Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Horta’

Ontem foram cancelados 2 voos entre Horta e Lisboa devido à greve às assistências na SATA, à primeira vista nada de estranho, mas lendo as notícias a greve parece que só afeta o aeroporto da Horta, pois os passageiros desta rota serão simplesmente reencaminhados para outros voos da mesma empresa programados para a Terceira e São Miguel. Assim temos uma greve que só afeta o Faial, parece mesmo embirração contra esta ilha… já é demais tanto ataque direcionado especificamente à Horta.

Há cada coincidência que aponta cada vez mais para uma cabala contra um único aeroporto nesta Região, o da Horta. Mesmo que não se queira crer nesta estratégia, os indícios gritam cada vez mais alto para a realidade deste conspiração contra o Faial.

Anúncios

Read Full Post »

Não conheço outro feriado nacional de origem civil dependente do calendário de uma festa religiosa como o Dia da Autonomia ou Dia dos Açores. Este ano com as celebrações centradas na Horta e com a presença de S. Exa. o Presidente da República. Apesar do maior brilho das comemorações em 2017, penso que nenhum dos vícios que ataca o regime autonómico atual será corrigido, desvios dos princípios da autonomia que tanto têm prejudicado as ilhas mais pequenas dos Açores, incluindo o Faial.

Brazão

Brasão dos Açores

Apesar do orgulho que me liga à açorianidade, não me sinto motivado para aderir ao desfiles de vaidades e às bajulações a políticos que em nome do politicamente correto e da estratégia da alienação promovem festividades organizadas pelas forças da sociedade e assim conseguem silenciar o mal que lavra na autonomia dos Açores e o preservam e o reforçam, dando deste modo lugar a um modelo autonómico onde a solidariedade para as parcelas económicas mais fracas do Arquipélago e o crescimento equilibrado, sustentado e extensivo às ilhas menores deixou de ser uma prioridade arquipelágica, como o foi no início desta Autonomia, e vai sendo cada vez mais substituído por um centralismo doentio e egoísta a favor do maior centro económico e populacional desta Região.

Lamento, mas como cidadão consciente digo não a isto e a esta festa de alienação típica de uma democracia doente, antes só, do que integrar-me nisto de uma forma interesseiramente hipócrita ou por me ter deixado alienar.

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

O QUE ERAM OS ANOS DE AUTÁRQUICAS NO FAIAL E O QUE É AGORA

Lembro-me bem do desfile de inaugurações que ocorria em ano de eleições autárquicas no Faial antigamente. Presidentes de Junta de Freguesia e da Câmara Municipal andavam então numa corrida de corta-fitas e de primeiras-pedras das obras resultantes do mandato que estavam a terminar. Era a forma de apresentar os frutos do seu trabalho aos Faialenses antes da ida às urnas.

Lembro-me também do desagrado das oposições com tanta inauguração e primeiras-pedras antes das eleições, pois os deixava sem discurso e assim tinham de se esforçar por apresentar ideias diferentes no seu programa em detrimento de apontar o que não fora feito.

Lembro-me, quando fui candidato à minha freguesia, me terem aconselhado que no meu programa eleitoral deveria constar o que pretendia, podia fazer e tivesse condições para arrancar ou concluir até ao final do mandato, pois os projetos repetidos para as autárquicas seguintes e não iniciados formavam a lista das promessas não cumpridas.

Era assim noutros tempos, outros modos de fazer política e onde o Faial ficava a ganhar com a exposição do trabalho realmente feito no terreno e à mostra dos Faialenses.

Depois isto começou lentamente a mudar, primeiro foi o discurso “the small is beautiful” ou “o pequeno é bonito”, para justificar a execução ou aceitação de projetos menores do que os anteriormente prometidos. Foi o início do tempo em que no desenvolvimento socioeconómico e infraestrutural o Faial começou a ficar para trás face a outras ilhas.

Após o sismo de 1998, houve autarcas a justificar o adiamento de projetos prometidos a esta terra, pois não queriam a ilha transformada em estaleiro e iniciou-se a fase onde as promessas para um mandato passaram a ter desculpas para não ser cumpridas e começou-se impunemente a repetir as mesmas propostas de 4 em 4 anos, atrasando-as mesmo décadas com desculpas esfarrapadas.

Esta degradação foi progressiva e o Faial foi ficando sempre para trás face a outras ilhas onde esta estratégia não pegava. Assim, não admira que no corrente ano de 2017 se veja a Câmara a apresentar novas versões de projetos antes prometidos, parecendo até novas promessas para o próximo mandato, mas que já se arrastam há anos e já foram comunicadas em anteriores autárquicas, repetindo a velha estratégia: dar a ideia de que é desta que vai ser. Só que a experiência mostra que no passado tal não levou a nada. É apenas o disfarce para a lista das promessas não cumpridas conforme me ensinaram antigamente e só se deixa enganar de novo quem quer.

Já perdi a conta às ideias e às versões dos projetos para a frente mar da Horta, mas esta nunca arrancou. Já não sei quantas vezes se disse o que se vai fazer para o Mercado Municipal, mas após tantos anos a obra nunca começou. Já mudou a quantidade e os locais de parques de estacionamento para o centro da cidade, umas vezes é a céu aberto, outras em silos de vários andares, só não surgiram os parques que de tempos a tempos se prometeram. Eis alguns de tantos exemplos.

Não me esqueço da prosápia com que nos tempos últimos se anunciou a primeira intervenção do saneamento básico da Horta, mas recordo-me bem quando, há mais de uma década atrás, na Assembleia Municipal a bancada a oposição propunha o faseamento deste trabalho para acelerar o seu arranque e o executivo avançar ao ritmo das suas possibilidades sem comprometer as finanças da Câmara. A sugestão foi criticada por não acreditarmos na capacidade anunciada do município, mas após tantos anos seguiram mesmo o velho conselho que então se deu, só não houve agora a humildade de assumir o atraso, nem a autoria da estratégia de fasear este investimento.

Este ano, reconheço, inauguraram bancos no jardim da República substituindo-os por outros iguais aos de antigamente, algo que não estava prometido nas últimas autárquicas, mas nem quero imaginar no que se diria há 20 ou 30 anos se um corta-fitas fosse para fazer uma correção de uma asneira de mau gosto e apenas voltar a repor algo igual ao que de bonito existia antes.

Há uma área que em todas as autárquicas vinha ao de cima: a rede de abastecimento de água; mas parece que no último mandato fizeram-se de facto investimentos que há muito foram sucessivamente adiados. Talvez fiquem corrigidas as disfunções do passado neste setor, mas com tantos outros adiamentos e tantas mais obras que não saíram do papel, virando apenas a projetos alterados reanunciados, não admira que o município tenha poupado dinheiro e diminuído as dívidas. Boa gestão era executarem-se as obras prometidas e ainda assim reduzir o endividamento.

Read Full Post »

Vasco Cordeiro criou uma nova estratégia para fugir à resolução de problemas em várias ilhas dos Açores, não fazer porque não deve pagar a fatura. Usou-a com o aeroporto da Horta e agora com o passivo ambiental da base das Lajes. Não critico esforços para que os responsáveis paguem as respetivas obrigações, só que tal não pode servir de desculpa para o Governo dos Açores não resolver os problemas ou não atender às justas aspirações de Açorianos quando não estão na maior ilha maior.

As despesas dos estudos da Câmara da Horta já estão a ser pagas, direta ou indiretamente, pelos Faialenses, ao deslocar para este objetivo dinheiro que poderia ser empregue noutras obras, mas é obrigação do município da Horta e também do Governo dos Açores de dar prioridade às maiores necessidades da Terra e atendê-las, em detrimento de responsabilizar terceiros para não fazer nada, adiar o problema e ainda sentir-se desobrigado de atender às reivindicações do Povo.

Quando  o Estado, a Região ou o Poder Local exigem a proprietários obras por razões  de interesse público e estes se recusam fazer, tem poder para as implementar e depois cobrar a fatura. Se este novamente fugirem às suas obrigações foi também para isso que se fizeram os tribunais, o que é urgente é não parar usando a desculpa de querer-se entregar uma fatura antes dessa urgência ser feita.

Tanto a ampliação do aeroporto da Horta, como o passivo ambiental na Terceira são urgências que não se compadecem com essa inoperância estratégica agora inventada por Vasco Cordeiro.

Read Full Post »

Os deputados do PSD-Faial querem a substituição do Conselho de Administração do Hospital da Horta, sem excluir a possível culpa de elementos deste, penso que o maior problema está acima desta equipa, pois é mesmo o Governo dos Açores que já há 4 anos propunha a saída da Horta de especialidades, como a tão necessária oncologia. Assim a mudança pode disfarçar, mas o grande adversário é mesmo quem tem o poder de o nomear, outro pode até resistir mais ou menos, mas fica sempre dependente de quem de facto quer esvaziar este estabelecimento, enquanto em paralelo faz obras como manobra de encher o olho para enganar os Faialenses.

Assim, os Faialenses mais do que mudanças de nomes, têm é de se unir e exigir ao Governo dos Açores que mude de estratégia para que passe a tratar os habitantes das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo, bem como alguns de São Jorge que optam por esta unidade de saúde, com o merecido cuidado e atenção, sem estratégias ocultas de esvaziamento do Hospital da Horta, muitas vezes com a ajuda de boys faialenses manipulados por governantes regionais para assegurar cargos na administração e no poder.

Mudar as formigas obreiras de baixo, deixando os chefes inimigos em cima a organizar a sua estratégia de ataque, terá mais cedo ou tarde o resultado que não interessa para o Hospital da Horta.

Read Full Post »

Já temia e alertei, se há culpas de serviços externos por demoras, a verdade é que um doente com cancro teme pelo facto da sua doença não estar a ser acompanhada por um especialista oncológico, algo que o Hospital da Horta deixou de ter e afeta agora a vida e a esperança de pacientes de várias ilhas dos Açores, nomeadamente Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo

Fonte: Doente com cancro queixa-se de demora no atendimento (Vídeo) – Sociedade – RTP Açores – RTP

Read Full Post »

Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

PISTA: AGORA, O IMPORTANTE, É FICARMOS UNIDOS

Não sou entendido em aeronáutica nem em infraestruturas aeroportuárias, mas o grupo de trabalho criado para estudar a ampliação da pista da Horta possui elementos que sabem da matéria para eu acreditar que as conclusões a que chegou mereçam confiança.

Uma das conclusões dá um grande golpe ao argumento do custo excessivo para se ampliar a pista com o fim de se alcançar as condições de segurança e de operacionalidade adequadas às necessidades e anseios dos Faialenses, bem como acabar com as limitações de carga e passageiros que os aviões que realizam os voos para fora dos Açores têm estado sujeitos neste aeroporto. Efetivamente, alcançar o mesmo objetivo por 34,5 milhões de euros em vez dos anteriormente anunciados 75 milhões é uma redução superior a cinquenta por cento do preço.

Não opino sobre as várias alternativas estudadas pelo grupo de trabalho, volto a deixar isso aos entendidos, pois o importante é encontrar uma solução que satisfaça as necessidades das populações desta região dos Açores em condições de segurança e com os menores custos financeiros e de impactes ambientais possíveis, mas sempre sem comprometer os objetivos. Agora o Município da Horta possui um documento base sério para defender os interesses dos seus Munícipes.

Neste momento todos os beneficiários desta infraestrutura têm de estar unidos na luta para que este objetivo se concretize, pois não faltam adversários a esta obra e muitos têm um peso político e económico elevado para que se esteja perante um confronto semelhante ao de David e Golias. Mas, como se sabe, naquela batalha foi a inteligência e a persistência que permitiu ao mais fraco e inexperiente ganhar ao mais forte. Assim, espero que agora também sejam os Faialenses a alcançar a vitória perante todos os que tudo têm feito para que a ampliação da pista do aeroporto da Horta não se concretize. Já vimos manipulação de estatísticas por entidades públicas, incumprimento da palavra dada por políticos, ofensas de grupos organizados nas redes sociais e a exploração de divisionismos inter-ilhas, tudo isto só para que faltem condições para este projeto não ir em frente.

Isto porque o Triângulo unido tem um potencial de atratividade turística que assusta muita gente que prefere destruir a união entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge para que esta sub-região dos Açores fique enfraquecida e manietada aos interesses económicos de parcelas mais populosas e económica e politicamente mais fortes e influentes.

Este receio tem levado ao uso a argumentos que vão desde o custo, à inutilidade do investimento, às dificuldades técnicas e até à exploração de animosidades partidárias, bairrismos no seio do Triângulo e manipulações cujo único fim é boicotar a concretização desta pretensão.

Nada tenho a opor que, em paralelo, se invista em outro aeroporto no Triângulo, pois, potenciar a complementaridade das infraestruturas aqui existentes assegura melhor que quem tenha como destino esta sub-região dos Açores consiga de facto cá chegar, sem ter de ser frequentemente desviado para outras zonas que lhe são concorrenciais que até incentivam (com o nosso dinheiro) a preferirem esses locais em alternativa a vir diretamente para o Faial, Pico e São Jorge.

É importante que os interessados no Triângulo possam chegar de facto a estas três ilhas com baixo risco de desvios ou de custos acrescidos. Mas com este trabalho os obstáculos não vão diminuir: quanto maiores e melhores forem os nossos trunfos os nossos argumentos, maior será a adversidade cultivada pelos opositores do Triângulo a enfrentar e, para alguns deles, tudo vale.

O Município da Horta também não pode agora sentir que já cumpriu o seu dever de liderança e acobardar-se perante estas forças exteriores. Na verdade, neste momento tem é de usar toda a sua capacidade para vencer os falsos argumentos: financeiros, de que o investimento pode não ser rentável; ideológicos, de que a infraestrutura é privada e não pode ser alvo de dinheiro público; divisionistas, de que deve ser apenas um aeroporto no Triângulo que deve ficar noutra ilha; de competência legal, que deve ser a ANA, ou o Governo de Lisboa para desresponsabilizar o dos Açores; ou mesmo de pressão partidária, para eleitos locais desta ilha não perderem o apoio de âmbito regional; ou outro subterfúgio qualquer; pois todos eles são ultrapassáveis se houver vontade e coragem de quem lidera os destinos do Faial para utilizar o presente momento para se alcançar este objetivo antes das próximas eleições, pois deixar para depois é porque fomos alvo de mais um embuste que até despudoradamente se serviu de Faialenses técnicos, sérios e competentes.

A partir de 1 de outubro sem uma vitória irreversível nesta matéria fica claro que assistimos agora apenas a mais um foguetório político para iludir os que se deixam enganar pelo fogo de artifício efémero, abrem a boca pasmados pelo brilho, mas deixam passar a oportunidade sem saírem da mediocridade. Espero que assim unidos e sem receios se alcance a tempo o objetivo de ampliação da pista para bem do Faial e do Triângulo. Aproveito para desejar um boa Páscoa a todos os leitores.

Read Full Post »

Older Posts »