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Posts Tagged ‘desabafo’

Há frases fortes, mais ainda se suportadas por slogans que estão na memória coletiva no momento. O Presidente da Associação Agrícola de São Miguel foi descuidado ao dizer “nos Açores temos vacas felizes e lavradores tristes“. Compreendo a amargura, mas pode ser contraproducente se o mote afetar as vendas de leite baseada na campanha publicitária, provocando então ainda mais infelicidade à classe profissional que quer defender.

Sim, conheço produtores de leite em grandes dificuldades devido à redução do preço de venda sem a correspondente diminuição dos custos de produção, há quem esteja de facto muito triste e outros já estão a abandonar o setor, mas envenenar uma das poucas campanhas que ficou no ouvido dos Portugueses e pode promover as vendas que estanquem o decréscimo dos rendimentos da classe pode ser um tiro no pé.

Reivindicar e chamar a atenção para o problema é necessário, mas penso ser dispensável declarações que possam provocar danos colaterais de quem necessita de ajuda.

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Foi insultuoso ver no Parlamento dos Açores Vasco Cordeiro a  não se comprometer com nada da ampliação da pista da Horta e ainda responder, a um deputado do PSD eleito pelo Faial, de modo a colocar muitos Açorianos contra os Faialenses com a frase “e lamento que a sua posição seja a de querer os Açorianos a pagarem por um erro e por uma falha do partido que o senhor suporta“. Não questiono a acusação que tem razão de ser, mas é um insulto à inteligência o Presidente do Governo dos Açores escudar-se em erros do passado para o não corrigir. Contudo, o pior é mesmo o Presidente do Governo dos Açores tentar dividir o Povo deste Arquipélago perante uma justa reivindicação dos Faialenses.

Considero esta atitude uma afronta a todos os Faialenses, inclusive aos votantes  e eleitos pelo PS nesta ilha que dizem estar ao lado deste projeto, quando agora fica claro que Vasco Cordeiro desistiu de se envolver neste empreendimento e reivindicação do Faial e prefere apenas acusar o passado em vez de resolver a questão do aeroporto no presente.

É muito pouco dizer que levou o assunto ao atual Primeiro-ministro António Costa, deixando claro que ele Vasco Cordeiro fica de fora pois considera que agora o investimento seria um encargo para os Açorianos não Faialenses. Uma nojeira, uma baixeza senhor Presidente do Governo dos Açores, nunca me lembro de antes um líder máximo regional utilizar argumentos divisionista no Arquipélago que preside em relação a parcelas do Povo a que governa.

Agora, perante este lavar das mãos, o Presidente da Câmara da Horta fica sozinho neste momento em que dizia estar a reivindicar o projeto para o seu concelho, pois é claro que não tem a solidariedade do seu partido a nível Açores. Recordo-se que na reportagem não há um único elemento em que Vasco Cordeiro assuma, muito menos prove, que ele aquando da privatização fez então algum esforço perante Passos Coelho para salvaguardar aquilo que ele agora considera ter sido o tempo oportuno para o fazer. Mesmo assim Vasco Cordeiro não se compromete em corrigir também o seu erro e fica aqui o meu protesto perante esta sua atitude.

Nota: Reportagem sobre este assunto a partir do minuto 13 e 30 segundos do Telejornal da RTP-Açores.

 

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

TURISMO – O PORQUÊ DO FAIAL EM MÁ MARÉ

Quando se alterou o regime de ligações aéreas entre os Açores e o Continente há cerca de três anos, abrindo-o às empresas de aviação de baixo-custo nos aeroportos de Ponta Delgada e da Terceira com reencaminhamento para outras ilhas a custo zero e mantendo-se o serviço-público para as restantes “gateways” da Região: Horta, Pico e Santa Maria; perspetivou-se que o turismo nos Açores iria crescer substancialmente em São Miguel e que este “boom” se propagaria por todo o Arquipélago. Infelizmente, várias notícias recentes têm deixado claro que a realidade se tornou bem diferente das previsões de então para o Triângulo e, sobretudo, para o Faial.

Sou de opinião que se os princípios estratégicos iniciais tivessem sido seguidos, talvez a abrangência regional daquele crescimento se concretizasse, mas a política de transportes e de promoção turística que se fez a seguir nos Açores, com o apoio do Governo Regional, subverteu descaradamente as premissas daquele projeto de ligação aérea entre a Região e o exterior.

Efetivamente, as campanhas para se visitar a Região centraram-se quase só em São Miguel. Mais, quando se consulta rotas entre o Continente e os Açores fica-se com a ideia de que os preços anunciados são da ligação entre Lisboa/Porto para Ponta Delgada e sem os reencaminhamentos a custo zero para outras ilhas. Pior ainda, com muita frequência se deduz que a empresa pública regional SATA oferece no portal aos passageiros que queiram chegar ou partir da Horta preços mais baratos se estes fizerem escalas noutros aeroportos regionais e no fim entrar ou saírem dos Açores através do aeroporto João Paulo II, tornando assim menos apelativa a opção Horta ou Triângulo como destino turístico final a quem consulta e não está previamente informado das regras do sistema de transportes aéreos entre o Continente e este Arquipélago.

Mesmo assim, na internet continua-se a ver micaelenses a criticar investimentos estruturais no Faial, como o do aeroporto, com o argumento de que a sua grande ilha vai financiar esses custos, como se os Açorianos das restantes ilhas já não estivessem a contribuir no dinheiro injetado na promoção centrada em São Miguel, nas suas estradas e marinas vazias e ainda as rotas deficitárias da SATA entre Ponta Delgada e o estrangeiro sem nada ter a ver com a nossa diáspora ou como se a solidariedade para aquela ilha fosse obrigatória e de sentido único.

Assim, não admira que neste período de férias da Páscoa, mesmo depois da maior oferta de camas em São Miguel, a RTP-Açores na Sexta-feira Santa informasse que a ocupação hoteleira nesta ilha rondava os 90%, enquanto o Faial se quedava por 60% nos maiores hotéis, ficando mesmo por uns míseros 10% em certas residenciais. Estes maus resultados, infelizmente, não são acidentais, são mesmo fruto desta estratégia do Governo de concentrar o turismo, sobretudo, em Ponta Delgada.

Se é certo que o canal televisivo não fez referências naquele dia a outras ilhas, nomeadamente do Triângulo, a verdade é que circularam noutros espaços dados estatísticos dos últimos tempos referentes ao crescimento do número de passageiros nos aeroportos do Arquipélago e onde Faial, Pico e São Jorge apresentam dinâmicas muito abaixo da média regional e, claro está, esta é bem inferior ao grande aumento observado em São Miguel.

Estes dados não seriam ofensivos se a culpa fosse só nossa e houvesse uma estratégia promocional dos Açores onde o Faial e o Triângulo fossem tratados em pé de igualdade com outras ilhas, mas eles são fruto de um tratamento desigual. onde, não só a Horta, como o Pico e São Jorge, além de ignorados, são até desfavorecidos em termos de preços e de ligações diretas e ainda assistimos aos esforços da SATA em reduzir o número de ligações aéreas a esta ilha, até com recurso a estatística de ocupação dos aviões com critérios selecionados para maltratar o Faial.

Alerto que este mau tratamento ao Faial também teve cúmplices nesta ilha, mas também me parece que a maioria dos Faialenses já despertou e viu isso e mesmo muitos dos que antes pactuaram nesta estratégia agora sentem-se na obrigação ou, no mínimo, forçados a reivindicar mais alto por esta terra e sub-região turística para estancar o enfraquecimento económico a que assistimos ao longo dos últimos anos ou segurarem votos em futuras eleições.

Esta mudança de comportamento de alguns nos últimos meses talvez já não apague todas as sequelas das atitudes subservientes do passado, mas, arrependidos no seu íntimo ou apenas em fachada, importa que os Faialenses reúnam todas as forças para reverter o mal, antes que seja demasiado tarde, porque os adversários do Faial são muitos e estão até em quem governa os Açores.

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Um milhar de estudantes portugueses foi expulso de um hotel em Torremolinos por atos de vandalismo na sua estadia e viagem de finalistas nesta semana Santa. Os telejornais noticiam o facto de forma chocante, mas a verdade é que há anos o mau exemplo repete-se com muitos destes jovens nacionais que em nome da liberdade, do prazer e do laicismo não se lhes põe travão e não tenho assistido a nada para se corrigir este comportamento.

Isto acontece por muitos pais confundirem o Ensino que o Estado deve assumir com uma delegação na escola do seu dever de educar os seus filhos que deveria ser feita por eles e, mesmo assim, muito esforço escolar esbarra com a indignação dos educadores com impropérios e críticas sempre a desautorizar os professores perante filhos capazes destes exemplos internacionalmente.

Isto acontece também com o beneplácito dos políticos que cobardemente deixam que as escolas sejam espaço para os pais descarregarem os seus filhos e onde lavra a selvajaria e a libertinagem sem se tomarem medidas que possam ser tidas como retrógradas para algumas mentes progressistas no enfrentar a falta de educação e desresponsabilização das famílias e com isso possam perder a simpatia de irresponsáveis que votam e aceitam a progressão desta degradação associada à sua desresponsabilização individual educativa.

Assim, não admira que perante o sucedido ainda haja alguns pais que desculpem os seus filhos e deem a entender que se fosse para ir para um lugar calmo iam para Fátima, mas daqui a uns dias esta mesma gente pode estar a gritar na rua que lhes resolvam os seus problemas e que é a geração mais preparada de sempre, apesar de nunca ter sido educada para merecer tal epíteto, pois entre ensinar e educar vai uma grande diferença, mas até os ministros do ensino preferem chamar-se da educação, como se a educação não fosse um papel da família que só o consegue fazer se também distinguir o bem do mal, a moral e a ética e estiver consciente dos valores que deve incutir nos filhos.

Com tantas responsáveis sem assumir as suas obrigações não admira que se grite tanta vez que as culpas do que corre mal na escola é dos professores.

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O caso do arquivamento pelo Ministério Público do processo em que o cabeço de amarração do porto rebentou e matou um Faialense no navio Gilberto Mariano por não encontrar culpa no mestre da embarcação, faz-me lembrar aquela história da Entidade Pública que não efetuava a manutenção da ponte que caiu, mas quem foi acusado não foram os dirigentes, mas sim um mergulhador. Depois o juiz desculpou-se com a meteorologia ao não ver culpas no mergulhador. Aqui o cabeço do porto rebenta e acusam o mestre da embarcação, claro perante tal desvio parece que só restava esta solução, o que me entristece é que sem dúvida os verdadeiros culpados andam entre nós a vangloriar-se que o processo foi arquivado.

É a impunidade no sistema politico que temos e o estado de justiça que assim funciona. Resta-me ficar indignado com a situação, pois não mais voltarei a cumprimentar a vítima do acidente que não regressará à vida apesar da inexistência de culpados nesta justiça.

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Já temia e alertei, se há culpas de serviços externos por demoras, a verdade é que um doente com cancro teme pelo facto da sua doença não estar a ser acompanhada por um especialista oncológico, algo que o Hospital da Horta deixou de ter e afeta agora a vida e a esperança de pacientes de várias ilhas dos Açores, nomeadamente Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo

Fonte: Doente com cancro queixa-se de demora no atendimento (Vídeo) – Sociedade – RTP Açores – RTP

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Quando se contestou o projeto que retirou os bancos vermelhos tradicionais do Jardim da República, acusava-se os críticos de não estarem abertos à modernidade do novo mobiliário… uns velhos do Restelo! Agora, a Câmara Municipal faz a inauguração da colocação ali de bancos iguais aos antigos. Assim, se veio dar razão aos que antes denunciavam o mau projeto do município e provou-se o desperdício de dinheiro com mobiliário. Só não houve a humildade do Presidente da Câmara em assumir que os críticos tinha razão, como têm tido muitas vezes, apesar de habituados à negação da realidade do Autarca quando chamado à razão por outros  que não do seu partido.

Claro que quem tem olhos na cara percebe que o Município fez propaganda quando cometeu o erro e faz agora, em anos de eleições e descaradamente, nova propaganda para desfazer o seu erro, só que o dinheiro público que se perde nesta propaganda não é de quem o desperdiça e se considera bom gestor, mas nosso.

Felizmente, que se corrigiu uma asneira denunciada que descaracterizou durante anos um dos espaços públicos mais bonitos da cidade.

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