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Posts Tagged ‘Estratégias’

É o que se conclui da resposta do requerimento feito ao Governo dos Açores e fornecidos ao grupo parlamentar do PSD-Açores já este mês. Por isso, já há muito tempo mesmo quando se fala com números oficiais nesta Região e País estou sempre na dúvida se as estatísticas dizem a verdade real ou a que quem tem o poder quer dizer manipulando os dados base ao gosto do freguês.

Por estas e por outras é que não acredito em nenhuma desculpa oficial que prejudique o Faial quando vejo situações semelhantes a beneficiar outras terras. Para a Horta usa-se a desculpa que a rentabilidade não compensa o investimento nisto ou naquilo, mas para outros locais os mesmos dizem que se tem de investir para dinamizar a economia, sem se preocupar com aquilo que à partida não é rentável. Um tratamento desigual contra os Faialenses que se instalou e tem-se mantido contra a ilha Azul. Não aceito gente desta.

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Há dez anos era a loucura da vontade da banca em emprestar dinheiro a todos, até a quem não precisava ou não tinha condições de pagar. Houve casos de corrupção, mas o encontro de contas consolidadas que obriga a considerar como perdas o crédito mal-parado tem sido  mortal para uma série de prejuízos, depois de BPN, BES e Banif, seguiu-se a Caixa e agora o Montepio e sempre que no passado nos garantiram que tudo ia ficar bem, acabou mal.

Não acredito que mudar de nome a um banco cujo dono está endividado salva a instituição bancária, como parecem agora querer fazer com o Montepio, mas a finança e política nacional tem sido bem criativa em apontar soluções que qualquer mente ajuizada não consegue crer na sua eficácia, mas tirando o discurso político, na realidade parece que nada muda neste Portugal para melhor.

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Agora parece ter entrado em moda quando um governante parecer ter sido apanhado desmascarado em asneiras, este desculpar-se com um possível erro de perceção: primeiro foi Centeno, agora é Paulo Núncio. A mim só me importa que os assuntos fiquem devidamente esclarecidos, tanto num caso, como noutro e que no mais recente escândalo, se houve algum dinheiro em impostos não cobrado no momento que se procure ainda recuperá-lo, caso se perca, que os responsáveis sejam penalizados. Doa a quem doer.

Não aceito que se acumulem escândalos em paralelo para se irem branqueando entre si e suavizar os inquéritos entre adversários políticos, ameaçando atirar pedras às telhas de vidro para o outro lado partidário para com as suas reivindicações de investigações.

Ainda não percebi se os 10.000  milhões de euros passaram pelo crivo do fisco ou se apenas não foram parar ao portal das finanças, mas que é mesmo muito dinheiro para deixar alguma coisa por esclarecer, lá isso é.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Os partidos têm como objetivo defender o modelo de gestão do País que acreditam (pelo menos na era das ideologias) e lutam para chegar ao poder. No sistema político nacional o Presidente da República é um fiel da balança entre forças que se combatem: Parlamento, Partidos, Governo, Sindicatos, patrões e, há que assumi-lo, os que usam os media. Sempre que o Chefe de Estado dá prioridade à estabilidade, as oposições ficam insatisfeitas, mesmo se saído desse lado.

Neste momento Marcelo não satisfaz os interesses do PSD que é oposição, embora vindo deste partido, que milita e presidiu, pois na sua ação tem privilegiado a estabilidade governativa de uma solução inovadora que muitos temem vir a acabar mal e outros têm esperança que funcione e tire Portugal da crise, mas ainda é cedo para conclusões.

No passado os Presidentes também assumiram posições que descontentaram os seus partidos de origem:

  • Soares, quando convocou eleições na sequência da moção de censura a Cavaco Silva vinda do PS e PRD queriam ser Governo;
  • Sampaio, quando aceitou a proposta do PSD de Santana Lopes ser Primeiro-ministro, que inclusive levou à demissão do secretário-geral do PS: Ferro Rodrigues;
  • Cavaco, no seu primeiro mandato que coabitou com Sócrates, embora no segundo mandato lhe tenha aberto uma guerra declarada.

Tirando o bom relacionamento com as pessoas intrínseco a Marcelo Rebelo de Sousa, o que mais o distingue neste momento de Cavaco é que privilegia  a estabilidade do governo de Costa, que ainda não sofre de rejeição do eleitorado e é de outra área ideológica, uma combinação conjuntural que também lhe confere popularidade; enquanto o anterior Presidente da República ao continuar a privilegiar a estabilidade da Passos, que era do mesmo campo político, quando este já era alvo de grande contestação, a conjuntura tornava o Chefe de Estado também impopular e parecia mais ser um apoio tácito da mesma área ideológica do que uma questão de estratégia de privilegiar a estabilidade governativa, até teve de aceitar a solução atual sem acreditar nela e quando a sua popularidade já era baixíssima.

Assim, mesmo podendo haver alguma colagem excessiva nesta estratégia de apoio ao Governo para garantir a estabilidade política, é normal que o PSD sinta que o Presidente da República não é uma bengala para a sua estratégia partidária e sofra com isso e haja críticas dos líderes deste força que o apoiou na eleição à presidência. Mas compete a Passos, no meio das dificuldades, saber gerir melhor a sua mensagem para o País e estratégia de oposição do que a Marcelo estender-lhe a mão… mas isto já é outro problema que também não é tão simples como querem dar a entender.

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Nos últimos dias tenho assistido com espanto como pessoas ligadas ao PS-Faial têm disparado em jornais contra os que têm tomado posição sobre o aeroporto e acessibilidades à Horta, até já vi desvalorização do abaixo-assinados dos Faialenses. Logo eles, que antes votavam contra protestos pelos maus serviços da SATA e discordavam da exigência de Carlos César honrar a sua palavra na ampliação do aeroporto, agora consideram que o assunto está em cima da mesa apenas porque o PS está a mexer no assunto.

Enquanto os Faialenses  não se movimentaram, vimos os líderes socialistas eleitos e com funções executivas na ilha deixar fechar a fábrica do peixe, tirar a rádio naval da Horta, apresentarem desculpas para se fasear a variante e depois não se acabar a obra, encolherem a baía norte do novo cais do porto, defenderem que “small is beautifull“, dizerem que não queriam outras obras durante a reconstrução para o Faial  não virar a estaleiro, assumirem a desculpa para não se fazer o estádio Mário Lino, atrasaram quase 20 anos o saneamento básico da cidade para depois fazerem aquilo que na assembleia municipal foi proposto pela oposição no início deste século e ainda ridicularizarem há 8 anos a proposta de reorientação da pista que agora até foi para cima da mesa num grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara como se tudo isto não fosse já antigo e não houvesse memória.

Agora que para além das forças da oposição política, os Faialenses também se têm mobilizado pelo aeroporto, na questão das ligações Horta-Lisboa e contra o mamarracho proposto e aceite pelas deputadas rosas da ilha, eis que o poder socialista no Faial dispara contra todos os que têm erguido a sua voz em defesa desta terra e assume que é ele e só ele que põe estas questões em cima da mesa. Desplante a esta gente que tanto desprezou o Faial não falta.

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Continuo sem certeza se era melhor o chumbo ou não do acordo da concertação social de descida da TSU para as empresas para subir o salário mínimo. Mas, como suspeitava, o Governo fez bluff: até à hora do chumbo afirmava que não ter alternativa se o Parlamento chumbasse a descida da TSU e no dia do chumbo já tinha uma medida compensatória. Assim, com sucessivos bluffs, se vai minando a credibilidade na política.

Quando o Governo diz que tudo corre bem e existem sinais no horizonte que o modo de gerir as finanças públicas é insustentável manter-se, veja-se a ascensão progressiva dos juros e a paragem de manutenção de infraestruturas públicas, o executivo não está a fazer bluff?

Quando se dizia que eram precisas medidas corretivas ou extraordinárias para se cumprir o défice de 2016 o Governo negava, mas adiou a resolução da injeção de dinheiro na Caixa e recorreu a um perdão extraordinário de dívidas aos contribuintes. Isto não é um bluff?

Quando o Governo assume que não precisa da direita e faz acordos com terceiros que vão contra o negociado com o BE e a CDU, não está a fazer bluff?

Quando se diz que tudo está bem com os parceiros da geringonça e as sondagens mostram o rombo que o PS está também a infligir a estes partidos, estes logo endurecem a sua posição e tomam posições contra o executivo no Parlamento para sobreviverem, logo a esquerda não está a fazer outro bluff?

O problema é mesmo saber onde começa o bluff neste jogo, só que a governação não é um casino e quando as coisas correm mal não é apenas o jogador que o faz que se atulha em dívidas, na governação o político arrasta um País inteiro de inocentes que deram condições a quem subiu ao Poder para os governar… a seguir ele pode sair de cena, mas o Povo continua a sofrer as consequências como uma vítima inocente, enquanto os políticos culpados continuarão com um nível de vida que o cidadão comum fica impossibilitado de ter.

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