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Posts Tagged ‘Religião’

Não há ilha, concelho ou localidade nos Açores, bem como nas diversas comunidades onde vivem Açorianos ou descendentes de gente deste Arquipélago que não celebre a festa em honra ao Divino Espírito Santo, é sem dúvida o traço cultural mais comum das gentes desta Região esta festa 50 dias após a Páscoa, o Pentecostes.

Império

O Império Central da Ribeirinha ou Império Amarelo

Coroas

As Coroas da Irmandade do Espírito Santo do Império Amarelo, o elemento principal e símbolo desta festas, a coroa do Espírito que está sempre presente no mundo, no Açoriano e impera sobre tudo e todos.

Boas Festas Açorianos e a todos que se deixam cativar pela nossa cultura e religiosidade.

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Conhecendo a coragem com que o Papa Francisco denuncia publicamente males da economia e da sociedade ocidental e vendo todas as pretensões infelizes de Trump em matéria de ambiente e de refugiados, imigração e proteção social sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos, gostaria de ter sido mosca para saber o tom com esta conversa decorreu em privado.

Conhecendo o conteúdo exigente da encíclica deste papa sobre o ambiente, sobre o cuidado da casa comum “Laudate si“, gostaria de saber o que dirá publicamente dela Trump se cumprir a sua palavra de que a vai de facto ler.

Para já ou a hipocrisia pública dominou os comentários de Trump sobre o seu encontro com o Papa Francisco ou então a diplomacia censurou essa conversa privada. Quem me dera de facto ter sido uma mosca presente na sala e depois ter consciência do que foi então conversado e como foi dito

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo com reflexões múltiplas de ocorrências num dia ímpar.

REFLEXÕES SOBRE UM DIA MEMORÁVEL PARA PORTUGAL

Treze de maio de 2017 deve ficar na história como o dia em que os Portugueses mais extravasaram o seu brio Lusitano na sua história. Houve motivos de contentamento de âmbito global e transversais a várias áreas que fazem vibrar o íntimo das pessoas: a fé, para os que são crentes; a cultura, para os amantes da língua de Camões; a arte, para os que vibram com uma bela canção e a emotividade, para os fãs do futebol e do clube que mais adeptos tem no País.

A conquista do título europeu de futebol para a seleção nacional foi transversal às clubites, mas limitou-se sobretudo aos amantes de futebol. O 13 de maio de 2017 foi bem mais abrangente.

No campo religioso, o convite à oração para a Paz Mundial e Conversão das Pessoas que emanara de Fátima precisamente há 100 anos é ainda o fenómeno de fé de maior projeção do mundo Católico saído de Portugal no século XX e a celebração deste centenário com a vinda ao nosso País do Papa mais popular e consensual dos últimos tempos, não apenas tocou o íntimo de muitas consciências, como foi um evento de cobertura mediática global, colocando os Lusitanos nos holofotes à escala planetária e isto ajuda o ânimo dos Portugueses.

O fenómeno de Fátima não gera consensos no seio dos católicos, demais crentes e ateus e, se algumas críticas são feitas de forma honesta, igualmente existem ataques às movimentações e aproveitamentos em torno de Fátima cujo único objetivo é desvalorizar a força deste apelo à Oração para a Paz e Conversão retransmitido ao mundo por três crianças. Algo que incomoda muitos, não só pela sua exigência aos cristãos, como também, pela sua adversidade às razões antirreligiosas.

Sim, há discrepâncias entre a mensagem da Igreja e a prática seus fiéis, mas a razão de ser do apelo à Conversão em Fátima justifica-se precisamente por isso, porque os Cristãos não são perfeitos e existem essas contradições a corrigir e é bem mais difícil a luta permanente para se corrigir o mal, que tende a crescer em nós crentes como cogumelos em madeira podre, do que colocar-se de fora a apontar os males que com frequência aqueles são vencidos. Não deixa de ser claro que muita denúncia orgulhosa vinda fora das falhas dos cristãos serve para incentivar o abandono da fé, mas também para branquear a consciência de alguns agressores que desistiram dessa conversão.

Ainda no campo religioso, a canonização de Jacinta e Francisco Marto também me cria problemas na luta contínua de conversão. Formado e ligado às ciências da natureza sou por convicção defensor de explicações naturais e é bem mais fácil rejeitar qualquer milagre, dizendo que no futuro a ciência o explicará, do que do que ter a humildade de aceitar que a fé move montanhas que a física não consegue, lembro-me do agnóstico Sam Harris, que passou a ser desprezado por ateus após reconhecer que sempre houve e haverá fenómenos que a ciência não consegue cobrir e deveria ter a humildade de mesmo sem acreditar não combater a religião por preconceito. O que é bem diferente de desistir de procurar o esclarecimento dos fenómenos estranhos que ocorrem na natureza

No domínio da música, este grande dia 13 fica na memória pela primeira vitória de Portugal no festival da eurovisão da canção em 53 anos de presença nacional neste tipo de evento. Não só com uma composição que foge ao populismo de uma melodia fácil e banal, mas também com a coragem de a cantar em Português entre tantos países que desprezaram as suas línguas maternas para irem na onda da língua franca inglesa numa sessão cujo lema era a diversidade. Neste mundo que se deixa dominar pela epidemia contagiosa que confunde cultura com o comercial fácil que a globalização vende, foi uma lição dada por Luísa e Salvador Sobral não ter medo de serem eles próprios e de mostrar ao mundo a sua língua contra a maré da moda subserviente do pop anglo-saxónico.

Por fim, numa matéria que também não gera unanimidade: o tetracampeonato do Benfica foi um motivo de alegria para os adeptos do futebol do clube que reúne maior número de simpatizantes em Portugal. Os festejos celebraram-se de forma civilizada e cordial. Isto não é um antídoto suficiente para o envenenamento continuado que lavra no desporto nacional a partir de líderes e comentadores desportivos que passaram a época a semear ódios e a alimentar suspeitas de desonestidade dos adversários que podem germinar em discórdia e violência entre adeptos em competição doentes.

A competição e a rivalidade até podem ser saudáveis, pois criam dinâmicas no enfrentar o dia-a-dia. Pode-se fazer críticas aos adversários para os obrigar a melhorar a sua prestação, a política presta-se a esta conduta. Pode-se sobrevalorizar as nossas cores para incentivar as nossas equipas perante os concorrentes. Agora, semear ódios e desconfiança na honestidade dos oponentes e outros intervenientes que regulam uma competição ultrapassa a decência e as exigências da ética. Por isso se é enorme a alegria que o Benfica me deu, não deixo de respeitar os que não venceram e protesto contra esta tática que se está a generalizar em Portugal do envenenar permanente da competitividade desportiva com ódios para criar uma rivalidade doentia que desperta violência.

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Sou cristão mas não um mariano profundo, mas reconheço que a mensagem de oração pela Paz no Mundo e Conversão das Pessoas saída há 100 anos da minúscula dolina da Cova da Iria, da rural freguesia de Fátima, no pequeno país marginal Portugal propagou-se por toda a Terra com uma energia imparável contra todas as forças poderosas antirreligiosas que dominam a civilização global, um fenómeno.
Fatima_Pope

É verdade que há notícias de mais aparições marianas e movimentos populistas em países e locais muito maiores e centrais que aquela comunicada por três crianças pobres, incultas que até aquele momento nada as distinguia de outras da região. Fátima não se impôs ao Mundo, só abraça a Mensagem quem quer, mas foi uma multidão de muitos milhões que abraçou Fátima e se aproximou: pobres, ricos, incultos e cultos, sendo necessário apenas humildade e coragem para não rejeitar publicamente a Fé dos que sentem acreditar para espanto de muitos outros que não compreendem o que é ser-se crente.

recinto

Depois dos descobrimentos iniciados por génios Portugueses, nada mais teve tal impacte global a partir de Portugal que a comunicação destas três crianças de terem visto Maria, a senhora do Rosário, a Mãe de Jesus, que Este disse para aceitarmos como nossa Mãe também, em 13 de Maio de 1917, faz hoje precisamente 100 anos.

Pastorinhos

Imagens todas retiradas da Wikipédia.

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“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me. O jovem, porém, ouvindo estes preceitos, retirou-se triste; porque tinha muitos bens.” (Mt. XVIII, 21,22). A mensagem de partilhar a riqueza vem de Cristo e quem conhece a doutrina social da Igreja sabe que está escrita oficialmente no Catolicismo. Agora, tal como Jesus convidou o jovem rico à partilha e o deixou livre para recusar e tristemente se afastar, também a Igreja não força nenhuma classe, quer a conversão das pessoas, não a revolução política.

Agora o convite para esta conversão não está dissociado da denúncia da injustiça social que se assiste e é mesmo um método para convidar o Mundo para uma mudança, à conversão para seguir Jesus. Só que, tal como o jovem rico, são as pessoas que compõem o mundo que, livremente, tristes ou alegres, recusam esta Mensagem ou a aceitam respetivamente.

No julgamento de Jesus, Pilatos deixou ao mundo duas escolhas alternativas: a proposta pacifista de partilha e conversão interior com repercussões no indivíduo de Cristo ou a ação revolucionária de Barrabás, com o assalto forçado aos bens em detrimento do convite à partilha voluntária da riqueza. O resultado desta votação é conhecido e o mundo de hoje, frequentemente, não é muito diferente.

Entre a Mensagem Cristã e os discursos revolucionários populistas de qualquer lado ideológico há uma distância enorme, mesmo quando a imperfeição humana impede o crente de ser plenamente como Jesus pedia ou o do ativista político não ver o papel da conversão livre na sua busca da Justiça.

O grande dilema da Mensagem do Papa Francisco, e ele não esconde que sente isso nas entrevistas que estão na base do livro “Esta economia mata“, pois percebe que com o seu discurso quer apresentar Cristo ao Mundo para este se converter e seguir Jesus, mas o Mundo tende a interpretar a denúncia como um apelo para seguir a via de Barrabás, mas já há quase dois mil anos que este desencontro existe e suspeito que isto nos caracteriza como Homens imperfeitos sujeitos ao erro.

Bem-vindo Papa Francisco a Fátima e, como tal, a Portugal.

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Interessante a aceitação do argumento da tradição para invocar a tolerância de ponto no Carnaval, uma festa associada ao calendário litúrgico num Estado Laico, enquanto o uso da tradição de dar tolerância de ponto pela vinda de um Papa a Portugal escandalizar por estarmos num Estado laico. Em 2010 falei sobre isto e disse:

Não sou um defensor da tolerância de ponto de hoje, mas ela não me choca, este é um País onde a grande maioria de cidadãos ainda se assume como católica e a tolerância quase não tem custos para o Estado: evita a burocracia da alteração de férias aos que se forem às celebrações com o Papa, que ao contrário de outros Chefes de Estado fala diretamente ao povo nas visitas oficiais, e não coloca serviços a meio-gás, com todas as confusões resultantes.

Talvez a tolerância num jogo da selecção não fosse polémica, mas há aqui muita hipocrisia e propaganda de movimentos anti-católicos e de ateus que, pela sua agressividade, se comportam como religiões modernas à conquista dos seus fieis.”

O posto mantém-se atualizado, pois continuo a pensar precisamente o mesmo.

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À primeira vista é bom que as irmandades do Espírito Santo do Faial, pelo seu papel histórico e cultural, recebam apoio municipal, mas os protocolos das 23 irmandades religiosas celebrados com a Câmara são fruto do ESMAGAMENTO financeiro e burocrático que o sistema político neste País e Região impôs ao controlar tudo o que mexe na sociedade. Quer seja uma empresa privada, um serviço público ou uma associação religiosa como esta, ou desportiva, cultural, etc., o polvo do poder político asfixia tudo, até se cair na tutela dos protocolos em nome da sobrevivência face às dificuldades que o regime impôs.

Ainda me lembro da festa de São João quando era livre e espontânea, milhares de Faialenses iam livremente divertir-se para o Largo Jaime Melo a projeção levou o dia a ser o feriado municipal, até que há poucas décadas tudo passou a ser oficializado e gerido pela Câmara Municipal, desde a simples fogueira, passando aos subsidiados grupos para manter as tradições, ao programa da romaria e a dança tradicional da chamarrita, até que com tanto controlo passou a uma celebração moribunda que sobrevive patrocinada oficialmente e deixou de ser a maior festa popular do concelho. Prova nefasta deste sistema de controlo.

Espero que a espontaneidade das festividades das irmandades do Espírito Santo não venha a prazo ter um destino semelhante e uma homogeneização fruto deste polvo que controla tudo é que é de iniciativa do Povo, até uma forma religiosidade popular que nem a Igreja Católica conseguiu domesticar a seu gosto nos seus tempos áureos de controlo social.

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