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Posts Tagged ‘Horta’

Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

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Após a desistência do vencedor do anterior concurso às obras de remodelação do Hospital da Horta, diz-se por dificuldades no Tribunal de Contas, estas agora voltam a concurso com um valor mais elevado (5,9 milhões de euros). Esta obra, ao contrário da última inauguração para repor os danos do sismo de 1998 que inutilizou o antigo bloco C, é o primeiro grande investimento em saúde no Faial desde o centro de hemodiálise que não resulta de uma reposição.

Lendo o resumo desta intervenção, verifico que também assistiremos a uma grande remodelação ao nível do modo como os serviços de saúde são prestados na ilha, embora ainda não saiba o que acontecerá às atuais instalações da Vista Alegre do USIF, este migrará para Santa Bárbara e ficará contíguo ao hospital, parece-me bem a possibilidade de sinergias que por aqui se podem criar.

Apesar disso, espero que a obra não seja apenas para encher o olho enquanto as valências e os especialistas vão diminuindo no Faial, quem tem obrigação de fiscalizar tudo isto não pode deixar que o fogo de vista cegue e não deixe ver o que se passa ao nível do serviço global prestado pelo Hospital da Horta.

Pela obra, mérito a quem investe, pela diversidade de serviços de saúde prestados no hospital da Horta, há um silêncio que me assusta, até porque os habituais arautos dos sucessos do governo andam calados nesta matéria… e também os que devem fiscalizar o tema não têm dito nada.

 

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O meu artigo de opinião de hoje no diário local “Incentivo”

AEROPORTO DA HORTA: O MAIS FÁCIL ESTÁ, FALTA O DIFÍCIL

O Faial recebeu uma boa notícia na passada semana, a SATA confirmou que o sistema RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) já se encontra testado, certificado e em condições de ser utilizado pela empresa nas operações de descolagem e de aterragem no Aeroporto da Horta.

A implementação deste sistema de apoio nos aviões da Air-Açores nas aproximações ao aeroporto da Horta foi uma das duas exigências nas manifestações dos Faialenses em Setembro de 2016. Este sistema já estivera previsto nos aviões da TAP quando operavam na nossa ilha e era a reivindicação a mais fácil de satisfazer, não só era a mais barata, como beneficiava não só esta infraestrutura, mas também a própria SATA e, como se ouviu no telejornal regional, as pistas de Ponta Delgada.

Não tem mal nenhum a Horta compartilhar benefícios da implementação do RISE com Ponta Delgada. Só que para esta reivindicação ir em frente requeria a entrada da SATA num projeto que não estivera interessada no início, mas a verdade é que, quando uma reivindicação Faialense também ajuda diretamente os interesses de São Miguel é meio caminho andado para ser atendida.

Assim, estou satisfeito porque o Governo dos Açores não desperdiçou a possibilidade de fazer o grupo SATA entrar no projeto e beneficiar de imediato duas entradas do exterior ao Arquipélago, e, seguindo a ordem do telejornal: o aeroporto de Ponta Delgada já tem RISE e também o da Horta.

Agora falta a outra reivindicação mais difícil: a ampliação das pistas do aeroporto da Horta. É verdade que esta obra beneficia não só os Faialenses, mas também Picoenses e até Jorgenses, mas sejamos francos, não tem igual oportunidade uma reivindicação do Faial que beneficia todo o Triângulo, face a outra que, em simultâneo, é boa diretamente para São Miguel!

Mais dificuldades ainda: a reivindicação da ampliação das pistas da Horta é bem mais cara e passível do jogo do empurra na guerrilha bairrista, oportunista, partidária e ideológica. Pode-se dizer que a obra na minha terra é preferível à do vizinho, sem ter em conta que são complementares e uma não anula outra na ilha ao lado. Pode-se acusar a empresa que explora a infraestrutura de não o fazer como desculpa para os governantes, mesmo sabendo que este investimento beneficia mais os Faialenses que a Vinci. Pode-se acusar o partido A de não a ter feito no seu tempo e dar a entender que era esse o momento certo, enquanto o partido B, no poder, tem a faca e o queijo na mão, só não desbloqueia o financiamento. Pode-se ainda usar a guerra ideológica e dizer que seria um investimento público de que um privado tiraria vantagem, mesmo sabendo que o maior beneficiário seria mesmo povo que dizem defender e não a empresa.

Os Faialenses têm de ultrapassar todas estas divisões e desculpas doentias para inteligentemente não se contentarem com o mais fácil, pois o principal ainda está por fazer: a ampliação das pistas.

Neste objetivo os Faialenses são poucos para pressionar alguns políticos influentes e pobres para deixar a economia agir em favor deste projeto. Assim, há que continuar neste combate sem baixar os braços, sem nos dividirmos como alguns tentam e sem ser contra ninguém para termos a força da razão moral do nosso lado. O RISE foi uma vitória fácil, foi bom, mas pouco face ao que de difícil se precisa que se faça no aeroporto da Horta.

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Será coincidência que desde 1 de outubro já se viu voos que tinha deixado de ser redondos voltarem ser? Será por acaso que desde então já ficaram dezenas de alunos da secundária a dormir no aeroporto de Lisboa? Será coincidência que em setembro o serviço da Azores airlines quase não mereceu reparos e depois a insatisfação voltou? Uma coisa é certa, ninguém pode acusar que as reclamações agora surgem por eleitoralismo, será que se pode dizer o mesmo da acalmia verificada em setembro?

Quem mexia cordelinhos em setembro e não mexeu em defesa do Faial antes de depois do calor do período eleitoral das autárquicas?

Tantas questões que indiciam que quem está no poder desta ilha e Região está mais interessado em defender-se do que em defender os Faialenses, mas a ética e moral desta gente não é coisa que se deva questionar mas novamente estes sinais respondem por si.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo sobre as autárquicas no Faial:

LEGITIMIDADE POPULAR E UM REPTO AOS VENCEDORES

Terminei o anterior artigo de opinião aqui no Incentivo concluindo: “respeitarei qualquer resultado das próximas autárquicas mas aposto na mudança.” Assim sendo, logicamente aceito agora a opção que resultou da contagem dos votos dos Faialenses que se deslocaram às assembleias de voto no passado domingo.
Foi um resultado honroso para aqueles que queriam mudança e se reuniram em torno da coligação Acreditar no Faial, grandes vitórias em muitas freguesias, na Assembleia Municipal mas o objetivo principal era de facto liderar o Governo do Faial ou seja a Câmara Municipal e esse não foi alcançado. O vencedor num regime democrático adquire legitimidade para governar de acordo com a expressão eleitoral que foi obtida através dos votos válidos depositados livremente em urna.
Todavia deixo claro: legitimidade democrática em eleições não é sinónimo de validação da não razão que suporta uma opinião diferente. Por isso assiste-me também o direito de manter as minhas ideias independentemente de a maioria ter discordado de mim. O regresso de voos redondos no próprio dia das eleições que fora denunciado durante a campanha eleitoral e retirados segundo se deu a entender a pedido do recandidato Presidente da Câmara vieram dar-me razão, o poder político dos Açores não joga limpo com o Faial.
Sou uma pessoa que respeita as regras do jogo democrático, mesmo que por vezes o poder não o faça de forma limpa, mas também sou um indivíduo de convicções refletidas e amadurecidas e por isso continuo a assumir que preferia que Carlos Ferreira tivesse vencido por ainda pensar que era o melhor para o Faial, mas não foi neste sentido que a maioria dos Faialenses se manifestou quando se expressou no passado dia 1 de outubro.
Por vontade própria pedira para não ser colocado em posições elegíveis para os órgãos municipais nas listas em que me convidaram e aceitara integrar nestas autárquicas, pelo que independente dos resultados que viessem a acontecer, eu estava seguro que ao fim de 24 anos deixaria por agora a atividade institucional autárquica ao nível concelhio. Todavia, mesmo cansado de décadas sempre deixei claro com quem falei que esta saída não seria uma desistência pessoal de vida pública ativa, continuarei a defender o Faial como um simples cidadão. Assim, enquanto tiver possibilidades, aqui ou noutros espaços não deixarei de expressar as minhas opiniões sobre o que considero mais importante dizer em prol da defesa dos interesses desta Terra.
Confesso até que me seria mais doloroso ser desiludido por uma má prestação daqueles que apoiei nestas eleições caso não correspondessem às minhas expectativas, por isso fruto dos resultados eleitorais ficou intata a esperança de que teriam sido bons autarcas. O reaparecimento dos voos redondos após o fim da campanha mostra bem que eu estava do lado do jogo limpo, o que também me é reconfortante.
Na minha luta autárquica de décadas e na minha vida pública sempre esteve em primeiro lugar a defesa do Faial. Assim não tenho complexo em deixar claro que prefiro até que os atuais vencedores me venham a surpreender pela positiva e me deem razões para ficar bem impressionado com eles, continuo a desejar que finalmente consigam dar o tal impulso ao desenvolvimento do Faial que faltou nas últimas décadas por culpa de quem nos representou ao nível de ilha e sobretudo do poder regional, mas apesar disto, têm sido sucessivamete reeleitos pelos Faialenses e há que respeitar.
Assim e embora ainda não convencido, deixo aqui o repto aos vencedores: surpreendam-me finalmente pela positiva para bem do Faial!
Sou um bairrista convicto defensor desta Terra, não para atacar qualquer outra parcela Açoriana, mas por sonhar e desejar o melhor para esta ilha. Foi o bem desta ilha que sempre me moveu e me deu força para não desistir da vida autárquica durante tantos anos, por insisto de novo: supreendam-me pela positiva alcançando o desenvolvimento que tanto falta faz ao Faial e o concelho da Horta bem merece.

Carlos Faria

Sugestões e crítica: cefaria@hotmail.com

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Foi com a mensagem em título para se aproveitar as eleições do próximo domingo como a grande oportunidade para haver uma mudança de atitude da Câmara Municipal da Horta em prol dos Faialenses que Carlos Ferreira deu o mote ao seu discurso na freguesia das Angústias perante uma enorme multidão de gente desta ilha. A partir de agora é consigo, mas eu quero Acreditar no Faial.

Carlos Ferreira, com um currículo profissional de excelência, já agraciado pelo bom desempenho nas suas funções com medalhas de mérito atribuídas pela Câmara Municipal da Horta, passando pelo Governo da República e até à Presidência da República é de facto a esperança para que um cidadão independente nascido de gente humilde na Horta possa reunir as condições para mudar o Faial e a ilha sair deste marasmo em que caiu ao longo das últimas décadas.

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Ontem foram cancelados 2 voos entre Horta e Lisboa devido à greve às assistências na SATA, à primeira vista nada de estranho, mas lendo as notícias a greve parece que só afeta o aeroporto da Horta, pois os passageiros desta rota serão simplesmente reencaminhados para outros voos da mesma empresa programados para a Terceira e São Miguel. Assim temos uma greve que só afeta o Faial, parece mesmo embirração contra esta ilha… já é demais tanto ataque direcionado especificamente à Horta.

Há cada coincidência que aponta cada vez mais para uma cabala contra um único aeroporto nesta Região, o da Horta. Mesmo que não se queira crer nesta estratégia, os indícios gritam cada vez mais alto para a realidade deste conspiração contra o Faial.

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