenas cerca de 400 residentes envolvidos pelas suas duas lombas ou serras verdes, entre as quais se instalou a pequena ribeira: Ribeirinha, de regime torrencial que só possui caudal após chuvas mais ou menos intensas, mas nesta uma nascente permitia abastecer permanentemente a população de  água, mesmo em pleno verão e em torno desta nasceu esta freguesia que subsiste com uma identidade própria e uma vida cultural e desportiva digna de registo face à sua pequena dimensão.

O farol foi a sua referência para além dos limites da ilha do Faial, destruído pelo sismo de 1998, hoje é o símbolo heráldico central do seu brasão de freguesia.

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Aqui resido desde criança, esta é a minha terra de adoção e de paixão e a origem de quem me trouxe a este mundo.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo

NOS 40 ANOS DE AUTONOMIA DOS AÇORES

Ao longo de 2016 tem-se comemorado os 40 anos de Autonomia dos Açores, infelizmente, em espírito poucas semelhanças subsistem entre o regime iniciado em 1976 e o que está agora em vigor, apesar da estrutura orgânica autonómica ser genericamente a mesma, só com ligeiras mudanças dos nomes oficiais e alterações de competências: um Parlamento Regional que legisla, um Governo Regional que executa e um Nomeado pela República que assegura a unidade nacional e o respeito pela Constituição neste território autónomo.

Se legalmente as principais mudanças resultaram de uma evolução positiva do Estatuto da Região Autónoma com um progressivo reforço das competências legislativas e, consequentemente, das capacidades executivas, bem como a conquista da coleta dos impostos na Região passar a ser integralmente uma receita dos Açores, enquanto em paralelo foi decorrendo um certo esvaziar do órgão tutelar da República, estes avanços políticos foram anulados por uma enfraquecimento do conceito de solidariedade inter-ilhas e do recuo na implementação de uma estratégia de desenvolvimento socioeconómico equitativo para todas as parcelas do Arquipélago e, neste domínio, a Autonomia regrediu muito.

Se o 25 de Abril de 1974 recebeu um Arquipélago composto de três distritos de costas viradas entre si, onde cada um implementava no seu território uma estratégia de desenvolvimento própria e independente da do vizinho geográfico, no ano de 1976, a Autonomia criou a identidade de uma Região única e de Povo Açoriano que se sobrepunha à identificação da ilha de origem ou de residência de cada um.

Infelizmente, 40 anos depois quase nada resta daquele modelo de união no Arquipélago. Hoje, domina a divisão dos Açorianos entre as nove ilhas, sobrepondo-se a vertente insular à identidade regional e as parcelas mais fortes vencem e atraem a si o máximo de investimento, enquanto semeiam a desunião entre as mais pequenas e frágeis, pois assim se reforçam as frações maiores e poderosas. Uma estratégia contra a proteção das ilhas menores e oposta à sonhada inicialmente. Divisão e desigualdade politicamente exercida pelo poder legislativo e executivo regional que até condiciona os eleitos das parcelas mais fracas a assumirem eles mesmo a defesa e desculpabilização do Governo nos seus atentados aos círculos eleitorais menos populosos, subentendendo-se o risco deles perderam a sua eleição no mandato seguinte, não pelo voto popular, mas apenas pela imposição da disciplina partidária que sustenta o executivo dos Açores que não aceita que os deputados desta terra ponham em primeiro lugar a defesa dos eleitores sua ilha.

Só assim se entende que no caso dos protestos sobre os cancelamentos das ligações a Lisboa pela SATA e da reivindicação dos investimentos necessários a melhorar a operacionalidade do aeroporto da Horta se tenha ouvido declarações de quem está do lado do poder a acusar as oposições em vez de eles mesmos assumirem a defesa dos interesses do Faial perante o Governo e ficaram ao lado do seu povo. Eis a nova estratégia autonómica: divisão inter-ilhas e divisão dentro da ilha para a enfraquecer e fortalecer as maiores. Deixou de ser o Povo do Faial quem mais aqui ordena para passar a ser a disciplina partidária de quem governa.

Só com esta mudança autonómica se entende que no passado para se fazerem obras no Quartel de Bombeiros não fosse necessário exigir a devolução da sede a ninguém e agora para que o Governo dos Açores construa um novo Quartel na ilha, aquela associação privada de Faialenses tenha que doar a sua casa-mãe à Câmara Municipal com a anuência do poder regional.

Só com esta mudança de modelo se entende que tenham sido eleitos pelo Faial do lado de quem nos governa que tenham assumido a defesa do Governo dos Açores para justificar a não execução do Estádio Mário Lino, que tenham aceite que para a Escola do Mar viesse para cá só depois de nos tirarem a Rádio Naval, que não criticassem que nos tenham encolhido a baía norte do porto da Horta e sem fazerem a segunda fase das obras previstas para a baía sul e ainda acusassem a oposição local do cancelamento da segunda fase da Variante depois deles adiarem ao longo de décadas esta obra para a Horta. Infelizmente, ainda há faialenses que não veem isto.

No passado houve uns Açores unidos em que coerentemente se lutava pelo desenvolvimento harmónico de toda a Região, um período onde o Faial recebia sem ter de perder. Hoje, assiste-se a que nem os eleitos pelo poder no Faial assumem a defesa desta terra, até são os advogados de defesa de quem nos ataca. Por isso há 40 anos a Sessão Inaugural da Assembleia Regional foi um acontecimento popular cheio de alegria e esperança e o Povo Faialense acorreu ao Amor da Pátria e encheu a rua para festejar o início da Autonomia, enquanto em 2016, a Cerimónia Evocativa dos 40 anos da Autonomia na atual Assembleia foi um triste evento para políticos sem despertar um interesse mínimo na população.

Tenho saudades da Autonomia de há 40 anos atrás, desta, há muito que deixei de ter razões para a celebrar. É pena, mas é a triste realidade ao ver o mau modelo de autonomia que nos últimos anos foi sendo implementado nos Açores e do qual o Faial se tornou na sua maior vítima.

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Imagem Wikipedia

4 Julho, dia da cidade da Horta, pela sua elevação de vila a cidade neste dia em 1833. A Horta já não tem a importância internacional que teve como plataforma logística de apoio aos navios de transporte marítimo internacional de mercadorias durante quatro séculos. Hoje, o seu porto limita-se a ser um espaço de acolhimento de cruzeiros turísticos e de iates que atravessam o Atlântico Norte, porque, se a tecnologia passou a dispensar esta base, esta cidade mar, altar debruçado sobre o oceano defronte da montanha do Pico, preservou a sua beleza e maravilha ainda todos os que por aqui passam.

Na realidade, como muitas cidades que foram encruzilhadas do comércio internacional, ficam sujeitas a qualquer mudança das redes de circulação mundiais e podem, repentinamente, perder o seu papel fulcral como um dos nós dessa malha global, a Horta foi vítima desta fragilidade.

Nos primórdios da aviação, quando os hidroaviões  ainda tinham um papel importante, o porto da Horta ainda subsistiu como “hidroaeroporto”, mas com a vitória das viagens apenas com estruturas em terra e o aumento da autonomia das aeronaves, esta cidade ficou fora da estratégia económica das rotas comerciais e hoje é a sua beleza que atrai visitantes de todo o mundo, não perdendo nunca o seu cosmopolitsmo, mas recuando no seu potencial de infraestrutura económica.

Infelizmente, à semelhança de outras terras muito expostas aos caprichos externos, a Horta ainda não soube criar alternativas para dinamizar a sua economia. No último século viu definhar quase todas as suas maiores atividades económicas e unidades fabris, estas últimas fecharam, sobretudo, nos mais recentes 30 anos: Sifal, sumos Primavera, baleação, fábrica de conservas de peixe, fábrica de laticínios Martins & Rebelo e subsiste a laboral a tempo parcial a CALF e das novas a única de dimensão familiar, mas com potencial exportador e de crescimento, é a do célebre queijo “Morro”.

O Turismo tem sido aposta local, mas atentados fraticidas têm criado dificuldades, o aeroporto virou a internacional mas não tem ligações ao estrangeiro, a TAP foi-se, a SATA usa e abusa de cancelamentos para a Horta e os reencaminhamentos são pouco divulgados ou atrofiados por falta de lugares disponíveis, além de esforços de divisão do Triângulo para não potenciar o desenvolvimento do turismo desta zona dos Açores.

Muitos Faialenses deixam-se deslumbrar com elogios de políticos locais sobre a integração desta terra na associação da cidades com as baías mais belas do mundo, mas que pouco eco faz no exterior ou como se isto não fosse resultado das condições naturais, pois tal beleza não resultou do trabalho humano mas sim da própria natureza, e outros deixam-se levar por festas institucionais que não resolvem os problemas básicos da Horta e assim a economia vai progressivamente definhando perante a indiferença de muitos.

Apesar de tudo isto, a Horta é a cidade onde escolhi trabalhar, o concelho onde vivo e a terra que dedico, a contra ventos e marés, tempo a defender e pela qual me apaixonei e continuo a amar: Parabéns cidade da Horta.

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Hoje, a celebrar os seus 149 anos, este País tolerante, multicultural, economicamente desenvolvido, que atingiu em 2016 o segundo lugar do índice dos Estados com melhor qualidade de vida para os seus habitantes e será sempre a minha Terra Natal, uma das minhas Pátrias e sempre serei um orgulhoso Canadiano.

Parabéns neste rumo aos 150 anos de desenvolvimento da identidade de uma nação que se chama Canadá!

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Confesso que já me perdi na denominação oficial deste feriado, mas para mim é isto tudo junto: o Dia de Portugal, o Dia de Camões, o Dia dos Portugueses, o Dia da Língua Portuguesa e o Dia da Cultura Portuguesa.

Portugal já teve melhorias dias: já foi o País mais importante do Mundo no século XV e XVI, fomos ricos, fomos fortes, fomos grandes e demos novos mundos ao velho mundo, tudo isto fruto de muito trabalho e bom planeamento.

Também já passámos por piores dias: já perdemos a soberania fruto de decisões desastradas, já estivemos falidos fruto de uma gestão pública incompetente, já tivemos em guerra, já tivemos em ditadura, já fomos esclavagistas e capazes de progroms.

Temos uma história de  mais de 8 séculos e criámos uma das línguas mais faladas do mundo.

Talvez estejamos em decadência… mas já tivemos engenho e arte para nos levantarmos no passado após grandes crises e até de servidão ao estrangeiro, espero que venhamos novamente a ser um Portugal com motivos de orgulho pelo seu presente e não apenas pelo seu passado.

Viva Portugal!

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Felizmente houve o 25 de Abril para podermos celebrar o ano inteiro a liberdade de expressão e a democracia.

É verdade que para alguns os valores de Abril são ideológicos, mas naquele dia de 1974, que nunca saiu da minha memória e nas imagens daquela data, nunca vi discutirem-se ideologias, apenas celebrava-se a libertação, a conquista da liberdade há muito perdida.

Na realidade, o 25 de Abril constrói-se mais com o bom-senso e cooperação, no sentido de se alcançar um futuro melhor e sustentável das condições socioeconómicas dos Portugueses e na tolerância para quem pensa ou é diferente, do que uns a exigir o insustentável ou outros a impor a injustiça.

Já houve no passado comemorações do 25 de Abril onde a esperança parecia mais atrofiada do que hoje, tal como já houve no passado comemorações do 25 de Abril onde as certezas da sustentabilidade da economia dos Portugueses pareciam mais seguras do que hoje.

É no equilíbrio entre a utopia do sonho sem limites por um mundo melhor e a razão do conhecimento da realidade confinada que se pode democraticamente alcançar um Portugal mais justo de modo a se construir a Justiça em Liberdade e é isto que me move e celebro no 25 de Abril.

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