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Posts Tagged ‘proteção civil’

São terríveis os estragos do furacão Irma, a imagem desta notícia de iates revirados mostra como a maior marina do Atlântico Norte pode ficar após uma tempestade destas. O centro da Horta situa-se ao nível do mar e a ameaça de inundações num furacão é enorme, isto para além dos ventos ciclónicos e das chuvas torrenciais que acompanham os furacões.

Zonas de riscos não são apenas para sismos, também o são para tempestades e maresias. Durante um furacão o nível do mar sobe literalmente, fica mais alto e as ondas, já de si altíssimas, desenvolvem-se neste nível anormalmente elevado do oceano. Felizmente os maiores furacões que nos ameaçaram nas passadas décadas à última hora passaram ao lado, mas, infelizmente, é provável que não seja sempre assim.

Chuvas imensas saturam os solos de água, o que provoca movimentos de terra e quanto mais íngreme é o relevo maior é o risco, o Faial tem casas na base de escarpas onde as pessoas se abrigam no mau tempo, e existem estradas que as atravessam, além de que há margens de ribeiras vulneráveis a serem engolidas pelas torrentes com habitações próximas.

As zonas de risco não desaparecem por despacho legal nem por caducidade das leis como alguns concluem ao dizer que agora não há zonas de risco… elas estão aí e apenas desejo que não venhamos a testá-las um dia e experimentar os desastres que a sua ocupação irracional pode provocar ou da falta de medidas preventivas adequadas. Depois pode ser demasiado tarde.

Uma das grandes tentações dos políticos no poder é desprezarem os riscos de médio e longo prazo para satisfazer as pessoas a curto-prazo e este mal costuma ser transversal a todas ideologias que coabitam em democracia, esta fragilidade resulta do facto de que em ditadura é mais fácil dizer não a ações populistas, mas é em democracia que se pode lutar pela introdução do bom-senso nas discussões plurais que suportam as decisões e é este o modelo que defendo

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O caso do quartel de Bombeiros do Faial parado é mais um exemplo de como o Governo dos Açores e o PS-Açores que o suporta tratam de forma discriminatória esta ilha, ou seja, sempre que se pensa num investimento no Faial esta terra tem de ceder alguma coisa para trás a quem está no poder, para que no saldo final a Horta nunca fique a ganhar e, muitas vezes, até se dá e depois nem se recebe o prometido e o Faial perde em duplicado.

Para a Escola do Mar no Faial, a ilha perdeu a Rádio Naval;

Para uma nova escola no Faial, a ilha teve de abdicar do Estádio Mário Lino;

Até para a reabilitação da estrada no Faial, a ilha perdeu a segunda fase da Variante;

Para a reabilitação das termas do Varadouro, por cá teria de haver dinheiro privado a sair desde o início, ao contrário de São Miguel e Graciosa, mas com as trocas e baldrocas  da Câmara e do Governo eliminaram-se os investidores e ficámos sem as termas recuperadas e sem investimentos turísticos naquela zona balnear;

Para se reordenar o porto da Horta, teve-se de dividi-lo em duas fases, encolher a zona norte e nunca se reordenar  a baía sul;

Para se ter encaminhamentos do Faial para Ponta Delgada gratuitos na SATA para se beneficiar das low costs, teve-se de perder lugares disponíveis nos aviões e assistir aos cancelamentos injustificados nas ligações aéreas com Lisboa pela transportadora do Governo dos Açores;

Agora, depois de décadas a se falar de um novo Quartel de Bombeiros, tendo em conta que o atual por estar num local exposto a maremotos, sujeito a liquefação do solo em caso de sismo e de as viaturas ficarem retidas na sede de uma Associação privada situada no centro da cidade que presta um serviço público, os donos do atual imóvel têm de ceder o chão da sua casa mãe ao Município em troca de um quartel público…

Já na carência de ambulâncias o Faial tem de se desunhar para o transporte de doentes. Sim, é verdade que o atual quartel recebeu já dinheiros públicos para a sua ampliação há umas décadas atrás… mas então a Associação privada não teve de ceder nada em troca… outros tempos e outros tratamentos a esta ilha…

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Dada a importância das atualizações, a partir de agora estas far-se-ão para o topo deste post ficando as informações mais antigas para o fundo do texto.

Atualização dia 2/9/2016 15h00

A tempestade tropical Gaston intensificou-se ligeiramente, está agora com ventos de 110 km/h, com rajadas mais fortes, deverá passar nas próximas horas ligeiramente a sul da costa sul das Flores, mas deverá afetar as ilhas do Grupo Central, nomeadamente Faial, Pico São Jorge e Graciosa, com ventos fortes e possibilidade de chuva intensa.

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Atualização dia 2/9/2016

Gaston deverá hoje atravessar os Açores, a sua rota desviou-se um pouco para sul passando entre as Flores e o Faial, no último comunicado do NHC os seus ventos haviam enfraquecido mais um pouco e eram na ordem dos 120 km/h com rajadas mais altas.

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Atualização 1/9/2016 15h00

Nada de significativo foi alterado em termos de rota, a previsão aponta para a ilha das Flores, os ventos continuam a diminuir, sendo na ordem dos 140 km/h, com rajadas mais fortes e deve começar a afetar os Açores na tarde de amanhã.

Atualização 1/9/2016 19h00

A previsão da rota presentemente é sobre a ilha das Flores, enfraqueceu ainda mais, possui agora ventos na ordem dos 150 km/h, com rajadas mais fortes, e tudo aponta que passe os Açores no final de sexta-feira como Tempestade Tropical.

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Atualização 1/9/2016 8h00

Nenhuma alteração significativa em relação à informação de ontem à noite, continua a trajetória mais próxima das Flores do que do Grupo Central e a tendência de chegar aos Açores como Tempestade Tropical.

Atualização 31/8/2016 21h30

No início da noite a boa notícia é que Gaston continua a enfraquecer, passando deixando a categoria 3 para passar a 2 e as intensidades de vento perto da sua zona central é de 165 km/h com rajadas mais fortes, a intempérie tem um raio de ação como furacão de 75 km e a sua aceleração em rota aponta para que chegue aos Açores na sexta-feira já como tempestade tropical.

Atualização 31/8/2016 15h30

Esta tarde pouca alteração houve em relação à anterior atualização em termos de rota, enquanto a sua intensidade diminuiu ligeiramente face a manhã, tendo agora junto ao seu centro ventos de 185 km/h com rajadas mais fortes e a sua deslocação acelerou podendo atingir os Açores já para o final de sexta-feira.

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ATUALIZAÇÃO 31/8/2016 10h

Uma ligeira deslocação para norte da trajetória perspetivada para a passagem do Gaton na região dos Açores face ao previsto durante a madrugada. No resto mantém-se, tal como toda a incerteza associada ao lugar por onde deverá atingir os Açores.

Post original abaixo

Gaston neste momento tem ventos na ordem dos 195 km/h e a sua rota estimada dirige-se para o Grupo Central, com passagem perto do Faial. Apesar de se prever que quando se aproximar dos Açores perca força e se transforme em Tempestade Tropical e a trajetória possa ainda mudar. Recomenda-se assim o seguimento das recomendações dos comunicados da Proteção Civil. Imagens do National Hurricane Center.

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A partir de hoje todas as atualizações desta intempérie neste blogue serão efetuadas neste post para evitar dispersão de consultas.

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Ainda é cedo para qualquer certeza, os dados obtidos ao longo da noite apontam que a rota do ainda furacão Gaston deverá passar cada vez mais a norte, agora sobre o Grupo Ocidental já sem a intensidade de furacão mas apenas de Tempestade Tropical. Mente Livre continuará a acompanhar o evoluir deste fenómeno meteorológico com atualização ao longo do dia e da semana, mas tal não dispensa os leitores de seguirem os comunicados da Proteção Civil.

As imagens abaixo são da NOOA/NHC

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Atualização 1

A última atualização da rota de Gaston desta manhã, prende-se com uma inflexão da rota quando da aproximação do Grupo Ocidental que o leva depois a passar perto da Graciosa.

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Atualização da noite

Gaston voltou a ter uma trajetória próxima da primeira da manhã, embora se tenha intensificado, o que já se esperava, mantendo-se a previsão de chegar ao Grupo Ocidental como Tempestade Tropical e prosseguir a sua rota a norte da Graciosa..

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Como se não bastasse já a ameaça de uma tempestade tropical, os Faialenses foram acordados esta noite por um sismo à 5h11’45” com epicentro a cerca de 30 km a oeste do Faial, magnitude de 3.9 Richter, segundo o CIVISA, que pode ter atingido a intensidade máxima na ilha de V na Escala de Mercalli Modificada.

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Este evento insere-se numa crise que já está a decorrer há algum tempo nesta zona, área onde tem ocorrido quase todos os anos uma ou mais crises de sismos tectónicos e de onde, desde que há cobertura destas ocorrências por sismógrafos nos Açores, nunca resultou em sismos de magnitude tão elevada que provocassem danos significativos no Faial.

Assim, atendendo ao historial da zona,o mais provável é que ocorram mais sismos, mas sem se prever uma situação grave, tal não invalida que as pessoas não estejam preparadas, pois devem-no estar sempre dado o elevado risco sísmico inerente a estas ilhas, e seguir atentamente os comunicados da Proteção Civil e do CIVISA  e a respeitar as respetivas indicações.

Para já, como geólogo habituado a acompanhas estas situações, recomendo apenas calma e boas-práticas para este tipo de situações.

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Ainda é cedo para se ter a certeza, pois só lá para o final da próxima semana é que o furacão Gaston se aproximará dos Açores, mas para já existe essa possibilidade de afetar o Arquipélago. Mente Livre, como nos casos anteriores, acompanhará o evoluir das informações deste tipo de fenómeno que costuma a preocupar estas ilhas desde o final do verão até meados do outono, mas tal não dispensa o acompanhamento das indicações da Proteção Civil.

Imagens abaixo do National Hurricane Center

Rota mais provável do furacão

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Zona de probabilidades de serem afetadas pelos ventos desta tempestade tropical

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Na manhã de segunda-feira 29 a atualização aponta para um direcionamento do Gaston para o Grupo Central dos Açores, todavia é ainda muito cedo para qualquer certeza da continuação desta tendência.

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Atualização para o dia 29 à tarde, onde se observa uma tendência da rota se deslocar mais para norte do Faial.

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Atualização da noite não mostra alterações significativas de Gaston, a passar entre Faial e Flores, embora mais perto desta. Chama-se a atenção que há muito que a previsão é que na passagem pelos Açores ele já possua características de Tempestade Tropical, portanto mais fraco.

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Outra forma de visualizar a rota de Gaston

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Foto: Twitter/@danielemargutti

Passaram na comunicação social muitas imagens do contraste da situação anterior e depois do sismo das zonas afetadas pelo tremor de terra de ontem, mas a primeira coisa que noto é, na generalidade, as fachadas dos prédios antes estavam bem pintadas, enquanto depois nas ruínas não se veem sinais de se terem feito reforços estrututurais das paredes dessas habitações. Uma evidência de que a estratégia de restauração deste património habitacional foi errada.

Numa zona sujeita a sismos, a prioridade na restauração deve ser a de introduzir reforços estruturais nas casas para estas resistirem melhor aos abalos, só depois vêm as fachadas para turista e vizinho ver.

Todavia, parece-me que nesta região da Itália, tal como presentemente nalgumas ilhas dos Açores, opta-se pelo mais fácil: pintam-se as fachadas e estas moradias ficam a parecer novas… até há apoios autárquicos para tinta sem se exigir antes o reforço das paredes e isto é um erro político que pode custar a vida de muitas pessoas, pois basta um pequeno sismo (é preciso lembrar que foi um pequeno tremor de terra que afetou uma zona de vilas antigas) uma vez que a tinta da casa não ajuda nada a resistir a um abalo, e o imóvel desmorona-se como um castelo de areia e soterra quem estiver no seu interior.

Penso que muito dos apoios em Lisboa do plano de restauração dos bairros históricos também é do mesmo género: fachada!

Eis uma estratégia que deixa os seus moradores residirem em armadilhas que podem ser mortais ao primeiro abano e na verdade, infelizmente, conheço mais gente a requerer tinta para fachada do que a pedir apoio para reforçar a sua casa para esta deixar de ser uma armadilha mortal…

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