Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘OCS’

Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

Anúncios

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

SIM, EU VOU!

Os Faialenses foram surpreendidos nestes últimos dias pelo anúncio de nova redução do número de voos semanais da Azores Airlines entre a Horta e Lisboa já para o próximo verão IATA de 2018.

Pela calada, de novo, o Governo dos Açores – através do seu braço empresarial para os transportes aéreos: a SATA – fez mais um ataque ao Faial para dificultar o desenvolvimento económico desta ilha, sobretudo no turismo e na mobilidade dos Faialenses diretamente para o exterior da Região.

Do grupo de gente corajosa e apartidária que em 2016 organizou a maior manifestação de Faialenses, a reivindicar melhores condições nas acessibilidades do aeroporto da Horta, surgiu agora um novo apelo para outra manifestação dos Faialenses, a realizar no próximo dia 21, amanhã, pelas 18h30, em frente ao Parlamento dos Açores, contra este novo atentado ao Faial e para entregar outro manifesto reivindicativo para melhores acessibilidades ao Faial. Sim, eu quero ir e vou, se nenhum imprevisto de maior e alheio à minha vontade me impedir.

Sim, eu vou!… porque como Faialense não posso ficar calado, nem me esconder contra estes ataques ao desenvolvimento da ilha onde vivo. É preciso dizer a isto: Basta!

Sim, eu vou!… porque como cidadão solidário não posso deixar sozinhos aqueles que, nesta matéria, corajosamente, têm liderado a participação dos Faialenses na defesa dos interesses do Faial.

Sim, eu vou!… porque não posso deixar que com o meu comodismo situações destas tenham campo aberto para se alastrar com o meu conivente silêncio. É preciso gritar alto e na rua!

Sim, eu vou!… porque não tenho medo e muito menos posso pactuar com aqueles que no poder poderiam pensar que os Faialenses se intimidam a reivindicar aquilo a que têm direito.

Sim, eu vou!… porque quero protestar contra a maldade de a SATA martelar estatísticas para desvalorizar a rota Horta-Lisboa-Horta ou de disponibilizar voos à última hora para não encher e depois desculparem-se que a taxa de ocupação é baixa, quando bem sentimos que não há lugares disponíveis nas viagens programadas a tempo.

Sim, eu vou!… porque o pouco que foi conquistado desde 2016, a retoma e conclusão do projeto RISE no aeroporto da Horta, muito se deveu ao dinamismo mostrado com a manifestação dos Faialenses naquele ano.

Sim, eu vou!… porque muito ainda falta cumprir em termos do reivindicado pelos Faialenses em 2016, como a ampliação da pista do aeroporto da Horta e não me contento com manobras ainda inconsequentes que não levaram até agora a qualquer ação tendente a ampliar aquela infraestrutura.

Sim, eu vou!… porque é preciso e o Faial precisa de mim e de todos Faialenses para o defendermos.

Sim, eu vou!… e espero que o leitor, como Faialense, vá também, pelas razões que eu invoquei e muitas outras que com certeza também há ainda a juntar. Venha daí, sem medo, pelo Faial!

Read Full Post »

Bancada do PSD, certos militantes de renome, comentadores e articulistas discutem opiniões sobre a estratégia de Rui Rio abrir o partido a negociar  questões de fundo com Costa e seu Governo: uns dizem que beneficia o PS, outros que prejudica o PSD, outros que fortalece o CDS e outros que ajuda a extrema-esquerda. O que toda esta gente não fala é se tal é bom para Portugal ou para os Portugueses, ou seja, desinteressam-se da única coisa que importa em política, servir as Pessoas e o Pais.

A única coisa que de facto me motivou intervir na política foi o serviço às Pessoas, à minha Terra e o futuro do meus País, claro que com as minhas ideias e visões da sociedade. Só que para toda esta máquina que enche a comunicação social parece que apenas importa o confronto politiqueiro, mostrando a todos uma democracia e partidos doentes que assustam pelo grau com que desprezam a defesa dos cidadãos que deveria o cerne dos seus debates e por isso, à exceção das questões locais, a política cada vez me desilude mais

 

Read Full Post »

Meu artigo desta semana no Incentivo:

AEROPORTO: UNIÃO NOS FAIALENSES: SIM – UNICIDADE: DISPENSA-SE

Parece que de uma forma mais ou menos assumida a generalidade dos Faialenses está a favor da necessidade de se melhorar as condições de operacionalidade do aeroporto e tal obriga a obras na pista da Horta.

Agora existe uma controvérsia sobre o passado que, com frequência, tem armadilhado a união em torno desta reivindicação: a distribuição das culpas porque a ampliação da pista nunca foi feita pelos poderes políticos que puderam concretizar este objetivo dos Faialenses.

É na luta de tentar repartir estas responsabilidades que nos dividimos: ninguém quer assumir a sua cota de culpa mas quer à força culpar o outro; com isto os Faialenses perdem forças que deveriam canalizar para o objetivo principal: a ampliação da pista. Um desperdício de energia, pois a resolução futura do problema não depende das culpas passadas nem é possível mudá-las.

Na realidade, ninguém que tenha ocupado até hoje os lugares com poder de decidir sobre esta matéria atendeu à reivindicação dos Faialenses quando lá esteve e, por isso, o processo nunca andou, mas agora não importa determinar o grau ou o momento da culpa para inutilmente desperdiçar as nossas energias. Temos de nos concentrar todos é na obra tão desejada para o Faial.

Sei que nenhum dos que esteve nos lugares com poder de decisão efetiva para ampliar a pista da Horta era da ilha. Assim, mais ou menos aguerridos ao longo desta longa história, em função do decisor pertencer ou não à sua filiação partidária, todo o político Faialense quis alcançar este sonho do aeroporto e sempre engoliu um sapo por gente do exterior lhe dizer: não!

Isto tudo para dizer que é doentio que após tantos anos sem se ver esta causa avançar, logo a seguir à conferência de imprensa do primeiro subscritor do abaixo-assinado para a melhoria das condições de acessibilidade aérea no Faial, em que lamentava o tratamento discriminatório que estava a haver neste processo pela Comissão de Economia do Parlamento dos Açores em relação ao Faial, logo o presidente da Comissão, outro não Faialense, acusou alguém e seguiu-se o habitual desperdício de energias na guerrilha de culpas entre Faialenses ficando para trás o objetivo principal: desbloquear este processo.

Tanto por questões partidárias na ilha, como por argumentos externos para dividir os Faialenses, a verdade é que por cá se arranja sempre uma razão para nos desunirmos quando nos devíamos unir. Acredito que não foi inocentemente que o Presidente da Comissão falou como falou e os Faialenses morderam o isco e logo começaram nas redes sociais e outros espaços a atirar pedras entre si, desperdiçando assim energia vital que deveria ser canalizada para a questão do aeroporto da Horta.

Não se pede aos Faialenses que tenham unicidade política, partidária, religiosa, desportiva ou outra na forma de encararem as questões ou as suas paixões, mas peço que sejam capazes de se unir quando têm objetivos comuns e sem dúvida que agora é a questão do aeroporto. Neste momento nem há eleições locais para que as partes se temam mutuamente, pelo que o mínimo que se pede é que com as suas diferenças individuais todos os Faialenses sejam capazes de saber unir-se no essencial sem escorregarem em todas as armadilhas como esta última atirada para nos dividir e fazermos o jogo dos adversários à ampliação da pista da Horta. Bom Natal a todos.

Read Full Post »

Os eventuais abusos na Raríssimas e a promiscuidade entre políticos e ação social denunciados pela TVI podem ter gerado uma desconfiança sobre muitos voluntários que em muitas instituições em Portugal e Ilhas, fora dos grandes centros, fazem um trabalho social insubstituível, gente que luta sem os apoios públicos que merecem para acudir quem precisa, que são esmagadas por uma burocracia do Estado mas que precisam da caridade do cidadão e agora podem ter sofrido um rude golpe com este escândalo.

Sim, há instituições que não têm BMW, apenas carros velhos para transportar idosos a cuidados de saúde, levar comida a desfavorecidos, entidades onde as receitas são em grande parte fruto de ações dos seus dirigentes sem obtenção de qualquer rendimento para organizar eventos lúdicos e culturais para assim angariarem fundos cujo Estado muitas vezes quer cobrar impostos.

Sim, há políticos que usam IPSS para mostrar uma faceta de solidariedade com fundos públicos e se forem da cor do poder até este lhes atribui subsídios para brilharem e assim o poder fortalecer-se à custa da solidariedade, mas também há gente anónima que dá o seu melhor, a quem os políticos e o poder até dificulta a sua ação para os retirar do caminho, eliminar a sua sombra e depois de alcançado tais objetivos os mesmos políticos deixam os excluídos mais marginalizados ainda e ainda mais pobres.

É bom que se evitem abusos como aqueles que agora escandalizam tanta gente, mas também seria bom que a TVI e outros jornalistas fizessem um trabalho de investigação que ajudasse quem com tantas dificuldades e sem vergonha da palavra caridade dá o seu melhor em prol dos mais necessitados neste País, incluindo as suas ilhas.

Read Full Post »

O meu artigo de hoje no Incentivo:

O INOPORTUNO ELOGIO DA LIÇÃO E RISCOS NO FAIAL

No passado dia 15 de outubro quando escrevia o artigo para ser publicado no Incentivo na terça-feira seguinte, onde mostrava as capacidades comunicacionais de António Costa para disfarçar a austeridade oculta do Orçamento de Estado para 2018 e a arte de assumir medidas alheias que recusara antes, para dar a entender que tinha um pacote de politicas populistas e originais e levar os Portugueses a renderem-se à sua estratégia, não imaginava a catástrofe que Portugal Continental estava a enfrentar e ampliada pela incompetência do Governo em proteger as populações rurais.

Além de desconhecer o que estava a acontecer, estava longe de imaginar que no dia seguinte o mesmo Primeiro-ministo me iria mostrar que poderia ser inapto em comunicação e assisti a um António Costa desastrado na forma de falar aos Portugueses da calamidade que o País passava e da estratégia do Governo para enfrentar o problema. Uma coincidência que se não fosse tão trágica até seria irónica, pois ocorreu quando decidi elogiar a veia comunicacional do Primeiro-ministro.

Contudo, no dia de saída do artigo assisti à capacidade comunicacional de Marcelo Rebelo de Sousa, alguém a quem eu já várias vezes criticara por ser excessivo em palavras, mas que naquele díficil momento optou por se calar, reservar-se no início e depois fazer um dos discursos mais assertivos num Presidente da República de Portugal em democracia, com uma análise real da situação e a impor ao Governo a tarefa de definir a estratégia nacional para enfrentar a catástrofe. Falou aos Portugueses sem disfarces da dura realidade e ao poder executivo daquilo que era prioridade este pensar e decidir, obrigá-lo a um programa, mas a definir por quem lhe competia: Governo.

Confesso que preferia ter visto o Presidente da República brilhar sem ser numa catástrofe, mas também é do conhecimento geral que é nos momentos difíceis que se vêm os melhores.

Costa não brilhou quando Portugal foi à falência, mas depois de arrumado o País com a sua veia comunicacional soube chamar a si louros de um desenvolvimento livre da troika e com ventos externos favoráveis como se tudo se devesse a ele próprio. Infelizmente na primeira grande intempérie que enfrentou, Pedrógão Grande, nem uma medida corretiva atempada tomou para então arrumar a casa, e pior, desresponsabilizou-se a si e ao Governo com heranças do passado.

Na segunda tempestade, Costa já seguia a mesma estratégia e não fosse alguém capaz de o enfrentar como o Presidente da República e duvido que hoje não estaria tão humildemente a trabalhar e a refletir nas prioridades dos problemas do ordenamento das florestas e do despovoamento rural.

Uma vez que não se pode alterar o passado, o importante agora é que se corrijam muitos dos erros de ordenamento territorial que aumentaram os riscos associados aos fogos e para as populações, cuja incompetência diretiva da proteção civil não impediu que resultasse em tantos mortos.

Também é verdade que não foi apenas a incúria e incompetência que levou a este aumento do risco que conduziu à morte de tanta gente, houve e há que ter a coragem de continuar a denunciar isto: interesses eleitoriais a curto-prazo de alguns políticos fecham os olhos e deixam que o perigo se alastrasse até tomar proporções difíceis de mitigar em danos humanos.

Infelizmente este interesse politiqueiro que coloca gente em perigo não é um mal exclusivo do Continente. Estou a recordar-me daquela pessoa que aqui no Faial durante a última campanha autárquica que me dizia com grande contentamento que tinha conseguido uma casa a bom preço porque os politicos tinham acabado com as zonas de risco… conhecendo eu a sismicidade regional, só espero que a abertura para gente ir viver em locais tão perigosos como aquele que ela me mostrou para a sua habitação não venha um dia a ser causa de mortes de Faialenses evitáveis. Mas se futuros sinistrados precisarem de socorro, desejo que também não encontrem uma organização tão incompetente de Proteção Civil como aquela que os Portuguesas se depararam neste verão em Portugal Continental.

Read Full Post »

P 3 10 17

Subscrevo na generalidade todo o artigo de Pedro Duarte, apesar de me parecer que neste momento ninguém vai conseguir que se pare para pensar… Infelizmente penso que vai ser o costume: a mera tentativa de arregimentar peões para eleger barões via que raramente leva a bom porto o quer que seja para mal do futuro do País.

Read Full Post »

Older Posts »