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Posts Tagged ‘Ribeirinha’

Presépio2017

A palavra natal vem de nato, nascido; por isso natalidade indica número de nascimentos. Quando em Roma se celebrava o sol de inverno como fonte de vida e a natureza parecia morta os Cristãos aproveitaram a festa para celebrar o Nascimento de Jesus, a quem consideravam a verdadeira Vida e fonte de Luz. Se o Natal lembra esperança e amor é porque associamos estas ideias ao ver um recém-nascido como o Menino Jesus. Votos de um FELIZ NATAL  a todos os leitores de Mente Livre.

Foto: Pormenor do presépio do  Agrupamento 973 do CNE no exterior do centro de culto de São Mateus na Ribeirinha.
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“Projeto de intervenção no Farol da Ribeirinha”, desta vez o a anúncio foi afetuado pelo Presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha e não por um membro do Governo dos Açores, mas decorreu durante a sessão comemorativa do Dia da Freguesia num discurso realizado na presença do Secretário Regional do Mar em representação oficial do órgão competente e foi dito como uma informação vinda do executivo regional.

Não se ficou a conhecer o andamento do projeto, a sua calendarização, nem o tipo de intervenção… ficou apenas a comunicação oficial em período pré-eleitoral e por isso merece um tratamento igual ao anterior prometório do Governo dos Açores para o Faial que neste ano já vai pelo mesnos em 13 promessas para esta ilha, isto na contabilidade do inventário do que tenho tido conhecimento.

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Sim, faz hoje 18 anos que, num repente de segundos, quase toda a população da Ribeirinha, cerca de 500 habitantes, e muitos outros distribuídos por outros locais do Faial, num total de cerca de 2500 em 15000 residentes, viram as suas casas destruídas ou muito danificadas e ficaram desalojados, catástrofe que também atingiu, embora em menor grau, alguma famílias no Pico e São Jorge, enquanto 8 pessoas morriam, 5 delas na freguesia da Ribeirinha, a mais atingida pelo sismo.

18 anos e praticamente todos os sinistrados já foram realojados condignamente, mas não todos, ainda ontem me cruzei com pessoas da minha rua que, por vicissitudes várias, continuam em pré-fabricados e barracas que se destinavam ao acolhimento temporário até ao final do processo de reconstrução.

Infelizmente, os problemas económicos até já conduziram a que alguns dos já realojados condignamente tenham voltado à condição de desalojados das suas novas moradias, este é um problema que mostra que não basta um Estado social que dá para desatar os nós dos problemas financeiros das pessoas, pois alguns deixam-se atar para nunca mais se conseguirem libertar em definitivo, mas esta é outra questão que fere a solidariedade na sociedade e merece também reflexões no seio dos governantes.

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9 de julho de 1998 foi a madrugada que mudou a minha vida para sempre, nem foram precisos 20 segundos para passar da situação de alguém com casa própria para a de sinistrado, desalojado e que para voltar a ter abrigo próprio teve de ficar endividado por décadas a uma banca cuja a capacidade de explorar as desgraças alheias é genial e todo poderosa.

Sobrevivi, nem todos os meus conhecidos, voltei a ter casa, mas decorridos 15 anos todos os dias me cruzo com gente que ainda vive em barracas com más condições e péssimo aspeto, são poucos, é verdade, mas existem e estão no Faial e são meus vizinhos.

Durante anos os sinistrados que iam vendo a sua situação resolvida eram alvo da exibição por políticos que marcavam cerimónias cobertas de câmaras de televisão e de fotografias onde entregavam chaves de casas para receberem louvores como se tivessem sido feitas com o dinheiro próprio desses políticos… hoje os casos por resolver são escondidos para esconder a vergonha de políticos que ao longo de 15 anos não souberam fazer chegar a todos a resolução dos problemas resultantes da catástrofe de 9 de julho de 1998…

Para memória do que foram aqueles tempos:

Reportagem da TVI

Reportagem da SIC

Procurei vídeos de reportagens na estação de serviço público para recordar… não me foi possível encontrar na internet links para a RTP com tal tipo de imagens.

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Fotos para recordar:

Para ver mais foto carregue aqui.

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Vídeo de Pedro Correia

Este fim de semana prova de ciclismo da modalidade de downhill na Pista da Ribeirinha, I Taça Regional de Downhill Cartão Interjovem sábado treinos e domingo provas.

Para saber mais e o programa consulte aqui.

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9 de julho de 1998, cerca das 5h20 da manhã: um sismo de 20 segundos bastou para destruir praticamente na totalidade a freguesia da Ribeirinha, pode-se dizer que as localidades da Ribeirinha e do Espalhafatos foram varridas do mapa…

A proteção civil, dentro das limitações de uma terra com os acessos cortados, foi rápida e eficiente: os alimentos, as tendas e os primeiros socorros chegaram cedo aos sinistrados, foi o momento em que o agir humanitariamente se sobrepôs aos interesses políticos. Depois… a palavra de ordem dos governantes foi sensivelmente: não façam nada que nós fazemos tudo e ainda podem perder apoios.
Começaram os concursos para as obras, vieram os vencedores, as guerrilhas, os desvios orçamentais, os atrasos, a confusão e as pessoas a desesperar pela resolução dos seus problemas, muitas delas até eram competentes e cheias de capacidades, mas ficaram paralisadas oficialmente por aquele “não façam nada que nós fazemos tudo e ainda podem perder apoios“.

Catorze anos depois, a grande maioria dos sinistrados está realojada e aproveitou-se para resolver determinadas questões de segurança e sociais: o reordenamento do território com abandono de zonas de maior risco, melhor qualidade construtiva, dimensionamento adequado das habitações ao tamanho do agregado familiar.

Mas, infelizmente subsistem ainda pessoas sem casa a viver em pré-fabricados, os imóveis coletivos públicos continuam todos em ruínas como que a gritar que nunca se deve numa catástrofe desmobilizar as capacidades das pessoas, pois esse desperdício não só sai caro de financiar, como dificulta a resolução dos casos não individuais.

Dedicado a todos os que arregaçaram as mangas, correram os riscos e foram em frente… sem esquecer os que ainda hoje não têm casa desde o dia 9 de julho de 1998.

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