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Archive for the ‘Internacional’ Category

Muitos manifestaram esta semana preocupações com os acordos comerciais de Portugal com a China, talvez estes sejam mesmo subservientes para com o gigante asiático que não é de facto um regime pluripartidário e um exemplo de liberdade. Contudo a prisão da vice-presidente da empresa Huawei no Canada a mando dos EUA indicia qual o País que mais impõe a sua vontade aos outros Estados.

Imagine-se prender em Portugal um empresário de um país estrangeiro sem ser dos EUA a mando deste, imaginemos de Angola, isto apenas porque os EUA unilateralmente não quer que neste mundo global a empresa negoceie com um dado país por o considerar seu adversário. No caso em concreto que se está a passar no Canada a empresa chinesa negociou com o Irão.

Depois digam-me que o regime prepotente com os outros Estados não é os EUA mas sim a China…

Digam-me que perdemos a soberania quando passaram a existir empresas nacionais estratégicas compradas por chineses (o que não é bom) e somos livres enquanto sobrevivemos à sombra dos interesses dos EUA.

Ah… mas os EUA são democráticos! Pois, mas quantos países já foram invadidos pelos americanos nos últimos 50 anos para preservar os interesses desta superpotência e à revelia da ONU?

Agora comprarem com os invadidos pela China e vejam quem é menos perigoso para a soberania dos países estrangeiros…

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Uma das fortes fontes de receitas do Governo em Portugal são as taxas sobre os combustíveis que os colocam neste País entre os mais caros da União Europeia e mais ainda se virmos a relação do seu preço com rendimento dos Portugueses.

Contudo é irónico ver a cobertura da RTP aos protestos pelas taxas e preço dos combustíveis em França, onde são entrevistados coletes amarelos que falam português e só passa a mensagem contra o Presidente, na realidade se a RTP fizesse uma comparação entre o que cá se passa e a França até poderia promover uma onda de protestos em Portugal com muito mais razão de ser, mas o que temos no canal é o desfile de autoelogios acríticos do Governo e a autodestruição da oposição.

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Seria incapaz de votar numa pessoa após as declarações avulsas terríveis, dementes, não democráticas e sem programa para o Pais como as de Bolsonaro. Só que se Haddad não tem imagem de corrupto, mostrou alguns princípios e até me parece mais confiável, os Brasileiros que não o rejeitam mas são contra a corrupção que a ele se amarra através do PT, confesso que a corrupção é tão terrífica que é capaz de em democracia levar ao desespero de pessoas votarem em alguém não democrata.

Uma coisa parece-me evidente, se Haddad vencesse depois desta campanha teria de derrotar a corrupção para a democracia também não implodir no Brasil, o que me parece muito difícil, só que não vejo mesmo nenhuma hipótese de Bolsonaro limpar as instituições do País que penso estarem fortemente minadas pela corrupção, por um conservadorismo doentio e Jair nunca fez nenhuma declaração racional que lhe mostrasse competência neste combate pelas liberdades e garantias dos cidadãos, apenas disse barbaridades.

Como não auguro nada de bom para este País, espero que Deus exista e tenha compaixão do Brasil.

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ordem

Este livro é uma lição de história porque a Europa se viu mergulhada em frequentes guerras na falta de uma ordem internacional, como se ultrapassou essa fase conflituosa pós 1648 com os acordos de Vestfália, os falhanços no tempo de Napoleão e das 1.ª e 2ª Grande Guerra até à realidade de hoje, reconhecendo as características do mundo islâmico, a cultura asiática e outras áreas que podem desembocar num confronto global se não surgir uma ordem de entendimento adequada aos nosso tempos.

Hoje em dia muitos comentam e opinam sobre questões políticas nacionais e internacionais lendo pouco sobre grandes pensadores, as ideias subjacentes aos intervenientes que foram grandes estadistas ou motores no moldar o mundo e até sem conhecimento da história. Henry Kissinger, não só foi um importante agente da história na décadas de 1960/70, como Secretário de Estado de Nixon e de Ford, como foi prémio Nobel da paz em 1973.

Assim, Kissinger é uma pessoa que fala com conhecimento de causa sobre os problemas globais de hoje que colocam em risco a paz mundial e aponta aspetos a ter em conta para se encontrar um equilíbrio duradouro no entendimento dos povos e culturas à escala global, alertando para comportamentos de hoje que dificultam não só a perceção do problema como para a definição de entendimentos que urgem ser feitos antes que seja tarde.

Este livro faz uma excelente análise do mundo de hoje, embora não isenta, pois é vista na perspetiva de um político norteamericano arreigado aos ideais do seu país e aos interesses do mesmo. Mas Kissinger também mostra abertura suficiente para reconhecer outras realidades e assumir que apesar dos Estados Unidos deverem ter um papel crucial nesta matéria, também não podem impor os seus valores e objetivos ao mundo e por isso a conciliação implica aceitar e equacionar soluções onde todos se sintam devidamente representados e não subjugados a uma cultura, religião ou mentalidade de outra parte de que não a sua, onde o seu legado histórico e mentalidade é simplesmente menosprezado.

Um livro que vale a pena ler por quem se interessa em compreender como este mundo foi estabelecido e como pode ser destruído de uma forma avassaladora se não atendermos a pormenores essenciais que sustentam este civilização global.

A obra está disponível aqui.

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Desde a guerra fria que a Europa se habituou a viver sob a proteção dos EUA, enquanto o bloco de leste existiu a NATO era também do interesse dos americanos. Agora sem a inimiga URSS, a Europa quer ser livre, mas com a mesada do tio Sam. Trump avisa que todos têm de contribuir na defesa do grupo e a Europa treme pagar para ser livre. Eu sou pela independência total e o Velho Continente tem pânico disto.

Claro que Trump faz bluff, não lhe interessa mesmo que o resto do mundo que foi subserviente aos EUA se liberte totalmente, mas eu nisso dava mesmo o fora, apesar dos custos para a Europa e os outros que se libertassem.

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A bomba de hoje em Londres terá mais imagens e reportagens nos noticiários do que o míssil da noite passada da Coreia do Norte, mas mesmo sem desprezar o risco do atentado, este tipo de terrorismo pode ser uma brincadeira se comparado com o forçar da corda por Kim Jong-un. Este coloca em risco toda a civilização à escala global. Uns atacam localmente com bombas artesanais, carros e facas, mas Pyongyang Kim tenta com ogivas nucleares levar à loucura a maior potência nuclear do planeta e nem sempre o que mais enche os telejornais é o mais importante do que está acontecer no presente.

Confesso são os acontecimentos do outro lado do mundo que apesar de tão longe e de ainda não terem matado ou ferido alguém nos últimos tempos que me está a pôr os cabelos em pé…

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Um dia é  um míssil  a sobrevoar o Japão, outros dias são ameaças de criança birrenta que dão cabo dos nervos dizendo vamos e podemos atacar e outros dias ensaios de bombas nucleares como o de hoje. O pior é que na verdade um dia com um incidente não intencional ou um ato impensado alguém se descontrola nesta escalada e cada vez há mais indícios de que isto pode mesmo acabar mal.

Há diferenças de hoje face ao que se passou com a Alemanha Nazi, em primeiro lugar a existência de armamento nuclear e em segundo a política expansionista de então que agora não aconteceu, embora a ameaça de atacar a Coreia do Sul possa vir a equivaler ao ataque à Polónia no século passado.

Todavia há duas semelhanças aterradoras com o que levou à II Grande Guerra Mundial: 1.º um país ditatorial a crescer desmesuradamente em poderio militar enquanto testa o resto do mundo e vendo de casa os protestos ineficazes das outras grandes potências; 2.º uma superpotência a deixar o jogo agravar-se para usar um rufia de mente desequilibrada a liderar um estado charneira entre ele e o ocidente. Antes foi a União Soviética que olhou assim para a Alemanha, hoje é a China que faz o mesmo com a Coreia do Norte… só que agora anda tudo com armas nucleares à frente enquanto antes as frentes de ataque usavam pólvora.

O futuro próximo da humanidade está de facto ensombrado por um esticar de corda que pode rebentar até porque Trump também é perito em meter-se em trapalhadas de que não sabe calcular as consequências. Confesso: já tive muito menos receio do que hoje sobre esta escalada da Coreia do Norte

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