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Posts Tagged ‘Horta’

Foi um cavalo de batalha de décadas, todos os anos na apresentação de contas o Município era criticado pela oposição por não pagar a tempo às empresas locais. Sempre havia desculpas da Autarquia. Afinal era possível e a Câmara desfralda agora a bandeira de ter conseguido aquilo que há muito lhe era exigido.

Mesmo sem saber os moldes como contabilisticamente tal foi alcançado, espero que sem engenharia ou passagem de faturação para 2017, não deixa de ser positivo que com o tempo a gestão municipal comece a levar em linha de conta as recomendações da oposição e depois disso até se orgulhe por alcançar aquilo que lhe era todos os anos pedido.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

PORTO DA HORTA – LEVOU TEMPO A ADESÃO

Embora importe não esquecer que o problema prioritário para o Faial é o das acessibilidades aéreas da ilha ao exterior do Arquipélago, ou seja para já: a ampliação da pista, o projeto RISE e o número de ligações entre Horta e Lisboa; onde em cada um destes o Governo dos Açores tem grandes responsabilidades para se alcançar a sua concretização, nas últimas semanas a atenção centrou-se nas obras da segunda fase do porto da Horta, o que evidencia que os Faialenses estão agora muito atentos e bem despertos ao modo como os governantes tratam esta terra.

A preocupação dos Faialenses agrada-me e muito: a dinâmica da democracia cresce a partir do Povo e aquela não amadurece quando as pessoas estão adormecidas ou delegam nos políticos o seu papel de intervirem civicamente na sociedade.

Bastou o cartão vermelho de outubro último para que o Presidente da Câmara Municipal da Horta compreendesse que tinha a cabeça a prémio e mudasse a atitude que tinha no passado. Deixou de combater as vozes da oposição, que diziam alto os protestos e anseios dos Faialenses, enquanto o governo dos Açores pisava esta ilha, e passou a comprometer-se com as preocupações levantadas na sociedade do Faial e em público já leva ao poder regional os alertas dos munícipes.

É verdade que até ao momento não tem sido ele a tomar a iniciativa de assumir o papel de defesa do Concelho. Primeiro, na questão do aeroporto, já há meses que a população se movimentava e se manifestava ativa e publicamente em torno das acessibilidades aéreas e só depois das eleições e de o movimento cívico se manter ativo é que o Presidente da Câmara criou um grupo de trabalho para análise da ampliação da pista e aderiu às claras a esta causa dos Faialenses.

Agora nas obras do porto não se viu o Presidente da Câmara agir quando as preocupações se levantaram na Assembleia Municipal, a seguir deixou que as deputadas do seu partido e concelho fossem à Portos dos Açores com a comunicação social para a empresa passar a ideia de que estava tudo bem na atual versão do projeto, continuou a não se mexer quando os deputados Carlos Ferreira e Luís Garcia denunciaram o que consideravam aberrações na intervenção para ali prevista, permitiu até o burburinho de descontentamento crescerem nas redes sociais desta terra e só depois da denúncia pública das preocupações da mesa do turismo da Câmara do Comércio e Indústria da Horta e da reunião desta com o Presidente da Câmara é que este finalmente se resolveu a agir.

Levou tempo, mas ainda bem que por fim lá se decidiu unir às vozes dos Faialense em vez de criticar quem lançava os alertas, como era norma na história política de quem estava no poder desta ilha antes da derrota das últimas eleições. Podemos dizer que se o Presidente da Câmara ainda não lidera as causas do Concelho, ao menos, com o tempo associa-se aos argumentos dos seus Munícipes e no fim mostra-se solidário com as suas preocupações e envolve-se nas questões ao lado do seu Povo. É um progresso no bom sentido, parece um pouco forçado por ser ao retardador, mas reconheço a mudança.

Há quem diga que a mudança é estratégica e só até às próximas autárquicas. Não tenho provas da veracidade ou falsidade desta ideia, mas digo que se está numa corrida a contrarrelógio, ou o Presidente alcança resultados concretos até às eleições com soluções irreversíveis, ou deixa tudo pendente e voltará aquele discurso de promessas que os Faialenses já conhecem, onde passam os votos e o prometido se engaveta, então terá de decidir se estão dispostos a não penalizar quem não defendeu a tempo esta terra dos maus resultados, mas nisto o Povo é soberano.

Pode haver quem pense que um ano é pouco tempo para se exigir frutos irreversíveis, mas este curto período para a concretização dos objetivos só acontece por culpa daqueles que durante anos desculparam quem prejudicava o Faial em vez de estar do lado dos Faialenses, agora têm de correr para recuperar o tempo perdido por culpa deles. Tivessem eles antes ouvido e estado ao lado do Povo desta ilha.

Por mim, prefiro que seja o Faial a sair bem desta nova postura em detrimento de quais forem os políticos que com isso conquistem vitórias, eu apenas luto pela minha ilha e insisto que o importante é em tempo útil satisfazer as necessidades do Faial e espero que nos próximos meses as obras do porto se concretizem, sem comprometer a sua operacionalidade, nem a beleza da baía da Horta com aquele mamarracho que as imagens do projeto nos assustam.

NOTA: Pouco depois de escrever este artigo soube da morte do Dr. Mário Soares, sem dúvida alguém cuja resistência contra forças totalitárias, no poder ou a querer tomá-lo, é uma das razões porque Portugal vive em democracia. Lamento a sua morte e honremos o regime democrático que nos legou.

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Aqui fica o contraste para a baía sul entre o apresentado aos Faialenses na semana do mar de 2007, um projeto então arrumadinho e sem degradar a imagem do saco da doca, versus o mamarracho agora anunciado do projeto de execução para ali se construir quase 10 anos depois.

Antes

sacodoca

Agora

baiasul

Isto sem falar do que encolheu da obra do lado norte da baía da Horta entre o projetado e o ali executado. (Montagem retirada do Tribuna das Ilhas).

Desplante não falta a quem defende estas alterações…

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O meu artigo de hoje no Incentivo, onde considero  uma iniciativa de louvar mas justifico porque é necessário que a concretização da pretensão dos Faialenses se torne num facto irreversível antes das próximas eleições autárquicas.

O PRAZO DA PROVA

Ao longo dos anos sempre tenho defendido que a Câmara Municipal da Horta, na figura do seu Presidente, deve liderar as principais reivindicações e aspirações dos Faialenses no sentido de se alcançar os justos anseios da população desta ilha.

Também já várias vezes tenho salientado que entre as muitas questões que preocupam os Faialenses e urge atender, a principal, por isso mesmo a essencial por condicionar muitos dos outros problemas, se centra na acessibilidade aérea do Faial diretamente ao exterior dos Açores.

Esta questão envolve dois aspetos interdependentes e não se pode descurar nenhum deles: a das condições de segurança de operacionalidade dos aviões oferecida pelo aeroporto da Horta; e o assegurar um número de ligações aéreas diretas ao exterior a preços acessíveis para que esta oferta não crie constrangimentos à circulação de passageiros nesta infraestrutura da ilha, que não só incentive a visita de turistas ao Faial e ao Triângulo, mas também, permita aos residentes deslocarem-se sem dificuldades ao exterior, quer na disponibilidade de lugares, quer nos custos.

Por tudo isto, congratulo-me com a facto de o Presidente da Câmara Municipal ter anunciado a criação de um Grupo de Trabalho para estudar as opções mais viáveis para a pista do aeroporto da Horta, de modo a garantir uma melhor operacionalidade desta infraestrutura fundamental para o desenvolvimento económico e social do Faial.

Apesar da satisfação que esta comunicação me trouxe, não só porque vai ao encontro da principal reivindicação dos Faialenses e a que mais os tem mobilizado e ser coerente com o que sempre defendi: que cabia ao Presidente da Câmara liderar a luta das aspirações dos seus Munícipes; mas também por transportar em si a convicção de que não só o projeto é viável, como até existem várias soluções alternativas para melhorar a operacionalidade do aeroporto da Horta ao nível da ampliação da sua pista, cabendo a este grupo procurar a melhor, tendo em conta o respetivo balanço entre custos e benefícios.

Pela primeira vez, após vários anos, alguém com lugar de responsabilidade no PS-Faial alinha em sintonia de discurso com todas as outras forças políticas da ilha e, sobretudo, com a aspiração da população Faialense, pois além de não invocar o argumento da inviabilidade técnica ou financeira desta reivindicação, assumiu o compromisso de encontrar a melhor solução.

Efetivamente, a maioria da população desta ilha já estava farta da estratégia há muito arrastada pelo PS-Faial de alinhavar desculpas pelo não atendimento desta justa aspiração dos Faialenses ou de responsabilizar outras entidades pela não execução desta pretensão, sempre de modo a desobrigar o Governo dos Açores e o Governo da República quando liderado pelo PS, de cumprir este compromisso para com os Faialenses.

Esta mudança de estratégia talvez não seja de todo voluntária no Presidente da Câmara, mas o resultado imediato da recente estrondosa derrota infligida nas urnas pelos Faialenses ao PS-Faial, uma condenação clara à estratégia por este adotada, ao ter deixado de estar ao lado das lutas reivindicativas da população da ilha para assumir o papel de desculpar todas as instituições executivas rosa nos Açores ou no País que estivessem em falta para com a nossa ilha. Adicionada a esta causa, deve estar ainda a ocorrência das próximas eleições autárquicas, situações que obrigaram à mudança de estilo na governação municipal. Mas, ainda bem que mudou!

Contudo, já tenho idade e experiência suficiente para saber que muitas vezes para se acalmar um descontentamento que não se quer atender se cria um grupo de estudo para adiar a resolução e dar a aparência de que se está a trabalhar para se respeitar o reivindicado pela população. Confesso que não quero crer que este anúncio seja apenas isto, mas também não sou ingénuo para não colocar esta hipótese em cima da mesa, até porque é muito comum em política por partidos reticentes em respeitar uma promessa antiga que se arrasta no tempo, precisamente à semelhança do caso da melhoria das condições de operacionalidade do aeroporto da Horta.

Assim, só vendo a tempo resultados práticos, consequentes e que tornem irreversível o atendimento da pretensão dos Faialenses, este anúncio se prova credível e para isso o Presidente da Câmara tem menos de um ano para mostrar os frutos deste grupo e criar condições para que a solução encontrada de concretize, caso contrário, não se livrará da acusação de que foi apenas uma artimanha engenhosa para atirar areia aos olhos dos Faialenses e isso seria indesculpável e justificação de outra sanção ao PS-Faial ainda maior que a do passado mês de outubro.

Por isso, fica-me a esperança que desta é que vai ser. Entretanto, ninguém desta ilha pode deixar de estar atento ou baixar os braços, pois há muitos por esta Região fora e influentes na governação dispostos a fazer tudo ao seu alcance para inviabilizar a concretização deste objetivo dos Faialenses. O Presidente da Câmara tem um prazo curto para provar que a Faial venceu esta luta.

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O meu artigo para publicação hoje no diário Incentivo:

A SEGUNDA FASE DO PORTO DA HORTA TAMBÉM ENCOLHE

Após três anos e meio com o Governo dos Açores quase sem fazer obras e sem lançar novos projetos, eis que nos últimos meses antes das eleições legislativas regionais os meios de comunicação social insulares mostram uma avalanche de anúncios com reparações de estradas, novos investimentos e colocação de primeiras pedras pelas várias parcelas do Arquipélago. Só obras portuárias e costeiras já inventariei mais intervenções que ilhas, o que mostra bem a quantidade de promessas que saíram cá para fora nestes tempos eleitorais.

Após tantas obras portuárias noticiadas para outras ilhas chegou a vez do Faial, na semana passada foi anunciado o lançamento do concurso do procedimento para a “Requalificação do Porto da Horta”, ou seja, o que seria a segunda fase do inicialmente chamado “Projeto de Reordenamento do Porto da Horta”, que foi apresentado e discutido publicamente em 2007, mas que depois foi faseado em baía sul e norte, sendo que o novo cais foi encolhido em 2009 e a intervenção passou a ter o nome de “Projeto Integrado de Requalificação e Reordenamento da Frente Marítima da Cidade da Horta – 1.ª Fase”, mas, depois de construída a obra encolhida, os Faialenses tiveram ainda de aguardar meia década para o anúncio do concurso (não da obra) da segunda fase.

Agora, em véspera de eleições, quase 10 anos depois do projeto inicial e já com um terceiro nome, eis o lançamento do concurso para a segunda fase daquilo que fora o “Projeto de Reordenamento do Porto da Horta” e sempre que mudou de nome encolheu face ao que já fora antes prometido. O que presentemente foi tornado público deixou cair as obras para o Clube Naval da Horta e de melhoria das condições das atividades das empresas marítimo-turísticas que movimenta tanta gente na zona portuária sul do nosso porto, mantém o cotovelo da doca cujo desaparecimento serviria para compensar a redução na atracagem resultante do encolhimento da baía norte, eclipsou-se o Centro de Treinos de Alta Competição, não se percebe onde está o pontão de apoio às pescas e muito mais desapareceu silenciosamente e sem deixar rasto ou justificação.

Haverá um novo faseamento da segunda fase para fazer o que agora fica de fora? Não sei. Mas, nesta hipótese, talvez venha outra mudança de nome e outro encolher do projeto, pois tendo em conta o historial com que o Faial tem sido tratado pelo Governo dos Açores, o mais provável, como na última fase na variante, é que uma terceira fase para o porto também não se venha a fazer ou fique na gaveta a aguardar um anúncio noutras eleições futuras.

Uma coisa é certa, os deputados do Faial subservientes ao Governo dos Açores nunca protestam quando a nossa ilha é maltratada ou os projetos encolhem e mesmo quando as oposições Faialenses protestam por um mau serviço a esta terra, adiamento de um investimento ou cancelamento de uma obra, aqueles deputados socialistas costumam votar contra e desculpam quem nos maltrata. Mas mais tarde questionam onde estavam as oposições quando os males aconteceram, como se não tivessem sido eles a desculpar o executivo regional e a abafar as vozes de protesto. Por isso pergunto: onde estão agora os protestos dos nossos deputados e candidatos a novo mandato pelo PS-Faial quando se descobre este novo encolhimento das obras no porto da Horta?

Estão, como habitualmente, à espera de um novo voto de protesto por esta redução da obra vindo das oposições para desculparem outra vez o Governo dos Açores, votarem contra o protesto e deixarem isto ficar assim mesmo? Mais tarde, quando os efeitos do mal forem irreversíveis, terão o desplante de perguntar onde estavam os que protestaram, como se eles de facto tivessem feito algo no momento certo. Não foi assim que o PS-Faial agiu nos casos do Varadouro, do Estádio Mário Lino, da Variante, da Rádio Naval, do Aeroporto, da SATA? Agora apenas repetem o método nesta fase das obras do porto da Horta.

Porque será que no Faial as obras anunciadas levam décadas para arrancar, depois são faseadas por décadas e ainda encolhem quando as fases seguintes são anunciadas? Por vezes, até a fase seguinte fica por fazer depois do anúncio, como aconteceu com a última fase da variante há quatro anos, com a promessa então feita precisamente antes das anteriores eleições como agora.

As obras para o porto da Horta já vão no terceiro nome, no segundo encolhimento e tudo aponta para mais um faseamento. Só que este mau tratamento dado ao Faial tem culpados: são quem está no poder e decide, bem como quem suporta esse poder que nos maltrata. Não é justo acusar quem tem levantado a voz em defesa desta terra, tem apresentado protestos, alertas, recomendações e moções nos locais próprios para se alcançar mais e melhor para a nossa ilha mas não governa.

Os Faialenses vão escolher os seus representantes ao nível regional nas próximas legislativas e são livres até de votar em quem os tem maltratado, mas continuarei a ser uma voz em defesa do Faial, independentemente de quem vencer.

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O meu artigo quinzenal, publicado ontem no Incentivo.

O ESTRANHO CASO DOS CANCELAMENTOS DA SATA

Todos os Faialenses conscientes sabem que o aeroporto da Horta tem problemas de operacionalidade, não só devido ao escasso comprimento da sua pista, como também pela falta de equipamento de apoio à aproximação desta infraestrutura, nomeadamente o ILS, situações que os residentes nesta ilha não podem esquecer da sua lista de reivindicações e devem continuar a lutar para alcançar o máximo possível na resolução destas lacunas e mesmo que não se atinja o ideal, se nos unirmos, alguma coisa se há de conseguir para melhorar esta infraestrutura fundamental ao desenvolvimento desta terra.

Também é verdade que o projeto RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) não depende do aeroporto, é constituido por equipamento de apoio nas aeronaves e é uma parceria com a Airbus, pelo que, tendo o Conselho de Administração da SATA e o Governo dos Açores nos informado que aderiram a esta iniciativa, de modo a colmatar algumas das dificuldades nas aproximações sentidas nos aviões fabricados por aquela empresa às pistas, novamente os Faialenses não podem descansar e deixar que este investimento nas aeronaves da Azores Airlines que aterram na Horta se vá arrastando no tempo ou não passe mesmo da lista das promessas.

Pode-se ainda criticar as decisões políticas, estratégicas e administrativas que levaram a TAP a abandonar o Faial e o serviço ter passado desde então a ser assumido pela transportadora aérea regional, só que esta mudança de empresa não justifica o crescimento exponencial de cancelamentos de aterragens no aeroporto da Horta nas ligações dos airbus da SATA entre esta ilha e Lisboa, pois além das condições meteorológicas não se terem alterado fortemente face aos anos anteriores, o tipo de aviões, fabricante e modelos não são agora significativamente diferentes para que as condições de operacionalidade neste aeroporto se tenham reduzido tão drasticamente desde então.

Infelizmente, é a empresa que ostenta as cores dos Açores, que depende do Governo da Região e que à partida deveria ter uma maior consciência da importância de assegurar o serviço público a esta ilha nas suas ligações com Lisboa que é responsável por uma degradação tão significativa desta prestação de serviço que tem gerado, e com razão, o atual enorme descontentamento dos Faialenses para com a SATA. Até porque esta terra nada tinha contra a transportadora aérea dos Açores que nas ligações internas até presta um muito melhor serviço.

Assim, embora reconhecendo a necessidade de os Faialenses continuarem a reivindicar os melhoramentos acima citados para o seu aeroporto, a SATA, através dos seus Administradores, e o Governo dos Açores, como proprietário, são corresponsáveis pelo mau serviço que está a ser prestado aos Faialenses ao nível das ligações aéreas com Lisboa nas condições atuais. Só que na verdade ninguém tem assumido a sua cota-parte destas culpas, pois são apresentados argumentos para alguns cancelamentos esfarrapados sobre as condições meteorológicas na zona da pista, mas que depois são desmentidos ou mal fundamentados com a exposição através da comunicação social dos procedimentos da empresa face aos dados meteorológicos que efetivamente ocorreram no terreno, como muito bem fez o jornal Incentivo, e quando não se justifica de forma credível é porque há gato escondido. Mais desconfiança se instalam nos Faialenses quando para condições meteorológicas bem piores e evidentes os cancelamentos parecem não ocorrer se alguma autoridade nacional se dirige à Horta.

Assim, na verdade os Faialenses têm muita razão de queixa dos responsáveis da SATA, pois a má qualidade do serviço prestado por esta empresa do Governo dos Açores supera as condicionantes que se conhecem, que também urge serem colmatadas, e não se tem assistido a esforços evidentes, tanto das autoridades políticas regionais, como administrativas da transportadora, no sentido de se melhorar esta prestação em progressiva degradação de qualidade.

Como Faialense desejo que se colmatem os condicionalismos de operacionalidade da pista através dos investimentos necessários que há muito se reivindica nesta ilha para aquela infraestrutura aeroportuária, mas também quero que a SATA, pela sua parte, demonstre que se esforça em dar o seu melhor ao nível de assegurar as ligações entre o exterior da Região e o aeroporto da Horta, evitando ao máximo os cancelamentos e respeitando sempre as exigência de segurança, pois só assim se dissipa a suspeita de má vontade na transportadora regional e no Governo dos Açores em servir a ilha do Faial nesta matéria.

Uma coisa é certa, neste caso, como noutros, os Faialenses não podem baixar os braços, têm de lutar para que na situação atual as ligações aéreas com Lisboa melhorem e até têm o direito de sonhar e trabalhar para que se criem rotas com outros destinos exteriores aos Açores. Enquanto a SATA, como empresa pública regional e o Governo dos Açores, como eleito para servir o povo, têm é a obrigação de fazer concretizar os objetivos dos Faialenses

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A Semana do Mar acabou e depois dos resmungos a meia-voz pelo encerramento do trânsito na Avenida Marginal da Horta, de se dizer timidamente de que os concertos no palco principal eram na generalidade uma miséria, da repetição da crítica de que as festas em terra deveriam mudar para a zona da Alagoa para não se incomodar tanto a cidade e de insistir que este programa está velho, gasto e sem inovação; a organização sabe que amanhã a maioria dos Faialenses perdoará todos os defeitos que há tanto tempo se arrastam e continuará despreocupada, pois tudo será esquecido para o ano se repetirem os mesmos erros.

Foi evidente que a Semana do Mar 2016 não bateu recordes de passageiros vindos de outras ilhas para o Faial (quase não se viam visitantes de fora à exceção dos turistas que casualmente estavam por cá nesta data) e se a Atlanticoline não favoreceu muito estas festas, também não vi Açorianos de outras ilhas descontentes por falta de viagens para a Horta nestes dias,  um sinal claro do desinteresse que estas festas geram nas outras terras dos Açores.

É verdade que se falou muito da tenda e parece que o Presidente da Câmara assumiu que investiu muito nesta que vai pela noite dentro até madrugada, o que não sendo novidade no programa terá tido um mais cartaz apelativo para a juventude este ano, só que o mesmo Presidente esqueceu-se que a maioria dos Faialenses participa apenas no programa até pouco depois da meia noite, por ter outras responsabilidades da vida adulta. Só que ele está consciente que os protestos desta maioria serão depois esquecidos não lhe farão mossa e por isso bem pode desprezar estas pessoas.

É certo que se diz que se poupou no cartaz do palco principal por a Câmara não ter dinheiro, mas gastou-se numa parolice de uma carpete vermelha com cerca de um quilómetro, mas a Organização sabe que a mesma maioria se deixa deslumbrar por coisa pouca sem ver a contradição de argumentos municipais em termos de despesas.

Enfim, acabou a festa, para o ano há mais e espero que nos encontremos novamente. Suspeito que não se vão corrigir nenhum dos erros deste ano ou atender às propostas de mudança na Semana do Mar, mas como será ano de eleições o cartaz talvez seja melhor, para o caso de algum Faialense mais reticente em deixar-se levar pela repetição dos erros e discursos de quem dirige esta festa esquecer e perdoar novamente tudo o que criticou em voz baixa.

Sobre o Festival Náutico já se sabe é o sucesso do costume. Felizmente!

Interessante os elogios que recebi em surdina pelas críticas inerentes ao artigo “Semana do Mar – Uma festa de Paróquia”, fico contente por um lado, mas fico triste por a maioria desses apoios não serem assumidos por essas pessoas às claras e, pior, por saber que depois  também perdoam quem assim insiste todos os anos nos erros e são estes no fim que ficam a rir de quem teve coragem para assumir em voz alta as críticas.

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