Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘desporto’

Meu artigo de hoje no diário Incentivo com reflexões múltiplas de ocorrências num dia ímpar.

REFLEXÕES SOBRE UM DIA MEMORÁVEL PARA PORTUGAL

Treze de maio de 2017 deve ficar na história como o dia em que os Portugueses mais extravasaram o seu brio Lusitano na sua história. Houve motivos de contentamento de âmbito global e transversais a várias áreas que fazem vibrar o íntimo das pessoas: a fé, para os que são crentes; a cultura, para os amantes da língua de Camões; a arte, para os que vibram com uma bela canção e a emotividade, para os fãs do futebol e do clube que mais adeptos tem no País.

A conquista do título europeu de futebol para a seleção nacional foi transversal às clubites, mas limitou-se sobretudo aos amantes de futebol. O 13 de maio de 2017 foi bem mais abrangente.

No campo religioso, o convite à oração para a Paz Mundial e Conversão das Pessoas que emanara de Fátima precisamente há 100 anos é ainda o fenómeno de fé de maior projeção do mundo Católico saído de Portugal no século XX e a celebração deste centenário com a vinda ao nosso País do Papa mais popular e consensual dos últimos tempos, não apenas tocou o íntimo de muitas consciências, como foi um evento de cobertura mediática global, colocando os Lusitanos nos holofotes à escala planetária e isto ajuda o ânimo dos Portugueses.

O fenómeno de Fátima não gera consensos no seio dos católicos, demais crentes e ateus e, se algumas críticas são feitas de forma honesta, igualmente existem ataques às movimentações e aproveitamentos em torno de Fátima cujo único objetivo é desvalorizar a força deste apelo à Oração para a Paz e Conversão retransmitido ao mundo por três crianças. Algo que incomoda muitos, não só pela sua exigência aos cristãos, como também, pela sua adversidade às razões antirreligiosas.

Sim, há discrepâncias entre a mensagem da Igreja e a prática seus fiéis, mas a razão de ser do apelo à Conversão em Fátima justifica-se precisamente por isso, porque os Cristãos não são perfeitos e existem essas contradições a corrigir e é bem mais difícil a luta permanente para se corrigir o mal, que tende a crescer em nós crentes como cogumelos em madeira podre, do que colocar-se de fora a apontar os males que com frequência aqueles são vencidos. Não deixa de ser claro que muita denúncia orgulhosa vinda fora das falhas dos cristãos serve para incentivar o abandono da fé, mas também para branquear a consciência de alguns agressores que desistiram dessa conversão.

Ainda no campo religioso, a canonização de Jacinta e Francisco Marto também me cria problemas na luta contínua de conversão. Formado e ligado às ciências da natureza sou por convicção defensor de explicações naturais e é bem mais fácil rejeitar qualquer milagre, dizendo que no futuro a ciência o explicará, do que do que ter a humildade de aceitar que a fé move montanhas que a física não consegue, lembro-me do agnóstico Sam Harris, que passou a ser desprezado por ateus após reconhecer que sempre houve e haverá fenómenos que a ciência não consegue cobrir e deveria ter a humildade de mesmo sem acreditar não combater a religião por preconceito. O que é bem diferente de desistir de procurar o esclarecimento dos fenómenos estranhos que ocorrem na natureza

No domínio da música, este grande dia 13 fica na memória pela primeira vitória de Portugal no festival da eurovisão da canção em 53 anos de presença nacional neste tipo de evento. Não só com uma composição que foge ao populismo de uma melodia fácil e banal, mas também com a coragem de a cantar em Português entre tantos países que desprezaram as suas línguas maternas para irem na onda da língua franca inglesa numa sessão cujo lema era a diversidade. Neste mundo que se deixa dominar pela epidemia contagiosa que confunde cultura com o comercial fácil que a globalização vende, foi uma lição dada por Luísa e Salvador Sobral não ter medo de serem eles próprios e de mostrar ao mundo a sua língua contra a maré da moda subserviente do pop anglo-saxónico.

Por fim, numa matéria que também não gera unanimidade: o tetracampeonato do Benfica foi um motivo de alegria para os adeptos do futebol do clube que reúne maior número de simpatizantes em Portugal. Os festejos celebraram-se de forma civilizada e cordial. Isto não é um antídoto suficiente para o envenenamento continuado que lavra no desporto nacional a partir de líderes e comentadores desportivos que passaram a época a semear ódios e a alimentar suspeitas de desonestidade dos adversários que podem germinar em discórdia e violência entre adeptos em competição doentes.

A competição e a rivalidade até podem ser saudáveis, pois criam dinâmicas no enfrentar o dia-a-dia. Pode-se fazer críticas aos adversários para os obrigar a melhorar a sua prestação, a política presta-se a esta conduta. Pode-se sobrevalorizar as nossas cores para incentivar as nossas equipas perante os concorrentes. Agora, semear ódios e desconfiança na honestidade dos oponentes e outros intervenientes que regulam uma competição ultrapassa a decência e as exigências da ética. Por isso se é enorme a alegria que o Benfica me deu, não deixo de respeitar os que não venceram e protesto contra esta tática que se está a generalizar em Portugal do envenenar permanente da competitividade desportiva com ódios para criar uma rivalidade doentia que desperta violência.

Read Full Post »

Benfica

O Sport Lisboa e BENFICA conquista, pela primeira vez na sua história, quatro campeonatos consecutivos de futebol nacional: desde o ano de 2014, 2015, 2016 e, hoje, em 2017, o Glorioso passou a ser o atual TETRACAMPEÃO de Futebol em Portugal.

Como Benfiquista de coração e paixão desde que a memória da minha existência alcança, ainda antes de pisar o solo de Portugal, já palpitava este amor pelo BENFICA e como tal quero dar hoje PARABÉNS a todos os jogadores de futebol do Benfica, equipa técnica dirigida do Rui Vitória, dirigentes presididos por Vieira, sócios, simpatizantes e no fundo a mim como membro desta família encarnada que é um mundo de Paixão pelo Glorioso: SPORT LISBOA E BENFICA que hoje não só alcançou este TETRACAMPEONATO,  como o seu 36 título de campeão nacional, sem esquece a conquista no campeonato de voleibol e o sucesso no jogo de Futsal.

SLB – GLORIOSO – BENFICA- OBRIGADO POR ESTA ALEGRIA

Read Full Post »

Olympia_2016

Imagem wikipédia

Arranca hoje a XXXI Olimpíada da era moderna, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, sei quão polémicas são estas organizações, penso que sempre tiveram manchas de corrupção e aproveitamento político e económico, mas se muitos dizem que este dinheiro deveria ser investido na erradicação da pobreza, no sistema de saúde ou na rede de ensino, o único Continente que nunca organizou este tipo de evento é o mais pobre, com pior educação e saúde, o Rio de Janeiro muito antes da de hoje era um exemplo de desigualdade social e insegurança, pelo que assumo: desde criança me fascinam os Jogos Olímpicos e não são este acontecimentos quadrienais que provocam mal ou mundo, mas contribuem para o sonho desportivo de muitos.

As primeiras olimpíadas de que me recordo foram as XXI em Montreal no ano de 1976 onde Carlos Lopes trouxe a primeira medalha olímpica do atletismo para Portugal, mas curiosamente este é o evento desportivo onde o meu coração vibra sempre por dois Países: o Canada, minha pátria natal; e Portugal, minha pátria nacional e de residência; por vezes coloca-se o dilema quando entram em confronto direto elementos destes dois Estados, só que é raro, nalgumas modalidades sinto-me inclinado pela folha de Ácer, sobretudo ginástica, natação, noutras pelas Quinas, sobretudo no atletismo e judo, mas vibro sempre que ouço “A Portuguesa” ou o “Oh Canada” ecoarem nas cerimónias das medalhas e por vezes chegam-me lágrimas aos olhas diante da Maple Leaf ou da bandeira Verde Rubra.

Força Portugal!

Go Canada!

Para quem quiser seguir, eis o link oficial dos jogos Rio 2016

Read Full Post »

camepões

Foto: Sapo

Este campeonato mostrou que no mundo do Futebol e no País da Liberdade, Igualdade e Fraternidade uns são mais iguais que outros, desde as arbitragens, até ao comportamento da organização, passando pelo próprio país anfitrião, viram-se discriminações que só não são mais faladas agora em Portugal porque contra muitos somos mesmo CAMPEÕES!

Em primeiro lugar destaco a sobranceria e chauvinismo dos Franceses, depois de criticarem a seleção e de a menosprezarem, entraram em campo já convencidos da vitória e agressivos fisicamente, a forma como lesionaram Cristiano Ronaldo sem ser marcada uma falta fala, não apenas da atitude dos azuis, mas também da arbitragem e o aplauso ao culpado no momento da sua substituição fala muito de ser de certos gauleses.

Três penaltis a favor de Portugal ficaram por marcar em várias partidas anteriores, um lapso é normal, três indicia muito da predisposição de um grupo de juízes face à nossa seleção. A nomeação de um árbitro italiano para arbitrar o jogo França-Alemanha logo a seguir aos germânicos eliminarem a esquadra azzurra e de um britânico para a final, mesmo após os lusitanos derrotarem a última equipa britânica, são indícios preocupantes da transparência e isenção da UEFA depois de todos os escândalos de corrupção em que se tem visto envolvida.

Infelizmente o mau perder, o chauvinismo e a sobranceria da França, também subiu ao nível oficial, pois foi evidente com a insistência da cor azul na torre Eiffel após a derrota dos bleus e do desprezo ao verde e vermelho a iluminar aquele monumento na noite de glória dos Portugueses. Isto não foi um ato inocente de um cidadão gaulês de rua com cabeça quente ou menos formação, faz parte da organização do Estado anfitrião e mostra a baixa atitude de um país que pode ser poderoso, mas é pequeno em humildade e de carácter baixo. Mas estou certo que há Franceses que não são assim.

Portugal não fez jogos brilhantes na maioria dos seus 90 minutos, mas foi unido e apoiado pela maioria dos lusitanos, cá e lá, mesmo contra alguns comentadores e técnicos sempre dispostos a desvalorizar quem está por cima. Uma lição de que um Povo e uma Equipa com humildade, coragem e unidos vale muito mais do que certas invejas, potências mundiais chauvinistas e organizações enviesadas… e se o nosso pequeno e humilde País também se unisse plenamente para enfrentar estes potentados e vencer a crise que vimos a atravessar há uns anos, em vez de apenas reclamar contra a injustiça dos poderosos, suponho que também daríamos outra lição à Europa, pois o Futebol é apenas um dos retratos de outras realidades políticas do mundo em que vivemos.

Read Full Post »

600px-Flag_of_Portugal.svg

Está tudo dito…. GANHÁMOS, SOMOS CAMPEÕES, VIVA A SELEÇÃO DE FUTEBOL DE PORTUGAL! VIVA PORTUGAL!

Read Full Post »

Benfica

Obrigado pelo 35.º Campeonato do Glorioso: Sport Lisboa e Benfica

Parabéns pelo melhor clube do Mundo

Agora comemorar um campeonato sofrido mas que valeu a pena pelo que o Sport Lisboa e Benfica conseguiu nesta época, um justo justíssimo merecidíssimo campeão e a melhor equipa por ter sido a que ao longo de toda o campeonato lutou e chegou ao fim com mais golos e mais pontos que todas as outras da Primeira Liga de Portugal.

35

 

Read Full Post »

A AJIFA, uma associação de jovens do Faial sem fins lucrativos, estava a organizar uma atividade lúdica de divulgação do futebol de praia na baía do Porto Pim, sem cobranças de dinheiro para participação, uma iniciativa positiva demonstrativa do dinamismo desta entidade particular.

É evidente que o espaço por que está sobre a tutela das autoridade marítimas, não fosse um zona costeira, é normal a necessidade de autorização da capitania. O que já não é normal é que um evento deste género tenha de ter policiamento e que a AJIFA o tivesse de pagar, pois a segurança das populações, a sua livre circulação e a possibilidade de agrupamento são direitos dos cidadãos e cabe ao Estado assegurá-los, para isso pagamos os nossos impostos que depois servem para sustentar as forças armadas e policiais.

É aceitável que um evento pago e necessite de segurança quem recebe o dinheiro deve contabilizar os custos com a necessária segurança, mas para ajuntamentos de pessoas de forma livre e gratuita obrigar a que os seus organizadores paguem ao Estado aquilo que ele deveria nos assegurar é um abuso do poder do Estado. Se fosse um “meet” convocado pelo “facebook” não teria dado lugar a cobranças, mas sabemos que as forças de segurança aparecem cautelarmente sem levar tostão, mas se for algo melhor organizado, logo alguma instituição do Estado arranja um modo de cobrar dinheiro sem se importar por inviabilizar o evento.

A legalidade da decisão não questiono, mas é o exemplo de vivermos numa sociedade com Estado a mais que penetra em tudo e que por isso tem de arranjar subterfúgios para receber legalmente dinheiro que não deveria ser cobrado e mata em paralelo a sociedade civil sempre que este tenta ser dinâmica. É por custos como estes que no Faial cada vez é mais difícil organizar-se o quer que seja que não seja com o “patrocínio” ou a mão do poder político local, regional ou nacional, enquanto as gerações passadas, mesmo em ditadura, tinham mais espaço para a suas iniciativas coletivas de âmbito lúdico e cultural.

Read Full Post »

Older Posts »