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Posts Tagged ‘intempéries’

Não desejo eventos naturais devastadores a ninguém, mas não deixa de ser irónico que o maior inimigo da estratégia global preventiva contra as alterações climáticas: Trump, logo a seguir a rasgar os acordos ambientais para defender o lóbi do petróleo, veja os dois Estados que mais contribuíram para a sua eleição a serem os mais devastados por furacões este verão, algo que se diz resultar das emissões com efeitos estufa. Até na Florida o Irma parece desviar-se para a costa mais favorável a Trump.

Infelizmente, também é verdade que as pessoas que mais vi sofrerem diretamente os efeitos do furacão no Texas são das classes mais pobres e não as do todo poderoso lóbi antiacordo de Paris. Pior, a ameaça de aumento dos preços do petróleo fruto da intempérie, apesar de poder favorecer a introdução de tecnologias limpas noutros países, vai em primeiro lugar aumentar rendimentos de muitas petrolíferas e rendibilizar a extração mais suja de hidrocarbonetos nos países mais ricos.

Contudo, parece mais injusta a perspetiva de que as maiores vítimas das alterações climáticas sejam precisamente os países que menos emissões têm e são mais pobres como o Bangladesh, que pouco contributo têm na teoria das alterações climáticas ao contrário do Texas.

Espero que o Irma não afete a Florida com a intensidade que ameaça, para bem das pessoas que ali vivem, muitas delas inocentes das tramoias de Trump e as outras porque não desejo mal a ninguém mesmo que aliadas deste adversário da proteção do ambiente, pois não gosto de uma natureza vingativa.

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São terríveis os estragos do furacão Irma, a imagem desta notícia de iates revirados mostra como a maior marina do Atlântico Norte pode ficar após uma tempestade destas. O centro da Horta situa-se ao nível do mar e a ameaça de inundações num furacão é enorme, isto para além dos ventos ciclónicos e das chuvas torrenciais que acompanham os furacões.

Zonas de riscos não são apenas para sismos, também o são para tempestades e maresias. Durante um furacão o nível do mar sobe literalmente, fica mais alto e as ondas, já de si altíssimas, desenvolvem-se neste nível anormalmente elevado do oceano. Felizmente os maiores furacões que nos ameaçaram nas passadas décadas à última hora passaram ao lado, mas, infelizmente, é provável que não seja sempre assim.

Chuvas imensas saturam os solos de água, o que provoca movimentos de terra e quanto mais íngreme é o relevo maior é o risco, o Faial tem casas na base de escarpas onde as pessoas se abrigam no mau tempo, e existem estradas que as atravessam, além de que há margens de ribeiras vulneráveis a serem engolidas pelas torrentes com habitações próximas.

As zonas de risco não desaparecem por despacho legal nem por caducidade das leis como alguns concluem ao dizer que agora não há zonas de risco… elas estão aí e apenas desejo que não venhamos a testá-las um dia e experimentar os desastres que a sua ocupação irracional pode provocar ou da falta de medidas preventivas adequadas. Depois pode ser demasiado tarde.

Uma das grandes tentações dos políticos no poder é desprezarem os riscos de médio e longo prazo para satisfazer as pessoas a curto-prazo e este mal costuma ser transversal a todas ideologias que coabitam em democracia, esta fragilidade resulta do facto de que em ditadura é mais fácil dizer não a ações populistas, mas é em democracia que se pode lutar pela introdução do bom-senso nas discussões plurais que suportam as decisões e é este o modelo que defendo

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Foi triste que, num dia com ondas de 13 metros e sem qualquer alerta da proteção civil, a notícia de que a vila da Madalena do Pico assistira incrédula ao galgamento da sua zona costeira com a destruição de uma exposição, de um bar premiado pela sua arquitetura e do maior molhe do seu porto, tenha sido relegada pela RTP-Açores para segundo plano para se dar primazia à dúvida de quem compete pagar o transporte para a Região do cadáver de um Açoriano presidiário e a cumprir pena no Continente que infelizmente faleceu fora dos Açores.

Não está em causa a questão levantada ao nível da competência de custos, está sim em causa que não se dê o devido destaque da importância de um acontecimento numa vila Açoriana que sofreu graves danos durante uma maresia, situação que além dos impactes financeiros à escala local também são do orçamento regional e implicará transtornos para numerosos habitantes de duas ilhas dos Açores, Pico e Faial, que foi relevada para segundo plano, talvez apenas porque não ocorreu em São Miguel, ao contrário da origem do falecido micaelense. Uma vergonha secundarizar aquela noticia face a esta denúncia.

Para se ser Açoriano, como a RTP- Açores se julga que é, não basta ter no seu nome a palavra Açores, é preciso tratar todas as ilhas com o devido respeito e não dar primazia a um caso apenas porque está relacionado com São Miguel e relegar para trás o que de mais importante acontece na sua área de abrangência quando não ocorre na ilha política e economicamente mais forte do Arquipélago.

Apesar de ser Carnaval, este comportamento da RTP-Açores é indigno e leva-se a mal.

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A maresia no último fim de semana destruiu o molhe de proteção costeira nas poças de São Vicente Ferreira em São Miguel construído já este ano o que provocou grandes danos em terra. Fez de facto mau tempo, mas nada anormal ao inverno dos Açores, o que é estranho é que algo tão recente nem resista a esta intempérie, evidenciando a mediocridade do projeto e a falta de cuidado necessário do Governo na realização de obras na orla destas ilhas.

Pior ainda quando os cidadãos conhecedores da zona, apenas pela sua experiência de observação, mas sem canudo de universidade, já tinham assumido publicamente os defeitos de resistência do empreendimento proposto para o local, mas que nem a Direção Regional dos Assuntos do Mar, nem o projetista deram ouvidos.

É verdade que se estava em ano de eleições e a ânsia de mostrar obra, mesmo que mal feita, era má conselheira. Suspeito que nenhum dirigente da Administração Regional, nem Engenheiro projetista vai assumir as culpas e acarretar com o prejuízo, a culpa morrerá mais uma vez solteira para que nos próximos tempos se continue a fazer maus projetos, acompanhados de escassos estudos técnicos e ambientais que analisem previamente os empreendimentos a construir e lhes introduzam atempadamente as devidas correções, mesmo que qualquer cidadão comum seja capaz de à partida denunciar os defeitos enquanto estas sapiências à custa do erário público não acatam os conselhos nem são penalizadas por isso.

Depois são os outros que não são solidários quando se recusam a subsidiar a incompetência e a arrogância dos políticos que nos leva a desperdiçar dinheiro a reparar obras mal feitas

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Fred

Imagem daqui

Depois de Fred ter passado em Cabo Verde como furacão, depois de ter baixado para apenas depressão tropical, eis que os modelos meteorológicos começam a apontar que Fred deverá dirigir-se para os Açores a meio da próxima semana como Tempestade Tropical ou seja com mais força que presentemente… esperemos que os modelos se enganem e a tempestade se desfaça sem afetar esta ou outras ilhas.

Como no passado, recomendo o acompanhamento não só dos comunicados da Proteção Civil, como as previsões do IPMA e claro a visita à página da internet da National Hurricane Center NHC).

ATUALIZAÇÃO 1

Segundo a informação, do final da tarde do dia 5 de setembro, do NHC, a rota de Fred deverá desviar-se para sul do Arquipélago, esperemos que continue assim desde que não vá depois bater na Madeira ou nas Canárias. Sempre que neste blogue se souber de alguma variação que afete os Açores será efetuada uma atualização do presente post.

Fred1

ATUALIZAÇÃO 2

Os modelos, hoje domingo de manhã na NHC, apontam cada vez mais que Fred não deverá já afetar os Açores:

ATUALIZAÇÃO FINAL

Como digo neste de domingo à noite post: O Fred dissipou-se, logo este perigo desapareceu

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