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Posts Tagged ‘desabafo’

Tanta publicidade do Governo dos Açores ao seu novo regime de pré-reformas publicado esta semana, mas parece-me um bluff total dizer que oferece condições favoráveis… talvez para alguns muito poucos.
Grandes cortes no vencimento, mas sem abatimento nas contribuições obrigatórias a pagar, o que dá um rombo astronómico e sem se suavizar em função dos anos de carreira nem com o avançar da idade entre os 55 e os 65 anos…
Uma coisa o Vice-Presidente parece-me que tinha razão: isto não deve custar nada ao erário regional, pois praticamente ninguém de bom-senso deverá aderir depois de fazer as contas… exceto se tiver já um segundo emprego… e quem são estes? Os do costume.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

PUBLICIDADE ENGANOSA

Chegado aos meados de julho do corrente ano e a três meses das próximas eleições legislativas está haver cada vez mais sinais de que a divulgação no final de 2018 da notícia da inclusão no Orçamento de Estado de 2019, aceite pelo Governo da República, de uma referência às obras de ampliação na pista do aeroporto da Horta foi mera publicidade enganosa, feita para manter em lume-brando as perspetivas de execução desta pretensão enquanto se acalmava as hostes de Faialenses mais reivindicativos e ativos. Infelizmente estas obras inscritas com tanta divulgação não serão feitas. Ficaram-se pelas notícias no papel, mas não nascem no terreno.

Esta estratégia não é nova e tem funcionado bem para quem está no poder, embora me pareça que haja cada vez menos Faialenses que se vão deixando enganar com esta publicidade enganosa. Mas como tem corrido bem para o Governo Regional e empresas públicas por ele tuteladas, estes insistem no mesmo género. Não são “fake news” mas enganam à mesma as pessoas.

Na passada semana a Azores Airlines recebeu o primeiro de três aviões A321LR em regime de “leasing”, estrategicamente escolhidos por não poderem operar nos aeroportos do Faial e Pico, para onde, há anos, é evidente a carência de pessoal e de equipamento na SATA de modo a conseguir assegurar as reais necessidades na prestação de serviço para estas infraestruturas do Triângulo.

Curiosamente, li em órgãos de comunicação social que a Azores Airlines, descaradamente, justificara esta opção com o “continuar a sua estratégia de crescimento e de expansão da rede” para destinos europeus”. Isto depois de ser do conhecimento geral que foram estes os destinos mais responsáveis pelo grande descalabro financeiro que tem colocado em risco a sobrevivência económica o grupo SATA.

A insistência no crescimento desta estratégia deficitária e suicida para destinos abertos a rotas comerciais sem serem de serviço público, que só não atraem transportadoras privadas por não serem rentáveis, é publicidade enganosa de benefícios, pois já se sabe que sempre resultam em prejuízos. O que traz sim, a curto prazo, são vantagens de votos para o Governo dos Açores no maior círculo eleitoral da Região. O mesmo que nesta mesma semana também assumiu a sua total confiança no Conselho de Administração desta empresa pública regional de transportes aéreos, evidenciando como estão concertados nestas escolhas que ignoram intencionalmente as prioridades do Triângulo.

Reconheço que o mercado da saudade no continente americano não deve ser esquecido pela Azores Airlines, mas não tenho dúvida que ao existirem “gateways” nos Açores dependentes exclusivamente da empresa regional, incluídas no serviço público e sem alternativas de outras empresas, como são as do Faial e do Pico, para onde já existem carências de aviões e de pessoal na SATA, estas têm de ter prioridade sobre a outras rotas exteriores abertas à concorrência, ao contrário da opção feita no Grupo SATA em articulação com o Governo dos Açores.

Aquilo que é lógico e evidente não é a opção do Governo dos Açores e da SATA, por isso colmata o erro com publicidade enganosa, é verdade que há gente nestas ilhas que gosta de ser enganada… mas eu não.

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Meu artigo de hoje no diário da Horta “Incentivo”:

O TRIÂNGULO PODE VOAR… DESDE QUE SEJA BAIXINHO!

Existe uma ideia filosófica que diz que mais importante do que dar um peixe a uma pessoa é ensiná-la a pescar para esta se libertar pelos seus meios da caridade alheia em matéria de fome e pobreza. Só que o Governo dos Açores não quer que o Triângulo tenha condições de crescer livremente. Quer o Faial, o Pico, São Jorge e quiçá alguma outra ilha reféns da “solidariedade” oficial e interesseira que importa para preservar quem está no poder. Se não vejamos:

O Governo dos Açores na passada semana visitou oficialmente o Faial e programou um conjunto de eventos que, apesar de mostrarem investimentos positivos e socialmente bons, tendem a ser rebuçados para calar as vozes dos que alertam para a falta de investimentos cruciais para esta ilha de modo a assegurar o crescimento económico ambicionado pelos Faialenses.

Ninguém contesta os benefícios da inauguração e construção de instalações de apoio social, agora quanto a questões estratégicas essenciais como o aeroporto e as acessibilidades, logo o Governo dos Açores começa com discursos redondos sem se comprometer com nada de consistente e substancial.

O Executivo não tem problema em falar da concessão a privados fora da Região da sala de desmancha do Matadouro feita com dinheiro regional e na verdade percebo a via seguida dado que era preciso desbloquear o problema. Contudo, em contradição absoluta a este discurso, o mesmo Governo em simultâneo recusa investir a sério na ampliação da pista do aeroporto da Horta porque esta foi concessionada a privados exteriores aos Açores.

Ao Governo não importa que esta ampliação seja fundamental para garantir o crescimento económico do concelho da Horta sem constrangimentos nas acessibilidades aéreas. Aliás, suspeito mesmo que é isto que preocupa o Executivo regional, como é crucial para que esta ilha possa crescer sem amarras, então há que pôr travão! Não vá o Triângulo unido e o Faial em concreto crescer demais. Esta zona do Arquipélago pode voar… mas baixinho! Pode avançar… mas com trela curta, para o Governo dos Açores ter controlo nesta Gente!

O Governo dos Açores publicita reuniões com órgãos como o Conselho de Ilha para responder a questões que lhe sejam colocadas e mostrar a sua transparência na preocupação das causas dos Faialenses. Só está indisponível para responder diretamente aos cidadãos que estejam desvinculados de instituições, pois podem fazer perguntas inconvenientes. Transparência sim, mas com a dose, com uma certa de opacidade para não ficar tudo muito claro e o Executivo manter o controlo.

O Governo dos Açores está disposto a ir disponibilizando investimentos para nos mantermos vivos, se refilarmos muito, com ar de sacrifício até aumenta a dose e a seguir publicita isso como boa-vontade e iniciativa sua. Contudo nada de dar condições para pescarmos por conta própria, pois isso seria dar-nos rédea solta e liberdade para ter nas nossas mãos as ferramentas para o desenvolvimento das potencialidades do Triângulo onde o Faial se inclui.

Daí a opção de compra de aviões que não podiam voar para o Triângulo. Daí a falta de pilotos habilitados a aterrar no Faial e Pico, mas abundantes para destinos nos Açores onde existem outras alternativas. Daí falar de obras nas pistas destas ilhas, mas sem nunca se comprometer de facto. O Executivo quer dar a entender que nos deixa a voar, mas vê-se que só se for baixinho e na rédea curta deste Governo que não é do todo Regional. Este modo de agir connosco é uma estratégia castradora do nosso desenvolvimento e conta com colaboracionistas de cá.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

ACESSIBILIDADES AO FAIAL E TRIÂNGULO: DE MÁS A PIOR

Não haja dúvida, no que se refere à questão das acessibilidades do exterior ao Faial e no Triângulo o Governo dos Açores, através das suas empresas SATA e ATLANTICOLINE, demonstra uma linha estratégica de degradação contínua dos serviços de transportes que presta a esta Terra que ao longo dos últimos anos não muda: é sempre a piorar de ano para ano.

Podem até mudar as Administrações das empresas regionais, mas o Governo dos Açores não muda a sua estratégia: servir cada vez pior estas ilhas. Sobretudo no verão, para que, de uma forma ou de outra, quem nos visite considere preferível recorrer ao aeroporto em São Miguel do que se arriscar a ficar retido em Lisboa, na Horta ou no Pico se optar por uma ligação direta.

Contudo, se antes no Triângulo já não bastava a má prestação da SATA e a recusa do Governo dos Açores em desbloquear a sério a execução de um projeto de ampliação da pista da Horta, nos últimos anos este executivo decidiu adicionar também o caos na programação e nas ligações marítimas inter-ilhas.

Quem diria que após tantos anos de gestão de transportes, concursos públicos de aluguer de navios, compra de aviões ou a contratar trabalhadores, o Governo dos Açores passasse a ter falta de tudo: não chegam a tempo os navios para navegar, há carência de aviões para voar para os aeroportos da Horta e Pico e são insuficientes as tripulações para os equipamentos de transporte disponíveis. Depois do presidente da SATA tanto falar da pouca procura da rota do Faial e sua rentabilidade, mesmo quando não havia lugares disponíveis a meses de distância, agora passou a faltar tudo o que compete ao Governo Regional assegurar, menos a única coisa que não estava nas mãos do Poder: passageiros para voar. Mas se dependesse dele, suspeito que até faltariam!

É um obra monumental: o Governo dos Açores e as suas empresas com gestores de confiança política conseguiram desaires em todas as frentes nas acessibilidades ao Faial e ao Triângulo!

Nos transportes marítimos, como não se venderam os navios com mais de um quarto de século, do tempo de Mota Amaral, eis que devido à incompetência governativa que se instalou no século XXI nos Açores, aquelas velhinhas embarcações vieram socorrer a má gestão de hoje em dia.

Nos transportes aéreos, a verdade é que antes a SATA era pequenina, certinha e sabia negociar com a TAP para que com muito menos recursos no Governo Regional as programações, embora sem serem ideais, fossem de confiança. Depois optou-se pela megalomania sem visão das reais necessidade dos Açorianos. Compraram-se aviões gigantes que foram um fiasco, pois não servem para voar para estas ilhas e foram convidar passageiros de longe que não quiseram vir nas quantidades rentáveis à estratégia, pelo que estes aparelhos deram um prejuízo financeiro monstro enquanto se deixavam mal servidos os passageiros que queriam vir para o Faial, o Pico e outras parcelas do Arquipélago que não São Miguel.

Após tanta propaganda do Governo dos Açores, agora além de não haver um número de ligações suficientes para o Faial e o Triângulo, estas poucas até deixaram de ser de confiança: ora por falta de equipamentos, ora por falta de tripulação, ora por falta de condições na pista por falta de quem tem o poder na Região assumir as suas responsabilidades em resolver a sério esta situação.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

O EMBUSTE DA ESCOLA DO MAR

Alguns adultos para convencerem uma criança, sobre algo que ela não quer fazer, não gosta de comer ou para ela aceitar dar o que tem na sua posse e não quer entregar, aliciam-na com um rebuçado e todos sabemos que por vezes as crianças (e não só!) se deixam levar em troca de uma doce recompensa.

Só que também há gente que depois de conseguir o que queria não cumpre com aquilo que prometeu. Uns simplesmente não dão nada do que acordaram antes, mas outros são embusteiros manhosos, disfarçam a sua falta de palavra mudando a recompensa para outra coisa com menos sabor ou menor interesse. O embuste torna-se num rebuçado amargo para quem se sente enganado.

A Escola do Mar, em fase final de construção, foi usada desde o início como o rebuçado para os Faialenses aceitarem melhor a retirada do Faial da Rádio Naval e não, como querem dar a entender, um investimento limpinho, foi uma troca que para alguns até parecia vantajosa ao princípio e se não fosse a tática do embuste manhoso esta ilha talvez não ficasse a perder tanto assim.

Desde o início desta promessa os sinais de embuste começaram a vir ao de cima, em dezembro de 2014 eu escrevi um artigo na internet onde então dizia “Apesar de a Escola do Mar ainda não ter visto a luz do dia no Faial, por nunca se ter tornado realidade, já hoje surge noticiado no Incentivo que o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou a criação de um núcleo desta escola em Rabo de Peixe, em São Miguel, uma ilha onde vive mais de metade da população dos Açores.” que intitulei “Antes de nascer: Governo esvazia mais de 50% da Escola do Mar no Faial”.

Cerca de um mês depois do artigo surgiu a polémica em torno da criação do curso em Ciências do Mar na Universidade dos Açores, que mais parecia uma tática para concorrer com a nova Escola do Mar e, apesar do então denominado Departamento de Oceanografia e Pescas estar na Horta, foi então decidido que este curso não poderia ser lecionado no Faial. Íamos ter uma escola do mar, tínhamos um polo universitário para o oceano só o que não podiam fazer é ensinar algo que fosse de nível superior ao de uma escola secundária. Contudo, apesar de um certo alvoroço de então, muitos Faialenses deixaram-se levar quando começaram a ver as obras e esqueceram-se dos sinais dados.

Nos últimos dias foi denunciado que a Escola do Mar apenas vai dar ensino equivalente ao 12.º ano em áreas marítimas, ou seja, uma outra escola profissional, e mesmo assim, alguns dos seus cursos podem ser dados noutras ilhas que não no Faial, um embuste manhoso para continuar a ludibriar os Faialenses que habitualmente se deixam enganar.

A Escola do Mar está a tornar-se cada vez mais numa obra que é mais fachada exterior para fazer uma festa inaugural para passar nos noticiários os discursos enganadores do momento, mas cuidadosamente esvaziada das principais mais-valias que poderia trazer para o Faial.

A ser assim, em resultado final: o Faial perdeu todas as valências da Rádio Naval que puderam ficar em São Miguel e não ganha quase nada em troca, pois a Escola do Mar será paredes com formação apenas de grau de ensino ao já dado por outros estabelecimentos existentes na Horta e ainda sem garantias de ser ministrado nesta ilha. Se não isto não mudar, será um embuste.

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Confesso que há anos tem sido o que está expresso no ponto 5 do movimento 5.7 a minha ideologia e a minha preocupação tem sido ver isto colocado em prática.

5 – Partimos do princípio de que é possível vencer a pobreza, reparar os extremos de desigualdade injustificável que põem em causa a comunicação entre os grupos sociais, dar sustentabilidade ao Estado social e reinventar os mecanismos de coesão e de confiança cívica. E, por isso, recusamos o centralismo burocrático e a articulação das políticas sociais enquanto instrumentos ideológicos.

Não sei se será viável, desilusões tenho tido muitas, observando a prática política de gente que se diz não socialista, o grupo em que me revejo, sendo um social-democrata não socialista, pois reconheço que livre das amarras do Estado é também possível lutar por um mundo mais desenvolvido e justo e fazê-lo melhor.

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Pode parecer simpático mas é parolice a pessoa Marcelo Rebelo de Sousa telefonar em direto à estreia de um novo programa de entretenimento para cumprimentar a apresentadora Cristina. Pior: havendo uma guerra entre canais privados de TV, desencadeada precisamente por este programa e transição de apresentadora, o cidadão, sendo Presidente da República, só tinha de estar de fora deste combate sem tomar partido.

Coragem tinha sido Marcelo Rebelo de Sousa intervir em direto num programa quando se estava a branquear o currículo de um condenado e se vendia a ideia que era um mero perseguido por delito de opinião, isso sim, não era populismo, mas um ato patriótico em nome da democracia e da verdade…

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