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Posts Tagged ‘Trump’

Não desejo eventos naturais devastadores a ninguém, mas não deixa de ser irónico que o maior inimigo da estratégia global preventiva contra as alterações climáticas: Trump, logo a seguir a rasgar os acordos ambientais para defender o lóbi do petróleo, veja os dois Estados que mais contribuíram para a sua eleição a serem os mais devastados por furacões este verão, algo que se diz resultar das emissões com efeitos estufa. Até na Florida o Irma parece desviar-se para a costa mais favorável a Trump.

Infelizmente, também é verdade que as pessoas que mais vi sofrerem diretamente os efeitos do furacão no Texas são das classes mais pobres e não as do todo poderoso lóbi antiacordo de Paris. Pior, a ameaça de aumento dos preços do petróleo fruto da intempérie, apesar de poder favorecer a introdução de tecnologias limpas noutros países, vai em primeiro lugar aumentar rendimentos de muitas petrolíferas e rendibilizar a extração mais suja de hidrocarbonetos nos países mais ricos.

Contudo, parece mais injusta a perspetiva de que as maiores vítimas das alterações climáticas sejam precisamente os países que menos emissões têm e são mais pobres como o Bangladesh, que pouco contributo têm na teoria das alterações climáticas ao contrário do Texas.

Espero que o Irma não afete a Florida com a intensidade que ameaça, para bem das pessoas que ali vivem, muitas delas inocentes das tramoias de Trump e as outras porque não desejo mal a ninguém mesmo que aliadas deste adversário da proteção do ambiente, pois não gosto de uma natureza vingativa.

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É pena mas não é original, já antes os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Quioto de 1997, tal como não se comprometeram com o aumento das exigências deste que resultaram da Emenda de Doha em 2012 e não seria de prever agora com um cético nos efeitos das emissões dos gases com efeito estufa como Presidente da América que este viesse a aderir ao ainda mais exigente Acordo de Paris de 2015.

A verdade é que além de descrentes nesta hipótese maioritariamente aceite por cientistas, existem ainda muitos interesses económicos de curto prazo a apoiar o ceticismo no tema. A democracia tem muitas virtudes, mas tem uma fragilidade é que por norma rende-se mais aos interesses de curto-prazo face ao riscos de longo-prazo e é isto que há anos domina a estratégia dos EUA nesta matéria, Trump apenas é mais descarado no assumir aquilo que desde de 1997 tem bloqueado a envolvência do maior poluidor do mundo per-capita neste projeto de prevenção das alterações climáticas. É pena, mas a oeste nada de novo aconteceu, apenas foi dito mais claramente o que vinha a acontecer.

Curiosamente tendo Trump acusado a China de estar por detrás da teoria das alterações climáticas para enfraquecer a economia americana, agora é este império oriental que se compromete com estas  novas exigências precisamente contando com isso fortalecer a economia asiática, pelo menos a oriente alguma coisa de novo e em contradição com o líder de Washington.

Já não se perde tudo quando o País mais populoso do mundo adere a esta causa, ele que oferecia o maior risco pela sua dimensão se não revertesse a sua estratégia de reduzir as emissões com efeito estufa.

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Conhecendo a coragem com que o Papa Francisco denuncia publicamente males da economia e da sociedade ocidental e vendo todas as pretensões infelizes de Trump em matéria de ambiente e de refugiados, imigração e proteção social sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos, gostaria de ter sido mosca para saber o tom com esta conversa decorreu em privado.

Conhecendo o conteúdo exigente da encíclica deste papa sobre o ambiente, sobre o cuidado da casa comum “Laudate si“, gostaria de saber o que dirá publicamente dela Trump se cumprir a sua palavra de que a vai de facto ler.

Para já ou a hipocrisia pública dominou os comentários de Trump sobre o seu encontro com o Papa Francisco ou então a diplomacia censurou essa conversa privada. Quem me dera de facto ter sido uma mosca presente na sala e depois ter consciência do que foi então conversado e como foi dito

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O mal de uns, por vezes é o bem dos outros, a política mais pacifista de Obama era bem-vistas, mas diminuía a importância da base das Lajes e os Açorianos temiam isso, agora as ideias de reforçar o papel mundial da América de Trump e os sinais de agressividade bélica que ele tem mostrado levam a que o papel desta base cresça e os benefícios financeiros deste reforço parecem bem recebidos nos Açores, que até esquecem o maior risco de guerra mundial.

Quando a base das Lajes era de facto considerada como uma estrutura fundamental dos EUA nos Açores e sem perspetivas de esvaziamento, havia quem criticava a presença norteamericana na Região, mas quando houve o risco de saída de serviços militares, alguns destes começaram a fazer exigências daquele país para a Terceira, agora aguardo com curiosidade como reagirão se se seguir um reforço daquela presença fruto dos interesses estratégicos de Trump… o mundo dá mesmo muitas voltas e pode até ficar de pernas para o ar e por dinheiro muitos vendem não só a alma como a coerência!

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Há talvez tantas semelhanças como diferenças entre o Canada e os Estados Unidos, sendo muito mais evidentes em termos de mentalidade, onde o Canadiano tende a ser mais tolerante e progressista para com a multiculturalidade resultante das muitas origens dos seus residentes, mas, como é normal, há muitas exceções de um lado e outro, conheço conservadores radicais a norte e progressistas reformistas a sul. Nesta segunda-feira os dois maiores líderes do Continente da América do Norte reúnem-se pela primeira vez.

Politicamente os Canadianos sempre foram mais abertos à Europa, os anglófonos aos ingleses e os francófonos com uma nostalgia e admiração aos franceses, mas também sempre houve uma admiração pelo poder económico a sul, apesar de algum orgulho e rivalidade típica de vizinhos. Talvez nunca o contraste entre os dois países tenha sido alvo de tanta desconfiança como agora em que a norte há um primeiro-ministro do mais liberal nos costumes e aberto ao mundo que houve, face ao atual presidente americano que quer fechar o seu país ao exterior mais do nunca.

Assim, a cimeira entre estes dois Estados pode dizer muito da capacidade de Trump aceitar a diferença e conviver com um vizinho e parceiro tão distinto, representado por Trudeau, ou sob a possibilidade deste último, em caso de intransigência do sul, ser capaz de levar a bom porto o reforço socioeconómico do Canada desalinhado dos Estados Unidos. Um assunto que acompanho com atenção a partir de hoje.

ADENDA

Parece que mesmo assumindo diferenças conseguiram entender-se e cada um manda em sua casa sem dar lições na do vizinho.

 

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Conforme as regras da democracia dos EUA Donald Trump ganhou as últimas eleições presidenciais do seu País e é empossado hoje como Presidente da maior potência económica e militar da Terra. Não sei se Trump será tão perigoso como me aparenta, mas que me parece portador de instabilidade para o seu País e o Planeta, parece-me. Faço votos que me surpreenda pela positiva, para bem dos Americanos e da Humanidade, não piorar a situação atual já seria uma boa surpresa, espero que me engane e ele venha a ser um bom Presidente para os EUA e para o Mundo.

Foram os Americanos quem o escolheu, não o resto do mundo, mas soberania e democracia é isso mesmo, ganha a vontade do Povo conforme as leis do seu Estado e não o que mais agrada ou convém às outras Nações. Não simpatizo, nem sinto afinidade com o discurso e com o modo de agir de Trump, mas tenho de respeitar a sua legitimidade de ocupar o cargo para o qual concorreu e venceu.

Todavia o respeitar não é estar de acordo com as suas ideias, menos ainda deixar de estar preocupado, na política tão grave quanto ter ideias perigosas é ser-se intempestivo quano se enfrentam contrariedades e Trump defende não só propostas perigosas como reage emotivamente a quente e de forma temerária, o que para uma potência global é um risco enorme para a estabilidade e paz do Planeta. Ser democrata também tem uma componente de saber e aceitar a dor.

Também excluo de reconhecer que Obama também cometeu erros que degradaram as relações de paz na humanidade, não teve culpa de lhe terem atribuído o prémio Nobel da Paz antes de provar que as suas decisões o justificava, mas nem sempre foi sensato no modo como enfrentou o problema do mundo árabe, as ambições russas no leste da Europa e, sobretudo, não compreendeu as dores de muitos americanos da denominada América profunda que se confrontaram com o desemprego, as sequelas da crise financeira e as imposições do capitalismo exacerbado no seu próprio País e daí muito do voto de protesto das passadas presidenciais, mas ao menos o Presidente que agora abandona a Casa Branca parecia ser capaz de fazer exames de consciência e de tentar corrigir-se para bem do seu Povo e do Planeta.

Trump pode até nem ser tão mau em consciência quanto a batalha ideológica faz crer, mas o modo impulsivo e radical com que explora as contrariedades e muito dos seus argumentos provocam receios a quem, como eu, considera o bom-senso e o humanismo como algo fundamental na política para evitar injustiçase conflitos sociais, ideológicos ou mesmo bélicos de efeitos imprevisíveis. Que Deus proteja a América e o Mundo.

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Espero que seja um período feliz o ano de 2017 que o mundo, Portugal e o Faial melhorem as suas condições de vida e económicas para permitir a esperança no futuro. Desejo que o discurso de Trump não atrumpalhe o mundo, que a dívida soberana não afogue Portugal e a pista da Horta garanta vir ter condições para do Faial se voar mais longe, com maior frequência e segurança.

Feliz passagem de ano 2016/17 e depois 12 meses sempre a melhorar para todos.

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