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Posts Tagged ‘questões’

Durante vários anos recentes não havia vaga de calor em que os OCS não despejassem números de mortos por problemas vários associados ao calor. No ano passado mudou o Governo e o assunto parece ter sido esquecido. Este ano Pedrógão Grande centrou as atenções, mas será que terminaram as mortes pelo calor em Portugal ou agora não interessa levantar o problema? Quem está a escrutinar esta situação?

A questão é independente da tragédia dos fogos, mas suspeito que o silêncio se prende com outros interesses que não são altruístas, mas sim de defesa política. Espero estar enganado sobre uma possível existência onda de mortes devido ao calor silenciada, mas na eventualidade dela ter ocorrido de forma despercebida aqui fica a chamada de atenção…

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Deve a UE limitar o direito à greve a um grupo profissional específico como quer para os controladores aéreos? Por não ser uma lei generalista, a minha resposta é: Não. Pode a UE ou um Estado criar limitações à greve generalistas que impeçam o País ou o Continente de ficar refém de reivindicações de um grupo fulcral à organização pública?Aqui, a minha resposta é: Sim.

Efetivamente mesmo entre aqueles que falam de igualdade de tratamento das pessoas e das classes nunca deixaram de promover a desigualdade do poder reivindicativo em função da capacidade que determinados grupos profissionais ou setores têm de desestabilizar a organização socioeconómica de um País, região ou cidade. Transportes são um desses setores e os controladores aéreos efetivamente tendem a servir-se dessa possibilidade para terem uma estatuto económico e laboral muito mais favorável que a maioria do cidadão que trabalha também em prol do bem-comum.

Todos consideram normal que em democracia as forças-armadas e de segurança quando descontentes não devem agir de forma a vergar o Estado, viu-se as consequências do aproveitamento deste poder no estado do Espírito Santo no Brasil, tal como se está a ver o inverso na Venezuela onde as forças-armadas servem de braço de ferro para a musculatura de um Presidente de tendência ditatorial populista em controlar a liberdade de expressão e descontentamento mas que satisfaz os militares que assim asseguram o enviesamento da democracia.

A força do Estado de Direito está em não criar regras específicas para favorecer ou limitar uma classe ou setor, mas sim ser suficientemente impessoal, isenta e equitativa para assegurar que o poder de uma classe ou setor não se sobreponha a toda uma sociedade de uma Cidade, Região ou País. Mas também é verdade que este equilíbrio há muito que anda perdido na UE, em muitos países atuais e na onda global capitalista ultraliberal, o que não é menos perigoso que medidas legislativas particulares para um grupo em concreto.

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A justiça portuguesa acusou o Vice-presidente de Angola Manuel Vicente de corrupção, situação normal num país democrático onde o poder judicial é independente do poder político. Só que no regime angolano quem governa manda, manda mesmo em tudo, e as relações Portugal-Angola já há muito que são uma pedra no sapato português perante este Estado africano, que no seu interesse gosta de impor que os lusitanos silenciem a justiça ou fechem os olhos quando está em causa um governante de Luanda. Como acabará esta história?

Suspeito que com o tempo algo levará a que com uma desculpa mais ou menos esfarrapada a acusação caia em saco roto e o caso seja arquivado com alguns pseudo-esclarecimentos vindo do hemisfério sul. Veremos quanto manda Angola em Portugal  com este caso? Temo que que sim.

Estou curioso.

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É preciso perder a vergonha de ir buscar a quem está acumular” foi esta a declaração de Mariana Mortágua que mais tem incendiado as redes sociais e tal não tem a ver apenas com o lóbi de ricos a tentar proteger-se, é que esta ideia também ameaça quem se sacrifica a poupar todos os dias, poupou no passado ou investiu com dificuldade as suas poupanças em habitação para assegurar a sua velhice ou proteger o futuro dos seus filhos.

Numa sociedade onde 54% das famílias não paga imposto, a classe média que suporta as receitas do Estado está acima do rendimento médio do País: professores, técnicos superiores, médicos, enfermeiros e outras profissões por conta de outrem ganha na sua maioria mais que a média nacional, são o maior contributo do Orçamento de Estado em IRS e IVA e foram os mais sacrificados em termos de rendimento de trabalho no pós-resgate de 2011 e, mesmo com dificuldades, é também daqui que são a maioria das contas bancárias um pouco acima dos 50 mil euros e do património imobiliário ligeiramente acima dos 500 mil euros, até porque muitas das casas foi reavaliada aquando da alteração do sistema do IMI e depósitos e habitação foi onde esta classe investiu as suas poupanças.

Há quem acumule porque rouba, mas há quem acumula porque poupa e este discurso alimenta o ódio a quem se sacrifica a poupar por quem nem consegue poupar e o receio a quem se sacrifica por pretende poupar.

A luta de classes nos países em que se tornou força de regime empobreceu mais este tipo a classe média citada do que fez subir o rendimento médio da população, veja-se os rendimentos dos médicos e outros técnicos que fugiram para o ocidente com o fim da guerra fria e aquela frase de Mortágua é uma lança neste grupo social.

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Enquanto em França estala a polémica da proibição legal do uso de burquinis em praias daquele país por mulheres muçulmanas com direito a multas, no Canada e na Escócia legislam e criam fardas para mulheres-polícia muçulmanas com o uso do hijab. Tanto num caso, como no outro, estamos perante situações excessivas de intolerância ou de cedência a culturas estrangeiras.

No primeiro caso é sem dúvida um abuso um Estado laico impor ou proibir o uso de roupas a mulheres ou multar mulheres pelo uso do burquini, limitando a forma como a mulher considera adequado a exibição do seu corpo segundo a sua consciência individual ou social.

No segundo caso, tratando-se de um estado laico e ocidental, é sem dúvida uma cedência exagerada a uma cultura estrangeira imigrante e não fundadora do País legislar sobre sobre trajes exóticos oficiais, porque, neste caso, deve permitir também o nudismo a polícias filhos de imigrantes da amazónia, o turbante do hindu e um nunca mais parar de trajes tradicionais e costumes exóticos, ou a tolerância é enviesada e merece ser diferente apenas quando se está perante muçulmanos?

Assim, em França proíbe-se o uso ostensivo de um traje que indicia uma cultura e uma religião provável, no Canada acata-se a vontade de uma cultura e religião provável se ostentar num traje oficial de uma força do Estado.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

ADENDA

Felizmente o bom senso no Conselho de Estado de França põe travão a esta onda de interdição do burquini.

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Ontem, devido ao nevoeiro na Horta, a SATA divergiu para a Terceira e os passageiros ficaram alojados em casas particulares no Faial por o alojamento hoteleiro estar esgotado. Compreendo que um avião não pode aterrar com más condições de visibilidade e segurança, mas o jornal é omisso sobre as condições no aeroporto do Pico e talvez esta omissão não seja inocente e isto sim: merece ser questionado.

Como alguém me dizia à dias: “Felizmente que os dois aeroportos do Canal estão com exposições opostas aos nevoeiros orográficos que fustigam o Faial e o Pico, pois assim, quando uma destas infraestruturas está com neblina por ser a sua costa a batida por este fenómeno meteorológico, a ilha em frente, muitas vezes está com boa visibilidade!”. Mesmo assim, têm sido raras as vezes que tenho ouvido a SATA ter divergido para a ilha ao lado, antes prefere a Terceira para maiores incómodos dos passageiros. Não sei se esta foi mais uma das vezes em que esta má preferência se concretizou.

Cada vez tenho mais suspeitas que seja estratégico este evitar que os aeroportos do Pico e da Horta sejam alternativas entre si sempre que tal seja técnica e meteorologicamente possível, pois a SATA parece que prefere irritar os passageiros ou desencorajar visitantes para as ilhas do Canal e divergi-los para a Terceira sem dar uma segunda hipótese de os fazer chegar a esta zona no dia programado.

Isto em nada alivia a pressão que há a fazer para que sejam instaladas nestes aeroportos as melhores e mais modernas tecnologias de apoio à navegação, quer sejam projeto RISE, ILS ou outra, mas, em paralelo, há também que, sem temor ou bairrismo, lutar pela complementaridade do Faial e do Pico como destino dos passageiros que para aqui vêm, de modo a que as coisas funcionem como numa terra desenvolvida e não com a desorganização de uma região terceiromundista. Claro que se houver a tal má intenção que suspeito cada vez mais, isto já não é uma questão de terceiromundismo… mas pura maldade!

Mesmo assim, os hoteis estavam cheios no Faial, talvez também no Pico…  quanto mais atraente seria o Triângulo sem este mau comportamento no serviço da SATA?

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Há qualquer coisa de estranho quando saem estatísticas sobre a economia nacional, pois não batem coerentemente entre si, mas que são explicáveis nos Açores.

A economia em Portugal quase não cresce, o que pela lógica não gera empregos, mas o desemprego baixa significativamente. Então em que setores estão a ser gerados novos empregos?

Crescemos economicamente bem menos que a Europa, mas a indústria sobe mais do esta. Então onde está a haver decréscimo económico para anular o efeito desta subida?

Se há áreas que decrescem estas não podem ter muita mão de obra, mas devem ser muito significativas em termos de peso económico, pois pesam negativamente mais no crescimento da economia do que a indústria a crescer com certa força, só que tal diminuição económica não contribui para pesar no desemprego.

A dívida pública continua num crescendo e muitos dizem que cada vez mais insustentável, mas, de forma incoerente, os juros que refletem o risco da dívida pública a 10 anos continuam a baixar.

Ao nível Regional ao menos percebo que o desemprego baixe sem grande crescimento económico, basta pensar no peso dos programas ocupacionais e sem dúvida que o Turismo em São Miguel cresceu muito e deve estar a empregar muito mais gente agora, o que não compensa a crise que afeta as pescas e os laticínios, mas os pescadores e agricultores normalmente não vão para os centros de emprego pedir trabalhos, mas sim para as suas Direções Regionais solicitar subsídios para enfrentar a crise, isto explica muito bem as contradições nos Açores.

Todavia, no Continente há algo contraditório nos resultados estatísticos ou alguns destes refletem mal o que se está a passar no terreno ou então algo de estranho nestas contradições.

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