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Posts Tagged ‘OCS’

Meu artigo desta semana no Incentivo:

AEROPORTO: UNIÃO NOS FAIALENSES: SIM – UNICIDADE: DISPENSA-SE

Parece que de uma forma mais ou menos assumida a generalidade dos Faialenses está a favor da necessidade de se melhorar as condições de operacionalidade do aeroporto e tal obriga a obras na pista da Horta.

Agora existe uma controvérsia sobre o passado que, com frequência, tem armadilhado a união em torno desta reivindicação: a distribuição das culpas porque a ampliação da pista nunca foi feita pelos poderes políticos que puderam concretizar este objetivo dos Faialenses.

É na luta de tentar repartir estas responsabilidades que nos dividimos: ninguém quer assumir a sua cota de culpa mas quer à força culpar o outro; com isto os Faialenses perdem forças que deveriam canalizar para o objetivo principal: a ampliação da pista. Um desperdício de energia, pois a resolução futura do problema não depende das culpas passadas nem é possível mudá-las.

Na realidade, ninguém que tenha ocupado até hoje os lugares com poder de decidir sobre esta matéria atendeu à reivindicação dos Faialenses quando lá esteve e, por isso, o processo nunca andou, mas agora não importa determinar o grau ou o momento da culpa para inutilmente desperdiçar as nossas energias. Temos de nos concentrar todos é na obra tão desejada para o Faial.

Sei que nenhum dos que esteve nos lugares com poder de decisão efetiva para ampliar a pista da Horta era da ilha. Assim, mais ou menos aguerridos ao longo desta longa história, em função do decisor pertencer ou não à sua filiação partidária, todo o político Faialense quis alcançar este sonho do aeroporto e sempre engoliu um sapo por gente do exterior lhe dizer: não!

Isto tudo para dizer que é doentio que após tantos anos sem se ver esta causa avançar, logo a seguir à conferência de imprensa do primeiro subscritor do abaixo-assinado para a melhoria das condições de acessibilidade aérea no Faial, em que lamentava o tratamento discriminatório que estava a haver neste processo pela Comissão de Economia do Parlamento dos Açores em relação ao Faial, logo o presidente da Comissão, outro não Faialense, acusou alguém e seguiu-se o habitual desperdício de energias na guerrilha de culpas entre Faialenses ficando para trás o objetivo principal: desbloquear este processo.

Tanto por questões partidárias na ilha, como por argumentos externos para dividir os Faialenses, a verdade é que por cá se arranja sempre uma razão para nos desunirmos quando nos devíamos unir. Acredito que não foi inocentemente que o Presidente da Comissão falou como falou e os Faialenses morderam o isco e logo começaram nas redes sociais e outros espaços a atirar pedras entre si, desperdiçando assim energia vital que deveria ser canalizada para a questão do aeroporto da Horta.

Não se pede aos Faialenses que tenham unicidade política, partidária, religiosa, desportiva ou outra na forma de encararem as questões ou as suas paixões, mas peço que sejam capazes de se unir quando têm objetivos comuns e sem dúvida que agora é a questão do aeroporto. Neste momento nem há eleições locais para que as partes se temam mutuamente, pelo que o mínimo que se pede é que com as suas diferenças individuais todos os Faialenses sejam capazes de saber unir-se no essencial sem escorregarem em todas as armadilhas como esta última atirada para nos dividir e fazermos o jogo dos adversários à ampliação da pista da Horta. Bom Natal a todos.

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Os eventuais abusos na Raríssimas e a promiscuidade entre políticos e ação social denunciados pela TVI podem ter gerado uma desconfiança sobre muitos voluntários que em muitas instituições em Portugal e Ilhas, fora dos grandes centros, fazem um trabalho social insubstituível, gente que luta sem os apoios públicos que merecem para acudir quem precisa, que são esmagadas por uma burocracia do Estado mas que precisam da caridade do cidadão e agora podem ter sofrido um rude golpe com este escândalo.

Sim, há instituições que não têm BMW, apenas carros velhos para transportar idosos a cuidados de saúde, levar comida a desfavorecidos, entidades onde as receitas são em grande parte fruto de ações dos seus dirigentes sem obtenção de qualquer rendimento para organizar eventos lúdicos e culturais para assim angariarem fundos cujo Estado muitas vezes quer cobrar impostos.

Sim, há políticos que usam IPSS para mostrar uma faceta de solidariedade com fundos públicos e se forem da cor do poder até este lhes atribui subsídios para brilharem e assim o poder fortalecer-se à custa da solidariedade, mas também há gente anónima que dá o seu melhor, a quem os políticos e o poder até dificulta a sua ação para os retirar do caminho, eliminar a sua sombra e depois de alcançado tais objetivos os mesmos políticos deixam os excluídos mais marginalizados ainda e ainda mais pobres.

É bom que se evitem abusos como aqueles que agora escandalizam tanta gente, mas também seria bom que a TVI e outros jornalistas fizessem um trabalho de investigação que ajudasse quem com tantas dificuldades e sem vergonha da palavra caridade dá o seu melhor em prol dos mais necessitados neste País, incluindo as suas ilhas.

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O meu artigo de hoje no Incentivo:

O INOPORTUNO ELOGIO DA LIÇÃO E RISCOS NO FAIAL

No passado dia 15 de outubro quando escrevia o artigo para ser publicado no Incentivo na terça-feira seguinte, onde mostrava as capacidades comunicacionais de António Costa para disfarçar a austeridade oculta do Orçamento de Estado para 2018 e a arte de assumir medidas alheias que recusara antes, para dar a entender que tinha um pacote de politicas populistas e originais e levar os Portugueses a renderem-se à sua estratégia, não imaginava a catástrofe que Portugal Continental estava a enfrentar e ampliada pela incompetência do Governo em proteger as populações rurais.

Além de desconhecer o que estava a acontecer, estava longe de imaginar que no dia seguinte o mesmo Primeiro-ministo me iria mostrar que poderia ser inapto em comunicação e assisti a um António Costa desastrado na forma de falar aos Portugueses da calamidade que o País passava e da estratégia do Governo para enfrentar o problema. Uma coincidência que se não fosse tão trágica até seria irónica, pois ocorreu quando decidi elogiar a veia comunicacional do Primeiro-ministro.

Contudo, no dia de saída do artigo assisti à capacidade comunicacional de Marcelo Rebelo de Sousa, alguém a quem eu já várias vezes criticara por ser excessivo em palavras, mas que naquele díficil momento optou por se calar, reservar-se no início e depois fazer um dos discursos mais assertivos num Presidente da República de Portugal em democracia, com uma análise real da situação e a impor ao Governo a tarefa de definir a estratégia nacional para enfrentar a catástrofe. Falou aos Portugueses sem disfarces da dura realidade e ao poder executivo daquilo que era prioridade este pensar e decidir, obrigá-lo a um programa, mas a definir por quem lhe competia: Governo.

Confesso que preferia ter visto o Presidente da República brilhar sem ser numa catástrofe, mas também é do conhecimento geral que é nos momentos difíceis que se vêm os melhores.

Costa não brilhou quando Portugal foi à falência, mas depois de arrumado o País com a sua veia comunicacional soube chamar a si louros de um desenvolvimento livre da troika e com ventos externos favoráveis como se tudo se devesse a ele próprio. Infelizmente na primeira grande intempérie que enfrentou, Pedrógão Grande, nem uma medida corretiva atempada tomou para então arrumar a casa, e pior, desresponsabilizou-se a si e ao Governo com heranças do passado.

Na segunda tempestade, Costa já seguia a mesma estratégia e não fosse alguém capaz de o enfrentar como o Presidente da República e duvido que hoje não estaria tão humildemente a trabalhar e a refletir nas prioridades dos problemas do ordenamento das florestas e do despovoamento rural.

Uma vez que não se pode alterar o passado, o importante agora é que se corrijam muitos dos erros de ordenamento territorial que aumentaram os riscos associados aos fogos e para as populações, cuja incompetência diretiva da proteção civil não impediu que resultasse em tantos mortos.

Também é verdade que não foi apenas a incúria e incompetência que levou a este aumento do risco que conduziu à morte de tanta gente, houve e há que ter a coragem de continuar a denunciar isto: interesses eleitoriais a curto-prazo de alguns políticos fecham os olhos e deixam que o perigo se alastrasse até tomar proporções difíceis de mitigar em danos humanos.

Infelizmente este interesse politiqueiro que coloca gente em perigo não é um mal exclusivo do Continente. Estou a recordar-me daquela pessoa que aqui no Faial durante a última campanha autárquica que me dizia com grande contentamento que tinha conseguido uma casa a bom preço porque os politicos tinham acabado com as zonas de risco… conhecendo eu a sismicidade regional, só espero que a abertura para gente ir viver em locais tão perigosos como aquele que ela me mostrou para a sua habitação não venha um dia a ser causa de mortes de Faialenses evitáveis. Mas se futuros sinistrados precisarem de socorro, desejo que também não encontrem uma organização tão incompetente de Proteção Civil como aquela que os Portuguesas se depararam neste verão em Portugal Continental.

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P 3 10 17

Subscrevo na generalidade todo o artigo de Pedro Duarte, apesar de me parecer que neste momento ninguém vai conseguir que se pare para pensar… Infelizmente penso que vai ser o costume: a mera tentativa de arregimentar peões para eleger barões via que raramente leva a bom porto o quer que seja para mal do futuro do País.

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Meu artigo de opinião de hoje no diário “Incentivo”

ABUSOS, NERVOSISMOS E CABEÇA PERDIDA

A maioria socialista da Câmara Municipal nos últimos tempos tem-se expressado e comportado com um nervosismo público exagerado como se sentisse em vias de perder as próximas autárquicas. Não tenho sondagens, mas sei que quem tem tido tais comportamentos pode perder cargos, mas tem os seus empregos assegurados ao contrário de muitos Faialenses. Por isso calma! Basta de atitudes de cabeça perdida e de tiques antidemocráticos preocupantes como eu nunca vira desde que a rosa conquistou o Concelho da Horta há já 28 anos atrás.

São normais discursos mais acalorados em períodos pré-eleitorais, mas nunca assistira a tentativas públicas de silenciar as vozes discordantes ao poder acomodado há tanto tempo. Tanto atacam concorrentes, algo expectável, como até amordaçam opiniões de jovens da sociedade civil e ainda criticam a imprensa, algo preocupante para a democracia Faialense e típico do antes 25 de Abril.

Não posso precisar os pormenores de silenciar nos protocolos da Câmara com jornais com cláusulas sobre sigilos, pois desconheço as propostas iniciais e finais. Mas, na qualidade de Presidente do Secretariado do PS-Faial, o Vice-Presidente da Câmara referiu que o diário do seu Concelho questionara a cláusula lá existente demonstra que algo no texto era ambíguo para o diretor pretender que os termos ficassem claros e o seu órgão não ficasse privado de livre expressão e do direito básico de informar. Mas ouvir alguém no exercício de um cargo partidário esclarecer um assunto interno do Município mostra bem a promiscuidade partido/autarquia.

Agora pressões vindas do Presidente do PS-Faial aos diretores de jornais e tentativas de desacreditar editoriais têm sido feitas por ele de modo público e indesmentível, pois estão nos seus artigos de opinião como Cronista do semanário desta ilha e sem dúvida demonstram o seu tique antidemocrático preocupante.

Igualmente é assustador ler que o Presidente do Secretariado de Ilha do PS que tem grande facilidade de acesso à comunicação social para informar o que quer e quando quer as suas opiniões (dada a sua múltipla qualidade de Presidente deste Secretariado, de Vice-presidência da Câmara, de Cronista e ainda de Presidente da Adeliaçor, um dono político disto tudo) critique noutro meio de comunicação social da internet o convite do diretor do semanário ao candidato independente apoiado pelo PSD e CDS para ser cronista do órgão que dirige e ainda a aceitação do deputado para segundo um calendário ali emitir as suas opiniões quinzenalmente.

Curiosamente, a acusação de oportunismo é feita ao jornal aonde o Vice-presidente do Município e braço direito do Presidente também escreve as suas crónicas não há muito tempo e, se bem me lembro, ele é o único que não tem o pudor de acumular o papel de cargos executivos de poder no Faial com o de Cronista, tendo assim condições muito privilegiadas para passar a sua mensagem na comunicação social e ainda, como membro  executivo da Câmara, pode ter papel ativo na decisão de subsídios ao mesmo jornal, o que reforça a sua ameaça de amordaçamento e mostra a promiscuidade de poder municipal, até porque é ele é quem está a implementar a estratégia suja de amordaçamento com origem ou consentimento do cabeça de lista socialista.

Mas o rol piora, pois as mordaças já se estenderam a cidadãos Faialenses e chama de oportunistas aos que denunciaram o facto de um jovem Faialense ter sido censurado na página de facebook da Câmara, por comentários com discordâncias técnicas a um projeto do Município, o jovem foi até bloqueado no acesso à página para o calar e o Presidente do PS-Faial tem o desplante de dizer que o assunto ainda está em averiguações internas, como se não fosse possível apurar a verdade em minutos, pois a gestão da página é entregue a pouca gente e seguramente de confiança política.

Depois dos retrocessos económicos da Horta face a outras terras dos Açores, depois da conivência dos políticos no poder do Faial com os atentados que o Governo Regional fez nos últimos anos a esta ilha, quando se inauguram à pressa obras em vésperas de eleições e se diz a mentira que no saneamento da cidade (com décadas de atraso e sem a indispensável estação de tratamento de água) as pessoas já se podem ligar à rede pública, mesmo sabendo que muitas não podem por falta da  referida estação, ainda haveria de se ver outro retrocesso no Faial: a limitação da liberdade de expressão de cidadãos Faialenses que ainda nem são políticos com a introdução da censura de comentários até de jovens da ilha pela Câmara Municipal!

Até onde recuará o Faial com gente deste calibre político a continuar a ser eleita nesta ilha e a comportar-se como dono político disto tudo?

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Meu artigo de opinião publicado hoje no semanário Incentivo:

FALTA DE IMAGINAÇÃO E AMBIÇÃO NA SEMANA DO MAR

Não haja dúvida: há falta de imaginação da equipa organizativa que elabora os programas lúdicos em terra da Semana do Mar, onde esta prova uma imaginação nula.

Até nos pacotes dos vários concertos que se realizam nas várias Semanas do Mar a organização é incapaz de surpreender qualquer mente perspicaz: muitos artistas mais baratinhos em anos sem eleições locais, mesmo que coincidam com bodas de aniversário deste festival náutico e grupos musicais potencialmente mais caros ou de maior renome quando as festas se sobrepõem a um período de pré-campanha eleitoral autárquica.

O ano de 2017 não foi exceção. Já em 2013 se dizia que teríamos de esperar quatro anos para ter um conjunto de artistas que satisfizessem públicos mais vastos e fossem chamariz de gente das ilhas vizinhas e, de facto, como então se perspetivava, a presente Semana do Mar em plena pré-campanha tem grupos de fora que dizem ser de maior nomeada e custos que os das anteriores três edições. Normal! Nem esta estratégia é novidade para o comum dos Faialenses com o mínimo de discernimento e de visão estratégica. Até já ouvi este ano: “Lá teremos de esperar mais quatro anos para um novo cartaz bonzinho!”.

Considerei que este conjunto era capaz de atrair vizinhos pois para os habitantes de outras ilhas mais distantes as “Festas da Praia”, com a sua maior versatilidade de programas, atratividade no nome artistas envolvidos e variabilidade gastronómica, já relegou a Semana do Mar há muito para o refugo das festividades realizadas no verão nos Açores.

Quando estudante, os meus colegas continentais tinham como referência do verão Açoriano dois grandes festivais: a Semana do Mar e a Maré de Agosto; e se esta última ainda preserva alguma mística, a da Horta, pela sua componente terrestre nem satisfaz muitos Faialenses há anos. Conheço até vários que em edições anteriores tiraram férias nestes dias para ir à Praia da Vitória ou outros locais, alguns salvaguardaram que em ano de autárquicas arriscavam a ficar por cá, mas esta estratégia a longo prazo é mortal para a emblemática Semana do Mar. Contudo subsiste ainda a ideia de que pelo menos na parte náutica a degradação não aconteceu como em terra.

O que se passou com o surgimento e crescimento de popularidade das Festas da Praia, que ofuscam a Semana do Mar, mostra bem aos Faialenses que se poderia ter feito melhor, mas era preciso uma criatividade diferente da que se vê no Faial. Talvez porque por lá estão há menos tempos nos seus municípios, nenhum outro no Arquipélago se arrasta sem alternâncias e renovação de cor como o da Horta, justifique o porquê de ao fim de tantos anos os do poder por cá se terem acomodado. Ainda me lembro que no início havia algum dinamismo e até capacidade reivindicativa, mas esgotou-se!

É verdade que o susto da derrota passado em outubro último permitiu agitarem-se mais um pouco: foi de empurrão; mas desde de então até tentaram mostrar estar ao lado dos Faialenses, antes em setembro não estiveram connosco… mas, mesmo assim, continuaram incapazes de unir os Faialenses de vários quadrantes, pois escondem o que dizem propor ao Governo e outras entidades, e desconfiam de todos os outros que há muito mais tempo levantavam a voz com alertas da questão do aeroporto, da SATA, do porto da Horta, do projeto RISE e outras coisas; e só agora tentam chegar-se à frente num orgulhosamente sós, típico de uma consciência pesada em política.

Apesar da degradação da Semana do Mar em terra, todos anos repito nestas páginas do Incentivo: Gosto da Semana do Mar! É uma época onde vejo amigos que durante o resto do ano não os encontro e isto basta-me. Tal não me impede de reconhecer que a comissão organizadora nunca foi capaz de levar os Faialenses a aderirem em força ao festival Náutico e a culpa não é do Povo mas sim deles quem tinham essa obrigação. Também a criatividade, imaginação e esforço nunca foi imagem de marca de quem mais investiu nestas Festas: a Câmara Municipal.

Poderiam questionar-me: se gosto… porque reivindico uma festa melhor? Porque não suporto comodismos em lideranças. Porque odeio que o Faial se deixe ultrapassar por falta de esforço. Porque poderia gostar muito mais se esta melhorasse e se tornasse num momento de projeção do Faial e do Triângulo para dentro e fora da Região e, sobretudo, porque a Horta merece melhor… muito melhor do que ver um grupo contentar-se em copiar por décadas a mesma receita da Semana do Mar sem tentar acompanhar o evoluir dos tempos e a satisfazer-se com o facto de a cada quatro anos gastar mais uns cobres nuns nomes sonantes para disfarçar a sua inércia em pré-campanha autárquica. É muita mediocridade e o meu Faial merece bem mais do que isto!

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Desde o início que Costa usa com sucesso a sua estratégia comunicacional: tudo o que de bom tem acontecido durante a sua governação são louros seus, o que de mau aconteceu é herança do passado, ora do anterior governo, ora de uma empresa privatizada. Mas o SIRESP não saiu de uma ideia original dele e negociada por ele no passado com a PT? Não é esta rede uma herança mesmo de Costa e do modo como a deixou criar?

Claro que isto também só funciona porque há outra estratégia associada com o conluiu de muitos que conseguiram implantar socialmente a seguinte ideia:  toda comunicação social ou comentador que questione incomodamente o atual Governo não é isenta e é partidária do anterior executivo e como este, além dos seus erros se tornou impopular paga pelas falhas do seu tempo e as da atualidade… e como a subserviência do pensar bem não permite dar ouvidos ao contraditório de quem questiona Costa continue a sair impune dos lapsos de que ele e a sua equipa é culpada.

Quanto tempo isto vai durar? não sei.

Mas que continua resultar… continua, pois muito Português também não sabe ter espírito crítico suficiente e deixa-se levar por esta ideia de que todo o mal vem da governação impopular (mas algum mal vem mesmo de então) ou de uma empresa privatizada que por isso deixou de estar em estado de graça no modo politicamente correto de pensar em Portugal, como se as maiores desgraças não tivessem vindo do tempo em que a PT era pública.

Até conheço gente que considero capaz que se deixa levar na conversa e não lê jornais ou ouve opinadores incómodos aos atual regime, como se a verdade não se tornasse mais evidente após se ouvir o contraditório ou será que têm medo dessa mesma verdade?

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