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Posts Tagged ‘desabafo’

2018-04-14

O escândalo do abuso de regalias dos deputados dos Açores e Madeira na Assembleia da República com o pagamento de passagens que o Expresso denuncia hoje é uma situação transversal da esquerda à direita. O mau comportamento é legal, como justifica a declaração da representante dos deputados rosa açorianos, mas não deixa de ser imoral, o que levou ao vergonhoso silêncio dos eleitos laranja desta Região. A imoralidade legalizada foi o que mais me doeu na vida autárquica, é que para defender a minha terra parecia estar solidário com esta falta de vergonha. Não, nunca estive!

Querer moralidade na política não é populismo. Protestar e denunciar para que os políticos não acedam a ferramentas que lhes garantam regalias e verbas de forma esconsa e não tenham um tratamento distinto do que a lei assegura para o restantes cidadãos é uma questão ética, moral e de justiça.

Populismo é não querer e fazer bandeira para que os governantes e deputados não sejam convenientemente pagos porque há outros cidadãos que o não são. Uma injustiça não se resolve estendendo-a a outras classes, nomeadamente políticos ou gestores como por norma muitos tentam fazer  para agradar às massas. O que se deve desejar é que mesmo os mal remunerados tenham rendimentos suficientes para viverem com dignidade e esta não se limita a ter cama, comida e roupa lavada, também inclui a possibilidade de ter uma vida social, lúdica e cultural integrada no meio onde se vive.

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Estou Farto! Quando rebentou o BES este foi dividido em: banco mau que ficava com os créditos mal parados e do qual nunca mais ouvi falar; e Banco Bom que ficou com a boa parte, foi vendido à Lone Star, nunca deixou de ser um sorvedouro de dinheiro dos impostos e de ter prejuízos pelas coisas boas que viraram a más. Agora lá vou ter de contribuir para o Estado lá injetar mais uns milhões de euros após ter-me tirado poupanças no Banif e o vender ao desbarato ao Santander.

Tudo isto é feito diante dos meus olhos e como é o Estado não tenho outro remédio senão aguentar a continuação desta pouca vergonha… e ninguém vai preso neste processo que me continua a vir ao bolso.

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Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

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Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

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Segundo as notícias, uma grande parte dos infetados com o surto de sarampo no Porto são profissionais de saúde que não se vacinaram contra a doença. Que haja cidadãos comuns que com a sua ignorância se deixem levar pelas campanhas anti-vacina eu até percebo. Agora técnicos profissionais de saúde, até médicos, que não se acautelem ou sigam os mitos urbanos da atualidade é surpreendente e se são assim descuidados eles mesmo, é assustador pensar como serão connosco.

Há medidas cautelares que um serviço público tem de impor dentro de portas para evitar que o próprio serviço fique comprometido, só faltava que um serviço público de saúde fechasse por as suas gentes não terem de seguir as orientações que o próprio sistema público de saúde tenta que as populações sigam, salvaguardando, claro os casos que por motivos especiais não podem ser vacinados por incompatibilidades que o seu organismo possui.

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Foi notícia na RTP-Açores de hoje: o reconhecer da CALF da necessidade de se aumentar a produção de leite no Faial a entregar nesta entidade para viabilizar a fábrica de laticínios. Suspeito que parte da culpa da redução desta produção, que está a comprometer a unidade fabril, residiu na própria forma como os produtores foram tratados ao longo de anos por esta cooperativa que baixou o preço de forma assustadora aos produtores. No desafios do meu primeiro post deste ano estava mesmo este ponto.

Apesar do reconhecimento desta necessidade por parte da direção da cooperativa, a verdade é que não ouvi nada de concretamente apelativo do lado do Presidente da CALF, o que é manifestamente pouco para a urgência do assunto. Não basta a presença do Secretário Regional para motivar os agricultores a produzirem mais para tão escasso pagamento do fruto do seu trabalho.

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A Rádio Faial noticiou ontem que o número de passageiros nos aeroportos dos Açores cresceu em fevereiro último face ao mesmo mês de 2017, mas o Faial, em contraciclo, é a ilha que mais diminui. As consequências da estratégia da SATA de não promover o aeroporto da Horta aos visitantes ou de tornar esta entrada mais cara, se for usada como entrada ou saída direta do Arquipélago, continua a fazer os seus efeitos de prejudicar esta infraestrutura faialense.

É evidente que um visitante ao ver que só pelo facto de circular num voo direto para o exterior a partir da Horta lhe custa muito mais dinheiro, tende a desviá-lo para outras entradas e saídas da Região (até eu faria o mesmo), até porque pode poupar praticamente o preço dos voos entre várias ilhas do Arquipélago, embora com mais incómodos que não sabe, ou seja, andar de graça à custa dos impostos dos Açorianos que são prejudicados com esta maldade de centralizar os transportes aéreos em Ponta Delgada.

O centralismo de Lisboa face ao resto do Continente que anda recentemente a ser denunciado, não é maior que a estratégia centralista do Governo dos Açores para favorecer São Miguel.

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