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Posts Tagged ‘Pico’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

PUBLICIDADE ENGANOSA

Chegado aos meados de julho do corrente ano e a três meses das próximas eleições legislativas está haver cada vez mais sinais de que a divulgação no final de 2018 da notícia da inclusão no Orçamento de Estado de 2019, aceite pelo Governo da República, de uma referência às obras de ampliação na pista do aeroporto da Horta foi mera publicidade enganosa, feita para manter em lume-brando as perspetivas de execução desta pretensão enquanto se acalmava as hostes de Faialenses mais reivindicativos e ativos. Infelizmente estas obras inscritas com tanta divulgação não serão feitas. Ficaram-se pelas notícias no papel, mas não nascem no terreno.

Esta estratégia não é nova e tem funcionado bem para quem está no poder, embora me pareça que haja cada vez menos Faialenses que se vão deixando enganar com esta publicidade enganosa. Mas como tem corrido bem para o Governo Regional e empresas públicas por ele tuteladas, estes insistem no mesmo género. Não são “fake news” mas enganam à mesma as pessoas.

Na passada semana a Azores Airlines recebeu o primeiro de três aviões A321LR em regime de “leasing”, estrategicamente escolhidos por não poderem operar nos aeroportos do Faial e Pico, para onde, há anos, é evidente a carência de pessoal e de equipamento na SATA de modo a conseguir assegurar as reais necessidades na prestação de serviço para estas infraestruturas do Triângulo.

Curiosamente, li em órgãos de comunicação social que a Azores Airlines, descaradamente, justificara esta opção com o “continuar a sua estratégia de crescimento e de expansão da rede” para destinos europeus”. Isto depois de ser do conhecimento geral que foram estes os destinos mais responsáveis pelo grande descalabro financeiro que tem colocado em risco a sobrevivência económica o grupo SATA.

A insistência no crescimento desta estratégia deficitária e suicida para destinos abertos a rotas comerciais sem serem de serviço público, que só não atraem transportadoras privadas por não serem rentáveis, é publicidade enganosa de benefícios, pois já se sabe que sempre resultam em prejuízos. O que traz sim, a curto prazo, são vantagens de votos para o Governo dos Açores no maior círculo eleitoral da Região. O mesmo que nesta mesma semana também assumiu a sua total confiança no Conselho de Administração desta empresa pública regional de transportes aéreos, evidenciando como estão concertados nestas escolhas que ignoram intencionalmente as prioridades do Triângulo.

Reconheço que o mercado da saudade no continente americano não deve ser esquecido pela Azores Airlines, mas não tenho dúvida que ao existirem “gateways” nos Açores dependentes exclusivamente da empresa regional, incluídas no serviço público e sem alternativas de outras empresas, como são as do Faial e do Pico, para onde já existem carências de aviões e de pessoal na SATA, estas têm de ter prioridade sobre a outras rotas exteriores abertas à concorrência, ao contrário da opção feita no Grupo SATA em articulação com o Governo dos Açores.

Aquilo que é lógico e evidente não é a opção do Governo dos Açores e da SATA, por isso colmata o erro com publicidade enganosa, é verdade que há gente nestas ilhas que gosta de ser enganada… mas eu não.

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Meu artigo de hoje no diário da Horta “Incentivo”:

O TRIÂNGULO PODE VOAR… DESDE QUE SEJA BAIXINHO!

Existe uma ideia filosófica que diz que mais importante do que dar um peixe a uma pessoa é ensiná-la a pescar para esta se libertar pelos seus meios da caridade alheia em matéria de fome e pobreza. Só que o Governo dos Açores não quer que o Triângulo tenha condições de crescer livremente. Quer o Faial, o Pico, São Jorge e quiçá alguma outra ilha reféns da “solidariedade” oficial e interesseira que importa para preservar quem está no poder. Se não vejamos:

O Governo dos Açores na passada semana visitou oficialmente o Faial e programou um conjunto de eventos que, apesar de mostrarem investimentos positivos e socialmente bons, tendem a ser rebuçados para calar as vozes dos que alertam para a falta de investimentos cruciais para esta ilha de modo a assegurar o crescimento económico ambicionado pelos Faialenses.

Ninguém contesta os benefícios da inauguração e construção de instalações de apoio social, agora quanto a questões estratégicas essenciais como o aeroporto e as acessibilidades, logo o Governo dos Açores começa com discursos redondos sem se comprometer com nada de consistente e substancial.

O Executivo não tem problema em falar da concessão a privados fora da Região da sala de desmancha do Matadouro feita com dinheiro regional e na verdade percebo a via seguida dado que era preciso desbloquear o problema. Contudo, em contradição absoluta a este discurso, o mesmo Governo em simultâneo recusa investir a sério na ampliação da pista do aeroporto da Horta porque esta foi concessionada a privados exteriores aos Açores.

Ao Governo não importa que esta ampliação seja fundamental para garantir o crescimento económico do concelho da Horta sem constrangimentos nas acessibilidades aéreas. Aliás, suspeito mesmo que é isto que preocupa o Executivo regional, como é crucial para que esta ilha possa crescer sem amarras, então há que pôr travão! Não vá o Triângulo unido e o Faial em concreto crescer demais. Esta zona do Arquipélago pode voar… mas baixinho! Pode avançar… mas com trela curta, para o Governo dos Açores ter controlo nesta Gente!

O Governo dos Açores publicita reuniões com órgãos como o Conselho de Ilha para responder a questões que lhe sejam colocadas e mostrar a sua transparência na preocupação das causas dos Faialenses. Só está indisponível para responder diretamente aos cidadãos que estejam desvinculados de instituições, pois podem fazer perguntas inconvenientes. Transparência sim, mas com a dose, com uma certa de opacidade para não ficar tudo muito claro e o Executivo manter o controlo.

O Governo dos Açores está disposto a ir disponibilizando investimentos para nos mantermos vivos, se refilarmos muito, com ar de sacrifício até aumenta a dose e a seguir publicita isso como boa-vontade e iniciativa sua. Contudo nada de dar condições para pescarmos por conta própria, pois isso seria dar-nos rédea solta e liberdade para ter nas nossas mãos as ferramentas para o desenvolvimento das potencialidades do Triângulo onde o Faial se inclui.

Daí a opção de compra de aviões que não podiam voar para o Triângulo. Daí a falta de pilotos habilitados a aterrar no Faial e Pico, mas abundantes para destinos nos Açores onde existem outras alternativas. Daí falar de obras nas pistas destas ilhas, mas sem nunca se comprometer de facto. O Executivo quer dar a entender que nos deixa a voar, mas vê-se que só se for baixinho e na rédea curta deste Governo que não é do todo Regional. Este modo de agir connosco é uma estratégia castradora do nosso desenvolvimento e conta com colaboracionistas de cá.

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

ACESSIBILIDADES AO FAIAL E TRIÂNGULO: DE MÁS A PIOR

Não haja dúvida, no que se refere à questão das acessibilidades do exterior ao Faial e no Triângulo o Governo dos Açores, através das suas empresas SATA e ATLANTICOLINE, demonstra uma linha estratégica de degradação contínua dos serviços de transportes que presta a esta Terra que ao longo dos últimos anos não muda: é sempre a piorar de ano para ano.

Podem até mudar as Administrações das empresas regionais, mas o Governo dos Açores não muda a sua estratégia: servir cada vez pior estas ilhas. Sobretudo no verão, para que, de uma forma ou de outra, quem nos visite considere preferível recorrer ao aeroporto em São Miguel do que se arriscar a ficar retido em Lisboa, na Horta ou no Pico se optar por uma ligação direta.

Contudo, se antes no Triângulo já não bastava a má prestação da SATA e a recusa do Governo dos Açores em desbloquear a sério a execução de um projeto de ampliação da pista da Horta, nos últimos anos este executivo decidiu adicionar também o caos na programação e nas ligações marítimas inter-ilhas.

Quem diria que após tantos anos de gestão de transportes, concursos públicos de aluguer de navios, compra de aviões ou a contratar trabalhadores, o Governo dos Açores passasse a ter falta de tudo: não chegam a tempo os navios para navegar, há carência de aviões para voar para os aeroportos da Horta e Pico e são insuficientes as tripulações para os equipamentos de transporte disponíveis. Depois do presidente da SATA tanto falar da pouca procura da rota do Faial e sua rentabilidade, mesmo quando não havia lugares disponíveis a meses de distância, agora passou a faltar tudo o que compete ao Governo Regional assegurar, menos a única coisa que não estava nas mãos do Poder: passageiros para voar. Mas se dependesse dele, suspeito que até faltariam!

É um obra monumental: o Governo dos Açores e as suas empresas com gestores de confiança política conseguiram desaires em todas as frentes nas acessibilidades ao Faial e ao Triângulo!

Nos transportes marítimos, como não se venderam os navios com mais de um quarto de século, do tempo de Mota Amaral, eis que devido à incompetência governativa que se instalou no século XXI nos Açores, aquelas velhinhas embarcações vieram socorrer a má gestão de hoje em dia.

Nos transportes aéreos, a verdade é que antes a SATA era pequenina, certinha e sabia negociar com a TAP para que com muito menos recursos no Governo Regional as programações, embora sem serem ideais, fossem de confiança. Depois optou-se pela megalomania sem visão das reais necessidade dos Açorianos. Compraram-se aviões gigantes que foram um fiasco, pois não servem para voar para estas ilhas e foram convidar passageiros de longe que não quiseram vir nas quantidades rentáveis à estratégia, pelo que estes aparelhos deram um prejuízo financeiro monstro enquanto se deixavam mal servidos os passageiros que queriam vir para o Faial, o Pico e outras parcelas do Arquipélago que não São Miguel.

Após tanta propaganda do Governo dos Açores, agora além de não haver um número de ligações suficientes para o Faial e o Triângulo, estas poucas até deixaram de ser de confiança: ora por falta de equipamentos, ora por falta de tripulação, ora por falta de condições na pista por falta de quem tem o poder na Região assumir as suas responsabilidades em resolver a sério esta situação.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

O BOM É GARANTIR QUE AVANCEM OS DOIS RAPIDAMENTE

Após a saída do anúncio de que Vasco Cordeiro pedira um estudo para avaliar a ampliação da pista do aeroporto do Pico e as condições de operacionalidade daquela infraestrutura logo houve pessoas que me disseram o seguinte: Viste?… para o Pico o Presidente do Governo dos Açores já mandou fazer um estudo! Eu, repetidamente, fui respondendo: Ainda bem! O bom é que o aumento nos dois aeroportos avance rápido! E a garantia de execução destes projetos tem de vir antes das legislativas.

Efetivamente, depois do consenso e união que se viu a 11 de fevereiro no programa da RTP-Açores “Sem meias palavras”, entre gente do Faial e do Pico relativamente à complementaridade dos aeroportos situados em cada uma destas duas ilhas, o mau era logo a seguir recomeçarmos uma guerrilha bairrista. Pois tal só enfraqueceria cada uma destas reivindicações.

Contudo, não sou ingénuo que não exclua que nesta medida até possam coexistir duas maldades políticas ocultas: o eleitoralismo pelas eleições que se aproximam e sementes intencionais de preocupações no Faial e regozijo no Pico para acender rivalidades, dividir as duas ilhas e enfraquecer o conjunto.

Não seria a primeira vez que palavras vindas de ilhas maiores transportavam argumentos para alimentar bairrismos por estas bandas e logo a seguir serviram para prejudicar os povos do Canal e beneficiar interesses das mais populosas, fortalecendo ainda mais o centralismo que há muito se tornou na marca dominante da Autonomia, disfarçado por cedências estratégicas à Terceira.

É verdade que logo a seguir à notícia quem viu certos comentários nas redes sociais apercebeu-se do aparecimento de arautos da desunião a despejarem argumentos de rivalidade. Confesso que não me deixo levar por marionetas que em nome da sua ilha a enfraquecem face a quem tira proveito dessa discórdia à distância do nosso Canal. Mantenho o desejo que avancem os dois rapidamente!

Só que este “ainda bem não ingénuo” preocupa-se com o facto de neste momento termos apenas notícias que em si não garantem qualquer concretização da ampliação de nenhuma das pistas destes dois aeroportos. No Pico temos um estudo, não é uma deliberação de obra e há muito que me habituei que quando não se quer fazer algo encomenda-se um estudo.

No Faial há referências no orçamento sem um projeto concreto, nem indicação de quem executa o quê, nem de quem paga. Não me esqueço que para a Horta já vi obras orçamentadas e apresentadas durante anos seguidos que não se executaram e até saíram depois dos orçamentos e quem disse e desdisse continua impune no exercício do pôr e dispor à sua vontade contra esta ilha. Por isso estejam atentos, se nada se tornar efetivo antes das eleições é porque foi um fogacho eleitoralista.

Assim, bom seria que Faialenses e Picoenses se mantivessem unidos e pressionassem os poderes executivos em conjunto para que se conseguir fazer com que os políticos não tivessem hipótese de recuo em nenhum dos dois aeroportos e unidos conquistássemos aquilo a que temos direito. Pois já há muitos anos que por manigâncias politiqueiras vemos as nossas justas reivindicações serem transformadas em instrumentos para enganar as gentes deste Canal que unidas têm um potencial social e económico que assusta a quem nos divide por fora. Prazo de certificação desta promessa: as eleições legislativas. Se até lá nada ficar de concreto, é indício de nos estarem a enganar novamente.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

CONQUISTADO A FERROS E PELOS MÍNIMOS

Faz hoje dois meses que, com grande tristeza, fomos informados do encalhe da embarcação de passageiros “Mestre Simão” no porto da Madalena e se a primeira preocupação foi para o salvamento das pessoas, que felizmente correu bem, a segunda foi logo para a necessidade de se reduzir o efeito da indisponibilização deste navio na qualidade e quantidade do serviço de transporte de passageiros no Triângulo e, sobretudo, no canal Faial-Pico.

Apesar de tudo, o Governo dos Açores e o seu braço empresarial para este serviço: a Atlanticoline, deram a entender, após o reconhecimento da irrecuperabilidade do Mestre Simão, que iriam construir um novo navio com características “similares à que agora foi perdida” e deixaram entender que, até lá, daqui a mais de um ano ou mesmo dois, apenas recorreriam aos velhinhos cruzeiros trintões do tempo de Mota Amaral para colmatar esta falta.

Contudo, cedo ficou evidente que, pelo aumento de passageiros e viaturas a circular no Triângulo e Canal e os objetivos de desenvolvimento do turismo destas ilhas, esta solução era escassa.

Assim, foi preciso pressionar o Governo dos Açores, as redes sociais na internet começassem a mostrar inquietude e após a requisição do PSD-Açores na Comissão de Economia do Parlamento Regional para audição do Presidente da Atlanticoline sobre este problema, para que este falasse, finalmente, de uma tentativa para compensar esta falta até à chegada ao Triângulo da nova embarcação a encomendar. Novamente com outra ação escassa, diria mesmo minimalista, a tentativa de reaproveitar o velhinho navio que já deixara de operar “Expresso do Triângulo”.

Não sei porquê, mas qualquer decisão do Governo dos Açores e das suas empresas para bem das ilhas do Triângulo, mesmo que para as compensar de um desastre, como é este caso, tem sempre de ser tirada a ferros do executivo regional e, mesmo assim, gera, por norma, uma medida minimalista que não repõe entretanto a situação.

A verdade é que o maior avanço das últimas embarcações de passageiros para o Triângulo não foi o número de lugares ou a redução de tempo das viagens, mas sim, a possibilidade de agora também se transportar viaturas, permitindo uma melhoria evidente neste serviço quase 20 anos depois da saída da governação de Mota Amaral e, ao primeiro contratempo, infelizmente, já não são capazes de garantir no mercado outro navio que ofereça aquela condição que tínhamos desde há poucos anos, uma vez que o Expresso do Triângulo não assegura o transporte de carros, reduz-se esta oferta.

Tenho praticamente a certeza, vendo outras situações, que se algo de equivalente tivesse corrido lá por São Miguel, o Governo dos Açores, através da sua Atlanticoline, se desdobraria, e muito bem, para encontrar uma solução temporária que não fosse inferior à das condições anteriores ao encalhe.

Infelizmente, para o Triângulo as soluções são sempre diferentes e pelos mínimos, qualquer melhoramento ou minimização de incidentes num serviço público regional prestado às suas populações e economia tem sempre de ser arrancado a ferros, com um esforço redobrado, evidenciando-se assim a má vontade do Governo dos Açores para com as gentes destas ilhas.

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A ser verdade que esta pretensão da Ryanair depende de negociações com o Governo dos Açores, este está entre cruzes e caldeirinhas como se costuma dizer. Se apontar uma ilha terá críticas de outras: se disser Pico, muito do discurso do PS-Faial terá um rombo mortal; se disser Faial, terá um loby na ilha Montanha a odiá-lo e se disser Santa Maria  até conseguirá unir o Triângulo contra ele.

Não sei se Vasco Cordeiro pode ainda descalçar a bota e deixar caminho aberto à Ryanair, mas mesmo assim, não deixará de ser alvo de críticas. Muito deste potencial ónus negativo político teria sido evitado se o Governo dos Açores tivesse antecipadamente aberto os aeroportos “das ilhas de baixo” com estatuto internacional a low-costs e só tirasse o serviço público se a rota estivesse convenientemente assegurada por uma empresa de aviação para essa ilha.

Infelizmente o Governo dos Açores preferiu a omissão em benefício da ilha verde e cobardemente não tomou medidas sobre obras nos aeroportos do Triângulo, tacitamente deixou os bairrismos tomarem força no Canal e usar a SATA para encaminhar Faialenses e Picoenses para a Azores Airlines em Ponta Delgada… até que alguém de fora visse o potencial de outras ilhas que não São Miguel e Terceira e o deixasse com o ónus da decisão que não queria tomar nas mãos e de conhecimento público.

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O meu artigo de hoje no Incentivo

REFLEXÕES SOBRE O CASO COFACO

É muito triste assistir ao que está a acontecer ao trabalhadores da fábrica da COFACO na Madalena do Pico pela decisão unilateral da empresa de encerrar esta unidade fabril e despedir todos os seus trabalhadores, que até inclui operários que, à força da necessidade, foram deslocados há 8 anos das instalações do Pasteleiro no Faial para aquele estabelecimento da ilha em frente.

Contudo, verifico que neste caso há unidade de esforços em todos os políticos, autarcas ou deputados, independentemente da sua cor política, no sentido de assegurar que no futuro haja uma solução que reintegre os trabalhadores agora despedidos.

Saliento que até ouvi a um eleito pelo Pico de um partido mencionar um titular vencedor por outra força política como estando ambos a trabalhar em conjunto na busca de compromissos que garantissem condições de trabalho a médio prazo para os agora desempregados. Assim, apesar da situação negativa da decisão da COFACO, dá gosto ver tal unidade dos políticos na justa defesa das suas populações.

Confesso que também gostaria de ter visto tal unidade e intensidade de esforços em muitas situações que ocorreram nos últimos anos no Faial, mas por cá, talvez porque quem tomou unilateralmente várias decisões prejudiciais à ilha foi o próprio poder político, assisti, por norma, que os eleitos pela força partidária do executivo decisora a preferir defender esse governo em vez de lutarem do lado dos interesses do seu Povo.

Sei que é mais fácil criar unidade entre políticos de cores distintas quando quem toma uma decisão geradora de descontentamento é alguém exterior à classe política e a COFACO não pertence a este grupo, embora pense que muita da sua estratégia, como noutras empresas na Região, resulte de acordos com os governantes e dos subsídios aprovados por estes.

No Faial, quando a COFACO decidiu fechar a sua unidade fabril, porque o causador era exterior à classe política, também não vi desunião nas críticas à empresa, embora não tenha visto os eleitos por esta ilha do lado do Governo dos Açores mostrarem um empenhamento tão intenso como o bom exemplo que agora vejo em todos os eleitos do Pico no outro lado do Canal. Infelizmente, também não me recordo de a COFACO ter então sofrido penalizações em subsídios pela atitude unilateral que tomou contra os Faialenses, como agora já vi ser sugerido por políticos.

Isto leva-me a pensar que os eleitos, além de tenderem a ser mais unidos com as causas do Povo que os elegeu quando os decisores culpados não são políticos, mesmo nesta situação, o empenho demonstrado pelos eleitos não é igual em todas as ilhas e, neste último aspeto, o Faial não é o melhor exemplo de empenho em torno das causas dos Faialenses e, ainda por cima, temos o azar de que as principais causas de agora dependerem de decisões de governantes, como é o caso do aeroporto, da variante e do porto, confirmando-se o ditado de que um azar nunca vem só.

Votos para que no Pico todos assim unidos levem a bom porto esta luta no caso COFACO em defesa dos Picoenses e não só.

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O Presidente do Governo dos Açores, hoje, em visita às obras da Escola do Mar no Faial, estimou que esta entre em funcionamento em 2019. Espero que a previsão se concretize. Mas, não me esqueço que esta escola nasce por nos terem tirado a Rádio Naval e as obras decorrem quando na Horta o IMAR fechou e despede pessoas e a COFACO do outro lado do canal despediu os seus trabalhadores. O preocupante é que este projeto é acompanhado de desinvestimento na área do mar nesta zona dos Açores.

Não sei de quem é a culpa, mas que há algo de estranho em todas estas coincidências, lá isso há. Sem as conserveiras no canal que fecharam, com redução de investigadores nas ciências do mar, com uma frota de pesca que deixa de ter razões para abastecer a indústria de transformação de pescado agora inexistente e aviões penalizados para exportar a carga da pescada, sem dúvida que os muitos sinais no setor da economia do mar no Faial e Pico são muito maus por agora e exigem uma atenção redobrada para compreender a crise que de facto se está a passar aqui no Canal.

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Lamentei em 2010 o fecho da fábrica do peixe da COFACO no Faial, logo após o período em que tal era viável sem ter de devolver os subsídios europeus que recebera. Então ofertaram aos seus trabalhadores faialenses vagas no Pico, não sei quantos dos que aceitaram continuam ainda a ir diariamente para a Madalena, mas foi um despedimento encapotado imposto de forma abusiva pela empresa a muitos. Volto a lamentar o despedimento agora daquela fábrica com a desculpa de construir uma nova sem se perceber das garantias aos novos desempregados.

É muito triste ver imporem ao Pico os mesmos sacrifícios que antes fizerem ao Faial, embora o ditado diga que: quando vires as barbas do teu vizinho a arder coloca as tuas de molho, um sinal claro que mais cedo ou tarde o mesmo irá acontecer a quem está ao lado.

Agora ainda sobra esperança com a perspetiva de uma futura fábrica que já se percebeu não será para o mesmo tipo de produção que a atual e por isso, mesmo que se venha a concretizar, talvez já não acolha todos os desempregados deste despedimento coletivo.

Sempre fui defensor de que o Pico e o Faial tinham ambos a ganhar quando lutavam unidos pela defesa de cada uma das suas ilhas, em vez de se gladiarem esperando que com a desgraça ou desinvestimento da outra viessem a acolher benefícios do exterior mais forte. Um engano total tal estratégia!

Sou há muito da opinião que quando uma ilha do canal enfraquece está aberta a porta para a seguir esse exterior mais forte começar a atacar a outra. O que se está a passar agora com a COFACO da Madalena aponta para a correção da minha forma de pensar o problema ao nível do eixo Faial-Pico e, coerentemente, estou solidário com o Pico, pois o enfraquecimento deste, a médio ou longo prazo, também atingirá o Faial.

A solidariedade tem dois sentidos e se for feita com inteligência consegue-se defender a sua terra sem pisar a do vizinho e nunca nos devemos aliar aos mais distantes e fortes que ambicionam os bens na nossa vizinhança, pois neste caso rompem com cooperação dos vizinhos que servi para se defenderem e esse exterior depois vem buscar os bens que ambicionava de cada um deixando os dois cada vez mais fracos.

Votos que este processo acabe bem no Pico para de todas as gentes do Canal.

 

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

MELHOR QUARTEL PARA PIORES ACESSOS AO NORTE DO FAIAL

É uma sina que amaldiçoa o Faial há demasiados anos: os projetos apresentados para esta ilha ou não se fazem ou, quando se fazem, são faseados ou encolhem ou então são programados considerando infraestruturas da envolvente a construir que depois não se concretizam. Assim, por cá temos ano novo, mas continuam as maldições velhas!

Deste modo, como já não é de estranhar, associado ao último anúncio de um projeto para esta ilha, temos a estragar a boa-nova a constatação de uma situação negativa que leva a novas preocupações.

Assim, depois de uma discussão em dezembro de 2017, ainda sem uma solução consensual à vista, para as obras na baía da Horta, pelas preocupações que o projeto levantou; logo em janeiro de 2018 já temos a notícia de o novo Quartel de Bombeiros, cuja localização antes escolhida tinha em conta a proximidade da variante ficar completa para permitir fáceis acessos das operações de socorro ao sul, ao norte e ao centro da ilha, bem como à cidade, só que como esta estrada não foi totalmente construída, há já que lamentar que o novo quartel piore a acessibilidade ao norte da ilha.

Deste modo, enquanto os Faialenses se podem congratular pelo facto de aos bombeiros locais lhes ter sido apresentado um projeto de novas instalações modernas e melhores condições operacionais, os habitantes da Praia do Almoxarife aos Cedros já têm uma preocupação com as prováveis maiores demoras de socorro em resultado da não construção da segunda fase da variante. O costume: nesta ilha não há bela sem senão!

Estava a esquematizar este artigo e fui surpreendido pela notícia de que o ainda jovem navio Mestre Simão encalhara no porto da Madalena, um novo acidente da Atlanticoline, felizmente, com eficácia no socorro, sem danos pessoais, sendo a tripulação digna de elogios. Este acontecimento levou-me a nova evolução do texto, embora mantendo a temática: obras que trouxeram novas preocupações.

O número tão elevado de incidentes e acidentes que têm afetado as ligações entre o Faial, Pico e São Jorge desde que foram efetuadas obras nos principais portos destas ilhas não pode ser mera coincidência, mesmo considerando o estado agitação marítima em que este caso e alguns dos anteriores aconteceram. São demasiados problemas para não haver outras causas que não estão a ser devidamente estudadas, ou então, as conclusões não estão a ser divulgadas devidamente.

Há anos que gente fora do poder faz alertas de aspetos a se corrigir após o anúncio de muitos projetos nestas ilhas. Avisos que a seguir são ridicularizados ou desacreditados por quem governa: acusando quem os fez de ser do contra; e as obras avançam sem atender às recomendações. O quartel que piora acessos a uma parte da ilha, porque contou com uma variante por acabar, não é uma situação original. Erros a molhes que se dizia não resolver problemas de agitação marítima foram denunciados até por homens do Povo. Venceu a teimosia de quem pode e manda.

Assim, temos aerogares modernas em pistas insuficientes com penalizações e quem pode não resolve. Há bons terminais marítimos no Triângulo que enchem o olho em portos cujas intervenções se dizia criar problemas operacionais nunca assumidos pelo dono das obras. O Faial deverá ter um quartel desejado, mas que piora o tempo de socorro a grande parte da ilha porque as autoridades não concluem a estrada que corrigiria isso. Torna-se evidente que os investimentos privilegiam o que dá nas vistas em detrimento da operacionalidade. Os Governantes fazem anúncios e autoelogios à sua obra sem corrigir os defeitos que a tempo foram denunciados, comprometendo a segurança e o futuro desta terra com os próprios projetos, mancos à nascença, que inauguram. Bom Ano Novo!

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